Without you
By: Cupcake \o/
Capitulo Cinco – Wake up.
"Ele levantou da cama, visivelmente moído da noite passada, aquele odioso cheiro continuava lá, mesmo semanas após o acontecido. Acordou com os gritos do irmão, mais uma nova briga entre o casal? Sinceramente, aquilo nada importava, afinal, ele pode conversar com ela, sua musa inspiradora.
Ok, aqueles tons de vozes altos e irritados estavam passando do limite, nem devia ser 8 horas da manha, pensava ele, até olhar para o relógio e perceber que já passava das 11 horas. Deitou-se de novo. Ela o enlouquecia. Não conseguia tirar o sorriso dela de sua mente... estava apaixonado...
- Que absurdo.
Respondeu a seus pensamentos. Que idiotice. E repetia: ele, apaixonado? Nunca! Levantou-se e saiu do quarto, visivelmente irado. Andou apresado até a sala de estar, Inuyasha e Kikyou calaram-se ao notar o olhar perturbado dele.
- Os dois, é melhor pararem. Vamos sair deste apartamento em menos de uma hora, e quem não estiver pronto, calmo e sorrindo, vai ter que responder a mim, estamos entendidos?
Os dois apenas acenaram positivamente com a cabeça. Ele não estava irritado com os dois, estava irritado consigo mesmo! Tivera a oportunidade de ter selado aquele encontro com um beijo e não o fizera! Ficou travado, e estava mais do que visível que ela queria também, pois se não quisesse, por que havia corrido com ele? Fugido com ele?
O tom das ultimas palavras dela ainda soavam em seus ouvidos, como se falasse "beije-me.", mas talvez fosse apenas a imaginação dele. Como gostaria que não fosse isso...
- Que bicho mordeu ele?
- Não faço a menor idéia Kikyou, mas é melhor a gente terminar essa conversa depois, ok?
Não viu que a morena acenou positivamente, já estava na metade do corredor, preso a seus pensamentos. Quando ele iria acordar para ver o que estava diante de seus olhos? Ao entrar no quarto, o silencio sufocante se apossou de seu organismo, como a falta dela se apossara de seu coração.
Riu de si mesmo, era patético. Sentindo a falta de alguém que nunca tivera, mas o acalmava o fato de que poderia tê-la, se não fosse o som de batidas em sua porta.
- Sesshoumaru-sama?
- Sim, Kagome?
- Ahm, acredito que será melhor irmos o mais rápido possível, isso se não quiser se encontrar com Kagura antes da turnê.
- E por que isso? Não estamos mau um com o outro.
- Sinto em dizer, Sesshoumaru, mas ficaram. Você não viu a revista semanal da Gossip?
Perguntou a jovem que havia chegado há pouco tempo no apartamento. Ela entregou a ele uma revista, onde na capa estava uma foto dele com Rin, ela bem próxima a ele, sorrindo. E a manchete especulando sobre o relacionamento entre ambos.
Ele jogou a revista dentro de sua mochila e a fechou, se levantando energicamente da cama.
- Estão todos prontos?
- Sim, senhor.
- Então vamos.
Ele a puxou para fora do quarto, a jovem não se importou com a quase brutalidade deste movimento, afinal, era natural ele agir assim diante da informação recebida. Inuyasha e Kikyou já estavam cientes e prontos na porta para descerem. Tinham que ser o mais rápido possível.
- Kikyou, ela é sua amiga, ligue pra ela e avise que já estamos na estrada. Inuyasha, ligue para Naraku e avise que estamos passando na casa dele agora por motivos pessoais.
Os dois já puxaram o celular, entendiam o motivo de ele agir tão "mandão", qualquer astro agiria da mesma forma. Novamente invadiam a privacidade dele. Isso o deixava furioso, mas apenas demonstrava a preocupação diante deste fato.
Pensou em ligar para Rin, e lembrou-se felizmente de que tinha o numero dela, até olhar para sua mão e se lembrar de que antes que pudesse anotar o número em um pedaço de papel, tomara um banho. Mas Kagome era amiga da amiga dela, certo?
- Kagome, ligue para a sua amiga que encontramos no parque e peça para ela avisar a senhorita Miura do ocorrido, acredito que ela não leia revistas de fofocas e só fique sabendo disso ao sair de seu hotel com um bando de fotógrafos e repórteres em sua porta.
