Em seus sonhos

Isabella Swan x Edward Cullen

Comentários da Autora: Oi amores, como estão? Espero que bem! Eu tentei postar ontem à tarde, mas fiquei atolada de serviço e não deu tempo, e tentei postar hoje a tarde, mas tive uma sessão de terapia chamada Vamos Fazer Compras Enquanto O Love Não Aparece, também podendo ser chamada de VFCEONA. Pois é... Quase estourei o cartão de crédito da minha mãe indo para Brusque comprar roupas (calças, vestidos de inverno, meia-frinas, etc...) e tudo mais, porque o meu love não deu notícia por uma semana e eu estou me descabelando, mas ok, estou me controlando.

Bem, quero agradecer às lindíssimas que comentaram no capítulo anterior: Anna S. Cullen; Gibeluh; Dany Cullen; Regina Swan Cullen; roosi; ; Guuta; Ms Sweet May; Kaena H. Cullen; adRii Marsters; Ana Krol; Lizzie; Alice's Doll; Paola Moura; Alice Carolina Cullen; Cris Turner; L. Cullen; marinapz4; Angel Cullen McFellou; BiiaCastro; cristhal; MrSouza Cullen; Ana Luiza; Maarii; Agnes; Amaanda Roolim; Rêh; Biia04; Ellen Monteiro; Raffa; Claire Adamson; Ellen; Lorena Assis; P. Quero dar as boas vindas para as leitoras novas, e dizer novamente, que amo vocês totalmente, e sem vocês eu não estaria mais postando. Obrigado amores! Meeeesmo! *-*

Agora, perguntinhas: Mas eles vão se mudar? Como assim? Vai passar anos e anos e a Bella não vai descobrir? Bem, eu não seria tão cruel assim. Ela vai descobrir quem é o Darling, sim. HAHAHA. A Maggie tá mesmo gostando do Eddie? Aparentemente, sim. O Edward tá ciente que a Bella tá nos sonhos dele também? Sim. É algo estranho de explicar, mas é como se os dois vivessem nesse sonho... Entende? Eu quero um Edward, me dá? Só se você me arranjar um Jasper... HAHAHAHAHAHA. E que lance foi aquele da Kate com os dedos no rosto? Ela bebeu antes de ir para a enfermaria? Bem, isso é algo que eu e minhas amigas fazemos quando alguma de nós está meio "no mundo da lua". Se perguntarmos para ela "Quantos dedos eu tenho no rosto" e ela falar algum número, tipo, "dois, três..." quer dizer que ela está bem desligada. Caso contrário, ela falará que não tem nenhum. Sacou a lógica? HAHAHAHAH. Quando vai ser a viagem da gincana? Certa parte aqui, nesse capítulo. Mas creio que os três ou quatro próximos se passará na Ilha de Boston, ou seja, local da viagem. Vou me focar um pouco lá. HAHA.

Bem flores, obrigado pelos comentários! E não vou, de jeito nenhum, responder perguntas pelo qual as respostas sejam SPOILERS, ok? UAHUAHUHUAUHAHUAUHUHA Isso estraga totalmente. É!

E estou sentindo um cheiro de uma pizza de prestígio... Vou lá! Beijos amores, até mais!


Capítulo 14

No dia seguinte, acordei mais cedo que os outros. Fiquei zanzando pelo quarto, olhando pela janela. Eram apenas cinco da manhã quando acordei, e o sol nem estava aparecendo direito por causa da camada grossa de nuvens escuras que vinha rastejando até a casa. Quando ouvi o primeiro ruído pelo andar, logo coloquei a cara para fora e dei de cara com Esme. Isso eram quase sete da manhã.

— Bom dia, Isabella — Esme disse com um sorriso contagiante. Eu sorri.

— Bom dia, Esme — falei gentilmente.

