Nota Final: Estou finalizando hoje, a minha fic preferida. Pode ser que minha escrita em outras seja muito melhor, e meu jeito de conduzir a história seja menos 'novela mexicana' nelas. Mas, eu AMO essa fic, essa história. Faz parte de mim já tem dois anos e quase dois meses, e pra mim isso é muito. Sentirei saudade de escrevê-la e tudo mais, de ter total liberdade de falar qualquer besteira com a minha Kagome-louca. Eu achei que ia ficar mais engraçado, mas eu devo ter perdido o jeito :p

Espero de coração que gostem do final da minha fic, e agradeço à paciencia de vocês por esperarem quando eu demoro. Dói muito ter que finalizar, mas um dia ela tinha que acabar não é?

Dedico esse Epílogo a todas vocês, leitoras (Todos vocês leitores também, se houver algum menino seguindo). A todas que seguem desde o inicio, e a todas que começaram a seguir depois também. A TODAS vocês que simplesmente LEEM (às que gostam principalmente HUSAUHAS) "Amor ou Paixonite?".

Obrigada por todo o carinho, obrigada pela atenção e obrigada pelas reviews que me obrigaram a escrever por vocês: Mandyy , victoria'secret k3 , Belle Castle , Ally Tsuki , Krol-chan , Natalia , Sayume Taisho , Sophie-sama , Katryna Greenleaf Black , carolshuxa , IceHana , Kaoru Higurashi , Carol M. , Agome chan , Gege-ups , Hanari , Joyce , danda jabour , Srta. Nyla Hana Unmei , Lud xD , bruna higurashi e Faniicat (Eu sei que você não mandou, mas eu queria colocar seu nome HAHA).

Obrigada por todo o carinho e obrigada pela atenção também, àqueles que favoritaram (em alerts também), àqueles que leram mas não mandaram review.

Vamos ao Epílogo, néh?

OBS: Quase morrendo aqui.
OBS2: This Love ainda vai demorar, não consigo escrever.

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Epílogo.

Oh deus, onde eu coloquei a lista do supermercado?

Eu realmente estava muito a fim de ir ao supermercado hoje. Eu sinceramente queria ir. Eu precisava ir. Qual é, eu necessitava de um pacote de bolachas!

Joguei as almofadas tão carinhosamente arrumadas por mim - minutos antes – para o alto, e não vi nenhum papelzinho com as letras bem feitas de Inuyasha. Eu sei, é simplesmente terrível e humilhante o fato que não seja eu a notar a falta de mantimentos nessa casa, mas aquele hanyou é mais atento nisso do que eu. O que eu posso fazer se ele é um – maravilhoso, gostoso, e afins. – marido?

Pelo menos eu não dependo mais da Sango.

E sim, vocês leram certo. Marido. Oh, como isso soa bem!

Olhei para a bagunça que eu aprontei na minha linda – e enorme – sala de TV, e suspirei pesadamente. Eu havia acabado de arrumá-la, organizando as almofadas em tom-sobre-tom. Eu havia acabado de arrumar a sala, Deus, eu havia dado uma de dona de casa! E lá estava eu, de forma selvagem, jogando tudo para o alto como uma louca atrás de uma simples lista de supermercado. É claro que, para desencargo de consciência, eu sou uma louca. Não que eu não tenha tentado mudar meu jeitinho doido de ser, mas foi mais difícil do que eu poderia esperar. E então eu desisti, com as palavras animadoras de Inuyasha que dizia me aceitar do jeito que eu sou.

Fofo, não?

Mesmo que depois disso ele tenha começado a rir da minha cara - de forma que me viciaria ainda mais naquela gargalhada perfeita se não fosse eu o motivo do riso.

De qualquer forma, era melhor eu arrumar essa bagunça toda antes que meus amores cheguem em casa. Até porque se fizerem perguntas eu não quero respondê-las de forma muito verdadeira, e Kagome Higurashi parou de mentir.