- Já estou providenciando isso.
Todos com celulares em mãos, menos ele, estava nervoso demais para falar com um aparelho eletrônico. Esperaram para ligar dentro do ônibus, nas ruas da cidade. Desceram do elevador e subiram no ônibus, passando pela multidão na frente do prédio, a vontade de Sesshoumaru era a de matar todos ali, mas assim ficaria sem sua fonte de dinheiro, e isso não seria nada bom.
No ônibus da turnê, ele sentou no fundo, longe dos olhares preocupados do resto da banda ou de sua empresaria. Tirou a revista e passou a lê-la. Quantos absurdos, será que esse povo sabia que aquelas fofocas poderiam acabar com a vida de alguém?
Não que aquilo destruiria a vida dele, mas a de varias pessoas já foram destruídas por coisas daquele tipo. Não percebiam que aquilo realmente afetava a vida das pessoas?
Odiava fofocas.
- Sesshoumaru-sama, já liguei para Sangô-chan e ela ficou de me dar um retorno, ela vai para o quarto de hotel da senhorita Miura e vai me falar como ta a situação dela e do hotel.
- Obrigada, Kagome.
- Ahm... Sesshoumaru-sama?
- Sim?
- Qual é a sua real relação com a senhorita Miura?
Aquilo o pegou de surpresa. O que dizer? Que era uma amiga, uma conhecida? Sabia que era mais do que aquilo e que, ao mesmo tempo, era menos que uma conhecida. Pela primeira vez, ele não sabia o que responder.
- Não precisa responder, eu já entendi. Espero que ela perceba para quem as suas músicas são destinadas...
Kagome saiu sorrindo, o deixando confuso. Ela também sabia, estava tão na cara assim? Não, não era possível. Já bastava Kikyou sabendo, agora Kagome lhe fazia as mais estranhas perguntas. Acenou a cabeça negativamente e pegou o seu baixo, tentando afiná-la.
Ouvia os cochichos na frente do ônibus, todos se perguntando o que acontecia com ele, afinal, ele já deveria ter se acostumando com a mídia interferindo em sua vida pessoal. Aquilo era estressante. Sufocante. Teria que agüentar aquilo por um mês e pouco. Esperava que esse tempo passasse rapidamente...
E passou.
Não notou o tempo passar entre os shows, viagens e o descanso. Soube por intermediário de Kagome que Rin estava bem, o que acalmava sua ira. Mas no caminho de volta a cidade em que a conhecera, um novo sentimento o consumia. A preocupação, do que aconteceria em seguida o preenchia de uma forma bruta. Iria encontrar Kagura de uma forma ou de outra, mas era necessário ser o mais rápido possível, sem escândalos. Livrar-se dela para sempre. Aquilo era um alivio, e deixaria o caminho livre para ele e Rin.
Será que não estava pensando demais nisso? Nem sabia o que ela iria querer... nem haviam se beijado ainda. Tudo aquilo que ele havia planejado era um sonho, e a luz piscante do celular tentava o chamar para a realidade. Era Kagura novamente. Mas ele sabia que não conseguiria conversar com ela por telefone. O jogou para dentro da mochila, e pegando seu caderno, olhou para frente do ônibus. O ambiente estava mais calmo.
- Kagome...
Ele chamou a cantora de forma baixa, como se sussurra-se. Mas ao perceber que a amiga se aproximou, ele ajeito-se no banco.
- Terminei a nova música, para o próximo CD. Gostaria que fosse a primeira a ler.
- Muito obrigada, Sesshy...
Ele a olhou assassinamente, mas ela sorriu, tentava descontrair ele. Ao olhar o papel, viu cifras para piano, o que a animou. Ele sabia que Kagome adorava o som do piano e, por suas fontes, sabia que ela também adorava... Fechou os olhos.
Ele manteve a melodia calma, romântica. Apaixonada. Um reflexo da verdadeira face dele... se ao menos ela soubesse... se ao menos ela notasse. Suspirou.
- Você esta bem, Sesshoumaru?
Ao abrir os olhos, ele encontrou um olhar preocupado de Kagome.
- Por que pergunta isso?
