Em seus sonhos

Isabella Swan x Edward Cullen

Comentários da Autora: Oi amores! Como estão? Espero que bem! Bem, o FFnet está de viadagem e... Bem, me desculpem pelas palavras, mas ele está colocando parte das partes do meus comentários em negrito, e eu odeio isso ._. E sem falar que alguns nomes das queridíssimas que mandaram reviews não têm aparecido quando escrevo, e eu estou ficando mesmo com MUITA raiva. q Mas, bem, é o seguinte: estarei postando hoje, porque à partir de segunda-feira, as coisas ficarão meio corridas, então creio que o próximo post será apenas na semana que vem, ou... Sei lá. UAHUAHUAUHHAHA. Desculpem por isso, sério! Mas farei ao máximo para escrever bastante e postar assim que terminar o próximo capítulo.

Bem, agora, agradecendo imensamente à: C Lopes; ewhit; roosi; Fee Furtado; Biia04; Lizzie; Gibeluh; Dany Cullen; Priis Cullen; Angel Cullen McFellou; Ana Krol; Alice's Doll; Pati Sousa; Anna S. Cullen; Paola Moura; Cris Turner; PooshMarie; te1000; marinapz4; Ms Sweet May; Alice Carolina Cullen; julliaah; BiiaCastro; MrSouza Cullen; Tuzi; P.; cristhal; adRii Marsters; Lara Brasil; Biah; Luana!; Amaanda Roolim; Maarii; Regina Swan Cullen; Claire Adamson. Obrigado amores! Não sei o que seria de mim sem vocês! E, claro, quero desejar as boas vindas para as leitoras novas, e espero que gostem desse capítulo e dos próximos. \o/

Agora, as perguntinhas feitas nos comentários: A Tanya vai fazer alguma coisa ruim pra Bella? Bem... Ela ainda está pensando, creio eu. HAHAHAH. Ah meu Deus! Isso é mentira, né? Pior que não. :{ O que o Jake tem na cabeça?! Minhocas. Acho super seduzente. *-* UAUAHAUHAUHAUAUAHU. Eu li certo, casar? Sim. D: E O DARLING?! ................ q HAHAHA Porque só os caras LINDOS querem ficar com a Bella? Que pode, pode... :{ HUHAHAHUAHAU

Bem, a maioria das perguntas eram destinadas ao pedido de casamento do capítulo anterior e sobre o que vai acontecer... E alguns perguntas tinham respostas meio óbvias, então, nem respondi. Vocês saberão apenas lendo. XD

Beijos e ótima semana flores! Obrigado! :D J.


Capítulo 12

Ele brilhava.

Quero dizer, o anel. Não devia ter sido barato. Parecia mais um... Diamante. Mas as palavras que seguiam com ele, me deixaram atordoada. Muito. Eu não consegui digerir exatamente o que Jacob havia me falado. E, idiotamente, eu apenas perguntei:

— O quê?

— Bella — ele disse, parecendo irritado — Te perguntei se você quer casar comigo. Eu juro — ele falou, com um brilho excessivo nos olhos — que farei o possível para te fazer feliz todos os dias da nossa vida. Sem você é a mesma coisa que não ter vida, Bella. Não consigo ficar sem você por perto. Eu te amo! Te amo de maneira incondicional e irrevogavelmente. E...

— Jacob, cale a boca.

Foi a única coisa que eu consegui dizer. Porque depois eu fui para o banheiro vomitar.

Tudo o que Jacob falou, me deixou com um embrulho enorme no estômago. Eu fiquei nervosa. Eu fiquei muito nervosa. Casar? Com o Jake? Será que ele simplesmente não percebe que eu não gosto dele da mesma maneira que ele gosta de mim? Diversas — eu disse, DIVERSAS — vezes eu deixei isso bem claro pra ele. Mas ele parece não querer acordar para a realidade.

Além do mais, eu tenho o Darling.

