Capitulo 5 – O passado das Ronins

Capitulo 5 – O passado das Ronins

A festa acabou com a confusão causada por Miri, Fê, Lu, Sarita, Leli, e Yuki. Elas foram embora, acompanhando Miri, que chorava mais do que Afrodite quando ele recebeu algumas ofensas pela sua fantasia. Camus ajudava os outros dourados a limparem o salão, perdido em pensamentos.

"Miri, o que está acontecendo com você?"

-Camus, você está preocupado com a amazona da sua constelação? – indagou Kanon, ainda com o terno de "James Bond".

Camus, apesar do susto que levara, disfarçou e respondeu:

-Sim... Não é comum dela o que fez... Eu só a vi chorar uma vez, apesar de ela dizer que vive chorando. Miri... O que você acha que aconteceu com ela, Kanon?

-Eu não sei... Mas, pelo que percebi, ela é atormentada por algum fantasma ou algo do tipo. – pausa. – Vai até a casa dela, rapaz, eu limpo aqui.

Kanon tirava grosseiramente a vassoura das mãos do cavaleiro de Aquário, e sorrindo completou:

-Ela precisa de você... Se o Saga reclamar, eu falo que fui eu que te atormentei para ir...

-Penso em Miro também...

Camus olhou o amigo, que parecia tão perdido em pensamentos quanto ele. Miro estava se sentido péssimo com a traição de sua pupila. Se tivesse sido mais rígido, se tivesse procurado saber mais dela, se tivesse...

-Dezi foi longe demais mesmo... – comentou Aiolia, que acabava de chegar perto dos dois.

-Vou fazer o que você falou, Kanon... – se despedindo, Camus saiu do salão. Miro foi atrás dele.

-CAMUS! Aonde você vai?

-Vou ver a Miri... – respondeu Camus.

-Vou com você, meu amigo...

Camus deu um esfrega na cabeça de Miro e sorriu feito bobo:

-Você realmente me entende, não é, cara? Quem sabe esta visita não melhora o seu ânimo...?

O cavaleiro de Escorpião riu, mas por dentro chorava de desgosto.

;;

Fê estava sentada na cama. Não tinha sono algum depois de tudo o que aconteceu.

"Miri voltou a ser perseguida por Kasumi... Isso quer dizer que falhamos... Mas, como voltamos a ter nossos antigos poderes?"

Ela se levantou e foi até a cozinha beber um copo de água. Pela janela, via o luar prateado.

-Miaka não está em paz... Se a Miaka não estiver em paz, Miri também não estará... – sussurrou a amazona, mais pensando. – Miaka, a primeira ronin do elemento terra, você e sua irmã, Kasumi, mestra das trevas, ainda brigam pela posse do corpo da minha amiga?

"Será que tudo não basta. Essa briga de milênios, séculos, sei lá o que... Fez com que nós nos tornássemos amazonas e continuássemos a lutar? Será que não podíamos parar de brigar e viver em paz?"

Terminou de tomar a água. O longo cabelo cacheado caia-lhe no ombro, enquanto ela se abaixava para olhar o luar com mais detalhes. Sentiu alguém por trás dela. Era Dohko.

-Mestre! O que faz aqui? – indagou quase num sussurro.

-Vim ver se estava bem... Afinal, saiu tão depressa da festa junto com Miri de Aquário. Não faz seu estilo entrar num principio de desespero...

Fê fez sinal para que Dohko se sentasse numa cadeira, enquanto ela fechava a porta para que não houvesse perigo de alguém aparecer ali pelos ruídos da conversa. Em seguida, sentou-se na cadeira, de modo a ficar de frente com seu mestre.

-Eu... acho que ainda não posso dizer... o motivo de tudo... – respondeu Fê, com um olhar baixo.

-Está preocupada com algo?

-S-Sim... mestre...

-É um segredo fora do mundo dos cavaleiros? – perguntou Dohko novamente.

Fê ficou em silêncio. De alguma forma os cavaleiros eram envolvidos, no sentido de que se ela falhasse, não existiria Santuário de Atena, Santuário Submarino, Fundação Graad, Asgard... Mas, sim, era fora realmente.

Dohko pareceu iniciar um sorriso. Por fim falou...