Mentira, mas tudo bem.

Enquanto suspirava novamente e começava a organizar minha sala maravilhosamente linda, comecei a me lembrar do dia que eu fui terrivelmente espancada. Automaticamente minha mão voou pra minha face, me deixando tão aliviada em pensar que há anos aqueles machucados se alojaram ali - me deixando horrorosa - mas que agora meu rosto estava limpo de arroxeados e afins, e maravilhosamente bonito.

Ok, eu continuo sem nenhuma modéstia, mas isso não há cura.

Além da beleza do meu rosto, eu tinha completa noção da minha aparência madura. Bem, um dia eu tinha que aparentar amadurecimento. Eu sei que demorou tipo, trinta e oito anos desde que eu nasci para que finalmente meu rosto parecesse levemente mais adulto – sim, é assustador o fato de que já tenho trinta e oito anos! Apesar de que, eu nem deveria estar contando minha idade, depois dos vinte agente descobre que sempre quer esconder quantos anos agente já tem. – mas agora que finalmente ele entrou nesse estágio de 'finalmente sou uma adulta', eu chamava ainda mais atenção do que quando tinha meu dezesseis anos. Eu sempre desconfiei que os homens preferem as mais velhas.

Apesar de que, no caso meu e de Inuyasha, ele me preferiu novinha mesmo.

E depois de dezenove anos, quase nada mudou realmente. Meu amor por Inuyasha – e vice-versa – só aumentou. Nos casamos um ano depois que finalizei meu curso de psicologia, e então, um ano depois do casamento, lá estava eu toda otária praticamente vivendo dentro do banheiro por causa das ânsias de vômito e tudo mais.

E enquanto eu estava grávida da minha primeira filha, Sango e Miroku viajavam pela América em sua prolongadíssima Lua de Mel. Eu sentia até um pouquinho de inveja por ela estar passeando pelas praias afrodisíacas do Brasil, com seu maridão gostoso – Apesar de que nessa parte, eu acho que o meu é certamente melhor – somente aproveitando a água quente do mar e a vontade louca de tirar toda a sua roupa por causa do calor. Eles ficariam meses viajando (Pelo menos nessa parte a minha não foi tão diferente). Eles haviam se casado um ano depois de mim e do Inuyasha, ou seja, um ano depois de que Miroku se formou – essa é a parte mais legal, porque nos formamos primeiro que ele. E isso significou muitas brincadeirinhas com a cara do Miroku. E ele já tinha até folga da empresa que ele estagiou nos últimos três anos da Faculdade. Sim, folga. Ele é tão competente e inteligente que além de ter ganhado essa folguinha, ele ia ser contratado para um posto abaixo do Gerente na empresa.

É, eu me orgulho deles apesar de ter me invejado profundamente da Lua de mel dos dois. Não é como ficar algumas semanas em Paris, e depois viajar para Veneza.

Tudo bem, a minha Lua de Mel foi muito romântica e maravilhosa, mas que as praias do Brasil – Olha só, Fernando de Noronha, aquele paraíso! – me parecem chamativas também parecem.

De qualquer forma, depois que eles voltaram, Miroku assumiu o cargo ganhando um ótimo salário, ficando até famosinho e tudo mais. E Sango continuou a realizar seu trabalho de psicologia. E no meio desse trabalho, escreveu até um livrinho sobre a vida dela.

Mesmo que no fundo, eu saiba que a minha vida daria um livro muito melhor que o dela, com toda a ação de ter duas quase-mortes e tudo mais. Minha vida daria um livro à lá estilo novela mexicana com um gostinho de 'Malhação', ou seja, ia bom-bar.

E quando ela lançou o bendito livro, adivinhem quem foi pedir autógrafo? Eu tenho dinheiro hoje em dia, eu tenho muito dinheiro. Então, eu posso oferecer meus atuais pirulitos de morango para quem acertar (Acho que paguei todas as Balinhas Chita que estava devendo, não?). Façam suas apostas, queridinhos!

