Em seus sonhos
Isabella Swan x Edward Cullen
Comentários da Autora: Bem, eu estou de bom humor — o grande motivo de eu estar aqui, postando o cap hoje. Agradeçam à minha livraria por já ter a segunda edição do Diários do Vampiro, e à Saraiva, por já estar disponível a quatra edição de A mediadora. Isso me deixou com extremo bom humor e com uma sensação que até o final da semana que vem, já estarei com o quarto livro de A mediadora em mãos, depois de tanta espera — quase dois meses esperando pela chegada dele na livraria e fui descobrir que não tinha em estoque. Enlouqueci. Bem, apesar disso eu estou nervosa, porque minha prima está grávida de nove meses, e o bebê está para nascer na semana que vem. Eu estou EN-LOU-QUE-CEN-DO! x.x Ele é meu afilhado, gente. HAHAHAHHAA. Bem, agora parando de tagarelar, quero agradecer de coração à: Gibeluh; Fee Furtado; Lady Sanctorum; Aninha.S.L; Regina Swan Cullen; msilva; Lizzie; Prisciila; Kaena H. Cullen; Mah; MrSouza Cullen; Lara Brasil; adRii Marsters; Rêh. Obrigado mesmo, gente! Mesmo, mesmo, mesmo! Quero dar as boas vindas para as leitoras novas, e espero que gostem desse capítulo!
Agora, respondendo à perguntinhas básicas feitas nas reviews do capítulo anterior: Se o Edward é o Darling, então ele sabe quem é ela, certo? Então se ele sabe, por que ele não tenta ser mais gentil e menos bipolar? Existe uma coisa chamada "dar bandeira". HAHAHA Mas não é bem a isso que eu me refiro. Os dois estão fazendo um jogo, para Isabella descobrir quem ele é. Mas o Darling pode ser tanto o Edward, como outra pessoa. E ser bipolar está no gene dele. HAHAHAHHAA. q Me pareceu que a Rose sabia de alguma coisa? Ou eu estou vendo coisas? Bem, Rose não sabe de nada. Ela é do tipo que não dá a mínima e se faz de ignorante quando o caso não envolve seu nome e seus lindos cabelos louros. AHHAHAHA. Edward é bipolar? É sim. q Seria pedir muito se você postasse o mais rápido possível? Não... HAHAHAHA. Agradeça por eu acordar de bom humor e ao meu pai, que lindíssimo, trouxe cookies de baunilha com chocolate para mim hoje de manhã. HAHAHA. O Alec vai ser o bonzinho? Ou o mal? Podemos dizer que ele vai ser um tipo de neutro. Mas está sendo puxando para ambos os lados. Só no decorrer da história que iremos saber. HAHAHA
Espero que gostem! Obrigado pelas perguntas, adoro respondê-las. HAHAHA. Só não me perguntem como vai terminar, se não eu mato. u.u HAHAHAHA. Bem, vamos á fic!
Capítulo 04
Dessa vez, ele me abraçou primeiro, em vez de me beijar no rosto, como sempre fazia. Começamos a andar, sem falar nada naquele momento. Foi quando a curiosidade berrou mais alto.
"Você é Alec Volturi?" perguntei, olhando para ele.
Ele riu alto, e depois perguntou "Você é Isabella Swan?"
"Você não respondeu minha pergunta" fechei a cara, fazendo um bico. Ele riu de novo, e fez um gesto negativo com a cabeça, e disse:
"Não. Eu não sou Alec Volturi. Você é Isabella Swan?" ele perguntou, olhando para mim.
"Isso não é justo!" bati pé "Por que você sabe quem eu sou e eu não sei quem você é? Isso realmente não é justo!" grunhi. Ele riu baixo, e depois beijou minha testa. "Descreva-me, então" falei triunfante, crendo que ele apenas chutara o nome da novata.
"Uma garota linda, de cabelos castanhos e olhos castanhos, com um rosto de anjo e com uma boca linda que dá vontade de beijar" ele disse. "Não pense que apenas chutei o nome por você ser uma novata. Quando você perguntou sobre Alec Volturi, isso me veio direto na cabeça. Ninguém falou em outra coisa esta tarde a não ser 'Você viu o Alec com a novata Isabella Swan no colo?'. HAHA"
Eu corei, e apenas olhei para o lado. Depois olhei para ele, semicerrando os olhos.
"A dica do dia é... Eu estou na sua sala" ele sorriu para mim.