Apesar de eu nem saber se ele realmente existe, e toda vez que eu penso nisso, me baixa uma depressão enorme, que me faz ficar triste o dia inteiro. Pelo menos, até Edward vir e fazer alguma piada sobre alguém — porque, o que andei percebendo, Edward parece uma garota. Quero dizer, na maneira de agir. Não que ele seja... Gay. Não. Ele fala mal dos outros como Alice, Kate e Rosalie falam. É hilário.

Mas, chega de falar disso.

— Bella? Bella, você está bem? — ouvi a voz de Alice me chamar na porta do banheiro. — Bella, você está mesmo bem?

Eu vomitei apenas mais um pouco. E depois, liguei a torneira e joguei um bocado de água na minha cara e escovei os dentes. Gesticulei para Alice entrar no banheiro. Ela entrou e trancou a porta.

— Ai, meu Deus — a ouvi sussurrar perto de mim — O que foi aquilo? Ele estava mesmo te pedindo em casamento, ou eu apenas beijei Jasper demais até perder a consciência e isso não está acontecendo? Fale sério. Não gosto de brincadeiras.

— Acho que ele não estava brincando — sussurrei depois de cuspir. — Não estava mesmo. Ele nunca me chama de Isabella quando o negócio não é sério. Se ele me chamasse de Isabella por livre e espontânea vontade, sem que tivesse algo sério metido... — murmurei — Provavelmente seria o fim do mundo.

— E você não vai aceitar... Vai? — Alice me perguntou, hesitante.

Eu parei.

Eu não podia aceitar. Não podia mesmo. Quero dizer, era Jacob. Jacob Black. Meu melhor amigo desde que fui morar em Forks... Ou até mesmo, antes. Afinal, ele sempre disse que fazíamos torta de lama juntos quando éramos pequenos — apesar de, eu, e minha memória ridiculamente fraca, não me lembrar de nenhum episódio do tipo. Apenas quando ele fala isso, eu imagino eu, pequena, jogando lama na cara dele.

Mas antes que eu pudesse responder, ouvi alguém chamar:

— Bella — era ele. — Bella, fale comigo. Por favor. Eu juro que farei tudo para te fazer feliz e...

Eu abri a porta do banheiro. Eu estava começando a ficar azeda. Muito azeda.

— Jacob — falei, em voz baixa — Por favor. Pare.

— Mas, Bella, eu...

— A resposta é não. — murmurei, olhando para o chão. Depois levantei meu olhar para ele. — E será sempre não. Não importa o que você faça, ou deixe de fazer. Não importa o que você diga, o que você prometa... A resposta será sempre não. Jacob, eu já deixei bem claro quais são os meus sentimentos por você.

Ele olhou para mim, triste.

— É. — ele murmurou.

— Então como você vem para cá e me faz uma coisa dessas? — perguntei, indignada. — Por Deus, Jake. Sabe que não sou assim. Não é só porque você vai aparecer aqui, voando vários milhares de quilômetros e com um anel de diamante, que eu vou aceitar me casar com você.

Os lábios dele se uniram, virando apenas uma linha reta. Ele estava mordendo — mordendo, não, comendo o lábio inferior.

— Me desculpe Jake — falei — Eu gostaria mesmo de poder retribuir, de poder corresponder o amor que você sente por mim. Mas... Eu não consigo. — hesitei — E... Já tem outro no meu coração.

Os olhos negros dele se arregalaram suavemente. Meio minuto depois, ele bufou.

— Era aquele, não era? — ele perguntou. — Aquele cara que estava com você, quando vim falar contigo na recepção.

— Edward? — perguntei, incrédula. — Não te faça de besta, Jacob. Edward é apenas meu amigo.

— Tá legal. E ele sabe disso? — Jacob perguntou de maneira desafiadora.

Dessa vez, foi minha vez de morder o lábio inferior. Eu estava ficando irada. E quando eu fico irada, não é lá muito legal.

— Saia daqui, Jacob. Agora.

Não precisei nem repetir duas vezes. Ele apenas deu as costas e saiu, jogando o maldito anel de diamante no chão — o que, depois que ele saiu, eu fiz questão de pegá-lo e jogá-lo no vaso sanitário. Mas Kate me impediu.

— Não, espera! — ela disse, pegando o anel — Bella, isso é diamante. Não seja joga diamante pelo vaso sanitário.

