Capítulo 2- Incurável
Enfim eles receberam uma coruja trazendo notícias da filha, que entrara para a Corvinal...
Irônico.
E o que, na nossa vida, não é?
e se tornara melhor amiga de Rose Granger- Weasley. E é por essa exata razão que ele se encontrava na casa dos pais da pequena, observando a matriarca da família Weasley apertar ( porque não podia chamat isso de abraço) sua esposa, enquanto chorava litros. Ginevra lançou-lhe um olhar suplicante.
- Isso foi idéia sua. - Ele respondeu sem emitir som.
- GI-GINA! Minha querida Gina! Mal posso acreditar. - A velha senhora continuava a tocar na filha como se tivesse medo que ela desaparecesse de novo.
- Sou eu, mãe. - Ela respondeu tentando e fracassando terrivelmente em impedir que as lágrimas rolassem pelas suas bochechas.
- Papai... - Foi necessário que Sybil se atrasse nos braços do loiro para que os outros percebessem que havia um outro homem na sala, que esse homem era o marido de Gina e que esta pessoa era ninguém menos que Draco Malfoy.
- O que você está fazendo aqui, Malfoy? - Hermione foi a primeira a quebrar o longo silêncio que se estabelecera.
Draco pensou em responder algo como: "Estamos um pouco devagar hoje, hein Granger?" mas captou o olhar raivoso da esposa. Não tinha jeito, ela o conhecia bem demais. E como não achava nada aconselhável ter todos os Weasleys contra ele, o loiro apenas respondeu.
- Eu sou o marido dela.
- MALDITO! - Rony sacou a varinha e o outro copiou o movimento, defendendo-se.
- Rony! - Ginevra gritou, em vão.
- Comprou uma varinha nova, Weasley? É melhor ter cuidado pois, por melhor que esta seja, não fará milagres.
- Draco! - A ruiva tentou de novo, dessa vez sucedindo em fazer o marido guardar a arma.
- O. Que. Você. Fez. Com. A. Minha. Irmã? - Rony teve que respirar fundo, antes de soltar a frase entre os dentes.
- Até um bruxo de quinta categoria como você sabe que, por mais poderoso que eu seja, não conseguiria mantê-la sobre o controle da maldição império por dezesseis anos.
- Dezesseis anos, sete meses e vinte e dois dias! - Molly exclamou chorosa.
Draco revirou os olhos.
- Gente, o que importa é que a Gina voltou e está sã e salva. - Hermione tentou acalmar a situação, recebendo um olhar agradecido da amiga.
- A Gina que eu conheço jamais teria nos abandonado para fugir com o Malfoy! - Rony exclamou.
- É mesmo, Rony? - A ruiva explodiu. - Mas eu fiz exatamente isso! Por que será? Diga-me você, que me conhece tão bem!
- Gina... - Seu irmão recuou.
- Foi porque eu sabia que isso ia acontecer, eu sabia qual seria a reação! Eu sabia !
- Não tem como ficar pior... - Draco murmurou. Não demorou muito tempo para perceber quanto estava errado.
- E por acaso sua família reagiu melhor, Malfoy? - Ninguém menos do que Harry Potter entrou na sala nesse momento. - Pelo que eu sei sua mãe se suicidou já faz um tempo.
- Sim, Potter. Se você precisa mesmo saber, minha mãe resolveu se suicidar sem antes me deserdar da família. - Draco franziu as sobrancelhas e lançou-lhes um olhar sombrio.
Gina prontamente segurou-lhe a mão, apertando-a carinhosamente.
- Isso é ridículo! - O loiro revirou os olhos e se preparou para sair, mas foi impedido pela esposa que, na ponta dos pés, puxou seu rosto para perto dela, colando as testas.
- Fique.
- Eu não preciso ficar aqui ouvindo isso.
- É, mas você precisa de mim e eu preciso deles. Fique.
- Você vai se fantasiar de colegial hoje.
- O QUÊ?
- Se eu vou ter que aturar isso, vou precisar de uma recompensa a altura.
- Você está sendo patético. - Ela respondeu baixinho, com medo de que a conversa fosse ouvida.
- Você deveria estar feliz de eu ainda sentir desejo por você com tantas mulheres correndo atrás de mim, além do mai...
- Certo, certo! Tudo para você ficar quieto!
- Querida, nós dois sabemos qual é a única maneira de calar a minha boca e não é com um pedido verbal.
A ruiva mordeu os lábios, procurando não mostrar o quanto estava se divertindo com a situação.
- Agora não é hora! - Ela voltou a encarar a família, falhando terrivelmente em esconder o grande sorriso que se espalhara por seu rosto.
Surpresa estava estampada nos rostos dos demais presentes e nenhum deles se atreveu a falar.
- Hermione está certa. - O patriarca da casa se levantou, falando pela primeira vez. - Gina está de volta e devemos agradecer a Merlin por isso.
- Sim, sim! - Molly interveio. - E nós adoraríamos se vocês se juntasse a nós para a janta.
- Mas nós acabamos de almoçar...- Rony exclamou, calando-se em seguida com um beliscão da esposa.
- Seria um prazer. - Hermione explicou.
