Em seus sonhos
Isabella Swan x Edward Cullen
Comentários da Autora: Heeeeeey! Como estão passando o final de semana? Espero que beeem! Aqui só tem chovido, e isso tem sido ótimo — pelo menos não sou arrastada para a praia num pleno calorão de Santa Catarina para ficar vendo homens gordos se espatifando na água e mulheres com os biquínis tão pequenos que ficam até intalados lá no... Vocês sabem aonde. AUHAUHAUAUAHUA. Odeio verão, odeio mesmo. Mas, bem, parando de tagarelar, quero agradecer às reviews lindas que recebi. Obrigado mesmo gente. *-* Agradecendo de coração à: Fee Furtado; Lara Brasil; Lizzie; - mandy cullen black; Julietta; May Carvalho; MrSouza Cullen; adRii Marsters; Kaena H. Cullen; IsabellaG.; Lady Sanctorum; Lis swan; e vitoria pixel jett. E quero deixar avisado que alguns nomes não estão aparecendo quando é postado, e se o seu não aparecer, miiiiiiiil desculpas! x.x
Bem, vamos à fic!
Capítulo 03
"E aí, como foi no colégio novo?" ele me perguntou, segurando minha mão. Mantinha um sorriso gentil no rosto, enquanto andávamos sozinhos no meio daquela imensa rua que nunca acabava.
"Interessante" falei "Conheci algumas pessoas legais. Menos uma, claro. Sempre tem aquele ser que não gosta de você" revirei os olhos, e ele riu.
"Quem seria, meu anjo? Eu já posso dar um trato logo. Hahaha" ele disse alegremente, enquanto balançava de maneira lenta os nossos braços.
"Um garoto idiota" falei "Ele disse que pareço ser irritante, e o nome dele é Edward Cullen" revirei os olhos novamente "Creio que deve ser mais um metido, achando que é o mais poderoso do colégio por ter uma beleza que devo admitir... Ele é lindo. Mas isso não vem ao caso" bufei. "Fala sério, o que eu fiz pra ele? Nada. E ele me trata de uma maneira estúpida. O pior de tudo é que eu sinto que eu o conheço de algum lugar, mas não lembro da onde. Por isso me interessei e perguntei o nome dele, para ver se me recordava. E sabe o que ele disse? Você parece ser bem irritante" eu grunhi.
Darling ficou parado ao meu lado, me olhando chocado. Arqueei uma sobrancelha, como se perguntasse O que foi?, mas ele nada disse. Ele tossiu, parecendo ainda chocado.
"Espere aí" ele disse, levantando a mão para mim. "Você está no Boston Special High School?"
"Como você sabe?" arregalei os olhos. Ai, meu Deus. Será que ele estava no BSHS? E se estivesse na minha sala? E se eu já o conhecera? Ah! Eu tinha que vê-lo.
"Eu estudo lá" ele disse. Hesitou um pouco, e antes que eu surtasse, ele disse "E conheço Edward Cullen".
"Qual seu nome? Qual seu nome? Quero te ver amanhã! Quero ficar contigo! Não aguento mais o fato de te encontrar apenas por sonho e não lembrar de teu rosto quando acordar. Isso é torturante!" falei, saltitando " Por favor, me conte, meu amor!"
"Acho melhor não"
Meu mundo desabou naquele momento. "Por que?" perguntei, triste.
"Acho que você não vai gostar" ele disse, dando um sorriso torto, franzindo o cenho. "Mas... Eu acabei de ter uma idéia" ele disse, segurando minhas duas mãos, e levantando-as levemente. "Vou te dando dicas, e você vai descobrir. Caso descobrir, e não gostar..." ele mordeu o lábio inferior "Pode desistir desse sonho e nunca mais me ver. Sabe que é capaz disso"
"Nunca!" falei e soltei as mãos dele, e abraçando-o de maneira confortável. "Mas a idéia é divertida, apesar de eu já não aguentar mais a vontade de te encontrar. Mas, vamos lá. Qual a primeira dica?" eu perguntei sorridente, olhando para ele. Ele passou as mãos por minha cintura, e ficou me olhando, com um sorriso sereno.
"Eu estou no segundo ano"
.xxx.
