Eu: Ai, ai

Capitulo seis

O outro lado de Celina

Tudo estava indo bem na mansão, as garotas estavam todas no mesmo quarto e Tala era o único com um quarto exclusivo o que rendeu algumas provocações insinuantes dirigidas a Luana que quase o jogava longe com as provocações.

Celina ficou com a cama perto da janela, sempre preferiu e Luana a cama aos pés da cama da capitã, assim uma acordava de frente para a outra.

"Hora do almoço pessoal!" – chamou Kim da porta do quarto.

"Cel" – chamou Luana antes que Celina saísse.

Celina virou para a amiga e foi até ela, com um olhar fixo na amiga.

"Esta semana é de lua nova, o que vai fazer?" – perguntou Luana com um tom preocupado.

Celina respirou fundo, tensa, as coisas não estavam andando muito bem nos últimos dias e parecia que tendiam a piorar.

"Não vamos conversar disso agora, esta bem" – disse Celina rígida.

Luana afirmou com a cabeça e retirou se do quarto deixando Celina sozinha.

"Eu adoro a semana de lua nova" – disse uma voz maliciosa parecendo um arlequim falando.

"Cala a boca!" – disse Celina mentalmente com um tom revoltado.

Virou o rosto para o criado mudo e viu seu celular, sentou na cama, pegou o, foi até a agenda eletrônica e foi procurando até a seta de indicação ficar ao lado do nome em preto "Kai", ficou olhando para o visor do celular hesitante. Queria falar com ele e dizer a verdade sobre o seu passado, mas não suportaria se ouvisse a voz de Patrícia ao lado dele.

Respirou fundo e desligou o celular. Era melhor ninguém ficar sabendo, não queria reviver a sombra que era seu passado naquele exato momento, queria esquecer, e para esquecer você não deve ficar falando do assunto.

Foi até a cozinha e sorriu ao ver os pratos tipicamente brasileiros, arroz, feijão, mandioca, bolo de fubá, vatapá e camarão frito ao azeite, só de sentir o cheiro seu estomago resmungava.

Sentou se na ponta da mesa e o almoço seguiu animado e prazeroso.

A tarde Tala e elas foram treinar as manobras novas, Tala tinha um sorriso orgulhoso na face, isso deixou Celina realizada, ter Tala ao seu lado era como tiara um peso das costas.

Na hora das lutas Luana e Celina foram as primeiras a lutar, a luta estava acirrada entre elas, na equipe eram as duas mais fortes, depois vinha Luana e Kim e por ultimo Laila, Tala ficou nostálgico ao ver Luana lutando isso o deixava mais vidrado nela.

Luana queria mostrar a Tala que ela não era pra ele, forçou os olhos, convencida e foi com tudo pra cima de Celina.

"Sea vai!" – Luana cortou o ar com a mão.

A beyblade Luana foi pra cima da de Celina, a capitã saltou para o lado e apoiou se na mão direita no chão, levantou a cabeça e olhou para Luana desafiadora.

"Diamont investida" – ordenou Celina forçando um pouco os calcanhares.

Diamont obedeceu e avançou com tudo pra cima de Sea, as cabeças das feras colidiram e ficaram juntas, uma forçando a outra.

Celina apertou os olhos e fez um movimento cortando o ar para a esquerda e Diamont imitou a, ficou perto da dona, Celina abaixou as mãos deixando as suspensas, seu corpo formava um triangulo.

Ela fecha os olhos e flashes azuis começam a sair de sua beyblade e uma espécie de redemoinho azul começou a contornar seus braços, abaixou levemente a cabeça com uma expressão rígida.

"Dois mil ventos" – exclamou Celina juntando os braços esticados e dois grandes ciclones foram na direção de Luana.

Luana cobre o rosto com os antebraços e aperta os olhos e é arrastada para trás, depois que o ataque some, Luana sorri pelo canto do rosto, junta os indicadores e os médios e faz um "X" com o as mãos assim.

"Água acida" – Luana desfaz o "X", a beyblade de Luana fica com linhas d'água contornando a em forma de "X" e avança.

