Em seus sonhos

Isabella Swan x Edward Cullen

Comentários da autora: Oi amores! Como estão? Espero que bem! Bem, cá estou com um capítulo novo. Eu tentei postar antes, mas não deu muito certo. Tive que trabalhar o dia todo e quinta-feira começaram as minhas aulas (e já estou sofrendo antecipado pelas provas de exatas) e não deu tempo. Mas bem. Estou trabalhando em uma fic nova (não, essa ainda não está acabando) que me inspirei numa idéia que tive para um livro (que já estou escrevendo, hahaha) e tal. É bem legal. Eu acho. Depende da maneira como eu for passar para o papel. UAHUAHAUHAUAU. E ao caso do meu livro, empaquei! Não consigo mais escrever. Tô tirando o atraso em fanfics, AUHAUAHUAHU.

Quero agradecer de coração à: julliaah; Ana Krol; adRii Marsters; Gibeluh; marinapz4; Fee Furtado; C Lopes; Alice Carolina Cullen; Regina Swan Cullen; Chris Turner; elisandra; roosi; Luana!; Kaena H. Cullen; Lariis star; Anna S. Cullen; te1000; Lara Brasil; Lizzie; Biiah C.; Angel Cullen McFellou; Dany Cullen; cristhal; Biia04; Paola Moura; Ella13; MrSouza Cullen; Alice's Doll. que mandaram reviews lindíssimas! Obrigado, queridas. *-*

Agora, perguntinhas: O Edward é o Darling, meio óbvio, mas ele também tem sonhos como a Bella? Sim, ele tem. Porque se não, as amigas da Bella estariam certas entre ser apenas coisa da cabeça dela. Não vai ter mesmo POV Edward? Sou péssima com povs masculinos. Se eu fosse pelo menos um tantinho boa nisso, eu até escreveria. Mas talvez eu fosse também, fugir um pouco da história :( Ele por acaso sabe disso? Sabe. Eu acho. AHAHAHAH Dá para por favor, fazer ela descobrir quem ele é? Aí eu adiantaria muito a fic... Em breve eu mostrarei! HAHAHHAHA. Acho que ele teve que se segurar para não contar nada para ela, né? Exatamente. Ainda mais quando ela começou a chamar ele de Darling. AHAHHAHAHA. Faz a Bella dar um tapa na cara do Edward quando descobrir que ele é o Darling? Ah... O momento vai ser romântico demais. Acho que não vai rolar. HAHA. Quando o Ed bipolar mais fofo vai beijar a Bella? Em breve... Em breve... Lezadinha demais, né? Aceita num colégio e nem foi capaz de olhar para os meninos da sala dela? Bem, ela até olhou. E olhou para o Edward! UAHUAUHUAHAUA. A Alice ainda não teve idéias sobre juntar a Bella e o Edward? A cabecinha dela ainda está girando em torno de Jasper. Vamos esperar um pouquinho! HAHAHA.

Algumas perguntas eu não respondi porque se não, seria a mesma coisa que dar spoiler. Mas, a única coisa que peço, é que aguentem as bolas e não perguntem mais sobre como vai acabar, quando a Bella vai descobrir, e tudo mais. AUHAUHHUAUHAUHAUUHAHUA. Isso mata qualquer autora do coração, não é pergunta que se faça! QQQQQQQ.

Beijos e boa semana, e ótimas aulas!


Capítulo 10

Uma semana se passou desde o ocorrido no palco de teatro. Eu e Edward havíamos parado de discutir tanto e até mesmo com ironia e sarcasmo para cima de cada um — o que era, de fato, um milagre.

Todos no colégio estavam eufóricos, histéricos; a gincana começaria em uma semana e nem metade dos preparativos estavam prontos — relação de alunos que iriam ou não participar da gincana, quem iria participar da abertura, quem iria jogar em tal modalidade, a cor das camisetas dos grupos...

Alice e Kate mesmo não dormiam. Haviam entrado para o comitê da organização da gincana. E o pior: Kate era a líder de sua classe. Ela estava mais do que sobrecarregada. De vez em quando, ela deixava de almoçar para ir dormir — ou, quero dizer, dormir na mesa do refeitório.

