Título: En Rouge

Ship: Harry X OC | Harry X Cedric

Rating: M

Capa: link no profile

Nada me pertence. Só a cor dos cabelos do Harry. Hehe.

Os avisos do capítulo 1 continuam valendo.

Merci, pessoas das reviews! Já comentei hoje que vocês são lindos? Porque vocês são. O Harry-ruivo ama vocês. X)


En Rouge

Le Charmant Jacques

Dizem que uma das características humanas que mais teve importância na perpetuação da espécie em climas nada hospitaleiros foi a capacidade de adaptação.

Onde não havia água fizeram-se irrigações; onde havia montanhas, aprendeu-se a escalar; onde chove e há inundações, fazem-se casa flutuantes; quando a distância foi muita, inventou-se a roda.

Mas nem uma única de todas aquelas intempéries comparava-se ao fato de que Harry Potter, afilhado e protegido de Sirius Black, uma criança de nem catorze anos tinha um namorado.

E estava namorando o tal rapaz desde os doze!

Doze!

Harry não tinha idade para ter um namorado. Harry teria idade para ter um namorado depois que tivesse se formado em Hogwarts, tornado-se um advogado ou curandeiro famoso, e Sirius já não tivesse mais vontade de trancá-lo em uma caixinha com feitiços de proteção em volta a cada vez que olhasse para ele.

Para Harry, sempre seria cedo demais.

Ele havia perdido a infância de Harry, e agora acabara de perder o afilhado para sempre, levado embora nos braços de algum francês esnobe que jamais conseguiria fazer Harry completamente feliz.

Ninguém nunca seria bom o suficiente para Harry.

Talvez ele devesse fugir do país.

Pegar Harry, colocá-lo na tal caixinha, e ir embora para o Zimbábue, ou quem sabe a Sibéria, qualquer lugar em que não houvesse franceses loiros em volta.

Qualquer coisa era válida para defender seu pobre e inocente afilhado das garras malévolas dos loiros franceses, a pior espécie a jamais habitar a terra.

Por algum motivo absolutamente obscuro e incompreensível para Sirius, Remus não gostara de seu plano. Na verdade, Remus o proibira de agir de qualquer forma que não fosse cortês e educada para com tal francês maligno, a menos que quisesse sofrer.

Que tipo de sofrimento Remus infligiria sobre ele, Sirius não tinha certeza, mas o lobisomem tinha um olhar que prometia dor e por isso, Sirius o escutou.

Não que quisesse, mas não era como se ele tivesse outra opção.

Faltavam agora apenas dois dias para o aniversário de Harry e Sirius estava planejando o que fazer com o menino. Harry havia dito que não queria uma festa, porque não conhecia ninguém ali, e seus amigos provavelmente não poderiam vir até a Inglaterra em tempo. Por isso, Sirius pedira qual presente Harry queria.

E Harry, olhos verdes marejados de lágrimas, rosto com um sorriso simples, singelo e inocente, disse que queria apenas uma coisa: uma visita do namorado e a ida dele com a família Black-Potter-Lupin à Copa Mundial de Quadribol.

Para que a história não fique aborrecida, deixe-se dito apenas que Sirius nunca soubera que Remus poderia rir malignamente como ele fez àquela noite quando contou para o lobisomem que Jacques estava chegando na manhã do aniversário de Harry.

Remus não tinha um único pingo de compaixão.

Não era como se Sirius estivesse tentando competir com o namorado do afilhado por atenção. Sirius apenas decidira naqueles dois dias antes da chegada do enviado do mal que Harry precisava de coisas novas.

Tendo finalmente dado o cavalo para Harry (que Harry decidira, sim, chamar de Black, por sugestão de Remus – qualquer dia aquele lobisomem ia ficar igualzinho ao Snape, de tão ruim que ele estava ficando), Sirius levara o menino para comprar arreios e selas e outras coisas necessárias.

Se eles acabaram voltando para casa com vestes novas para Harry e um kit para manutenção de sua firebolt fora um ato vindo da bondade de coração de Sirius que nada tinha a ver com o tal Jacques.

Se Sirius concordara em comprar os materiais de Harry na França, como ele vinha fazendo desde que começara a freqüentar Beauxbatons, não tinha nada a ver com tentar mostrar a Harry que ele ainda poderia levar a mesma vida de antes, só que com muito mais.

Mas não importa quantos livros de ficção ele desse para Harry, ou quantas vestes novas eles comprassem, ou quanto ele gastasse com o garoto, Jacques ainda era um tópico recorrente e que deixava Harry sorrindo como mais nada deixara até então.