Antes que o ataque atingisse a beyblade de Celina junta os dedos e coloca a mão na diagonal na frente do rosto e diz rígida:

"Blindagem" – e beyblade fica instantaneamente cinza metálica e Diamont fica numa forma robótica.

Depois que o ataque perdeu efeito, Luana cerra os dentes furiosa, pois nada acontecera nem com a beyblade nem com Diamont.

Celina coloca a mão na cintura e sorri pelo canto do rosto e Diamont fica ao lado de Celina e Sea fica ao lado de Luana.

"Não teve efeito, os reflexos de Diamont e Celina mudaram" – disse Sea meio irritado.

Luana começou a ficar preocupada aquilo não seria bom sinal, sentiu uma leve vertigem.

"Acaba com essa insolente Celina, você só precisa querer" – disse a voz feminina com um tom sombrio.

"Não estorva" – respondeu Celina, de repente os pêlos de sua coluna arrepiaram e balançou a cabeça para os lados como se quisesse afastar um pensamento ruim.

Celina deixou a mão esquerda em forma de garra, levantou a mão para o alto e tudo ficou escuro e uma bela lua cheia estava no céu.

"Maldição da Lua!" – gritou Celina arregalando os olhos e jogando a mão para frente e uma imensa coluna branca foi na direção de Luana, que deu um passo para trás e todos gemeram e cobriram os olhos por causa do imenso clarão que se fez no local.

Quando a poeira abaixou, Tala correu até Luana que tinha certa dificuldade de levantar, o ataque era poderoso demais para ser usado num treino como aquele, Tala virou o rosto para dar uma bela bronca em Celina, mas ela já partira.

Celina saiu da mansão para espairecer, colocou uma blusa de frio preta com capuz, usava o capuz, as mãos enfiadas nos bolsos, cabeça baixa, franja cobrindo os olhos e lábios caídos.

Travava uma luta insistente com a voz em sua cabeça, que dizia que devia parar de ser teimosa e mostrar as garras, colocar todos aos seus pés e não parava de falar em Kai, dizia que ele precisava uma lição, que devia tortura-lo por faze-la sofrer, tirar Dranzer dele, usar seus ataques mais poderosos para tira-lo do pedestal junto com Tyson, pois essa voz julgava que Celina é quem devia ter o titulo de campeã mundial.

De repente alguém esbarra em Celina, Kai.

"Cel você esta bem? Parece estranha!" – disse Kai meio preocupado nunca viu uma expressão vazia como aquela.

"Sim eu estou bem" – respondeu Celina desviando o rosto e tentando cobri-lo com o capuz.

"Anda vai mostra o quanto você o despreza" – disse a voz com um tom sórdido.

"Não amola, ele é meu amigo" – respondeu Celina mentalmente e zangada.

"Dá um belo rosto nele vai só eu senti o gostinho" – disse a voz zombeteira.

"O gostinho de uma bela dor na mão" – disse Celina irônica e seca.

"Chata!" – disse a voz desgostosa.

Celina e Kai quase não conversaram, Celina sentia se covarde, amava o e nunca dissera, conversava com ele sabendo que ele estava dividindo espaço com uma garota metida, dava atenção a ele conhecendo os sentimentos que ele tinha por ela, sentimentos que não passavam de amizade e camaradagem, chorava por ele, o coração acelerava toda vez que estava perto dele, raiva, ódio, tristeza, culpa tudo isso estava embolado em seu coração e irritação por saber que a voz dentro dela estava certa, Kai não lhe dava atenção e nunca daria.

"Celina o que aconteceu nesse tempo que nós não nos vimos?" – perguntou Kai do nada.

Pronto!Agora estava zangada, passara os piores momentos da vida nesse meio tempo que não o vira e agora ele perguntava sobre as coisas que acontecera, parecia que queria tortura-la com aquelas horríveis lembranças.

"Não quero falar no momento" – respondeu Celina seca.

"Cel, você não esta bem disso eu tenho certeza" – disse Kai preocupado e rígido.