Já Alice estava sempre com uma xícara de café na mão. E ela dormia só depois da meia noite — que era quando ela parava de escrever no caderno da gincana e descansava. E como eu percebia isso? Ah, o de sempre: Alice não parava de tagarelar sozinha. E eu não conseguia dormir. Só umas três ou quatro vezes que cheguei no quarto e Alice já estava dormindo.

Eram raras vezes que isso acontecia, mas pelo menos acontecia, não é?

Abri os olhos para uma manhã de terça-feira. Novamente havia sonhado com o Darling. Dessa vez, a dica que ele deu não foi de grande ajuda: disse que ele gostava de Oasis. Por Deus, Oasis é um clássico, todo mundo gosta, querendo ou não. Sempre tem uma música que alguém gosta que é deles. Um exemplo delas é Wonderwall, ou Stop crying your heart out. Estou falando sério!

Ouvi Alice resmungar algumas coisas enquanto espancava o despertador. Dessa vez, ele não durou muito — atravessou a janela aberta, caindo para um canto qualquer em que nós não podíamos enxergar. Ela afundou o rosto novamente no travesseiro e logo ouvi sua respiração fraca.

— Alice, vamos, acorde — tirei seu travesseiro e ela bateu com o rosto no colchão da cama. A ouvi resmungar algumas coisas que não consegui escutar, mas logo já estava de pé. Quando terminei de me arrumar, olhei para o relógio: 7h20. Dava tempo de ir até o refeitório e tomar um simpático café da manhã. Ouvi minha barriga roncar algo.

Alice decidiu me acompanhar. Ela precisava de um café forte. Nada melhor do que Starbucks, não é?

Quando chegamos, fizemos nossos pedidos e aguardamos por pouco tempo. Eles logo estavam prontos. Pedi um chocolate quente, e ela, um café ultra forte e quente. Vi que ela reclamou quando tomou o primeiro gole. Havia queimado a língua.

— Diz aí — ela disse com sua voz rouca —, o que você tem com o meu irmão?

Escutei o som do chocolate quente voando para fora da minha boca. Havia me engasgado.

— Como é?

— Isso mesmo — ela disse, dando de ombros — o que você tem com o meu irmão? Vocês sempre davam patadas um no outro. O que aconteceu agora que estão como o cu e merda?

Eu juro que nunca imaginei Alice falando palavrão. Eu pensei palavras de baixo calão não eram dadas ao luxo de serem ditas por pessoas ricas. Por que geralmente, elas usavam argumentos bons e cortantes. Já pessoas como eu, Isabella Swan, era só no momento desbocada mesmo.

— Não é bem assim.

— É sim, Bella. Vocês estão namorando escondido?

Engasguei novamente.

— Mas que bobagem! É claro que não, Alice. Apenas ficamos mais amigos. — falei, voltando a tomar outro gole do chocolate quente e sentindo minha boca arder. Ela me olhou desconfiada. — É sério. Sabe, quando eu estava péssima... Ele me ajudou. Naquela terça-feira, que eu estava virada num trapo. Ele me disse umas coisas legais, que até me ajudaram...

Alice continuava desconfiada.

— É sério, Alice — falei. — Não foi nada mais que isso.

— Ok. Vou acreditar — ela se rendeu — Mas — ela sibilou — se vocês estiverem namorando e eu não descobrir pela boca de algum de vocês, eu juro que falo para Tanya Denali, e ela acaba com a sua raça. Provavelmente vai tentar te afogar na piscina, mas ela tem bastantes opções em mente.

Eu ri alto. Minha risada esganiçada ecoou pelo refeitório e logo senti meu rosto ferver, avermelhando-se. Olhei para os lados, e apenas alguns alunos que eu não conhecia se encontravam. Quando voltei meu olhar para Alice, ela apenas riu também.