— Pergunta se eu me importo — dei de ombros. Olhei novamente para o anel e meus olhos lacrimejaram. Pronto. Agora a minha amizade — que já não era muito boa com Jacob, desde que ele disse que me amava, no ano passado — havia acabado. Definitivamente.

E agora eu tinha certeza que não teria mais volta.

Absoluta.

.xxx.

O final de semana passou absurdamente rápido. Quando menos percebi, já estava levantando da cama para curtir a gincana naquela segunda-feira de manhã.

O final de sábado e o dia inteiro de domingo se passou como um borrão para mim. Eu passei sábado e domingo na cama. Literalmente. Fiquei deitada na cama o tempo inteiro, fora quando eu ia ao banheiro e tudo mais. Só que eu não estava mais doente. Não no domingo, pelo menos. Porque eu não saí vomitando tudo o que havia comido no mês passado.

Eu já estava bem melhor. Eu apenas achei que precisava de uns minutos na cama fofinha e gostosa. Mas os minutos se tornaram horas, e Alice literalmente me forçou a sair da cama na segunda feira de manhã — que, seria hoje. O dia da gincana.

Eu estava realmente nervosa. Não sabia como iria encarar aquilo — quero dizer, era tudo novo pra mim. Digo, o negócio da gincana. No colégio de Forks, ninguém fazia uma gincana. Talvez rolassem uns joguinhos ali e aqui, mas gincana? Nunca. Em Phoenix também não. Quero dizer, o time de futebol participava de campeonatos, mas não eram de ganhar muito.

Coloquei a camiseta azul clara com números em rosa forte — que era a cor da camiseta da minha sala — e saí do quarto. Alice veio logo atrás de mim, com uma blusa laranja fluorescente, com o número da chamada em branco e seu nome assinado logo em baixo.

Na parte da frente da camiseta tinha a logo do colégio e atrás, tinha o número em grande e o nome ou apelido que o aluno preferisse. O de Alice estava apenas "Allie" e o meu estava "Bella". Simples.

Fomos até o ginásio e mesmo do elevador, já poderíamos escutar a euforia do pessoal. Era de dar medo. O barulho era gigantesco. No meio do caminho, encontramos Kate, com a mesma camiseta laranja de Alice, Maggie e Charlotte com a mesma azul clara que a minha, Edward também, logo ao lado delas. E nisso, apareceu Rosalie de vermelho com branco.

— Minha camiseta é sempre vermelha — ela bufou. — Estou de saco cheio.

— Eu geralmente pego as mais berrantes — Kate fez uma careta e olhou para a camiseta laranja fluorescente.

— As fluorescentes são as piores. — Alice fez uma careta também. — O pior é que nos jogos, suando, fica a marca fluorescente. Não sei como Francine pode fazer uma coisa dessas. Não quero ficar laranja depois do jogo.

— Isso é, se você jogar. — Edward revirou os olhos. Continuamos andando até o ginásio, até que Alice disse:

— Eu vou jogar. Me inscrevi para handebol.

— Mentira! — Rosalie berrou. — Ah, não, Allie, não! — Rosalie fez uma careta. — Você está de brincadeira, não é?

— Claro que não.

— Qual a preocupação toda? — perguntei, enquanto chegávamos perto da porta. Tive que aumentar minha voz.

— As meninas do handebol são umas cavalas. Literalmente. Devem ter uns dois metros de altura, e não perdoam ninguém. Allie, você não vai fazer isso, vai? — Rosalie disse. — Não quero perder minha amiga nesse jogo. Por favor!

— Eu vou. Aliás, gente, relaxem... Eu estou no time reserva. — ela deu um sorriso vitorioso. — Alunos que se inscrevem nos jogos, dão mais pontos ao time.

— É isso aí, Allie! — Kate berrou e as duas bateram as mãos. Rosalie revirou os olhos.

Entramos no ginásio, passando por alguns alunos de camiseta verde fluorescente. Eu escancarei minha boca. O ginásio gigantesco estava lotado. Totalmente lotado. Haviam milhares de alunos na arquibancada, sentados, ou de pé, conversando.

