Em seus sonhos
Isabella Swan x Edward Cullen
Comentários da Autora: Ei amores! Como estão? Espero que bem! Me desculpem pela demora do post, as coisas andaram complicadas para o meu lado, colégio, curso, o livro — que estou reescrevendo, porque estava uma droga antes, então vou fazer o possível para melhorar e conseguir lançar ainda esse ano... — dentre várias outras coisas. Mas cá estamos! Então, vamos lá:
Quero agradecer de coração à: Gibeluh; mariasilva; C Lopes; Alice's Doll; adRii Marsters; julliaah; Angel Cullen McFellou; PooshMarie; Maarii; amabille; Paola Moura; Alice Carolina Cullen; Biia04; cristhal; BiiaCastro; Lih; roosi; L. Cullen; Ms Sweet May; Anna Paula; Ana Krol; Claire Adamson; Lizzie; Lara Brasil; MrSouza Cullen; Cris Turner; Dany Cullen; ella13; Tuzi; Rêh; Regina Swan Cullen; P.; Anna S. Cullen. Obrigado mesmo flores! Amo vocês, totalmente. Vocês deixam meu dia super colorido *-*
Agora, perguntinhas: Não me diz que ela tomou uma bolada na cara?! É... Ela tomou. UAHUAHUA! Ele vai mesmo provar para ela que é real? Sim! Eu estou planejando isso. Foi uma ótima idéia, algo que eu não havia pensado. Obrigado! AUHAU. Quando vai ter uma bitoquinha, hein? Em breve...
Bem, foram só essas. A maioria perguntava sobre o que vai acontecer, se a Bella descobriu quem é o Darling e tudo mais... Perguntar isso fica chato. Sem spoilers! Não adiata! XD AUHAUUHAHUAHUHUA. Beijos flores, espero que tenham uma ótima semana mesmo! Provavelmente na sexta-feira estarei com post. Vou tentar! Só rezem para que meu colégio não me atole de provas. UAHUAUHAHUHUAHU. Beijos, J.
Capítulo 13
A dor de cabeça era horrível. Torturante. Era uma daquelas que você preferia morrer a ter uma daquelas novamente. E eu estava me sentindo assim.
Abri os olhos e dei de cara com o teto branco da enfermaria. Aos poucos, fui começando a sentir uma coisa gelada na minha testa. Levantei a mão lentamente até a testa e tateei ela levemente. Havia um saco plástico com gelo.
— Acordou! — ouvi uma voz alegre, mas não soube descobrir quem estava falando. — Você levou uma bolada e tanto, Swan! Está um roxo enorme na sua testa. Parece que você tombou no mesmo minuto que a bola acertou sua cabeça. Que coisa, hein!
A pessoa falava, falava, falava... E eu não estava dando à mínima. Eu apenas queria que a dor de cabeça passasse de uma vez por todas. E... Bolada? Bola? Meu Deus. Do que ela estava falando?
Só depois, com muita dor, as memórias vieram à minha cabeça. Eu estava na quadra de vôlei, me preparando para jogar — ou, pelo menos, tentando. Tanya ia sacar a bola... E quando eu olho para o lado... Eu vejo algo e me distraio. E depois tudo fica preto.
Eu tentei lembrar para o que eu estava olhando, mas eu não conseguia me lembrar. Era algo... O que era, afinal?
— Dor... — murmurei.
— Oh, querida. Aonde? — a voz perguntou. Logo percebi que era uma voz feminina. A mulher estava logo ao meu lado, mas eu não conseguia enxergar seu rosto por causa da luz forte. Talvez fosse a enfermeira, Giulia.
— Cabeça... — murmurei.
— Oh sim. Você fez um galo gigante na cabeça. — Giulia disse. — Você tombou com tudo no chão. A bola de vôlei acertou em cheio a sua cabeça e...
Vozes, e mais vozes entraram na enfermeira.
— Ai, Bella, você está aí! — a voz feminina e fina ecoou. Alice. Era impossível não lembrar dela com aquela voz. Ou quero dizer, esquecê-la. — Como ela está? O que aconteceu? Quem foi a vaca que fez isso nela? E... Ai meu Deus, que coisa é essa na sua testa?
A calma que Giulia estava passando para mim foi embora com o ataque histérico de Alice.
— Acho que nem pó vai esconder isso aí. — ouvi a voz de Rosalie. — Gente... Que horror. Você viu isso?
— Ei, Bella. Como você está? Está vendo meus dedos? Quantos dedos eu tenho no rosto? — Kate perguntou, se posicionando na minha frente. A claridade novamente incomodou na hora de ver alguma coisa. Mas... Aliás, dedos? No rosto?
— Nenhum, Kate — falei, grogue.