— Levou um tombo da cama, é? — ela perguntou e eu assenti. Ela riu baixo. — Você gosta de panquecas? Vou fazer agora para todo mundo. Geralmente, costumam acordar perto das oito, apenas.

— Adoro panquecas! Posso te ajudar? — perguntei e Esme negou. — Vamos lá, Esme... Eu sei que sou a visita, mas eu adoraria poder ajudar em alguma coisa. E o que eu vou fazer aqui no quarto até quando você terminar? Nada! Deixa eu ajudar, deixa?

E relutante, ela aceitou. Ela não queria aceitar minha ajuda apenas por eu ser a visita. Mas eu não me importei. Desci as escadas com ela e fui ajudá-la.

Vinte para as oito e estávamos quase terminando as panquecas. Enquanto Esme cuidava delas, eu cuidava do melado de chocolate e de mel. Eu costumava fazer panquecas com minha mãe, quando morava com ela em Phoenix, e ela me ensinou a fazer um melado de chocolate muito gostoso. Então, Esme deixou que eu fizesse. Poucos minutos para oito horas e ouvimos os primeiros ruídos na casa.

E depois, um berro.

— Emmett! — era Alice. — Desgraçado! Você vai ver só! Volte aqui, agora!

Os ruídos aumentaram. Agora os ruídos passaram a ser passos rápidos pelo corredor do andar de cima.

— O que está acontecendo? — perguntei, enquanto colocava o melado sobre as panquecas que Esme havia feito. Esme deu uma risadinha.

— Provocação de Emmett matinal — ela disse — Se ele não acordar e não for encher o saco de Edward ou de Alice, acredite, ele estará doente.

— E o que ele faz?

Esme olhou para mim com um sorriso sacana.

— Bem... Digamos que Edward e Alice têm um sono pesado, e às vezes, só acordam no tapa. — Esme disse simplesmente e logo me lembrei que Alice precisava de um despertador para acordar — Então, sabendo disso, Emmett entra no quarto de um dos dois e... — ela hesitou. — ... Puxa a roupa íntima.

— Você quer dizer... Ele dá um chá de cueca, ou calcinha nos dois?

— Exatamente.

Eu comecei a rir. Rir muito alto. Nisso, Emmett desceu correndo pelas escadas, com Alice atrás dele segurando um cabo de vassoura quebrado — que eu poderia julgar que, ele já fora quebrado nas costas do Emmett, devido à marca vermelha e reta que se encontrava em suas costas. Digamos que ele havia dormido sem camisa.

— Crianças, parem! Vocês ainda vão se machucar! Emmett, Alice, parem com isso! — Esme dizia em tom alto, mas ambos pareciam não estar nem aí para isso.

— Deixa, Esme — Carlisle disse, aparecendo na cozinha. Esme sorriu e ele a beijou no rosto. — Deixe os dois se matarem. Se bem que eu não teria tanta sorte assim. — ele revirou os olhos verdes. E logo após, apareceu Edward.

E eu senti uma vontade enorme de rir naquele momento.

Ele estava com os cabelos mais desgrenhados do que o normal. Parecia estar bêbado de sono. A bermuda que usava estava quase nos pés, com metade da cueca preta aparecendo — o que, vamos combinar, não era nada mal. E ele estava sem camisa.

— Bom dia — ele murmurou, grogue. Sentou-se no banco em frente à bancada e debruçou-se sobre ele. Fungou. — Vamos ter panquecas hoje?

— Sim — Esme disse — E Bella fez um melado de chocolate e de mel deliciosos — ela disse, lambendo suavemente os beiços. Afinal, ela tinha provado minutos antes de eu começar a colocar nas panquecas.

— Provavelmente ela vai botar veneno no meu — ele olhou para mim, com os olhos verdes cansados. Sorriu. E eu sorri.

— Mas é claro — murmurei, pouco alegre. Fazia certo tempinho que não brincávamos daquela maneira, como se quiséssemos nos matar. A última vez que fizemos isso foi quando levei a bolada de Tanya.

