Título: En Rouge

Ship: Harry X OC | Harry X Cedric | Remus X Sirius

Rating: M

Capa: link no profile

Nada me pertence. Só a cor dos cabelos do Harry. Hehe.

Os avisos do capítulo 1 continuam valendo.

Olha só quem voltou!!!! Não é legal? Hahahaha

Desculpem o atraso, gente, meio que me deu um bloqueiozinho, mas já passou. XD

Capítulo especialmente dedicado à Tsuki, que eu sei que ela curte um puppy love. Espero que gostem.

;**

CAPÍTULO COM CLASSIFICAÇÃO 'M'. Se isso te incomoda, feche a janela. Obrigada.


En Rouge

The fun good old times

Remus retornou à casa que estava se acostumando a chamar de sua para encontrar uma situação um tanto quanto… estranha.

Harry estava definitivamente mais distante de Jacques do que estivera desde que o francês chegara ali, e Sirius estava usando um sorrisinho permanente que simplesmente não podia significar nada de bom.

Ao menos, nada de bom para qualquer ser humano normal e com bom senso, classes das quais Sirius não fazia parte desde que... bom, desde que nascera.

Ele era um Black, no fim das contas.

Quando Remus perguntou, no domingo à noite, o que havia acontecido, Sirius, mais uma vez, sorrira e dissera que 'nada'. Mas 'nada', Remus notou, fez com que Harry olhasse para seu namorado com uma certa dose de frieza que fez até Remus ter arrepios. E 'nada' também fez Jacques inventar uma desculpa mais esfarrapada que o uniforme de Azkaban que Sirius usara quando saíra da prisão de que seu pai 'precisava' dele de volta em casa e ele realmente teria que ir.

A uma semana da Copa Mundial de Quadribol, para a qual já não havia mais ingressos.

'Nada' também fez Harry sorrir satisfeito com algo que Jacques sussurrou em seu ouvido antes de ir embora, e 'nada' também fez com que Sirius quase fizesse Jacques fizesse xixi nas calças antes de ir embora com um olhar.

'Nada' era, no fim das contas, algo extremamente interessante.

Na segunda feira, Remus já tinha uma dose suficiente de nada e tentara conversar com Sirius sobre o assunto, mas Harry aparecera no momento em que ele ia falar – ou talvez ameaçar Sirius, mas só um pouquinho – e arrastara seu padrinho para os estábulos, onde eles passaram boa parte da tarde. E por essa razão, Remus decidira deixar 'nada' para lá, porque 'nada' havia aproximado Harry de Sirius e, honestamente, 'nada' não poderia ser ruim se tinha aquele efeito.

Pelo menos, Remus esperava fervorosamente que não.

No fim das contas, Harry decidiu que ir para a Copa Mundial de Quadribol só com seus padrinhos e guardiões ia ser extremamente chato – porque dois adultos não poderiam ser divertidos, imagine o absurdo de tal conceito – e convidara uma amiga da escola para ir com eles.

A amiga de Harry era uma garota mais velha, educada, loira e parte veela que pareceu muito surpresa quando nem Sirius, nem Remus pareceram encantados com ela.

Ah, se ela soubesse...

Mas isso não vem ao caso, ao menos, não agora, talvez mais tarde... Enfim.

Fleur Delacour chegou dois dias depois da partida de Jacques, e Remus ouviu ela e Harry conversando até altas horas da noite sobre o namorado do garoto. E foi nessa conversa – que ele não havia tido a intenção de ouvir, ele casualmente passara pela porta, ouvira pequenas partes e talvez tivesse usado um feitiço para ouvir o resto, mas não havia sido intencionalmente, e todo mundo sabe que é a intenção que realmente conta – que ele descobriu o que Jacques havia feito.

E naquele exato instante, Remus decidiu que Jacques havia sido muito, muito esperto em deixar a casa, porque se ele estivesse ali quando o lobisomem descobrira tudo, ele seria um ex-garoto francês.

Mas aquela linha de pensamento não durou muito, porque algo mais chamou a atenção de Remus, e esse algo mais foi o fato que Jacques ainda estava vivo e respirando. E Remus sabia que Sirius sabia e aquilo não fazia o menos sentido.

