Em seus sonhos
Isabella Swan x Edward Cullen
Comentários da Autora: Primeiro, quero dizer que estou surtando e... ENTREI PARA O FANFICS DO ANO DE TWILIGHT! Sério, gente. Choquei mesmo! Quem foi a linda que indicou? Nunca me indicaram para um concurso desse, estou em estado de choque, mas também muito muito muito feliz! XD Bem, o link para a votação vai estar no final do capítulo. E por falar nesse capítulo... Tenho uma notícia bombástica (e trágica) para vocês: esse é o último capítulo. Eu tentei, JURO que tentei pensar em algo bom para continuar a história, mas a trama inteira era saber quem era o cara dos sonhos da Bella e tudo mais, não consegui imaginar muita coisa depois disso... Pensei em outras coisas, mas ficaram muito clichês e algumas idênticas à outra fic que eu tinha, então perde a graça, não é? Aquele negócio de Edward ou Bella ir embora e quem ficou ir atrás, ou de um casamento forçado com alguém interrompendo e coisa do tipo já deu o que tinha que dar. Sou péssima com finais legais. :( Mil desculpas por isso, isso realmente deve pegar vocês de surpresa. Nem eu imaginei isso... Mas, bem. Culpem a minha cabecinha que não conseguiu pensar em nada melhor! Mas logo estarei com uma fanfic novinha, mandarei uma mensagem para todas assim que postar o primeiro capítulo. Ela é... Exótica, digamos assim. E para quem gosta de Harry Potter, principalmente Harry&Ginny, eu e a Claire estaremos escrevendo uma juntas. Será postado no perfil dela, porque ela quer postar alguma coisa lá e quero deixar esse meu perfil apenas para Twilight, se possível. XD
Me desculpem pela demora para postar. Andei com problemas com estudos e tudo mais, e mal pude entrar na internet ultimamente. Mas, vamos lá! E... SESSENTA REVIEWS?! MORRI! JURO QUE MORRI!
Agradeço de coração à: Alice's Doll; Acsa; Ana Krol; Guuta; Vic P.; Angel Cullen McFellou; adRii Marsters; Raffa; Lariis star; Dany Cullen; Kah Cullen; Maarii; Ms Sweet May; Cris Turner; PATRICIA LUCIA; Alice Carolina Cullen; marinapz4; Ellen Monteiro; isa maria; Regina Swan Cullen; Gibeluh; L. Cullen; Lara Brasil; She; julia miranda; Lorena Assis; vivien; Yakumo-san ou Yuki-san; Ginah; BiiaCastro; cristhal; l.; Nanda Xavier; Lanna e Loh Cullen; Érika Ramos; Amaanda Rolim; Ana; Lizzie; Luana!; MrSouza Cullen; Larissa; Rêh; Anne Lima; Bianca; roosi; Lih; beijomeliga; Daia; Ella13; Claire Adamson; Lara Cullen; thays; Paola Moura; Kaoro Yumi; Lady Sanctorum; Lirity Cullen. Miiiiiiil obrigados, minhas flores! Eu só tenho o que agradecer em relação à vocês! Se não fosse por vocês, eu com certeza nem estaria mais postando essa fic. Reviews anima um autor, vocês nem imaginam o quanto! AUHAUHUH. Obrigado amores! Muuuuito obrigado!
Bem, em relação às perguntas, grande maioria serão respondidas nesse capítulo. Vejam só! =D
Bem, vamos à fic! Espero que gostem e curtam o novo capítulo. Ótima semana, e obrigado por me acompanharem até aqui! Beijos imensos e um Cullen lindérrimo para vocês, J.
Capítulo 18
Os olhos verdes de Edward Cullen se encontraram com os meus e meu peito explodiu de felicidade. Só agora que realmente percebi o quanto Alice estava certa. Sempre fora Edward. Não havia como não ser. Porque eu demorei tanto para perceber isso?
— Edward — eu falei com animação demais na minha voz. — Edward — eu repeti. Eu me sentia uma tola. Tirei minha máscara rapidamente, jogando para um canto qualquer.
— Não sei se deve ter gostado. Se não gostar do que vê, eu entendo... — ele disse, encolhendo-se. Um ato que eu nunca esperei que Edward Cullen viesse a fazer um dia.
— Muito pelo contrário! — falei em tom pouco alto — Eu... Eu só...
Respirei fundo.
— Eu só estou sem palavras. Eu nunca suspeitei que você fosse... Quero dizer, Alice me deu uns toques há uns dias atrás, mas nunca, realmente nunca pensei na hipótese de você ser... — eu travei.
— O Darling — ele disse, com um sorriso bobo no rosto. — E eu também nem imaginava que você fosse a garota dos meus sonhos. Só percebi quando te chamei de irritada naquela manhã e você ficou com cara de quem comeu e não gostou a manhã inteira, e nos sonhos me chamou de cavalo pra cima...
Hmmm, certo... Alguém aí tem um buraco especial para Isabella Swan, pra ela entrar dentro e simplesmente... Morrer de vergonha? Juro. Não sei onde enfiar a minha cara.
— Desculpe — falei sentindo meu rosto ferver de completa vergonha. Mas apenas escutei a risada melodiosa de Edward. Ele levantou meu rosto e depositou um beijo na testa, na ponta do nariz, nas duas bochechas e por fim... Nos lábios.
— Esqueça isso — ele murmurou contra eles. — Por quê não aproveitamos o momento, sob a estrela Beward — ele deu um ênfase no nome da nossa estrela — e acabamos com esse atraso? — ele disse em tom brincalhão, com os olhos verdes fixos nos meus.
— Você ainda pergunta? — arqueei uma sobrancelha, e Edward riu. Sem demora, senti seus lábios grudados nos meus novamente.
E voltam os fogos, foguetes, aviões, naves espaciais, estrelas, e quaisquer outras coisas que brilhem no escuro...