Faltavam menos de dez minutos para o sinal bater. Nos levantamos e jogamos os copos de café e chocolate no lixo e seguimos cada uma para sua sala. O ruim disso tudo é que Alice estava na outra sala — a mesma da Kate. E eu ficava sozinha, apenas com Edward.

Perto de chegar na sala, fui abordada por um garoto de cabelos louros, amarrados por um rabo de cavalo e de olhos claros. O sorriso que tinha não era lá muito amigável — talvez fosse, para garotas piranhas. Ele me olhava de uma maneira como... Se eu fosse algo de comer.

Naquele momento, ouvi as palavras de Alice na minha cabeça, quase que berrando: Aquele é o asqueroso James Hillyer. Nunca dê trela para ele. Nunca fale com ele. Ele vai achar que você está dando em cima dele, e que quer transar com ele. Bem, falando nisso, o ego dele infla. Mas não deixa de ser verdade. E ele também já dormiu com um terço do colégio inteiro. Na parte feminina, claro.

— Olá, Isabella — ele disse. Sua voz não era muito sedutora. Era grave, mas não era nada do tipo que se atrai mulheres. Não eu, pelo menos.

Bella — corrigi, tentando ir para minha sala, porém, ele me impedia, enfiando-se na frente.

— Ok, Bella — ele disse — Sabe, eu fiquei sabendo do que Alec fez... Foi lamentável. Lhe garanto que ele não sabe tratar bem uma mulher.

Ele soltava aquele olhar de novo para cima de mim. Respirei fundo antes de falar qualquer coisa.

— E aposto que você sabe, não é? — respondi, irônica — Por favor, Hillyer. Pode me dar licença? Eu tenho coisas mais importantes para fazer.

O sorriso cínico que ele tinha no rosto desapareceu. A forma como ele me olhava era assustadora. Era como se estivéssemos em um corredor — que, de fato, estávamos — e esse corredor diminuía cada vez mais, esmagando-me. Ele se aproximou mais de mim e recuei uns dois passos. Ele fora continuando fazer isso e quando percebi, já estava na parede. Ele me prensou contra ela.

— Um dia — ele disse, aproximando-se do meu rosto — você vai estar rastejando aos meus pés, implorando por meu amor e um beijo meu — ele aproximou-se do meu ouvido e sussurrou — e implorando para que eu esteja dentro de você.

Juntei toda a força que eu tinha para minhas mãos e o empurrei. Ele deu uns quatro passos para trás no momento que o empurrei. Ele agora, parecia olhar para mim de uma maneira pouco surpresa.

— Não chegue perto de mim! — berrei. Todos que estavam presentes no corredor pararam para ver o que estava acontecendo. Senti o sangue subir até meu rosto. Eu estava ficando com raiva. — Não ouse encostar um dedo sequer em mim! Eu lhe garanto — falei, explodindo de raiva — que você não vai querer ter problemas comigo.

— E o que você, uma mera bolsista, vai fazer comigo? Nossa, estou com muito medo. — a expressão de James transformou-se em uma expressão de pavor, porém, eu sabia que não havia pavor algum lá. Novamente seu rosto se transformou em um semblante sério. — Fale sério, bolsista. Você vai me bater? Tudo bem. Você e mais quantos?

— Creio que apenas eu, está de b-

— Eu ajudo se for preciso.

A voz de veludo ressoou atrás de mim. Eu senti um arrepio corroer pelo meu corpo inteiro. James estreitou os olhos para Edward, que estava tão sério quanto eu. Parecia soltar fumaça pelas orelhas e pelas narinas. Sua respiração estava lenta e ao mesmo tempo, pesada. Edward juntou as duas mãos e logo ouvi seus dedos estralarem.

Medo.

— É melhor que você não encoste um dedo nela. Se não você perde todos os seus dentes e eu desfiguro a sua cara — Edward disse em tom ameaçador. Pude ver que seus olhos verdes escureceram.

O pessoal presente soltou um "Oh, meu Deus". Eles olhavam espantados para a cena à frente. Talvez não fosse realmente comum que um jogador titular do time de futebol do colégio viesse com gracinhas para cima de uma garota, ela lhe empurrasse e lhe dissesse coisas como "não encoste em mim", e um amigo dela viesse intervir e ameaçasse bater no tal rapaz do time de futebol.