— Ei, saiam. — ouvi uma voz mais grave ecoar pela sala. Não consegui reconhecer. — Ela precisa descansar. Ela sofreu um grande tombo. — a voz continuou. Por um momento, eu agradeci.
As garotas resmungaram alguma cosia e saíam do quarto. Ouvi um barulho e tentei me sentar direito na cama.
— Opa, não tão rápido — a voz disse novamente. Eu não conseguia enxergar direito. Mãos me seguraram firme, me colocando de maneira delicada, sentada na cama. — Pronto. Você podia se machucar. Podia cair da cama. Sabia disso?
Eu resmunguei algumas coisas que nem eu mesma consegui entender e fechei os olhos com força. Depois, lentamente, fui abrindo-os. Eles logo se acostumaram com a claridade imensa da enfermaria. Afinal, tudo lá era ridiculamente branco.
Olhei para o lado e não vi, nada mais, nada menos, que Edward.
— O que você está fazendo aqui, seu feio? — murmurei, grogue.
— É, acho que você está bem — ele disse, dando de ombros. — Já está me dando patadas novamente sem eu ter feito nada.
Eu ri baixo.
— Desculpe.
— Sem problemas, feiosa. — ele disse, com um sorriso.
— Se eu estivesse melhor, e sem chances de tontear e dar com a cara no chão, eu te daria um tapa bem dado no meio da sua fuça. — falei, calma. — Mas, como não estou melhor, e ainda tenho chance de tontear e dar com a cara no chão... A coisa muda.
— Então o tapa fica pendente. Digo, para quando você melhorar, pode me dar um tapa bem dado no meio das minhas fuças, querida Swan. — ele sorriu, amigavelmente.
Eu sorri também.
— Tanya te deu uma bolada e tanto. — ele disse, passando de leve o dedão na minha testa. Senti uma fisgada. — Você simplesmente ganhou uma bola de basquete roxa na testa. Foi tiro e queda. A bola pegar na sua cara e você voar no chão. — ele riu baixo. — Como você é desastrada, Isabella Swan...
— Espere aí — falei, em tom baixo. — Foi a Tanya que me acertou?
Edward assentiu com a cabeça, e começou a dizer:
— E ela disse depois que foi sem querer e...
— Eu falei! — gritei, interrompendo-o. — Eu falei pra Maggie que a Tanya iria me acertar de propósito! Ela não seria burra de perder a chance de acertar a garota que ela odeia! Ela realmente não perderia a chance!
— Bella, calma. — Edward disse, segurando as minhas mãos. — Pare com isso, certo? Tanya te acertou porque quis. Pronto. Eis a verdade. O que mais você quer?
Eu desabei na cama da enfermaria e encostei a cabeça no travesseiro e disse, calmamente:
— Quero um chocolate frio da Starbucks.
.xxx.
As próximas pessoas que vieram para a enfermaria foram Alice, e, para o meu desespero, Tanya. Mas não vieram para ver como eu estava. Alice havia levado um tombo no handebol — mas nada grave. Tanya... Bem, Tanya levou um tombo e deslocou o braço direito, e ganhou uma boa ralada no joelho.
Nada que fosse para deixá-la na enfermaria. Mas Giulia insistiu. E ela ficou.
Na cama ao lado da minha.
Minhas mãos começaram a tremer novamente, e eu as escondi por debaixo do lençol da cama. Eu ficaria lá pelo resto da tarde segundo Giulia, afinal, meu tombo foi feio e ela estava esperando um médico para ver se estaria tudo certo comigo para ela me dispensar.
Mas segundo o médico pelo qual ela havia ligado há meia hora atrás, havia um trânsito horrível no caminho do centro de Boston até o colégio — que, de fato, era meio... Afastado. Digamos, uma meia hora de carro.
Tanya sentou-se na cama ao lado da minha, resmungando baixo enquanto se ajeitava. Giulia havia feito um curativo no seu joelho e colocado seu braço numa tala. Seus olhos azuis faiscaram para mim.
— Oh, veja só quem está aqui — ela disse, com aquela voz de "estou morrendo de nojo de você". — Isabella Swan. Oh — ela disse com falsa surpresa — Mas que coisa, não é? Esse seu galo na testa está horrível... Quem foi a pessoa horrível que fez isso com você, Isabella?
Cínica. Maldita. Desgraçada.
— Eu estou falando com ela agora — falei, seca, e minhas mãos tremeram mais ainda. Eu odiava discutir com as pessoas ou respondê-las daquela maneira que respondi Tanya. Minhas mãos tremem e eu fico nervosa.
— Você bem que mereceu — ela disse, voltando à sua voz de antes, deixando a voz falsamente amigável de lado — Eu te falei para ficar longe de Edward Cullen. E você não o fez. — ela grunhiu. — Aprenda, Isabella: quando eu mando uma coisa, as pessoas me obedecem. E você não é diferente delas.