Quem pensou que foi minha mãe, podem desistir dos meus deliciosos pirulitos. Mesmo que minha mãe realmente tenha procurado Sango com o lançamento do livro, e quase me matado depois de ler certas travessuras que nós fizemos juntas, ela não foi a primeira que procurou pela Sango. Háh, levantem as mãos fazendo suspense, porque vocês nem vão acreditar quando eu contar quem foi (Já que pelo que parece, ninguém deu um chutezinho muito certo por aqui)!

Estava com ela na livraria, quando elas chegaram.

Quando eu olhei aquilo eu fiquei pensando que o mundo realmente era um lugar estranho. E também me conformei de que, Sango e eu não éramos as únicas doidas por aqui. Porque existia duas ainda mais e com um detalhe, completamente confusas. Porque por favor, se alguém puder me explicar essa situação! Porque santo deus Kaguya e Kagura estavam andando até nós com suas caras levemente 'transformadas' em busca de um autógrafo da Sango?

Porque caso vocês não se lembrem muito bem, Kaguya foi espancada no colegial. E Kagura na faculdade, por dar uma de otária. E as duas bem, são irmãs não é? Unidas deveriam estar fazendo planos diabólicos contra a Sango, não vindo aqui pedir autógrafos! Qual é, eu sou uma psicóloga e mesmo assim não entendi bulhufas!

- Sim? – Sango tentou ser educada, mas conhecendo-a como eu conheço, eu sabia que por dentro ela falava "Vaca, cachorra, piriguete!".

- Queremos dois exemplares autografados. – Kagura disse, enquanto pegava um dos livros na mão e colocava na frente de Sango, que simplesmente arqueou as sobrancelhas totalmente confusa.

- Vocês estão sendo falsas, ou realmente querem isso? – Ela perguntou, na maior cara de pau. Viu as duas encararem-na surpresas, e isso me fez ficar ainda mais confusa do que antes. Ok, aquilo estava realmente estranho.

- Sango, eu nunca pensei que estaria aqui falando uma coisa dessas pra você, mas... – Kaguya se pronunciou, e eu observei seu rosto. Com certeza ela nunca mais foi à mesma, ela era muito bonita no colegial. Mas eu duvidava que aquele estrago todo tivesse sido somente obra da Sango, estava obvio que ela tinha sido atropelada por uma bicicleta! – Estou tão agradecida! Sério mesmo, por você ter colocado meu nome na sua história! Mesmo que fosse como a garota-que-apanhou-feio-da-Sango... – Essa ultima parte ela sussurrou para ela mesma, mas com a minha enorme capacidade de intrometida eu escutei.

- O mesmo para mim. – Kagura completou, fazendo com que minha querida amiga de longa data simplesmente desse de ombros e assinasse dois exemplares. As duas garotas saíram pulando que nem loucas – esqueceram até de pagar, e só passaram uma pequena vergonha quando voltaram carregadas pelos seguranças do local, enquanto gritavam histericamente – e depois disso a livraria só enchia e exemplares sumiam.

E foi assim que a Sango ganhou um bom dinheirinho e ainda ficou famosinha no final das contas.

Depois de um tempo eles resolveram viajar de novo, no caso quando Miroku ganhou suas férias. Eles viajaram pela Europa, e eu e meu querido hanyou ficamos aqui. Eu estava terrivelmente gorda já, minha barriga estava simplesmente - e de forma aterrorizante – enorme. Minha filha nasceria bem pesadinha e com bastante saúde, porque para uma barriga de sete meses parecia que eu estava esperando gêmeas já no ultimo mês.

Ok, eu exagerei um pouco.

E vocês querem saber como foi o momento que eu senti minha bolsa estourando, e que a nova geração de loucura das Higurashi resolveu sair? Eu sei que não é uma história agradável, ou remotamente interessante. Mas mesmo se vocês não tiverem nenhum interesse em saber, eu vou contar.