Decidido a descobrir o mistério envolvendo a existência continuada daquele francês, Remus marchou até o quarto de Sirius no meio da noite.

E agora talvez seja um bom momento para tirar as crianças da sala, porque Sirius era um homem que não gostava de dormir vestido e Remus era um lobisomem que não... er... ficava feliz há muito, muito tempo.

Mas antes, ele precisava descobrir porque Jacques ainda vivia.

~x~

Sirius estava quase feliz. Não entendam o pobre homem mal, ou imaginem que ele era uma pessoa descontente: ele não era. Ser inocentado dos crimes que ele não cometera havia sido ótimo, ter Harry morando com ele era incrível, e finalmente ter o garoto o tratando como seu padrinho era mais do que maravilhoso, mas havia uma coisinha... faltando.

Ok, talvez não fosse uma coisinha, Remus provavelmente se sentiria ofendido se ouvisse o termo 'coisinha', Remus era um homem respeitável no fim das contas, não havia nada de 'inhas' nas suas coisas, mas com toda a certeza vocês entenderam que faltava algo a Sirius e esse algo pertencia a Remus.

Na verdade, esse algo era Remus. E Sirius sabia disso. Soubera disso desde que tinha treze anos e vira o melhor amigo trocando de roupa no dormitório e sentira sua boca secar ao ver as costas marcadas por cicatrizes e os cabelos castanho claros que caíam na base do seu pescoço como uma carícia. Se ele fora lento para assumir seus sentimentos, se deixara preconceitos infundados colocarem-se no caminho deles dois, fora burrice e infantilidade sua – e de Remus, talvez um pouquinho – mas ele sabia e tinha certeza absoluta de que queria Remus e todas as suas coisas em sua vida de maneira permanente.

Ele só não sabia como chegar lá.

Ia ser realmente maravilhoso, pensava Sirius com um suspiro, se Remus simplesmente adentrasse seu quarto no meio da noite.

E foi neste exato momento que Remus escancarou a porta do quarto de Sirius, fechando-a furiosamente em seguida, e seus olhos caíram sobre o homem surpreso em cima da cama.

E as pessoas ainda dizem que pensamento positivo não funciona.

"Remus!", exclamou Sirius, sentando na cama rapidamente, "Como vai?"

'Remus, como vai?', pensou Sirius incrédulo, 'Eu realmente disse remuscomovai?'

Sirius não precisava ter se preocupado com a falta de noção de suas palavras, no entanto, porque Remus estava... ahn... distraído por outras noções naquele momento.

A principal delas sendo que fazia anos que ele não via Sirius... assim.

E por 'assim' entendam que estamos falando de um bruxo de idade não divulgada, mas que certamente parecia menos do que realmente era, aparência saudável, sentado em uma cama de lençóis de algodão egípcio da melhor qualidade que eram, aliás, a única coisa que tal homem usava.

Isso, os cabelos pretos e lisos caindo sobre os olhos cinzas e um sorriso.

O que era mesmo que Remus havia ido fazer ali... Franceses... Algo a ver com matar um deles...

Harry!

O namorado de Harry e sua existência!

Aha, ele sabia porque estava ali.

"Por que exatamente que Jacques ainda está vivo?"

Sirius piscou.

Era o meio da madrugada, o homem da sua vida estava na beira da sua cama com o olhar mais compenetrado que ele já vira em anos, ele estava absolutamente nu (!!!!!) e ele queria saber por que Jacques estava vivo.

Quem diabos era Jacques, de qualquer maneira??

Sirius piscou novamente.

"Ahn?", ele perguntou com muita eloqüência. Remus correu as mãos pelos cabelos de maneira frustrada e começou a andar de um lado para o outro do quarto com passadas largas e zangadas.

Sem nem ao menos parar, ele lançou um feitiço silenciador no quarto e jogou a varinha em cima de uma mesinha ao canto do quarto, sem parar de caminhar o tempo todo.

