Nota: Vamos lá.
Bem, quando eu postei o cap anterior, eu dei a chance de vocês terem esse capítulo em DUAS SEMANAS, era só mandar review pessoinhas :) Mas eu entendo que com toda a minha demora com os caps, muita gente deve ter parado de gostar dessa ficszinha ;-; Bem, foram 601 'visitors', e 24 reviews. Acho que vocês entendem um pouco porque eu demorei quase 3 meses neh? DAYUGDGYUADGYU
De qualquer maneira, são DOIS ANOS de Fic (Só não postei ontem na cuja data porque não deu tempo, tinha acabado de chegar de viajem, tinha que organizar meu orkut UYGDSAUYGD). E com esse capítulo, o último (Ainda temos um Epílogo!), irei festejar o tanto que essa história é especial para mim. Fez parte das mudanças ocorridas na minha vida por dois anos, é muita coisa.
Vou responder rapidinho as reviews aqui mesmo ;D (Desculpe por ser meio confuso)
Obrigada à: SrTaisho (Fico feliz que tenha gostado do cap anterior, e espero ansiosamente que goste desse o/ Beijos), Biah Higurashi Taisho (Eu fico imaginando o quanto sua mãe deve me achar louca, lendo também UDYSGADU Minha escola não tem professor gostoso, triste. Espero que goste desse cap :D Beijos), Kaoru Higurashi (Espere o pior do Naraku YUDSAUGYDGUY Que bom que achou o cap anterior engraçado, eu me esforço sabe? xD Espero que goste desse. Beeijos), Lory Higurashi (Eh, a Kagome não é nada normal! DUYSAGYUDAGYU Não me mate, e nem me ressucite, vai que no processo eu perco a memória? Aí eu não escrevo. Espero que goste do cap :D Beijos), Mandyy (Que bom que ta gostando da fic! Espero que goste desse cap também ein? :D beeijos), Mariana (Só lendo pra saber o que ele ta aprontando GYUDSAGUYDUGY Boa coisa não é, vinda do Naraku. Espero que goste do cap. Beeijos), Huntress Angel (DUASYGDGYUA Credo, você nem conta tem mais. Bem, tem uma fic 'nova' a algum tempinho, "This Love". Como é grande, se você se animar a ler! DUYAGYUD Espero que goste do cap. Beijos), Dani (Que bom que ta gostando da fic :D Pois eh, espero que goste do cap e das respostas para 'o que kikyou e Inu fizeram' e 'o que naraku aprontou'. Beijos), Larissa (Que bom que ta gostando, e é realmente triste estar terminando-a ;-; Espero que goste do cap. beijos), Rafaela (Eh triste terminar uma fic :/ E bem, tenho uma 'nova' fic chamada "This Love". Como é grande, se você animar a ler UYGDSAGUYD Espero que goste do cap. Beijos), Samantha (DUASYDGYUA Bem, nesse cap você vai ver onde está todo mundo e o que se fizeram com a Ka. Espero que goste. Beijos), Agome chan (Uma garotinha que sempre me manda review tentando me animar para postar UDSAGYUDAUGY Aqui está o cap, te falei que postava em Janeiro ;D Espero que goste. Beijos. OBS: Adorei você ter notado a parte da 'novela mexicana', eu ri quando escrevi aquilo, e ri quando li sua review.), Isadora (Espero que goste do cap também, assim como ta gostando da fic :D Beeijos), Pitty Souza (Que bom que gosta da fic, espero que goste do cap :D beijos), Bruna Higurashi (Nubra, você já leu. Mas se não ler de novo e mandar uma review eu te mato viu? HAHA), Gabi (Espero que goste do cap :D Beijos), Katryna Greenleaf Black (Resumindo: Zac é igual homem tesudo, me fez gritar no cinema. A morte da Kikyou faria a Samara do chamado mudar de poço. E espero que goste do cap xD beijos), Lara (Espero que goste do cap ein? :D Beijos), Sophie-sama (Depois vo procurar sua fic ta? ;D Pois eh, voce só vai descobrir o plano maquiavélico do Naraku nesse cap, e espero que goste UYDSAYUGD beijos), Belle Castle (Pois eh, eu escrevi, em duas semanas ja tava pronto. Mas não mandaram o tanto de reviews que eu fiz o acordo u.u' Bem, aqui está o cap. Espero que goste :D Beijos), Lúh (Espero que goste do cap ein? Beijos), Aninha (Éh legal parar na parte mais legal DYUSAGYUD Entendeu alguma coisa? Espero que goste do cap :D Beijos), Ally Tsuki (DSAYUGDYGUA Espero que continue gostando ein? Beijos), Individua do Mal (Eis a continuação. Espero que goste :D Beijos).
Bem, ainda teremos um Epílogo, espero que não me larguem até lá xD
Espero que gostem do cap.
Quem não gosta de cenas de violência, é só parar de ler quando ele pegar nos braços dela... Bem, vocês vão entender.
