Título: En Rouge

Ship: Harry X OC | Harry X Cedric

Rating: M

Capa: link no profile

Nada me pertence. Só a cor dos cabelos do Harry. Hehe.

Os avisos do capítulo 1 continuam valendo.


En Rouge

Quem se importa com Quadribol?

Quando Sirius Black viu seu afilhado desmaiar ao vê-lo, ele soube que dali para frente muito pouca coisa faria sentido.

Mas apesar desta certeza, ele ainda acreditava em algumas coisas. Sirius poderia ser um pouco avoado demais, apressado demais, impulsivo demais, mas quando ele queria realmente perceber as coisas ao seu redor, ele conseguia. E naquele exato momento, ele queria saber sobre seu afilhado de quase catorze anos.

Ao ver o rosto do menino, pálido e triste diante da perspectiva de se despedir dos tios, Sirius soube que não seria fácil. Ele mesmo nunca havia sentido muito bem o conceito de 'família', sua mãe fora levemente insana (esperem... ele disse levemente? Desculpem, total e completamente fora da casinha, um lugar de onde ela já havia perdido o rumo muitos casamentos consangüíneos atrás), e seu pai era... exatamente igual. Tanto ele quanto Regulus foram crianças problemas, mas o problema dele era ser normal. Ou tão próximo do normal quanto um Black poderia ser e este fato sozinho o fazia ser visto como uma ovelha negra (ou seria uma ovelha branca?) entre os Black e, portanto, ele nunca os sentira como uma família.

Harry, obviamente, via seus tios e primo como família, e Sirius jurou a si mesmo que faria o menino vê-lo como família também.

E com apenas algumas palavras rápidas com o diretor, ele decidiu que Harry deveria ficar mais próximo de casa. E na semana que antecedeu a chegada de Harry na sua casa ele transferiu Harry de Beauxbatons para Hogwarts.

Obviamente Harry iria amar estudar na escola dos pais, não é mesmo?

Dumbledore achava que sim.

Remus achava que era uma idéia idiota fazer isso sem consultar Harry antes, mas e desde quando Sirius ouvia o que Remus tem a dizer, de qualquer forma?

Exatamente. Nunca.

Durante aquela semana, então, Sirius preparou a documentação apropriada para que Harry começasse em Hogwarts já em Setembro. Ele estava um pouco preocupado com o garoto (honestamente, primeiro aluno da classe de dois anos em três? Quando, exatamente, ele havia se divertido?), mas no geral, completamente feliz com a maneira com que Harry parecia ser.

Remus estava encantado. O filho dos seus melhores amigos era um garoto que parecia sensível (talvez um pouquinho sensível demais, se seu desmaio fosse ser levado em consideração), inteligente e educado, que se preocupava com a escola, mesmo estando um pouquinho do lado mimado da força, como era mais do que claro.

Quando Sirius descobriu que Harry tomava aulas de equitação, ele comprou um cavalo muito grande, muito forte e completamente preto, absolutamente lindo e puro sangue (o que levou Sirius a ficar horas fazendo piadas que o cavalo deveria se chamar 'Malfoy', até Remus lembrá-lo que ele era um sangue puro também e sugerir que ele chamasse o cavalo de 'Black') e colocar no estábulo para Harry, como um presente de boas vindas.

O quarto de Harry fora decorado com um tipo de tecido que permitia ser trocado de cor uma única vez. A idéia fora de Remus, já que Sirius insistia no esquema vermelho e dourado e algo dizia ao lobisomem que aquelas duas cores não casariam muito bem com o menino. O restante do quarto fora mobiliado em madeira clara, combinando com o banheiro, tudo da melhor qualidade que galões poderiam comprar.

Remus tinha a leve impressão que mimado Harry era e mimado permaneceria.

Oh, bem. Se fazia Sirius feliz, e fizesse Harry feliz, tudo era válido.

Na manhã de sábado em que Sirius e Remus iriam buscar Harry, Sirius deu os últimos retoques no quarto do garoto (o qual os elfos já haviam deixado impecável), colocando a carta de admissão de Harry em Hogwarts sobre a cama do menino, exatamente ao lado de entradas para a Copa Mundial de Quadribol.

Sirius tinha certeza que Harry iria pular quando visse os pergaminhos.

Ele não tinha idéia do quanto.

~*~

Sirius mal conseguia conter sua emoção ao observar Harry olhar a casa que seria deles a partir daquele dia. Conseguia ver a admiração do garoto no olhar e sorriu para Remus, que teve de sorrir de volta.