Parece que eu estava agitando as coisas aqui demais.

— Tudo bem, tudo bem crianças — ouvi a voz doce de Annalisa — Vamos voltar para suas salas, o sinal está prestes a bater e eu tenho revisão de prova para aplicar para vocês. E, por favor, Hillyer, Cullen e Swan, para a diretoria. Creio que Francine queira falar com vocês depois disso. As câmeras devem ter pego tudo.

Merda, eu pensei. Deve ser agora que eu perco a minha bolsa de estudos. Eu não deveria me meter em confusão; deveria ser uma aluna destaque. Algo assim. Afinal, tive quase 100% dos acertos na prova para adentrar no colégio. Eu devia dar algum exemplo.

Ouvi Edward rosnar enquanto seguíamos para a sala da diretora. Mas ele não estava indignado por estar indo para lá — ele estava indignado com James. De vez em quando, James falava de maneira provocativa com Edward, o que o fazia ranger os dentes, estralar os dedos.

Quando chegamos na sala de Francine, ela olhou para nós três com uma cara nada boa.

— Mas o que foi que aconteceu aqui?

.xxx.

Três dias inteiros de suspensão.

Foi esse o "castigo" que eu e Edward estamos pagando. James está fora do time de futebol por duas semanas — ou, se é melhor dizer, no time reserva. Até o treinador Mark ficou pasmo com a situação. Ou pelo menos, artificialmente. Ele conhecia James muito bem e sabia do que James era capaz de fazer e falar.

Mas no final das contas, perdemos a revisão de história, o que foi de fato, uma porcaria. Agora eu teria de pegar com Alice, isso é, se ela tivesse história hoje. Porque a prova seria na semana que vem.

Ficaríamos o resto do dia fora das aulas, apenas em nossos quartos. Mas Francine deu uma aliviada para nós, e nos deixou ficar zanzando pelos andares onde não tem salas de aula. Além do mais, nós três iríamos arrumar as salas de aula durante esses três dias, depois das aulas. Eu não conseguia acreditar nisso, mas...

— Por Deus — ouvi Edward murmurar, enquanto jogava-se contra um pufe. — Arrumar as salas de aula? Isso não é meio... Velho? Digo, poderiam dar um castigo diferente... Arrumar as salas de aula é tão comum...

— Eu ainda estou pensando a respeito disso — dei de ombros e olhei para o teto. Espreguicei-me no pufe e fiquei jogada nele. Eu estava com uma preguiça dos infernos.

Foi quando meu tico-e-teco funcionaram.

— Ei, Edward — o chamei. Ele virou o rosto cansado para mim e apenas levantou uma sobrancelha. — O que você... Acha da Maggie?

— Maggie? — ele perguntou — Está falando da ruivinha baixinha?

— É.

— Uma peste. — ele riu — Bem, a Maggie é legal. Mas porque a pergunta?

— Nada não... — murmurei, olhando para minhas unhas. — Curiosidade.

— Você não está pensando em querer juntar eu e a Maggie... Está? — ele perguntou hesitante, olhando de maneira séria pra mim. Virei meu rosto para ele, mas não consegui olhar diretamente em seus olhos. Voltei a encarar minhas unhas e empurrar as cutículas, como eu sempre fazia — Isabella Marie Swan, eu exijo que me responda isso agora.

— Não, Edward. Da onde você tirou isso? — falei, sem tirar os olhos das minhas unhas.

— Olhe nos meus olhos e diga isso.

Merda.

Eu não conseguia. Minhas unhas naquele momento pareciam um ímã. Eu sabia que não conseguiria olhar nos olhos deles e dizer que não. Mentir bem era um talento pelo qual não viera embutido quando eu nasci.

— Bella, olhe nos meus olhos.

Eu pisquei forte e olhei para ele. Seus olhos de um verde tão claro e brilhante... Algo que enlouqueceria qualquer garota absurdamente apaixonada por ele. Ele poderia conseguir qualquer coisa de qualquer pessoa com aqueles olhos.

