Nota: Bom, acho que não poderei responder algumas coisas sobre o cap passado, mas depois desse cap alguns esclarecimentos xD Bom, vamos à fic o/

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CAPÍTULO OITO - ADEUS, INUYASHA.

Eu disse que não queria ir a escola nunca mais, certo? Pois é, o único probleminha nesse meu plano é que eu tinha esquecido da existência de alguém que eu chamo de mãe. Sim, vocês já até imaginam o que aconteceu. Acho que nem se eu estivesse morrendo minha mãe deixaria faltar, infelizmente. Para ela minhas últimas respirações seriam muito mais honradas numa sala de aula do que em casa, vê só. Para ela a aula é uma coisa extremamente sagrada, uma atividade divina do plano astral.

Ela chegou no meu quarto, me viu na cama e simplesmente me tirou de lá aos tapas. Isso, aos tapas. O amor aqui até transborda.

Me arrumei e fui para a maldita escola. Chegando lá, em plena terça feira, quase fui jogada no chão por Sango, que estava toda afobada tadinha. Ela começou a falar tudo embolado e rápido, como se ela não tivesse tempo e nem ar pra conversar normalmente e fazendo com que eu não entendesse nada dessa nova linguagem, a língua chamada retardadês.

"SANGO!" Gritei tão alto quanto aquela outra vez, fazendo com que a garota calasse a boca e possivelmente sendo ouvida por meio mundo também. Encolhi-me um pouco envergonhada quando vi outros alunos me olharem como se eu fosse uma louca (eu sei que já debatemos esse meu status e que até mesmo eu concordei que ele é verídico, mas, ainda assim, não me sinto bem com todos esses olhares acusadores. Todos têm seus defeitos, poxa!) "Inspira, expira, inspira, expira..." Repeti isso calmamente (por mais que meu estado de ânimo quisesse que eu mandasse a Sango para o inferno, porque sinceramente, eu não estava de bom humor!), tentando acalmar tanto ela quanto eu mesma e tentando, também, fazer a menina respirar quando fosse falar para que nós pudéssemos estar dialogando com o mesmo tipo de dicionário. Sango fez o que eu estava falando e eu pude perceber que as mãos dela tremiam, o que me fez até mesmo ficar curiosa. Será que ela havia terminado com Miroku? "Pronto Sango, agora me fale, com bastante calma, bem devagarzinho..." Incentivei colocando as mãos nos ombros femininos e a encarei, esperando para ouvir o que diabos tinha deixado ela nesse estado de nervos. Sango olhou preocupada para mim, como se temesse minha reação com o que viria a seguir.

Preciso dizer que todo esse suspense só me irrita mais?

"Kagome, você sabe que as férias estão chegando e que as matérias estão acabando, já que na semana que vem começam as provas e tudo mais, não é?" Sango perguntou como se quisesse amaciar o terreno. Será que há algo muito-extremamente-espetacularmente ruim por trás disso? Ugh, meu alarmezinho de mal pressentimento está começando a apitar porque Senhoras e Senhores!

"Sei sim Sango, por quê?" Perguntei temendo o pior, do tipo: fui expulsa antes das aulas acabarem. Mas isso não seria ruim... Ok, talvez: as férias virão mais cedo! Mas isso também não é ruim. Fui tirada de meus devaneios somente com um nome pronunciado, antes do esclarecimento que provavelmente seria doloroso.

"É o Inuyasha, Kagome..." Sango disse hesitante. "O professor Inuyasha só dará aulas por essa semana e sumirá do colégio... Naraku o despediu." Ela completou e rapidamente trocou nossas posições: antes eu segurava seus ombros, mas agora meus braços estavam caídos nas laterais de meu corpo como se estivessem dormentes e Sango segurava meu corpo pelos meus ombros, me impedindo de cair de joelhos no meio do corredor. "Oficialmente Inuyasha daria aulas por essa semana, quer dizer... Mas ele não vai fazer isso Kagome, ele só dará aula hoje e nunca mais vai aparecer aqui." Sango disse se corrigindo... Coisa que eu preferia que não tivesse feito.

