Without you

By: Cupcake \o/


Capitulo Dois:Storm


" Os olhos castanhos focavam tristemente o céu nublado, mas seu olhar logo voltou pra a pequena sala de música. Sorriu. Não muito animada, mas ainda assim, feliz. Se afastou do parapeito da janela e se aproximou de algumas crianças que já guardavam seus materiais.

- Bom, o verão está começando e eu espero rever a todos no próximo semestre. Boas férias!

A moça fez uma pequena reverencia, a qual foi seguida por todos os alunos na sala. E sorrindo, ela pegou sua bolsa e saiu da sala. Seus passos eram curtos e calmos, como se não quisesse se afastar do local, mas agora teria tempo de cuidar de seus problemas.

Já na saída do Orfanato, a jovem sentiu o celular vibrar em sua bolsa. Com certa agilidade pegou o telefone e o atendeu, se arrependendo instantes depois.

- Mosh...

- Karaokê, hoje à noite, topa?

- Boa tarde pra você também, Miroku.

Ela respondeu sarcástica, enquanto tentava pegar sua agenda e uma caneta da bolsa.

- Sangô-chan vai?

- Sabe Rin-chan... Sangô e eu...

- Já sei, brigaram de novo? Bom, de qualquer forma, eu ligo pra ela. Para onde vamos?

A jovem anotava cuidadosamente as informações em uma data qualquer da agenda, se perguntando o novo motivo para a briga do casal. Após desligar, guardou tudo o que havia pego e observou.

Em sua mente, sempre os mesmo pensamentos, os mesmos pesares. Por que sempre tão sozinha, tão indiferente a todos a sua volta? Continuava se forçando a ver a mesma cena todos os dias, outros professores saindo juntos, conversando alegremente. Por que não conseguia fazer isso também?

Na realidade, a jovem sentia-se sufocar em meio a tanto vazio, como se a qualquer momento o elo que mantinha sua sanidade fosse se romper. Fechou seus olhos fortemente, segurando as lágrimas que já cansavam de tentar cair. Por que logo ela?

Por que ela, entre tantas pessoas, não podia sentir-se feliz? De fato, as vezes a morte lhe parecia a saída mais fácil e a menos penosa do que continuar a viver, se é que se pode dizer que ela vivia.

Já se sentia morta por dentro, qual era a diferença afinal?

Abriu os olhos. Lágrimas? Nenhuma. Apenas aquele vazio. E, estranhamente, o mundo continuava girando indiferentemente.

Entrou no ônibus que parou no ponto a sua frente. Mas nem ao menos se recordava de ter andado até a esquina do Orfanato. Suspirou cansadamente.

Sentou-se num banco qualquer, já puxando o celular, afinal, teria que enfrentar o nervosismo de Sangô. Por que Miroku insistia em continuar o mesmo mulherengo de sempre? Seus pensamentos nos problemas amorosos de seus amigos foram desaparecendo enquanto falava calmamente com a amiga. Já pensava em como aquela noite seria estranha, para variar.

Pronta. Linda e pontual. Apenas esperava que o carro prateado da amiga parasse em frente ao seu prédio para poderem ir. Olhou para o relógio distraidamente, pois sua mente vagava por algumas galáxias. Suas mãos apertavam a alça da bolsa nervosamente, e de tão distraída, nada percebia.

Mas, eu realmente me pergunto, como... Eu repito: COMO ela não notava o belo homem do outro lado da rua, encarando-a?? Entre tantos devaneios, ela não sentia os olhos dourados do estranho vagando sobre a sua fisionomia.

Apenas percebia a fina chuva que começava a se intensificar, mas isso não durou por muito tempo, já que ouviu sua amiga buzinando, chamando sua atenção. Sorriu e correu até o carro.

- Sangô-chan se atrasou hoje.

A jovem falava gentilmente enquanto entrava no carro.

- Desculpa Rin, tive alguns contratempos no trabalho...

- Uhum... trabalho mesmo? Ou é só uma desculpa por ter ido comprar sapatos?

- Ah... eles são lindos, não?

A amiga sorria sem graça ao apontar para os novos sapatos verde-claro. Rin sabia, aquilo era um vicio comum.

- Alias... quem a gente vai encontrar lá? Afinal, nunca ouvi falar desse barzinho... ele é novo? E...

- Calma Sangô... er... eu esqueci de contar um pequeno detalhe...

A jovem encolheu em seu assento ao sentir o olhar indignado de Sangô sobre si. Não tinha contado que iriam se encontrar com Miroku.


Finalmente o silencio que se instalou no carro terminou. Sangô nem olhava para a amiga que, inutilmente, suplicava perdão com o seu olhar.

- Ahm... chegamos Sangô-chan?

A jovem se arriscou e, em troca, recebeu um triste sorriso.

- O que eu devo fazer, Rin?

Deixou sua cabeça apoiada no volante, enquanto suspirava cansada.

- Sabe, eu não sei mais o que fazer... Ele dá em cima de qualquer mulher e eu não posso fazer nada...

- Não é assim, né? Ele ta apaixonado por você, e só por você. Isso de dar em cima de todo "rabo-de-saia" é uma mania que ele vai perder com o tempo.

- Mas eu não agüento mais isso.

- Sangô-chan você só está com ele á 3 meses, e se quiser alguma coisa séria você vai ter que se impor. Mas agora vamos entrar? Ele está esperando...

- Ok... mas... você me desculpa?

A mulher levantou o rosto e encarando Rin, sorriu.

- Deixa de ser boba, mulher! Vamos cantar!!!

