Without you
By: Cupcake \o/
Capitulo Seis – She falls asleep.
Acordou. Sua cabeça doía mais do que o normal. Notou o lençol bagunçado, os papeis caídos no chão junto com garrafas vazia. Sentou-se na cama, passando uma das mãos nervosamente pelos cabelos. Olhou em volta e foi como se o peso da realidade caísse sobre o seu colo. As revistas, os fotógrafos. Estava só.
Gossip era o nome da revista que mais citava um possível relacionamento com Ishikawa Sesshoumaru e uma desconhecida. E ele a deixou enfrentar tudo isso sozinha, enquanto saia em turnê. Que tipo de cara era aquele? A tratava de uma forma um tanto quanto estranha. As vezes parecia que gostava dela, e mesmo assim a deixava com expectativas que não seriam realizadas.
Ficara um mês trancafiada em seu quarto, apenas vendo Sangô e Miroku. Não queria ver mais ninguém, até arriscou seu trabalho no orfanato. Nem assinara seus papeis de divorcio. Não os assinaria até obter uma garantia de estabilidade... Mas o que estava pensando? Estabilidade no que?
- Sesshoumaru...
Nele. Não parava de pensar nele... mas sabia que nunca teria nada com ele, mesmo se quisesse. Ele era um astro e ela? Bom, ela não era ninguém importante. Ao menos era isso o que pensava. Ouviu passos e Sangô apareceu no quarto, o rosto fechado. Irritado. Ela sorriu, tentando afirmar que estava bem, como uma criança.
- Rin... ele tentou vir aqui, agora.
Levantou-se da cama como num pulo. O hobby (1) transparente caindo belamente por seus ombros, a camisola de seda, azul, colada em seu corpo. Os olhos esperançosos. Mas pela aparência de Sangô, as noticias não seriam boas.
- Querida... seu príncipe é comprometido...
Lágrimas. Um grito desesperado. Depressão? Talvez, ela não saberia dizer no momento. Sua esperança fora alimentada pelas fofocas da mídia. Teria caído no chão se não fosse sua amiga. Sangô a segurou, entendendo o desespero dela. Entretanto, eles não se conheciam bem o bastante para ela sentir-se tão mal assim. Ele era apenas um conhecido...
Miroku apareceu, e a carregou até a cama. Estava mais magra que o normal, pálida. Doente. Não tinha forças para sair da cama. Ouvia os amigos cochichando e sabia que parte do que eles falavam, era verdade. Pegou os papeis do divorcio. Assinou-os. Acabaria com aquela prisão, e se afastaria.
- Sangô-chan, Miroku-kun. Obrigada por me agüentarem. Estou me sentindo patética ao agir desta forma, até parece que eu estava apaixonada por ele...
Ela falou após se levantar da cama e se aproximar dos amigos.
- Eu estou pronta a recomeçar minha vida. Assinei os papeis e ligarei para o advogado amanha... e amanha mesmo eu faço o teste, ok?
Ela parecia uma criança. Tentava se mostrar bem, mas a verdade era que ela não sabia por onde começar, se bem que, daquela forma, parecia à forma certa de terminar com os problemas. Miroku e Sangô sorriram, como pais. Ambos sabiam dos problemas que ela enfrentava, e tentavam estar sempre próximos a ela.
Seus amigos foram embora, com a promessa de que ela iria se alimentar bem e que dormiria cedo. Sem bebidas. Sem remédios.
Ela se questionava. Sentada no parapeito da janela, olhando para a lua. Não era possível ela ter se apaixonado por um artigo de revista, um sorriso, um convite para o café. Era uma coisa estranha. Mas ele fazia com que ela se sentisse segura, por mais que tivesse o encontrado pouquíssimas vezes, e ela nunca havia se sentido segura.
Imaginava o que aconteceria se ela permitisse seu corpo cair, como seria sentir o vento em sua face? Teria sentimento de liberdade? Pois mesmo não prestando contas a ninguém, ela sentia-se extremamente presa. Entretanto, ela não teria coragem de saltar. O simples pensamento de suicídio fez com que ela se arrepia-se e se afastasse da janela. Se ela soubesse que ele continuava a observá-la, talvez as coisas tivessem sido diferentes.
Amarrou seu hobby, e andou pela pequena sala. Sua mente longe. As luzes apagadas davam um ar mórbido ao luxuoso quarto de hotel. Era rica, não deveria sentir-se deprimida. Mas ela não ligava para aquilo, preferia não viver as custas da herança de seus pais... E, pensando neles, como será que estaria sua cidade natal? Poderia ir para lá por alguns dias... se afastar do tumulto da cidade.
Sim, aquilo seria o melhor. Passaria no presídio até o final da semana, para fazê-lo assinar os papeis, arrumaria suas coisas e partiria. Iria arranjar algum tipo de trabalho por lá, pelo menos até se estabilizar sentimentalmente. Com tantos planos, ela adormeceu no sofá, tendo um sono calmo, como há muito tempo não tinha. Iria colocar sua vida nos trilhos.
