Sentaram-se em uma grande pedra meio suja de limo, já que o chão estava enlameado, para esperar a chuva diminuir e poderem procurar o caminho pra ir pra casa.

-Não acredito que agente acabou de perdendo... - Abaixou a cabeça, e fechou os olhos, cansado.

-Pois é... E duvido que os outros venham nos procurar. - Ficou olhando a chuva cair, enquanto passava os dedos por sua franja de cor clara.

-É tudo culpa sua, Uruha... - Olhou de canto para o guitarrista loiro, fazendo-o mostrar uma expressão assustada e interrogativa.

-MINHA?! Quem foi que do nada decidiu correr pra longe do nada?! - Começou a ficar bravo.

-Quem mandou você me seguir? E lembre-se que antes disso você que foi escolhendo os caminhos que íamos seguir, e agora acabamos perdidos e dentro de uma caverna suja! - Levantou-se com uma expressão de raiva, jogando a culpa no outro.

-Escuta aqui, Ao.. - Tentou levantar-se também, mas escorregou no limo da pedra, fazendo-o cair na lama da caverna e sujar suas costas inteiras.

-AHAHAHAHA - O guitarrista moreno ainda em pé em cima da pedra, colocou a mão da barriga e dobrou as costas de tanto rir da cara do mais novo, que estava cheio de lama.

-Agora você ri, é? - Olhou malicioso, puxando o mais velho de cima da pedra, fazendo-o cair também.

-ARGH! EI! - fez uma 'bola' de lama e tacou na cara do loiro.

-QUE NOJO! - Limpando o rosto e cuspindo lama, tacando outra bola no moreno.

Ficaram algumas horas se tacando lama, quando finalmente pararam, Aoi levantou-se para tentar se limpar um pouco com a água da chuva, que ainda estava forte, enquanto uruha cansado continuava deitado.

-Você me sujou todo, Uruha. - Falou enquanto olhava suas roupas e seu corpo coberto de lama.

-Ah, eu estou limpinho quem sabe, né. - Mostrou a língua e sentou-se, vendo o moreno sair de baixo da chuva e voltar pra caverna.

Ainda sujo de lama, dirijia-se para a pedra para continuar esperando a chuva parar, até que novamente escorrega na lama antes de chegar à pedra e cai em cima de Uruha, que ainda estava no chão. Ficaram se olhando assustados por alguns minutos, ruborizados.

-A-Aoi... - Quebrou o silêncio, com um pouco de dificuldade para falar, já que o mais velho ainda estava em cima de si. - "Seu rosto..." - Reparou em um pequeno corte nas bochechas macias do moreno, provavelmente causado por uma pequena pedra que poderia se encontrar no meio da lama tacada, que deve tê-lo atingido.

Com um pouco de medo de machucá-lo, passou de leve o dedo sobre o corte, limpando a lama que estava em volta para evitar que entrasse tanta sujeira dentro do machucado, deixando o moreno mais vermelho ainda, deixando-o um pouco tonto, fazendo-o cair levemente por cima do loiro, aproximando seus corpos e rostos, deixando uma expressão arregalada e vermelha no mais novo. Os corpos de ambos estavam quentes de nervosismo, o que estava acontecendo? Porque nenhum conseguia se desviar ou sequer se mecher?

Quando o mais velho se deu conta de que seus narizes já estavam quase se encostando, arregalou os olhos também, ficando extremamente vermelho, mas ainda preso ali, não podendo se mexer, até que foi levado pelo clima e foi aproximando cada vez mais os rostos, até tímida e lentamente encostou os seus nos dos macios lábios do mais novo, fazendo-o arrepiar-se. Separaram-se com os rostos quentes e ficaram novamente a se olhar. O loiro suspirou, fechou os olhos e puxou o moreno pelo pescoço, beijando-o de um jeito super despreocupado com o depois.

Aoi correspondeu no mesmo ritmo, fechando os olhos e levando uma das mãos aos cabelos do mais novo, bagunçando-os e, finalmente encostando seus corpos. Uruha, que estava sendo afundado na lama, foi se arrastando até a pedra, levando aoi junto. Os dois aos poucos foram trocando carícias. Aoi tirou a mão dos cabelos do mais novo e deslizou-a pelo corpo do mesmo até chegar à cintura, colocou-a por baixo da regata do loiro e passando a mão pelo abdômen, e foi tirando-a lentamente.

O loiro já com a cintura à cima nua, fez o outro ficar igual, e tirou a blusa do mesmo. Enquanto dava leves mordidas em seu pescoço, foi levando ás mãos ao seu cinto, com o intuito de tirar sua calça, mas foi interrompido por um iluminado e barulhento trovão, e rapidamente parou tudo e se agarrou no mais velho.

-O que foi Uruha?! - Olhou para a cara assutada do loiro preocupado.

-Eu... E-eu... - Ainda abraçando forte o mais velho, e se esforçando pra respirar. Soltou um grito ao ver o trovão se repetir e apertou ainda mais o moreno.

-Você... Tem medo de trovão? - Perguntou com uma expressão arregalada e interrogativa, ainda preocupado com a reação do outro. Recebendo como resposta apenas um aceno do loiro que estava com a cabeça baixa e com a franja escondendo seus olhos. Curvou um pouco a cabeça para poder ver seus olhos. - "Ei! Ei! Tá chorando por quê?!" - abafou um pequeno riso, não podia deixar de achar a situação um tanto cômica.

O loiro o olhou meio bravo, limpou as lágrimas, largou-o e sentou em cima da pedra sem olhar para o mais velho, que, ficou olhando-o interrogativo, seguindo-o.

-Ei, ei, eu tava brincando. - Sentou-se do lado do loiro tentando concertar.

-Não gosto que brinquem com isso... eu tenho vergonha. - Abaixou a cabeça.

-Ooh! Tadinho! - Abraçou-o fazendo ele ficar mais calmo.

Não ficaram muito tempo abraçados, após se separarem, reinou o silêncio, até Aoi entrar em ação de novo, colocando as duas mãos sobre as coxas do loiro, e sentando em cima de suas pernas, esticando seu pescoço até seu rosto alcançar o rosto do outro, beijando-o de leve.

-Desculpa? - Fez um sorriso meigo e olhou o mais novo com esperança de uma resposta positiva.

-Tudo bem, dessa vez passa.

Nessa hora, a chuva havia parado, Aoi olhou sorridente pro sol que abrira e saiu correndo pra fora da caverna.

-Venha, Uruha, já podemos ir pra casa! - E saiu correndo saltitante pela praia com a areia molhada.

-Já vou... - Deu um sorriso forçado, e ficou olhando para o chão... Droga! Maldito trovão que havia atrapalhado, e agora a chuva que havia parado... O tempo realmente não estava a seu favor, mas ele daria um jeito de terminar o que começou, só tinha que pensar como, mas ia.

Continua...