— Oh sim, e você não é diferente também, Tanya? — falei e olhei para ela.
— Eu sou superior. Quando eu mando em você, você obedece. É simples assim. E se você não obedecer, eu serei obrigada a fazer mais coisas contra você até que você aprenda a lição e se ponha em seu lugar. — com a mão esquerda, ela ajeitou o cabelo louro, meio alaranjado, jogando-o para trás. — Ouviu?
— Aprenda, Tanya: eu não sou uma de suas cadelinhas que ficam lambendo sua bunda o dia inteiro apenas para não levar umas pancadas e serem humilhadas por você. Quando você manda, eu não obedeço. — me ouvi dizendo. Aquilo simplesmente escapou da minha boca. Quando olhei para ela, ela parecia que ia pular no meu pescoço a qualquer momento.
E por minha incrível sorte, o médico chegou na hora.
— Oh, o que temos aqui! — ele disse alegremente. Era um médico louro, de olhos verdes. Olhos que, incrivelmente, me lembravam os olhos de Edward.
O médico examinou Tanya e a liberou, dizendo que ela teria que ficar com a tala por uns três dias, apenas para garantir. Depois, ele veio até mim.
— Olá... Isabella Swan — ele disse, lendo a ficha presa ao lado da cama. — Bem, parece que você levou um tombo e tanto, hein? — ele sorriu de lado. O mesmo sorriso de Edward.
Ele me examinou por alguns minutos e fez algumas perguntas, coisas como, se eu estou com dor de cabeça forte e tudo mais. Eu respondi tudo.
— Sem demais problemas — ele disse — Nada grave — ele sorriu de lado novamente. — Bem, é só. Tenha uma boa recuperação, senhorita Swan. — a mesma educação que Edward.
— Ah, com licença — falei, erguendo meu braço até seu jaleco. Ele virou-se para trás, para me olhar. — O senhor é parente de Edward Cullen? — perguntei meio tímida. Ele sorriu.
— Sou o pai dele.
Tão novo!, eu pensei. Eu pensei que ele fosse irmão, primo... Sei lá. Mas pai?
— Por quê? Você o conhece? — ele perguntou, virando-se totalmente para mim.
— Hm, é. Sou amiga dele — no momento que eu disse aquilo, ele pareceu se surpreender — Estamos na mesma sala e eu sento ao lado dele. Viramos amigos e tudo mais... E percebi algumas coisas em você que me lembram bastante ele. Como, os olhos, o sorriso e a educação. — e a beleza, também, eu quis dizer, mas as palavras não vieram até minha língua. E só depois pensei bem e decidi que aquilo não era algo bom a se dizer para o pai de seu amigo.
— Fascinante — ele disse, com um sorriso exibindo os dentes. — Senhorita Swan... Fico feliz que você tenha virado amiga de meu filho. Edward é uma pessoa muito fechada, e creio que você deva ser alguém realmente especial para que ele possa deixar uma brecha para você participar da vida dele. — ele tocou meu ombro e deu um leve tapinha no mesmo. — Fico realmente feliz por isso. E agradeço. Edward nunca teve outros amigos além de Jasper e Garrett... Se é que podemos chamar aquilo de amizade — ele riu baixo. — Mas, obrigado mesmo, senhorita Swan.
— Eu que agradeço — falei em voz baixa, com um sorriso. — Edward é uma pessoa especial pra mim, Sr. Cullen. Eu que estou contente em ser amiga dele.
E eu me arrependi de ter dito aquilo. Só depois que eu fui digerir o que eu mesma disse.
Sr. Cullen deu um sorriso de lado, meio malicioso, podemos assim dizer. Ele me desejou novamente uma boa recuperação e uma boa gincana, beijou minha testa e saiu.
E eu fiquei lá, sentada na cama da enfermaria, com a boca aberta, pensando sobre o que eu disse.
Ah, merda. O pai do Edward vai pensar que eu estou apaixonada por ele.
E não estou não.
.xxx.
Eu cheguei no quarto e encontrei Alice sentada na cama, olhando para sua perna, que em certa parte estava roxa. Um grande hematoma.
— Eu vi seu pai — falei.
— Viu? — ela perguntou, com um sorriso. — Edward disse que o viu também, mas ele já estava de saída. Estou com saudades dele e da mamãe.
— Vi, sim. Edward se parece muito com ele — comentei, enquanto me olhava no espelho do quarto. O galo parecia pouco melhor do que antes. Pelo menos, estava menos inchado.
— Oh sim — Alice disse — Edward puxou quase tudo dele. O resto ele puxou de Esme — Alice riu — Emmett é neutro, puxou um pouco o pai, a mãe, e os avôs. Nosso avô paterno tinha cabelo preto. Incrível, né? — ela sorriu para mim, e eu sorri para ela.