Acordou com os raios do sol batendo em seu rosto. Estava mais rosada, com mais forças para enfrentar aquela nova fase. Entreabriu os olhos sonolenta, sentia-se descansada finalmente. Levantou-se, dirigindo-se ao banheiro, mas no meio do caminho, se lembrou da promessa aos amigos.
- O teste... onde eu o deixei?
Falava com sigo mesma, procurando os testes de gravidez pelo quarto de hotel. Ao achá-lo, seguiu seu caminho para o banheiro. A coragem apenas chegou depois de cinco minutos, após fazer o teste. Sua pálida mão tremia, sua face calma se transformou em uma careta de tristeza. Deixou-se cair no chão do banheiro, chorando copiosamente. Não esperava por aquele resultado.
Após algumas horas, sentindo seu estomago clamando por comida, se levantou do chão. Lavou o rosto e andando pelo quarto, procurava pelo telefone.
- Preciso deixar a camareira arrumar este quarto...
Sua cama, de tão bagunçada, não permitiria um corpo descansar lá. Papeis, caixas, roupas, tudo tornava aquele quarto de cinco estrelas parecido com um... nem daria para definir.
- Sangô-chan?
- O que aconteceu Rin-chan?? Sua voz esta meio estranha...
Ela estava abalada, sua voz tremia, mas obtendo controle de si mesma, continuou a falar com a amiga.
- Podemos almoçar juntas? Eu perdi a noção de horário, e estou morrendo de fome...
- Claro, Rin-chan... estou de folga hoje.
- Ótimo, você pode passar aqui em uma meia-hora?
- Tem certeza que está tudo bem?
- Sangô-chan... podemos conversar sobre isso enquanto almoçamos, por favor?
- Tudo o que você pedir, minha querida... daqui a meia-hora estarei ai.
- Ok... até Sangô.
- Até.
Desligou o telefone e passou a mão nervosamente pelos cabelos. Deveria contar a ela sem perder a razão. Procurou no armário uma roupa limpa e foi ao banheiro, tomaria um banho rápido, quem sabe aquilo a acalmaria. Realmente, sentir a água quente cair sobre seu corpo tinha um efeito benéfico na jovem. Mas não poderia ficar hipnotizada com aquela sensação.
Saiu enrolada em uma toalha e ligou o rádio, uma música romântica tocava. Uma voz conhecida cantava suavemente. Como era o nome dela mesmo... Kagome, certo? Era amiga de Sangô e isso a fez pensar, ele também estava em uma banda, não é? Será que estariam na mesma? Balançou a cabeça negativamente.
O dia estava quente do lado de fora, e ela descia impaciente no elevador. Optara por um simples vestido branco. Levava um chalé caso esfriasse, uma bolsa, contendo sua carteira e documentos, e uma pasta branca, contendo os documentos do divorcio. Sangô estava a sua espera, sorrindo.
- Sangô-chan!
A jovem falou contente, enquanto se apressava a abraçá-la. Sorrindo também.
- Está parecendo melhor, Rin-chan.
- Ah sim... dormi bem e tomei um banho relaxante...
- Jantou?
- Estava sem fome, desculpe...
- Mas está com fome agora, certo?
Ela acenou positivamente. Entraram no carro e se dirigiram a um restaurante na avenida principal da cidade. Sentaram em uma mesa afastada, próxima a uma janela.
- Então Rin, você quer me contar alguma coisa?
- Eu estou grávida, Sangô.
Notou o peso de suas palavras no semblante da amiga. Estava mais calma. Seus planos não mudaram.
- Eu assinei os papeis do divorcio, e como prometi, eu fiz o teste. Não esperava esse resultad...
- Você não vai fazer um aborto, não é?
Fora cortada, e as palavras de Sangô a surpreenderam.
- Não... nunca faria isso... Por mais que eu não ame mais o meu marido, essa criança não tem culpa dos meus erros, ou dos erros dele.
- Você tem certeza disso, Rin? Sabe que a responsabilidade é muit...
- Eu sei! Diferente dos meus pais eu sei que é necessário paciência e força de vontade para criar uma criança sozinha. Não vou largá-la num orfanato qualquer. É meu filho, e eu cuidarei dele como nós não fomos criadas...
- Eu... eu não quis dizer aquilo...
- Relaxa Sangô, eu sei... apenas acho que ainda estou muito nervosa com o ocorrido. Mas já tenho um plano de ação...
- E qual seria?
Foram interrompidas pelo garçom, que após anotar os pedidos, saiu rapidamente. Ela encarou a amiga seriamente, mas soltou um suspiro e fechou os olhos por breves segundos.
- Vou voltar a nossa cidade natal. Ficarei na casa de meus pais, arranjarei um trabalho...
- Por quanto tem, Rin-chan?
- Pelo tempo que for necessário. Preciso esquecer de como é a vida na cidade grande...
- Entendo...