- Nós aceitamos o convite. - Ginevra respondeu antes que o marido abrisse a boca.
- Oh, isso é maravilhoso! - Molly exclamou feliz.
Rosa e Sybil, que nada estavam entendendo, contentaram-se com o rumo pacífico que a conversa estava tomando.
- Bom, eu tenho que ir. - Harry começou a se mover. - Helen e as crianças estão esperando por mim.
- Quem? - A ruiva perguntou.
- Minha mulher e filhos. Tenho três: Lillian, Alvo Severus e Tiago.
- Que criatividade, Potter. - O loiro revirou os olhos e recebeu um chute da esposa.
O moreno o ignorou e começou a se despedir dos presentes.
- Gina é bom vê-la viva e...hã...desculpe-me por ter terminado daquela maneira com você...eu...sinto muito.
- Bom, ela obviamente não sente o mesmo então...- Draco se meteu na conversa.
- Eu entendo, Harry, eu só...realmente não sinto que isso tenha aconntecido. - Ginevra repondeu, depois de ter repreendido o marido com os olhos.
O loiro não pôde deixar de sentir-se superior.
- Bom, acho que perdi minha chance... - Harry sorriu, fazendo Draco revirar os olhos. - E bom, err...Malfoy...nunca pensei que fosse dizer isso mas...a gente se vê.
- É. Infelizmente. - Ele não pronunciou a última palavra, prevendo o movimento da ruiva a seu lado.
XXX
Draco Malfoy suspirou fundo. Só mais alguns minutos e estaria livre. Molly estava servindo a sobremesa e tagarelava sobre alguma coisa qualquer, que ele não fez questão de ouvir. Arthur pedira para conversar com a filha em particular e depois de pouco tempo os dois retornaram a mesa com os olhos vermelhos. Merlin, e ele pensava que Ginevra era a rainha do drama! Ela, indubitavelmente, tinha a quem puxar.
Ronald grudara na irmã como um carrapato e começara a puxar assunto com ela.
Muito para a sua satisfação, todas as atenções estavam voltadas para a sua mulher, sendo ele deixado em paz. Isso até que a voz da sangue-ruim o trouxe de volta a realidade.
- Malfoy, eu gostaria de conversar com você um minuto.
Todos calaram-se imediatamente. Oh, tudo que ele precisava!
- Converse, Granger.
- Em particular.
Merlin, isso vai ser pior do que ele imaginava.
- Mione, eu não acho uma boa idéia. - Ginevra tentou.
- Você a ouviu. - Draco apontou com a cabeça para onde a esposa se encontrara. - Não é uma boa idéia.
- Não vai demorar. - Hermione abriu um largo sorriso no rosto.
- Tudo bem. - O loiro se levantou.
- Esperem! Draco, você ainda não provou minha sobremesa! - Molly exclamou.
Poucas horas na presença dessa mulher e ela já o tratava como se ele fosse de casa. Os Weasleys são definitivamente malucos.
- Ginevra guarda um pouco pra mim, não é?
Gina não conseguiu responder, ela parecia tão aterrorizada com o rumo que as coisas estavam tomando quanto Rony, deixando o loiro com uma vontade imensa de rir.
XXX
Ao entrar em um dos quartos, Draco deparou-se com a varinha de Hermione apontada diretamente para ele.
- Vai me matar, huh, Granger? Sempre achei que você fosse mais inteligente que isso. Mas já que você decidiu se casar com o garoto Weasley...acho que te superestimei.
- E você decidiu se casar com a garota Weasley.
- Touché.
- Qual é a cor preferida de Gina?
O loiro balançou a cabeça rindo.
- Vai medir meu amor pela minha esposa com perguntas idiotas?
- Responda.
- Eu posso mentir.
- Eu vou saber se você estiver mentindo.
- Você acha que ela continua gostando das mesmas coisas que gostava a dezesseis anos atrás??
- Algumas coisas nunca mudam. Responda.
- Vermelho. Mas não é a cor que ela costuma usar , senão pareceria um pimentão. - Ele deu de ombros. - Eu já acho que ela parece um pimentão indepente disso mas...
- Filme favorito.
- Aqueles romances trouxas baseados em livros. Tipo, orgulho e preconceito. Até hoje eu não entendi se ele é que é o preconceituoso e ela a orgulhosa ou vice versa. Ela também gosta daquele filme: "A sociedade dos poetas mortos" apesar de ser ridículo. Quer dizer, pra que que o garoto foi se matar? Por que não esperar mais um ano para se livrar do pais e finalmente fazer o que quer? Mas ela sempre se emociona com isso. Ginevra também tem uma lista de atores preferidos, pelos quais é apaixonada e faz questão de ver milhares e milhares de vezes os filmes que estes fizeram. Honestamente, eu não sei o que ela vê neles. Pegue o Hugh Jackman, por exemplo. Ele não poderia ser mais gay.
- Ele não é gay. - Hermione procurou esconder a surpresa.
- Já viu o showzinho de abertura que ele deu naquela premiação...no-o...oscar?
- Só porque um cara canta e dança...
- Também sapateia.
- Não quer dizer que ele...
- Quer sim.