— E você, deixe-me adivinhar... Puxou mais a sua mãe, sim?
— Exatamente — Alice disse — Sou Esme quase que inteira... Eu acho. Pelo menos é o que Esme me diz. Carlisle diz que só tenho os olhos dele. — ela riu — Mas Edward e Emmett dizem que sou adotada. Ninguém na nossa família é tão baixa quanto eu.
Eu ri.
— Seu pai parece bem novo, não é? — falei, olhando para ela e me sentando na cama.
— Ele é novo. — Alice disse, massageando a parte onde tinha o hematoma — Esme engravidou de Emmett quando tinha dezessete anos. Carlisle era apenas um ano mais velho que ela, e estava começando a faculdade de medicina. Depois que Emmett nasceu, ela engravidou de Edward e no mesmo ano que ele nasceu, eu nasci. — ela sorriu para mim. — Carlisle disse que foi duro ter três filhos, com quase vinte e um anos e sem terminar a faculdade. E no tempo não tinha lá camisinhas baratas e Esme não tomava anticoncepcionais.
— Caramba — murmurei. — Se com apenas eu, meus pais quase se mataram para criar, então imagina, três filhos pequenos. Que loucura.
— Meus pais eram uma máquina do amor, acredite. — Alice riu alto. — Aliás, nesse final de semana vou lá. Você quer ir? Vai eu, Edward e Emmett. Vamos visitá-los. Eles estão morando aqui em Boston, o que é um milagre.
— Bem... Não sei. Quero dizer... Vai ter algum problema, algo do tipo? — perguntei, hesitante.
— Não Bella, o que é isso. Problema algum!
— Certo, então. Eu vou — sorri.
Alice saltitou apenas uma vez, mas depois reclamou do hematoma na perna.
.xxx.
Sexta-feira chegou voando, num piscar de olhos. E agora, teríamos os resultados da gincana. Provavelmente, meu grupo ficaria em quarto lugar, ou coisa parecida. Afinal, o pessoal era muito preguiçoso, e Edward jogou apenas em futebol e vôlei masculinos e foram os únicos jogos em que ganhamos.
Ninguém da nossa turma fez aquela apresentação de quinhentos pontos. Edward me encheu a paciência para fazer aquela apresentação, e dançar Can I have this dance, de High School Musical. Mas neguei, milhares de vezes. E, no final das contas, ninguém quis dançar também, ou apresentar qualquer outra coisa que seja.
Maggie até tentou no vôlei feminino. Mas sem Charlotte por perto, ela havia se tornado uma coisa que, se você visse a Maggie de antes com a Charlotte e comparasse com agora, você diria que não é a mesma. Porque as duas viviam treinando juntas e tinham todos os seus truques certos para ganhar. E agora, jogando com Mary e Makenna, não estava dando lá muito certo. Afinal, as duas também eram péssimas em vôlei.
O que deu uma pena da Maggie. Ela estava incrivelmente empenhada pra jogar e ganhar, e no final das contas, acabar perdendo...
O relógio do colégio bateu duas da tarde, e seguimos até o ginásio. Alice estava do meu lado, acompanhada por Jasper, que segurava-a pela cintura. Ao lado deles, estavam Kate e Rosalie, que olhavam na ponta dos pés pelo pessoal para ver se encontravam Emmett e Garrett para grudarem neles. E, no meu outro lado, estava Edward e Maggie, e ao lado de Maggie, estava Charlotte com Peter.
Os olhos de Maggie pareciam brilhar quando ela estava ao lado de Edward. Eles conversavam, e Edward não parecia lá tão animado, mas Maggie não parecia se importar com isso — desde que ela estivesse conversando com ele, já estaria ótimo.
Naquele momento, eu me lembrei do que Edward disse, há um tempo atrás: Eu não vou ficar com uma garota só porque ela aparenta estar gostando de mim, Bella. Eu só fico com a garota quando eu realmente gosto dela. Acredite, eu já tentei me apaixonar por uma garota enquanto eu e essa garota estávamos juntos. Mas eu não consegui. Eu não conseguia passar amor para ela, por mais que ela passasse para mim. Dizer "Eu te amo" era impossível. Eu não consigo, Bella.
Edward não gostava da Maggie. E não dava esperanças para ela... Nem um pouquinho. Mas Maggie estava iludida demais com aquilo.
Chegamos no ginásio e tivemos que nos espremer por lá. Estava lotado, completamente. Minutos depois, a diretora entrou no ginásio e foi direto para a quadra, onde haviam os treinadores, um do lado do outro de braços jogados para trás, olhando fixamente para os alunos. Ela disse algumas coisas sobre a gincana e tudo mais e depois, deu as premiações.