E Sirius era um Gryffindor. Ele era um homem. Ele era corajoso. Ele era um Marauder. Mas mesmo isso tudo não impedia que ele fosse, também, inteligente, de certa forma.

E quando subornos não funcionaram (e conhecendo Harry como estava conhecendo, se havia algo capaz de motivar o garoto, era um bem colocado suborno), ele se rendeu.

Que viesse Jacques na manhã seguinte.

E fosse o que Godric quisesse!

~*~

Jacques era, em uma palavra, elegante.

Ele não tinha uma beleza estonteante, nem nenhum traço de personalidade que fizesse meninas e meninos caírem aos seus pés com um mero olhar, mas ele era elegante e inteligente, e um rapaz acostumado a encantar todos e cada um em seu caminho, e com Remus não fora diferente.

Claro que quando ele mencionara todas as qualidades supracitadas para Sirius, o homem o havia encarado e dito 'sim, ele é francês', como se isso explicasse tudo, mas isso definitivamente não vem ao caso.

Remus, portanto, como adulto responsável daquela casa (não, Sirius não contava como adulto. Pelo menos não em 99.7% do tempo), não tinha nada do que reclamar. E, por isso, quando o diretor Dumbledore o chamara até Hogwarts, uma semana depois da chegada de Jacques, para discutir algo, Remus foi, sem maiores preocupações.

Confiava no rapaz francês e confiava em Harry.

Já dizia Severus Snape que o maior defeito em Gryffindors era confiar demais (depois de serem estúpidos e precipitados, isso é).

Uma sorte que Sirius sempre tivera um lado Slytherin dentro dele.

~*~

Jacques era, sim, um rapaz comportado e elegante, amigável e educado, bonito e inteligente, jogador de Quadribol da sua Ala com muito orgulho e namorado de Harry Potter, o Garoto-Que-Sobreviveu.

Mas acima de tudo, Jacques era um rapaz de quase dezessete anos que queria fazer o que todos os rapazes de dezessete anos querem, quando estão na mesma casa que seus namorados. E ele estava um tanto frustrado, porque nem quando Harry estava morando com os Dursley – tio buldogue, primo filhote de baleia, tia cavalar – ele passar tão pouco tempo sozinho com Harry.

Aquele Black estava em toda a parte. Ele já desgostava imensamente do homem desde que soubera que ele mudara Harry de escola sem consultar ninguém antes, mas aquela observação incessante estava realmente lhe dando nos nervos. O pior de tudo – e que só fazia sua frustração crescer – era que Harry não parecia se importar. Tudo bem que ele era alguns anos mais novo, mas, honestamente, nem um minuto sozinhos?

Por Merlin!

Era por isso que, quando Remus avisou no café da manhã daquele dia que estaria em Hogwarts por dois dias, Jacques começou a formar planos. E seus planos eram tão infalíveis que nem mesmo Sirius Black conseguiria impedi-lo.

A casa já estava silenciosa há muitas horas, mas Jacques não estava dormindo. Ele estava esperando. Quando o relógio do seu quarto marcou onze e meia daquela noite de sexta feira, o loiro levantou de sua cama e, o mais silenciosamente que conseguiu, foi até o quarto de Harry.

Abrindo a porta com cuidado, entrou sem fazer barulho, trancando-a atrás de si, caminhando a passos rápidos até a cama de Harry.

Estranho como, mesmo tendo dormido no mesmo quarto que o garoto por três anos, só agora Jacques se dava conta do quanto Harry ficava bonito dormindo daquele jeito. Provavelmente eram os efeitos de ter cortinas pesadas em volta das camas, enquanto o dossel de Harry era composto por um tecido prateado diáfano, que se mexia levemente com o vento que entrava da janela semi-aberta.

Os cabelos dele pareciam de um vermelho sangue contra os lençóis brancos que quase fundiam com a cor da sua pele, pálido como Harry era, mesmo no auge do verão. Suas mãos estavam acima da sua cabeça, e ele dormia de costas, o peito subindo e descendo lenta e calmamente com sua respiração. Os lençóis estavam mal colocados sobre suas pernas, seu peito descoberto revelava que Harry preferia dormir sem camisa.

Sorrindo de uma maneira quase predatória, Jacques tirou sua própria camisa, largando-a no chão, e abriu espaço entre o dossel da cama, ajoelhando-se ao lado de Harry na cama, admirando-o por um minuto inteiro, antes de traçar toda a extensão de um dos braços de Harry até seu peito com uma de suas mãos. O outro garoto baixou o braço para o lado do corpo, suspirando enquanto dormia, como se incomodado pelo toque.

