Oi? *se esconde atrás do escudo de Libra* Alguém aí quer me matar? Pense bem antes de responder ou fazer algo! Se eu morrer quem vai escrever o resto da fic? XD

Falando sério, mil perdoes pela demora... incrível como o tempo voa... *faz inclinação de 90 graus pra se desculpar*

Aconteceu tanta coisa... e ainda vai ter tanto trabalho por vir..u.u' Mas não se preocupem! Eu posso demorar mas nunca desistiria da fic! Por isso não dessitam de mim tb! T.T

Avisos: Contém yaoi ou shonen-ai pra quem gosta de separar um do outro....u.u' Muitas emoções, preparem-se!

Disclaimer: Esses personagens não me pertencem! Se pertencesse, o elenco feminino seria composto por fãs! ^.^.

N.a: Eu fiz a cena do Milo e do Camus na escada ouvindo Elephant Gun do Beirut, mas não coloquei a letra pq não encaixava, fica a dica pra quem quiser ouvir enquanto lê e a musica é muito perfeita, também ouvi durante as cenas finais "Dearest" da Ayumi Hamasaki o terceiro encerramento de Inu Yasha, recomendo! Ah, e esse é o meu nome de cap favorito! Tive a idéia qndo a cena do anjo quebrado do Shura ainda tava junto dessas, mas tb encaixa aqui, se formos pro campo das metáforas...

Vamos logo a fic, antes que alguém decida me matar mesmo...o.o

Chapter 3:

Where's the angels' halo?

Meio-dia – 12 de janeiro.

Três figuras masculinas pararam na entrada da cidade. E se todos não estivessem em suas casas almoçando com a família, teriam reconhecido os cabelos loiros e notado as grandes malas marrom e marfim.

- É bom estar de volta – uma voz gostosamente grossa afirmou.

- Tem razão, irmão – outra voz parecida concordou.

- Vamos logo, mal posso esperar pra rever todo mundo! – pegou a mala e começou a andar.

- Sabemos quem você quer rever, irmãozinho... –disseram maliciosamente em uníssono, rindo em seguida do bico que o da frente fez e bateram nas costas de leve, em seguida, repousando uma mão em cada ombro.

- Muito engraçado. – replicou sarcástico.

**S=K**

19:30 – Mesmo dia

Shura adentrou o imenso salão vazio. Uma brisa suave brincou com os fios negros enquanto o silêncio o envolvia. Ele amava o silêncio. Tanto que de vez em quando era possível encontra-lo em algum lugar calmo, escuro e quieto metido consigo mesmo, perdido em pensamentos. Era incrível como somente Aiolos conseguia encontra-lo, mesmo se ele se empenhasse em se esconder.

Um sorriso brincou em seus lábios. Em pouco tempo os convidados chegariam. Havia tentado convencer a mãe a fazer algo simples, apenas com alguns amigos e seus familiares. Contudo, ela ficara tão feliz com o filho querendo enfim comemorar o próprio aniversário (o que não fazia desde aprendera a falar e fugir) que habilmente o convencera a ter uma grande festa. Bufou, percorrendo o espaçoso local, pois todos os móveis foram retirados, no seu lugar havia algumas mesas nos cantos, umas para os convidados outras para as comidas. Muita comida, sua mãe era do tipo que preferia falir a deixar alguém sair de sua festa sem ser estufado de tanto comer.

Suspirou, pelo menos conseguiram entrar num acordo. Depois do jantar, seus amigos iriam para um salão menor onde poderiam ouvir música (de sua época, já que no salão principal tocaria algo mais leve como: baladas e algumas músicas espanholas que sua avó – e ele também, oras!- gostava), dançar e brincar (no caso dos mais novos).

- Shura querido! Venha bater algumas fotos!

Esse era um dos motivos de odiar festas de aniversário, deixando os ombros caírem em derrota, saiu do aposento como se fosse para a forca.

*A**S*

Aiolos e sua família invadiram imponentes o salão, as pessoas abriam caminho para passarem enquanto aproveitavam para olharem indiscretamente e cochicharem com quem estivesse do lado.