Ela falou do primeiro ano. E depois, foi para o segundo.
Minha turma ficou em quinto lugar. A de Alice e Kate ficou em quarto. A de Rosalie ficou em terceiro, assim também como a turma do pessoal do terceiro ano — a turma dos garotos.
— Vamos todos para a ilha! — Alice disse alegre, puxando Kate, Rosalie e eu para um abraço em grupo. Aquilo me alegrou. Ir para a ilha, para mim, parecia mais divertido do que ir para a Disney, ou passar uma semana na Europa. Ir para a ilha do colégio parecia ser bem mais divertido mesmo.
.xxx.
O táxi parou em frente a uma casa branca e bonita de dois andares, há uns vinte minutos partindo do colégio — afinal, era tudo na roça de Boston mesmo.
Saí logo atrás de Alice. Depois, veio Edward e Emmett — cujo qual estava louco da vida por sua turma não ter ficado em primeiro lugar na gincana — que também vieram passar o final de semana na casa dos pais, antes de passar duas semanas na ilha do colégio.
Atravessamos o lindo quintal rapidamente. Quando Alice ia estender a mão para tocar a campainha, a porta se abriu, revelando-se o belo médico que apareceu no colégio aquele dia, o Dr. Cullen. Ele abriu um largo.
— Ei! Como estão? — ele disse, alegre. Abraçou Alice, Emmett e Edward, e me abraçou também. — É uma honra tê-la em nossa casa, Senhorita Swan. Fico alegre que veio passar o final de semana conosco.
— Obrigado, Dr. Cullen. — falei timidamente.
— Por favor — ele sorriu — Me chame apenas de Carlisle.
Eu assenti e Alice me arrastou para a sala. Nos sentamos no sofá, e eu coloquei minha mochila sobre meu colo. Mas logo Carlisle a pegou e a entregou para uma mulher.
— Leve até o quarto de hóspedes, por favor — ele disse. A mulher assentiu e seguiu até uma escada. Ele olhou para os filhos — Vou chamar Esme, volto logo.
Comecei a admirar a sala. As paredes eram douradas, mas de um tom claro. A decoração era impecável, assim como os móveis. A mesa de centro parecia brilhar com o lustre, os dois sofás e as poltronas eram lindas e aparentemente confortáveis; eram douradas com branco, uma combinação perfeita.
— O que achou? — ela perguntou, animada.
— A casa é linda — comentei — A decoração é... Perfeita. Tudo completamente impecável.
— Foi mamãe quem decorou tudo. Ela tem "o" dom para isso. — Alice riu baixo. A risada dela foi interrompida pela doce voz da mulher, que se encontrava na porta da sala.
— Oh, queridos! — ela disse sorridente. Foi até Emmett e Edward e os abraçou. Soltou-os e dirigiu-se até Alice. — Por Deus, filha. Não creio que ainda esteja cortando o cabelo dessa maneira — ela riu e a abraçou.
Depois, ela virou-se para mim.
Primeiro, ela me abraçou. Me deu um "Seja bem vinda" e sorriu de maneira maliciosa.
— Qual seu nome, querida? — ela perguntou. — Aliás, sou Esme.
— Hm, sou Isabella Swan.
— E você é a tão esperada namorada de Edward? — ela perguntou alegre e senti meu rosto corar violentamente. — Porque, pelo nome, que é italiano, eu diria que é de Edward.
Olhei para ele, e ele estava mais vermelho do que eu, acredito.
— Não... Não sou namorada dele. Nem de Emmett. — falei, sentindo meu rosto ferver, corando mais ainda. Esme fez um beiço e virou-se para os filhos.
— Quando é que um de vocês vão arranjar uma namorada para me apresentar? — ela fez uma cara triste. — Carlisle disse que Edward trouxe a namorada — ela fez aspas no ar quando disse namorada e corei novamente —, e eu fiquei na expectativa de que finalmente eu teria uma nora para infernizar a vida!
Todos riram, até mesmo ela. Ela virou-se para mim e sorriu.
— Estava brincando, querida. Fique à vontade.
Eu assenti. Alice riu baixo ao meu lado e depois foi me mostrar a casa — que não era nada pequena. No primeiro andar, havia um banheiro, aquela sala de estar, uma sala de televisão, uma biblioteca de dez metros quadrados, uma sala de jantar, a cozinha e uma sala de lazer, que dava para os fundos da casa, que era realmente lindo.
No canto, havia uma churrasqueira, uma árvore com um tipo de "casinha na árvore" e uma piscina linda, com azulejos no fundo, formando lindos peixes.
No segundo andar, havia os quatros. Eram no total, oito quartos; um para Carlisle e Esme, outro para Alice, um para Edward, um para Emmett, e os outros quatro eram para os hóspedes.