-Tenho certeza que sua amiga pretende revelar tudo amanhã... Camus foi falar com ela...

-Camus!? – espantou-se Fê.

-O que foi? Parece saber de algo além do assunto de hoje...

Fê engasgou-se. Demonstrara demais sua idéia sobre os sentimentos de Camus e Miri.

-O que acha dos guerreiros de Aquário?

-Muito fortes, senão, jamais seriam escolhidos como Santos de Atena! – respondeu Fê, disfarçando o rubor da face ao lembrar de sua teoria quanto aos dourados da 11ª casa.

-Falo, se acha que eles se gostam, se o sentimento deles dois é o chamado amor. – Dohko abaixou a cabeça. – Você percebeu isso há muito tempo, estou certo, já que você é mais próxima a Miri do que eu a Camus?

Fê silenciou de novo. Dohko se levantou. Vestia uma blusa chinesa branca, com detalhes em azul, do mesmo tom de sua calça.

-O senhor já vai, mestre?

-Sim... Não quero lhe atrapalhar para pegar no sono. De qualquer forma, é melhor estar no Santuário amanhã, é provável que, com a volta de Shion, Saga e os outros falem do ocorrido de hoje para ele... Shion com toda certeza, vai querer explicações.

-Sim... Mestre...

Dohko saiu então daquela casa, retornando a 7ª casa do Santuário. Fê demorou-se mais ali, no meio da cozinha de pé, pensando...

.

Miri também não dormia. Quando menos esperou, o espelho do seu quarto brilhava e dele saia Camus e Miro.

-Camiu?

Ela se espantou com a presença de seu mestre. Camus ajoelhava-se do lado da cama, a modo de ficar a altura de Miri. Escorpião observava apenas a cena que se fazia.

-O que está acontecendo com você, menina? – murmurou Camus, preocupado.

E gaguejando, a amazona respondeu:

-N-Não posso falar nada... ainda, eu disse.

Camus, se esquecendo do problema de Miri e do seu amigo Escorpião, tocou a face de Miri. Ela estava mais frágil que o comum e aceitou aquele toque amigo como um consolo para a dor que destruía seu coração. Ela fechou os olhos para sentir com ainda mais gosto as mãos de seu querido mestre.

-Camus, eu sinto muito por tudo o que fiz. Eu não queria, juro! – Miri entrava em desespero novamente. E o cavaleiro de Aquário tentava acalma-la:

-Não, você não fez nada de errado! Não foi culpa sua, eu sinto isso aqui no fundo!

Com a mão esquerda fechada, ele batia no peito à altura do coração. E completou:

-Agora que eu já falei o que sinto, não irei mais esconder o que sinto... Eu te amo, Miri, e por isso, defendê-la-ei seja em que caso for... – e olhando no fundo dos olhos castanhos da garota terminou. – Mesmo que você não me ame, eu vou te amar e te proteger da mesma forma que defenderia Atena.

-Não é isso, é que...

Miri se interrompeu. Miro observava satisfeito com a decisão do amigo. Camus olhava a pupila com curiosidade sobre o que ela iria falar. Mas ela virou o rosto.

-Nada... esquece...

Miri jamais podia aceitar ter esse sentimento por Camus. E ela já não confiava no seu coração. Afinal, confiara em pessoas queridas que logo após anos... a traiu e continua a semear a discórdia entre outras pessoas que ela ama... ou amava. Sua inocência e seu grande coração a levaram a ruína e ela não podia deixar-se levar pelo coração novamente, por mais que doesse.

-Miro, leve meu mestre de volta... – ela se encolheu, escondendo o rosto nos seus joelhos e tapando os ouvidos com a mão e forma desesperadora. – Vão embora, por favor! Quero ficar só!

-Mas, Miri... – tentou falar Camus, mas este foi empurrado pela garota e quase derrubou a Miro.

-Vai, te imploro... – respondeu baixando o rosto.

-Camus, vamos, ainda não terminamos a limpeza do salão. Eu não quero levar a pior quando Shion chegar...

Camus e Miro então voltaram ao Santuário...

ÒÓ

No dia seguinte, Shion chegou ao Santuário, já a par da festa. Ordenou uma reunião, mas alguém já havia o feito.

-Mas quem foi? – indagou o Grande Mestre.

