disclaimer: nada meu, nada meu.
"Kill me like you killed him, you coward -"
"DON'T -" screamed Snape, and his face was suddenly demented, inhuman, as though he was in as much pain as the yelping, howling dog stuck in the burning house behind them - "CALL ME COWARD!"
nota – Para Hiei-and-shino, com meus sinceros votos de que você goste. Ou pelo menos de que encontre isso aqui. Foi feita com muito carinho. No mais, há uma frase que me incomoda ligeiramente porque "salvado" é uma palavra muito estranha pra mim. Mas segundo a gramática é isso aí mesmo. E eu tenho um medo intenso de escrever sobre o Snape. I'm pretty much like him, I guess.
fiercely
Ele não dormia quando pequeno e, se tivesse parado para pensar, teria notado que tinha passado a vida toda de olhos abertos.
Um mês depois de ganhar a marca negra em seu braço, Lily, grávida o suficiente para que fosse perceptível e desconfortável, apareceu em sua porta. Na maior parte do tempo, não fizeram nada além de olhar pelo vidro da janela, para a cidade cinzenta acontecendo lá fora. Ela lhe perguntou como ele vinha dormindo e ele respondeu que não muito bem. Ela acenou em sinal de compreensão. Antes de ir embora, Severus pôde sentir o bebê chutar e achou que vomitaria.
E é claro que ele nunca dormiu de verdade depois da morte dela, não enquanto ela continuava aparecendo com seus cabelos vermelhos e suas sardas durante a noite, olhos verdes mais vívidos que nunca. Por que você me matou? Eu poderia ter vivido mais. Eu poderia ter salvado você. Perdia-se muitas e muitas vezes nas possibilidades de tudo aquilo que poderia ter sido e não foi. Dissera certa vez: "Eu a matei e isso muda tudo". Tinha a sensação de ter nascido para ser sozinho e talvez fosse pelo peso de sua solidão que a tivesse matado, afinal. E talvez mesmo que Lily não tivesse desistido dele, mesmo que ela tivesse lutado, talvez ainda assim nada tivesse sido diferente. Houve algo muito pesado que Snape carregou em seu peito por toda a vida. E todos os livros sobre poções, caldeirões flamejantes e feitiços novos poderiam ser boas maneiras de passar por uma longa noite de insônia, mas certamente nada era o suficiente.
Um pouco antes de morrer, o vento batendo forte contra as árvores e a noite escura, ele percebeu que não precisava viver para ver o mundo ser salvo, porque conseguira, finalmente, salvar a si mesmo.
E no fim a morte não é tão importante assim: só veio como sempre vem. Se não como um castigo, certamente como um conforto.