"Não lhe devo satisfações" – disse Celina sem encara-lo.

"O que está acontecendo Celina?" – perguntou Kai segurando o braço dela – "E olhe pra mim quando falo com você"

Celina olhou o, furiosa, xingou o, bateu no braço dele, chamou de impertinente, empurrou o quando ele ameaçava abraça-la e quando disse que era mimado, Kai perdeu toda a compostura.

"Escuta Celina isso não foi legal!" – Kai pegou o braço dela e apertou o impedindo que Celina livrasse dele. – "Agora responda me o que esta acontecendo e não desvie do assunto"

"Solte me agora Kai, ta machucando" – gemeu Celina.

"Não tanto quanto essa sua ofensa" – disse Kai com os olhos faiscando de raiva.

Junto com o medo e a raiva de Celina, veio o arrepio, algo brotava em seu peito, a visão embaçava, sacudiu a cabeça várias vezes enquanto Kai gritava e apertava seu braço, parecia uma cena em câmera lenta, enquanto as sensações no corpo de Celina borbulhavam.

"ME DEIXAAAAA!" – berrou Celina e Kai soltou a surpreso e ameaçou toca-la. – "Não me toque" – Celina recuou como se estivesse machucada.

"Celina eu..." – Celina saiu correndo segurando o braço estava sofrendo muito com a aquela situação.

Chegou na mata e sentou na raiz de uma árvore, cansada, chorou desolada, sua vida estava saindo de seu controle, seu coração doía, seu corpo desfalecia, começou a ofegar e depois a respiração foi diminuindo até normalizar, fechou os olhos e imagens de garras, sangue, olhares demoníacos, símbolos, risadas altas e macabras, gritos de medo e súplica, dentes pontiagudos e uma garota de cabelos brancos rindo sórdida.

Luana estava deitada em sua cama, olhando para a janela com Tala sentado num banco e com uma xícara no criado mudo com fumaça saindo de dentro, Tala estava tenso e Luana com o olhar perdido.

"O que deu na Celina? Ela não é assim!" – pensou Tala batendo o pé no chão.

Luana piscou os olhos devagar e suspirou lentamente, Tala juntou as mãos e apoiou os cotovelos nos joelhos, olhando para o nada pensativo.

"Isso acontece" – disse Luana do nada.

"Hã?" – indagou Tala olhando para ela e levantando a cabeça.

"Dela sair sem dar uma explicação, tornou se um habito" – respondeu Luana com a voz perdida.

Tala olhou a, confuso, não sabia o que pensar. Luana estava preocupada assim como ele, mas parecia estar parcialmente calma, como se Celina tivesse saído para fazer compras ou passear, porém ela acabara de fazer uma coisa grave e simplesmente desaparecera, isso não entrava na cabeça dele.

Kai voltou para a casa de Tyson cabisbaixo, não gostava de brigar com Celina ainda mais do jeito que brigaram, cheio de ofensas, olhares hostis e gestos bruscos, sentia um certo peso na consciência e no peito, a ultima pessoa que queria magoar era a amiga.

All about us – Tudo sobre nós Tatu

Eles dizem

Não acredite

você, eu

nós, nós

Então nós cairemos

Apenas você, eu

E é tudo sobre

é tudo sobre

Celina apertou as sobrancelhas, moveu a cabeça para o lado como se estivesse tendo um pesadelo.

"Você é fraca e tola Celina Baragatti" – disse uma voz de mulher de semblante sombrio.

A jugular de Celina saltou pela pele dela, cerrou os dentes, a sobrancelha direita tremeu e uma gota de suor marcou o lado de sua face.

É tudo sobre nós

Tudo sobre nós

É tudo sobre nós

Tudo sobre nós

Tudo sobre nós

"Se você quiser eu te ensino" – disse Kai sorrindo contente.

A imagem do atual Kai sorrindo elegante e convencido veio lhe a mente, Celina apertou a raiz da árvore.