"Minha sala?" meu rosto iluminou-se. "É sério? Sério, sério? Como você é? Moreno, loiro, ruivo...?"
"A dica do dia já está dada, Senhorita Swan" ele riu. A forma como ele me chamou mexeu comigo. Eu ainda estava inticada com o fato de ele ser Alec Volturi. Era quase certeza. Ele podia negar, apenas para aumentar minha curiosidade. Talvez essa fosse a intenção dele.
"Você é Alec Volturi" acusei "Ninguém me chamou de Senhorita Swan, a menos que seja professores"
"Céus, Isabella!" ele disse, batendo com a mão na testa "Por favor, não me compare com aquele maricas. Eu detesto o Alec e sua irmã pestinha. Sério" ele disse.
"Tá bom, tá bom. Então não é" cruzei os braços, revirando os olhos. Ele parou e ficou me olhando. Segundos depois, ele me abraçou, e depois desceu as mãos até minha cintura e depois, pouco mais abaixo, me pegando no colo. Me abraçou em seu colo de maneira confortável, e eu não hesitei em passar os braços em torno de seu pescoço.
"Como eu te amo..." ele sussurrou no meu ouvido, e depois deu um beijo no meu pescoço.
.xxx.
— Pare de sonhar com seu amado e venha! Vamos, acorde, trinta minutos, Bella! — Alice berrava, batendo com as mãos na mesa do computador. — Acorde, acorde! Vamos descobrir quem é seu príncipe encantado mais tarde, agora está na hora de estudar!
Senti vontade de mandar Alice para o quinto dos infernos, sinceramente. Acordei com um mau humor dos infernos por causa disso e segui sem dizer nada para o banheiro, já com a toalha e roupas em mãos. Quando terminei, Alice já tinha ido. Provavelmente, faltavam dez minutos e alguma coisa.
Peguei minha mochila e segui até minha sala. Me sentei, pronta para encarar uma aula estupidamente chata de Filosofia. Falaram que a professora era a mesma de antes: Samantha Riemman. Uma mulher mais-que-gorda, chata, e com voz de gralha. Era só o que me faltava para completar aquela manhã.
Depois, tivemos uma aula de história com a professora Anna, e uma aula faixa de artes, com o professor Jared Wardolf – que é gay assumido. Todos os alunos homens ficaram com medo de ficar num raio de dez metros dele, apesar de que isso não seja possível, por mais que o atelier seja enorme.
E por fim, veio o almoço.
Decidi que hoje seria o dia de não-comer-nada-que-presta. Então, fui até a lanchonete que havia lá, e peguei um refrigerante e uma barra de chocolate napolitano, meu preferido. Dei um quadrado para Kate, Rosalie e Alice. Emmett, Jasper e Garrett não apareceram novamente para comer conosco, porque parece que tinham uma reunião com o time, novamente, na hora do almoço.
Quando sobrou apenas dois quadrados, eu me levantei e segui até a sala. Metade do primeiro quadrado estava na minha boca, e o segundo quadrado estava para fora. Eu estava apenas segurando-o com a minha boca. Mas fora um erro entrar com ele na sala e sentar-se ao lado de Edward.
Ele olhou para mim durante alguns segundos, e eu olhei para ele com cara de O que você quer? Ele se aproximou de mim e mordeu o segundo quadrado da barra. Eu fechei a cara e engoli o que sobrou do chocolate. Havíamos quase que nos beijado, praticamente. Sem mentira alguma.
— Podia ter pedido. — resmunguei. — Não tinha necessidade de fazer isso.
— Eu pedi. Seus olhos deixaram. — ele sorriu para mim de maneira sacana.
É, que legal. Agora descobri que meu corpo tem vontade própria. Bufei. Edward apenas riu. Uma mulher de cabelos vermelhos flamejantes e lisos escorridos entrou na sala. Era aula faixa de química, a matéria que eu realmente, mais odeio. Mesmo.
— Meu nome é Trisha Donner. — ela disse. — O resto não interessa. Agora abram a droga do livro de química de vocês, porque quero acabar logo com isso e dormir a tarde inteira.
Uau. Que professora legal.
.xxx.
Faltava meia hora para a aula acabar, e eu estava caindo de sono. Meus olhos estavam pesados, e eu estava me sentindo cansada. Eu odiava aula de química pelo simples motivo de eu ficar morta de sono quando alguém começa a "falar grego" comigo. Química era a matéria que eu realmente mais odiava.