— Deixe-me adivinhar — falei — Esme decorou tudo.
— Exato — Alice riu — Ela é, tipo, a deusa da decoração. É sério. Quando falei que ela tinha o dom, eu não estava brincando.
— E... Seus pais sabem de você e Jasper? — perguntei para ela.
— Ainda não. Mas vou contar hoje a noite, no jantar. Creio que não terá problemas. Carlisle e Esme são amigos dos Hale desde pequenos. Foram todos criados juntos. Os Hale e os Cullen se dão muito bem. Vão até ficar feliz por eu ter me arranjado com Jasper. — ela riu novamente. — Mamãe sempre me disse que um dia eu ficaria com Jasper. E ela está torcendo para Emmett ficar com Rosalie. Se bem que, eu já tenho uma certa desconfiança dos dois há um ano.
— O que houve entre os dois? — a curiosidade falou mais alto, pra variar.
— Pois bem — Alice começou a dizer, sentando-se numa cadeira na sala de lazer, já que o tempo estava começando a fechar. — Ano passado, Rosalie saía escondida do quarto de noite. Ela pensava que eu não percebia, mas era completamente ao contrário. Eu sabia das escapadas dela. E então, fui saber pelo Garrett, que Emmett também estava dando umas escapas de noite.
— E você imaginou que fosse os dois?
— Exatamente. — ela assentiu — E se você perceber, sempre que os dois estão juntos conosco, eles ficam trocando olhares e sorrindo. Sabe como é. E não são aqueles sorrisos de tipo, oi, somos amigos. São sorrisos de que tal atrás do ginásio depois? Entende o que quero dizer?
Assenti com a cabeça.
— E uma vez ela apareceu com um chupão dos grandes no pescoço. Só que, na época, ela não estava ficando com ninguém. Ela tinha dado um fora no Royce há um ano... E foi a partir daí que ela ficou estranha. E quando percebemos, eu e a Kate, o chupão, a gente falou: "Nossa, Rosalie. Quem você está pegando?" — ela afinou a voz um pouco. — E a Rosalie ficou toda sem jeito "Ai, meninas, do que vocês estão falando?" e falamos do chupão.
— E vocês acham que foi o Emmett? — perguntei, me ajeitando na poltrona.
— Tínhamos quase certeza. Afinal, umas duas semanas depois que ela e o Royce terminaram, o Emmett e ela começaram a ficar estranhos com a gente, sabe? E passaram a conversar mais... E as escapas no meio da noite começaram.
— E como os inspetores nunca os pegaram? Quero dizer, uma hora, eles tinham que pegar.
— Bella — Alice disse — Há uma sala chamada a sala dos faxineiros. É uma sala no terceiro andar, no final do primeiro corredor à esquerda, ao lado do banheiro. Todos os alunos que querem dar uma escapada, vão para lá. É um pouco complicado ir para lá, sendo que há vários inspetores. E uma vez, pegaram Rosalie e Emmett lá dentro. Soube que Rosalie implorou para Francine para não ligar para os pais, e Emmett fez o mesmo. Soube que ficou por isso mesmo. Mas ela parou de dar as escapadas, pelo o que soube, já que agora é Kate que está no quarto com ela.
— Kate é mais controladora, sim? — perguntei e Alice assentiu. — Mas, bem. O que você disse quando ela foi pega?
— Bem, eu não fiquei chocada. Eu sabia que uma hora isso ia acontecer. Mas pedi para ela me contar tudo o que estava acontecendo, e se ela estava mesmo com o meu irmão. Mas ela disse que não era nada, que queria respirar um pouco e por acaso, encontrou Emmett. — Alice revirou os olhos — Se for para mentir, que minta direito.
Eu ri e Alice acompanhou.
— O que eu acho, é que os dois estão namorando escondidos. — Alice disse. E eu concordei. Porque, de fato, Rosalie fica estranha quando Emmett está por perto. E não é estranha do tipo, tímida, ao ficar perto dele. Digamos que seria o mesmo modo de como se Emmett fosse alguém que ela estivesse namorando.
E nisso, o tempo literalmente fechou. A chuva começou a cair de maneira violenta, e o clima esfriou. Fomos até a sala, onde Emmett e Edward já estavam ajeitando a madeira na lareira. Me sentei ao lado de Edward no sofá, e ele sorriu para mim.
— Me desculpe pela minha mãe — ele murmurou. — Falta um dia da semana dela. Ela quer que eu ou Emmett arranjemos uma namorada logo. — nós rimos baixo.
— Sem problemas, Edward. Foi engraçado, até. — eu ri baixo novamente. — Você fica engraçado todo vermelho.
Ele corou violentamente, de novo. Eu ri, e apertei sua bochecha.
.xxx.