Já fazia alguns anos que não se via toda a família reunida. Os pais iam de braços dados na frente, seguidos pelos gêmeos Kanon e Saga, os quais observavam o local com ar superior, distribuindo olhares e sorrisos sedutores; Aiolos vinha depois e com os olhos varria todos os cantos em busca de um certo aniversariante; pouco atrás estava Aiolia, puxando Mu, conversando com ele animado, as vezes andando de lado, as vezes de costas; Milo os seguia no fim, meio distraído, só com parte de sua atenção nos dois.

Milo passou os olhos pelo aposento sem realmente vê-lo, era um daqueles dias em que ficava distraído, entediado, com raiva de tudo e pena de si mesmo. Bufou, não estava com clima para festas.

Enquanto olhava para o nada, um borrão vermelho chamou-lhe a atenção e ele voltou os azuis para algumas mesas antes, focalizando um garoto de sua idade.

Os fios ruivos iam até os ombros, como pode notar por ele estar de costas, mas pouco depois virou de lado, meio que discutia com uma bela mulher loira e pálida. De relance, agora, podia ver um nariz perfeito e empinado, uma boca fina e descontente e olhos insatisfeitos. O que incomodava tanto aqueles olhos azuis... não um azul comum. Como se dizia mesmo? Azul-turquesa? Não, muito claro. Azul-esverdeado? Não, muito ambíguo. Analisou o garoto de alto a baixo e de baixo a alto até os olhos novamente. Superior e industrializado. Era azul-petróleo, o qual chispava faíscas de gelo.

Nunca vira algo tão exótico e atraente ao olhar. A pele clara como quartzo, coberta por uma leve camisa social branca, com alguns botões abertos para receber a brisa quase fresca advinda da janela, e uma calça cinza-médio. E aquele conjunto simples lhe parecia extremamente atrativo. Mordeu os lábios, uma vontade enorme nascia dentro de si, queria aqueles azul-petróleo sobre si.

Seu coração perdeu um compasso quando, num gesto de impaciência, o garoto virou-se, buscando encostar-se na mesa, no que ficaria de frente para si.

Entretanto os olhares se prenderam apenas por alguns segundos, se muito. Milo fora puxado pelo braço, havia parado sem perceber naquela contemplação muda, entorpecido, não pode se impedir de seguir o movimento. Somente alguns segundos o olhar durou, pois instintivamente voltara-se para saber quem o puxava.

Irritou-se ao extremo ao ver o rosto sorridente de Aiolia, a mão aprisionando a sua com força. Buscou virar-se, porém assustou-se com Mu atrás de si empurrando-o com as mãos em suas costas. Quis voltar-se, soltar-se e quando o fez, frustrou-se e bateu o pé, vendo apenas a multidão ao seu redor, uma mistura de cores, vestidos, pessoas altas e com penteados mais altos ainda.

Deixou os ombros caírem em frustração enquanto era tragado para uma mesa que sua família começara a ocupar.

*C$M*

Alguns minutos antes

- Por que tivemos de nos mudar, maman (1)? – reclamou o francês – E ainda mais para este lugar tão quente! Mon Dieu, que saudades da minha França! Da minha casa, das férias na minha amada e fria Sibéria! Mère, por que a senhora me tirou do meu mar de branco? Aqui tudo é tão... amarelo. – disse com desgosto, fazendo um gesto de impaciência, virou-se se se encostando à mesa com o salão a sua frente.

-Mon cher (2)... – começou a mulher e foi somente isso que o ruivo escutou, pois algo chamou sua atenção.

A alguns metros de distancia, alguém o observava, pele morena quase como cobre, lábios carnudos e olhos azul-marinho brilhantes que pode focalizar somente por poucos segundos.

Ele fora puxado por um loiro enquanto era empurrado por trás por outro e virara-se para ver quem era. Assim, pode ver que o garoto tinha as madeixas douradas indo até depois dos ombros. O mais interessante e o mais belo para si no momento, eram os cachos loiros, longos cabelos cor de ouro. Entendam, não era o comprimento, mas sim a cor. Camus nunca imaginou existir no mundo inteiro um amarelo tão bonito.

Quem puxava o garoto ria e em pouco tempo saíram todos de seu campo de visão, perdendo-se no meio dos convidados, e tirando-o de seu transe.

- Maman... – interrompeu - ...como a senhora disse que eram os anjos?

- O que? Bien, eles tem asas...