— Bella, vamos! Você vai se atrasar! — eu ouvia a voz de sinos falar exaltada, me sacudindo de um lado para o outro, e puxando meu cobertor. — Já são vinte para as oito!
Acordei num pulo, sem hesitar na cama. Eu sentia minha cabeça doer nos dez primeiros segundos por ter me sentado muito rápido na cama. Alice soltou um "Uh, finalmente" e jogou a toalha para mim.
— Tome um banho e vista-se! — ela ordenou, já pegando minha mochila e uma muda do uniforme.
— Não tinha hora melhor para me acordar, não? — resmunguei, me levantando com a toalha e as roupas na mão. Ela me olhou, arqueando a sobrancelha.
— Ora essa, por que? Estava sonhando com o Brad Pitt? — ela riu.
— Não. Bem melhor.
Seu semblante passou de animado para confuso. — Como assim? — ela perguntou. Eu olhei para ela antes de entrar no banheiro e disse, de lá:
— Depois eu te conto!
.xxx.
Faltavam míseros três minutos quando entrei na sala, ofegante, pensando que o professor da primeira aula já estava presente. Que nada. Ele estava logo atrás de mim. Ou melhor, ela.
Corri me sentar na carteira, onde ao lado, Edward lia atentamente outro livro: I am a Legend. Me sentei, e dei uma disfarçada, olhando para o lado. Agora eu tinha de analisar bem todos os garotos da minha sala. E se algum deles fosse o Darling? Quando eu descobrisse, eu não hesitaria em grudar nele.
Vi que Edward desviou a atenção do livro, e olhou para mim, com a sobrancelha arqueada.
— Procurando alguém? — ele perguntou.
— Não é da sua conta. — fiz um bico, tirando meu material da mochila.
— Olha, sei que começamos com o pé esquerdo... — ele disse, botando o marca página no seu livro e deixando-o em cima da mesa. — Não gosto de ficar assim com amigas da minha irmã, e... Ainda mais com quem está ao lado da minha carteira. — ele sorriu gentilmente. Agora eu pude ver a sinceridade naquele sorriso. — Será que poderíamos começar de novo?
Eu olhei para ele, arqueando de leve uma sobrancelha. Ele tinha um pequeno sorriso no rosto, como se ele estivesse se desculpando pelo acontecido, com cara de criança arrependida quando o pai ou mãe briga com ela. No momento, pensei "Quem é você, e o que você fez com o arrogante que sentava do meu lado?". Mas me controlei.
— Tudo bem, então. — falei, hesitante.
— Bom dia. Me chamo Edward Cullen. — ele disse sem sorrir.
— Isabella Swan. Ou... Só Bella. — eu sorri, e ele riu baixo, até a professora de história parar de conversar com alguém na porta e decidir dar a aula, depois que o sino bateu.
Ela deixou sua bolsa em cima da mesa, e se dirigiu até o centro da sala. Ela tinha um rosto bem redondinho, e cabelos castanhos cortado em camadas, com as pontas para fora. Seus olhos eram verdes claros, e ela sorria para nós.
— Olá, queridos alunos. Me chamo Annalisa Perky, ou apenas Anna. — ela disse, alegremente. — Sou a professora de história de vocês. Bem, queria conhecer cada aluno, porque sou nova aqui nessa escola. O antigo professor de vocês se aposentou e...
Iria começar tudo de novo.
.xxx.
— Alice? Pode me responder uma coisa? — perguntei, enquanto passávamos pelo Buffet de um projeto de restaurante na praça de alimentação.
— Diga Bella. — ela disse, pegando um pedaço de carne com queijo derretido em cima. Na plaquinha estava escrita com uma caligrafia impecável "Filé Mignon com queijo".
— Seu irmão é bipolar, ou algo do gênero? — perguntei. Ela virou-se para mim, arqueando a sobrancelha, com um sorriso de deboche. — Porque, sabe. Ontem ele foi todo estúpido comigo. E hoje ele tá no tipo "Oi, vamos ser best friends forever?"
Alice riu alto, enquanto seguia olhando e remexendo no buffet.