Sirius parecia definitivamente mais criança que Harry naquele momento. E tudo parecia estar correndo tão bem que Remus mal podia acreditar.

O menino foi completamente educado ao ver a casa, elogiando os jardins da frente e a decoração da sala. Antes de mostrar a casa ao garoto, Sirius decidiu mostrar a suíte que seria de Harry.

O ruivo não pode conter uma exclamação de admiração ao ver o quarto.

"Sirius, é lindo!", o homem sorriu largamente em resposta e explicou sobre o feitiço nos tecidos, que permitia que Harry escolhesse a cor do quarto. No mesmo momento, o garoto puxou a varinha do bolso e o quarto se encheu do mesmo azul claro e prata de Beauxbatons.

Sirius teve que lutar bravamente para esconder a decepção; e Remus, para esconder o riso.

Olhando seu afilhado andar pelo quarto com um leve sorriso no rosto, Sirius se sentiu em paz.

Já foi mencionado nesta história que a paz sempre dura pouco?

Pois é. Ela dura.

~*~

O quarto era divino. Madeira clara – Harry podia jurar que era a mesma madeira do seu malão – em todas as partes, prateleiras de livros espalhadas pelas paredes, uma escrivaninha enorme em um dos cantos, uma cama gigantesca com dossel entre duas janelas amplas, que davam para um gramado divisado pelo bosque circundando a propriedade.

Depois de colocar suas cores favoritas no seu quarto, o menino sorriu amplamente para os padrinhos.

"É definitivamente lindo!"

Sirius sorriu, e fez um gesto para a cama de Harry, que olhou para a colcha e pela primeira vez notou dois envelopes de pergaminho mais grosseiro do que os que usava na escola. Os olhos brilhando – quem não estaria com os olhos brilhando com a perspectiva de mais presentes em um mesmo dia? -, Harry apanhou o primeiro pergaminho e o abriu ansioso.

E, bem. Foi exatamente ali que a paz de Sirius foi ladeira abaixo.

Depois de ler a carta pela quinta vez, Harry virou para o homem que se intitulava seu padrinho.

"O que, exatamente, significa isso aqui?", ele perguntou em uma voz baixa e sibilante e Sirius podia jurar que a temperatura havia caído alguns graus.

"Sua carta de Hogwarts.", ele respondeu, sem entender o que havia feito os olhos de Harry brilharem de raiva.

"Eu não sou aluno de Hogwarts. Eu sou um aluno de Beauxbatons.", o menino falava bem devagar, como se estivesse explicando algo muito difícil para uma criança muito pequena e com dificuldade de aprendizagem, seu leve sotaque francês acentuado pela raiva clara em sua voz.

"Eu... transferi sua matrícula?", Sirius respondeu, fazendo a frase soar como uma pergunta, mais do que qualquer outra coisa.

E aí... Bem. Aí Harry mostrou com orgulho que havia sido criado pelos seus tios e aprendera a fazer exigências com o melhor: seu primo.

Com a voz mais alta que conseguiu, e batendo o pé no chão a cada palavra, o garoto espicaçou a carta que estava na sua mão.

"Pois então destransfira! Eu não VOU para aquela escola, nunca QUIS ir para aquela escola, e você deveria ter ME perguntado antes de fazer uma coisa IDIOTA dessas!"

Sirius olhava espantado para Harry, certamente não esperava uma atitude tão... explosiva de um menino até então tão educado. Remus, por outro lado, apenas balançou a cabeça e suspirou.

Essa conversa ia longe.

Muito, muito longe.

"Eu não posso 'destranferir', Harry."

"COMO ASSIM NÃO PODE?"

"Hogwarts é a melhor Escola de Magia da Europa. Uma vez inscrito nela, não há como sair. Eu sei disso. Quando eu fui selecionado para Gryffindor meus pais tentaram me tirar de lá e me colocar em Durmstrang e não puderam. O próprio contrato com a escola não permite isso, para preservar os segredos da escola."

"Então, sem ter passado nem um dia inteiro na minha presença, sem conhecer minhas preferências, SEM ME PERGUNTAR, você decidiu me trocar de escola? Sabendo que não havia como voltar atrás? Sem falar com ninguém? Porque Remus não me parece alguém que faria uma coisa imbecil assim!", continuou o rapazinho, ainda vibrando de raiva.