Naraku sorrira daquele jeito ontem por isso. Seu desdém era direcionado ao fato de que eu tinha perdido Inuyasha mesmo com todo o meu esforço, como se ver minha desgraça se desenrolando dessa forma fosse entretenimento o suficiente para ele. A cara feia poderia muito bem ser por ele estar perdendo um professor com ótimo currículo, o que seria algo difícil de substituir.

Eu... Arruinei a vida do Inuyasha, só pode. Mas como, como Naraku ficou sabendo? Inuyasha com certeza não teria contado, então quem teria? Mesmo com Sango tentando evitar que isso acontecesse, eu acabei caindo de joelhos mesmo assim. Ela logo se agachou ao meu lado, tentando me ajudar naquele novo momento de crise.

"Eu não queria isso Sango... Não queria que ele se ferrasse..." Sussurrei tentando impedir o choro que estava querendo sair de meus olhos como um policial arrombando a porta de algum suspeito de assassinato. Felizmente, consegui conter todas aquelas lágrimas, porque eu sinceramente ainda tenho um pouco de dignidade para não querer chorar no meio do corredor. Sango me abraçou amigavelmente e acariciou meus cabelos negros, tentando me transmitir uma paz que eu totalmente não sentia.

"Kagome... Não se preocupe, Inuyasha sabe disso, ele é adulto, entende nossas mentes, não é?" Sango tentou me confortar o que, devo dizer, não funcionou nadinha de nada. Pois é.

O sinal tocou e pedi que ela me deixasse sozinha. A garota se negou nas primeiras tentativas, dizendo que não confiava em mim até aquele ponto (nem sei se deveria me sentir amada ou ofendida com tal frase), mas depois acabou cedendo. Fiquei novamente de pé, limpando meus joelhos e as partes da roupa que entraram em contato com o chão. Andei pelos corredores matando o primeiro horário sem nem perceber conscientemente o que eu estava fazendo, e então senti meu corpo ser lançado para a parede por alguém e logo vi que meu atacante era nada menos do que a professora Kikyou. Ela sorria um daqueles sorrisinhos que eu sempre exibia quando tinha algum de meus planos maníacos, o que me assustou tanto ou mais do que eu costumo assustar as pessoas com o meu belo sorriso psicopata.

"Kagome, minha querida aluna." Ela disse de uma forma tão irônica que eu fiquei até enojada. Ugh, porque ela está com as mãos em mim? Sai, sai! "Acho que já ficou sabendo que Inuyasha foi despedido, certo?" Ela me perguntou com aquele sorrisinho maníaco no rosto, parecendo esperar que eu tivesse meu momento eureka e a deixasse entretida com algum tipo de cena clichê. Como não sou boba nem nada, olhei para ela apertando os meus olhos, já que aquilo tudo estava por demasia estranho já que ela estava feliz com a demissão de Inuyasha? Isso não teria lógica a não ser que tenha sido ela a...?!

"Então... Foi você!" Gritei sussurrando - se é que isso faz o mínimo de sentido - para não chamar atenção de qualquer um que ainda estivesse caminhando por ali. Kikyou me soltou e então, como se já não bastasse toda a brutalidade de cadela ao me prensar contra a parede para início de conversa, ela também tinha que soltar uma risadinha nojenta de hiena, me fazendo crer totalmente que ela tinha algum laço sanguíneo direto com os animais.

Ah, eu sei, minha piadinha não foi tão engraçada como deveria ser. Na minha mente parecia mais inteligente, eu juro!

"Foi minha vingança contra ele, garota. Ele foi despedido por me iludir e me trair. Eu já havia percebido que vocês tinham algo e meu coração se espatifou quando eu vi vocês se beijando com toda aquela paixão." Ela disse fazendo cara de nojo, enquanto dentro da minha mente imagens de tal situação pareciam até um pouco mais coloridas ao ver como isso a perturbava. Eu acho que daria uma boa irmã mais nova com toda essa minha satisfação em provocar a ira dos outros.

Porém, ao mesmo tempo, eu estava estática com o que ela me mostrava de si mesma. Eu não conseguia acreditar que existia aquele tipo de gente na escola. E ainda por cima a professora de japonês! Ela que tinha que dar o exemplo de moralidade e bons costumes!

