Without you
Without you
By: Cupcake \o/
Capitulo Três – Darlin'
" Estirada sobre um lençol na grama, uma jovem brincava com algumas flores, esperando o casal de amigos pararem de brigar. Parecia entediada. E ele apenas a observava, sem tédio, sem vergonha, até mesmo parecendo enfeitiçado, ele não conseguia desviar o olhar para uma folha.
As palavras simplesmente apareciam em sua mente, transcrevia uma melodia calma para o novo CD, não seria uma das mais escutadas, mas ao que parecia, seria a favorita dele e, quem sabe, a favorita dela também.
Afinal, seu maior desejo era aquele: que ela pudesse sentir o que ele sentia, com a mesma intensidade, com a mesma paixão. Só esperava que ela reparasse.
- Miura Rin...
- Ta sonhando acordado é?
Novamente aquela voz feminina em seus ouvidos, não era tão doce quanto a da jovem deitada, mas era uma voz confortável.
- Como se eu sonhasse, Kagome.
- Deixa de ser chato, é só uma expressão. Posso ver?
A jovem de negros cabelos perguntou inocentemente, apontando para o caderno nas pernas dele. Ele assentiu com a cabeça e sorriu ao ver ela também sorrindo. Ela lia animada, musicas de tons românticos a atraiam, e não podia negar que a presença de Sesshoumaru também a atraia.
Não era uma atração de pessoas apaixonadas, a jovem sempre considerou aquele homem um grande amigo, e por isso sempre procurava estar em sua presença. Mas sua verdadeira paixão era o baterista da banda, e irmão de Sesshoumaru: Inuyasha.
- É para ela também?
Ele novamente nada falou, estava novamente enfeitiçado pela jovem a metros dele. Kagome seguiu seu olhar e notou a bela mulher deitada, com um belo sorriso no rosto vendo...
- Sangô??
Kagome as vezes fazia o que ele mais odiava: gritar sem necessidade. Ela era muito espontânea, mas não precisava ser tanto. Só alguns segundos depois reparou que o trio se levantava e andava até eles.
Ela vinha com um sorriso envergonhado, e com os olhos fixos no dele. Ela não havia esquecido do encontrão de alguns dias atrás. Não ouviu as pessoas falando com ele, era como se estivesse hipnotizado, e ao levar um beliscão, acordou.
- Sesshoumaru! Estes são Hayashi Sangô, Ogawa Miroku e...
- Miura Rin. Como vão?
Ela corou por ele ter acertado seu nome, e um imperceptível sorriso passou pelos lábios dele. Kagome e os outros se entreolham curiosos.
- Não está mais resgatando jovens indefesas na chuva?
Ao ouvir a voz dela, naquele tom irônico, sua sobrancelha não pode deixar de se erguer, admirado com a forma direta da qual ela falava.
- Não, senhorita Miura, apenas as resgato em dias especiais. Normalmente quem precisa ser resgatado sou eu...
Sua ultima frase saiu em um curto sussurro, do qual ela não deixou de notar. Mas a encarando, ensaiou um sorriso.
- Ahm... acho que perdemos alguma coisa...
Falou Sangô olhando para os dois divertida, e notando que nenhum dos dois se movia, sussurrou para os dois amigos.
- Que tal a gente sentar lá no gramado e deixar os dois a sós?
Quando Miroku e Kagome acenaram positivamente com a cabeça, Sangô os guiou até o lençol estendido, dando uma ultima olhada no casal em pé. Quem sabe sua amiga saísse daquele estresse infernal?
Sesshoumaru ofereceu o banco pra ela silenciosamente, e apenas quando a jovem sentou, ele conseguiu fazer o mesmo. A garota parecia se divertir com a situação, e encarando ele, voltou a falar.
- Bom, acho que você não deveria ser considerado um herói, já que você não foi checar se estava tudo bem com a vitima depois do incidente.
- A senhorita está muito enganada. Apenas não fui ver se a tal vitima tinha ferimentos pois apenas sabia o nome dela, nada de telefone, nada de endereço. A culpa é toda da vitima que não dá todas as informações necessárias ao herói.
Ele nunca havia falado, ou melhor dizendo, brincado com alguém daquela maneira. Poucos eram os que sabiam que ele tinha um sério problema para falar com as outras pessoas, principalmente com as que gostava. Mas com ela, tudo fluía de uma maneira que ele nunca havia esperado.
Ela riu da brincadeira, e ele nunca tinha ouvido a risada dela. Talvez ele não tivesse imaginado que ouviria uma risada dela, pelo menos não de perto e, muito menos, por causa dele.
- Então, meu herói, eu estou muito bem. Mas o senhor salvou alguma garota indefesa nesses tempos? Pois eu sou muito ciumenta.
Embriagado com o doce tom da voz dela, ele não reparou em passos apressados. E quando sentiu um puxão em seu braço, já era tarde demais.
