Without you
By: Cupcake \o/
Capitulo Quatro – Kiss me.
"A jovem entrou no elevador, rindo consigo mesma. As coisas em sua vida estavam mudando de forma rápida. Mal havia começado as férias, tempo suficiente para arrumar seus problemas, e ela já arranjava mais alguns.
Não que ter conhecido ele fosse um problema. Mas não queria se distrair pensando em um rapaz, que talvez saísse com ela só para diversão. Não queria se enganar mais e nem ficar sofrendo novamente. Ao chegar no quarto de hotel, deitou na cama e fechou muito bem os olhos.
Pensava em como começar a resolver sua vida. Assinaria logo os papéis do divorcio para poder vender a casa. Se conseguisse se ver livre dele, nada mais importaria. E novamente suas reflexões foram interrompidas pelo toque do telefone.
- A senhorita Hayashi está aqui na recepção, posso permitir a subida dela?
- Claro que pode. Obrigada.
Se ao menos Sangô soubesse o que estava acontecendo na vida dela, mas não podia contar para ela. Não podia contar a ninguém. Aquele seria um segredo muito bem guardado. Suspirou por um longo momento, tentando colocar a mascara de felicidade, que insistia em viver com ela.
- Sangô... itai!
Ao se levantar para abraçar a amiga que havia acabado de chegar, a jovem fora jogada de volta a cama, sem entender mais nada.
- Você conhece Ishikawa Sesshoumaru e não me fala nada?! Que tipo de amiga é você?
- Ahm... Sangô-chan, ele é só um conhecido... não sei o que tem de tão importante?
- Importante?? Ele só é um dos melhores guitarristas do Japão, acho que isso não é nada demais...
- E eu ia saber? Você sabe que não sou ligada nessas "modinhas"...
Ao ver a amiga se tornar num pimentão de fúria (não me perguntem de onde eu tirei isso...), ela sorriu de forma gentil, e puxou a amiga para se sentar na cama.
- Sangô-chan, se quiser eu te apresento a ele, se bem que o Miroku não ia gostar muito...
- Não Rin! Não to brava por que tenho uma "quedinha" por ele, mas sim por que você não me falou nada...
- Nem deu tempo de falar... tem tanta coisa acontecendo... eu conheci ele na noite do karaokê, e ele me ajudou... só isso...
- Parece bem mais do que isso...
- Bah Sangô-chan... Quer alguma coisa pra beber?
- Só sakê, por favor!
- O sol nem se pôs ainda!
Rin não escutou os xingos da amiga, apenas foi à salinha ao lado do quarto de hotel, pegou a garrafa de sakê e voltou ao quarto em si. Mas ao retornar, o único som escutado foi a garrafa de sakê se quebrando.
Passaram-se longos minutos em puro silencio, Sangô olhava para ela e para os papeis em suas mãos, e ela? Ela simplesmente não sabia o que fazer.
Sangô se aproximou, abismada, de Rin, segurando fortemente os papeis. Ao ficar cara a cara com Rin, Sangô deu um leve tapa na cara da amiga.
- O que mais você esta me escondendo? Ishikawa foi só uma brincadeira... mas papeis de divorcio? Testes de gravidez? Você tem duas vidas, Rin?
- San... Sangô-chan... eu ia te contar... tem tantas coisas acontecendo...
- Eu já ouvi essa frase antes!
Rin nunca vira a amiga tão transtornada e irritada.
- Eu... eu não queria trazer meus problemas para a sua vida, Sangô-chan... eu... eu achei que seria melhor assim, e quando tudo acabasse, eu te contaria...
- É pra isso que os amigos estão sempre por perto, Rin! Meus problemas não são nada... se você tivesse me contado, eu estaria te ajudando! Essa foi a pior traição que eu já sofri.
- Eu não queria te magoar Sangô-chan...
- Sei que não... ah... você com todos esses problemas e eu aqui gritando... quer conversar?
Ao ver a amiga mais calma, ela passou a contar toda a história, com uma nova garrafa de sakê. Aparentemente, nossa protagonista havia casado com um "romance de verão", que, após o verão, se tornou um oportunista, gastando a maior parte da herança dela.
Ele fora preso por alguns motivos banais, e só faltavam as assinaturas para o divorcio realmente sair. Mas como renegar o ultimo pedaço da família? E ainda com suspeitas de gravidez?
Fora por isso que ela havia se mudado para o hotel, se afastar de tudo familiar para pensar...