.xxx.
"Bella" a voz de veludo me chamou. Por mais estranho que fosse agora eu o podia ver com mais clareza no sonho. Os olhos verdes, o cabelo acobreado, os traços perfeitos... Por que antes eu não conseguia vê-lo com mais clareza?
"Edward" falei, e senti meu corpo inteiro esquentar ao dizer o nome dele. Era uma calmaria quando eu falava aquele nome...
Ele abriu um sorriso lindo e me beijou na testa. Sentou-se no chão e deu um tapinha do lado para eu me sentar do lado dele.
"E então" comecei a falar "como foi sua noite?" ele passou o braço em torno de mim, me puxando para mais perto dele. Eu sorri.
"Mais ou menos" ele disse, de maneira indiferente "Conheci uma menina lá no baile de máscaras... Sei lá. Ela é meio irritante. E a sua, como foi?"
"Mais ou menos também" dei de ombros, entrando na brincadeira "Conheci um menino no baile... Muito mal educado, feio e irritante..." eu ri baixo e ele riu também.
"Temos que parar de dar patadas uns nos outros, Bella" ele disse e depois, enterrou a cabeça no meu pescoço. Senti um arrepio. Logo depois, ele depositou um pouco na curva do meu pescoço e o arrepio veio novamente — e isso me fez arquear as costas.
"Beijo no pescoço me dá arrepios..." murmurei.
"Eu percebi..." ele deu um sorriso pra mim e depois, beijou meu pescoço novamente.
"Pára com isso!" pedi. Ele deu um último beijo no meu pescoço e depois, me deu um no rosto. "Eu ainda vou descobrir seu ponto fraco. Estou falando sério" estreitei os olhos para ele, e ele riu.
"Boa sorte pra você" ele sorriu pra mim. "Não tenho pontos fracos"
"E é muito modesto também, hein" arqueei uma sobrancelha.
"É, sou isso também" ele deu um sorriso.
Revirei os olhos, com um sorriso no rosto. Ele me puxou para seu colo, e fiquei deitada no mesmo, com o rosto no peito dele, apenas olhando-o.
"Por que você nunca me beijou nos sonhos?" perguntei, ainda olhando-o. Senti que seus olhos verdes ficaram fixos nos meus, e ele deu um sorriso torto — aquele sorriso torto.
"Eu queria que fosse perfeito. Só isso" ele fez um carinho na minha bochecha "Seria chato eu beijar você nos sonhos e não poder beijar você na vida real"
"Você podia" franzi o cenho "Era só aparecer. Por que não quis aparecer?"
"Porque você tinha uma raiva mortal de mim por causa do acontecimento no primeiro dia de aula" ele deu de ombros "Isso me... Assustou. Pensei que, se no dia seguinte eu falasse pra você que era o garoto dos seus sonhos, você iria sair correndo, ou nunca mais iria querer me ver"
"Eu nunca faria isso" falei, com o cenho franzido.
"Você não sabe como seria, Bella"
"E você também não"
Ele riu e depois beijou minha testa.
.xxx.
— Ok, eu confesso: estou namorando com Emmett Cullen desde... Ok. Depois de um tempo que terminei com o Royce. Na verdade terminei com Royce só porque eu queria ficar com o Emmett. Bem, vocês entenderam. — Rosalie tomou um gole da garrafa de água sobre o criado mudo. Ela jogou a bola cor de rosa da verdade, como Alice costuma chamar, para Kate. — Você, Katrina Denali.
— Eu sabia que vocês estavam namorando! — Alice deu um grito, e olhamos assustadas para ela. Ela tossiu e se recompôs.
— Ok... Eu estava louca pra contar mesmo, então dane-se — ela deu de ombros — Garrett me beijou ontem e me pediu em namoro. É claro que ele queria fazer aquela coisa romântica toda de pedir para namorar comigo para o Eleazar, mas eu bati pé e disse que não, porque se não o Eleazar vai ficar me zoando pelo resto da vida e nas próximas mil encarnações — ela revirou os olhos — Alice. — ela jogou a bola cor-de-rosa para Alice.
— Dei um avanço... Mediano na minha relação com Jasper. Bel-
— Que avanço, Mary Alice Cullen? — Rosalie e Kate perguntaram em coro. Depois elas se olharam e deram risinhos baixos, mas voltaram a encarar a face vermelha de Alice. — Anda logo, desembucha.
— Ok... — ela suspirou, parecendo cansada — Ontem... Depois do baile... Bem, durante o baile quis dizer... — Kate e Rosalie soltaram um "hmm" um pouco mais longo do que o normal — Eu e o Jasper formos para o quarto dele e nós...
— Ok, já entendemos, não continue! — Rosalie pediu suplicante — Por Deus Alice, isso é nojento. Ele é o meu irmão.
— E que irmão você tem... — a ouvi murmurar e depois, corou rapidamente. — Onde estav-
— É grande? — Kate perguntou se aproximando mais de Alice.
— Gigante... Pensei que ia sair pela boca...
— Mary. Alice. Cullen! — Rosalie berrou. — Passe essa droga de bola para a Bella! Não quero ouvir os seus comentários sobre a sua relação amorosa com o meu irmão ontem à noite!
Alice riu e passou a bola para mim.
— Desembuche — ela disse.
Eu hesitei. Olhei para a bola cor-de-rosa com um desenho de uma borboleta. Ela era infantil demais. Há quanto tempo Alice tem essa bola?, me perguntei, enquanto a observava. Parecia bem gasta.
— Bella! — ouvi as três berrarem comigo.
— Ok, ok — falei — Eu estava filosofando. Mas ok. — respirei fundo — O cara dos meus sonhos é... — eu mordi meu lábio, dando mais um toque de suspense. — ... — continuei em silêncio, ainda encarando os olhos cheios de expectativa de Kate e Rosalie —...
— Anda logo! — ouvi as duas berrarem.