— Não... Edward. Da... Da... Da onde você...

— Nos meus olhos, Bella.

Eu percebi que estava baixando o olhar.

— Tudo bem, eu quero juntar vocês dois. Pronto-falei. — murmurei, me jogando de cara no pufe vermelho escuro. Edward riu.

— Por Deus, Bella — ele disse rindo — Eu e a Maggie? Acho que não. Somos duas pessoas completamente diferentes. Eu nunca que seria um namorado perfeito para ela. E eu nem sequer gosto dela dessa maneira. Eu apenas a vejo como uma amiga.

— Mas eu sei que ela não te vê dessa maneira.

Ele virou-se completamente para mim. Disfarçadamente eu olhei para seu rosto e ele tinha um sorriso maroto estampado no mesmo. Eu voltei a dar atenção às minhas unhas que precisavam urgente de uma manicure. Senti meu rosto ferver ao lembrar daquele sorriso dele.

— Bella — ele disse e eu senti meu coração quase pular pela boca. Sua voz grave era tão linda... — Maggie e eu somos completamente diferentes. Eu quero uma namorada pelo qual eu possa mimar, dando presentes, falando coisas bonitas e melosas... Maggie não gosta nada disso. Maggie detesta coisas melosas.

— E como você sabe? — perguntei lançando um olhar furtivo em sua direção.

— Eu conheço a Maggie desde pequeno. Nós morávamos na mesma cidade, antes de minha família decidir virar cigana e sair se mudando quase sempre. — ele suspirou — Nos conhecemos em Chicago, há 12 anos. Ela era moleca. Ela detestava coisas melosas. Ela preferia jogar bola com os meninos a brincar de Barbie com as meninas em casa. E ela não mudou. Acredite.

Eu fiquei quieta, com os olhos fixos nas minhas unhas. Eu estava triste. Eu queria tanto juntar os dois... A maneira como Maggie olhava para ele era de uma pessoa incondicional e irrevogavelmente apaixonada. Eu não conseguia imaginar como ela ficaria se levasse um fora.

— Nem uma chancezinha para ela? — perguntei, fitando os olhos verdes de Edward. No momento que ele piscou e sorriu para mim como se pedisse desculpas, senti meu organismo inteiro ter um treco.

— Nenhuma. — ele disse. — Eu não vou ficar com uma garota só porque ela aparenta estar gostando de mim, Bella. Eu só fico com a garota quando eu realmente gosto dela. Acredite, eu já tentei me apaixonar por uma garota enquanto eu e essa garota estávamos juntos. Mas eu não consegui. Eu não conseguia passar amor para ela, por mais que ela passasse para mim. Dizer "Eu te amo" era impossível. — suspirou. — Eu não consigo, Bella.

Eu apenas assenti a cabeça. Naquele momento, eu vi a imagem de Jacob na minha mente. Como ele sempre tentava me chamar pra sair, sempre me beijar. Porém, eu nunca sentia nada por ele. Certo, eu o amava. Mas como amigo. Nada a mais que isso.

E por mais que eu tentasse, eu sabia que não conseguiria vê-lo daquela maneira que ele queria que eu o visse; como um homem.

Me levantei do pufe e me espreguicei. Senti minhas costas estralarem.

— Vamos — falei — vou até o refeitório. Daqui a pouco o sinal do almoço vai bater. Sabe como é.

Ele sorriu.

.xxx.

— Me conte tudo.

Me virei para trás e encontrei uma Alice com os olhos em chamas, louca por uma fofoca. Ela colocou sua bandeja na mesa e sentou-se ao meu lado. Rosalie sentou-se na frente dela, e Kate sentou-se ao lado de Rosalie. As três me olhavam de uma maneira mais do que curiosa.

— Não nos faça perguntar para Edward — Rosalie disse.

— Vocês não ficaram sabendo? — perguntei — Credo, pensei que seria o assunto da semana.

— Não enrole, Bella. — Alice grunhiu.