Nós rimos baixo.

— Mas por que isso? — Esme perguntou parecendo confusa.

— Nos primeiros dias que nos conhecemos, não nos demos muito bem — Edward disse, pegando um pouco de leite na geladeira. — Queríamos nos matar, literalmente. Mas depois... Começamos a nos dar bem. — ele virou-se para mim e sorriu. Depois pegou o café na cafeteira e depositou numa xícara, com leite logo atrás.

Carlisle riu baixinho, como se recordasse de uma piada. E logo ouvimos um tchuááá vindo do lado de fora. Quando olhamos, todos juntos, era Alice quem estava na piscina e soltava palavrões para Emmett, que ria loucamente no piso ao redor da piscina. Nós rimos.

Assim que as panquecas ficaram devidamente prontas, nos juntamos na mesa de jantar. Emmett pegou sete de uma vez só — por sorte, Esme fez vinte, sabendo da fome godzilla do filho — e depois, ficou cheio e saiu da mesa. O resto sobrou para nós. Todos elogiaram o melado de chocolate e de mel que eu havia feito e Edward fingiu sufocar-se após dar a primeira mordida — o que, claro, deixou Carlisle louco da vida ao saber que era brincadeira.

Mais tarde, após o almoço, o belíssimo sol se abriu. Alice não hesitou em colocar sua roupa de banho e logo me arrastou junto, com roupa e tudo, para dentro da piscina. Edward e Emmett juntaram-se. Passamos algumas horas na piscina e depois ficamos na sala de lazer, apenas conversando, até bater sete da noite. Arrumei minhas coisas para voltar para o colégio. Ainda tinha a mala para a ilha para ajeitar.

Me despedi de Esme e Carlisle quando o táxi chegou. Nos socamos dentro do táxi e seguimos de volta para o colégio. Mas antes, dei uma espiada para trás. E consegui avistar a casa da árvore.

.xxx.

Senti a areia fina e branca tocar meus pés de maneira graciosa. Olhei para o chão onde pisava; a areia era tão clara como daquelas praias paradisíacas. Desviei meus olhos até a água; tão clara e convidativa. De um azul cristalino, misturado com verde. A viagem de uma hora e quarenta e cinco minutos estava valendo à pena.

Alice saltitou do meu lado, junto com Kate e Rosalie.

— Olha essa areia, gente — Alice comentou junto com Kate, enquanto segurava os chinelos com a mão esquerda, e com a direita, segurava a mala. — É uma ilha perfeita!

— Nem comente — Kate disse — Olha só essa água!

Demos pulinhos de felicidade. Passar duas semanas naquela ilha seria a nossa perdição. Ainda mais com aquela praia, com aquela água. Logo eu que não era muito chegada em praia, estava louca para dar uns mergulhos.

Os inspetores nos conduziram até o salão de eventos, onde todos os alunos ficaram reunidos, para ver seus quartos, ouvir as regras ditas pela Francine, e tudo mais. Por sorte, caí no quarto com a Kate — porque os quartos não estavam sendo divididos da maneira como no colégio.

Eu e Kate seguimos para o quarto, quase morrendo pelo peso das malas. Quando chegamos no quarto — que era o 46 — simplesmente jogamos a mala por lá. Mas fiquei parada por alguns minutos olhando o quarto.

Tinha paredes amarelas, só que bem clarinhas. As camas tinham a mesma cor, eram duas de solteiro, uma do lado da outra, apenas com um criado mudo no meio delas, as separando — igual ao dormitório do colégio. Havia um guarda roupa grande, uma porta para um banheiro e uma sacada, que dava para os fundos da ilha, ou seja, numa enorme piscina, com bar e tudo mais.

Aquilo mais parecia um resort.

Não deixei de soltar um "uaaaaau" quando me aproximei da sacada para observar o lugar melhor. Era indiscutivelmente lindo.