- Disso eu sei, quis dizer a aparência, mère.

- Bien, em geral, são loiros, com cabelos cacheados e... – foi impedida de continuar.

- Mère, eu acho que vi um anjo. – disse com o olhar longe, preso na multidão.

- Oh! - exclamou, seguindo a direção do olhar, não viu nenhuma menina, provavelmente já saíra do campo de visão de ambos, pensou. Então sorriu antes de prosseguir – Parece que não é mais um lugar tão horrível, estou certa?

- É, talvez não seja tão ruim assim.

*C%M*

Shura batia o pé no chão discretamente com impaciência, forçando um sorriso para o casal na mesa. Ele tinha de ser cortês. Tinha de ser cortês e educado. Ele não conhecia a Vila inteira, então por que tinha tanta gente ali? E essa nem era a pior parte: estava sendo obrigado -bem, não era fácil recusar um pedido de sua mãe- a ir de mesa em mesa, cumprimentando todos os convidados.

E até agora não tivera um vislumbre sequer de Aiolos. Se tivesse, suportaria tudo isso: a dor no rosto -de tanto sorrir-, os apertos de mão –suados ou tão fortes que doeriam por uma semana-, as insinuações de que seria genro de cada amigo de seu pai com filha da sua idade, além dos olhares dessas filhas sobre si.

Jogou a cabeça para trás, a mão descendo pelos fios negros em seguida para logo depois vaguear o olhar pelo salão, procurando em vão uma família de loiros. Procurava ser discreto apesar da vontade de subir numa mesa e gritar pelo sagitariano. Já ia desistir quando massa de loiros entrou em seu campo de visão.

- Mãe! Mãe! – dizia baixo e rápido, puxando-a de lado para falar-lhe no ouvido – Mãe, eu... eu... eu vou no banheiro e já volto, ta? Enrola o povo só por um minuto... –mal esperou pela resposta para meter-se pelo salão, distanciando-se.

A mulher tentou impedi-lo ou dizer algo em vão, o filho já ia longe e os convidados puxavam conversa, o que a distraía.

Shura não gostava de mentir para a mãe, até porque era péssimo nisso, no momento, entretanto, fez-se necessário, se ele contasse o motivo de sua saída alem de não conseguir ver Aiolos ainda despertaria a curiosidade de sua mãe, perspectiva que em nada lhe agradava.

Tudo isso ele pensou só mais tarde, pois agora qualquer pensamento o qual não envolvesse diretamente o loiro escapava-lhe ou tornava-se pó com facilidade. Assim que focalizou o perfil dele, meio irritado e discutindo com os gêmeos, conforme constatava à medida que ia –tentando- voltar a si.

Paralisou, ficando inevitavelmente rubro quando um deles apontou-o e teve aquelas íris castanhas olhando em sua direção.

Aiolos sorriu, abrindo os braços ao levantar-se. Correu como se sua vida dependesse disso, num baque surdo os corpos se encontraram num abraço forte, seu queixo apoiado nos ombros largos, o nariz afundando para sentir o aroma amadeirado dos fios loiros.

- Você cresceu – riu o sagitariano, apertando o mais novo em seus braços.

- É claro que cresci! – Shura levantou o rosto revelando um bico adorável – Queria que eu ficasse daquele tamanho pra sempre?

Com um pigarro de Saga eles se separaram, um pouco sem graça, um pouco contrariados pela distancia.

- Não! Só não esperava isso! Está quase da minha altura. – disse bagunçando os fios negros, sabia que isso o contrariava a ponto de fazê-lo exibir uma expressão adorável.

- Sente-se conosco, Shura. Ainda não o parabenizamos! – falou a mãe, arrancando-os de seu mundinho particular.

- Oh, sinto muito, não, não poso. Mamãe está me esperando, tenho que ir! – ele deu uns passos para ir mas voltou-os – Fiquem, esperem até o jantar. – ele parecia mais falar com Aiolos do que com os outros – Uma surpresa, haverá uma surpresa depois do jantar! – e abraçou o loiro uma vez mais antes de desaparecer na multidão.

-A&S-

Depois de valsar com sua mãe, Shura fazia o mesmo com outras convidadas, tomando cuidado de evitar a aproximação de Shina, uma garota mais nova da escola que vivia no seu pé.

