2. Tão feliz que poderia morrer.


"Star lighting us 'cause we're having a good time

Estrelas nos iluminando porque estamos nos divertindo

Eh, eh, eh, eh, so happy I could die…"

Eh, eh, eh, eh, tão feliz que poderia morrer…


"Você não devia ter feito isso. Você ouviu o que o Slughorn disse, é ilegal"

"Que é que você vai fazer, nos denunciar?"

"Do que vocês estão falando?", perguntou Harry.

"Você sabe perfeitamente do que estamos falando! Você incrementou o suco de Ron no café da manhã com a poção da felicidade! Felix Felicis!".

"Não, não fiz isso"

"Fez, sim, Harry, e foi por isso que deu tudo certo, jogadores da Sonserina faltaram e Ron defendeu todas as bolas!"

"Não pus nada no suco!", Harry mostrou o frasco intacto.

"Queria que Ron pensasse que eu tinha posto, por isso fingi quando percebi que você estava olhando. Você defendeu tudo porque se sentiu sortudo. Você fez tudo sozinho".

Não fazia sentido. "Não havia realmente nada no meu suco de abóbora? Mas o tempo está bom... e Vaisey não pode jogar... sinceramente, você não me deu a poção da sorte?"

Harry negou com a cabeça. Milhares de pensamentos e lembranças alcançaram a cabeça de Ron.

Ela nunca confia no seu potencial. Ela sempre duvida de você. Você fez tudo sozinho.

"Você pôs Felix Felicis no suco do Ron hoje de manhã, foi por isso que ele defendeu tudo!", ele imitou a voz de Hermione. "Está vendo? Consigo pegar as bolas sem ajuda, Hermione!"

"Eu nunca disse que você não conseguia... Ron, você também achou que tinha bebido!"

Dane-se você e o que você disse, ele pensou passando decidido por ela, com a vassoura no ombro. Eu fiz tudo sozinho. Eu fui genial. E Ron não pode refrear o rosto de Lavender que surgira em sua mente, sorrindo, encorajando-o. Genial. Ela quem era genial.


No salão comunal, uma multidão veio cumprimentá-lo. Gritos, palmas, então ele viu, o sorriso brilhante vindo em sua direção. Os pingentes saltando enquanto ela corria até ele, os cachos dourados do seu cabelo solto serpenteando, o perfume doce que ela emanava.

"Obrigada pelo apoio, Lavender. Foi muito importante", ele disse, e os olhos dela nunca estiveram tão brilhantes.

"Não foi nada. Eu falei, você foi genial"

"Não, você foi"

E, tão naturalmente quanto abrir os olhos ao acordar, seu rosto se aproximou do dela, sentiu a maciez da sua bochecha e então dos seus lábios.

Seu primeiro beijo começou devagar, as duas bocas se conhecendo. Mas isso não durou muito. Lavender o abraçou forte pelo pescoço, e ele agarrou sua cintura. As línguas se mexiam rápidas e aflitas, e Ron sentia um calor subir pelo corpo todo. Aquela Lavender era quente demais, até pra ele. Quando sentiu o hálito dela em seu pescoço, arrastou-a para fora do salão, para qualquer sala destrancada.

"Estou tão feliz, Ron. Tão feliz que poderia morrer", Lavender comentou, a voz meiga.

"Ah, mas você não vai morrer agora, não agora que a gente vai se divertir". Rindo, os dois entraram numa sala. Harry e Hermione estavam nela.

"Ah", ele exclamou, acompanhado do oops de Lavender. A garota recuou, rindo. Envergonhado, tentou ignorar Hermione.

"Oi, Harry! Estava me perguntando aonde você teria ido!".

Quando Hermione saltou da mesa onde estava, Ron viu que ao redor de sua cabeça, uma coroa de passarinhos dourados pipilava feliz.

"Você não devia deixar a Lavender esperando lá fora. Ela vai perguntar aonde você terá ido", sussurrou Hermione. Ela estava brava. Mas ele fingiu não se importar.

A garota já estava saindo quando gritou, "Oppugno!" e os passarinhos vieram como flechas contra Ron, que ganiu e cobriu o rosto com as mãos, tentando se proteger, em vão.

"Melivradisso!".


"ELA O QUÊ?"

"Passarinhos. Lançou um monte pra me bicar!". Ron achou a oportunidade excelente para contar para Lavender.

Depois de alguns minutos a ouvindo insultar Hermione, quando sua paciência e falta de moralismo acabaram, ele se aconchegou ao lado dela no sofá e lhe deu um beijo na bochecha.

"Mas eu ainda tenho você".

A frase despertou Lavender para a realidade. Deitou a cabeça do rapaz em seu colo, abaixando-se para beijá-lo.

"Faz tanto, tanto tempo que eu quero isso"

"Isso o quê?"

"Você, eu".

Ron aproximou mais o rosto dela do seu, dando-lhe um beijo demorado.

"Você não precisava ter um gosto tão bom", sussurrou a garota.

Ron estava tão feliz que poderia morrer e tudo bem.