-Miri, a amazona de Aquário. – respondeu Saga, que era um de seus assistentes.

Shion sentou-se no trono e segurando o queixo, pensativo falou:

-Miri não é de se relacionar com os outros e tampouco vem às reuniões... Se foi ela quem marcou, certamente...

-É algo sério... – respondeu Kanon.

-Miri está uma garota muito estranha, não acham, queridos colegas?

Afrodite chegava para a reunião. Para ele era fácil, sua casa era a última.

-Afrodite, o que está pensando sobre ela? – indagou Kanon.

-Como ela lutou ontem... Não me parecia técnica comum dos guerreiros de gelo... Desconfio haver muitos mais traidores.

-Não mesmo...

Shura estava chegando, quando ouviu o blábláblá de Peixes. E completou:

-De nada sabemos sobre o passado Miri e as outras. Mas o cosmo de Miri é puro o bastante a ponto de não ser de traidor.

Máscara da Morte chegara naquele instante.

-Humpf, "cosmo puro", Shura? Ficou louco ou o que? O cosmo daquela pirralha tem bastante ódio.

-O ódio que macula o cosmo dela não é forte, o amor dela ainda consegue combater a ponto de não contamina-lo... – respondeu Aiolia, que ali chegava também, sendo confirmado pelo seu irmão.

Aldebaran chegou em seguido. Assim como Mu, Shaka, Dohko, Miro e Camus. Depois vieram os cavaleiros de bronze, e as novas amazonas. Miri ainda não chegara.

De repente, do chão, surgiu Miri. Shion quase caiu para trás de susto.

-MIRI DE AQUÁRIO??

Miri estava com um rosto magoado. Fê pareceu se engasgar e abaixou a cabeça e as longas mechas enroladas escondiam o rosto.

Aquário então se ajoelhou como as outras e começou a falar:

-Antes mesmo de servir a Atena como amazona, eu já lutava, como ronin. Éramos escolhidas por divindades de outros planetas...

Fê se levantou e tirou sua armadura de bronze, jogando-a no chão.

-Sim, não é nossa culpa tudo isso que começou, ou melhor, recomeçou...

Afrodite, então ergueu a sua voz.

-Mais traidoras no Santuário??

-JÁ BASTA, AFRODITE! – gritou Shion. Porém, Afrodite não se contentou e lançou sua Rosa Piranha contra Miri, que estava de costas.

Mas a rosa parou no trajeto e começou a murchar e despencou no chão, totalmente em pó.

-Mas... Como minha rosa...? – balbuciava o cavaleiro de Peixes.

-Miri é a Ronin do elemento terra. Ela pode dar a vida ou a morte para as plantas se ela quiser... – falou Yuki, começando a tirar a sua armadura de Andrômeda.

-Se fossemos traidoras, não perderíamos tempo, afinal, com meu controle sobre o ar, eu poderia decapita-los num único instante... – completou Fê.

-Ou eu poderia torrar vocês, ou a Yuki afoga-los... – completou Sarita, tirando sua armadura também.

-Se a Miri resolveu contar, é por que ela já não agüenta mais ficar calada... E sabe que de alguma forma, tem algo errado. – falou Lu.

-Algo errado? – indagou Saga.

Miri se levantou e ficou de costas para todos indo em direção a porta, mas parou pouco depois de todos ficarem atrás dela. Ela abaixou a cabeça. Queria falar, mas estava tudo enroscado na garganta.

-Pensávamos que finalmente tínhamos derrotado nosso último inimigo... Black Miri...

-Black Miri? Quem é? – perguntou Shaka, curioso.

-Para que serve a Ânfora de Atena? – perguntou Miri, para Shaka.

-Para prender o espírito de Poseidon, oras. – respondeu com naturalidade o cavaleiro de Virgem.

-Sim, e minha alma serve como essa ânfora, para prender o espírito de uma sacerdotisa, chamada Kasumi. Mas no começo, ela se manifestava como se fosse uma segunda personalidade minha, por isso, a chamávamos de Black Miri...

-Foi ela quem você viu, não foi? – perguntou Miro, preocupado.

Miri acenou com um "sim". Camus se levantou de seu lugar e caminhou até Miri, pousando suas mãos no ombro da menina.

-Por isso você quis se matar? – indagou ele.