"Eu falei com Dumbledore."

"Saia do meu quarto.", Harry falou, a voz baixa mais uma vez, e uma promessa de dor infinita em seus olhos verdes, que brilhavam com tanta força que Sirius se viu recuando em direção à porta, enquanto o menino pegava um pequeno quadradinho dentro da mochila.

Assim que fechou a porta, ouviu um grito de dentro do quarto, que trouxe ele e Remus do volta ao quarto, ambos entrando nos aposentos do garoto para vê-lo encarando o quadradinho com um olhar de horror.

"POR QUE MEU TELEFONE NÃO FUNCIONA?"

Já foi mencionado aqui que aquele também foi um dos dias mais longos na vida dos três seres do sexo masculino habitando aquela casa?

Porque foi.

~*~

Aparelhos eletrônicos tendem a não funcionar próximos de magia. Havia uma razão pela qual o computador que costumava dividir com o primo sempre era um pouquinho mais lento com Harry e também porque sua tia não gostava que ele ficasse perto do microondas.

Mas não poder telefonar para Jacques para contar as desgraças do seu dia foi simplesmente demais.

Olhando desconsolado para o aparelho novo, levantando os olhos verdes a cada poucos segundos para olhar para seu notebook também inútil dentro daquela casa e, de acordo com Sirius, muitos e muitos quilômetros em volta, Harry era a figura da infelicidade.

Ele havia gritado e berrado e exigido um telefone. Ele havia batido o pé, subido na cama para poder gritar de cima com Sirius, atirado travesseiros por todo o quarto, jogado coisas nas paredes e não havia uma única almofada que não estivesse atirada no chão. Sirius não sabia o que fazer, e tentava acalmar o garoto com promessas de presentes e pequenos subornos, mas nada parecia adiantar. Remus sabia que o que o menino precisava era de uma mão firme, mas ele decidiu não ajudar Sirius.

Ele merecia.

Depois que ficar rouco de tanto gritar com o padrinho, e cansado de tanto atirar coisas pelos ares, o ruivo havia, finalmente, sentado no chão, olhando desolado para o computador e telefone e feito o que finalmente dissolveu a resolução de Remus de não se intrometer na briga. Harry havia começado a chorar.

Não as lágrimas falsas que ele havia usado para conseguir sua firebolt, nem o olhar marejado de quando não queria levar a culpa por alguma coisa, mas lágrimas puras e simples de tristeza.

Sua tia não queria que ele fosse para Hogwarts. Ele nunca quisera ir para lá.

A escola deveria ser horrível, com um inverno terrível em contraste com o calor ameno de Beauxbatons. E o pior de tudo: não havia Pierre em Hogwarts. Não havia Fleur, ou Gabrielle em Hogwarts. E por todos os seres mágicos, não havia Jacques em Hogwarts. Esse último fato sozinho era o suficiente para fazer Harry chorar como se Hogwarts fosse a central juvenil de Azkaban.

E foi por aquelas lágrimas que Remus sentou-se no chão ao lado do garoto e o abraçou, prometendo que as coisas iriam melhorar.

Ele não sabia como, mas iriam.

Sirius, quando viu o menino ruivo sentar no chão, cansado, e simplesmente chorar, sentiu seu coração apertar de tal forma que ele quase chorou também. Não era pena pelo ataque que Harry havia dado. Era pela pura desolação que só agora ele entendia que havia causado. Desolação ainda maior por não conseguir falar com quem quer que fosse que ele tentara falar mais cedo pelo tal telefone.

Ele realmente não pensara, mas deveria haver uma razão pela qual Harry não queria ir para Hogwarts. E só agora, vendo o menino exausto e chorando, com a cabeça no ombro de Remus ele começava a perceber o que havia feito.

Devagar, ele foi até a cama e pegou os ingressos para a Copa Mundial de Quadribol. Se havia algo que podia animar James até mesmo quando Lily lhe dava um fora, era Quadribol. Com os ingressos na mão, ele sentou na frente da dupla no chão, e sorriu um sorriso de desculpas.

"Vamos, Harry. Você nem mesmo abriu o segundo envelope.", ele disse, estendendo os ingressos para o menino que os olhos alguns segundos e os colocou de lado desinteressado, fechando os olhos enquanto fungava, secando lágrimas do rosto.

"E quem se importa com Quadribol?", resmungou, antes de sair do quarto, deixando um lobisomem preocupado e um animago confuso para trás.