Lá estava eu, na minha querida biblioteca particular, procurando nas estantes pela lista telefônica. Nota-se que eu sempre estou procurando por algo, não sei como tenho tanto tempo para investir tanto na minha carreira e ter um nome tão renomado (Ok, essa frase com certeza ficou meio estranha). E então, eu a vi, láááá em cima, na estante mais alta. Parece até obra do destino, ou brincadeirinha particular de algum ser do além, mas só sei que eu com aquela barrigona de oito meses e meio resolvi subir a escadinha-móvel de cinco degraus para pegar aquela lista. E com essa atitude eu chego à conclusão de que eu realmente queria pizza naquele dia.

Só sei que, não, graças a deus não cai nesse momento. Eu simplesmente fiz muito esforço com todo aquele meu peso – vocês têm noção de que engordei quatorze quilos só por causa desse bebê? – para subir a escadinha, me esticar e pegar a lista. E quando eu desci, que meus pés tocaram o chão, é que eu senti o líquido molhando minha calça de moletom e o meu tapete extremamente caro. E pra completar, além de fazer esforço, entrar em trabalho de parto – com todas as porcarias de contrações e afins – eu ainda entrava em momento histérico porque eu mesma molhei meu tapete!

Claro que eu não deixei de amar meu bebê em nenhum momento da minha vida, nem quando eu sentia as dores insuportáveis que ela causava enquanto exigia a saída, e nem quando eu choramingava que havia molhado meu tapete por culpa daquela decisão repentina. Mas que quando ela nascesse ela levaria algumas discretas palmadinhas, ela levaria.

Gritei pelo Inuyasha, quando a dor insuportável já me fazia esquecer do tapete, e percebi que aquele hanyou não estava em casa. Ótimo, a filha dele ia nascer e eu ia ter que fazer tudo sozinha.

Liguei para o hospital, escutei a musiquinha supostamente calma enquanto me faziam esperar na linha, e já quase explodindo de tanto estresse, eu pedi a ambulância. E a partir daí, é melhor eu nem detalhar para que não haja traumas futuros. Só sei que até o momento de ouvir seu choro, minha vontade era de dar uns belos tapas nela, mas depois que ouvi aquele som mágico e que finalmente aquela coisinha de 'caiu a ficha' aconteceu comigo, eu nem sei explicar o amor e a necessidade de cuidar bem dela que me invadiu. Meu mundo começou a girar em torno dela – ok, eu ainda me dediquei muuuito a mim mesma e ao meu querido hanyou, que quase enfartou quando viu a beleza da nossa filha. Também, com uma mãe como essa e um pai como aquele... – e eu não conseguia olhar para ela sem me sentir realizada.

Bem, de qualquer forma, foi muito emocionante ver o cuidado e o carinho que Inuyasha tinha com a Mai. Quando voltamos para casa - coisa que não demorou muito porque deu certo de fazer parto normal - aquele hanyou se tornou um homem ainda mais carinhoso do que ele já era. Todo com cuidados para mim, para que eu estivesse confortável na cama e tudo mais. E com nossa bebê, que quando chorava a noite já conseguia ter do seu lado o pai coruja. Sango e Miroku voltaram assim que souberam da notícia, e me visitaram. Pelo menos dessa vez não me fizeram de candelabro e se focaram na visita mesmo.

Depois daquilo tudo, os anos foram passando e então quem ficou grávida foi a Sango. E de gêmeos (Atualmente eles já tem uns doze anos, acho).

Nunca vi Miroku tão feliz, mais até do que quando eles casaram.

