Recado: Deixem suas opiniões, pessoal! Só assim vou poder saber se as minhas fics estão agradando!
Capitulo dois
O Treinador.
Luana era uma pessoa, equilibrada até demais, conservadora até demais, perfeccionista demais e reservada demais. E isto é que poderia abalar certas regras dentro da casa. Para Luana, Tala era como um inseto que deveria ser esmagado.
"Quem este rapaz é e o que quer aqui? Ele não pode ficar aqui ele é um HOMEM!"
Ele não pode ficar aqui! – disse Luana fria.
Já sei, porque ele é homem, liga não Tala ela foi criada num internato feminino é sempre assim – Celina parecia se transformar, agora falava doce e gentilmente.
Tala parecia não ligar apenas a olhava para ela.
Tala subiu com Celina que o guiou até seus aposentos. O quarto de Tala fora decorado a seu gosto. Lareira, uma prateleira de livros, uma mesa de madeira, cama de casal, closet e banheiro com banheira redonda.
Sei com qual propósito escolheu um banheiro com banheira redonda – Celina olhou esperta para Tala.
Sabe é? – Tala indagou, divertido.
Você sempre foi mulherengo, beijou todas da minha rua e não acredito que tenha sossegado agora que está mais velho – disse Celina risonha e com as mãos na cintura.
Nunca sabe se quando o amor aparece – Tala já começou a imaginar ter Luana nos braços.
Ora!Parece que alguém aqui esta caiDINHO por outra– Celina brincou sarcástica e depois saiu.
Tala foi para o banheiro, tomar um banho quente, a viagem o deixara meio cansado.
Vamos buscar as garotas? – perguntou Luana depois que encontrou Celina em seu quarto desenhando.
Ta legal – disse Celina neutra.
No aeroporto Luana e Celina conversaram pouco, Celina ficou mais tempo pensando do que gesticulando ou expressando algo. Ela dava uns retoques no desenho a cada cinco minutos, bom da pra falar a verdade estava mesmo rabiscando, pois sua mente longe até demais.
Atenção o vôo 247 acaba de pousar – disse uma voz feminina do interfone. Celina guardou o desenho e se levantou do banco.
Hein pessoal – uma voz suave e animada veio aos ouvidos de ambas.
Laila, por que a demora? – perguntou Celina com sua voz melodiosa e ao mesmo tempo grossa.
Você acha que é fácil convencer meu pai e ainda por cima de Nagasaki até aqui é uma eternidade! – respondeu Laila apoiando se nos joelhos, seus belos cabelos negros deslizaram pelo ombro e depois que levantou o tronco colocou os fios para trás da orelha.
O portão de desembarque se abriu, e de lada saiu uma mulata descolada de branco ao lado uma roqueira e no meio uma garotinha que era o clone da mulata em miniatura só que loira e de pele clara.
Kim, Jô aqui!- exclamou Celina acenando com a mão no alto.
As três correram na direção delas e sorriem.
Quem é esta miúda? – Celina sorriu mostrando seus perfeitos e brilhantes dentes.
Sou Sophie, a prima mais nova da Kim – respondeu a menina dócil.
Que bom, sou a Celina – disse Celina simpática.
A Kim fala muito bem de você – Sophie olhou para Celina sorrindo.
Bom pessoal vamos indo que temos visita – disse Luana meio irritada.
Ela levou algum fora? – perguntou Kim cochichando.
Não, logo você descobre – respondeu Celina pegando a mala de Kim.
Milo estava esperando as garotas já do lado de fora da mini van preta com o logotipo da equipe uma estrela de cinco pontas com asas pretas escrito em cima "Anjos Rebeldes".
Oi Milo – disse Laila sorrindo contente.
Olá pequena Laila – disse ele com um tom maroto.
Depois que todas as malas já foram postas no porta-malas, Celina ficou ao lado de Sophie e as duas estavam muito tagarelas, as outras gostaram de ver como sua capitã podia ter varias facetas gentis e dóceis, mas não deixava seu lado irônico e descontraído.
Sophie estava adorando conversar e cantar com Celina, ela era diferente das outras garotas, podia parecer uma pedra de gelo, mas ninguém enganava Sophie, ninguém conseguia enganar uma criança. Sophie via nos olhos de Celina, uma pessoa doce, meiga e especial e disto ela gostava.
Ao chegarem á mansão, Tala estava na biblioteca e ouviu o barulho de carro se aproximando, levantou se e viu a mini van, depois três garotas e uma menina que ele não conhecia desceram do veiculo.
Tala saiu da biblioteca e desceu.
Ao chegar na sala encontrou Celina e Luana carregando algumas malas, ele se dirigiu a Luana, pegou uma mala e depois pegou uma de Celina que olhou para ele desconfiada.