Havia algumas garotas na quadra, com pompons. Logo vi que eram Tanya e suas seguidoras. Elas estavam com as roupas coloridas diferentes — e logo vi que se tratavam das camisetas delas. Estavam todas com as blusas amarradas ou cortadas. As mangas de Tanya estavam cortadas, apenas em fiapos, e as bordas estavam amarradas acima do umbigo, deixando a barriga chapada à mostra.

O que deu, de fato, um pingo de inveja.

As garotas fizeram quase a mesma coisa. Algumas amarravam do lado, igualmente deixando a barriga à mostra. Outras cortaram as pontas, igualmente às mangas.

— Pelo o que eu sei, está proibido customizar as camisetas. — ouvi Kate comentar. Nós rimos baixo. — Agora a missão é procurar um lugar para sentar.

— Tem lá no canto, como sempre. — Edward disse, gesticulando com a cabeça.

— Mas nem fud... — Alice parou o palavrão no meio. — Não vou passar por essa multidão toda só para chegar naquele canto horrível! — ela grunhiu. — Ano passado nos sentamos lá e foi horrível. Jogaram chiclete no meu cabelo. Por isso que ele está curtinho assim!

— Mas você fica bonita de cabelo curtinho. — Kate disse.

— Eu me acostumei. — ela fez uma careta. — Mas lá, de novo? Não. Eu não sento.

— Então curta o chão duro e cheio de lixo, querida irmã. — ouvi Edward dizer, indo até lá.

— Não, espera. Tem um lugar ali — Maggie disse, apontando para o alto. No final da arquibancada estava vazio. Completamente vazio. O que achei um milagre. Geralmente os primeiros locais ocupados são aqueles. — Aliás, Peter está lá com Jasper.

— Vamos lá, então. — Charlotte disse, encolhida. Acho que ela tinha um problema com as pessoas. Vivia encolhida, e parecia ser anti-social. Apesar de ter um namorado bem gato.

Se bem que eu não poderia comentar nada a respeito. Não sou uma pessoa que socializa facilmente. Sou tremendamente tímida.

Subimos as escadinhas da arquibancada e fomos até lá. Alice beijou Jasper, e Charlotte se enroscou do lado de Peter. Kate se sentou ao lado de Alice, que estava do lado de Jasper. Rosalie se sentou ao lado de Kate, e eu me sentei do lado dela. Depois, sentou-se Edward do meu lado, e ao lado dele, a ruivinha Maggie.

Conversamos um pouco até Francine dar as caras na quadra, com um microfone.

— Muito bom dia para vocês, queridos alunos — ela disse, animada. Estava com uma camiseta branca e uma calça legue preta. Havia prendido o cabelo para trás, o que a deixou mais... Jovem, seria essa a palavra certa? Sei lá. Naquele momento eu dava uns vinte anos para ela, em vez de quase cinqüenta, pelo o que todo mundo comentava. — Primeiramente quero agradecer à todos os alunos do conselho da gincana, que ajudaram e tudo mais e que com isso, ganharam pontos extras em todas as matérias. — o pessoal gritou, pulou. Pelo menos o pessoal do conselho — ou seja, Kate, Alice e mais umas dez pessoas, ou mais.

— Eu sabia que iríamos ganhar alguma coisa com aquele trabalho todo. — Kate disse, feliz da vida. — Acho que vou passar todos os meus créditos para cálculo. O buraco lá é mais em baixo.

Shhhh. — ouvi alguém dizer e logo vi que era Rosalie.

Francine começou a dizer sobre a gincana, há quanto tempo fora criada e tudo mais. Falou sobre as viagens que os alunos iriam ter a partir de suas respectivas colocações. O pessoal vibrou quando ela falou em Disney e Europa. Parecia que ninguém se importava com a Ilha Boston. Era algo surpreendente. Eles podem ir para a Disney ou para a Europa sempre que quiserem, afinal, são todos ricos. Mas ninguém pode ir para a ilha particular do colégio.

Ao menos que, claro, eles tinham sua própria ilha. Aí o negócio é diferente.