— Edward Cullen — falei por fim.
E o silêncio predominou no quarto. Kate e Rosalie olhavam para mim com seus olhos arregalados. Alice tinha um sorriso vitorioso no rosto, como se dissesse "Eu não falei?". Bem, acho que ela poderia ser uma vidente no futuro.
— Edward... — Rosalie começou.
— ... Cullen? — Kate terminou. As duas se entreolharam e depois deram gritinhos. — Ai meu Deus! Você é a cunhada da Alice? Coitada de você, Bella. — Kate segredou a última frase, mas eu só consegui rir.
— Mas conte aí. Ele beija bem? — Rosalie perguntou, se aproximando de mim, como se esperasse que eu contasse o bafão do ano.
— Ai que nojo! Ele é meu irmão! — ouvi Alice dizer enjoada, e a vi fazer uma careta. Rosalie deu um sorriso vitorioso.
— Vingança! — ela berrou e nós rimos.
.xxx.
Eu estava indo para o quarto trocar de roupa, quando ouvi:
— Pensei que você fosse minha amiga, Bella — a voz feminina que eu conhecia muito bem ressoar atrás de mim. Olhei para trás e lá estava Maggie, com os cabelos vermelhos presos para trás, e os olhos azuis tristes. Eu sabia do que ela estava falando.
— Maggie... — antes que eu pudesse argumentar, ela já começou a falar de novo.
— Eu gostava de Edward. Gostava não, eu o amava. O amo, ainda. Considerei Edward minha vida há anos! — ela estourou — Sabe o quão duro é ver você agarrada com ele o tempo todo? Ainda mais no baile, quando vi vocês se beijando? Sabe o quão doloroso é enxergar a verdade e ver que ele escolheu você e não a mim? Eu que passei anos e anos sendo amiga dele e você que apenas em um ou dois meses e já o conquistou?
— Maggie, a culpa não é minha — falei em tom alto, tentando fazer com que ela ficasse quieta. — A gente não escolhe por quem se apaixona, Maggie. E eu era apaixonada por Edward há muito tempo e não sabia...
— Como alguém pode ser apaixonada por certa pessoa e não saber, Isabella? — ela grunhiu. — Como? Isso é idiotice!
— É uma longa história — falei, sentindo a raiva se acumular no meu peito. Ela estava começando a me irritar. — E, Maggie. Eu sabia que você era apaixonada por ele e...
— E fez isso de propósito ainda por cima! — ela gritou. — Você é tão falsa, Isabella.
— Não é isso, Maggie. Eu falei com ele sobre isso e ele disse que não sente o mesmo por você, e...
— E você aproveitou para dar em cima, não é mesmo? — ela gritou novamente, mas de maneira sarcástica. — E eu não preciso escutar isso de novo. Não preciso mesmo! Já foi ruim escutar da própria boca do Edward, ainda mais agora de você!
— Maggie, acalme-se...
— Me acalmar? Eu fui apunhalada pelas costas, e você diz para eu me acalmar?! — ela gritou novamente, e agora puxou atenção de algumas pessoas que estavam passando perto dos quartos no momento. — Você é uma completa vaca, Isabella. Vá se foder.
Ela deu as costas para mim e saiu marchando até qualquer outro lugar. Eu suspirei. Cheguei até o quarto e abri a porta. Coloquei um biquíni e por cima, botei um shorts e uma camiseta bem larga.
Fechei a porta e quando me virei, pensei que ia ter um ataque cardíaco de susto. James me olhava de uma maneira nada agradável — ao menos que te comer com os olhos seja uma maneira agradável para você.
— Soube que deu uns amassos no Cullen ontem — ele disse. Me prensou contra a parede antes que eu pudesse escapar de lá para a piscina. — Provavelmente deve ter transado a noite inteira com ele. Que pena... Eu queria ter essa chance com você...
— Me larga, James — grunhi. — Não. Encoste. Em. Mim.
— Me diz aí: ele sabe tratar bem uma mulher? — ele perguntou. Me ignorou totalmente. — Porque, vamos combinar, Edward é um cara inexperiente. Provavelmente você ficou insatisfeita nessa noite, não é mesmo? Além do mais, o projeto do Edward deve ser pequeno como o meu mindinho.
Eu cerrei os olhos pra ele.
— Acredite, James: ele sabe tratar uma mulher de uma maneira bem melhor que você — sibilei, e tentei empurrá-lo. Sem sucesso. Seu corpo parecia pedra, e por mais que eu tentasse empurrar, ele nunca saía do lugar.
— Então quer dizer que o Cullen levantou sua saia, Isabella?
— Isso não lhe diz respeito — grunhi.
— Ah, subiu. Que desgraça. Eu que gostaria de sentir uma coisinha apertada essa noite. — ele disse com falsa decepção. — Mas pelo seu jeito, Bella, provavelmente um poste deve estar entrando aí.
— James, me solt- — eu tentei gritar, mas ele rapidamente tampou minha boca e seu corpo ficou colado ao meu. Me debati, mas suas pernas prenderam as minhas contra a parede. Ele prendeu uma mão minha, mas a outra ficou livre para eu bater nele. Porém, ele conseguiu segurar.
— Não, não — ele disse — Seja uma boa moça. Onde está o cartão do seu quarto, Bella?
O jeito como ele pronunciou meu nome me deu náuseas. Por um segundo, ele tirou a mão da minha boca para eu falar. E eu só consegui berrar:
— Vá para a merda! E me so-
Novamente ele tampou minha boca.
— Que decepção — ele franziu o cenho — Você é uma garota muito malvada. Acho que está merecendo uns tapinhas e...
De repente, seu corpo não prensava mais o meu contra a parede. Eu não sentia mais suas pernas roçarem nas minhas, e nem sua mão tampar minha boca. Levei menos de dez segundos para notar que ele estava no chão, com a mão no nariz — aparentemente sangrando — e contorcendo-se de dor.