— Ele está só tentando ser gentil. — ela disse. — Alguém deve ter dado uma dura nele, talvez. Mas talvez ele tenha se arrependido. Ele tem andado estranho ultimamente, sabe? Acho que está começando a abrir o coração para as pessoas e ser mais gentil.
— Estranho... Como? — agora eu estava confusa.
— Ele geralmente não fala com ninguém, a não ser seus amigos Jasper e Garrett, e com sua família. De vez em quando ele solta uns venenos para Rosalie, e argumenta algo com Kate, mas nada de grande importância... — Alice disse, pegando um pouco da salada. — Ele era muito fechado. Ele era arrogante e grosso com todo mundo. Mas... Bem, de uns dias para cá, umas duas semanas ou mais, eu acho, ele tem sido mais gentil com todo mundo.
— Está mudando, então. — falei, pegando um pouco da salada também. — Uau. Então ele se arrependeu e está "se abrindo para mim".
— Não sabe o quanto essa frase é maliciosa. — ela disse rindo, e saindo do buffet, indo até a mesa. Logo fui atrás dela, sem mais delongas.
Chegando na mesa, encontrei Kate rindo e Rosalie vermelha. Kate estava tão vermelha quanto ela, mas o motivo era rir. Rosalie provavelmente estava constrangida por algo que a Kate disse, ou fez.
— O que aconteceu? — perguntei, olhando para as duas.
— Ótima pergunta, Isabella! — Kate disse alegre, olhando para mim ainda rindo. — Terei o prazer de t...
— Katrina Denali, se você abrir a boca sobre isso, eu juro que espalho pelo colégio inteiro seu passado vergonhoso desde seus quatro anos de idade. — Rosalie ameaçou, fulminando-a com o olhar.
— ...Te pedir desculpas por não te contar. — Kate fez uma careta, ainda rindo de algo, que eu gostaria de identificar por que. O que seria? Era algo sobre Rosalie, isso era fato. Mas era algo que Rosalie não queria que os outros soubessem.
Dei de ombros e comecei a comer.
— Sabe o que eu estava pensando? — Alice disse, dando uma garfada na salada. — Que tal irmos ao cinema nesse fim de semana?
— Ah, a idéia é boa. — Rosalie disse, animando-se um pouco. — Soube que chegou o filme A proposta, com a Sandra Bullock e Ryan Reynolds. Muito bom, pelo o que eu ouvi. — ela sorriu.
— Não tô muito afim... — Kate disse, botando os braços na mesa e esticando-se para beber um gole do refrigerante no canudinho.
— Mas sabia que vai ter uma pessoa especial lá? — Rosalie disse, com um olhar esquisito. Ela parecia tramar algo.
— E quem é? — Alice perguntou curiosa.
— Acho que a Kate vai gostar. — ela sorriu para Kate, que largou o canudinho e cuspiu um pouco do refrigerante no guardanapo, que já estava na sua boca. — Começa com Gar e termina com Rett.
O silêncio fora mórbido.
Tirando o fato que todos os alunos estavam conversando, a nossa mesa, pelo menos, ficou em silêncio. Kate ficou calada e mais vermelha que um tomate, Rosalie tinha um sorriso triunfante, Alice estava com a boca aberta, com o garfo próximo à sua boca, e eu olhava para elas, sem entender diabos nenhum.
Quero dizer, entendi a parte do Garrett, e que Kate gostava dele. Mas não sabia a real razão do silêncio.
— Safadinha. — Alice disse, com um sorriso malicioso.
Kate olhou incrédula para ela e levantou o dedo do meio para Alice, grunhindo. Ela olhou para Rosalie e fez o mesmo.
— Vingança é um prato que nós comemos frio, cara Katrina Denali. — ela continuou sorrindo, mas desta vez, exibindo os dentes por trás daqueles lábios perfeitos – que chegava a dar uma mega inveja.
Eu ri baixo, e Kate, com uma carranca, voltou a tomar seu refrigerante.
— Ah. — Alice disse. Ela olhou para mim. — Você tinha algo para me contar, Bella.
— Tinha? — perguntei, arqueando uma sobrancelha. Kate e Rosalie olharam atentas para nós, provavelmente curiosas com a conversa.
— É, quando te acordei. — Alice disse.