Claro, eu não resisti por vários motivos e acabei tascando a mão na cara daquela mulherzinha.

"Por sua causa ele ta ferra-" Infelizmente eu não cheguei a terminar minha frase de efeito moral, já que a maldita me deu um tapa de volta. Ai.

Coloquei a mão no rosto e olhei furiosa para ela. Como ela ousa bater em mim! Eu posso bater nela, é claro, porque ela foi a culpada por despedir o Inu tudo de bom; mas o contrário não!

"Eu ainda estou só no começo, Kagome Higurashi. Não posso fazer nada contra você aqui na escola, e nem nada diretamente físico lá fora. Mas eu tenho meus meios, meus próprios recursos para fazer com que você se arrependa de tudo o que me fez." E então ela sorriu, como se ameaçar uma garotinha de dezesseis anos só por causa de um homem fosse tudo muito normal. Ok, eu não imaginei que tirar o namorado de outra mulher poderia chegar até esse ponto. "Não vai ser somente ele que sairá dessa escola, você pode ter certeza disso." Ela completou, rindo maleficamente logo em seguida e andando pelo corredor, realizando sua saída dramática.

Fiquei ali parada, encostada contra a parede que eu tinha sido jogada momentos antes e fui escorregando lentamente até me sentar no chão. Abracei meus joelhos e fiquei olhando para frente, tentando absorver tudo o que estava acontecendo e como toda a situação simplesmente estava caindo pelo ralo em uma pequenina queda livre. Não dava nem tempo de sentir desespero no meio disso tudo.

Kikyou iria me ferrar, Inuyasha estava desempregado, Sango estava que nem doida e maníaca por beijos... E tudo por minha culpa. Talvez meus atos impensados ou até mesmos os pensados, só que dedicados exclusivamente para minha satisfação, tenham estragado tudo. Afundei meu rosto entre meus braços e nem mesmo vi o tempo passar enquanto fiquei ali, mergulhada na minha própria tristeza com as consequências de tudo o que eu tinha feito até ali. Escutei o sinal mas o ignorei, continuando na mesma posição que eu estava antes. Inúmeros alunos começaram a passar por mim, olhando até mesmo visivelmente preocupados comigo. Eu era e sou popular, a menina mais bonita da escola e tudo mais, então ver o mínimo de preocupação sincera em cada olhar me fez sentir bem. Era legal ver que não só Sango se importava comigo, pois isso queria dizer que com eles eu não estragara tudo.

O tempo passou novamente comigo ainda no mesmo lugar naquele corredor e mais um horário havia acabado. Eu tinha matado aula nos dois primeiros horários, mas iria comparecer ao terceiro por mais que eu devesse ficar ali já que era o último horário que teríamos com Inuyasha Taisho, o mais lindo e mais maravilhoso professor de historia da face da Terra.

Andei devagar, obviamente para não chegar rápido até a aula, já que não tinha pressa em ficar mais infeliz do que já estava. Cheguei até a porta que já estava fechada, olhei para dentro da sala pelas janelinhas de vidro que sempre tinha nas portas das classes e vi que ele estava sentado na mesa, enquanto os alunos faziam alguns exercícios no livro. Levantei a mão para bater na porta, mas perdi a coragem. Minha mão ficou suspensa. A janelinha era pequena e mais no alto, mas dava para me ver lá. Sango me viu e avisou para Inuyasha que olhou para mim com desprezo. Abaixei a mão lentamente e me virei de costas. Talvez devesse deixá-lo em paz, talvez a ficha tinha que realmente cair depois de tudo o que ele disse... Dei um passo para sair dali e ouvi a porta se abrir. Parei de andar, mas continuei de costas. Receber mais um de seus olhares furiosos, me desprezando como se eu fosse um ser sujo e insignificante doía demais para que eu continuasse tentando olhar dentro de suas fantásticas piscinas douradas.

"Não vai entrar, Higurashi?" Ele perguntou com uma voz de desgosto. Olhei para o chão e apertei minhas mãos, sentindo a pele doer com a pressão que minhas unhas faziam nas minhas palmas. Mexi a cabeça levemente para os lados e senti que ele me olhava intrigado. Não me virei, nem o encarei, não mostraria a ele meus olhos vermelhos.