Miri novamente fez "sim" com a cabeça... Ela ia começar a chorar, quando ouviu a voz de Camus dizer:

-Que bom que não o fez... E ficou feliz de estar com o colar de minha mãe... – essa última parte, disse sussurrante.

Ela virou e fez um sinal para suas companheiras. Elas se aproximaram e então a amazona de Aquário falou:

-Vamos explicar melhor, num lugar onde nossas narrações viraram imagens. – ela ergueu sua mão direita, que começou a brilhar, assim como suas colegas. – Ronins... Em ação!!

Um brilhou envolveu as garotas, que voltaram com outras roupas. Miri usava uma espécie de roupa chinesa e uma tiara com asas de borboleta na orelha. Leli usava um vestido grego branco, Fê e Yuki roupas de colegial, sem ser aquelas de marinheiro, a primeira marrom e a segunda azul. Lu usava uma espécie de armadura moderna, prateada e Sarita uma roupa bem enfeitada com vermelho, branco e afim. Mas todas com armaduras parecidas com as das Guerreiras Mágicas de Rayearth. Elas fizeram um circulo, cujas mãos esquerdas, onde uma luva com uma pedra mágica ficava, uniram-se e elas falavam um encantamento:

-Precisamos falar com a sacerdotisa. Levaremos visitas. ABRA PORTAL MÁGICO!

Um grande círculo de luz surgiu do teto e iluminou o salão todo, ofuscando a vista dos cavaleiros. Então, quando puderam ver novamente, estavam num campo, cheios de flores. Ao longe, viam um templo em bom estado. As Ronins caminhavam em direção a ele, sendo seguidas por seus amigos.

-Mas que lugar é esse? – indagou Máscara da Morte.

-Parece um pouco com os Campos Elísios... – murmurou Seiya, admirando a paisagem.

-Este é o Jardim dos Elementos, onde vive a sacerdotisa que nos ajudou muito. Era aqui também que nos reuníamos quando preciso. – respondeu Fê, sem tirar os olhos do objetivo.

Chegando no templo, a meninas guiaram todos num grande salão, no meio dele, um círculo com o emblema de uma lua em seu centro. O círculo, além disso, era dividido em seis partes: uma com o desenho de uma chama, outra com uma estrela, outra com um losango, outra com linhas enroladas em forma de caracol, terminadas em uma asa, outra com um coração e outra com uma espada. Tudo entalhada em pedra. Ao redor, vários espelhos. Miri adentrou ao local de olhos fechados.

-Mas, Miri, você tem que abrir os olhos!! – reclamou Leli.

-Eu não tenho interesse em abri-los... Esses espelhos podem refletir a imagem de Kasumi... Que nem naquela vez...

-Só você sabe controlar esse computador, criado pela Miaka... Se não abrir os olhos até ele se ativar, não adiantará nada! – completou Yuki.

-Não me diga que tudo isso aqui é um computador...! – exclamou surpreso Aiolia. – Parece mais um templo de orações antigo!

-Agora estou curioso para vê-lo funcionar! – comentou Máscara da Morte, que desde de um dia que ele quebrara a perna e para se distrair "brincava" com um laptop dado por Saori com a condição de nunca quebrá-lo, ficara viciado em computadores.

-Ei, fecha a matraca, deixa ela se acalmar! – disse Camus, defendendo a sua amada.

-"Ei" digo eu! Agora deu de defender os outros, Camus? – respondeu provocando Máscara da Morte.

-Só um idiota insensível e brigão como você diria isso! – retrucou na mesma moeda o cavaleiro de Aquário.

-Chiu! A pobrezinha ta toda nervosa e vocês só ficam brigando? – reclamou Aldebaran.

"Vai ter que ser tudo num único piscar de olhos! Abrir para ativar o computador e fecha-los rapidamente após inicializá-lo para que o espírito de Kasumi não use os espelhos para me dominar..." – pensou Miri.