Coloquei um pedaço da torta salgada na boca, e tive uma mistura de sensações na minha boca. Uma explosão. Aquilo era uma delícia! Creio que nem eu, que cozinhei para meu pai durante um bom tempo, conseguia fazer uma torta salgada daquela.
— Nossa — falei, após engolir — Está uma delícia, Esme.
— Receita da vovó Elizabeth. — ela disse, com um sorriso. Todos riram baixo.
Os minutos se passaram, e logo Alice pareceu criar coragem para falar de Jasper.
— Sabe, mãe — Alice disse após tomar um gole do refrigerante dela. — Você estava reclamando sobre Emmett e Edward não arranjarem uma namorada, certo? — ela assentiu, mas logo riu depois e disse que era apenas uma brincadeira, para encher o saco dos dois. — Eu sei, mãe. Mas... Comigo você não terá esse problema.
Carlisle ergueu uma sobrancelha para Alice e Esme parou de comer e ficou a fitando.
— Como assim, querida? — Esme perguntou.
— Eu estou namorando — ela cantarolou, alegre. Esme olhou para mim e arqueou uma sobrancelha. — Não, mãe! Não é a Bella. — Alice disse quando viu que Esme olhou sugestivamente para mim.
— Então quem é? — Carlisle perguntou. — Sabe, filha. Procedimento padrão. Tenho que deixar minha espingarda preparada.
— Pai! — Alice disse em tom alto e triste.
— É o filho dos Hale, pai — Emmett disse e sorriu de maneira sacana para Alice. — Jasper Hale, o irmão da Rosalie.
— Emmett! Eu que ia contar! — Alice resmungou e ouvi um ai vindo da boca do Emmett. Dei uma espiada por debaixo do pano da mesa e vi que Alice havia chutado a canela de Emmett com seu lindo Jimmy Choo preto. As palavras Alice, querida, Jimmy Choos não foram criados para chutar a canela do seu irmão mais velho, ficou entalado na minha garganta. Mas logo dei outra garfada na torta salgada.
— Isso é bom, querida — Esme disse — Sempre gostei desse rapaz. Jasper é um amor. — ela sorriu. — Fico feliz por vocês estarem namorando.
— Nesse caso, eu acho que terei que deixar minha espingarda de lado. — Carlisle deu de ombros — Não terei coragem de dar um tiro no filho do meu melhor amigo. Ao menos que, ele tente algo indecente com a minha querida filha. — ele ergueu a mão para Alice e apertou de leve sua bochecha. Eu senti vontade de rir naquele momento.
— Pai! — Alice repetiu — Odeio quando você aperta minha bochecha desse jeito. Tenho dezesseis anos, e não dezesseis meses.
— Certo... Fadinha. — ele disse com um sorriso e bebeu um gole do seu suco de laranja.
— Pai! — ela repetiu e todos riram.
— E você, Emmett? — Esme olhou para ele. — Se arranjou com Rosalie Hale? Porque sempre soube que você ficava olhando para Rosalie quando ela vinha aqui com Jasper.
Alice olhou para mim e deu um sorriso. Eu ri baixo. Olhei para Emmett e ele estava vermelho como um tomate.
— Não... Não, mãe. Rosalie tem... Royce.
— Ela terminou com o Royce há dois anos, Emmett — Alice disse, com um sorriso vitorioso. Vi que suas pernas estavam cruzadas na cadeira, onde Emmett não poderia acertar sua perna.
— Oh — Esme disse. — Então por que você não tenta, Emmett?
— Na verdade — Alice começou a dizer e Emmett a fuzilou com o olhar. — Os dois já estão arranjados. Mas estão namorando escondidos. — ela deu outro sorriso vitorioso.
— Alice! — Emmett disse em tom alto, com uma leve batida na mesa.
— Vingança é um prato que a gente come frio, Emmett — Alice cantarolou baixo, enquanto deu um rápido gole no refrigerante.
— Namorar escondido é divertido — Carlisle disse, e olhou para Esme, que sorriu. — Eu e sua mãe namoramos escondidos por cinco meses, porque os pais dela não aceitavam que ela estivesse comigo. Queriam que ela se casasse com Aro Volturi, que estava solteiro na época.
— Mas era meu sonho me casar com aquele cara. Falta um dia da semana dele. Ele tem um parafuso a menos! — ela disse, parecendo revoltada.
— Mas um dia os pais de Esme descobriram — Carlisle voltou a dizer, com certa tristeza e depois alegrou-se — Mas isso apenas ajudou em nosso relacionamento. Eles tentaram afastar Esme de mim, mas eu a pedi em casamento e disse que não importava o que acontecesse, eu ficaria sempre com ela.
— Foi a coisa mais romântica que você já fez, querido — Esme sorriu. Carlisle também.