— James veio dar em cima de mim — murmurei. O queixo de Rosalie e Kate foram para o chão. — Ele veio dizer coisas nada agradáveis para mim. E quando eu o empurrei e pedi para que ele se afastasse de mim... A briga foi começando, e nisso Edward chegou e... Começou a me defender. Disse que bateria em James e tudo mais...

Fui baixando minha voz quando olhei para as garotas. Todas estavam chocadas. Alice mesmo, seu queixo bateu no chão. Sua boca estava escancarada. Rosalie piscava mil vezes por segundo, e Kate estava apenas boquiaberta. Depois ela pigarreou e deu uma mordida na batata frita que estava na mão dela desde que ela sentou na mesa.

De repente escutei aquele leve estrondo e quando olhei para o lado, era um braço musculoso.

— Ei, Bella — ouvi a voz masculina, que deixava Rosalie sempre vermelha dizer — Quer dizer então que você anda seduzindo James por aí?

Eu fiquei vermelha da forma como ele falou.

— É claro que não.

— É claro que sim. Ele caiu nas suas graças! — Emmett riu alto — Além do mais, você é a primeira garota que ele canta e promete ele de porrada. Estou falando sério. Todas as garotas que ele tenta agarrar, qualquer coisa do tipo, sempre caem nas graças dele.

Que graças, meu Deus? — murmurei.

— E estamos esperando pacientemente — ouvi Garrett logo atrás de Emmett dizer — Edward quebrar-se de porrada com James. Tudo bem, James às vezes é um cara legal... Mas ele exagera de vez em quando com as garotas. Tratar você daquela maneira foi o cúmulo.

Eu apenas fiquei olhando os dois, com a boca levemente aberta. Emmett riu e Garrett acompanhou. Nisso, perto deles, James passou. Pude encontrar seus olhos claros, repletos da mais pura raiva. Ele estreitou os olhos para mim, como Tanya faria se eu tivesse feito algo para ela. Ela sempre faz essa cara para mim.

Quando ele saiu pela porta do refeitório, Emmett e Garrett olharam para mim e riram de uma maneira engraçada.

— Caramba — Emmett disse. — Bem, que indelicadeza a minha. Boa tarde, Allie, Kate, Rose — a voz de Emmett ficou mais grave quando ele disse o apelido de Rosalie. Ela ficou tão vermelha como um tomate e sorriu para ele, disfarçadamente.

— Mas vamos esperar pela briga. — Garrett disse — Boa tarde, garotas.

Nós assentimos com a cabeça. Eu olhei para Alice, que estava quase se matando de rir do meu lado. Eu não entendia o motivo. Depois desviei o olhar para Rosalie, que parecia falar consigo mesma pelo negócio de Emmett falar de maneira tão "sensual" com ela. Desviei o olhar para Kate, que seguia com os olhos, descaradamente, Garrett saindo do refeitório.

Eu ri baixo.

— Eu quero só ver quando James levar uma boa porrada nada cara — Alice comentou do meu lado, tomando um gole do refrigerante — e ainda não consigo me conformar que perdi um barraco daqueles! Gente...

— Calma, Alice. Os próximos estão por vir — Rosalie gesticulou para a mesa onde Tanya se encontrava com as líderes de torcida. Eu nem me dei ao trabalho de olhar — Parece que ela ficou sabendo que tem uma garota arrastando asa para Edward. Está louquinha da vida.

— Soube que a Maggie gosta dele — Kate comentou, dando uma mordida na outra batata frita. — Uma garota do primeiro ano estava comentando isso. Parece que ela ouviu a Maggie e a Charlotte no banheiro semana passada.

Semana passada? Será que Maggie me viu com Edward no palco? Por Deus. Mas se bem que, Edward falaria se alguém tivesse visto nós dois no palco e me acordaria no mesmo momento, porque eu caí num baita sono. Mas ele não falou nada... Bem, de certo, ela viu ele e eu saindo do elevador juntos e deve ter pensado uma besteira.