Vamos ao cap!
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Cap. 20 – Oficialmente meu.
Eu sabia que meu dia seria uma aventura. Só não pensei que seria uma aventura baseada em filmes de terror, com um psicopata trancado comigo na sala.
- E então, como vai? – Ele perguntou novamente sorrindo maldosamente. Eu o encarei tentando me acalmar. Não posso mostrar que estou com medo, tenho que mostrar tranqüilidade, como se eu tivesse controle da situação.
- Vou bem, e você? – Perguntei forçando um sorriso amigável. Dei uma olhada rápida para a porta trancada. Como santo Deus aquele psicopata conseguiu a chave? Ele viu meu movimento e olhou para onde eu tinha olhado. E ainda sorrindo me encarou.
- Vou bem, obrigado. – Ele respondeu simpaticamente. – Espero que não tenha pressa de ir embora. – Ele comentou, e eu vi um brilho estranho passar por seus olhos.
Deus? Você está aí? Eu peço perdão por ter batido no Buyo!
- Oh, claro que não. – Eu respondi com um gesto de simplicidade. Ele se aproximou de mim, ficando com nossas faces a centímetros uma da outra.
- Ótimo. – Ele disse com uma voz satisfeita. Nossas respirações de misturavam, tornando o momento mais aterrorizante ainda. Eu queria que ele não colocasse o ouvido na direção do meu coração, para que não escutasse ele batendo freneticamente. Eu estava assustada, não tinha como negar. Eu teria mais uma experiência de quase-morte. E eu ainda estava traumatizada com a de ontem! – Bem, acho que você deve ter alguma idéia, do porque que estou aqui. – Ele sussurrou, se afastando um passo e sentando-se na mesa. Por mais que eu o tivesse achado um diretor gostoso e tudo mais, agora a visão que eu tinha dele era de um diretor-psicopata-gostoso-aterrorizante. Ele continua gostoso, mas de um jeito muito maléfico.
- Na verdade... Não. – Respondi com uma careta. Eu preferia nem saber. Se eu pudesse sair dessa sala seria ainda melhor, sabe?
- Não se finja de inocente Kagome. – Ele disse negando levemente com a cabeça. Comecei a entrar em pânico. O que eu fiz dessa vez? – Você fez a pessoa mais importante do mundo sofrer, horrores. – Ele disse com uma voz mais terrível ainda. Parecia furioso, em se lembrar daquilo. Sua face ficou mais sombria que o normal, e seus olhos pareciam mais escuros do que nunca. Era como se eu pudesse sentir uma aura maligna vindo dele, e pudesse prever minha sentença de morte daqui a poucos minutos, se continuasse daquele jeito. – Na escola, você fez Kikyou ser traída, fez com ela chorasse -triste e quebrada por dentro- fez com que ela sofresse ao perceber sem querer entender que Inuyasha te preferia. – Ele falou se levantando e novamente se aproximando de mim. Minha única defesa era dar alguns passos para trás. – Fez com que ela se despedisse e ficasse longe de mim, afastada das aulas, tentando se recuperar. – Eu o encarei tentando manter minha face neutra.
- Eu não tive culpa. – Disse tentando não gaguejar. Ele riu baixinho, irônico.
- Esse seu envolvimento com Inuyasha... Foi o início de tudo. – Ele falou parecendo muito furioso. Oh, santa mãe de Deus, eu sabia que ele sabia desde o início! – Se você não tivesse se envolvido com ele, ele não teria procurado Kikyou, não teria usado-a. – Ele falou. Fiquei boquiaberta. Até onde ele sabia? – Ele não teria traído-a, não teria iludido-a. – Ele disse, e então para meu desespero, minhas costas encostaram-se na parede do fundo da sala, e Naraku estava logo na minha frente me encarando obscuramente.
Sem saída.
- Porque você se importa com isso? Você deveria ter ódio dela... Ela nunca te quis. – Eu disse antes que pudesse refrear minha língua. Naquele momento, eu não deveria desafiá-lo. E então eu vi sua mão subir, e não acreditei até ela descer em um tapa forte no meu rosto.
O local onde ele bateu ardia terrivelmente, e eu senti por dentro da minha boca, sangue. Talvez eu deva ter mordido o lado interior da minha bochecha. Virei minha face, encarando-o incredulamente. Ele tinha me batido.
Ele tinha me dado um tapa.
- Eu nunca teria ódio dela. – Ele falou parecendo terrivelmente ofendido. – Não importa se ela nunca me quis, não importa se ela somente me usasse. Eu a amo. – Ele completou.
- Para mim isso é obsessão, meu bem. Não vejo amor em suas ações!
Mas é claro que eu não disse isso. Se eu dissesse estaria somente diminuindo meu tempo de vida.
- Mas... Eu na-não tenho culpa. – Merda, gaguejei. Estava muito assustada para falar uma coisa diferente, com coerência dentro da fluência dos assuntos.