Por fim, iniciou-se as apresentações de abertura. Tanya apresentou uma coreografia muito tosquinha com as amigas. Depois, apareceu uma garota de cabelos pretos e um garoto com um topete hilário, vestidos como se fossem dançar salsa. Apresentaram de maneira bem animada, muito sorridentes. O pessoal aplaudiu — pelo menos, algumas pessoas.

Outras meninas apareceram com roller nos pés, e apresentaram uma coreografia com uma música eletrônica. Uma delas quase deu com o nariz no chão — o que arrancou risadas de todo mundo — mas ela conseguiu se segurar para não cair. E depois, deu-se o fim das apresentações.

Francine apareceu novamente para dizer que os jogos iriam começar às duas da tarde e terminariam às seis. Grande parte dos alunos saíram, provavelmente para comer alguma coisa. Eu e as garotas ficamos lá sentadas, conversando.

— Ei — Kate disse — Soube que vai ter apresentação também, como última modalidade. Vocês sabem qual é?

— Como assim? — perguntei.

— Ah, sim — Alice disse — Sim, vai ter. Francine falou. Você estava desligada, não?

— Ah é. — Kate disse.

Como assim? — tornei a perguntar.

— É que como última "modalidade", a sala tem que apresentar algo. Sei lá, uma dança, tanto faz. Tem que durar no mínimo três minutos e no máximo dez. — Kate sorriu. — Ano passado os garotos dançaram macarena. — ela riu.

— Cale a boca, Kate... — ouvi Edward murmurar.

— Ah, não foi você que dançou macarena, não é, Eddie? — ela disse, ainda rindo. — Você teve que dançar coisa pior. E com a Tanya!

— O que ele dançou? — perguntei.

— Você já viu High School Musical, Bella? — Alice perguntou, rindo baixo.

— Já. — dei de ombros.

— Então... — Alice olhou para Edward.

— Alice, cale a boca. — ele disse, com certa irritação na voz.

— Ele dançou Bop to the top, com a Tanya. Com a Tanya! — Kate disse, rindo. Sua risada ecoou pelo ginásio, mas ela nem se importou com isso. Eu ri logo depois, apenas em imaginando Edward dançando, rebolando com Tanya. Ai, meu Deus.

— Calem a boca, vocês duas — ele disse, agora rindo também, só que baixo. — Bella, não ria. Sério!

— Não dá! — falei, com a mão na barriga. Já estava doendo de tanto rir.

Ele começou a rir também. Mas depois que todas paramos, ele olhou para mim e disse:

— Esse ano, eu vou dançar com você.

Eu ri.

— Fale sério! Eu não danço! — falei.

— Dança, sim. É só querer. — ele sorriu.

— Esse ano você vai dançar Can I have this dance com ela, sim? — Alice começou a rir. — Acho que vamos botar uns garotos para dançar It's raining men. Ou Macho Man, sei lá. Precisamos rir um pouco esse ano.

— E quantos pontos valem? — falei.

— Quinhentos pontos. É a modalidade com o maior pontuação a receber. — Rosalie disse. — Ano retrasado dancei tango com um garoto. Acho que o nome dele era Royce. Sei lá. Mas ele era bonitinho. E me pediu em namoro depois. Disse que se apaixonou por mim durante os ensaios.

— Cá entre nós, Rose. — Kate disse. — Eu soube que você deu uns pegas nesse Royce durante um tempo. Mas por que você deu um fora nele? Ele era bonito!

— Possessivo demais. — ela fez uma careta. Nós rimos baixo.

Os alunos foram entrando, e durante esse meio tempo, os jogos começaram.

Ah, mas que droga. E eu nem tinha comido nada direito.

.xxx.

— Bella, venha cá! — ouvi Maggie gritar enquanto eu saía do banheiro — Precisamos da sua ajuda, rápido! É caso de vida ou morte!

Nem deu tempo para eu responder. Eu já fui arrastada pelas mãos pequenas da Maggie. Ela tinha dezesseis anos, mas parecia ter doze pelo tamanho.