— Bella? Tudo bem? — Kate perguntou olhando pra mim — Você está vermelha.

Merda.

— Tudo ótimo. Não é nada — falei, balançando a cabeça. — Bem, vou ir para o quarto colocar uma roupa qualquer. Depois das aulas, tenho que arrumar as salas junto com Edward e James.

— Hmm... — Alice, Kate e Rosalie murmuraram, em tom muito malicioso. Aquilo realmente me deu medo. Muito.

— Parem com isso — murmurei. Saí de lá acenando para elas e segui para o quarto.

.xxx.

— Precisa de ajuda? — Edward perguntou na soleira da porta da sala.

— Você tem as suas salas para arrumar — murmurei, enquanto passava um pano pouco úmido nas mesas sujas de pó de giz, dentre outras coisas.

— Eu já terminei meu serviço — ele disse e se aproximou de mim — E James ainda está enrolando nas salas do terceiro ano. Te deixar sozinha por aqui não é algo muito bom, ainda mais com um maníaco a solta.

Eu ri.

— Sério, Edward. Não preciso de ajuda. Além do mais, essa é a última sala. — falei com um sorriso. — E, vamos ser sinceros, você está parecendo um tipo de irmão mais velho com toda essa proteção em relação ao James. Eu sei bater em um garoto.

Sei — ele murmurou de maneira sarcástica, enquanto sentava-se na mesa do professor e baixava o olhar para o chão. — James é um fissurado em garotas bonitas. Ele vai te perseguir até que você ceda. Vai ter que apelar bastante em bons socos na cara dele.

— Você me chamou de bonita indiretamente?

Ele ficou calado. Dei de ombros.

— Tenho quase dezessete anos de briga de rua, Edward — brinquei — Acho que consigo dar uns tapinhas na cara dele e deixar uma marca de uma semana.

— James faz boxe.

Eu hesitei.

— Minha mão é pesada — falei enquanto arrumava uma carteira em seu devido lugar.

— Ele ganhou o campeonato regional de boxe.

— Eu... Eu sei dar chutes muito bons.

— Ele também faz taekwondo.

— Vai se ferrar — murmurei — O cara é o quê, um demônio?! — falei com a voz exaltada e Edward riu.

— Só quero te mostrar que você está muito desprotegida se você continuar dependendo dos seus punhos, Bella — ele disse, com um sorriso. Passei o pano na última carteira e suspirei, cansada.

— Então você quer dizer que se você me proteger e ficar me rodando por aí, eu vou ficar bem segura, certo? — perguntei com certa ironia. — Faça-me o favor, Edward. Não queira se meter nessa briga que é minha e de James. Ninguém mandou ele quase abusar de mim no corredor. Eu sei bater em alguém, certo? Aprendi defesa pessoal ano passado em Forks. Charlie é policial.

— Faça-me o favor, Bella — Edward disse calmamente — e pare de ser orgulhosa. Você sabe que precisa de mim, porque se não James vai abusar de você nos corredores do colégio. — ele abriu um sorriso, exibindo os dentes. Seu sorriso era do tipo que falava por ele. Algo como "Viu como eu estava certo?".

Revirei os olhos.

— Ok, Mr. Eu-Posso-Te-Proteger. — murmurei e saí da sala. Logo ouvi os passos de Edward vindo atrás de mim.

Até o elevador, tivemos uma conversa agradável. Deixamos o assunto "James" de lado e começamos a conversar sobre a gincana. Conversamos sobre as modalidades que estariam na gincana que seria na semana que vem, sobre as viagens...

Ele me acompanhou até o andar do quarto. Quando a porta do elevador se abriu, ele pegou na minha mão e a beijou calmamente. Eu senti meu rosto ferver. Ele sorriu e eu me despedi dele.

Saí do elevador pouco zonza. Segui até o quarto calmamente, tentando lembrar como se respira. Porém, havia um objeto no caminho. Ou seria mais digno uma pessoa?

— A preferida do James — Tanya Denali disse de maneira asquerosa.

Eu fiz uma careta.

E aí, continuo ou não? Depende de vocês!