Eu olhei para o lado oposto dele. Edward balançava a mão para cima e para baixo, como se quisesse afastar a dor.
— Inferno! — ele berrou. — Que nariz duro você tem, James!
James balbuciou alguma coisa. Rapidamente, grudei em Edward. Sua mão boa passou pela minha cintura, e ele continuou balançando a outra.
— Vamos embora daqui — ele murmurou, e em menos de um minuto, já estávamos quase que correndo para a piscina, onde todos estavam.
Eu sentia minhas pernas tremerem. Primeiro Maggie, depois James. O que viria agora, então? Tanya? Sinceramente, não duvido nada. O dia não parecia ser um dos bons. Pelo menos à partir do momento que Maggie veio brigar comigo.
Edward se sentou numa cadeira, numa mesa redonda perto da piscina. Olhou ao redor e se deu conta que o pessoal ainda não havia chego. Eu coloquei minha bolsa sobre a mesa e me sentei no seu colo, me enroscando nele. Senti seu braço com a mão boca passar em torno de mim, me prendendo contra ele.
— O que diabos aquele desgraçado estava fazendo lá? — ele murmurou consigo mesmo, cheio de ódio. Eu passei meus braços em torno do seu pescoço e enterrei minha cabeça na curva dele. — Que vontade que eu estou de voltar lá e arrebentar a cara dele inteira...
— Edward, não — murmurei alterada. — Vai arranjar problemas pra você. — franzi o cenho. — E a última coisa que eu quero é que você tenha problemas.
Ele resmungou.
— Bater em James até a cara dele ficar desfigurada não é exatamente um problema.
— Ah, cara. É sim — ouvimos alguém dizer e olhamos juntos para o lado. Era Emmett. Ele usava um calção de banho azul escuro, e vinha acompanhado de Garrett e Jasper. Os olhos do irmão mais velho passaram para a mão de Edward, que ainda balançava para cima e para baixo freneticamente. — Cara! O que aconteceu com a sua mão?!
— Quebrei o nariz do James — ele disse, irritado.
— E o que ele fez? — Garrett perguntou curioso. Edward apenas gesticulou com a cabeça para mim. Afundei novamente meu rosto na curva do seu pescoço. — Ah. Que dúvida. Ele criou uma fixação pela Bella... — a voz dele foi diminuindo. Edward parecia estar olhando-o de maneira furiosa. — Ah, é, bem. Soube que ele ontem levou uma garota para o quarto dele. Acho que era... Droga, eu não lembro o nome dela. Dane-se. Ela estava de máscara, também.
— Você provavelmente ficou escutando — Jasper disse indiferente. — Está dividindo o quarto com ele.
— Nem fale nada. Onde é que você e Alice se meteram ontem? Num minuto estavam comigo e com a Kate e no outro... — ouvi Garrett dizer com certa malícia. Eu lentamente, tirei a cabeça do pescoço do Edward para olhar a expressão que Jasper estava fazendo.
E acredite: era hilária.
Ele estava encabulado. Confuso. Corado. Eu poderia rir daquela cena se não fosse tão constrangedor... Pra ele.
— Eu... É. — ele deu de ombros de maneira tímida. — Saímos... Pra passear... Ontem. Sabe...
— Não foi o que Eleazar disse — Garrett deu um sorriso malicioso.
— Ah, cale a boca! — Jasper deu um soco no seu ombro.
— Cara — Emmett disse boquiaberto. — Você... Alice... Cama... — ele hesitou. — Arrã?
Jasper ficou mais vermelho ainda. Passou as mãos nervoso pelo o cabelo, jogando-o para trás — mania que ele tinha quando estava nervoso e sem ter o que falar. Alice havia me contado. A boca de Emmett escancarou.
— Cara! — ele berrou. — É a minha irmã!
— Ah, droga! Ela também queria! A culpa não é minha! — ele berrou, nervoso e corado.
— Quem queria o quê também? — ouvi a voz de sino perto de nós. Eu olhei para o lado e vi Alice, acompanhada de Rosalie e Kate. Eu segurei uma risada, encostado a cabeça no ombro de Edward. O cheiro bom que vinha de seu pescoço me atingiu como um tapa. Me deixou atordoada.
— Jogar banco imobiliário — Jasper disse rapidamente, querendo fugir do assunto. Vi que Alice olhou para ele, arqueando uma sobrancelha. A risada estava cravada no meu peito, querendo sair, mas eu sabia que se risse, não iria acabar bem.
E de repente, Alice ficou rapidamente vermelha, captando o sinal de Jasper.
— Ah... É — Alice disse encabulada. — Ficamos... Jogando Banco Imobiliário ontem. Eu... Eu... Eu consegui comprar um terreno... E uma companhia aérea... E... E... — ela não sabia exatamente o que dizer. — É isso aí. — ela baixou o olhar e seus olhos verdes pousaram na mão inchada de Edward. — Edward, o que você fez? — ela mudou rapidamente de assunto. — Pegue um saco de gelo! Sua mão está inchada demais!
E, se o caso da mão dele não me lembrasse o que passei à poucos minutos atrás com James, eu poderia rir da situação. Mas a risada cessou no momento que ela disse isso. Afundei meu rosto novamente no pescoço de Edward, que fez um carinho no meu rosto.
E não explicou às garotas o que aconteceu com a sua mão. Se elas quisessem saber, que perguntassem aos seus namorados.
.xxx.
— Há algumas coisas que eu quero saber.
Os olhos de Edward desviaram da piscina iluminada pelas luzes noturnas para mim. Era cerca de oito da noite. Havíamos acabado de sair da janta. A noite estava fresca, o que era confortável.
— Diga.
— Por que você dava uma de bipolar pra cima de mim no começo? — perguntei, olhando para ele. Ele deu um meio sorriso.