Ainda sorrindo, Jacques ajoelhou-se sobre Harry, suas pernas de cada lado da cintura do ruivo, e depositou beijos leves no pescoço de seu namorado, fazendo um caminho leve entre a parte de trás da orelha e o ombro, descendo e subindo, enquanto Harry começava a tentar se mexer, sua consciência obviamente lutando para permanecer dormindo. Quando Jacques se cansou do jogo de tentar acordá-lo de maneira suave, deu uma mordida leve no ombro do ruivo, que fez Harry acordar com um gemido um tanto desorientado, olhos verde-esmeralda piscando para Jacques que ampliou ainda mais o sorriso.

"Olá.", ele sussurrou, antes de tomar a boca do mais novo com a sua, não dando chance de resposta.

Harry, ainda quase dormindo, demorou alguns segundos para corresponder, mas logo enlaçou o pescoço de Jacques com uma de suas mãos, a outra repousando sobre o peito do loiro, notando com surpresa que Jacques estava sem camisa. Exatamente como ele.

Jacques, tomando a resposta de Harry como encorajamento, pegou a mão do ruivo que estava em seu peito e prendeu-a com a sua acima da cabeça do garoto, beijando-o como se não houvesse amanhã. Sua língua traçava os lábios de Harry, sua respiração acelerando cada vez mais, e ele ergueu-se levemente, deixando a boca de Harry para beijar seu pescoço, colocando uma de suas pernas entre os joelhos de Harry, afastando-os e colocando-se entre as pernas do garoto menor, suspirando de satisfação com o contato.

Deitando completamente sobre o ruivo, ele voltou à boca de Harry, mordendo levemente o lábio inferior do rapaz, uma de suas mãos acariciando as coxas dele levemente, a outra ainda segurando a sua mão.

Harry, no entanto, estava um pouco confuso.

Eles nunca, nunca, em todo o ano em que estiveram juntos, haviam se beijado daquela forma, ou com tão pouca roupa entre eles. E embora ele estivesse sim, apreciando grande parte do que estava acontecendo, havia alguma coisa ali que não estava certa. Se ele pelo menos não estivesse com tanto sono, ou Jacques deixasse de beijá-lo, talvez ele conseguisse lembrar.

Mas de repente, durante um beijo particularmente forte, Harry lembrou o que era. Jacques, com um som que Harry só poderia definir como um gemido, dera um impulso contra o seu quadril, ao mesmo tempo em que guiava a mão que até então mantivera na sua para entre os corpos dos dois, colocando a mão de Harry sobre sua ereção, mexendo-a um pouco, em movimentos desajeitados.

Harry arregalara os olhos, enquanto Jacques murmurava algo entre o beijo, e o ruivo virou o rosto, tentando fazer com que o namorado parasse.

Ele não queria. Ele não estava pronto.

Era disso que ele tinha que se lembrar.

"Jacques... Jacques... Jacques... PARE!", Harry teve que quase gritar a última frase para só então ter a atenção quase completa de Jacques, que ainda estava com a respiração acelerada e se movia em pequenos impulsos, tentando concentrar-se, mas sem muito sucesso, os olhos castanhos ainda um pouco desfocados, "Pare.", ele repetiu, tentando tirar Jacques de cima dele, empurrando-o levemente para o lado.

Sem entender, Jacques saiu de cima do namorado, observando Harry ir sentar-se próximo à cabeceira da cama, segurando os joelhos junto ao peito, com seus braços em volta das próprias pernas, o rosto corado, mas os olhos grandes de susto.

"Eu não quero ainda.", foi tudo que ele disse, em uma voz pequena.

Jacques ainda estava tentando recuperar o fôlego e correu uma de suas mãos pelos cabelos presos, suspirando.

"Mas, 'Arry, eu pensei que você estivesse gostando...", ele disse, com uma voz de dúvida, e Harry deu de ombros.

"Eu estava, mas eu não quero ir... mais longe do que nós já tínhamos ido. Eu não estou pronto."

Jacques encarou o namorado e foi até a frente dele, ajoelhando-se na cama e tocando o rosto de Harry com delicadeza.

"'Arry, eu te amo. Eu nunca ia te machucar. Não é nada demais...", ele sussurrou, beijando o pescoço do ruivo mais uma vez, "E eu vou tomar cuidado... Eu prometo...", ele desenlaçou as mãos do ruivo, colocando-as na cama, e colocando-se entre os joelhos do garoto mais uma vez, enlaçando a sua cintura, não prestando atenção na negação quase inaudível de Harry, "Eu vou cuidar de você... Por favor, 'Arry...", ele sussurrou mais uma vez, tentando fazer o garoto menor deitar, mas Harry estava com sono, estava confuso e estava cansado.