- Você é a única culpada, minha querida Kagome. – Ele disse parecendo totalmente satisfeito em ver, finalmente, minha postura tranqüila acabar. – Sua mãe deveria ter de dado um belo castigo por ser a filha que você é. – Ele disse passando a mão pela minha mandíbula. Que nojo.
- Minha mãe tem muito orgulho de mim, apesar daquela sua tentativa. – Eu resmunguei irritada. Eu realmente odeio que coloquem minha mãe no meio dos meus assuntos, eu sou a responsável de todos os meus problemas.
- Oh, sua mãe realmente não tem senso nenhum. – Ele respondeu rindo levemente. Ele está chamando minha mãe de louca? Só eu que posso chamar ela de louca!
- Se ela não tem, imagine você. – Eu respondi irritada, cuspindo nele.
Ok, nada inteligente.
Minha face ardeu ainda mais quando ele desferiu outro tapa em mim. E agora, eu sentia como se meus dentes fossem quebrar no próximo golpe. Minha boca sangrava no cantinho dos lábios, onde eu devo ter mordido de novo. Aiai, meu rosto vai ficar todo roxo, merda!
Ele limpou o cuspe da cara dele normalmente, como se isso acontecesse com ele todos os dias, e me encarou insatisfeito.
- Você tem que ter modos, Kagome. – Ele falou negando levemente com a cabeça. – Você não está em posição. – Ele disse apontando de modo simples para mim. Meu deus, eu tenho que fugir daqui. Talvez a porta nem mesmo esteja trancada, talvez seja só uma pressão psicológica, talvez o molho de chaves que ele carrega seja do apartamento dele... Eu tenho que tentar. Eu não quero morrer na mão do Naraku, não mesmo. Seria pedir demais ter uma vida louca com Inuyasha? Anos de felicidade ao lado dele, não somente algumas semanas? ERA PEDIR DEMAIS, CARAMBA?!
Pelo jeito, era.
Pense rápido, Kagome. Pense rápido!
- Bom, acho que você já entendeu não é? Podemos pular para a parte mais interessante. – Ai meu deus, o que eu faço?!
Por reflexo, meu joelho levantou rapidamente e com muita força na direção das partes íntimas de Naraku, acertando-o em cheio. Ele gemeu de dor e se curvou, saindo do meu caminho. E então, com meus materiais em mãos (Eu não posso deixá-los para trás, seria muita maldade deixá-los sozinhos com o psicopata) saí correndo até a porta. Quando toquei na maçaneta, e a virei, meu coração parou e meus olhos se encheram de lágrimas. Ela realmente estava trancada.
Eu não tinha saída alguma. Não iria pular da janela, não iria sair pela porta. Era meu fim.
Ouvi a risada dele ecoar pela sala e me virei lentamente, vendo-o mancar até mim. O sorriso dele de triunfo me mostrava à situação que a mente dele se encontrava. Ele gostara da minha reação, ele gostara do meu desespero em sair daqui, e estava gostando das lágrimas que começavam a cair dos meus olhos. Ele realmente virara um psicopata, um louco. Já não era meu senso de humor tentando me distrair da real situação aterrorizante, ele realmente virara um psicopata. Ele realmente queria me machucar, quem sabe até mesmo me matar.
Por quantas experiências de quase-morte eu passaria até morrer, finalmente?
- Bem, acho que você não tinha acreditado que estávamos trancados aqui, não é? – Ele perguntou se aproximando de mim, parando de mancar. Meu pânico começava a crescer a cada passo que ele dava.
Oh meu deus, pra quê eu fui me apaixonar pelo Inuyasha?
- Você deixa a parte mais interessante, ainda melhor. – Ele disse maleficamente, e então suas mãos seguraram meus braços, apertando fortemente. E como daquela vez, a força que ele colocou nos meus braços era tamanha, que eu não consegui segurar meu gemido de dor, que saiu entre as lágrimas. Ele sorriu e me segurando fortemente, me jogou para as mesas da sala.
Eu não estava com equilíbrio e muito menos força para lutar contra ele. Quando ele me jogou, eu simplesmente bati nas mesas sentindo muita dor nos locais do meu corpo que bateram nelas, e caí no chão totalmente fraca. Não adiantava eu tentar lutar com ele. Meus materiais voaram longe, e minha cabeça começava a pesar. Eu vi ele se aproximar com aquele sorriso maligno dele e me puxar pela nuca, e se agachando para me encarar.
- Espero que você perceba o erro que foi se apaixonar pelo Inuyasha. – Ele comentou divertido, me vendo toda machucada. Porque, nesse ponto, meu rosto já estava com alguns cortes, e tenho certeza que minha bochecha onde ele bateu duas vezes, começava a ficar roxa.
Oh, claro que estou percebendo.
A outra mão dele subiu, e então, ele bateu no mesmo lugar novamente. Dessa vez, a dor que eu senti foi imensa. O tapa desferido fez com que minha visão ficasse turva, e eu senti uma dor aguda na minha boca. Ele me soltou e eu caí no chão, e me vi cuspindo um pouco de sangue.