"Jacques. Eu acabei de passar pelo quarto de Harry, e ouvi ele contando para Fleur sobre o que aconteceu. E eu sei que você sabe o que aconteceu, e eu quero saber porque exatamente aquele loiro ainda estava respirando quando ele saiu daqui, Sirius, porque eu sou o controlado desse casal, você sabe disso, e eu quero a cabeça loira e francesa daquele garoto da BANDEJA DO CAFÉ DA MANHÃ, e se eu estou assim, eu imagino que você já deveria tê-lo matado, e eu não o culparia e ainda ajudava a enterrar o corpo no jardim dos fundos. Então eu preciso de uma explicação. Agora.", ele exigiu, finalmente parando e encarando Sirius que, na verdade, não ouvira muita coisa.

Para ser bem honesto, Sirius havia parado de ouvir no exato momento em que Remus dissera 'desse casal'.

Remus ainda se referia a eles dois como um casal. Eles foram um casal por alguns meses, ele certamente amava Remus como a metade de um casal deveria amar a outra metade, e ele com certeza queria fazer coisas de casal com Remus, e até mesmo coisas de casal que podem ser feitas em público: esse era o tamanho da vontade que ele tinha de estar com Remus.

E Remus chamara eles dois de casal.

Isso tinha que significar alguma coisa, certo?

Tinha.

Ele sorriu.

Remus arqueou uma sobrancelha.

"Casal?", ele disse, um sorriso se manifestando até mesmo na palavra.

Remus teve a decência de ruborizar, mas apenas muito, muito pouco, antes de retomar a sua habitual calma e suspirar.

"Eu disse casal no sentido de dupla, Sirius. Duas pessoas, dois amigos, um casal de amigos, só isso. Mais nada. Agora você pode me explicar porque o pai de Jacques ainda não nos enviou o convite para o enterro...?"

"Oh.", disse Sirius, sua postura inteira murchando tão rápido que ele nem mesmo notara, "Claro. Amigos, padrinhos do Harry, os guardiões dele. Um casal nesse sentido, claro. Hum. Jacques. Certo.", ele correu as mãos pelo cabelo e desviou os olhos dos de Remus, dando de ombros e se jogando contra a cabeceira da cama de uma maneira que, em qualquer outra situação, Remus teria chamado de displicente, mas naquele exato instante parecia apenas derrotada, "Eu ouvi o que estava acontecendo e quando eu ia interferir... Eu ouvi o suficiente para perceber que Harry pode lutar as suas batalhas sozinho. Ao menos essa. Eu conversei com Jacques depois, um pouco de medo nunca fez mal a ninguém, mas Harry sabe onde está se metendo. E ele pode dar conta. Então nós conversamos um pouco e é... só. Agora que você já sabe porque Jacques está vivo, você pode ir para o seu quarto e eu posso ir dormir e só. Porque foi só pra isso que você veio, não foi?", a última frase tinha um tom um pouco mais esperançoso do que Sirius teria gostado e ele viu Remus parecer confuso por alguns segundos.

"Foi... foi só isso...", ele respondeu, um tanto distraído e Sirius fechou os olhos, respirando fundo.

Por Godric, o que era aquilo que estava doendo? Ele estava tendo um ataque do coração e não sabia? Bruxos tinham ataques?? Ele nunca ouvira nenhum relato. Seria ele o primeiro a ter um ataque do coração? Porque se não era um ataque, era um bom disfarce de um. Era como se alguém estivesse apertando seu coração inteiro com uma mão de aço, fazendo com que respirar se tornasse mais difícil, e seus olhos estavam ardendo e, Merlin, ele ia morrer de... dor? Era dor?

Não sabia.

Ele só sabia que queria que Remus saísse dali.

Porque, por algum motivo insano, era a visão de Remus na sua frente dizendo que só o que lhe interessava no quarto de Sirius era saber sobre Harry que estava causando seu ataque cardíaco.

Remus era um fator de risco, mais ou menos como comer carne com gordura e não fazer exercícios.

"Você pode ir agora?"

Mas Remus não estava o escutando. Ele apenas tinha aquele ar pensativo no rosto quando suspirou alguns segundos depois e encarou Sirius como se nunca o tivesse visto antes.

"Essa foi uma atitude muito madura, Sirius. Conversar com Harry e deixá-lo enfrentar seus problemas. Muito madura mesmo. Eu estou surpreso."

Sirius não disse nada por alguns segundos, levantando o olhar lentamente para o de Remus, que teve que se controlar para não dar um passo para trás diante da intensidade daquele olhar.