Ela era incrível, mesmo com o vazio em seu peito, sua voz saia alegre e descontraída. Se achava falsa. Hipócrita. Constantemente se perguntava como conseguia. E como ninguém notava?

- Rin!!!

- Miroku-kun!!!

A jovem gritou em resposta ao amigo. Ao belíssimo amigo. Estranhamente o negro cabelo dele estava solto e os olhos mais expressivos do que nunca. Se abraçaram, mas logo a jovem se separou, rindo delicadamente.

- É melhor eu deixar os dois sozinhos, certo? Vocês tem coisas para conversar...

E, sobre protestos de Sangô, a jovem entrou no local. Seu sorriso morrera na entrada, a quem queria enganar afinal? Levantou o olhar e se viu em um ambiente romântico, isso apenas aumentou seu mal estar.

Procurava uma mesa livre para se sentar. Todas pareciam ocupadas por adolescentes "alegres". Um breve sorriso se formou em seus lábios ao ver um conhecido a lhe acenar efusivamente. Se aproximou rapidamente.

- Bankotsu?

- Ahm... não é um problema eu ter vindo, certo? Afinal, Miroku me disse que me traria companhia. E me permita dizer, você está linda.

O jeito inocente - sexy dele em nada a afetava, ela apenas sorria de forma educada, como se estivesse envergonhada. Que ótima atriz.

- Bankotsu-kun! O senhor veio com Miroku?

- Não me chame de "senhor", Rin. Não tenho mais do que 3 anos a mais do que você. Bom, Miroku me chamou, mas eu não queria servir de candelabro para os dois. Entretanto, como ele falou que a senhorita veio, tive que aceitar na hora.

- Hum... galante como sempre, né? Tem tido aulas com Miroku-kun?

Ambos riram, enquanto ela se sentava ao lado dele. Um garçom se aproximou para anotar algum pedido, naturalmente. Rin apenas pode pedir um Martini.

Continuaram a conversar por mais alguns segundos, e por mais que se sentisse entediada ali, a jovem sorria, como se há muito tempo não se divertisse. E assim deveria durar. A noite inteira. E para seu salvamento, Sangô e o namorado logo sentaram-se com o "casal".

Aproximando-se da amiga, Rin se pôs a sussurrar.

- Se acertaram?

- Uhum... disse tudo o que precisava, e ele me prometeu que iria mudar.

A jovem sorriu, sabia o quanto o amigo era apaixonado por Sangô e que ele faria tudo para continuar com ela. A noite foi se passando sem muitos importantes acontecimentos.

Cantaram. Beberam. Riram.

Saíram do bar todos "alegres", todos menos Rin que não é de beber muito. Bom, não bebe muito na companhia de amigos.

- Rin, posso te levar para casa?

Por que Bankotsu insistia em uma coisa que não teria futuro, será que ele não percebia o não estampados nos olhos da jovem?

- Não se preocupe, meu apartamento não é tão longe, posso ir andando. Sem problemas!

- Mas e a chuva?

Foi quando ela reparou. Chovia. E muito.

- Eu trouxe um guarda-chuva. E eu gostaria de ir andando.

Sem dar chances de uma possível investida do homem, ela se despediu de todos e saiu do estacionamento.

Já era meia-noite, não era tão tarde assim, quem sabe ela não conseguia pegar um ônibus? E foi isso o que fez. Foi para o ponto mais próximo e por sorte (em certas noites ela tinha algum tipo de sorte) um ônibus passou. Logo o que ela esperava.

Subiu e sentou-se, olhando a chuva torrencial que caia. Forte, mas ao mesmo tempo delicada. Seria a chuva uma representação romântica da jovem? Não se sabe por quanto tempo sua mente vagou em diversos pensamentos filosóficos, pois quando abriu os olhos, além da chuva, havia transito.

Seu apartamento não eram tão longe assim e, em vista disso, saiu do ônibus e se pôs a correr. As diversas gotas que caiam machucavam sua pele, mas ela não parecia notar. Seu sangue estava quente, e alguma coisa preenchia seu coração. Era como se corresse para seu destino, para o clímax de sua vida. Foi quando parou e caiu.

- A senhorita esta bem?

Uma voz grossa, se fez ouvir, e quando ela olhou para cima não pode deixar de se maravilhar. Nunca havia visto um homem tão bonito.

- Estou... me desculpe...

- Venha!

Sua mão, grande e quente, pegou a pequena mão da moça, a pondo de pé e a correr. Ela ria de sua estupidez, agora no que ela se julgava estúpida, nem esta escritora pode-lhes dizer.

Ao chegar no hotel em qual Rin vivia, eles pararam, e meio sem fôlego, ela sorriu e fez uma reverencia.

- Obrigada, senhor...?

- Ishikawa Sesshoumaru.

- Ah... sou Miura Rin.

Não conseguia deixar de sorrir. Sentia-se bem, como há muito tempo não se sentia.


Primeiramente, desculpas pelo "pequeno atraso", sabem como é, né? 3º colegial, tempo semi-integral e sem muitas inspirações. E olha que eu até que gostei do segundo cap. Os cap. vão ser pequenos mesmos (de 4 a 8 páginas do Word), mas é por que eu estou sem tempo e por que a fic é curtinha mesmo. xD

Bom... espero que tenham gostado, e se preparem para o cap. 3, que eu não faço a mínima idéia de quando vai sair! Só não me matem, ok?

Beijos!


Preview - Capitulo Três – Darlin'


- A senhorita ao menos aceitaria um café?

- Pensarei no seu caso.