- Sabe uma coisa que não entra na minha cabeça, Sangô-chan? A forma que eu "cai" por ele... eu nem o conheço e já tenho um sentimento muito forte por ele... Nunca havia acontecido isso antes...
- Foi a mesma coisa com Miroku. Tem certas coisas que nós não controlamos e que nunca iremos controlar. Basta sabermos como nos levantar depois, aprender com isso.
- Mas você tem sorte, ao menos você conhece Miroku, vocês estão juntos. Eu nunca tive uma conversa consistente com Sesshoumaru, não sei quem ele é, do que gosta.
- Minha querida, não é necessário saber quem ou do que ele gosta para se apaixonar. A forma que ele te trata, o jeito que ele te olha, Rin, ele não se afastaria se não por algo realmente importante...
- Tão importante quanto a namorada dele? Isso é o que me deixa indignada. Ele mentiu pra mim, falou que não era comprometido, pra que? Ele não me beijou, não me levou pra cama. A mentira não era necessária.
Não... ele não precisava ter mentido pra ela. De fato, se ele tivesse sido sincero, ela nunca teria gostado dele. Suspirou.
- Ele deve ter tido seus motivos... se não me engano, ele não parecia feliz ao reencontrar a namorada...
Sangô parecia falar aquilo para acalmar a amiga, e conseguiu. Ao chegar os pratos, Rin, olhando para sua comida, perguntou num fio de voz.
- E ela é bonita?
A amiga pareceu pensar um pouco.
- Ela é diferente, sabe como são os youkais... tem uma beleza exótica. Mas parece ser bem fútil...
- Como sabe disso?
- Ela esteve no hotel, no dia que Sesshoumaru chegou da turnê. Não parava de se olhar no espelho, como uma verdadeira narcisista.
Ela meneou a cabeça positivamente. O clima se tornou pesado na mesa, Rin parecia entretida com sua comida e Sangô a olhava preocupadamente. Até ela estava preocupada. Mas, para esconder a preocupação e melhorar o astral da mesa, sorriu para a amiga.
- E como está o seu namoro com Miroku?
- Ah... ele quer que nós moremos juntos, mas não estou bem certa disso...
- E por que isso, Sangô-chan?
- Acho que é muito cedo...
- Mas você gosta dele, certo?
- Certo.
- Então não tem o porquê se preocupar...
- Pra você é tão simples falar isso... nunca morei com um cara.
- No inicio é bem estranho, mas você se acostuma...
Sangô sorriu para a amiga, ela parou de comer e a observou.
- Sangô-chan... você é como uma irmã pra mim... se eu conseguir levar essa gravidez até o final. Você seria a madrinha?
Viu a amiga quase engasgar com a comida, mas, com o rosto vermelho, Sangô sorriu.
- É claro que sim! Sua boba, nem precisava pedir...
Terminaram o almoço com uma animada conversa sobre as coisas do passado. Sangô tentava desviar os pensamentos de Rin, não queria ver a amiga tão doente.
Se despediu da amiga e decidiu voltar para o hotel a pé, refletir sobre tudo. Mas antes parou no parque. Aquele parque. Levava as crianças do orfanato para lá, sempre estava com os amigos lá. Sorriu timidamente. Sentou-se em um banco, olhando para o lago, os patos, as famílias felizes passeando. Foi quando seu olhar parou sobre uma figura imponente a alguns metros de distancia.
Ele. A última pessoa que ela gostaria de ver. Estava com a youkai e ela era como Sangô havia dito, era bela. E mesmo que não quisesse, a julgou como fútil, onde apenas a sua beleza servia de virtude. Notou que ele a olhava. Sua face se fechou, e saiu andando em direção a saída.
Fora muito cedo para vê-lo. Seus passos se tornaram apressados, procurando se afastar de lá o mais rápido possível. Mas só se viu segura em seu quarto de hotel.
Jogou-se na cama arrumada, sim, a melhor coisa naqueles tempos era saber que tinha amigos e ter um quarto arrumado. Faria daquilo um exemplo. Afinal, sua vida estava uma bagunça e era necessário arrumá-la logo. E para isso, teria que dar alguns telefonemas.
Pegou sua agenda e, após marcar uma consulta médica e ter falado com seu advogado, comprou um filme na TV, para assistir enquanto adormecia na cama. Tudo iria melhorar... Ao menos era o que ela pensava...
(1): Não sei se era assim que escrevia, mas é tipo um "sobretudo" (?????????) pra dormir ._.'
Ok, não vou esperar as 25 reviews, seria sacanagem com vocês xD Por que após postar o cap. 5 me deu uns surtos de criatividade e eu espero que tenham gostado do cap.
Não aconteceu muita coisa, eu sei, e muita gente vai querer me bater pelas coisas que aconteceram. Mas me desculpem!! Era necessário xDDD E me perdoem pelos erros de português... eu não revisei os testos _
Enfim... obrigada pelas reviewwwws!!!!!!
Beijoooooos!
Capitulo Seis – I'll be ok.
- Você aceita casar comigo?
- É claro... Sesshy...