"Surpreso? Porque eu fui maduro, eu suponho? Porque eu, Sirius Black, sempre rio de tudo, e não levo absolutamente nada a sério, não é mesmo, Remus? Eu não penso antes de agir, e você sempre tem que vir atrás de mim, como se fosse minha mãe, para me tirar dos problemas? Porque você sempre ter de estar por perto, só porque eu não sei agir de maneira madura?"

"Bom, Sirius, não é como se você agisse assim antes, eu tinha, sim, que sempre estar arrumando as bagunças que você fazia!", Remus replicou, um tanto indignado, mas muito mais culpado pela quantidade de dor que havia na voz de Sirius.

"E VOCÊ JÁ PAROU PRA PENSAR QUE EU SÓ FAZIA AS BAGUNÇAS PARA QUE VOCÊ NÃO ME DEIXASSE SOZINHO? Que eu tinha medo que se eu mostrasse que eu podia, sim, me comportar bem sozinho, você fosse me deixar? Que eu PRECISAVA de você muito, muito mais do que você precisava de mim? Você nunca pensou nisso, seu lobisomem BURRO?"

Remus estava um tanto quanto insultado de ter sido chamado de burro e de lobisomem. Snape havia usado o último tantas vezes como um insulto que nada consertaria o efeito que a palavra causava nele, e ser chamado de burro por Sirius era quase surreal.

Mas mesmo seu estado insultado não conseguiu deixar passar o fato de que... não. Ele nunca, jamais havia pensado nisso. Porque Sirius era... Sirius. Sirius Black. Puro-sangue sem preconceitos, acima do resto da humanidade não apenas porque ele era bonito, rico e de boa família, mas também porque nada disso afetava o julgamento que ele fazia das pessoas. O único defeito irreparável que qualquer pessoa poderia ter para Sirius era se ele fosse um Slytherin, mas isso tinha muito mais a ver com os seus pais o odiando por não ser um do que a casa em si.

Sirius não pensava em conseqüências. Sirius não pensava antes de agir. Sirius era esperto, e malicioso, e charmoso, e encantador, e poderia convencer qualquer um a fazer qualquer coisa.

Ele convencera Remus a ter um relacionamento com ele. Ele convencera Snape a ir atrás de Remus durante a lua cheia. Ele convencera o Ministério de que Harry estaria bem com ele. Ele convencera Harry de que ele era um bom padrinho.

Ele não precisava de Remus. Ou ao menos era isso que Remus sempre pensara.

Mas agora, vendo os olhos cinza cheios de lágrimas e mágoa, e vê-lo admitir que ele queria precisar de Remus, e que ele achava que Remus não precisava dele...

Remus concluiu que era um acéfalo. Um ser infectado pelo vírus da licantropia e desprovido de qualquer inteligência. Como diriam os jovens, ele era uma anta.

Incrédulo com a própria estupidez, Remus não se moveu ou falou por algum tempo... Aparentemente tempo demais, pois Sirius o encarava entre furioso, envergonhado e decepcionado.

O homem tomou fôlego e juntou o lençol em volta da cintura, ajoelhando-se na cama em frente a Remus, e quando ele falou, foi com uma voz tão baixa que Remus poderia jurar que tinha imaginado se não fosse por ter visto seus lábios se movendo.

"Só esqueça que eu disse qualquer coisa e vá embora, Remus."

Remus engoliu em seco.

"Não."

Sirius o encarou surpreso.

"Não?", repetiu, "Como assim 'não'? Um homem não tem mais o direito de dormir nesta casa??!!"

"Não, seu idiota. O meu 'não' foi para a sua pergunta. Não, eu nunca pensei que você precisasse de mim. Não, eu nunca pensei que você realmente me quisesse por perto tanto quanto eu queria você. Não, eu nunca pensei que você pudesse sentir isso depois do que você passou. Não, eu nunca pensei que você realmente sentisse alguma coisa por mim depois de ter acreditado que eu era o espião. Não, eu não pensei, agora, depois que você voltou, que você pudesse querer estar comigo de novo, porque você não confiou em mim antes."