— Eu não queria aparentar ser o cara dos seus sonhos — ele deu de ombros — Sabia que se começasse a te tratar bem do nada, você sacaria na hora. E percebi que exerci isso com muito sucesso. Você até chegou a pensar que eu era o mauricinho do Alec Volturi...
— Você ainda pensava que eu ia sair correndo, cheia de raiva por você, ou digamos, o Edward-Bipolar? — eu quase ri na hora.
— Hmmm, é. Eu tinha quase certeza que você faria isso. — ele suspirou. — Pensei que você iria se arrepender de querer me conhecer de verdade.
— Certo — dei uma leve risada. — Você conseguiu me enganar bem, como você disse, para eu pensar que você era Alec Volturi.
— Anos de teatro, meu amor — ele riu baixo e eu acompanhei.
— Ok. — mordi meu lábio inferior. — Como sabia que eu estava no palco de teatro aquele dia?
Ele hesitou um pouco. Agora seus olhos estavam fixos na luz arroxeada da piscina.
— Digamos que... Eu e você temos uma ligação... Muito forte — ele disse calmamente. — Eu não sei como, mas consigo pressentir onde você está. Como se eu estivesse com você o tempo inteiro. Naquele dia no palco de teatro, na biblioteca, na piscina... E até no baile. Não achou estranho que eu te encontrei de primeira no baile de máscaras?
— Sim — balancei lentamente a cabeça para os dois lados. — Eu nem havia contado pra você que roupa eu usaria. Pensei que você me encontraria pelo colar.
Ele deu um riso baixo.
— Seria um tanto complicado — ele disse. — Por mais que o colar fosse um diamante de verdade, fica meio complicado encontrá-lo no meio de tantos babados, tantas cores... Ele literalmente se camufla com a roupa da pessoa.
— E... Como você sabia onde eu estava... Hoje? — perguntei hesitante. Tocar naquele assunto com Edward o enfurecia. Mas eu precisava saber.
— Eu não sei — ele baixou a cabeça — Primeiro, escutei os gritos histéricos da Maggie. Mas não dei muita importância... Acredite, ela costuma ter uns surtos assim quando está realmente com raiva. Mas depois... Parece que eu ouvi você berrar na minha cabeça. E antes mesmo que eu fizesse qualquer coisa, minhas pernas estavam me levando até onde você estava. E quando vi que James estava tentando te assediar... — sua mão machucada fechou-se furiosamente em forma de punho.
Antes que eu falasse qualquer coisa, ele continuou:
— Eu ainda sinto vontade de quebrar a cara daquele infeliz como prometi uma vez — ele murmurou consigo mesmo. Pude ver o ódio literalmente escorrer pelos seus lábios.
— Edward...
— Bella — ele respirou fundo. — Você gostaria de ver Tanya se esfregando em mim? — seus olhos verdes arderam nos meus. Eles exalavam raiva. Mas quando senti seus olhos estavam nos meus, eles relaxaram.
— Não.
— Como você se sentiria?
Eu respirei fundo e fechei os olhos, tentando imaginar a cena. Minha mão fechou-se em punho.
— Eu teria vontade de quebrar a cara dela.
— Então você deve saber como eu me sinto agora — Edward disse. Eu assenti com a cabeça.
— Ok, ok — eu queria acabar com aquele assunto logo. — Vamos falar de outra coisa.
— É. Vamos. — ele respirou fundo. — É capaz de eu ainda ir ao quarto dele e arrebentar ele todo. — ele começou a falar consigo mesmo — Quebrar inteiramente a cara dele, depois arrancar dente por dente, unha por unha, e depois...
— Edward! — eu quase berrei. Ele deu um pequeno salto, parecendo surpreso.
— Ok — ele disse.
— Ok... O que você sentiu quando falei que você "era Alec Volturi"? — perguntei, com certa diversão. Eu queria saber isso mesmo.
Ele riu um tanto alto.
— Eu fiquei puto. — ele disse sem censura alguma, o que era um milagre. Ver Edward soltar uma palavra de baixo calão era uma total raridade. — De tanta gente pra você pensar que eu fosse... Alguns rapazes... Alguns nerds... Quem sabe até umas garotas... — eu ri naquele momento — E logo ele.
— E o que você tem contra ele? — arqueei uma sobrancelha.
— Tudo! — ele levantou os dois braços para o alto, mas sua mão machucada bateu num ferro solto do guarda-sol e ele gemeu de dor. — Ainda mais pelo fato de ele ter beijado você primeiro. Eu quis jogá-lo pela janela. Sabe como é. Ensiná-lo a voar.
Eu ri.
— Santo Deus, Edward. Você está muito violento. Controle-se! — eu falei de modo brincalhão e ele riu.
— Bem, hoje eu estou melhor, é claro — ele virou-se inteiramente pra mim. — Porque agora eu posso fazer isso — ele beijou meu rosto —, isso — e meu queixo —, e isso... — ele beijou de leve meus lábios. — e isso também... — ele disse de maneira rouca contra os meus lábios, descendo lentamente até o pescoço. — Alec Volturi não pode fazer isso — ele beijou meu pescoço, fazendo com que os arrepios viessem. — E nem todos aqueles seus admiradores podem fazer isso também — ele levantou seu rosto para me encarar nos olhos e depois, beijou de leve meus lábios.
Arqueei uma sobrancelha.
— São tantos assim?
— Você nem imagina... — ele deu um meio sorriso. Ele gemeu baixo e depois olhou para a mão inchada. Havia deixado a tarde inteira com um saco de gelo por cima, mas nem isso havia resolvido. — Que dor do inferno — ele murmurou.
— Me deixa ver isso aí — falei, pegando delicadamente a mão dele. Olhei por alguns segundos e depois, depositei um beijinho delicado, para não doer. Quando me endireitei na cadeira, vi uma sobrancelha de Edward arqueada.
— O que foi isso? — ele perguntou curioso.