Fora uma tortura ficar tendo reforços de química com Angela – não que Angela seja o motivo, mas sim, a matéria – porque eu geralmente dormia, e Angela pegava no meu pé. E eu precisaria ter uma boa noção de química avançada para a prova do BSHS. Ainda me pergunto: por que eu fiz essa droga de prova, se eu iria vir parar num colégio cheio de riquinhos metidos a besta?
Certo, nem todos. Pelo menos Alice, Kate e Rosalie não são. Creio que os meninos também não. Eu acho.
Foi quando senti alguém bater com a mão com tudo na minha cabeça.
— Ai! — gemi de dor. Todos os alunos se viraram para ver o que havia acontecido. Trisha, a professora, olhou para mim arqueando uma sobrancelha. Minha mão estava massageando minha cabeça.
— Acorda. — Edward disse para mim, olhando fixamente para frente.
— Peça desculpas, mané. — a professora disse. Levantei os olhos até ela, que estava com o livro na mão e o giz em outra. — Agora, se não vai ver o sol nascer quadrado.
— Desculpe, Isabella. — ele disse, sem olhar para mim.
— Se você é realmente macho, olhe pra ela e peça desculpas. Não fique olhando para mim com essa cara de abestado, idiota. — Trisha mexeu a cabeça como uma daquelas rappers fazem em filmes. Nada contra.
Edward respirou fundo e olhou para mim. Meus olhos fixaram fixos nos dele. Eu sabia que conhecia esses olhos de algum lugar. Mas da onde eu os conhecia? Não me recordava de nada a respeito. Pude sentir meu rosto ferver com a intensidade que ele olhava pra mim.
— Me desculpe, Isabella Swan. — ele disse.
Eu apenas assenti com a cabeça e me virei para frente, olhando para o quadro e agora, tentando não dormir.
— Assim está bom ou quer beijinho também, novata? — Trisha perguntou.
— Não era nem necessário, professora. — falei. Ela deu de ombros e voltou a dar aula.
Quando as duas aulas de química finalmente terminaram, segui até o dormitório e encontrei Alice vestida com um biquíni. Era um biquíni preto, cruzado nas costas. Ela estava botando um shorts jeans quando cheguei.
— Ei, Bella. — ela disse. — Quer ir na piscina comigo e com as meninas?
Eu hesitei. Isabella Swan + Piscina + Biquíni = Afogamento, praticamente. Eu sou uma pessoa que não se dá muito bem com piscinas. Ainda mais com dois metros de profundidade. Sou do tipo que é um ímã para problemas com piscina.
— Acho melhor não. — falei. — Vou acabar me afogando, pode acreditar.
— Então vem pelo menos pegar uma corzinha. Você está muito branca. — ela tentava me convencer.
— Moro em Forks, e não fico bronzeada tão fácil. Acho que nem fico. Meu organismo não permite. — eu falei, com um sorriso e Alice riu.
— Tá bem, vai ficar por aqui? — ela perguntou. Eu assenti. — Vai ficar fazendo o quê?
— Sei lá. Respondendo e-mails? — arqueei a sobrancelha. Ela riu novamente.
— Certo. Qualquer problema, já sabe onde me encontrar, né? — ela perguntou e eu assenti. Ela mandou um beijo e saiu, indo em direção para a piscina olímpica feminina.
Eu me espreguicei e fechei a porta, trancando, logo que percebi que Alice levou a chave dela. Decidi tomar um banho. A manhã fora cansativa. Peguei minha toalha e uma muda de roupas – calça jeans e blusa baby look do Muse, com a letra do Supermassive Black Hole atrás – e roupas íntimas. Entrei no banheiro e me despi. Decidi tomar uma ducha dessa vez.
Me joguei debaixo da água morna, molhando o cabelo. Peguei um pouco do shampoo e passei nele todo. Esperei alguns minutos, enquanto isso, eu ia me ensaboando. Quando terminei, enxaguei o cabelo, e depois passei condicionador apenas nas pontas.
Após tomar o banho, me sequei e me vesti. Escovei os dentes e passei um perfume. Botei uma meia e um tênis, e peguei a roupa suja desde segunda feira, e segui até perto do vestiário feminino no ginásio, onde havia algumas máquinas de lavar roupa. Botei as roupas sujas numa sacola e fui até lá.