Aquela mascara de indiferença o irritava. Estava cansado demais para fingir, mas mesmo assim se manteve frio, distante... Como sempre.
- Você parece... bem... você não tem sido você ultimamente. Está mais irritado, preocupado... sei lá... mas ta bem estranho.
Um sorriso imperceptível passou por seus lábios.
- É impressão sua... mas pode ser o estress causado pelos fotógrafos e fofocas...
- Não é saudade?
Ela sabia o jeito certo de acordá-lo. De prender sua atenção.
- A música esta muito boa.
Ela sussurrou em seu ouvido, e após dar um beijo no rosto dele, saiu andando para a frente de ônibus.
Aquilo só podia ser piada. Ele? Com saudades? Olhou pela janela. Talvez Kagome tivesse razão... não sentia seu coração bater tão rápido assim em muito tempo. Ele havia voltado à cidade.
E a noticia parecia correr por todos os bairros, pois quando ele voltou, fotógrafos e fãs estavam parados em frente ao seu prédio. Ele desceu do ônibus, não se importando pelo alvoroço de pessoas que tentavam pular em cima dele. Abriu caminho até o hotel ao lado de seu apartamento. Sangô e Kagura estavam lá, e quem se aproximou mais rapidamente fora a youkai de olhos vermelhos.
- Sesshy, eu sabia que o encontraria aqui.
Aquele maldito tom novamente, como se zombasse do sofrimento dele. Sim, ele sofria com o fato de não poder ter ela a seu lado, mas nunca iria admitir.
- O que quer, Kagura?
- Sua turnê acabou, é hora de eu voltar ao lugar que pertenço. Ou as noticias eram verdadeiras?
Kagura o encarava com os olhos faiscando de ciúmes, ele mantinha seu semblante indiferente.
- Agora não Kagura...
- Então quando? Você me evitou esse mês inteiro! Já chega, Sesshoumaru. Você sabe o que eu posso fazer, então esta na hora de decidir: eu ou ela.
- Podemos discutir isso em casa, por favor?
- É claro, Sesshy.
Falsa! Ela o beijou, como se aquela cena não tivesse acontecido. Ele se desvencilhou dela, e andou até Sangô, que o olhava surpreendida.
- Então, Sesshoumaru, Rin estava certa. Você é um homem comprometido.
- Sangô, eu nunca quis magoá-la, alias, não somos nada.
Ele tentava esconder a tristeza que sentia, mas ela havia notado. O que estava acontecendo? Ele que fora tão bom em esconder seus sentimentos, em manter sua vida longe dos tablóides, agora se via afundando num mar de sentimentos e fofocas.
- Então você vai embora, Sesshoumaru? Vai deixa-la?
- Ela não precisa de mais problemas, Sangô... E tenha certeza, Kagura traria problemas... ela entendera.
Sangô apenas acenou positivamente, enquanto Sesshoumaru se afastava cabisbaixo.
Ok... não ta tããããooo grande quanto eu esperava, mas saiu, finalmente... eu queria uma coisa bem feita, mas como falei tanto nessa turnê, achei melhor ela acontecer logo, pra não estragar os planos da fic...
Próximo cap uma olhada melhor na Rin, depois desse desastre de fotógrafos onde nem um beijinho saiu... mas eu juro que sai um dia!
Alias galera, muuuuito obrigada pelas reviews, e me desculpem se eu não respondi, eu aprendi esses dias como responde, pra vocês verem o quanto eu sou inteligente. xDD
Enfim, eu vou fazer uma coisa beeeeem chata, eu vou postar o capitulo seis depois de 25 reviews, uma pequena meta... por que assim, por mais que as reviews me animem, são muito poucas, o que me deixa um pouco down... então mandem pelo menos um: "Putz, que merda... vai aprender a escrever ¬¬", sacam?
Valeu mesmo... e nesse mar de provas trimestrais e vestibulares isso realmente me animaria a fazer cap. maiores e melhores pra vocês... se bem que, para maiores, eu perdi o jeito, acho... _
Boooom... deixa eu me despedir...
Beijõões! E até o próximo capitulo!!
Capitulo Seis – She falls asleep.
- Sangô-chan?
- O que aconteceu Rin-chan?? Sua voz esta meio estranha...