Era bom ver como todos nós estávamos criando uma família. Era até difícil de acreditar nos tempos de colégio, que o Miroku era um perfeito galinha, que em um ataque de 'vou-imitar-a-Kagome' a Sango agarrou-o e simplesmente não soltou mais. É difícil de acreditar que aquele professor que me esnobou e me magoou no colégio, era agora meu marido, depois claro de muitas confusões na faculdade onde ele voltou a ser meu professor.

Ah, e não fomos somente nós a montar família. Kouga e a tal Ayame se casaram uns três anos depois que a Sango, e já tem uns quatro filhos.

Esse povo não deve ter televisão em casa, porque quatro filhos, devem ter tentado bastante para conseguir... Se é que vocês me entendem.

Bem, de qualquer maneira, cá estou eu em uma casa simplesmente enorme, em um dos poucos dias de folga, procurando a merda de uma lista de supermercado. Inuyasha e Mai já devem estar chegando – ele foi até a escola dela, a diretora chamou – e eu nem comprei nada para o Inu fazer o almoço.

Ah sim, acho que esqueci de dizer que ele se tornou o diretor da faculdade! Sim, vocês não leram errado. Com sua competência, carisma, e com alguma ajudinha de Myouga – que descansa no Hawaii desde que saiu de férias – ele se tornou o diretor. Ok, a morte do antigo diretor também ajuda um pouquinho. Eu sei que não é bom achar bom que meu marido tenha substituído um cara porque ele morreu, mas bem, eu acho do mesmo jeito (Deu pra entender alguma coisa?).

E podem acreditar que eu nunca contei para a Mai que eu quase-morri duas vezes. Um dos motivos para que eu não escrevesse um livro contando da minha vida era justamente isso, se lembram de que essas histórias nunca seriam conhecidas pelos meus filhos?

Me jogo no sofá, e suspiro pesadamente. Desisto completamente de procurar a lista.

- Você puxou o lado Higurashi, isso eu tenho certeza. – Escutei aquela voz maravilhosa, e olhei na direção da porta, vendo-a aberta e Mai entrando cabisbaixa. Ela não tinha puxado aquela orelhas kawaiis do Inuyasha, mas os olhos e o cabelo eram totalmente dele. Assim como o corpo havia saído uma cópia do meu – sendo assim ela era uma Deusa, porque convenhamos que eu e o pai dela somos umas beldades. – e a personalidade também.

- E então, o que aconteceu? – Perguntei voltando a me levantar. Inuyasha não parecia irritado, mas isso me fazia crer que era por rotina. A diretoria vivia ligando aqui para casa desde o início do ano, ou seja, desde um mês.

- Ela destruiu a quadra. – Ele disse dando de ombros e vindo até mim. Arqueei as sobrancelhas.

- Como?

- A quadra estava sendo coberta, e ela, não se sabe como conseguiu, derrubou uma das pilastras... – Ele me deu um selinho e suspirou aparentemente entediado. –... e aconteceu aquela coisa de 'dominó'. – Ele terminou e se jogou no sofá. Eu encarei Mai, com as sobrancelhas arqueadas.

- Eu tropecei. – Ela respondeu meu olhar com um sorriso sem graça.

- No quê? – Perguntei só para confirmar que ela realmente adquirira toda a loucura das gerações anteriores.

- No ar. – Ela respondeu. – Bem, eu não pedi para nascer com a força do Papai. – Ela completou um pouco irritada.

- É, ela não pediu. – Eu disse para Inuyasha, que revirou os olhos, me fazendo rir. Me joguei no colo dele, e ele rodeou seus braços fortes pela minha cintura.

- Oh, por favor... – Mai comentou virando os olhos e indo para a cozinha. Eu ri, e voltei a encarar meu hanyou lindo e maravilhoso.

- Pode admitir que você adora essa nossa loucura... – Eu disse divertida, mordendo de leve um das orelhinhas dele. Ele grunhiu o mais baixo que conseguiu.