Harry não era uma miniatura de James. Harry era uma pessoa que ele não conhecia e de quem ele não podia assumir nada, sem antes perguntar.

Sirius acabava de perceber que não conhecia Harry.

E só o que ele pedia era que não fosse tarde demais para começar a conhecê-lo.

~*~

Remus encontrou Harry nos jardins, sentado em um cantinho de sombra na borda do bosque, arrancando pedacinhos de grama e espicaçando-os aos poucos, piscando rápido como quem não quer chorar.

"Sirius tem mais um presente para você nos estábulos.", ele disse, e o menino levantou o olhar e deu um quase sorriso.

"Eu não sei se quero mais algum presente dele nesse exato momento."

Remus riu baixinho e sentou ao lado do menino, passando um braço pelos ombros dele, aonde Harry se escorou agradecido, fechando os olhos.

"Sirius às vezes não percebe que se passaram treze anos desde que ele havia visto você pela última vez. Ele passou doze desses treze aos em Azkaban, e segundo o que ele me conta, ele passou boa parte desse tempo ignorando que o tempo existia. Foi como ele conseguiu de certa forma evitar a insanidade. É difícil para ele ver e entender você como alguém que não é James ou Lily, é apenas Harry. Eu acho que nesse exato momento, ele percebeu isso pela primeira vez, e a partir de agora as coisas devem ser mais fáceis. Hogwarts é uma grande escola. Você vai poder continuar tudo que já aprendeu. Eu tenho certeza que você vai se divertir e fazer amigos lá."

"Mas lá não tem meu namorado, tem?"

Remus riu baixo mais uma vez.

"Não, não tem... Mas tudo vai se resolver, Harry. E me conte sobre esse namorado.", o homem mais velho pediu, e Harry imediatamente se animou, falando tudo sobre Jacques, do primeiro encontro ao primeiro beijo, e as férias que eles passaram na casa dos tios de Harry.

Remus sorria e fazia os comentários necessários, mas não conseguia deixar de pensar na reação de Sirius quando soubesse que Harry tinha um namorado.

Aquelas férias iam ser certamente divertidas.

~*~

Harry era um garotinho persistente. Naquela noite, durante o jantar, não dirigiu a palavra uma única vez a Sirius, e quando este falava com ele, ele respondia com meios sorrisos educados e monossílabos.

Sirius sabia que havia feito algo que não devia. Ele não era burro, só um pouco... lento, às vezes, quando se tratava do estado emocional das pessoas ao seu redor.

Remus sabia disso melhor do que ninguém, mas também havia se recusado a ajudar dizendo que Sirius e Harry não podiam embasar sua relação em cima da relação que Remus tinha com Harry. Precisavam se entender sozinhos e como indivíduos e, por isso, Sirius deveria entender sozinho o que fazer para ganhar a confiança e o amor de Harry.

E Sirius estava pensando. E passou a noite toda pensando. E um pouquinho antes do amanhecer, ele soube o que fazer.

~*~

Na manhã seguinte, Sirius não estava no café da manhã. Harry olhou para Remus interrogativamente, mas o homem parecia tão confuso quanto ele e apenas deu de ombros.

Passaram a manhã juntos. Remus mostrou as terras em volta da propriedade para o garoto, evitando os estábulos, pois sabia que Sirius iria querer mostrar o cavalo para Harry em pessoa. Quando os elfos os chamaram para o almoço, Harry estava de bom humor, contando sobre Beauxbatons, Fleur e Pierre. Também comentou com Remus da sua vassoura de corrida e em como Jacques o havia ensinado a voar. Falou das festas de aniversário que havia compartilhado com o primo, como os tios revesavam entre festas, viagens e passeios para comemorar a data, os natais passados em férias em outros lugares, de sua Tia Marge e de como nunca gostara dos cachorros dela, mas que sempre ganhava vinte libras se fingisse que gostava e que às vezes o lucro valia o sacrifício.

Remus descobriu que Harry era um garoto esperto, saudável e independente, apesar da sua aparência frágil e quase feminina. O temperamento de Lily transparecia a cada palavra dele, e o lobisomem também descobriu o quanto Petunia se arrependia de ter estragado o relacionamento com sua irmã. Foi nessa conversa também que Remus notou que apesar do exterior mimado e quase infantil demais, Harry era um rapaz responsável e inteligente, que entendia as razões de sua tia e que também tinha medo de ir para Hogwarts e terminar como seus pais.