E ao escutar a história, a única coisa que Sangô pode dizer foi:
- Faz assim: assina os papeis, eu me torno sua irmã mais velha e a gente sai pra beber, que tal?
- Só você mesmo...
- É o melhor... você realmente quer estar ligada com um mau caráter ou com uma pessoa super legal como eu?
- Ok, ok... vamos beber...
Ela apenas pegou sua bolsa e sorriu para a amiga sentada na cama.
- Depois eu assino isso, ta certo?
- Como você quiser, só espero que assine...
Só conseguiu acenar positivamente com a cabeça, abriu a porta e apagou as luzes, enquanto mudava para um assunto mais animado. Porem, sua mente vagava bem longe dali, afinal, era uma decisão difícil, e o pior era colocar em prática. Sentiu uma dor no peito grande ao sair de casa, mas a dor seria pior na hora de assinar um simples papel. Mal escutava as palavras de Sangô, apenas acenava, sorrindo.
Até que chegaram ao lobby do hotel.
- Senhorita Miura, sinta-se especial por que nunca corri tanto atrás de um telefone com corro atrás do teu.
Sua cabeça voltou como um raio para a orbita normal, estava surpresa, na verdade, estática, ao ver Ishikawa Sesshoumaru ali, meio que... sorrindo? Pra ela... Não, tudo aquilo era fruto da sua imaginação, só podia ser.
Mas Sangô a cutucou, e ela fechou a boca, ainda com cara de impressionada.
- Como assim?
- Eu vou ali e já volto...
Foi a única coisa que conseguiu falar ao encarar aquele olhar metálico, ele já havia voltado ao normal. Nem notou a saída de Sangô do local.
- Bom senhorita Miura, acho que para marcar o café, para checar se esta tudo bem, é necessário o seu numero de telefone, no mínimo.
- Ah sim, senhor Ishikawa... eu me esqueci completamente. Acho que você pode pegar o numero do meu quarto e ligar direto pro hotel, bem mais simples... se bem que eu vou ter que resolver uns problemas e só vou poder sair no final da semana, tem algum problema?
- Já percebi que não é fã da minha banda...
Ela notou um sorriso meio triste nos lábios dele, mas logo a feição dele mudou novamente, pegando um papel e caneta.
- Eu irei sair em turnê amanhã a tarde, só volto daqui a mais ou menos uns dois meses, então temos um problema.
- Não mais! Eu acabei de descobrir que tenho uma reunião e Rin e eu não poderemos sair juntas, então ela está livre neste momento.
- Sangô...
Sangô sempre esteve ouvindo a conversa dos dois, mas se aproximou, não deixaria a amiga perder a oportunidade de sair com ele. Inventou uma desculpa e antes dela ser desmentida, saiu quase que correndo do hotel. Ele arqueou a sobrancelha e ela sorriu sem graça.
- Se quiser nós iremos outro dia...
- Não, você vai viajar, e quando você voltar eu posso ter piorado, então é melhor já resolvermos isso logo!
- Já que a senhorita deseja assim...
Ela aceitou o braço que ele lhe ofereceu e saíram em direção ao pequeno, mas belo café que tinha alguns quarteirões ao lado. Ela queimava de tão sem graça e ele permanecia meio frio, não demonstrando o contentamento de ter ela ali, com ele.
Ao chegarem, escolheram uma mesinha pequena, e ainda, sem dirigir uma palavra ao outro, pediram um café, até ela se virar para ele.
- Agora me diga senhor Ishikawa...
- Sesshoumaru...
- Ok... então me diga sen... Sesshoumaru, qual o seu interesse em mim?
- A senhorita vai direto ao ponto... bom, ainda não descobri meu interesse, apenas sei que me sinto bem perto da senhorita. Feliz?
- Ahm... mas você nem me conhece direito, isso é meio estranho, não acha?
- Talvez... embora eu acredite que conhecendo-a ou não, o sentimento de paz não vai mudar. É até por isso que estou aqui, por que te conhecendo melhor vai ser mais fácil ficar próximo da senhorita.
- Você também vai direto ao ponto, não é?
- A senhorita que começou...
- Ok, você quebrou as minhas pernas com essa resposta.
Ela sorriu, mas descontraída. O olhar dele já era mais caloroso, mas o sorriso ainda não fazia parte de sua expressão.
- Mas devo dizer que eu sou uma pessoa fechada, não sei falar sobre mim...
- Talvez seja por que as pessoas não fizeram as perguntas certas...