— O que foi Maggie? — perguntei, preocupada, enquanto ela me arrastava.

— Charlotte se machucou. Não pode jogar — ela disse — Ela caiu do segundo degrau da arquibancada e quebrou um braço. — ai. Imaginei-a caindo. Era uma alturinha grande do segundo degrau... Ainda mesmo que fosse o segundo degrau. Era uma queda e tanto. — E então, já que você é a única pessoa livre... — ela me olhou sugestivamente.

Eu levei alguns segundos para entender o que ela queria dizer.

— Não! Maggie, não. Eu não posso jogar, Maggie. Não mesmo. Eu não tenho jeito para jogar seja lá o que for! — falei, em tom desesperado. Ela riu.

— Calma, Bella. É só vôlei. Aliás, vai ser contra o time da Tanya.

Pior ainda! — exaltei — Ela vai querer em vez de marcar ponto na quadra, marcar pontos em mim.

— Ela não pode fazer isso, Bella. Vamos lá! — ela disse, insistindo — Vamos, Bella. Não vai te arrancar nenhum pedaço. Apenas entre na quadra, e... Sei lá. A gente dá um jeito. Mas, vamos! É muito importante pra mim.

Bem, eu acabei topando.

Infelizmente.

Eu vou morrer. Tanya vai me matar com boladas quando me ver na quadra. Vai mesmo.

.xxx.

Eu estava tremendo. Tremendo mesmo. Tive mesmo um mal de Parkinson quando vi Tanya prender o cabelo com um elástico e entrar na quadra, rebolando e sorrindo para os garotos que estavam aos arredores da quadra — afinal, apenas handebol e futebol são no ginásio. O resto é tudo nas quadras.

— Eu não posso fazer isso — murmurei segurando forte o braço da Maggie. Eu provavelmente deixaria o braço dela roxo. Mas ela nem reclamava.

— Claro que você pode, Bella. Agora solte o meu braço. Está começando a doer.

— Você não entende, Maggie — falei — Tanya me odeia. Os pontos que ela vai marcar serão na minha cara. E nem serão exatamente com a bola, serão com agulhas. Ela vai desfigurar a minha cara só com a bola de vôlei!

— Bella, não faça drama, certo? É só um jogo. Não vai arrancar pedaço algum de você. E qualquer jogada que ela fizer com intenção de acertar a sua cara em vez da quadra, vamos falar que é falta. Afinal... Isso é um jogo de vôlei. Não um ringue de briga de mulheres.

E eu soltei do braço dela.

Como eu havia aceitado isso? Como? COMO?

Olhei para os lados, e vi algumas outras alunas da minha sala entrando em campo. Depois olhei para frente e encontrei os olhos claros de Tanya. Ela sorria de maneira falsamente amigável. E eu conseguia, nitidamente, enxergar uma víbora por trás daquele rostinho cheio de pó, lápis, sombra, rímel e batom.

Uma víbora bem venenosa.

— Quer dizer então que a Swan criou vergonha na cara e decidiu jogar? — o professor Jack veio até nós, com a bola de vôlei. Eu me encolhi. — Deve estar jogado porque precisa de pontos. Não é mesmo? — me encolhi mais ainda. A verdade não era essa. Eu queria falar que eu não queria jogar. — Bem, vamos lá. Denali e Chalmer. — Tanya e uma garota loira foram até o professor.

Fizeram cara ou coroa. Tanya ganhou. Ela deu um sorriso malicioso para mim, pegando a bola. Pude ver faíscas saindo dos seus olhos azuis. Eu tremi, novamente tendo um ataque de mal de Parkinson. Minhas pernas ficaram bambas.

Eu olhei para o lado e vi Maggie, com um sorriso, junto das meninas. Elas conversaram por meio minuto e depois, o professor apitou.

E no momento que Tanya jogou a bola para cima para olhar, eu vi.

Vi um par de olhos verdes, brilhantes, que estavam olhando para minha direção... E um sorriso lindo. E por um momento, eu considerei a idéia de já conhecer aquele rosto há muito tempo.

E depois, tudo escureceu.

E aí, continuo ou não? Depende de vocês!