Quando aquela tortura iria acabar?
E que merda! Porque eu só me envolvia com loucos mesmo?
Senti-o me puxando pelo pé, e gritei aterrorizada. O que mais esse louco planeja fazer comigo? Me matar e deixar os restos pendurados no quadro? Mas que cara sem criatividade!
- Oohh, não grite. – Ele resmungou totalmente satisfeito. – Se você não gritar é menos tortura para você. – Ele disse divertido.
- Psicopata filho da mãe... – Resmunguei em resposta, totalmente dolorida. Agora eu sei como que a Kagura e a Kaguya se sentiram quando a Sango bateu nelas, realmente dá um ódio imenso.
- Que boca suja! – Ele disse fingindo estar ofendido. – Ah é, mas ela está suja mesmo não é? – Sim, do meu sangue seu idiota. Não precisa me lembrar desse fato.
Ele parou de me puxar quando estávamos perto do quadro. Eu fechei meus olhos à espera de algum golpe que iria me fazer desmaiar de dor, ou algo parecido. E então, tudo foi muito rápido. Um barulho muito alto soou pela sala.
- KAGOME! – E o grito me fez abrir os olhos e olhar na direção da porta arrombada. Lá estava ele, meu salvador de todas as horas. Inuyasha olhava para mim totalmente chocado.
É, realmente devo estar horrível.
Seus olhos se encheram de um ódio intenso.
- Você não devia ter feito isso. – Ele disse olhando para Naraku e depois eu não o vi mais. Ele me pareceu sumir de vista, só ouvi o barulho de algo se chocando nas mesas.
Logo Sango estava no chão, colocando minha cabeça no seu colo protetoramente, passando sua mão no meu cabelo, e tentando tirar a franja do meu rosto. Kikyou também estava ali, olhando para mim totalmente chocada. E quando eu vi Miroku, eu percebi que era como se eu não o conhecesse. O ódio que estava em seus olhos era ainda maior do que o que vira nos de Inuyasha. E então, eu o vi sumir para dentro da sala. Como eu estava virada para o quadro, eu não via nada que acontecia para trás de mim.
Mas uma coisa eu entendi.
Quem estava batendo em Naraku naquele momento não era Inuyasha, mas sim Miroku.
Porque os gritos que Inuyasha dava chamando o meu amigo, eram gritos que pediam calma, pediam com que ele parasse, pois Naraku já estava inconsciente (Nota-se que o Inuyasha não teve calma nenhuma até deixá-lo inconsciente). Os olhos com que Sango olhava na direção do ocorrido demonstravam que ela não via o Miroku normalmente calmo e amoroso, ela via um monstro raivoso. Eu realmente comentei que nunca o havia visto explodindo de verdade, mas se os olhos de Sango estavam daquele jeito, eu agradecia ao Naraku por ter me deixado virada para o quadro.
Quando Miroku pareceu parar de espancar um Naraku inconsciente, Inuyasha veio até mim. E tudo o que eu vi antes de apagar, foi sua face completamente preocupada.
oOo
Ui, será que agora eu morri? Será que eu já até mesmo renasci como um pingüim? Porque caramba, aqui ta frio.
- Será que ela vai demorar a acordar? – Ouvi uma voz conhecida com um timbre preocupado. Sorri levemente, sentindo MUITA dor nesse ato. Caramba, eu não morri. Porque se eu tivesse morrido e renascido como pingüim, eu não poderia sorrir, e muito menos estaria sentindo dor.
- Droga. – Resmunguei. Eu nunca irei virar um pingüim. Eu nunca morro! Eu sou foda.
- Kagome? – Ouvi-o me chamar e abri os olhos lentamente. Até abrir os olhos dói. Olhei para Inuyasha que estava ao meu lado, parecendo muito preocupado.
- O que aconteceu? – Perguntei sentindo minha boca doer muito. Gemi de dor. Será que eu nunca mais vou poder me mexer? Falar? Eu quero a mamãe!
- Estamos na enfermaria. – Ele disse insatisfeito. – Eu queria ter te levado para o hospital, mas estava tão preocupado que achei melhor te levar para o local mais próximo. – Ele ta tão bonitinho!
E eu, como sempre, devo estar um bagaço.
- E o que fizeram com ele? – Gemi de dor de novo. Caramba, não vou poder falar. Isso é terrivelmente chocante, até porque, eu nem gosto de falar né?
Até parece...
- Ele foi pro hospital. – Ele disse com um ar furioso, mas eu vi um sorrisinho de lado na face dele. – Espero que ele tenha seqüelas. – Fiquei boquiaberta, e cara, DOEU!
- Ele e o Miroku praticamente mataram o Naraku. – Ouvi uma voz feminina e mexi minha cabeça na direção em que a voz vinha. Acho que vou voltar a dormir, talvez assim eu não sinto tanta dor só de mexer meu mindinho.