— O famoso "beijinho pra sarar". Nunca ouviu falar nisso?
Ele fez um bico.
— Amor... — ele murmurou de maneira manhosa.
— Sim?
— Eu to machucado. Dá beijinho pra sarar? — ele perguntou, com aquela carinha de cachorro sem dono.
— Claro. Onde? — perguntei, me aproximando um pouco mais dele.
— Aqui, ó — ele deu uma leve dedada nos lábios.
Eu abri um sorriso e me aproximei dele. Dei um leve beijo nos seus lábios e murmurei um "pronto" e tentei me afastar para voltar para a minha cadeira, mas sua mão boa ficou firme na minha cintura.
— Tá doendo muito — ele murmurou contra meus lábios. — Acho que tem que ser mais de um.
Eu ri.
— Você está ficando muito abusado.
Lentamente de lado no seu colo e segurei seu rosto com as minhas mãos. Dei um, dois, três beijos... E depois aprofundamos. Sua língua explorou cada canto da minha boca, sua mão me puxou mais para perto dele e depois, passou a meus cabelos. Meus braços lentamente se envolveram em seu pescoço, enquanto íamos nos deliciando cada vez mais do gosto de um do outro.
Foi então que depois, percebi que eu estava o beijando sob a estrela Beward.
.xxx.
A semana passou, para mim, como um borrão. Mal vi o tempo passar tão rápido — grande parte dele eu passava com Edward e conseqüentemente, quando eu estava com ele, o tempo literalmente voava — e quando percebi, já estava na frente dos portões do Boston's Special High School, esperando-os serem abertos.
Podia ouvir as lamentações dos outros alunos, dizendo que poderiam ter aproveitado mais, e ter ficar com alguém — como muitos desejavam durante as tais festas. Depois do baile de máscaras, teve apenas mais um luau, o que deixou o pessoal pouco cansados. Luau já tivemos que chega. Onde estão as festas temáticas?, ouvi Alice perguntar quando íamos para ela. Ela e as garotas estavam realmente indignadas.
E... James. Depois do acontecido na frente do meu quarto — o negócio de ele ganhar um nariz quebrado e dar para Edward uma mão inchada por três longos dias — ele passou a me evitar, andando a uns dez metros de distância de mim. Evitava ao máximo ficar num raio menor que isso, que por sinal, era ótimo.
Maggie, porém, adotou a política anti-Bella — coisa que Jessica e Lauren haviam adotado também em Forks — que é: não fale comigo, não ande comigo, não comente ao meu respeito, nem olhe pra mim. Finja que eu não exista, que eu não estou sentada naquela cadeira ao lado do ser mais perfeito do mundo. Ela e Charlotte estavam exercendo um trabalho ótimo. Mas adotar a política anti-Bella não seria também adotar a política anti-Edward.
Afinal, Maggie não teria tanta coragem de fazer isso. Ela é louca por Edward. E mesmo sabendo que ele tem namorada — isso mesmo, namorada, com todas as letras — ela continua tendo esperanças de que um dia vou meter uma bola fora, magoar Edward e ela terá toda a chance de poder consolá-lo e fazê-lo perceber que o lugar dele é ao lado dela. E sempre fora.
Por Deus. Como ela conseguia ter uma imaginação tão fértil?
Se bem que era uma possibilidade. Não que eu fosse meter realmente uma bola fora — eu amo Edward e mesmo que quisesse, não conseguiria fazer isso —, mas se em um momento, acabarmos brigando, ou ele se cansando de mim — que, por Deus, tomara que não aconteça. Eu bati na madeira na mesma hora que pensei isso, quando estava no quarto da ilha, tentando dormir para encontrar Edward em meus sonhos.
Os portões se abriram, e os alunos caminharam para dentro do colégio, carregando suas malas com certa dificuldade — em que vamos incluir Tanya nisso. Ela estava com uma mala de rodinhas e outra de mão, ambas gigantescas. Alguns alunos pediram ajuda dos funcionários para carregar suas malas para os quartos.
Tudo bem. Fomos para a ilha. Mas creio que ninguém usou pelo menos um terço daquela roupa toda que estava lá — e vamos tirar Tanya disso, porque de manhã, de tarde e de noite, ela usava uma roupa totalmente diferente da anterior. Mas não vejo necessidade para isso, também.
Alice foi pegar a chave do quarto — que havia ficado na recepção — enquanto eu esperei perto do elevador, com a minha mala e a dela. Edward estava do meu lado, com a mão firme na minha cintura, cerrando os olhos verdes para os meus supostos admiradores, que ficavam me olhando descaradamente de cima a baixo.
Eu não era lá uma beldade. Mas graças à Alice... Bem. Ela havia me enfiado num vestido azul marinho, de praia, antes de voltarmos para o colégio. Disse que azul marinho combinava perfeitamente comigo — e que era uma cor que Edward adorava.
Se bem que não importava muito. Edward dizia que eu ficava linda de qualquer jeito.
— Peguei — Alice disse, com a chave balançando nas mãos. Ela me entregou uma. Cada aluno tinha uma cópia da chave para carregar consigo. Guardei uma dentro da minha mala, abrindo o zíper e jogando-a por lá. — Vamos lá. Edward, se importa de largar Bella por apenas dez minutos?
— É tempo demais — ele resmungou, com falsa indignação.
— Cale a boca. Jasper está esperando por você — ela gesticulou com a cabeça para o louro que estava conversando com Emmett e Garrett.
— Será que você pode me deixar aproveitar meu tempo com a minha namorada, Alice? — Edward perguntou, cerrando os olhos para ela. Os dois pareceram travar uma batalha visual naquele momento, pude até ver as faíscas saírem.