- Você é do mal. – Ele comentou me empurrando o pouco, me fazendo ficar longe daquelas orelhinha sexys. Ficamos em silencio enquanto nos encarávamos, e então, um sorriso de lado apareceu naquele rosto perfeito. – Você perdeu a lista, não perdeu? – Ele me perguntou com aquela voz irritantemente divertida. Mordi o lábio inferior.

- Perdi. – Admiti. Ele gargalhou.

- Ainda bem que eu tinha feito uma cópia. – Ele comentou extremamente divertido, e enfiou a mão no bolso da minha calça, tirando de lá um papelzinho um pouco amassado. Fiquei boquiaberta quando ele abriu e eu vi sua letra bem feita.

- Porque não me falou disso? Eu fiquei que nem louca procurando a outra! – Eu disse indignada, encarando-o. Ele riu. Oh, ele adora rir de mim.

- Se eu contasse, você ia perder essa também.

Ok, tem lógica.

- Mãe, a dona Kikyou mandou um recado para você. – Mai apareceu na porta, me fazendo encará-la. – Disse que um tal de Naraku ia sair hoje, mas que você não precisava ficar preocupada. – Ela deu o tal recado, e continuou me encarando.

Eu me encolhi um pouco no abraço de Inuyasha, e ele apertou seus braços ao meu redor.

Depois daquele espancamento, Naraku foi pro hospital, já que Inuyasha e Miroku haviam machucado ele muito. E depois do hospital ele foi pra prisão, ganhou somente alguns poucos anos de xilindró. Só que ele parecia mais psicopata a cada dia, mesmo com a Kikyou visitando-o todo dia – ela finalmente aceitou que Inuyasha não a queria, e resolveu dar uma chance à Naraku, apesar dele ter enlouquecido e tudo mais – e então o internaram numa ala psiquiátrica. Já haviam me oferecido emprego lá, mas como eu sabia que ele estava internado lá, eu não quis arriscar.

Kikyou arranjara o emprego de professora na escola de Mai, e desde então, ela nos mantinha informados. E agora, ele ia sair. Ele ia estar livre. Mas se ela dizia que eu não precisava me preocupar, eu tentaria fazer isso.

- Vai ficar tudo bem. – Inuyasha disse no meu ouvido, fazendo cafuné com uma das mãos. Mai encarou aquilo com a sobrancelha arqueada, já que para ela aquele recado era um tanto sem noção.

- Eu sei. – Eu disse, e respirei fundo. Eu confiava na Kikyou, apesar de toda a confusão. Ela não era bem uma assassina.

- Ok, vocês depois tem que me explicar isso. – Mai disse em um tom conformado. – Mas por favor, vocês poderiam fazer o almoço?

Eu ri.

Uma coisa que ela havia puxado de Inuyasha era o apetite.

- Seu pai vai cozinhar. – Eu comentei divertida, recebendo uma mordida de leve no pescoço. Ela revirou os olhos com a cena.

- Vocês são românticos demais. – Ela comentou inconformada. Arqueei as sobrancelhas.

- Você não gosta de romantismo? Dessa eu não sabia! – Disse me levantando do colo do Inuyasha, cm muito esforço. Por mim eu poderia ficar lá o resto da minha vida.

- Eu gosto mãe, mas coisas quentes me parecem mais animadas e envolventes. – Ouvi um rosnado atrás de nós.

- Você ainda não aprendeu que não pode ficar falando isso na frente do seu pai? – Sussurrei em seu ouvido, divertida.

- Eu escutei do mesmo jeito! – Ele falou irritado.

- Essa coisa do papai, do tio e do vovô terem essa audição aguçada é um saco. – Ela comentou enquanto se sentava na bancada.

- Você não pode falar muita coisa, você também tem isso. – Eu reclamei. Eu, Rin e Izayoi – mãe do Inuyasha - sofríamos com isso. Ela riu divertida, e então, seus olhos pareceram brilhar de um jeito diferente.

Ela ficou pensativa, e eu observei. Ela parecia... Apaixonada.