Ele estava irritado também, porque um 'não' deveria ser suficiente para Jacques.

Ele havia prometido.

"Eu disse que NÃO!", ele repetiu, com a voz forte dessa vez, levantando da cama e apanhando a camiseta de Jacques do chão, "Eu acho melhor nós conversarmos sobre isso amanhã, Jacques."

O loiro suspirou de novo, saiu da cama de Harry e pegou sua camiseta com ele, dando-lhe um beijo na bochecha.

"Boa noite.", ele disse, mas Harry apenas acenou com a cabeça, e Jacques ouviu a porta do ruivo se fechando firmemente quando ele saiu do corredor.

Indo até a porta de seu quarto, ele considerou que deveria ter esperado por isso. Harry mal tinha 14 anos, no fim das contas.

O que ele não estava esperando era ter Sirius Black escorado à porta de seu quarto, braços cruzados sobre o peito e, pela primeira vez desde que Jacques chegara ali, parecendo cada centímetro o bruxo adulto que todos diziam que fora um grande auror.

"Nós dois vamos ter uma conversa, Monsier Boncroi."

~*~

Esse seria um bom momento para esclarecer algumas coisas quanto a um homem chamado Sirius Black.

Muitos diziam que Sirius Black era um homem que nunca crescera. Praticamente um... Peter Pan. Ele sempre se comportara como se fosse a única coisa que realmente importasse no mundo e, junto com seu amigo e companheiro James, fora um verdadeiro terror em Hogwarts e fora dela.

Remus, por mais que amasse Sirius, ainda se exasperava com ele em incontáveis vezes, quando ele agia muito mais como se tivesse doze anos do que qualquer que fosse a idade que ele tinha (e ele certamente não ia sair por aí divulgando esse dado).

Mas Sirius era, no fundo, uma boa pessoa. Era até engraçado que, agora, depois de doze anos em Azkaban, as pessoas ainda acreditassem naquela sua fachada de moço alegre, despreocupado e sem noção. Foram doze anos. Não doze horas, doze dias, doze semanas, doze meses. Doze anos.

E exatamente por serem anos, era uma ocorrência mais do que comum que ele tivesse pesadelos, ou ataques de insônia, e vagasse pela casa até altas horas da noite, apenas contente em sentir a segurança que o lugar lhe dava.

Naquela noite em específico, ele nem mesmo conseguira dormir. Os pesadelos da noite passada – a sensação deles – pareciam ainda estar na sua pele e ele não queria ir dormir e acordar para os mesmos monstros. Por isso, lera até um pouco antes da meia noite e então saíra em direção às cozinhas, em busca de um chocolate quente, talvez um chá, que o ajudasse a relaxar, ou passar o tempo.

Mas quando ouviu uma conversa de dentro do quarto do afilhado, Sirius sentiu seu sangue gelar.

E quando estava pronto para entrar no quarto e tirar aquele loiro sem graça de cima do seu afilhado, ouviu uma voz firme, que ele mal acreditara ser de Harry, dizendo para que o outro garoto saísse de seu quarto. Dizer que Sirius se sentira orgulhoso era dizer muito, muito pouco.

Mas só porque Harry lidara bem com a situação não queria dizer que ele não ia ter uma conversa com o tal namorado.

E isso é o que nos traz até a porta do quarto de Jacques, onde Sirius estava tentando – e conseguindo – parecer ameaçador.

"Nós dois vamos ter uma conversa, Monsier Boncroi."

Os olhos castanhos de Jacques ficaram tão grandes por um momento que Sirius quase riu, mas então lembrou que valentões intimidadores não riem e, portanto, fez o que valentões fazem: arqueou uma sobrancelha para o garoto, que pareceu recobrar a compostura e cumprimentou o homem com um aceno de cabeça.

Sirius Black sempre fora tão alto? Ele não parecera ser tão alto assim antes.

"Sobre o que, senhor Black?", Jacques indagou polidamente, ao que Sirius respondeu com um sorriso maléfico que fez o coração de Jacques gelar.

Talvez ele devesse tomar o homem mais a sério?

"Eu deveria ter formulado melhor minha frase...", disse Sirius, avançando na direção do loiro, encarando-o diretamente, "Eu vou te dar um aviso. E é melhor que você preste atenção nele. Você está prestando atenção, Boncroi?"

Jacques manteve-se em silêncio e apenas acenou a cabeça mais uma vez.