Me agachei no chão e separei as roupas, de cores escuras e claras. Depois de separar, botei para lavar. Demoraria cerca de uma hora. Eu começara a me perguntar porque eu não trouxe meu livro "O morro dos ventos uivantes". Eu poderia reler algumas várias vezes, enquanto minha roupa lavava. Os minutos foram se passando, e algumas outras meninas foram aparecendo com suas roupas sujas e colocando na máquina, e claro, antes, separando.
Uma delas trouxe um livro e sentou-se em cima da máquina, esperando que ela terminasse o seu devido trabalho. O livro era o típico Marley and Me, do John Grogan. Eu li esse livro antes de vir para cá, e amei. Chorei tanto no final. Eu realmente detesto livros e filmes que cães morrem no final. Chorei vendo Meu cachorro Skip também. Foi tão triste!
Balancei a cabeça negativamente, afastando esses pensamentos de cãezinhos mortos.
De repente, vi que a máquina parou. E eu mal havia percebido que uma hora já havia passado. Apenas percebi quando minhas pernas reclamaram de dor imensa, por ficar em pé por muito tempo.
A garota ao meu lado ainda continuava a ler seu livro, agora com os olhos inchados. O tempo havia passado e eu nem havia percebido. Eu estava desligada demais!
Tirei a roupa de dentro da máquina e botei dentro da sacola. O bom desas máquinas chiques, é que elas lavam, enxaguam e secam. Aí só me resta passar. E acho que tinha um ferro de passar roupa no quarto, se não me falhe a memória.
Saí do vestiário, seguindo até os dormitórios. Pensei que não teria demais problemas, mesmo que eu tivesse que praticamente atravessar o colégio inteiro para chegar até os dormitórios, até eu simplesmente tropeçar e cair no chão, dando de cara com um par cor-de-rosa de legítimos sapatos Gucci. O "G" na lateral entregava.
Senti uma ardência no meu queixo e passei a mão nele. Quando vi, vi que estava manchada de vermelho. Sangue. Havia ralado o queixo. Que coisa legal, não?
— Ora, ora. Que honra a minha. — ouvi a voz fina ressoar no local. Eu não soube identificar quem era. Levantei a cabeça e olhei para cima. Olhei para o rosto da garota, e sinceramente, não me surpreendi. Mesmo sendo avisada várias vezes.
Tanya Denali me olhava da forma mais asquerosa possível. Eu bufei e me sentei, pegando minha sacola.
— A novata — ela disse.
— Parabéns, descobriu a América. — falei com sarcasmo e o sorriso cínico no rosto de Tanya desapareceu rapidamente. Ela fechou a cara.
— Ouvi bastante sobre você. — Tanya disse. — Soube que está andando com aquelas esquisitas, amigas da minha irmã Katrina. — o sapato de salto ecoava pelo local onde andávamos. Estávamos quase próximas ao elevador.
— Interessante, agora se me der licença... — eu falei, entrando no elevador. Apertei o botão para fechar, mas Tanya interveio, botando a mão na porta.
Sua boca estupidamente vermelha – cor causada por um batom – olhou para mim, e no mesmo momento, imaginei a imagem de uma naja com a língua para fora, apenas olhando para a presa, morta de fome. Seus olhos estavam levemente estreitados para mim, e ela se aproximou pouco mais, ainda com o braço na porta.
— Apenas quero te dar um aviso, novata — ela disse, apontando para mim. — Não se aproxime de Edward Cullen.
— E você vai fazer o quê? — perguntei, botando a mão direita na cintura e olhando para ela com desdém.
— Você nem imagina.
— Você quer que eu não me aproxime dele, ou que eu não beije ele? — perguntei. — Porque ele se senta ao meu lado em todas as aulas, e creio que os professores não estão muito afim de ter de escolher outro espelho de classe.
Tanya soltou a porta, olhando incrédula para mim. Não sabia em qual ponto havia a tocado, mas meu dedo estava firme no botão para a porta do elevador fechar. E fechou-se, sem Tanya intervir com a mão nela. Suspirei, encostando-me no fundo do elevador, esperando os andares passarem.
Cheguei ao quarto, abrindo a porta com a chave. Fechei a porta novamente, e deixei a sacola em cima do sofá e fui em busca de um ferro para passar roupa. Encontrei um no meio dos guarda-roupas. Era incrível como tudo vinha preparado naquele colégio.