— Bella, vamos — Kate disse. Me virei para trás e fui atrás dela. Ela seguiu até o saguão, onde as meninas estariam, como combinamos. Alice e Rosalie estavam sentadas num sofá, ao lado de um grande aquário. Rosalie parecia emburrada. Muito emburrada, eu pensei.

Quando nos aproximamos delas, Rosalie bufou. Bufou bem alto.

— O que foi, Rose? — Kate perguntou e Alice riu baixo. Rosalie lhe deu uma cotovelada na barriga, que a fez gemer baixo de dor.

— Caí no quarto com a Tanya — Rosalie disse. — Com a Tanya. Por Deus. Sabe o quão insuportável é isso? Quero dizer, vai ser horrível. Tenho que dormir com um olho aberto e outro fechado. Vai que ela tenta me assassinar enquanto durmo? Ou sei lá, colocar fogo no meu cabelo? — ela tagarelava, realmente P da vida. Kate deu uma risada baixa.

— Ela não é capaz de fazer isso — ela disse, sentando-se ao lado de Kate — Tudo bem que ela tem cara de quem pode fazer isso, mas... Ela não tem coragem nem de matar uma barata, quem dirá você, Rose, que tira tudo a limpo na hora.

— Mas, Kate, é a Tanya. É a sua irmã. É a sua irmã que você não desejaria dividir o quarto.

— Tanto faz — Kate bufou — Agora, que tal curtimos a piscina? Aliás, temos que ver as roupas para o luau e para as festas e o baile na sexta-feira.

— A gente vê isso depois — falei baixo.

— Na-na-ni-na-não — Alice falou, pondo-se de pé — Precisamos ver as roupas hoje. Sabe o que as garotas estão fazendo agora? Correndo para a loja — se é que podemos chamar aquilo de loja — de roupas. Temos que ir lá agora. Certo? Se não, nem amanhã e nem quinta-feira, teremos uma droga de roupa para luau, e tampouco sexta, que é um maldito baile de máscaras com trajes com tema. Eca.

— E qual o tema? — Rosalie perguntou — Eu esqueci de checar com a Francine.

Medieval — Alice disse, como se fosse um palavrão — Ou seja, vestidos longos e cheios de babados, com mangas longas, de várias camadas, sapatos que estouram o pé, penteados ridículos e batom vermelho. Nada pior que batom vermelho tomate.

— Ei — Rosalie reclamou — Eu gosto de batom vermelho tomate.

— Porque combina com você. Ah, pelo amor. Eu fico horrível usando batom vermelho tomate. Jasper vai me deixar no primeiro minuto que me ver usando um batom vermelho — ela choramingou.

— É só não usar vermelho — Kate revirou os olhos — Não faça muito drama por pouca coisa, Alice. Ok. Agora vamos lá ver as roupas. Sim?

Todas concordamos e saímos do saguão.

.xxx.

Ok. Por sermos as primeiras a chegar naquela loja, conseguimos pegar as melhores roupas. Ou, pelo menos, eu acho. Não haviam muitas opções de vestidos medievais... Mas creio que eu tenha escolhido um dos bons.

Primeiramente, fomos direto para a parte de biquínis. Biquínis eram dignos para um luau. Alice pegou um cinza escuro, Kate pegou um laranja e Rosalie pegou um vermelho. Eu escolhi um azul escuro. Depois, fomos até uma fileira lotada de araras com tangas, e vestidinhos leves. Alice pegou uma tanga preta, floral, combinando perfeitamente com o biquíni. Depois, ela simplesmente sumiu. Rosalie pegou um vestido vermelho, de prender no pescoço e Kate, pegou um branco. Super digno. E eu fiquei com um shorts jeans e um blusão branco.

Encontramos Alice na área do baile, onde teriam os vestidos. Alguns eram aparentemente bonitos — para quem vivia na idade média.