Droga! Eu havia esquecido completamente disso. Agora eu realmente não teria como escapar. Eu meio que prometi que iria contar a ela. Mas quem sabe, vai que ela consegue me ajudar?
— Bem... É. — falei, dando um sorriso torto. Ela riu baixo.
— Conte. — ela disse.
— O que é? Aconteceu algo? — Kate perguntou, curiosa. Rosalie não disse nada, mas parecia curiosa também.
— Vocês prometem, que essa conversa não vai sair daqui? — perguntei, olhando para elas e deixando meu prato vazio de lado. — Prometem mesmo?
Elas assentiram. Respirei fundo. Elas poderiam me achar uma louca agora, e até me deixar de lado, me taxar de maluca e aí as coisas por aqui ficariam perfeitas. Claaaaaaro.
— Bem, há mais ou menos um mês eu ando tendo um sonho estranho. — comecei, e elas continuaram atentas no que eu dizia. — E esse sonho, parece uma... Vida normal. Mas... Ao lado de um garoto. Eu meio que conheci esse garoto pelo meu sonho, por mais estranho que seja. — os olhos de Rosalie brilharam quando eu falei. Ela sorriu para mim. — Nesse sonho, nós caminhamos, conversamos, brincamos... E nos abraçamos. É como se tudo fosse real. É completamente estranho. Mas eu não sinto que seja apenas um sonho.
— Você sente como se fosse real? — Rosalie perguntou.
— Exatamente. — eu falei. — E nesse último sonho, eu conversei com ele, e ele disse que estudava aqui. — o rosto das três se iluminaram. — E disse que estava no segundo ano. Mas ele apenas me dá dicas. O único problema... É que sempre que eu acordo, eu lembro de tudo. Menos do rosto dele. Mas eu sei que ele existe. — eu suspirei, cansada. — Nós prometemos um ao outro que iríamos nos encontrar em vida. E eu sinto que esse dia está próximo.
— Ai, que lindo. — Alice disse, lacrimejando. — Queria tanto viver um romance assim. — ela choramingou.
— Mas porque ele fica te dando dicas, em vez de te contar de vez quem é e vocês viverem felizes para sempre? — Kate parecia inconformada. — Quero dizer, oh, a história de vocês é realmente linda, mas por que ele fica fazendo essa palhaçada?
— Eu também não entendi. Ele apenas disse que, quando eu descobrisse, se eu me arrependesse, eu poderia deixar o sonho. Eu sei que poderia desistir do sonho, apenas não sei como. — falei, com um aperto no coração. — Mas, bem. É mais interessante assim. Adoro adivinhações, e prefiro encontrá-lo assim. Mesmo que a vontade de encontrá-lo aumenta a cada minuto.
— Então é por isso que você ficou olhando para praticamente a praça de alimentação inteira hoje? — Rosalie perguntou. — Há, há. Você pensa que eu não notei?
Eu corei. Pude sentir o sangue acumular no meu rosto. Rosalie realmente havia notado.
— Quem sabe, poderemos ajudar. Conhecemos o colégio praticamente inteiro. — Alice disse. — Ele deu alguma característica específica?
— Por enquanto, só a que estuda aqui. Vai ser uma dica por dia. — sorri. — Mal vejo a hora de descobrir quem ele é. Estou estupidamente curiosa.
— E se for o nerd do 2-D? Eca. — Rosalie fez uma cara de nojo.
Eu apenas ri.
.xxx.
Entrei na sala. O estranho aqui, é que os alunos não trocavam de sala, e sim, os professores. Alice disse que era porque evitava que os alunos cabulassem e fossem para seus dormitórios fazer sei lá o que.
Quando me sentei, Edward não disse nada. Apenas continuou concentrado no seu livro, I'm a Legend. Eu já tinha visto o filme, e achava um tanto sem graça. Nisso, outra mulher entrou na sala. Ela era loura, de cabelos ondulados, com um franjão. Seus olhos eram castanhos claros, mas tinham um brilho sem tamanho.
— Bom dia queridos — ela disse. — Me chamo Rachelle Gardiner, sou a professora de biologia. Alguns de vocês devem me conhecer, outros não. Gostaria de saber quem são os alunos novos este ano.
Eu levantei a mão, e mais nenhum outro aluno levantou a mão também.