"Ótimo.", Sirius disse, seu sorriso se ampliando, e olhando nos olhos do garoto ainda, quase encostado nele, inclinando-se até seu rosto quase tocar o do loiro, "Eu passei doze anos em Azkaban, Boncroi. Com assassinos de verdade. É espantoso a quantidade de coisas que você aprende simplesmente por estar na presença de pessoas como eles. Aqui vai meu aviso: você machuca meu afilhado, e você não vai se arrepender. Porque você não vai estar aqui para fazê-lo.", ele se afastou lentamente e sorriu beatificamente, "Estamos entendidos?", mais uma vez, Jacques apenas acenou com a cabeça, pálido, e Sirius continuou sorrindo, "Ótimo. Boa noite, Boncroi.", ele concluiu, dando as costas para o loiro, que o viu entrar no quarto de Harry.

Se tivesse ficado ali mais alguns segundos, Sirius teria visto o sorriso de desdém delinear-se nos lábios de Jacques.

Sirius não estaria sempre por perto, e Harry não demoraria a mudar de idéia.

Enquanto isso, ele teria que encontrar outra pessoa para se divertir.

Harry era quem queria esperar.

Não ele.

~*~

Sirius entrou no quarto de Harry sem bater e encontrou exatamente o que esperava encontrar.

Harry estava sentado na cama, olhando para a lua pela janela com um rosto que falava de decepção. Sirius sorriu.

Oh, ter catorze anos novamente... que inferno!

"Sabe... Eu lembro de ver Lily com exatamente essa expressão no rosto toda vez que James fazia algo idiota."

Harry olhou para o padrinho e sorriu.

"Todo mundo é idiota, às vezes, não é?"

Sirius suspirou e sentou na cama, puxando um Harry agora de camiseta de pijama para seu lado, passando um de seus braços pelos ombros do menino, onde Harry alegremente deitou a cabeça, exatamente como fazia com Petunia quando estava chateado.

"Acho que sim... Todo mundo menos eu, é claro.", ele completou, fazendo Harry rir.

"Certo. Sei. Hogwarts, Sirius. Hogwarts."

Sirius teve a dignidade de parecer embaraçado por quase dois segundos inteiros antes de suspirar de novo, e mexer nos cachos bagunçados do cabelo de Harry.

"É a idade. Todos são um pouco idiotas quando tem essa idade, Harry. Você é uma exceção. Lily também era.", ele sorriu de maneira saudosa, "James era um imbecil. Sempre chamando a atenção dela do jeito errado, fazendo coisas idiotas para ver se ela o notava, fazendo cada vez mais que ela o visse como um pateta."

Harry riu em resposta.

"Quando eles começaram a namorar?"

"No nosso sétimo ano. Ele diminuiu o nível de idiotice por aquela época... Ela relaxou um pouco de ser tão certinha, eles deram certo. Mas isso não quer dizer que eles nunca brigassem, nem se desentendessem. Isso acontece. O que não pode acontecer é um dos dois ceder sempre, ou simplesmente ceder em algo importante, por medo de perder. Se a pessoa que está com você não entende certas coisas, é porque ele não vale a pena."

Harry riu baixo.

"Eu sei, Sirius. Tia Petunia me ensinou isso desde sempre. Eu não vou... sabe... com o Jacques só porque ele quer. Se acontecer vai ser quando eu quiser."

Sirius beijou os cabelos de Harry.

"Esperto como a sua mãe."

"E enquanto meu pai estava correndo atrás dela, atrás de que você corria?"

"Remus.", ele respondeu com um sorriso agridoce, surpreendendo Harry.

"Mesmo? Vocês estão juntos agora?", o garoto quis saber, ainda surpreso.

"Não. Mas eu espero que algum dia nós... sabe... possamos voltar."

Harry sorriu para Sirius.

"Eu estou torcendo por vocês. Espero que tudo dê certo."

Sirius sorriu de volta, e deitou na cama, Harry ao seu lado, adormecendo quase instantaneamente, enquanto seu padrinho o observava dormir, como costumava fazer quando Harry era um bebê.

Ele também esperava que tudo desse certo.


Uau! Acabei! Então, cachorro esse Jacques, não? Tsk-tsk. Poor Harry. *sorriso maligno*

Hoje, eu não vou pedir por reviews. Não, não vou.

Mesmo.

Eu vou abrir uma campanha!

"Apertem o botãozinho cinza com letrinhas verdes e faça o Harry-ruivo feliz"

Gostaram da campanha? Linda, né? Então, beijos, colaborem e

APERTEM O BOTÃO!