Esse detalhe eu não vou contar. Vai ser surpresa para o momento do baile.

Depois que saímos de lá, cheias de sacolas, fomos até nossos quartos e trocamos de roupa. Colocamos um biquíni que trouxemos — eu, pelo menos, coloquei uma camiseta e um shorts curto, porque não sou de usar muito biquíni e deixei quase todos os que eu tenho, ou seja, cinco, em Phoenix, e o que eu trouxe comigo esqueci no colégio — e seguimos até a piscina, que ficava de frente para a varanda do meu quarto.

Boa parte do pessoal estava por lá. Ficamos deitadas nas espreguiçadeiras por alguns minutos, conversando, até que Kate decidiu dar um pulo na piscina. Eu fui atrás dela, mas coloquei apenas a pontinha do pé na água. Estava gelada demais! Eu nunca que iria entrar lá!

Mas, para acabar com a minha alegria, Edward Cullen decidiu me empurrar na piscina.

— Desgraçado! — berrei quando voltei à superfície. Ele ria gostosamente na beirada da piscina, um pouco longe o suficiente para que eu pudesse alcançá-lo e puxá-lo para dentro da dela. Me debati na água um pouco, até que me apoiei na borda. — Você ainda vai pagar por isso!

— Duvido muito, Isabella — ele disse e eu fiz uma careta. Era a primeira vez que ele me chamava de Isabella, desde o acontecido no palco. Ok, minto. Ele me chamou de Isabella só uma vez depois daquele dia. Mas não foi diretamente como agora. Ele falou para Francine, quando houve aquele negócio meu, do James e dele. — Você não vai conseguir me colocar dentro dessa piscina. Não hoje.

— Haverá outras oportunidades, creio eu, Sr. Cullen — falei, colocando minhas mãos na borda da piscina e pressionando elas contra a borda, para me levantar a piscina. Péssima tentativa. Meu corpo escorregou para dentro da piscina de novo.

— Ajuda, Srta. Swan? — ele perguntou, erguendo a mão. Seu rosto era sério. Eu assenti e logo uma lâmpada acendeu na minha cabeça. No momento que segurei sua mão e ele começou a me puxar, deixei que me corpo caísse para trás e ele, por incrível que pareça, veio junto.

Splash.

Esse foi o som que Edward Cullen fez ao cair na água.

— Isabella! — ele berrou ao voltar à superfície.

— Não acredito que você caiu nessa, Edward! — falei e comecei a rir loucamente — Essa é mais velha que a minha falecida avó! E logo você, cheio de si, dizendo que eu não o colocaria nessa piscina... — e comecei a rir mais ainda.

De repente, senti minhas costas encostarem algo duro. Era a borda da piscina. Parei de rir. As mãos de Edward estavam dos meus dois lados, me cercando. A aproximação entre nós era demais. Eu podia ouvir sua respiração, e até mesmo senti-la.

Ele estava com o rosto a poucos centímetros de mim.

Eu senti o fervor no meu rosto. Encará-lo de maneira tão próxima daquela maneira era algo estranho, algo novo. Olhar seus olhos verdes tão de perto. Sentir sua respiração, conseguir perceber todos os detalhes perfeitos do seu rosto...

Eu mordi meu lábio. Ele sorriu maroto.

— Divirta-me — ele disse, logo após, tirando suas mãos da borda e desaparecendo na água. Arqueei uma sobrancelha. Nadei um pouquinho para frente e olhei para os lados. Nem sinal dele. Quando olhei para baixo e o vi se aproximando...

— Edwa-

Eu tentei berrar seu nome, com total raiva. Mas saiu tudo esganiçado. Eu já estava rindo antes mesmo de ele puxar meu pé na água e me puxar para baixo, para me dar um caldo.

Edward Cullen era realmente uma peste na piscina.

.xxx.