Era quase hora do jantar e, enfim, terminara de visitar todas as mesas. A única coisa digna de lembrança era um breve sorriso trocado com Aiolos quando os fora cumprimentar –depois de sua mãe se demorar tanto mo início foi preciso certa pressa para visitar o resto ainda nesta noite- não recordava mais nada, talvez somente a dança com sua mãe, de fato, nem sabia com quem valsava agora.

A musica findou e ele despediu-se de seu par para anunciarem o jantar, ao virar-se deu com Shina e suspirou, encurralado. Tomou-a pela mão, a voz aguda incomodava enquanto movia-se pelo salão.

Antes se seu fim, interrompeu-se a música. Shura afastou-se da garota para ver sua mãe, a voz doce sobressaia-se à medida que conseguia o silêncio de todos.

- Um minuto de sua atenção, por favor. Em breve, anunciaremos o jantar, mas antes disso gostaria de dizer que logo após teremos uma surpresa. – Os olhos claros dela buscaram os do filho, enquanto o burburinho baixo que começara com suas palavras aos poucos cessava – No outro salão, para todas as crian... digo, jovens convidados será oferecido uma festa à parte, algo um pouco mais... apropriado para a idade de vocês. – vozes encheram o salão de novo, dessa vez, de garotos e garotas e ela sorriu – Será sem limite de tempo, portanto, os pais podem esperar ou permitir que durmam aqui, temos espaçoso suficiente para acomodar todos e você s poderão buscá-los pela manha, os que não puderem nós mesmo levaremos. Tenham um bom jantar. – ela sentou-se com graça, os dentes branquinhos ainda a mostra num sorriso delicado.

Shura correu para sua mesa, esquecido que autrora dançava com alguém. O barulho de conversa duplicara em comparação com antes do aviso. Todavia, sequer notou, com pressa para comer logo e ir para o outro salão.

Fora assim que sua mãe e ele conseguiram chegar a um acordo quanto a festa: ele queria algo simples e divertido com seus amigos enquanto sua mãe sonhava com um grande baile à moda antiga. No fim, foi feito os dois já que nenhum queria ceder ou magoar o outro, primeiro o baile e depois um espaço para os jovens se divertirem.

Algum tempo depois, ia-se terminando de comer para ir –correndo para o outro salão.

-A--S-

- Mère, vocês já podem ir se quiserem, eu vou passar a noite. – falou Camus em pé, na frente deles, do outro lado da mesa – Eu posso?

- O que? Você tem certeza? – perguntou a loira impressionada.

- Sim, eu posso? – repetiu impaciente.

- Bien... – olhou para o marido que concordou com um aceno e ela sorriu ao ver a forma apressada de seu filho, lembrando-se de mais cedo – Tudo bem, nós o buscaremos amanha... – ele já se movia, acenando, mas a voz dela alcançou-o antes dele sumir – calma, e o meu beijo? Nem vai se despedir direito?

Ele voltou, beijando-a e abraçando-a para depois despedir-se de seu pai e sair ligeiro.

C***M

Ele sorriu, pois o loiro Aiolos estendia-lhe a mão do centro do salão, à sua volta outros abriam espaço, brincando e dançando ao ritmo agitado da música.

Em poucos segundos, Shura estava nos braços dele, imerso no calor do abraço.

- Eu ia pedir para dançar para me aproximar, mas isso é bem melhor. – sorriu de lado o loiro, acariciando os fios negros.

- Aiolos... - a voz baixa de Shura mal pode ser ouvida, ele levantou a cabeça para mirar as íris castanhas tentando ganhar confiança, porém só trouxe nervosismo, foi preciso que o sagitariano o apertasse mais entre seus braços e o beijasse de leve para que o moreno se acalmasse, normalizando a respiração, isso sempre o acalmava - ..eu já... eu... eu já me... droga! – balançou a cabeça, apertando os olhos com força – eu já me decidi... sobre aquilo... eu pensei e... e já me decidi. Podemos conversar, em algum lugar mais quieto, sabe, sozinhos?