— Qual seu nome querida? — ela perguntou.
— Isabella Swan. — falei. — Ou... Bella.
— Seja bem vinda, Bella. — ela disse sorrindo. — Bem alunos, já que vocês estão sentados em duplas, vou propor um trabalho para vocês, em dupla, é claro. — ela pegou um livro grosso dentro da bolsa da Prada. — Quero que façam um texto, de no mínimo, meia folha, sobre a importância da água para os seres vivos.
— Isso é redação ou biologia, Senhora Gardiner? — um aluno perguntou.
— É biologia, querido. — ela disse. — Mas acho que apenas com uma redação vinda de vocês, que vocês irão aprender. Quero a redação com suas próprias palavras, para ver o nível de entedimento de cada um. E se pegarem na internet — ela disse, em tom ameaçador — Eu vou saber.
Alguns alunos pareceram congelar. Olhei para Edward, e ele deixou o marca página no livro e botou o mesmo sobre a mesa.
— Quando vamos fazer? — perguntei.
— Agora, que tal? — ele deu um sorriso irônico.
Ele era realmente bipolar.
Eu respirei fundo: — Depois da última aula, na biblioteca. Os livros de biologia não têm nada sobre isso.
— Como você sabe? — ele perguntou.
— O livro do primeiro semestre é apenas rodado no tema de Citologia. Nada como "Evolução e Ecologia", ou algo do tipo. — eu sorri para ele, e ele revirou os olhos.
— Certo. Você venceu.
.xxx.
Lá estávamos nós, na "santificada" biblioteca, situada no segundo andar do BSHS. Haviam poucos alunos lá. Já havia passado do horário da aula. E eu não sabia se morria de tédio ou se morria de dor no joelho. Antes de chegar lá, eu havia tropeçado – típico – e batido com o joelho no chão.
Não havia acontecido nada grave, e também não havia ralado. Mas ainda estava doendo. Demais. Porém, eu irei sobreviver.
— Ai. — gemi de dor quando fui tentar mexer com o joelho.
— Deu, né? — Edward parou de escrever e olhou para mim. — Daqui a pouco vou te fazer gemer de verdade.
Ele era mesmo bipolar.
— O quê?! — berrei.
A bibliotecária olhou pra mim, fazendo um sinal de silêncio. Ela continuou me encarando, até eu me virar para Edward, enquanto ele ainda escrevia o texto que já havia dado uma folha completa.
Edward deu um riso debochado, e eu meti um tapa nas costas dele. Ele gemeu de dor, e olhou para mim, semicerrando os olhos.
— Termine isso, inútil. — sorri para ele de maneira falsamente amigável. Agora iria ser da seguinte maneira: se ele for gentil comigo, eu serei gentil com ele. Caso contrário... Guerra.
— Termine você. — ele passou a caneta e o papel para mim e começou a tamborilar com os dedos na mesa da biblioteca. Olhei para ele, estreitando os olhos. Ele estava indiferente. Olhava os lados, bem perdido, como se não ligasse para o caso de eu estar quase pulando no pescoço dele e acabando com a raça dele.
Ora essa! Não era ele que "queria ser meu amiguinho"?
Bufei e comecei a escrever, após ler um trecho no livro em cima da mesa. "Uma parte da água da terra pode também entrar nos organismos dos seres vivos. Os vegetais retiram a água do solo; os animais obtêm a água atrás da ingestão direta ou através da cadeia alimentar. De qualquer forma, a água presente no corpo dos seres vivos tende a voltar para a atmosfera atrávés da decomposição, da transpiração, da respiração, da urina e das fezes. Esse trajeto caracteriza o ciclo longo."
Após terminar de escrever esse trecho, assinei meu nome e o dele no final da folha. Passei a folha para ele e sorri: — Pronto. Acabei.
— Até que enfim. — ele disse, grampeando as duas folhas – a com a capa, e a do trabalho.
— Quieto, você que demorou. — falei, me levantando. Meu joelho ardeu, e eu mordi meu lábio, segurando um gemido de dor para que Edward não falasse nada a respeito. — Fica com o trabalho. Entrega na próxima aula.
— É só segunda feira. — ele revirou os olhos. — Poderíamos ter feito a droga do trabalho em qualquer outro dia.