"Eu acho melhor não Professor Taisho. Eu... Vou dar uma volta." Terminei de dizer e sai andando pelo corredor. Não olhei para trás, não queria guardar a expressão que deveria estar em seu rosto. Ouvi a porta se fechar e virei pelo corredor. Estava indo em direção ao banheiro feminino, eu devia estar horrível. Andei calmamente, sem nenhuma pressa, já estava tudo ruim mesmo...

Ouvi passos de correria e em pouco tempo senti meu corpo ser jogado para frente. Sango me abraçou forte e senti meu ombro se molhar. Sango chorava por mim.

"Não precisa chorar, Sango." Eu disse carinhosamente fazendo cafuné na moça, enquanto ela ainda me abraçava por trás quase me sufocando quando apertava minha garganta.

"Kagome... Me desculpe! Eu te ajudei naquilo tudo, deveria ter te impedido! Deveria ter colocado um pouco de senso nessa sua cabeça desmiolada!" Ela afirmou em angústia, me largando ao ver que eu estava ficando roxa com toda a pressão que ela estava fazendo nas minhas vias respiratórias. Achei aquilo tão melancólico, talvez deveria até ter achado meio ofensivo, mas percebo que minha tão clamada loucura já se tornou algo normal para mim. Ugh. Afastei-me dela e neguei com a cabeça. A culpa não era dela.

"Você não tem nenhuma culpa. E Sango, até mais, estou indo para casa. A gente se vê depois!" Disse e antes de esperar qualquer resposta voltei a caminhar. Passei reto pelo banheiro feminino e fui em direção a saída. Olhei para trás para dar tchau, Sango também acenou e me viu sumir pelo corredor.

Situação melancólica e complicada. Eu não sou assim, não é minha essência ficar triste pelos cantos. Eu sou uma menina alegre, animada, bonita, sorridente... Iria para casa, e enfrentaria minha mãe, caso ela me mandasse para a escola novamente. E até fui, mas só não esperava encontrar meu diretor na minha casa.

Sim, vocês não leram errado. Meu diretor, aquele gostoso e malvado, estava na sala conversando com a minha mãe. Quando entrei em casa pronta para discutir com ela levei um choque vendo os dois conversando, sérios, e minha mãe com uma cara decepcionada.

"Ó que bom que você chegou Kagome, isso só comprova que você mata aulas." Naraku comentou com sarcasmo, adicionando uma bitadinha de divertimento com toda a minha situação já PIORADA AO EXTREMO. Minha mãe olhou para mim com tanta, mas tanta decepção que eu até senti meu coração gelar. Me senti na obrigação de me sentar e ouvir alguma explicação do que estava acontecendo, porque claramente eu tinha levado a última e magnífica ferrada final. "Bom, vim contar para sua mãe sobre sua expulsão da minha escola." Ele disse isso de forma tão irreverente que meu corpo demorou um pouquinho para assimilar o que suas palavras representavam. Porém, mesmo que tenha tido um pequeno delay com a informação, eu finalmente compreendi o que ele estava dizendo. Meu coração então acelerou, batendo loucamente contra minhas costelas. Como assim? Expulsão?! "Você poderá ir para as aulas, fazer as provas e acabar esse ano letivo, Kagome. Mas ano que vem não apareça na minha escola." Ele completou sério. Eu abri e fechei a boca várias vezes e não pronunciei nada, simplesmente não consegui. Ele sorriu, como se não tivesse acabado de me dar um fatality, e minha mãe segurou suas lágrimas sem deixá-lo ver o que ela estava fazendo. Mas eu a conhecia, eu podia ver aquelas gotículas tão claramente quanto elas eram cristalinas... Senti meu coração ser apertado dolorosamente por uma força invisível ao ver que minha mãe tentava não chorar. Estava tudo tão ruim! E tudo por causa do meu amor por Inuyasha, oh Deus!

E sim, era amor sim!

"Mas... Diretor! Por quê?" Me permiti perguntar. Antes que ele me respondesse minha cabeça começou a trabalhar... Kikyou, ela me ameaçara, falando que não somente Inuyasha estaria fora daquela escola. Ela devia ter dado essa ideia para ele e ainda ter lhe contado motivos bem bons para isso.