— Fala sério, Edward! — ela disse meio exaltada. — Vocês se encontram todas as noites — ela disse em tom alto, mas logo abaixou a voz ao ver que todos agora estavam olhando para nós. Senti meu rosto ferver como nunca. Provavelmente deviam estar pensando alguma besteira. —, por sonhos, é claro — ela acentuou — ... e você ainda acha que não passa tempo suficiente com a sua namorada? Tenha dó. Ela também é minha amiga.
Ouvi Edward resmungar algo. Ele soltou minha cintura, mas não demorou para me dar um beijo nos lábios. Um simples toque. Mas um toque que acelerou meu coração.
— Nos encontramos mais tarde — ele disse.
— Ok. — murmurei, ainda meio tonta. A aproximação dele era minha total perdição. Eu ficava tonta, boba, e até às vezes se esquecia de como respirava. Me pergunto quando é que vou me acostumar com isso e parar de agir como uma garota que nunca viu um ser tão bonito assim.
Ok. Eu vi. Mas eu tinha sete anos de idade e era apaixonada pelo Leonardo DiCapprio. E Edward é, digamos, mil vezes mais bonito que o DiCapprio. Então... Bem. É. Eu nunca vi um ser tão bonito assim.
Entrei no elevador, acompanhada por Alice. Ela apertou o número do nosso andar. Percebi que apenas eu e ela estávamos no elevador, um acontecimento que eu não esperava. Era raro você estar sozinha num elevador, ainda mais quando se voltava de uma viagem de escola para um colégio interno.
De repente, ouvi um alarme tocar e olhei para Alice. Ela havia parado o elevador.
— Ok. Jasper não quis me contar — ela disse, encostando-se no ferro de apoio do elevador. — Então, me conte. O que aconteceu entre você e James, naquele dia?
Eu estremeci. Falar de James ainda era algo que me irritava.
— Ele... — eu mordi meu lábio. Respirei fundo, me encostando na parede do elevador. De repente, comecei a falar, tudo nos mínimos detalhes para Alice, de como aconteceu, o que ele disse, o que Edward disse.
Ao final de tudo, ela ficou boquiaberta.
— Acho que Edward vai ser chamado essa semana na diretoria — ela disse ainda meio engasgada. — Provavelmente James vai abrir a boca para a diretora. Não tenho uma margem de dúvidas. Ele vai fazer de tudo para Edward sair do colégio.
Eu apertei minhas próprias mãos, fechando-as em punho.
— Ele não pode fazer isso — grunhi.
— Bella — ela disse — O pai dele é um dos advogados mais bem pagos da região. O cara vai fazer de tudo para tirar Edward daqui. Caso Francine decidir deixá-lo por aqui... Ele vai processar o colégio.
Ela deu um tapa no botão onde havia travado o elevador e logo o senti se mexer novamente. Aquilo me deu um alívio. Eu odiava elevadores parados daquela maneira. Confesso que morro de medo.
Quando as portas se abriram, seguimos até o nosso quarto, para desfazer as malas.
.xxx.
Senti os lábios quentes tocarem meu pescoço — e isso, de fato, me causou um arrepio intenso. Alice revirou os olhos à minha frente, e depois, olhei para o lado e encontrei aqueles olhos verdes vivos. Não era nada mais, nada menos, que Edward.
O vi dar um sorriso torto, e sorri timidamente. Estava quase ficando sem ar daquela maneira. Ele se aproximou mais de mim e beijou meus lábios delicadamente. Alice deu um tapa na mesa.
— Droga, procurem um quarto! — ela disse indignada. — Não é legal ver o seu irmão se agarrando com a sua melhor amiga. Tenha dó!
Ela bateu mais uma vez na mesa e seguiu marchando para a saída da praça de alimentação. Dei um riso baixo, acompanhado do riso de Edward. Ele puxou uma cadeira da mesa ao lado e sentou-se do meu lado, quase colando nossos corpos pela aproximação.
— E aí — falei, em voz baixa, encostando o cotovelo na mesa e pousando meu rosto sobre ele. Não deixei de olhar os olhos de Edward. —, topou com James por aí?
Seu maxilar ficou travado. De repente, aqueles olhos vivos foram tomados por certa fúria — eu pude perceber aquilo. Minha mão livre rapidamente foi para a mão dele, entrelaçando os dedos.
— Ainda não. Por quê? — ele perguntou, levantando minha mão livre até seus lábios. Os senti tocar de leve entre meus dedos.
— Alice disse — comecei a falar calmamente — que James vai querer expulsar você do colégio por causa daquele acontecimento na ilha e... Espere. Que cara é essa?
A mão livre dele foi automaticamente para a testa, dando tapas furiosos na própria. Eu poderia rir do momento, se o assunto não fosse tão sério.
— Eu me esqueci desse pequeno detalhe — ele grunhiu. — Droga. Provavelmente vou ter que me explicar para a Francine ainda hoje.
Meus olhos baixaram para a nossas mãos entrelaçadas e depois, voltaram ao seu rosto. Seu lindo rosto.
— Você... Acha que ele vai conseguir alguma coisa, Edward? — perguntei de maneira hesitante. Só de pensar na idéia de ficar longe de Edward...
— É provável — ele murmurou — Ele provavelmente vai chantagear a Francine, falando que se não me tirar do colégio, ele vai processá-la. E ninguém quer arrumar uma briga com o pai dele. — ele deu um riso nervoso.
— Merda — sussurrei.
— Olhe essa boca, amor — ele sussurrou de maneira divertida. — Se continuar assim, vou ter que te castigar.
— Ah, é? — perguntei, arqueando uma sobrancelha. — E que tipo de castigo é esse, amor?
— Isso — suas mão soltaram-se da minha, segurando meu rosto e puxando-o mais para si. Seus lábios colaram nos meus de maneira delicada e gostosa ao mesmo tempo. Uma de suas mãos saiu de meu rosto e partiu para minha cintura.
Aprofundamos o beijo durante alguns segundos, até que descolei nossos lábios em busca de ar.