Pessoal este é Tala meu amigo de infância, ele vai ser o nosso treinador de agora em diante – disse Celina indo para o lado de Tala de frente para as amigas e com a mão no ombro dele.
Uau – Laila arregala os olhos.
Demais – Kimberly sorri contente.
Legal um integrante dos Neoborg – disse Joana vibrando.
Os olhos de Luana pareciam dois faróis de tão surpresa que estava. "Como ela pode fazer isso comigo?" – Luana olhou para Celina com os olhos faiscando.
Eu é que agradeço pelo convite Celina – disse Tala sutil
Todos subiram e as garotas ficaram conversando um bom tempo com Tala, já que agora ele seria seu treinador devia saber um pouco mais sobre as colegas de Celina e como a estratégia de cada uma funcionava.
"É duro ser alguém que atrai as mulheres e que sorte a tua Tala ela esta furiosa" – Tala pensa e olha para trás vendo que Luana estava vermelha de raiva, pois as garotas cercavam Tala, eufóricas e tagarelas.
"Safado, filho duma mãe" – pensou Luana fechando o punho.
O dia passou como um flash, as garotas não saiam de perto de Tala, falavam de seus gostos, conquistas, amigas e situações pelas quais passaram. Celina era a única no grupo que não falava uma palavra sobre o passado, já Luana:
Fui abandonada num orfanato quando tinha seis anos – seu tom era frio e rígido, as garotas engoliram em seco e Tala ficou impassível.
A noite Celina estava desenhando numa tela e Tala bateu na porta, ela logo cobriu a tela e foi atender.
Tudo bem? – perguntou Tala suave.
Estou bem Tala – Celina disse convicta e neutra.
Ótimo, então marque o despertador para as sete da manhã, levantaremos cedo para começar o treino – Tala tinha um tom casual na voz.
Celina olhou para os lados e depois pegou Tala pela gola da camisa e o puxou para dentro do quarto.
O que deu em você hein? – perguntou Tala recompondo se do susto.
Celina trancou a porta e olhou para ele com um sorriso esperto.
O que foi que eu fiz dessa vez? – Tala insistiu.
Mas você é cínico mesmo não é? – disse Celina levantando a sobrancelha esquerda.
Do que você esta falando Celi? – Tala parecia meio perdido.
Daquele olhar que você para Luana hoje de manhã e quando chegamos do aeroporto – Celina respondeu sentando se no apoio do dossel. – Você esta interessado na Luana.
Bem eu não posso negar que sinto algo entre nós – Tala respondeu calmo.
Celina abriu a boca para falar, mas apenas concordou com a cabeça.
Nunca vi uma garota como essa Celi eu estou encantado com ela – Tala respondeu com a voz suave e gentil, estava realmente gostando de Luana.
Cuidado para não se machucar e machuca lá também – Celina saiu do apoio do dossel e foi em direção á porta.
Como assim? – Tala estava confuso.
Você vai descobrir – foi o que Celina respondeu após abrir a porta e vê-lo sair.
Depois daquela conversa com Celina, Tala foi para o terraço e encontrou Luana observando as estrelas.
Oi – disse Tala sentando se ao lado dela.
Oi – Luana ainda não tirava os olhos das estrelas.
Pausa. Luana piscou um pouco os olhos, abaixou a cabeça, suspirou e olhou para Tala.
Desculpe ter agido daquela maneira com você.
Tudo bem, eu não liguei – Tala respondeu suave.
Obrigada Tala – Luana pulou no pescoço dele e sorriu.
Ou vamos com calma sou seu treinador não posso andar por aí com tanta intimidade – Tala pegou a mão dela meio desastrado – "É cedo ainda querida, na hora certa serei seu e você minha!" – pensou Tala imaginando Luana implorar por um beijo dele.
Desculpe – Luana ficou vermelha – "O que será que ele esta pensando de mim agora?"
Boa noite – Tala deu um leve beijo nos lábios de Luana que ficou atordoada.
Atrevido! – exclamou ela furiosa depois que ele saiu.
Um dia vai implorar por mais – disse Tala da porta.
Nunca seu idiota – Luana cerrou os punhos e passou a mão nos lábios, mas logo que ele fechou a porta sentiu seus lábios queimarem e pedirem por mais.
"Pro inferno Tala e seus beijos" – pensou ela furiosa.
Enquanto isso Tala abriu a porta do seu quarto e depois foi para o banheiro e ficou a encarar a banheira redonda.
"Como será tê-la nos braços e beija-la mais do que aquele leve beijo?" – perguntou se Tala ainda encarando a banheira depois imaginou tê-la na sua banheira, só ela e ele, mas logo afastou a imagem dos pensamentos, ainda teria tempo para ver essa cena.