"Primeiramente, por matar aulas em demasia senhorita Higurashi. E, claro, por ter se envolvido com o professor de História... Ah sim, além disso tudo, por ameaçar a de professora de Japonês." Minha mente deu uma freada brusca quando ele falou aquela última parte. Espera um minutinho! Ameacei? Nunca! Blasfêmia! Calúnia! Kikyou é uma vaca mentirosa! Quando eu ia abrir a boca para gritar que eu não havia a ameaçado, minha mãe interveio.

"Ela entende senhor Naraku, e olha só, o tempo passou rápido, não? Já esta na hora da saída dos alunos." Minha mãe disse tentando manter a voz firme ao mesmo tempo que tentava finalizar todo o assunto. O olhar que ela me lançou partiu ainda mais meu coração.

"Pois é, estou indo, senhora Higurashi. E para o bem de outras alunas eu também despedi o dito professor de história, ele até vai se mudar." Naraku comentou, abrindo um sorriso enorme e calmo para minha mãe. Ok, aquilo era demais... Mudança? Tudo em somente um dia? Cara, eu sabia que coisas incríveis podiam ser feitas em pouco tempo, mas não pensava que isso realmente pudesse acontecer na vida dos reles mortais.

Me levantei do sofá em um supetão, fazendo Naraku sorrir de canto como se soubesse exatamente o que eu estava pensando e minha mãe olhar para mim com a própria irritação estampada no seu rosto. Eu brigaria com ela depois, porque agora eu tinha uma coisa mais importante para fazer e, com certeza, não era naquela casa que eu chamo de lar doce lar.

Saí de casa correndo como uma desesperada, ainda ouvi minha mãe gritando para que eu voltasse, mas eu não queria voltar, não antes de fazer o que eu tinha que fazer.

Virei na esquina já esbaforida, sentindo o vento bater nos meus cabelos, esvoaçando-os sem qualquer cuidado ou coordenação. Meus passos estavam tão acelerados quanto meus batimentos cardíacos, tanto por causa daquela pequena atividade física que eu estava fazendo quanto pelo o que eu tinha ouvido de Naraku. Então Inuyasha iria se mudar de cidade? Para onde? Quando? Seria hoje mesmo? Exatamente hoje?

Provavelmente não seria as outras pessoas (como Naraku ou Kikyou) que me responderiam. Seria possível que eu nunca mais o veria? Apertei meus olhos e me inclinei um pouco para a frente, forçando mais as pernas para que corressem mais rápido.

Eu nunca tinha corrido tanto na minha vida e nem tinha ficado tão cansada do jeito que fiquei, mas quando eu me vi perto do meu lugar de destino eu não podia expulsar o sentimento de que todo o meu esforço tinha valido a pena. Eu poderia ver meu lindo e maravilhoso professor pelo menos por mais uma vez, mesmo que ele continue a me rejeitar de forma tão... Até mesmo cruel. Eu já estava na esquina da rua dele, sem parar de correr um só segundo, com os cabelos bagunçados e uma respiração arfante. Vi seu carro já na porta junto a um caminhão de mudanças, com várias caixas sendo transportadas para o veículo maior. Ele já estava arrumando as malas antes mesmo de ser despedido, só pode, porque não dava tempo de arrumar a mudança assim tão rápido.

Fiquei parada ali vendo toda a movimentação e coloquei as mãos no meu rosto para tentar me acalmar. Se eu fosse até lá seria rejeitada mais uma vez, não é? Se eu fosse lá teria que desistir oficialmente. Se eu fosse lá... Acabaria tudo.

Mas se eu não for, se eu sucumbir ao medo da rejeição ao medo da desistência, eu nunca vou saber o que poderia ter acontecido, eu posso muito bem nunca mais ver esse hanyou idiota. Eu nunca terei a certeza de que tudo se acabou realmente e viverei sem saber noticias dele e sem entender o que realmente está acontecendo entre nós. Eu poderia olhar para trás e me arrepender de não ter corrido até ele e falado tudo o que eu queria falar, explicado tudo o que eu precisava e também pedir a benditas explicações que eu necessitava.

