Como prometido, aqui está o primeiro cap de Fuga!!! Espero que gostem ^^


Era mais um dia de trabalho. Meu namorado Kouga estava trabalhando em metade do painel de controle da mesa circular a sudeste da mesa de painéis que eu trabalhava. A outra metade era Inuyasha que controlava. E a mesa de Sango (que era reta) ficava mais ou menos ao meu lado, de frente para o janelão da sala de máquinas e de costas para a mesa circular de Kouga e Inuyasha. A minha mesa de painéis era um quarto de uma mesa circular normal

Ao contrário de muitas fábricas, a nossa torre de comando era no mesmo nível do resto da fábrica e possuía uma saída para a sala de máquinas e outra pra rua. Nossa sala era enorme e tinha três pavimentos. O pavimento de reuniões, o dos painéis (onde ficávamos a maior parte do tempo) e o pseudo-escritório, onde tinha uma mesa para cada um. A minha ficava de frente para a divisória de aço e vidro (com um vão que chamávamos de porta mesmo) que dava a visão do pavimento dos painéis e o pavimento de reuniões mais adiante, a de Inuyasha ficava na parede a minha direita, a de Kouga ficava à direita da de Inuyasha repartindo a mesma parede e a de Sango ficava na parede às minhas costas. A mesa de Sango era a mais perto da porta.

Eu no momento estava no pavimento de painéis olhando através do janelão, verificando se as máquinas funcionavam bem. Todos tinham que fazer a mesma coisa: monitorar e ajustar os níveis de tudo que os painéis indicavam. Nós somos sócios de uma fábrica somos amigos desde a faculdade.

- Vou dar uma olhada nas máquinas de trás – anunciei já me dirigindo à porta.

- Kagome, você já verificou duas vezes só hoje! – Disse Kouga a mim.

- Mas eu verifiquei um comportamento estranho da primeira vez, Kouga. Sem contar que os funcionários relataram a mesma coisa – Protestei – ou você não leu o documento?

- Li, fui com você até lá a primeira vez e não vimos nada de anormal, lembra?

- Mas e a peça velha? Eu lhe disse que deveríamos trocar porque ela já tinha dois anos. Provavelmente é ela! – Eu disse já ficando enfurecida.

- Calma, gente – Disse Sango pressentindo uma briga. Mais uma briga na verdade.

- Kagome, ela nem bambeou das duas vezes que você foi lá! – Disse Kouga aumentando a voz – Nem bambeou, Kagome!

- Não quer ir? Ótimo! Irei sozinha! – Falei abrindo a porta com raiva.

- Eu vou com você – Falou Inuyasha rapidamente – Concordamos que ninguém iria lá sozinho.

Em dois minutos chegamos na máquina que não vemos da torre de comando. Mostrei para Inuyasha a peça velha e ele concordou comigo dizendo que ela deveria ser trocada. Mas ele não poderia argumentar nada sobre ela ser a causa do problema até que ela bambeasse, pelo menos.

Foi só ele terminar a frase que a peça não só bambeou como partiu. Fazendo um barulho enorme, ela parou o funcionamento de todas as máquinas (método de segurança que nós inventamos, assim não evitava prejuízo na produção em andamento). Eu e Inuyasha nos entreolhamos, ele com os olhos arregalados e eu com cara de "eu não disse?". Inuyasha começou a rir e, como se isso causasse uma reação, a máquina começou a pender para o nosso lado (onde tinha um vão para a máquina tombar (Sango calculou bem todos os possíveis problemas na máquina então ela provavelmente tombaria para esse lado) sem destruir paredes e se desencaixaria das esteiras, não levando outras máquinas).

Eu olhei para a máquina caindo quase que em câmera lenta abraçando-me ao braço de Inuyasha ao mesmo tempo. Ele correu quase que me arrastando em direção ao canto da fábrica, eu senti como se devesse verificar as duas maquinas que ficavam antes e depois da que tombou. A esteira de dois metros de largura que ligava a máquina tombada à sucessora não tinha se soltado, arrastando também a outra máquina.

-INUYASHA! – Gritei correndo em direção a esteira.