- Bom... - Hermione precisou de um minuto para digerir o fato de que ela estava tendo uma conversa de verdade, sem insultos, com Draco Malfoy. - Certo.
- Mais alguma coisa? Outra pergunta?
- Eu poderia perguntar qual o livro preferido ou atores mas você já respondeu...
- Passei no teste? - Um sorriso cínico se espalhou pelo rosto do loiro.
- Por enquanto...sim.
Draco abriu a porta para sair, dando de cara com Rony.
- Oh, eu devia ter imaginado.
O ruivo não respondeu, indo rapidamente para o lado da esposa.
- Ah é, Weasley! - O loiro virou-se para ele. - Você sabe onde eu conseguiria uma fantasia de colegial aqui por perto?
- Pra que você qu...MALDITO! - Rony demorara a entender o que o outro quisera dizer mas quando o fez, irritou-se.
- Querido...- Hermione segurou o braço do marido.
- Dá pra ver direitinho que a Hermione é que veste as calças na relação, hein?? - Draco desceu as escadas.
- Ele...te chamou pelo primeiro nome...- Rony murmurou assustado. - Ele deve amar bastante a Gina...
- Mais do que ele gostaria. - A bruxa respondeu, parando para pensar um minuto. - Vamos ver orgulho e preconceito hoje?
- O quê? - Rony fez uma careta.
- Malfoy viu com a Gina.
- Duvido.
- É verdade.
- Certo! - O ruivo revirou os olhos, não ia deixar que a esposa pensasse que Malfoy era um marido melhor do que ele.
Hermione tentou esconder o riso. Rony era tão previsível.
XXX
Ginevra perambulava de um lado para o outro cantarolando uma canção natalina. Entrou na sala, encontrando o marido sentado na mesa com um pacote a sua frente. Ela aumentou o tom de voz para pertubá-lo mas, não recebendo uma reclamação, juntou-se a ele.
- O que está olhando?
Draco Malfou apontou para o pacote.
- Recebemos uma presente...estranho. Quem nos mandaria um presente no Natal?
- É da sua família.
- Nossa, mais estranho ainda. - Ela respondeu debochadamente.
- É pra mim.
- Oh.
Agora, isso era estranho.
- Bom, abra.
- Isso vai explodir na minha cara.
- Com medinho?
- Eu estou sendo precavido.
- Aqui. Tem um cartão. - Ela pegou-o e começou a ler em voz alta. - "Draco, querido, não sabia o que comprar de Natal pra você e espero sinceramente que você goste. Foi feito com muito carinho. Assinado Molly Weasley." Não pode ser tão ruim assim.
- Continua lendo.
- " Você faz minha filha feliz, é o suficiente para que eu deseje a sua felicidade também. Assinado Arthur."
Draco fez um gesto com a mão para que ela não parasse.
- " Bem-vindo a família. Assinado Hermione." Draco! Não tem nada demais.
- Continua.
- Certo! " Vingança, doce vingança. Assinado Rony". Okay, talvez seja ruim.
- Te avisei.
- Bom, você vai ter que abrir.
- Nem pensar.
- Eu abro então.
- Vai explodir na sua cara.
A ruiva riu e começou o trabalho, os olhos do marido a estudando cautelosamente. Ao terminar ela não conseguiu conter uma grande gargalhada.
- O quê? - Draco perguntou pertubado.
Gina, não conseguindo parar de rir, mostrou-lhe o conteúdo.
Dentro da caixa tinha um suéter de lã verde com a letra D bordada em vermelho bem no meio.
- Você tem que estar brincando.
XXX
Draco Malfoy entrou em casa bufando. Nada dara certo no dia de hoje. Passando a mão pelo cabelo, ele subiu as escadas para o quarto, encontrando a esposa já deitada na cama, vestida apenas com...
- O que você está fazendo com o meu suéter? - Ele não pôde impedir que um grande sorriso se espalhasse por seu rosto, levando embora todas as preocupações e chateações que tinha na cabeça.
- Eu pensei que você não gostasse dele. - A ruiva retribuiu o sorriso. Ela parecia perdida dentro da roupa, de tão baixinha que era.
- É, tem razão, eu odeio. Tire isso imediatamente.
Ginevra levantou-se, esperando ele vir até ela. Ambos ficaram frente a frente.
- E se eu não quiser? - Ela subiu na ponta dos pés, pressionando o corpo contra o dele.
- Eu ajudo. - O loiro puxou a esposa para a cama, caindo debaixo dela.
Talvez esse suéter não seja de todo ruim.
Fim
N/A: Minha primeira fic D/G completa! \o/
Eu adoro o fato da Sybil ser da Corvinal. Tipo, ela é a primeira Malfoy que não vai pra Sonserina e a primeira Weasley que não vai pra Grifinória. ahsuahsuahu
E gente, na última cena a Sybil tava dormindo na casa da Rose, tá? xD
Queria agradecer pelas reviews e comentários de todos. Vocês fizeram uma escritora feliz! ahuhsuahsua
Quero escrever bem mais sobre eles dois mas as provas estão apertando e não seria muito aconselhável. xD
Mas quem sabe...?
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