- Sango. – Eu sussurrei, não querendo forçar meus lábios a se mexerem muito.
- Você se sente melhor? – Ela perguntou se aproximando. Dei um dos meus olhares do tipo: Dããrt.
- Não. – Disse fechando os olhos enquanto sentia a dor na minha boca. – Parece que eu me sinto melhor? – Terminei de dizer gemendo de dor. Ela deu de ombros.
- Foi uma pergunta inocente. – Vi Inuyasha sorrir com essa cena, traidor.
- Qual é o meu diagnóstico? – Perguntei gemendo de dor novamente.
- Nenhum osso quebrado. Muitos hematomas nas costas onde você deve ter batido nas cadeiras, hematomas nos braços onde ele deve ter de apertado... – O tom de voz dele foi ficando furioso. – O mais grave é no seu rosto. Há alguns arranhões, sua bochecha está roxa, seus lábios inchados, e um ou dois dentes quebrados. – Ele terminou e eu pude perceber que ele fechara os punhos fortemente. O silencio pairou na enfermaria, enquanto eu percebia o que havia acontecido.
- Você chegou a tempo, não pode se sentir mal. – Eu disse ignorando a dor intensa na minha boca. Ele virou a face não querendo me encarar.
- Eu quase não cheguei.
Como eu poderia convencê-la que eu amava a Kagome? Como convencê-la que eu não queria me envolver com ela?
Ficamos o dia inteiro nessa lengalenga - a qual nem mesmo Rin conseguira me tirar - e ela não se convencia que não poderíamos ter mais nada juntos. O que Kikyou queria que eu dissesse para que finalmente, ficássemos livres dessa relação estranha? A qual o sentimento ali presente, não era recíproco da minha parte? Coloquei as mãos na frente do meu rosto totalmente derrotado. Parecia uma missão totalmente impossível convencê-la disso.
- Por favor, Inuyasha... Nós podemos ser felizes! – Ela insistia. Ela insistiu com isso o dia inteiro.
- Não Kikyou, você sabe que não. – Eu também insisti. Estávamos na saída para o estacionamento. Por mais que muitos alunos passassem por ali, naquele momento estaríamos sozinhos.
- Inuyasha... Porque não? – Ela me perguntou pela milionésima vez.
- Eu amo a Kagome, sempre a amei. – Eu não queria jogar na cara dela que eu a usara. Não era algo bonito da minha parte ter feito isso, eu não tinha orgulho disso. Ela me encarou machucada, e eu sabia que eu não podia fazer nada para evitar aquilo.
- Inuyasha! – Ouvi alguém me chamar, e percebi que Sango vinha correndo junto de Miroku, vindos do carro de Kagome. – Inuyasha, você viu a Kagome? Ela passou por aqui? – Ela me perguntou parecendo receosa que estivesse atrapalhando alguma coisa. Eu olhei de esguelha para Kikyou, que olhava para o outro lado.
- Ela não passou por aqui. – Eu disse voltando minha atenção para os dois. Vi preocupação estampada nos olhos de Sango.
- Onde ela está? – Ela sussurrou. Olhou para mim.
- O que aconteceu? – Perguntei começando a me preocupar.
- Ela falou para que eu buscasse Miroku e viesse esperar por ela no estacionamento. Ela não iria demorar. Viemos pelo mesmo caminho que ela viria, e ela não está em parte alguma. – Ela me disse rapidamente. Por mais que parecesse que não devêssemos nos preocupar, naquele momento eu sentia que eu devia. Ela não tinha ido ao banheiro, nem mudado de caminho. Eu sentia isso.
Foi então que ouvimos um alto barulho de cadeiras fazerem eco pelos corredores. A faculdade estava vazia, só havia nós ali. Encaramos-nos e rapidamente começamos a correr em direção de onde pensamos ter ouvido o barulho.
– Ela deve estar na sala ainda! – Ouvi Sango gritar enquanto eu corria mais na frente. Meu olfato mais sensível captou o cheiro de sangue, o cheiro do sangue de Kagome.
E foi aí que eu me desesperei.
Paramos em frente a uma porta fechada, e eu ouvi o grito aterrorizado dela. Meu coração parou dentro do peito. Apertei a maçaneta e a desci, constatando que estava trancada. Ignorei o resto ao meu redor, dei um passo para trás, e com força dei um chute na porta arrombando-a.
E a primeira imagem que eu vi, foi ela, deitada no chão, sangrando pela boca com o rosto totalmente machucado.
- KAGOME! – Gritei chocado com o que eu vi. E então eu percebi Naraku em pé com um pedaço de metal (Que ele deveria ter pegado em algum lugar e trazido pra dentro da Faculdade) nas mãos, pronto para atacá-la mais ainda. Senti um ódio intenso se apoderar de mim. – Você não devia ter feito isso. – Eu disse encarando-o sentindo o instinto de atacá-lo, e a minha primeira reação foi pular rapidamente em Naraku e jogá-lo com muita força nas cadeiras, com mais força do que ele poderia ter feito com Kagome.