O olhar de Remus também tinha sua quantidade de lágrimas agora, e sua voz era muito mais amarga do que ele pretendia. Ele queria acreditar, antes, meses antes, e durante todo o tempo que esteve com Sirius depois de ele sair da prisão, que nada do seu passado poderia machucá-lo, porque era apenas isso: o passado.

Mas podia. E machucava.

Porque Sirius estava sofrendo, e Remus não era tão tolo a ponto de não saber os motivos, mas ele também sofria.

Ele amava Sirius. Amava Sirius mais do que muita coisa. Amava Sirius mais do que amava ler perto de uma lareira no inverno, amava Sirius mais do que amava receber respeito de outras pessoas, amava Sirius mais do que amara qualquer outra pessoa, com exceção de Harry, mas era outro tipo de amor.

Mas ele sabia – agora, pelo menos, ele sabia – que não podia amar Sirius mais do que amava a si mesmo.

E pelo amor que ainda tinha por si, ele não podia simplesmente abrir os braços e dizer que tudo estava bem, quando não estava. Porque se Sirius confiasse nele – se Sirius tivesse confiado nele – nada de ruim teria acontecido. Sirius não teria sido preso, Harry teria crescido com eles dois, e ele não teria passado doze anos sofrendo, sozinho, sem ninguém a quem recorrer nas noites de lua cheia e nos dias de dor. Sirius teria ficado seguro.

Eles teriam sido felizes.

"Eu sempre confiei em você.", veio a resposta firme de Sirius, e Remus não pôde se conter e riu uma risada curta, baixa e fria, enquanto balançava a cabeça.

"Só não o suficiente para me contar sobre o Fiel do Segredo?"

"Era perigoso!"

"Por que eu sou um lobisomem que poderia decidir que o poder com Greyback seria mais interessante que segurança da minha FAMÍLIA?"

"NÃO, SEU IMBECIL, PORQUE VOCÊ PODERIA SER TORTURADO ENQUANTO ESTAVA NAS MISSÕES SUICIDAS QUE DUMBLEDORE TE MANDAVA!", Sirius devolveu furioso ao perceber o tamanho da burrice do homem que amava, "Você realmente achou que nenhum de nós ia descobrir que Dumbledore havia mandado que você se infiltrasse nos grupos de lobisomens para descobrir informações? Você realmente pensou que eu e James não íamos descobrir o que você estava fazendo? Você realmente achou que nós dois, o homem que te amava e o homem que te queria como a um irmão de sangue, que nós íamos permitir que você andasse por aí com um segredo desse tamanho, sabendo que tínhamos um espião? Que ele poderia dizer que você sabia do segredo? Que você poderia ser capturado e torturado por informações?"

"E então vocês decidiram o quê?! Esconder informações de mim para o meu próprio bem?!"

"É ÓBVIO QUE SIM, SEU IDIOTA! Você era a pessoa mais importante para mim naquele momento. Manter você seguro vinha antes, MUITO ANTES de mantê-lo bem informado. Você lembra quantas vezes eu tentei fazer com que você me contasse o que estava fazendo? Era porque eu sabia. E porque eu sabia que era perigoso. E eu queria você seguro, da mesma maneira que James queria Lily segura, só que eu não tinha um bebê para pesar na sua consciência. E você não se importou com o que EU IA SENTIR se você morresse naquelas malditas missões! Você só se importou em ir! Então, sim, eu omiti muita coisa de você, porque você ia ficar mais seguro assim! Me processe! Me coloque em Azkaban por manter o homem que eu amava, E AINDA AMO, um pouquinho mais seguro, porque ele era idiota demais para tentar fazer isso sozinho! Me bata! Me tranque nas masmorras! Me coloque em uma sala com o retrato da minha mãe! Me dê uma toalinha de chá e me chame de elfo doméstico! Me..."

"SIRIUS!", Remus gritou, vendo que o homem não ia parar em nenhum futuro próximo.

"O QUE FOI?", ele gritou de volta.

"Cale a boca.", foi tudo que Remus disse antes de puxar Sirius contra si e cobrir e boca dele com a sua.

Era como se Remus fosse um homem se afogando e que descobrira que, finalmente, crescera guelras e podia respirar embaixo d'água.