- A ciumenta deveria ser eu, certo?
O riso da jovem foi cortado, e um sorriso triste passou por seus lábios. E se levantando, ela fez uma reverencia aos dois.
- Eu deveria saber que o meu herói era comprometido, né?
E sem querer ouvir uma resposta, ela saiu de lá o mais rápido possível. Sesshoumaru se levantou, e seu frio olhar fez com que Kikyou se arrepende-se do que fez.
- Você deveria saber q...
Como havia sido dito antes, ele odiava ser interrompido.
- Me desculpa Sesshoumaru! Eu achei que ela iria perceber que era uma brincadeira... E é ela não é mesmo? A mulher que você não para de pensar, certo?
A jovem fala completamente sem graça pelo olhar do amigo. E tremendo, não atrevia a abrir os olhos. Ele era a única pessoa que Kikyou temia.
- A Kagome-chan está aqui com você? Eu fiquei procurando ela ontem de noite, tivemos uma briga horrível por causa de seu irmãozinho.
- Ela esta conversando com Sangô e um tal de Miroku. E você deveria parar de ser tão ciumenta. Inuyasha e Kagome são amigos, grande amigos e a senhorita não devia desconfiar dela.
- Eu sei, mas tenho medo de perdê-lo.
Eles observavam o grupo animado, e Sesshoumaru percebeu um rapaz se aproximando, com um buquê de flores. Toda a atenção foi para Rin. E percebendo isso, Kikyou sussurrou.
- Quem deveria ter medo de perder alguém, é você.
Sesshoumaru olhou a amiga, e sem falar nada, se levantou e pegando seu caderno, se afastou. Ele estava sendo totalmente irracional.
Em primeiro lugar: Estava apaixonado por uma humana.
Em segundo lugar: Ele só sabia o nome dessa humana.
Em terceiro lugar: Ela era comprometida e nem deveria saber quem ele era.
Em quarto lugar: Eletinha uma mulher completamente louca por ele.
Estava decidido a esquecer ela e voltar com Kagura, pois mesmo que não gostasse dela, ele tinha companhia. Começou a pensar em mudar de apartamento, assim não ficaria observando ela todas as noites. E, quem sabe, viajar em turnê. Seria mais simples e racional.
O sol já estava se pondo quando chegou ao seu prédio. O dia estava calmo e ameno, havia pensado e elaborado um plano de "fuga", assim pararia de pensar nela. Porem, seus planos foram água abaixo. Ela estava ali, em frente ao hotel, acenando para ele.
Ele se aproximou. Seu rosto estava o mais impassível possível. Mas com o sorriso dela, seus olhos brilharam de certa felicidade.
- Me perdoe se eu causei alguma briga entre você e sua namorada.
Ela falou sem graça.
- Ela não é minha namorada, e sim minha empresaria. Ela não sabia que você se assustaria com a brincadeira.
- Hum... Então meu herói não é comprometido?
- Talvez não, mas a vitima é.
- E quem disse? Eu sou livre, leve e solta, meu bem.
Seu tom brincalhão faz com que ele sorrisse.
- Bom, já que eu não chequei se tudo estava bem com a senhorita, eu poderia propor uma outra coisa em vez de cuidados médicos.
- E o que seria?
- Poderíamos sair em um passeio.
- E se eu estiver ferida?
- Eu não deixaria isso acontecer.
O que estava acontecendo com ele? Nunca em sua vida ele tinha falado assim com alguém, e com ela era tão fácil, tão simples.
- Hum... que tal um cruzeiro no Caribe? Afinal, o meu herói é um astro.
- Um cruzeiro? Bom, a senhorita ao menos aceitaria um café? Não é tão bom quanto o cruzeiro, mas podemos discutir a idéia.
- Pensarei no seu caso. Mas agora, eu tenho que me arrumar, eu vou sair com umas amigas hoje. Posso te responder amanhã?
- Claro... uma boa noite...
Eles se reverenciaram e entraram em seus prédios. E só no elevador ele lembrou.
- Estúpido!
Como pode esquecer de dar seu número de telefone?"
Desculpem a demora!! É que eu estava estudando tanto para as provas e tudo o mais, e agora eu estou me preparando pro Enem. E desculpem esse capitulo curtinho, é que eu estava sem uma real inspiração pra ele. Mas eu prometo que o próximo será maior e melhor, afinal, a verdadeira história começa a partir desse capitulo. E desculpem o Inu não ter aparecido ainda, prometo que ele vai aparecer...
Ah sim, o que acontece com os secundários não vai ter tanto enfoque. Algumas coisas vão ser ditas nas conversas dos personagens e com uma pouca aparição deles. E isso não significa que eles são menos importantes... amo todos eles.
Bom, espero que estejam gostando.
Beijos!
Capitulo Quatro – Kiss me.
- Me explica de novo, por que estamos correndo?
- São os malditos fotógrafos!