Mais tarde, logo após o jantar, eu e as garotas — e os garotos também — fomos até perto da piscina, que estava incrivelmente iluminada pelas luzes de dentro dela. Piscavam lentamente em várias cores, começando com azul forte, passando para o roxo, e depois rosa, e vermelho...

Nos sentamos numa mesa redonda e espaçosa, e Emmett tirou um baralho do bolso. Sugeriu que jogássemos dorminhoco.

— Quem perder, vai ser jogado no mar amanhã, no luau — Emmett disse, com um sorriso triunfante. Eu gelei. Eu só gostava de jogar dorminhoco quando o castigo para quem perdesse era um tipo de chapoletada, ou coisa do tipo. Era menos humilhante. Doía, mas tirava a chance de ter a cara riscada com rolha queimada, ou a cabeça doendo pela ressaca antecipada do copo de chopp que teve que tomar.

Todos concordaram. Começamos a jogar. Vi Rosalie baixar suas cartas e baixei logo atrás, sobrando Edward. Todos riram, e ele riu baixo também, falando que estava distraído. Outra partida. Dessa vez, eu que baixei a carta. Baixei discretamente, e só quando Kate notou, ela baixou também e todos baixaram, ficando por último, Garrett. Ele resmungou algumas coisas e deu as cartas logo depois.

Mais uma, e última partida, afinal, aqui também tínhamos toque de recolher, pelo menos em dia que não tínhamos festa. E... Eu perdi. Edward riu da minha cara e mostrei o dedo do meio para ele. Todos riram e Emmett guardou o baralho.

Seguimos cada um para seu quarto, com extrema má vontade. Desfiz a minha mala rapidamente, com os olhos pesados — creio que eu tenha guardado tudo de qualquer jeito no guarda roupa — e coloquei um pijama. Olhei para a cama ao lado da minha, e Kate já roncava, até mesmo quase babava no travesseiro. Havia sido um tombo só.

Esgueirei-me até a grande janela da varanda e puxei de leve a cortina para espiar "o mundo lá fora" e me surpreendi: Edward estava lá, com as mãos no bolso. Eu conseguia olhar apenas suas costas, sua nuca, sua orelha... Ele estava de costas para mim. Mas o que ele estava fazendo lá fora.

No momento que eu ia me virar para ir até ele, eu vi que ele estava conversando com alguém. Tentei observar melhor. Não estava muito bem iluminado, mas consegui ver cachos ruivos, bem vermelhos. Era Maggie.

Ela tagarelava sem parar, e Edward apenas assentia. Depois, ele negou. Ela pegou nas suas mãos, e pareceu tentar suplicar algo, pela maneira como ela contorceu-se toda. Edward largou sua mão e foi seguindo para seu quarto. Mas ela pegou sua mão e o puxou para trás. Edward se virou e no momento que ele se virou...

Maggie estava na ponta dos pés para alcançá-lo. Ele era alto demais para ela. As mãos dela foram até a nuca e logo percebi que ela estava beijando-o.

Sim. Maggie estava beijando Edward Cullen.

Mas Edward acabou com o momento feliz dela, tirando suas mãos da nuca dele e levando-as para ela. Ele negou, disse algumas coisas, e os ombros de Maggie caíram. Como se ela tivesse desabado. Naquele momento, a cabeça de Maggie se baixou, e ela deu as costas para Edward, andando rapidamente e passando as mãos nos olhos. Provavelmente chorando.

Olhei para Edward, e vi que ele estava de cabeça baixa, com as mãos nos bolsos. Negou novamente com a cabeça e deu as costas, indo até seu devido quarto.

Algo dentro de mim coçou, digamos assim. Borboletas voaram pelo meu estômago, fazendo com que eu me sentisse nervosa. Nervosa demais. E a única coisa que eu conseguia pensar, era:

Espero que aquele beijo não tenha sido de língua.

Continuo ou não? Eis a questão! Bem, depende de vocês!