Ele falou tudo aos poucos, a voz decidida em conjunto com as bochechas rosadas, lembrara-o o quanto sentira falta de Shura. Respirou fundo antes de responder:

- Tudo bem. E eu vou logo dizendo que estou preparado para ouvir tudo o que tiver pra me dizer. Vamos. – puxou a mão da forma preocupada conhecida por Shura, dirigindo-se para a sacada, passando sem perceber por Aiolia e Mu que se deliciavam na mesa de salgados.

-*-A/S-*-

Camus piscou para se acostumar ao aposento mais escuro, somente umas poucas luzes aqui e ali iluminavam, além, é claro, da claridade que a lua cheia permitia por entre as janelas abertas e a sacada.

Vasculhou todo o salão com os olhos antes de se enveredar por todos os cantos, de um lado para o outro passava por entre os convidados até chegar desesperançoso na outra ponta do salão.

E então ele viu. Sentado displicente no chão ao lado da mesa dos doces, aquele mesmo garoto, com um brilho de tédio e inveja no olhar dirigido aos que dançavam. A penumbra emprestava um tom de ouro-velho aos cachos pela face, indo para os ombros quando erguia a mão para pegar um dos doces de chocolate, lambendo os dedos vagarosamente de levá-lo a boca.

Camus foi até ele, parando à sua frente. Pretendia se apresentar, entretanto algo naquele brilho azul-marinho o incomodava e ao invés de dizer o que queria, acabou por falar:

- Você não deveria estar sentado no chão. Levante-se!

- Mesmo? Por quê?

- Por quê? Bien, há varias cadeiras e... e você vai sujar sua roupa!

- Oras, o chão não está tão sujo assim e quanto as cadeiras... – ele riu, os dentes certinhos à mostra enquanto enrolava um cacho no dedo - ...sentar em cadeiras é para quem quer ficar no mesmo patamar, se enturmar com as pessoas, no momento, eu só queria estar comigo mesmo, por isso escolhi o chão.

Era uma resposta bem formulada que não fazia sentido algum para Camus. O loiro levantou-se com um sorriso divertido nos lábios, mordendo um coelho de chocolate com recheio de cereja antes de continuar:

- Mas você não entendeu nada do que eu disse, não é? – o ruivo afirmou com a cabeça e o loiro deu outra dentada para logo em seguida lamber os lábios – Quer algo mais além dessa estranha preocupação com onde eu me sento?

- Ah... eu não... Digo, sim! Muito prazer, sou Camus Thomas Athos Dubois. – e ele estendeu a mão ao que o loiro aceitou com a desocupada.

- Que nome, hein?

- È que sou francês e minha mãe é bem criativa – e ele revirou os olhos, o loiro deu outra dentada ao que o silêncio reinou até Camus quebrá-lo – E então? Não vai me dizer o seu nome?

- Por quê? – ele terminou o chocolate, começando a mover-se em direção a janela – Você nem perguntou! – e piscou, saindo do campo de visão de um atônito ruivo.

- Espera! – e o virou para si pelo braço – Qual o seu nome?

- Milo Keller Amintas.

- Keller? Como o orfanato daqui?

- Que garoto esperto! E ainda é recém-chegado aqui!

- Isso mesmo, cheguei hoje pela manhã.

- Meus irmãos também, mas com certeza não vieram do mesmo jeito...

- Como assim?

- Eles chegaram na cidade vizinha e andaram até aqui e vocês não, estou certo?

- Está, alugamos um carro na cidade para vir para cá.

- Não disse? Ei, quer fazer uma coisa? – enquanto falavam, eles também se afastavam até estar no inicio da escada perto da sacada.

- O que? – falou com interesse na voz.

- Vamos brincar!

- Brincar? De quê?

- De pega-pega! – e apertou o ombro dele antes de descer alguns degraus, a luz da lua reluzindo nos cachos dourados.

- E como se brinca disso? – ele desceu um degrau, inclinado para ouvir enquanto segurava firme no começo do corrimão.

- Eu toco em você, como eu já fiz, você conta até dez e vem atrás de mim, se me pegar, então, eu conto até dez antes de correr atrás de você e assim por diante. – disse alto, já no fim da escada.

- Mas qual o objetivo disso? Qual o sentido?

- Camus, Camus... deixa eu te ensinar uma coisa: diversão não precisa ter sentido! – e saiu correndo.