Dito e feito. Miri abriu os olhos num relance e logo a imagem de Kasumi nos espelhos ficaram visíveis. Os cavaleiros ficaram amendontrados de certa forma com a aparição mas com um "piiii" de computador ligando, Miri fechou os olhos novamente e ao mesmo tempo em que sumia a terrível imagem, fios e cabos cibernéticos se ligavam à menina. A roupa de Miri mudou para uma espécie de top verde-bandeira, descolorido com outros tons do verde, tal como um tecido indiano, cujas alças eram amarradas por trás do pescoço; uma calça do mesmo estilo do top, só que do lado das pernas, de uns quatro dedos acima do joelho até a canela era discretamente aberto e a barra era bem presa ao calcanhar. Uma faixa igual a calça e top na cabeça completava o conjunto e marcas tribais de urucum pintava o corpo da jovem. Os cavaleiros olhavam com estranheza, mas a menina percebendo, mesmo sem ver, retrucou:

-O que foi? Nunca me viram?

Os espelhos começaram a passar imagens e sons do passado guerreiro das jovens ronins. Cenas de lutas contra um jovem rapaz chamado Louie, que fora apaixonado por Sarita e vice-versa, mas por ser um inimigo, foi derrotado. Cenas de batalha das ronins contra Miri, possuída por Kasumi, mas nunca se afetavam com os golpes, pois "o golpe de uma ronin nunca fere a outra". O final de tudo e os cavaleiros começavam a compreender o passado de Sarita, Ronin do Elemento Fogo; Yuki, Ronin do Elemento Água; Miri, Ronin do Elemento Terra; Fê, Ronin do Elemento Ar; Leli, Ronin do Elemento Luz e Lu, Ronin do Elemento Metal...

Miri se "desconectou" do computador e sua roupa voltou ao normal. Ouviu-se passos e então surgiu uma jovem, de cabelos dourados, longos e cacheado, vestindo um vestido branco e comprido. Na cabeça, uma coroa de flores douradas e de suaves tons de rosa, combinando com os enfeites dourados e pedras de sua veste.

-Sacerdotisa! – exclamou Fê e as outras, reverenciando a mestra delas... Menos Miri...

Irritada ao extremo, a amazona de Aquário correu velozmente para cima da Sacerdotisa, como uma onça pronta para estraçalhar a presa. Ela "voou" no pescoço da sacerdotisa, e empurrando contra a parede, sufocava a pobre mulher enquanto gritava:

-SUA MENTIROSA!! VOCÊ DISSE QUE JAMAIS TERIAMOS DE LUTAR COM NOSSOS PODERES!! DISSE QUE TUDO TINHA ACABADO!!

Desesperada, a Sacerdotisa, sofrendo, tentava acalmá-la, contado o que sabia:

-Não fui eu, do que dependesse de mim, jamais as veria sofrer...

-MENTIRA! VAI DIZER AGORA QUE NOS TORNAMOS AMAZONAS SÓ POR QUE SIMPLESMENTE QUERIAMOS!!

-F-Foi... foi Miaka-san... – murmurava a Sacerdotisa. – Foi Miaka que fez vocês ressurgirem de novo e as fez virar amazonas...

Fê e Camus puxaram Miri para trás para que ela não fizesse o pior e a segurava. A Sacerdotisa caia no chão, encostada na parede.

-A Miaka está morta... A Miaka agora sou eu, vai dizer que fui eu? Foi culpa minha...? – indagou nervosamente Miri.

-Mas a Miaka está de certo modo viva... Dentro de ti. – respondeu calmamente a Sacerdotisa.

Miri fez uma cara de horror e saiu correndo, passando por perto de Camus. Ele se assustou com a atitude dela e ia sair correndo atrás dela. Faze-la ficar mais calma, conversar, mas:

-Camus Baudelaire, do vilarejo das Esmeraldas das Oliveiras!

Camus parou de correr a menção de seu nome... e o lugar onde vivera até os oito anos. Quem lhe havia dito fora a Sacerdotisa. Os cavaleiros se olhavam, sem entender o que tudo queria dizer. Sabiam que Camus era da França, mas sua cidade ou nome eram um mistério para os outros dourados.

-Como sabe meu nome e onde nasci? – perguntou ele a mulher.

-Foi Miaka que me contou... – pausa. – E agora, vou lhe contar qual é a sua verdadeira missão, Camus Baudelaire...

Camus ficou encarando a Sacerdotisa, com a cara de maior espanto possível. E cavaleiros e amazonas ouviam o inicio da conversa apreensivos...

-Verdadeira... missão?

Continua...