Há um tema que eles não podem tocar

Porque você (nos) conhece

É tudo sobre nós,tudo sobre nós

É tudo sobre nós,tudo sobre nós

Tudo sobre nós

"Tenho pai medo, vamos embora" – disse Celina entre os dentes e a testa franzia de dor, como se estivesse sofrendo algum corte ou ferida.

"Celinaaaa não pode escapar de mim" – disse a voz com um timbre malicioso.

"Chega, eu não posso" – disse Celina com um tom medroso.

Fugiremos, se precisarmos

Porque você (nos) conhece

É tudo sobre nós(é tudo sobre nós)

É tudo sobre nós(é tudo sobre nós)

E ninguém pode tocar (é tudo sobre nós)

É tudo sobre nós

Se eles magoarem você

Eles me magoarão também

Mas nós nos levantaremos

Não vamos parar

E é tudo sobre nós

É tudo sobre nós

"Tudo ficara bem se você não resistir, vai doer menos" – disse a voz parecendo querer rir do sofrimento de Celina.

Maldita maldição! Por que tinha que proteger Diamont? Por que para salvar o mundo de uma desgraça maior teria que sofrer toda aquela transformação dolorosa?

De repente a imagem de uma faca erguida aparece e Celina geme com dor.

Eles não sabem

Eles não podem ver

Quem nós somos

Medo é o inimigo

Agüente firme

Agarre-se a mim

Porque esta noite...

Celina joga o corpo para frente, sua respiração vai voltando ao normal e acaba adormecendo na grama.

Kai estava tentando concentrar se na leitura, mas estava difícil com a cabeça a mil, pensando em Celina e no seu olhar triste e medroso, aquilo mexera no âmago do jovem Hiwatari, importava se com Celina e Dranzer não parava de dizer que fora insensível e que devia ir procurá-la para ver se estava tudo bem com ela.

E Kai também estava preocupado, nunca vira Celina com aquele olhar medroso e acanhado como o de um cão encurralado.

Alguma coisa sua amiga de infância escondia, fechou o livro, foi para a porta, colocou os sapatos e foi atrás dela.

Tyson, Ray e Patrícia estavam chegando e Patrícia logo perguntou:

"Onde você vai?"

"Procurar a Celina" – respondeu Kai seco.

"Vamos com você fica mais fácil" – disse Tyson sorrindo contente.

E o quarteto seguiu o caminho que Kai guiava, Kai era o único que não abria a boca, estava mais interessado no caminho e em Celina do que numa conversa amistosa entre amigos.

"Onde você esta Cel?" – perguntou se Kai preocupado e apertando as mãos por debaixo do bolso da calça.

Kai abaixou a cabeça e a franja cobriu seus olhos.

"Quando você estiver em perigo eu te protejo" – disse Kai segurando Celina.

"Sério Kai? Você vai me proteger?" – perguntou Celina com os olhos brilhando esperançosos.

"Sim" – respondeu Kai sorrindo e fechando os olhos.

Depois de um certo tempo pararam para tomar um sorvete Kai, ficou afastado, colocou a mão numa árvore, absorvido em travessuras passadas, ergueu a cabeça, encontrava se debaixo de uma cerejeira, fechou os olhos e sentiu o perfume suave da flor, Celina ás vezes lembrava a suavidade uma cerejeira, sorriu.

De repente ele escuta o som de uma beyblade aproximar se, salta para trás e a árvore onde estava apoiado cai, Patrícia fica um pouco atrás de Tyson e Ray que olham para o local tensos, Kai estava agachado com a mão na frente para não perder o equilíbrio.

"Ora ele é bom né pessoal" – disse uma voz de rapaz atrás da arvore caída.

Risadas sórdidas e altas chegam aos ouvidos do quarteto e Kai aperta os olhos, irritado.

"Por que não podemos nos divertir um pouco hein?" – indagou a mesma voz.

E o rapaz apareceu, tinha belos e felinos olhos azuis, cabelo vermelho fogo espetado, usava uma jaqueta sem mangas, um lenço vermelho no pescoço, camisa pólo preta, calça jeans e tênis preto, munhequeiras pretas e um anel no indicador direito.