Comecei a passar minhas roupas, e quando terminei, guardei-as em seu devido lugar. No momento que desliguei o ferro de passar roupa, Alice entrou no quarto, mais branca que papel.
— O que aconteceu? — perguntei, preocupada. Não era normal ver Alice daquela forma – mesmo que sua pele seja bem branca, em estilo porcelana.
Ela olhou para mim, sem falar nada. Sua boca estava entreaberta, e ela olhava para os lados, parecendo não identificar onde estava. Engoliu a seco, depois olhou para mim novamente. Eu não estava entendo nada. O que havia acontecido? Tanya havia atacado ela? Humilhado ela na frente de todo mundo, literalmente?
— Alice! — berrei, e bati pé. Ela deu um pulo e olhou para mim. — O que aconteceu? Não me deixe preocupada, droga!
— J... — ela murmurou — Jasper...
— O que tem Jasper? — perguntei.
— Ele me chamou pra sair! — ela disse, animada. Aquela cara de assustada se desfez no mesmo momento que ela começou a saltitar pelo quarto, berrando marcas de roupas caras. — Ai, o que será que eu posso usar? Bella, me ajude!
— Jeans e t-shirt. Pronto. — falei, simples. — Ah, e não se esqueça do all star vermelho.
Ela fechou a cara para mim.
— Você é um caso perdido, Isabella Swan — ela disse. — Bem, eu tenho que me vestir de maneira... Adequada. Como sempre me visto. Quero dizer... — ela ficou ainda mais animada. — Nós vamos no cinema e depois vamos para a pizzaria. Quem sabe ele me beije... Tem que ser perfeito.
Ela começou a vasculhar o guarda-roupa, pegando sapatos com salto, vestidos... Eu ia ficando tonta com a rapidez que ela fazia as coisas. Fiquei sentada em cima da cama, apenas observando. De repente, o sinal tocou.
— Oh, café da tarde — ela disse — Eu dou um jeito nisso depois.
— Ah, Alice — falei — Quando que é o encontro?
— Sábado de noite. — ela disse — Nos finais de semana somos liberados para sair. Vamos aproveitar, não é? — ela sorriu para mim, enquanto abríamos a porta e nos juntávamos para o tumulto até a praça de alimentação.
.xxx.
— Juuuuura?! — Kate perguntou, aumentando o "u". — Finalmente, hein! — ela disse, enquanto mexia a colher no café que ela havia pego. — Jasper tomando iniciativa!
— Ele deve gostar mesmo de você, Allie — Rosalie disse — Ele não é de ir direto ao ponto com as garotas. Ele é bem tímido, você sabe.
— Gente, eu estou tão feliz! — ela disse, animada. — Eu nem consigo acreditar. Depois de anos sendo amigos, e depois de anos amando ele, ele finalmente me chama pra sair! Ai. Eu vou beijar ele. Mesmo que ele não queira e...
— Não — falei, quase engasgando-me com o chocolate quente. — Não faça isso, Alice. Ele vai pensar que você é uma desesperada. É sério.
— A Bella ta certa. Aliás, Bella, você tirou as palavras da minha boca — Kate apontou a colher de prata para mim — Você não pode parecer uma desesperada, Allie. Se você o ama mesmo, vai saber esperar a hora certa do beijo. Vai acontecer naturalmente se você esperar.
— Mas eu estou esperando isso por... Anos! — Alice arfou e depois, tomou um gole do café. — É sério. Eu não vou me agüentar muito se eu ficar num raio de dois centímetros dele.
— Aliás, vocês vão aonde? — Rosalie perguntou, terminando o pedaço de torta de limão. — Você não falou isso.
— Vamos ao cinema e depois, numa pizzaria. — ela sorriu vitoriosa.
— Oh. O beijo pode rolar no cinema, quem sabe. Ou na volta pra cá. Ele tem que te acompanhar até o seu quarto, é claro. Mesmo que isso seja clichê. Mas tem que te acompanhar até lá para dar o famoso "beijo de boa noite". — Kate disse, animada. Deu uma mordida no pão de queijo.
— Mas é claro! — Alice disse — Eu não vou dar esta noite por terminada até que ele me beije!
— Exagerada... — ouvi Rosalie murmurar, enquanto bebia o último gole do seu café. — Não seja assim, Allie. Não seja. Vai parecer mesmo uma desesperada. Mesmo.