Ir ou não ir, eis a questão.

Comecei a caminhar até ele, devagar, assim que meu coração parou de palpitar rápido demais e minhas pernas ficaram um pouco menos bambas. Meu cabelo foi pobremente ajeitado com minhas mãos trêmulas durante os poucos metros que me separavam de toda a comoção.

Os homens da mudança carregavam as caixas para dentro do enorme caminhão, e Inuyasha colocava algumas malas no porta-malas do próprio carro. Cheguei até a casa, na cerquinha, sem realmente saber como começar aquela conversa. Inuyasha, quando me percebeu ali, me olhou com desprezo e assim que um novo sentimento surgiu em seus olhos âmbares ele desviou o olhar. Mas eu vi! Eu vi certa preocupação naquelas piscinas douradas, eu vi!

Andei até ele, ignorando como os músculos de suas costas se movimentavam tão belamente sob a camisa que ele usava. O que me importava naquele momento era o fato de que ele não me encarava, ele preferia guardar as próprias malas no porta-malas do que continuar mantendo o nosso contato visual.

O silêncio entre nós não era natural e nem confortável. Eu tinha que arranjar algo para dizer, eu tinha que puxar assunto. Eu não podia deixar ele ir embora assim tão facilmente!

"Você... Vai se mudar?" Perguntei algo que eu sei que é realmente óbvio, mas eu não consegui pensar em outro início de assunto.

"Sim." Me respondeu monossilabicamente, indo em direção a própria casa. Sua postura corporal dizia claramente seu incômodo com minhas presença, mas eu tentei ignorar como aquilo tudo me magoava e continuei a insistir.

"Mas para onde?" Perguntei aflita, tentando entender como tudo tinha chegado até aquele ponto. Eu gosto dele demais e eu precisava saber seu novo endereço. Ele parou de andar e olhou para mim com desdém.

"Você acha mesmo que eu te contaria?" Perguntou com sarcasmo, levantando uma das sobrancelhas. "Você estragou minha vida, garota." Ele completou enquanto se aproximava. Tentei me manter firme, não deveria mostrar minha fraqueza, nem mesmo para ele. "Primeiro faz meu namoro ir às ruínas, depois me faz perder o emprego!" Ele gritou. Os homens do caminhão já estava encostados na lataria olhando a briga de camarote, como se faltasse só as pipocas e os refrigerantes... Ó não, faltava só as pipocas mesmo, eles abriram algumas latinhas de cerveja.

"Eu fui expulsa, ta bom?!" Gritei de volta um tanto desesperada. Ele olhou surpreso para mim. Pelo menos eu consegui que ele parasse de gritar comigo. "Eu me arrependo de ter feito do meu amor por você algo prejudicial!" Continuei e ele gargalhou. Por que as pessoas riem de mim quando estou falando sério?

Sinceramente!

"Você acha que me ama?" Ele se aproximou de mim, segurando meus braços, me forçando a encarar seus olhos sem ter meios de desviar do olhar duro que ele me direcionava. "Isso é uma simples paixonite adolescente, do mesmo tipo em que se aspira por algo que não se pode ter e se faz de tudo por aquilo. Você é só mais uma adolescentezinha típica com sua paixonitezinha clichê por um professor!" Terminou me empurrando, fazendo com que eu perdesse o equilíbrio e caísse de bunda no chão. Ele só pode gostar de me ver caindo no chão, por que sinceramente, já é o terceiro tombo desse tipo causado justamente por ele!

Depois de tudo aquilo, depois de todas as palavras maldosas no armário das vassouras, depois de toda a dor que eu tive que suportar nos últimos dias, depois das palavras de pouca fé desse mesmo momento, eu finalmente senti uma ira enorme crescer dentro de mim, sabe?

Porém, ela não parou de crescer e crescer e crescer, até que ela simplesmente transbordou.