— Mas eu queria fazer hoje, para não ter que deixar para a última hora, inútil. — fiz língua para ele.
— Quem faz língua pede beijo. — ele disse, se levantando. Eu corei e tentei andar rápido, mas eu estava mancado, então fora praticamente impossível.
Ouvi ele rir e eu bufei. E segundos depois, senti alguém segurar minha mão.
— Precisa de ajuda, Senhorita?
Minha boca se entreabriu. Quando percebi quem era, pude sentir meu rosto avermelhar-se mais ainda. Edward passou por nós, sem dar o mínimo de atenção. Alec Volturi. De perto, seus olhos azuis eram mais brilhantes, e seu rosto era muito mais bonito. Eu não podia acreditar no que estava vendo. E acontecendo.
— Não... Obrigada. — eu sorri para ele. — Apenas caí e agora meu joelho está doendo. Mas nada que me impeça de andar.
— Mas o que é isso. — ele sorriu para mim. — Eu posso te ajudar. Quer ir até a enfermaria ou até seu quarto?
— Não é preciso, eu agradeço a ajuda. — eu falei de forma educada, ainda dando um sorriso torto.
— Eu insisto.
Foi quando ele me pegou no colo. Pude sentir seus braços musculosos me envolverem. Seria ele o Darling? Eu iria perguntar para ele esta noite. Garanto que não iria perder essa revelação. Eu precisava saber quem ele era.
— Qual seu quarto, senhorita? — ele perguntou.
— Eu já disse que...
— Já falei que insisto. Não vai conseguir me fazer desistir. — ele sorriu para mim, exibindo os dentes brancos perfeitos. Meu rosto ruborizou-se mais ainda desta vez. Eu não tinha palavras para aquilo – a beleza dele era sem tamanho. Mas eu tinha que confessar que Edward era bem mais bonito. Alec apenas tinha um rosto de bebê, podemos assim dizer. E um físico... Que, bem. As garotas morreriam por um namorado assim.
— Qual seu nome? — ele perguntou, seguindo até o andar dos dormitórios femininos.
— Bella Swan. — falei. — Você é... Alec Volturi, certo?
— Já sou bem conhecido entre as novatas, não? — ele riu.
— Minhas amigas falaram de você. — falei. — Falaram bem.
— Que bom. — ele sorriu para mim. — Qual o número do seu quarto?
— Alec, eu já...
— Duzentos?
Respirei fundo: — E vinte quatro. — falei, desistindo. Ele realmente não tinha jeito. Ele sorriu de maneira triunfante, enquanto seguia por um corredor, repleto de garotas em frente as portas, ou sentadas por lá, ou até mesmo andando por lá. Elas me olhavam de maneira nada agradável.
Chegando em frente ao quatro, a porta estava entreaberta. Ele empurrou a porta com o pé, e demos de cara com Alice e Kate conversando, sentadas na beirada da cama dela, com as luzes acesas. Quando me viram, ambas arregalaram os olhos, mais do que surpresas, eu poderia supor.
— Bem. — ele disse. — Está entregue.
— Obrigado, Alec. — agradeci e ele beijou minha mão direita, e saiu. Fechei a porta com delicadeza, enquanto algumas garotas se amontoavam por perto. Tranquei a porta antes que alguma delas cometa a loucura de me perguntar o que aconteceu, ou invada o quarto querendo me jogar pela janela.
Kate e Alice me olhavam, ainda pasmas com o que acabavam de ver. Deviam estar imaginando "A garota acaba de chegar, uma novata que não é conhecida por quase ninguém, e já vai andando no colinho do Alec Volturi?". Era só o que me faltava mesmo. E eu poderia imaginar comentários a respeito nos próximos dias.
— Explique-se — Alice disse.
Bufei.
— Caí na frente da biblioteca, estou com o meu joelho dolorido, e em vez de me deixar vir mancando e demorar séculos, Alec teve o cavalheirismo de me pegar no colo e me trazer aqui. É apenas isso. — falei.
As duas se entreolharam.
— Bella arrasando corações. Fica a dica. — Kate disse, abrindo um sorriso malicioso.
E aí, continuo ou não? Depende de vocês!