E mesmo que doesse ver o menino falar deles de uma maneira um tanto distante, como se fossem estranhos, Remus o compreendia, porque estranhos era o que eles eram para Harry. Talvez, se ele tivesse crescido sem amor, sem conhecer o valor real de uma família, carente de atenção, ele visse seus pais como heróis. Mas ele não via, porque de onde Harry estava olhando, eles haviam morrido em guerra e o deixado para trás. E mesmo entendendo que não fora escolha deles, Harry também não sentia que era obrigação sua fazer por merecer o título de 'Garoto-Que-Sobreviveu". E o homem sentiu orgulho da pessoa que Harry era.

Certamente não era material Gryffindor, mas era um garoto a caminho de se tornar um homem bom, mesmo que não um herói. E como guardião dele, o que mais Remus poderia querer?

O almoço passou e se foi, assim como o chá da tarde, e Harry começava a ficar com remorso e muito preocupado com Sirius que simplesmente não havia aparecido ou dado notícias desde a noite do dia anterior. Remus havia dito que se ele não aparecesse até as oito horas da noite, ele iria chamar os aurores e mandar que o procurassem.

Isso não foi necessário, no entanto, porque pouco antes do horário limite, Sirius entrou na sala de jantar, com um sorriso enorme estampado no rosto e dois pacotes nas mãos.

Sem dizer nada, ele depositou os dois pacotes na frente de Harry e olhou em expectativa para o garoto.

"O que é isso?", ele perguntou, desconfiado.

"Abra!", o animago respondeu, quase saltitando no lugar onde estava.

Com uma certa apreensão, Harry desfez o pacote menor e encontrou seu telefone o encarando de volta.

"É meu telefone, Sirius.", ele disse, com uma voz que indicava que ele estava pensando que o homem certamente não estava muito bem mentalmente.

"Sim, é. Por que não telefona para seus tios?"

E foi quando Harry ia responder que o telefone não funcionava que ele percebeu que sim, seu telefone funcionava.

Dando um grito de alegria, ele levantou da cadeira e olhou para Sirius com um grande sorriso.

"Como conseguiu isso?!"

"Nada demais.", respondeu o homem, sorrindo, e Harry saiu da sala correndo, telefone já aberto.

Quando o garoto não estava mais ouvindo, Remus olhou para Sirius em leve reprovação.

"Eu suponho que o outro pacote seja o tal laptop?", Sirius apenas acenou afirmativamente com a cabeça, ainda sorrindo, enquanto sentava no lugar que um elfo doméstico havia arrumado para ele, "Como foi que você conseguiu isso, Sirius?"

"Uma Chave do Portal Internacional para a América, onde eles adaptam certas tecnologias trouxas para nosso uso.", ele respondeu sorrindo de novo.

Remus não havia sorrido de volta. Oh-ou.

"E quanto, exatamente, isso custou?"

Engolindo em seco, Sirius deu de ombros.

"Uma pequena fortuna pela viagem em cima da hora... Outra pela adaptação dos aparelhos, mas valeu a pena. Ele sorriu para mim, Remus.", ele terminou em um cochicho, fazendo Remus balançar a cabeça, exasperado.

"Você não pode comprar o amor dele, Sirius."

O homem apenas deu de ombros, ainda sorrindo.

"Mas eu posso tentar, não posso?"

Harry voltou para a sala naquele momento, um sorriso enorme no rosto, e caminhou diretamente até seu padrinho, abraçando-o com força.

"Obrigado, obrigado, obrigado, obrigado."

"Não foi nada.", ele respondeu, bagunçando os cabelos de Harry que se sentou ao lado dele, e os três começaram a jantar.

Depois que a sobremesa já havia sido servida, Harry ligou o computador e sorriu novamente quando a tela funcionou perfeitamente. Distraído, mal percebeu quando Sirius deu um suspiro cansado.

"E agora, o que vamos fazer com os ingressos para a Copa Mundial de Quadribol?"

"Nós vamos ainda.", respondeu Harry, ainda distraído, "Meu namorado gosta de Quadribol.", ele acrescentou, não vendo Sirius ficar tremendamente pálido.

Harry havia dito 'namorado'?

Remus apenas suspirou.

Ia ser uma longa, loooooooonga semana.


Taram! Mais um! Desculpem a demorinha nesse, mas é que eu me empolguei com uma outra fic... Erm. Enfim. He.

Sejam amorzinhos e

R E V I E W !