E depois, eu bati. Bati, bati, e bati de novo.
Somente parei quando ele estava completamente machucado e inconsciente.
Eu consegui mexer minha mão, com muito custo, tocando na mão dele. Doía fazer esse movimento, doía muito, mas eu não podia vê-lo se culpar por ter chegado um pouco em cima da hora. Ele não sabia que aquilo estava acontecendo. Ele não sabia que Naraku era um psicopata que já vinha me ameaçando há um tempo. Eu não havia contado para ele que fora Naraku que fizera aquele hematoma em mim naquela vez, só comentado que 'um cara' havia feito.
- Você chegou a tempo, é isso que importa. – Eu disse tentando sorrir, mas doeu tanto que tive que parar. Ele abriu as mãos e apertou levemente a minha.
- Miroku quase o matou. – Ele comentou, dando uma olhadela rápida para a porta. E só nessa hora que eu percebi meu amigo ali.
- Você o deixou inconsciente. Eu só quebrei mais algumas costelas e o nariz dele. – Ele comentou sorrindo. Ele parecia irritado só em escutar a história de Inuyasha.
- Obrigada... – Eu disse gemendo de dor novamente, já que eu tive que dizer mais alto. – Obrigada aos dois.
- Não precisa agradecer. – Miroku respondeu sorrindo. – Você tem que descansar.
- Eu chamei um médico para lhe ajudar aqui mesmo. – Inuyasha acrescentou. – É melhor do que você ficar mudando de lugar só para fazer alguns curativos, passar pomada, colocar gelo... Essas coisas. – Ele disse sorrindo. Todos sorriram.
Menos eu, claro. Eu não posso fazer nada se sorrir dói pra caramba.
- Isso mesmo, continuem mimando a doentinha. – Eu disse gemendo novamente.
- Acho melhor você simplesmente ficar calada. – Inuyasha disse sorrindo alegremente.
- Você sorri com minha desgraça. – Resmunguei irritada.
- É engraçado. – Sango respondeu dando de ombros.
Fico impressionada com a camaradagem desse pessoal.
- Kagome, ele já vinha te ameaçando, não é? – Ouvimos Miroku perguntar. Todos ficaram calados a espera da minha resposta. Fechei os olhos sentindo sono. Eu não queria responder aquela pergunta. – Foi ele que fez aquele hematoma, não foi? – Quantas perguntas!
- Estou dormindo. – Falei tentando fugir daquilo.
- Droga, Kagome! – Ouvi Inuyasha reclamar. Abri os olhos. – Porque não nos contou? – Ele parecia muito irritado. Bem, não somente ele como Sango e Miroku me encaravam muito maleficamente pro meu gosto.
- Eu quero descansar.
- Não fuja do assunto. – Sango rebateu. Suspirei, mas, para meu desgosto, até isso doeu.
- Foi ele sim, caramba. – Respondi irritada, sentindo uma enorme dor na minha boca. – Ele me ameaçou segurando meu braço fortemente, e deixou aquela droga de hematoma que todo mundo fez questão de apertar. – Eu disse irritada lançando um olhar furioso para Inuyasha, que mesmo irritado deu de ombros. Me lembro muito bem na boate, ele apertou aquele hematoma.
- Porque não nos contou? – Miroku insistiu. Virei os olhos.
Ah-há! Uma coisa que não dói.
- Eu lá tenho obrigação de contar que tem um psicopata louco pela Kikyou me ameaçando? – Bem, colocando desse jeito até que eu acho que tenho, mas nunca irei admitir. Eles me olharam um pouco óbvios e chocados.
- Repete. – Sango pediu parecendo tentar engolir o que eu disse. A Sango gosta de engolir tudo, pelo jeito.
- Eu não tenho obrigação de contar nada. – Eu reclamei.
- Não, repete a parte da Kikyou. – Sango disse impaciente. Virei os olhos.
- Ele tem uma obsessão pela Kikyou. Quis me matar porque é minha culpa que ela sofra. – Eu disse completamente irritada. Eu lá tenho culpa que ela é uma louca doida pelo meu namorado? Acorda minha filha, ele me ama! Eu lá tenho culpa dele me amar?
- Ele é maluco. – Inuyasha disse indignado. Uau, que conclusão.
- Você realmente descobriu a América.
- O que custava nos contar que você estava sendo ameaçada? – Miroku insistiu. Olhei para ele, ficamos em silencio um instante.
- Você não desiste, não é?
- Não. – Ele respondeu sorrindo.
- Eu não quis envolver vocês. E não era uma coisa que eu queria compartilhar... – Eu falei fazendo uma careta.
Não foi uma coisa inteligente.
Doeu muito.
- Sabe, acho que quero analgésicos. – Eu disse notando que me acostumei com a dor na boca.