A beyblade dele era vinho e ficou em cima da arvore que ele acabara de derrubar.

Kai apertou os olhos e cerrou os dentes, irritado, Tyson e Ray cerraram os punhos os dentes, confusão era o que previam.

"Que tal uma luta hein Kai?" – indagou o rapaz sorrindo largamente para o lado.

Kai levantou se, pegou seu atirador por debaixo da jaqueta, a beyblade no bolso da frente, colocou a no atirador e apontou para seu oponente.

"Vamos nessa" – disse Kai com um olhar desafiador, a beyblade do rapaz voltou para a mão dele e imitou Kai.

Razões e Emoções – NxZero

Dizer, o que eu posso dizer?

Se estou cantando agora pra você ouvir com outra pessoa

Kai e seu oponente atiraram suas beyblades que colidem no ar soltando faíscas insistentes, Kai aperta os olhos, as beyblades jogam se para trás e ele faz um movimento de cortar o ar e Dranzer vai pra cima da beyblade do oponente.

É que às vezes acho

Que não sou o melhor pra você

"Você é muito forte Kai!" – disse Celina sorrindo contente e alegre.

"Por você Celina" – pensou Kai fechando o punho e socou o ar.

Dranzer ficou vermelha e foi na direção da beyblade do adversário, os companheiros do oponente vibravam e azaravam Kai, dizendo que estava enferrujado e que era metido demais para levar o amigo a sério e por isso perderia.

Mas às vezes acho

Que poderíamos ser

O melhor pra nós dois

Só quero que saiba

Ray e Tyson olhavam para Kai preocupados, a luta era violenta e parecia que Kai estava meio distraído, Ray ameaçou pegar sua beyblade, Tyson o impediu balançando a cabeça negativamente.

"Kai é o capitão ele vai saber sair dessa" – disse Tyson confiante e sorriu para o colega. – "Não é mesmo Kai?" – provocou.

"Não amola!" – respondeu Kai seco.

Entre razões e emoções a saída

É fazer valer a pena

Se não agora depois, não importa

Por você posso esperar

"Escuta Celina, quando a gente encontrar se de novo vamos lutar só pra ver se você enferrujo" – disse Kai com um olhar amigável e contente.

"Sim Kai! Nunca vou desistir do Beyblade, nunquinha" – disse Celina eufórica e sorrindo.

"Nunca desistir do Beyblade, assim como você nunca vou desistir" – pensou Kai sorrindo pelo canto do rosto.

"Diga seu nome garoto" – pediu Kai autoritário.

"Dave" – respondeu o ruivo com um ar insolente e zombeteiro.

Sentir, o que posso sentir?

Se em um segundo tudo acabar

Não vou ter como fugir

"Um conselho, escolha melhor seus adversários garoto" – disse Kai apertando os olhos.

É que às vezes acho

Que não sou o melhor pra você

"DRANZZZEEERRR" – chamou Kai jogando a cabeça pra cima e uma majestosa fênix vermelha de armadura apareceu e grunhiu para Dave.

"Mostra pra ele do que você é feito Dave!" – disse um dos colegas de Dave.

"Ta bem Kai, você me força a fazer uma coisa mais séria! Venha KIILLERR" – e uma imensa quimera marrom e roxa apareceu e rugiu para Dranzer.

Dranzer abaixou um pouco a cabeça ficando na altura do ombro de Kai, ele olhou para ela e acariciou seu rosto.

Mas às vezes acho que poderíamos ser

O melhor pra nós dois

Só quero que saiba

"Hora de mostrar pra ele do que NÓS somos feitos Dranzer!" – disse Kai desafiador e confiante.

Dranzer piou levantando a cabeça e indo diretamente na direção de Killer, as duas feras chocam se causando rajadas de ventos cortantes, uma rajada corta o rosto de Kai, ele limpa o corte e grita enfurecido.

Entre razões e emoções a saída

É fazer valer a pena

"Vai Kai, vai!" – gritou Tyson eufórico.

"Mostra quem é o capitão da Revolução da ALB" – disse Ray com um ar nostálgico.