— Certo. Mas o que eu posso usar? Estou em dúvida, gente. Talvez em alguma coisa mais simples... — Alice começou a dizer e eu me desliguei do mundo. Tomei o último gole do meu café. Peguei a bandeja vazia e depositei o resto no lixo.
— Vou indo para o quarto. Eu estou exausta.
— Certo, Bella. Até logo. — Kate disse, e Alice sorriu para mim. Rosalie deu pouca importância. Como sempre, sem querer xingar ela, ou falar mal.
Segui até o quarto, e senti uma fisgada no joelho machucado. Fui até a enfermaria, pegar alguma coisa para fazer outro curativo — eu havia feito outro na noite anterior, mas fora bem meia boca, com papel higiênico e esparadrapo. Sorte que não somos obrigadas a usar roupas curtas.
Quando cheguei, vi que a enfermeira estava sentada na cadeira, brincando com uma seringa sem agulha.
— Com licença? — chamei. — Eu... Gostaria de fazer um curativo.
— Oh, claro, sente-se lá. — ela disse, apontando para a cama. Levantou-se rapidamente e abriu umas gavetas, tirando gazes e mais esparadrapos. Ela veio até mim, com um soro fisiológico nas mãos. — Onde é?
Levantei a barra da calça até os joelhos, sentindo-a apertar um pouco na coxa pelo fato de ser colada.
— Ai, meu Deus. O que você fez aqui? — ela perguntou surpresa. Tirou os esparadrapos do meu machucado e o papel higiênico. Literalmente banhou o machucado de soro fisiológico — O que aconteceu?
— Caí na frente da biblioteca ontem. Hoje senti uma fisgada e decidi vir aqui para fazer um curativo descente. — dei de ombros. A enfermeira riu. Ela passou algodão em torno do machucado.
— Qual seu nome? — ela perguntou, enquanto pegava as gazes e botava sobre o machucado.
— Isabella Swan. Ou, só Bella. — falei.
— Oh, é a novata, não? — ela perguntou, desviando os olhos castanhos claros do meu machucado para meu rosto. Pegou os esparadrapos e foi colando nas beiradas da gaze, para ficarem presos e um sobre ela. — Sou Giulia Hilton.
— Prazer em conhecê-la, Giulia. Farei visitas freqüentes para cá. — falei e ela riu.
— É um tipo de menina desastre? — ela perguntou, enquanto jogava os restos do meu antigo curativo na latinha de lixo, junto com o algodão. — Pronto, o machucado está limpo. Antes estava uma nojeira. Não se deve fazer o próprio curativo com papel higiênico.
— Exatamente — falei. — Vivo me machucado. Aliás, desculpe por isso. É que achei que não tinha necessidade de vir aqui ontem.
— Sempre que se machuca, tem sempre necessidade de vir aqui. Pode infeccionar. — ela disse. — Tudo bem que isso é um colégio interno para ricos, mas isso não faz com que as bactérias não permaneçam no local. Aliás, seu queixo está machucado também.
— Ah, sim... Esse eu machuquei mais cedo — fale e Giulia riu baixo. — Está muito feio?
— Nada que um band-aid não resolva, querida — ela disse, indo até a gaveta e pegando uma caixinha de band-aid's, tirando um e colando sobre meu machucado. — Prontinho.
— Obrigado, Giulia. — falei, ficando de pé novamente.
— Oh, disponha querida. Até a próxima visita. — ela disse e eu saí de lá, indo em direção ao meu quarto.
.xxx.
Perto do jantar, Alice voltou ao quarto, acompanhada de Kate e Rosalie. Elas não paravam de tagarelar um sequer segundo. Tirei os fones do ouvido e olhei para elas, arqueando a sobrancelha.
— Oh, reunião? — perguntei.
— Vamos ajudar Alice a escolher o que vestir para o encontro do famoso Príncipe Jasper. — Kate disse com um sorriso. — Quer ajudar também?
— Eu já dei minha opinião. All star, uma calça jeans e uma t-shirt. Pronto. Está perfeito.
Kate riu.
— Mas é claro. A idéia da Bella é ótima!
Rosalie e Alice olharam para mim com uma cara feia, e eu me encolhi, sentada na minha cama. Quando eu iria colocar os fones de ouvido, Alice gritou:
— Ah! — ela deu um pulinho — O que acham desse? — e ela tirou um vestido verde do guarda-roupa. Kate e Rosalie balançaram a cabeça negativamente.