- Oh, acho que vou querer também. – Inuyasha reclamou massageando as têmporas.
- Sabe, é normal eu dar dor de cabeça para as pessoas. Mas nesse momento, a prioridade dos analgésicos é minha. – Eu disse um pouco divertida. Ele olhou para mim arqueando as sobrancelhas.
- Egoísta.
- Não é você que está morrendo de dor na cabeça e no corpo inteiro. – Eu respondi fechando os olhos. Oh, eu merecia essa experiência quase-morte... Outra, aliás. Talvez assim eu entenda que eu realmente tenho que aprender a lutar Karatê. – Alguém aqui conhece um professor de Karatê? – Perguntei abrindo os olhos e vendo-os olhar ceticamente para mim.
Ué, qual o problema? Só porque estou toda machucada, roxa e doída, não quer dizer que eu não possa aprender a lutar...
Apesar de que somente de mexer a cabeça eu já quase morro de dor, não quero imaginar me sentando, e muito menos aprendendo a lutar.
Oh... Porque eu não morri? Nesse momento eu poderia ser um pequeno bebê pingüim totalmente saudável.
oOo
Como toda história de espancamento que se preze, é claro que a sala seria interditada, que a porta ficaria aberta da maneira que foi arrombada, e que a pequenina poça de sangue ficaria a mostra para quem quisesse ver e imaginar o que eu passei ali. Ver as cadeiras todas jogadas no chão e algumas até mesmo desmontadas ou quebradas, e imaginar as cenas de luta que houveram ali. E claro, que como toda história de espancamento que se preze, eles têm que me perguntar se eu estou bem, mesmo vendo que estou horrível e toda dolorida.
Ué, e minha história de espancamento é uma história que se preze, porque eu tive direito até mesmo de ter meu professor gostoso para me carregar para todo lado da faculdade, me protegendo de qualquer louco que resolva terminar o trabalho que Naraku começou.
Yeah, yeah. Realmente é uma grande história que meus filhos nunca ficarão sabendo.
Não é a mesma coisa que eu contar que Papai Noel não existe, sabe como é, há toda aquela inocência que eles não precisam saber que a mãe deles quase-morreu duas vezes - Uma porque foi drogada por um cara e caiu na piscina, e na outra porque um psicopata tentou me matar me espancando - há toda aquela inocência que o mundo é um lugar bonito e bonzinho.
Bem, de qualquer forma, essa semana foi um inferno.
Passar em frente aquela sala e ver a pequenina poça de sangue que eu cuspi me dava lembranças traumatizantes. E sempre ter algum pentelho-curioso me perguntando como eu me safei era realmente inconveniente. Eu queria ver se fosse com eles, se eles gostariam de ser entrevistados depois de uma situação como essa!
Mas de qualquer forma, o Inuyasha me ajudou a superar e a ter a confiança de andar pela faculdade sem olhar para cada canto escuro totalmente assustada. Ele até mesmo fez o enorme sacrifício de se mudar para meu apartamento nessa semana para zelar meu sono!
Ah claro, eu apareci na TV. Minha mãe me ligou tendo um enfarte.
Nada como uma popularidade de quinze minutos.
Suspiro enquanto os dedos de Inuyasha passavam delicadamente pela minha mandíbula. A cada dia a dor diminuía, deixando com que ele me tocasse sem doer demais. E aquele toque não me dava nojo que nem o de Naraku dera, aquele toque me deixava ainda mais apaixonada do que eu já estava. Ele me encarava com um carinho muito intenso, e parecia se sentir mal enquanto olhava cuidadosamente cada cantinho do meu rosto. Bem, se eu não fosse eu, eu também olharia com muita dó para mim mesma. Estou terrível. Não deveria estar aparecendo em público nem a pau. Deveria estar com um saco de papel na cabeça tampando essa minha mutação roxa.
- Quando eu ti vi lá, deitada, toda machucada, eu fiquei chocado. – Ele comentou me fazendo encará-lo.
- Eu imagino. Eu realmente estava feia... – Respondi não sentindo tanta dor que nem antes. Graças a Deus eu posso falar um pouquinho sem sentir como se meus dentes estivessem sendo arrancados com um alicate sem nenhuma anestesia.
- Não, sua boba. – Ele riu divertido. Esse povo realmente ri de coisas sérias. – Eu fiquei chocado em ver o quão perto do fim você estava, o quão tarde eu havia chegado... Foi um choque, aterrorizante, pensar em uma vida sem você. – Ele falou fazendo meu coração bater freneticamente. Graças a Deus eu não quebrei nenhuma costela, porque nesse momento eu estaria gritando de dor.
- Você gosta de iludir as pessoas. – Reclamei fazendo uma careta.
Ok, nada inteligente. Como eu consigo ser tão burra?
Gemi de dor e vi-o rir.
- Eu estou falando a verdade. – Ele insistiu passando o dedo levemente por entre minhas sobrancelhas. Imagino que tentando aliviar a ruguinha da careta que eu estava fazendo.