Oh Deus, minha menininha de quinze anos estava apaixonada!

Disfarça Kagome, não seja que nem sua mãe, disfarce!

- Minha filhinha querida, além da destruição da suposta 'quadra coberta', quantas coisas mais você quebrou nessa semana? – Perguntei me sentando na cadeira, enquanto Inuyasha amarrava um avental na cintura e começava a preparar o almoço com o que ainda tínhamos ali. Eu nem preciso dizer que esse meu ex-professor-de-história fica extremamente sexy com esse avental, não é?

- Eu consegui o efeito 'dominó' com as prateleiras da biblioteca, trombei com algumas pessoas depois do lanche, e acabou em desastre. Porque bem, elas não gostaram tanto de sujarem o uniforme com o lanche. – Ela começou a responder. Eu ri, ela era pior do que eu. Eu sabia que todo o uso de maconha da minha tataravó que passou pra minha bisavó que passou pra minha avó e depois pra minha mãe e que juntou com o meu, poderia resultar em uma nova geração estranha das Higurashis. – Tem também a parte de que eu joguei sem-querer todas as bolas de vôlei na cerca elétrica, furando e estragando todas. – Ela completou. Ouvi a risada baixa do meu marido-sexy-de-avental. – Ah, tinha me esquecido, que eu quebrei sem-querer a janela da minha sala quando taquei a borracha em uma amiga minha.

Entendem porque a diretoria vivia ligando aqui em casa? Apesar de que, a beleza de Inuyasha também ajuda um pouquinho, já que aquela diretora abusada fica com vontade de ver meu marido...

Mas, enfim.

- É compreensível toda essa sua... Falta de sorte. Mas, você tem que tentar mudar. Nosso dinheiro vai acabar indo inteirinho para o conserto da escola. – Eu comentei imaginando o dinheiro que agente ganhava sendo entregue para a diretora abusada e tarada.

- O que eu posso fazer se ele me faz ficar atrapalhada? – Ela falou indignada. A encarei surpresa.

- Ele quem? – Nesse momento até Inuyasha tinha se virado para poder encarar Mai, que sorria sem-graça. Ela começou a apertar um dedo indicador no outro, enquanto encarava-os com determinação.

- Ele é tão lindo, perfeito, maravilhoso... Todos os desastres acontecem quando ele está por perto, ou me observando disfarçadamente. – Ela contou, e eu sorri.

Que bonitinho, ela realmente estava apaixonada.

E eu sabia que estava, porque aqueles efeitos eram completamente compreensíveis. Pelo menos ela não caiu na frente dele, ou trombava com ele o tempo todo. Eu sei que isso seria muito melhor do que destruir o patrimônio da escola, mas ela poderia ficar com a bunda dolorida se acontecesse o mesmo que sempre acontecia comigo e com o Inuyasha.

- Quem é ele? – Perguntei com meus olhinhos brilhando.

- Ele entrou no inicio do ano, para dar aulas de História. – Mai disse e eu demorei alguns segundos para entender, mas assim que eu o fiz, arregalei meus olhos. – Ele é tão perfeito! O jeito que ele dá aula, o jeito que ele explica a matéria, o jeito com que ele me trata bem... Meu deus, como ele é perfeito mãe! – Eu fui arregalando ainda mais meus olhos na medida em que ela ia falando – totalmente - animada sobre o novo professor de História dela.

Oh deus, isso não podia estar acontecendo.

Encarei Inuyasha vendo-o extremamente surpreso também. Nós sabíamos o que vinha a seguir, assim como agora eu tenho certeza que minha loucura é hereditária. E eu sabia também que a maconha que minha tataravó fumou foi uma dose bem pesada.

Bom, lá vamos nós - de novo.

FIM


Não vai ter continuação, infelizmente.

Espero que tenham gostado. E se essa fic merecer sua review, mande ;)

E pela ultima vez nessa fic, beijos da tia Júh.