— E como Aro havia arranjado uma esposa uma semana antes, eles desistiram, e aceitaram meu casamento com Esme. Apesar de que a mãe de Esme me crucifica até hoje. — Carlisle deu de ombros.
Nós rimos.
— Mas eu não estou namorando com Rosalie — Emmett disse, limpando o canto da sua boca com o guardanapo. — Somos apenas amigos.
— Oh. Certo. — Alice disse, provocando Emmett. Ele a fuzilou novamente. Esme riu baixo, e Edward fez o mesmo.
Ao final da janta, ajudei Esme a retirar os pratos da mesa, por mais que ela insistisse que não, e que ela chamaria a empregada. Mas de tanto eu insistir, ela acabou aceitando. Mas enquanto eu colocava a louça na pia, a empregada apareceu, junto com Edward, que me arrastou para fora da cozinha.
— Visita não ajuda a tirar a louça da mesa, nem lavá-la, nem secá-la, nem guardá-la — ele disse. — Essa é a política da visita que temos aqui em casa. Espero que aprenda isso, Swan.
— Cale a boca, Edward — falei em tom brincalhão e ele riu. — Para onde você está me levando?
— Segredo. — ele disse, e abriu a porta de vidro da área de lazer.
Após o temporal que havia dado naquela tarde, o céu limpou, dando a oportunidade de ver todas as estrelas naquela noite. Estava completamente lindo. Edward segurava firme a minha mão, enquanto me conduzia até a árvore que havia nos fundos da casa.
— Venha — ele disse, enquanto subia a escada que havia.
— Já vou, já vou. Tenho dificuldade com escadas. — falei e ele riu. Subi a escada de madeira e quando cheguei ao topo, Edward estendeu a mão para mim. Segurei-a e ele me puxou.
A casa da árvore não era lá muito grande; mas era aconchegante, até. Nos abaixamos para entrar nela, e ficamos sentados na beirada, onde era aberta e dava para o céu. Estava pouco úmido, mas não dei bola para aquilo.
— Ficamos com pena de botar a árvore com a casa para baixo quando reformamos — Edward comentou. — Afinal, demos uma boa mudada na casa. Ela estava caindo aos pedaços. Achávamos que, a árvore daria um tchan total com a casa. Isso tudo idéia de Esme. E ela tinha razão. A árvore foi o cheque-mate da casa. Combinou perfeitamente.
— Concordo — falei — Há quanto tempo vocês estão em Boston?
— Dois anos — ele disse — Mas parece que vamos nos mudar assim que eu e Alice completarmos o terceiro ano e formos para a faculdade. Ano que vem Emmett já irá para Harvard, e estão até providenciando uma casa para ele dentro do campus, já que ele quer tanto formar uma fraternidade.
Mas parece que vamos nos mudar assim que eu e Alice completarmos o terceiro ano e formos para a faculdade. Aquilo em doeu o coração. Ficar sem Alice era doloroso, por mais que ela fosse alegre demais, saltitante demais... Ela era um amor. A melhor amiga que nunca tive. E Edward... Por Deus. Era Edward. Edward era o meu melhor amigo desde o acontecido no palco de teatro.
— Mas... Não tem necessidade de se mudar — falei — Quero dizer, vocês não vão para a faculdade? Então... Vocês irão morar lá. Não é mesmo? Quero dizer, Harvard é em Boston. Não tem problemas e...
— Não é isso, Bella — Edward disse — Alice quer ir para Julliard, fazer design de moda. E eu também quero ir, mas é para música e artes cênicas. Mas Carlisle e Esme não querem ficar longe de mim e de Alice. Então, querem ir para Nova Iorque comigo e com Alice. E garanto que, com as notas que tenho, não será difícil sermos aceitos por lá.
Nova Iorque. Boston, Forks e Jacksonville ficavam longe demais de Nova Iorque. E garanto que e-mails não vão matar a saudade que eu irei sentir deles. De maneira alguma.
Logo senti meus olhos arderem e uma bola se formar na minha garganta. E sem demora, as lágrimas escorreram. As limpei rapidamente com os dedos antes que Edward percebesse que eu estava chorando. Mas funguei baixinho, e ele escutou.
— Ei, Bella — ele murmurou ao meu lado e limpou as lágrimas que insistiram em correr. — Shhhhh — ele sussurrou e seu braço passou em torno de mim, fazendo com que eu literalmente grudasse nele. Era um tipo de abraço... Confortável. — Ainda temos esse ano e outro juntos. Eu, você e Alice. E a chata da Rosalie... A chata da Katrina... — ele riu baixo e eu ri também.
E ficamos assim, grudados, observando as estrelas naquela noite. Pelo menos até ouvirmos Esme nos chamar.
E então, continuo ou não? Depende de vocês!