- Ah sim, totalmente acredito em você. – Eu disse fazendo um gesto de simplicidade. Ele virou os olhos rindo levemente.
- Você é impossível. – Ele meneou a cabeça negativamente. – O que mais eu preciso fazer para te convencer?
Fiquei encarando-o sem saber o que dizer. Eu tinha noção de que o que ele dizia era verdade, mas meu íntimo ainda não acreditava completamente. Eu confiava plenamente nele, mas aquela segurança que ele era completamente meu ainda não existia. Ficamos em silencio, com ele me acariciando levemente, decorando meus traços.
- Carram. – Ouvimos alguém limpando a garganta e olhamos calmamente para o lado. Oh, se não doesse eu ficaria boquiaberta. Pelo menos entrar em pânico me parecia algo mais psicológico, e isso eu pude fazer. – Venho observando vocês dois desde que eu entrei nessa faculdade, desde o início do ano. – Eu justamente nem vi esses seis meses passando.
- Myouga... – Inuyasha começou a dizer, mas parou quando Myouga levantou a mão pedindo silencio.
- Venho percebendo que vocês dois estão quebrando algumas regras da faculdade. – Ele disse sério. Engoli em seco.
Não, por favor, não...
- Eu quero saber o que vocês tem a dizer, antes que eu tome alguma decisão. – Ele disse nos encarando, com aquela pose séria de coordenador que eu nunca imaginaria vinda de Myouga. Inuyasha inspirou profundamente e encarou Myouga seriamente. Eu não reconheci o hanyou ao meu lado, ele parecia decidido.
- Eu e Kagome nos conhecemos no colégio em que eu comecei a lecionar. – Ele começou, e meus olhos se arregalaram. – No meio de muita confusão, voltamos a nos ver aqui na faculdade. – Ele completou. Bem, bota confusão nisso. – Nós nos amamos, eu não vivo sem ela, e acredito que ela não vive sem mim. Dois bons exemplos seria eu ter salvado ela dois dias seguidos de experiências de quase-morte.
- É, eu fiquei sabendo. Essa menina tem um azar... – Myouga comentou meneando a cabeça negativamente. Arqueei a sobrancelha.
- Bem, espero que o senhor compreenda que se for para alguém ser punido, que seja eu. – Inuyasha disse seriamente, não cortando o contato visual com Myouga. – Pois ficaremos juntos. E espero que o senhor tenha apreço ao meu Currículo, e que não me despeça ou algo parecido. – Ele sorriu de lado, maroto. Encarei-o incrédula. Não! Se for para alguém ser punido, que seja eu! Estou cansada de ser o motivo para que ele seja despedido dos lugares!
Mas antes que eu dissesse alguma coisa, Myouga sorriu.
- Você é esperto. – Fiquei boquiaberta, me esquecendo completamente que isso doía. – Bem, de qualquer forma, o diretor não verá isso nunca. Ele não fica zanzando com muita freqüência pelos corredores. – Myouga piscou o olho e com um gesto de simplicidade começou a andar pelo corredor indo embora. – Sim, eu tenho apreço por seu currículo. – Ele comentou enquanto dava um singelo tchau de costas para nós, e sumia pelo corredor.
Estou completamente incrédula.
Encarei Inuyasha sem acreditar naquilo tudo.
- Você oficializou nosso namoro para a faculdade. – Eu comentei. – Você...
- Eu te amo, Kagome. – Ele completou sorrindo de lado. Oh, eu amo esse sorrisinho.
- Idiota. – Eu disse rindo levemente. Doeu, mas eu ignorei. Ele se aproximou lentamente, e enquanto eu sentia nossas respirações se misturando, meu coração foi acelerando. Senti sua mão segurando meu rosto com cuidado para não me fazer sentir dor, e então os lábios dele se grudaram aos meus, de forma delicada. Senti-lo me beijar com tanto cuidado e carinho fez com que eu sentisse uma terrível vontade de aprofundar o beijo. E quando abri meus lábios para isso, senti uma dor intensa, fazendo com que eu gemesse e ele se afastasse rapidamente de mim.
- Você está bem? – Ele perguntou preocupado. Senti a dor ir passando e fiquei frustrada. Não poderia nem beija-lo direito?
Definitivamente eu teria que matar o Naraku.
- Estou ótima. E se caso não percebeu, não terminamos de nos beijar. – Eu reclamei tentando não fazer uma careta para não sentir dor. – Não me faça pular em você no processo. – Eu disse e vi-o rir e se aproximar de novo. Nos beijamos novamente, e infelizmente não deu para aprofundarmos o beijo. Mas o que eu previa para nosso futuro me acalmava completamente.
Ele era oficialmente meu.
Isso queria dizer que nosso futuro era ficarmos juntos.
E isso queria dizer beijos e mais beijos o tempo todo.
Percebem porque eu não acho tão ruim não podermos nos beijar direito agora?
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