Não era apenas a falta que sentira de Sirius... Era perceber que Sirius o amara e amava tanto que faria praticamente qualquer coisa por ele, até uma coisa idiota como se arriscar em um plano quase suicida e não contar apenas para mantê-lo seguro.

Era ver Sirius o amava.

E Remus estava maaaaaaaaaaaaaaaaais do que feliz em mostrar o quaaaaaaaaaaaaaaanto amava-o também.

Empurrando Sirius desajeitadamente sobre a cama, Remus se deixou cair sobre ele, suas mãos ansiosas percorrendo cada centímetro de pele que conseguia encontrar, tirando o lençol que enrolava uma parte da anatomia de Sirius que Remus estava mais do que contente em ver novamente.

"Hummm... Remus...", Sirius balbuciou, uma de suas mãos procurando o zíper da calça do homem, enquanto a outra estava em seus cabelos grisalhos, segurando-o com força, quase que com medo que ele desaparecesse.

Remus levantou apenas o suficiente para puxar seu suéter sobre a cabeça e abrir sua calça – uma missão na qual Sirius não estava tendo muito sucesso – antes de ser puxado para cima de Sirius mais uma vez.

Afastando as pernas nuas para que Remus se encaixasse entre elas, Sirius sentiu os dedos finos de Remus afastando-se de sua coxa para suas costas e descer, mas Sirius estava sem paciência ou vontade para preparações.

Ele precisava de Remus e precisava dele naquele-instante.

"Não...", ele sussurrou, "Agora, Remus... Por favor...", ele quase gemeu, sua ereção atritando contra o estômago de Remus, que o encarou, tentando pensar racionalmente.

"Vai doer..."

"AGORA!", Sirius gritou e Remus compreendeu. Precisavam daquilo muito mais do que como contato físico, prazer e satisfação.

Precisavam daquilo porque precisavam saber e ter a certeza de que era real.

Tomando a boca de Sirius em mais um beijo com força o suficiente para deixá-lo marcado, Remus guiou-se para dentro do outro homem, ouvindo-o gemer baixo, a princípio, e então gritar mais alto a cada vez que Remus entrava-o mais fundo.

O lobisomem parou de se mover alguns instantes, tentando dar tempo para que Sirius se acostumasse, mas Sirius não parecia estar de acordo com aquele plano, pois se afastou lentamente e então moveu seu corpo de encontro ao de Remus mais uma vez, fazendo-o entrar e sair dele, mesmo sem se mover.

"Remus... Mais... Agora...", ele disse, entre respirações entrecortadas, e Remus decidiu atender seu pedido, apoiando um dos braços na cama, enquanto o outro erguia um pouco do quadril de Sirius da cama.

Seus corpos pareciam ter reencontrado seu antigo ritmo perfeito, em harmonia precisa, enquanto moviam-se juntos, cada vez mais rápido, e mais forte, e mais intenso, até que Remus não pôde mais segurar e derramou-se dentro de Sirius, afundando seu rosto no pescoço e cabelos dele, deixando o ar escapar de maneira trêmula. Sirius ainda se moveu mais algumas vezes, acariciando-se com uma das mãos, até gemer alto, gritando o nome de Remus, para então se deixar cair na cama, cansado e plenamente satisfeito.

Remus saiu de cima dele e o beijou uma, duas, três vezes, com calma e preguiça, beijos lentos e satisfeitos, antes de se deitar ao lado de Sirius, que imediatamente se aconchegou sobre o peito do lobisomem, que então acariciou seus cabelos lenta e compassadamente.

Minutos se passaram em paz, e Sirius estava quase adormecido quando ouviu a voz baixa de Remus.

"Eu estou tão feliz de ter feito um feitiço silenciador nesse quarto quando eu entrei."

Sirius riu baixo e levantou a cabeça para encará-lo.

"E é melhor não tirá-lo até amanhecer. Porque nós ainda nem começamos. Pode ir tirando a calça, Senhor Lobisomem. Nós temos treze anos de atraso para tirar."

E Remus apenas riu.

A vida realmente parecia melhor agora.


Éééééé, sem Harry hoje, mas no próximo tem Harry e CEDRIC, não é legal??

Sejam amores e

R E V I E W !