- Pode até ser, mas eu sempre me auto-excluia, então eu tenho uma certa dificuldade em me relacionar, já quebrei tanto a cara ao acreditar nas pessoas e chegou uma época que eu desisti, sabe?
- Entendo, também tive esses problemas, é até por isso que não me aproximo de ninguém, mal falo com as pessoas...
- Não parece... ta bom, seu olhar é meio sombrio e tudo mais, mas você parece ser uma pessoa divertida, pelo menos inteligente eu sei que é...
- Geralmente, as pessoas se aproximam de mim pelo dinheiro, pela fama, nunca pelo caráter, não é a toa que muitos famosos são excêntricos ou fechados. Ninguém gosta de ter uma violação em sua privacidade, ou uma especulação sobre suas relações...
- Então por que esta nessa vida?
- Sempre gostei de tocar, e encontrei uma coisa que valha a pena ser mostrada. Se você tivesse escutado alguma de minhas músicas talvez entendesse. Mas já me acostumei com o fato de que ninguém realmente entende. Ou se importa.
- Já que ninguém entende, por que continua escrevendo músicas, ou tocando-as?
- Você parece uma repórter... mas o por que? Acredito que, mesmo que não importe as outras pessoas, importa pra mim. Eu escrevo e toco para uma pessoa especial, e é uma pena que essa pessoa não escute, acho que ela entenderia minhas mensagens...
- Ah, então realmente tem uma namorada.
Por mais que seu tom tenha sido brincalhão, ela sentiu-se desapontada, afinal, ele realmente era mais do que um rostinho bonito na multidão.
- Nunca disse que era uma namorada, falei em alguém especial, até ai pode ser minha mãe, meu pai, meu irmão... a lista é imensa.
- Se o senhor diz, eu acredito...
- Sesshoumaru, por favor.
- Ok, Sesshoumaru. Realmente, achei que astros do rock eram bem mais superficiais e fúteis.
- Talvez você não tenha conhecido os astros certos.
Ela riu, e ao chegar o café (que demora ¬¬) ela olhou para a janela. Algumas pessoas tiravam fotos, e ao notar aquilo, ela se aproximou dele, sussurrando.
- Estranho, né? Tem umas pessoas tirando fotos...
- Não ligue, devem ser turistas... Agora me conte mais sobre você...
- Mas eu não estava falando de mim! Estávamos conversando sobre a sua pessoa, Sesshoumaru.
- Quem disse? Muitas das suas perguntas refletem uma parte de você, sabia?
- Ok, então vamos falar de mim.
Ela observou ele tomar seu café calmamente, até olhar para a janela também. Tirou a carteira e chamou o garçom.
- Eu te pago a mais se me deixar sair pelos fundos...
- Si-sim senhor...
- Mas e a nossa conversa?
- Senhorita Miura, eles não são turistas. Nosso café fica pra outra hora, pois agora temos que correr, alguma pergunta?
- Várias...
Ele não se importou com a resposta dela. Pegou sua mão e a puxou por uma porta aberta pelo garçom. Ela corria, sendo puxada por ele, entre as ruas.
- Me explica de novo, por que estamos correndo?
- São os malditos fotógrafos!
Ela perguntou num grito ofegante, ele apenas respondeu quando pararam em um beco.
- Que ótima coisa pra um primeiro encontro...
Ela falou cansada, e se surpreendeu com o olhar dele.
- Primeiro encontro senhorita Miura?
- Na-não! É só uma expressão.
- Tem certeza? Nunca ouvi ela antes...
- Deixa de ser bobo. Alias...
Ela tirou uma caneta da bolsa e anotou alguns números na mão dele e sorriu.
- Quando estiver de volta a cidade me ligue, ok? Agora eu tenho que ir!
Sem esperar resposta ela saiu correndo, o deixando no beco. Sorria contente, aquele fora o melhor não-encontro que já tivera. Foi curto, simples e estranho, o que mais poderia pedir?
Agora eu realmente peço perdão... muita coisa estranha aconteceu nesse meio tempo, eu tive minhas recuperações e agora é só estudo pro vestibular, então desculpa pelo capitulo curto, prometo que o próximo será melhor e maio, ok?
Acho que não respondi as reviews ainda, mas vou responder, não percam a fé em mim xD
Beijos!
Preview - Capitulo Cinco – Wake up.
- Então você vai embora, Sesshoumaru?
- Ela não precisa de mais problemas, Sangô...