— Se esse for o castigo — murmurei, pouco ofegante —, eu acho que a partir de agora eu serei uma garota muito má.
Edward riu.
.xxx.
Eu podia sentir o sangue subir até minha cabeça de tanta raiva. James fizera mesmo aquilo que Alice falou. Ele foi chorar para Francine. E agora, Edward estava dentro da sala dela, conversando com ela a respeito, enquanto eu esperava do lado de fora.
E os dois pareciam estar conversando aos sussurros. Eu não conseguia escutar nada.
Meus pés batiam freneticamente no chão, ansiosa. E se Edward fosse expulso? E se ele fosse direto para Nova Iorque, já ficando por lá para mais tarde fazer sua faculdade de música? Eu não suportaria isso. Não suportaria ficar apenas o vendo por sonhos. Isso acabaria comigo, da mesma maneira como era antes de eu saber quem ele era.
E logo agora que tudo estava dando certo. Sem segredos. Sem dicas. Sem adivinhações. Sem nada...
James não podia fazer isso. Ele não tinha o direito de fazer isso. Ele tentou me abusar sexualmente e quer se safar! Mas ele não vai conseguir. Não vai mesmo. Mesmo que eu tenha que armar o maior barraco por causa disso, ele não vai conseguir. Quantas vezes ele tentou fazer isso? Duas? E por que ele não fora realmente punido por isso?
Fato: ele é um desgraçado. Um mauricinho desgraçado.
Ouvi a porta se abrir ao meu lado e logo me levantei um pulo. Edward saiu de lá e logo seus braços vieram ao meu encontro, puxando-me para mais perto dele. Senti seu coração bater de maneira forte e acelerada.
— Edward? — o chamei. Ele beijou minha testa.
— Ela quer falar com você — ele murmurou de maneira rouca. Eu assenti com a cabeça. Seus braços me soltaram e ele se sentou na cadeira onde eu estava. — Vou te esperar aqui.
Assenti novamente e entrei na sala da Sra. Gladys. Ela me esperava, sentada na sua enorme cadeira vermelha — e aparentemente confortável — com as mãos cruzadas sob a mesa. Eu fechei a porta atrás de mim e andei até a cadeira branca em frente à sua mesa.
Ela gesticulou com a cabeça para eu me sentar.
— O que exatamente aconteceu? — ela me perguntou. Eu expliquei a história para a Sra. Gladys. Ela não aparentou estar surpresa, chocada, ou qualquer coisa do tipo. Ela apenas assentia com a cabeça, e girava a caneta azul escura na sua mão.
— Olha, Swan... — ela disse, assim que terminei. — James exigiu a expulsão de Edward. Caso contrário, ele processaria o colégio, afinal, Edward atingiu-o em cheio no nariz, o que resultou a quebra dele. — ela mordeu o lábio inferior. — Mas se você e Edward conseguirem provar no tribunal que Edward bateu em James apenas para defendê-la... Acho que tudo pode ser anulado e Edward possa continuar no colégio.
— Claro... O problema vai ser como provar. — murmurei.
— Swan, eu não sou burra. Há câmeras escondidas em todas as partes da ilha, menos nos quartos, obviamente. Gostamos de dar uma privacidade para os alunos — ela sorriu. — Vou pedir para o responsável da ilha checar todas as câmeras entre os corredores e quartos próximos ao seu para conseguir uma prova. Porque eu não quero tirar Edward e tampouco quero acabar com a história que essa escola tem. Mas, se conseguirmos a imagem, acredite: nós iremos ganhar.
Uma felicidade tomou conta de mim. Eu abri um sorriso bobo e pensei em Edward, naquele momento. Quis pular, gritar, berrar de felicidade.
— Mas não podemos negar que o que Edward fez foi completamente errado. Bater em James? Ele perdeu a cabeça? Enlouqueceu, de fato! — ela disse indignada. — Mas... Bem. Farei o máximo que puder para te ajudar. Certo, Swan?
— Certo, Sra. Gladys.
— Então, certo. Nos veremos em breve. — ela disse, com um sorriso. Eu assenti com a cabeça e agradeci. Saí da sala dela e encontrei Edward sentado no mesmo lugar onde eu estava sentada antes, enquanto o esperava. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele pegou na minha mão e literalmente me arrastou para fora do colégio. "Não diga nada", foi o que ele disse.
Mal havia notado que já era noite. Vi as luzes noturnas da piscina brilharem divinamente. Ele sentou-se numa mesa, sendo iluminado por uma daquelas luzes. Seus olhos verdes ficaram presos aos meus, e ele parecia realmente sério.
— Bella... — ele começou a dizer. — Seja lá o que acontecer... Seja o que for que James fizer...
— Não precisamos nos preocupar com isso, Edward. — falei, por fim.
— E por que não?
— Francine está do nosso lado. Literalmente.
Ele deu um riso nervoso.
— Isso não muda nada.
— Claro que muda! — alterei meu tom de voz, subindo umas três oitavas e logo normalizei-a. — Francine tem acesso a todas as câmeras da ilha. Ela pode procurar a próxima ao meu quarto para checar, e provarmos que James estava me assediando e você bateu nele apenas para me defender.
Os olhos verdes de Edward arregalaram-se e brilharam intensamente.
— Desgraçada — ele murmurou — Ela não havia me dito isso.
Rapidamente, os braços de Edward se agarraram em mim, num abraço forte e ao mesmo tempo confortável. Os lábios dele tocaram a curva do meu pescoço e pude sentir um sorriso se abrir.
Ele levantou o rosto e nossos olhos se encontraram, assim como nossos lábios. Naquele momento, sob as luzes noturnas da piscina — muito romântico, hein... — e o céu estrelado de Boston, nada mais importou. Não importava mais o que James iria fazer, se Edward seria expulso, ou qualquer outra coisa. Não importava mais. Nada mais importava. Naquele momento, o mundo existia apenas para Edward e eu.
The End.