"Paixonite?!" Gritei me levantando e apontando o dedo para ele, bem no meio da cara do hanyou idiota. "Você não sabe o que eu sinto! Não sabe e nem pode dizer se isso é uma paixonite ou um amor verdadeiro, porque você–" Cheguei bem perto, quase enfiando meu dedo nas fuças dele, que era o que ele merecia por ser um homem tão teimoso! "- não sente, e pelo jeito nunca sentirá nada parecido pelo o que eu sinto por você!" Comecei a esmurrá-lo com toda a frustração e toda a raiva e toda a dor que eu sentia naquele instante. Porém meus socos não tinham efeito algum de dor, Inuyasha simplesmente segurou meus braços com uma facilidade até mesmo irritante. "Você nunca vai amar alguém, Inuyasha, porque você nem mesmo acredita no amor..." Disse em um último sussurro entristecido. Ele me olhou sério logo de imediato, como se estivesse pensando em tudo o que eu tinha dito; e, então, seus lábios formaram um terrível e doloroso sorriso de desdém. Eu o encarei completamente confusa com todas aquelas mudanças.

"Você acha que pode me dar alguma lição de moral desse estilo? Se toca menina, você não sabe o que é amor." Ele me soltou bruscamente, sem realmente esperar por mais nada, e foi até a porta da sua nova-antiga-casa para trancá-la. Eu sei que tinha mais coisas ali para ele buscar, mas aparentemente ele deixaria para pegá-las outro dia, quando eu não estivesse ali.

Inuyasha voltou para o próprio carro, passando reto por mim sem nem me olhar de esguelha, e então eu corri atrás dele. Uma última vez. Uma única e última vez!

Quando ele abriu a porta do carro eu a segurei, tentando mantê-la aberta o suficiente.

"Eu sei que o que eu sinto por você não é simplesmente uma paixonite, Inuyasha... Acredite em mim." Pedi suplicante. Não queria vê-lo ir embora, não queria que meu dia piorasse ainda mais.

Tudo parecia ter resolvido acontecer naquele mesmo dia.

"Você não sabe de nada, Kagome, de nada." Ele disse de um jeito que... Parecia triste por aquilo tudo, e com sentido duplo! Ele retirou minhas mãos da porta e a fechou sem esperar por mais nenhum instante. Ele deu partida e saiu com o carro atrás do caminhão.

A minha última visão de Inuyasha foi dele indo embora naquele carro, para longe de mim, depois de um adeus nem um pouco caloroso ou romântico - simplesmente de quebrar o coração. Pelas costas do veículo dava para ver ele no banco do motorista.

O carro já estava longe e eu já não podia mais me manter forte, não quando eu finalmente tinha tido minha última e única chance de ainda tentar lutar por ele. Eu caí de joelhos quando meu corpo ficou pesado demais para minhas pernas, quando minhas mãos tremiam tanto sob meu cuidadoso olhar repleto de dor e descrença. Abaixei minha cabeça em desistência.

"Tudo bem, Inuyasha... Eu desisto de você, se é o que você quer."

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Triste não? xD Agora a segunda temporada :D E agora alguns esclarecimentos sobre o cap anterior.

Bom, A fic é de um jeito que quem conta a historia é a kagome, então nela estão opinioes e as visões dos angulos que ELA viu e pensou sobre. Ou seja, mais para frente ela vai ver que o que Inuyasha disse ali era realmente uma mentira ;D Agora chega neh xD

E sobre esse cap, eu ate que gostei de escrever xD tentei usar de humor junto com o sofrimento constante dela, e tentei fazer como se, nesse único dia, por causa de ações inpensadas, ouve sérias consequencias e que tudo pode virar de cabeça para baixo, basta fazer besteira. Kagome está aprendendo isso da pior forma xD Mas ta divertido. Na proxima temporada da fic, pode se dizer que o Inu vai correr atras da Kagome \o/ Ela não pode correr atras dele a vida inteira neh xD

Vamos aos Reviews:

Kagura-lari: Que bom que você gosta das fics :D É mto bom saber que tem gente gostando :'D Nhaa, eu também sei o que a Kagome passou nele, não foi bem assim mais é um pouco relacionado... Eu no caso fui ingenua na época e acreditei nu menino u.u" Quando descobri um tanto de coisa que ele falava de mim e tentava ficar com a minha amiga enqunto agente tava junto... Sofri até xD Acabei contando minha historia também xD Isso foi a dois anos atrás o.O Eu me vinguei e ele corre atras de mim ate hj 8D Que bom que ta gostandoo, e espero que goste desse cap também, apesar de ser um tanto... Dramatico e catastrofico xD. Bjos :)