"Vejam e observem" – disse Kai com um sorriso arrogante – "Força Dranzer!"

Patrícia pulou agitada, sempre gostava das lutas de Kai, pareciam musicas aos seus ouvidos.

Se não agora depois não importa

Por você posso esperar, posso esperar...

Entre razões e emoções a saída

É fazer valer a pena

Se não agora depois não importa

Por você posso esperar

"Promete que não vai me deixar Kai? Que nunca vai me deixar sozinha?" – perguntou Celina com seu olhar doce em sua face pueril.

Entre razões e emoções a saída

É fazer valer a pena

Se não agora depois não importa

Por você posso esperar, posso esperar

Posso esperar, posso esperar...

Kai apertou as sobrancelhas, deixou a mão em forma de garra e ergueu a na direção de Dave, Dranzer brilhou amarelo ouro e foi pra cima de Killer, um imenso clarão iluminou a noite.

Kai vencera, Dave chutou uma lata de refrigerante e foi embora esbaforido.

"Esse é o Kai que eu conheço!" – exclamou Tyson pulando e levantando o punho cerrado.

Celina ainda estava adormecida na grama, quando a lua cheia a iluminou, seus cabelos negros começaram a clarear tornando se azul pálido, suas unhas ficaram azul gelo, sua roupa virou um casaco com capuz de pêlo branco na barra, suas botas ficaram brancas, sua calça azul gelo e sua beyblade ficou preta e vermelha.

Mexeu as pálpebras e levantou se, esfregou os olhos, eram vermelhos sangue, sorriu maléfica pelo canto da boca, pegou um batom no bolso, colocou o nos lábios, era azul gelo.

"É Celina é uma pena você ter a maior fera do mundo e ser amaldiçoada" – levantou se ficando ereta. – "É hora de Taylor fazer o serviço, a porta da escuridão foi aberta e a sombra da fera desperta" – sua voz era aguda e sádica.

E Taylor riu diabólica e alto, olhou para os lados gatuna e adentrou na floresta.

Chegou ao parque e observou Kai e seus amigos comentando sobre a luta de momentos atrás.

"Você precisa de uma lição Kai, e a sombra de Celina vai ser sua professora" – Taylor sorriu largamente – "EU"

"Hora de fazer travessuras e artimanhas, pois a noite é uma criança nefasta" – disse Taylor ela lambeu os lábios e deu um salto.

Na mansão Luana olhava para a janela e para a cama de Celina que ainda não voltara.

"Taylor já despertou" – disse Luana solene.

"Por quanto tempo Cel vai conseguir conter essa maldição? Pelo que vimos Taylor é bem mais manipuladora e sórdida que Yui" – disse Kim aflita.

Luana virou o rosto ficando de perfil, um lobo uivou e voltou se para a janela novamente.

"Enquanto os portões mantiverem se fechados devemos continuar do jeito que estamos" – disse Luana impassível.

Todas entreolharam se inconformadas com a falta de ação de Luana, voltaram para suas camas e cobriram se com os cobertores.

"Quando Taylor surge faço coisas horríveis e tenho pensamentos ruins, perco o controle da situação" – disse Celina de voz embargada.

"Não tem outro jeito?" – perguntou Luana meio aflita.

"É uma maldição, Taylor é um reflexo do meu inconsciente, a minha sombra, a minha energia destrutiva, ninguém deve ir atrás de mim nessas noites" – disse Celina de costas para a amiga.

"Mas Celina..." – Luana deu um passo.

"Não quero acordar e descobrir que machuquei alguém" – respondeu Celina impassível e ao mesmo tempo deprimida.

"Você esta certa devemos respeitar esse momento tão sombrio de sua vida, esse seu outro lado, para o bem de todos nós" – pensou Luana colocando a mão na janela.

Pegou as cortinas e fechou as, como se quisesse manter o que estava lá fora longe delas.

Nota: Oi pessoal, demoro, mas foi 1 kpitulo kprixado hã? Bm Nany sei q tinha promtido + cedo, porem ñ deu, perdoa eu miga

Flw galera até o próximo.