— Não. Verde demais. — Rosalie disse.
— Mas combina com os olhos dele... — Alice tentou convencê-las.
— Não. — Kate disse — Tudo bem, isso é romântico, Allie... Se vestir lembrando dele. Mas não combina com você.
— Certo, acho que preciso dar uma volta — falei. — Vejo vocês no jantar.
— Certo, Bella. Até logo! — ouvi Kate dizer antes de eu bater a porta atrás de mim e respirar fundo. Eu realmente não agüentaria muito tempo naquele quarto, com Rosalie agindo de maneira mais fria do que o normal.
Coloquei meus fones de ouvido e comecei a caminhar no som de Body Language, de Jesse McCartney. Uma das novas dele. A minha preferida, entre outras palavras.
Enquanto caminhava pelos corredores em direção à parte não coberta do colégio — entre outras palavras, próxima a piscina, onde tinha um deck com algumas cadeiras para ficar observando a lua de noite, bem romântico — eu via algumas pessoas sentadas nos bancos dos corredores, conversando, e algumas até mesmo se pegando.
Se é que me entende.
Passei pela diretoria e segui para perto da piscina. Encontrei uma daquelas cadeiras que podem se deitar vazia. Aliás, a piscina inteira estava vazia, até mesmo a área do deck. E foi que eu vi uma placa: Horário de uso da piscina: de segunda à sexta, 12h — 18h. Sábado e domingo: 9h — 18h.
Que legal. Tinha até horário para usar a piscina.
Olhei para o relógio do meu iPod, e vi que eram apenas 20h15. O jantar provavelmente iria vir em menos de uma hora, as 21h. Eu ainda estava perdida em relação aos horários.
Deitei-me naquela cadeira, apenas observando o céu, quando de repente, senti duas mãos tamparem meus olhos.
— Ei... — falei em voz baixa — Ei! Tire as mãos dos meus olh...
— Calma, calma — ouvi a voz doce de Alec ressoar atrás de mim e eu recuperei minha visão novamente. Ele sentou-se na beirada da cadeira, fazendo com que eu encolhesse minhas pernas e ficasse em posição fetal. — Como você está? Não te vi hoje.
— Estou exausta. Dia cansativo... Por mais que eu não tenha feito nada hoje. — falei e dei um simples sorriso. Ele sorriu para mim, exibindo os dentes. — E você?
— Fiquei treinando depois da aula. — ele disse, apoiando os braços para trás e olhando para cima. — Foi realmente cansativo. O treinador Mark nunca exigiu tanto da gente hoje.
— Quando é o jogo de vocês? — perguntei, olhando para ele.
— Na próxima sexta-feira, às 17h, no ginásio. — ele deu de ombros. — O ano mal começou direito...
— É. Já está sendo torturado com jogos. — eu ri e ele acompanhou.
— Mas... Me diz aí. — ele olhou para mim, e eu senti meu estômago revirar-se. Acalme-se, Bella. Alec não é o seu "Darling". — Vai fazer alguma coisa no sábado à noite?
Levantei uma sobrancelha.
— Hm, por quê?
— Talvez a gente pudesse... Sei lá. Pegar um cinema e comer alguma coisa depois. Eu pago tudo.
— Bem, eu... — antes que eu terminasse, ele interrompeu:
— Bem, se não quiser de noite, tudo bem, a gente pode sair de tarde... Ou qualquer coisa do tipo. E se não quiser ir do mesmo jeito, tudo bem, eu entendo.
Pressão. Odeio quando fazem isso comigo.
— Eu vou pensar — falei, me levantando — Talvez... Eu vá ver minha tia no sábado. Eu prometi que a visitaria — menti, de fato, e o sorriso que ele tinha se desmanchou — Mas eu irei ver, Alec. Quem sabe poderemos marcar para um dia melhor.
Ele voltou a sorrir.
— Certo, então — se levantou com rapidez e pegou na minha mão e beijou-a, de leve — Tenha uma boa noite, Isabella Swan.
Senti meu rosto ferver de maneira brutal. Eu devia estar como um tomatinho naquele momento.
— Boa... Boa noite, Alec — concentre-se, Bella.
E ainda sorrindo, ele deu as costas para mim. Eu senti meu estômago revirar-se novamente. Mas ele não era mesmo o Darling?
Eu iria perguntar novamente para ele esta noite.
E aí, continuo ou não? Depende de vocês! 8D