Kaoru Higurashi: Que bom que gostou do cap :D Eu também fiquei com pena dela na hora que escrevi o.O ushaushuhausha "Quando um não quer dois não beijam" ushausauhs Boua neh xD Mas é a pura realidade, se um non quer ele fecha a boca e non corresponde non é? xDDD suhasuhauhsauhsa, o armario o.O A kagome como toda praticinha tinha que ter nojo das baratinhas ali no canto, das aranhas xDD suhausha, Que bom que você gosta da fiic :D E espero não ter demorado tanto.. Só um mês o.O ushausha Espero que goste do cap :D Bjos /o/

Cris: Hhushah, como eu disse ali na nota, o ponto de vista da Kagome ela não viu a cara que ele fez falando aquelas coisas para ela no cap passado xD Tudo vai se esclarecer, não se preocupe :D E nhaa, eu tb to amanduh a Kagome malvada xD É tão legal fazer ela assim, é divertido o.o" xD Espero que tenha gostado do cap Bjos -

Uchiha Danii-chan: Oie xD Nhaa ake tb ta fazendo mó frio, tem que andar de cobertor xD Nhaa, o ff. net ta cortando? T.T Eu adoro reviews grandes i.i Site vagabundo ù.ú ushauhsuahs, como eu disse adoro reviews grandes, tenho a maior paciencia do mundo quando eu vejo eles xD O inu éh um retardado, inútil e sem noção em todo lugar xDD Aquele insensivel hsausuauhsa Mas ele ainda vai aprender a lição hehe xD Idéia boua :D Matar a kikyou (a parte que mais gostei xD) e fazer ele ficar a fim dela... apesar que não precisa ;D Espero que goste desse cap moça :D Bjos :)

Hana Murasaki-Chan: Nhaa que bom que gostou do beijo, porque eu adorei escrever xD Hsuahsuahsa, eu ja tinha comentado que ela não gostaria nada das consequencias xD Tb tive pena dela qdo escrevi o.o" sahsuhausha amadurecer? que nada, vai ser bem rapido, por exemplo, no proximo cap xD O miroku? Esse cura rapidim o.O É como se ele nunca tivesse ficado ruim xD eu tb me pergunto, como ele ainda non teve o tumor no cerebro com aqueles tapões que a Sango da nele xD Acho que não demorei muito... Talvez só uma mês xD Espero que goste do cap :D Bjos \o\

Lilica-Chan: SHuahsuahsa quando eu comecei a escrever eu tb fikei ansiosa para ver o tal pega xD Mas como uma escritora muito má eu tinha que acabar com ele xDDD A kagome ainda vai ser um pouco maniaca, um pouco menos por estar mais madura no proximo cap, mas ainda fará muitas loucuras :D Que bom que você axa minha fic divertida e empolgante :D eu fico muito feliiiiiz quando vocês falam que gostam :D Nhaa, acho que não demorei tanto né? xD Um mês ushauhsau xD Espero que goste do cap :D bjos -

Vixinha: Um modo singelo de dizer que as coisas ficariam ruins naum? xD Espero que goste de ver a vida da kagome virada de cabeça para baixo tadinha xDD suahsuahsuah eu gostei de ver o.O" Que bom que gostou :D É muito bom saber que vcs gostam :D Espero que goste do cap, e continue gostando da fic :D Bjos \o/

Sisical: Que bom que gostou do caap :D A kagome deu um super amasso nele mesmo (morreno de inveja xD) aproveitou cada segundo hsauhsuhauhs Mas tadinha, pensar nas consequencias é algo muito bom de se fazer de vez em quando xD. Que bom que esta gostando :D Acho que não demorou muito não é? xD Nhaa... um mês u.u" Espero que goste do cap o/ bjos :)

Bom, reviews respondidos! Espero que tenham realmente gostado xD Nhaa 3855 palavras :D aumentou xD E obrigada por lerem :D E por favor, mandem Um pouquinho mais de reviews, reviews, reviews, e mais um tikim de reviews! xD

Bjux \o/