O ruivo ia protestar, contudo preferiu descer, contando até dez no processo, ao chegar no fim da escada avistou o casaco de Milo no chão, procurando o dono, viu quando ele virava –correndo de costas- e afrouxava a gravata, abrindo alguns botões da camisa branca, tirou os sapatos com os pés, as meias pisavam a grama macia do jardim conforme ele virava-se e voltava a correr.

Camus fez o mesmo para melhor persegui-lo, com um sorriso persistente na face. Correu, acostumado a correr na neve, no campo aberto e livre sua velocidade era surpreendente, portanto logo alcançou Milo, o difícil era frear. Assim sendo, eles caíram, rolando pela grama verdinha até pararem escondidos por uma roseira.

- Peguei você! – riu o ruivo, inebriado pela face corada provavelmente da corrida rodeada pelos cachos loiros e o mar de verde.

- Você... me alcançou! – replicou em ofegos assombrado, ninguém era mais rápido do que ele.

- É, agora ta com você. - ele ergueu-se nos joelhos, mais alegre do que podia imaginar possível, focalizou então o loiro deitado com um sorriso de lado, os braços agora jogados do lado da cabeça sussurrando algo para si, abaixou-se para ouvir.

- 7, 8, 9, 10! – disse mais alto o ultimo numero, segurando o rosto de Camus entre as mãos, paralisando-o, para sussurrar-lhe ao pé do ouvido – Te peguei! – e levantou-se, correndo de novo, sumindo por entre os arbustos.

- Ei! – piscou, boquiaberto – Isso não vale! Volta aqui! - e foi atrás dele, o sorriso nunca deixando sua face.

*-*C#M*-*

Shura estava apoiado de costas no batente da sacada, indiferente a vista que dava do jardim e, no estado em que se encontrava, a ignoraria mesmo se estivesse de frente.

Aiolos estava no centro da sacada, ainda a certa distancia do outro por ela ser grande, pelo menos, não poderiam ser vistos a não ser por alguém na porta da sacada e olhando para dentro. Ao reconhecer o salão, escolheu esse lugar exatamente por isso. Agora, ele tentava se controlar e dar espaço para Shura, pois não queria pressioná-lo.

- Aiolos... – chamou incerto, continuando quando teve os castanhos cravados em si – eu... você... aquilo que você disse antes de ir, é sério? Ainda é sério?

- Sim... – sabia que Shura precisava estar certo de todos os detalhes antes de tomar uma decisão ou de agir.

- Eu... – engoliu em seco, escolhendo o chão para encarar, as bochechas cada vez mais vermelhas - Eu te amo. – disse num fio de voz.

O moreno assustou-se quando percebeu Aiolos muito próximo de si, com a mão, erguia seu queixo, a voz mais baixa e rouca:

- Diz de novo, olhando pra mim.

- Eu... eu...droga, Aiolos! Você sabe que eu detesto ficar nervoso, me sentir inseguro, aí eu começo a gague...

- Shh! Eu sei... - impediu-o – Por favor, não diz nem se eu dizer que também te amo? – esfregou o nariz no dele, encostando as testas.

- Eu te amo... - deixou escapar naturalmente e respirou melhor sorrindo no processo.

Aiolos não pode mais resistir, colando os lábios com vontade, ganhando ritmo e confiança conforme se aprofundavam. O sagitariano já estava preso à cintura de Shura, passeando as mãos pelas costas de vez em quando, causando arrepios enquanto o moreno agarrava-se ao seu pescoço, acariciando os fios loiros e puxando-o para si. Aos poucos, ia se intensificando o contato agora que as línguas brincavam, Aiolos tomando aquela boca perfeita para si. Só para si.

Contudo, infelizmente eles ainda eram humanos e ainda precisavam de ar. Então, Shura quebrou o beijo.

- Espera, Aiolos. Só um segundo, me deixa respirar.

O loiro esperou até o menor quase recuperar o fôlego antes de voltar a atacar a boca macia. Pouco depois, tinha os cabelos puxados com a intenção de pará-lo.

- C-calma... – ofegou, a respiração rala – ...eu disse espera... pelo menos, até eu me controlar...

Aiolos tocou a face corada, passando o polegar pela bochecha e tocando os lábios de leve com os seus, aproveitando para falar deliciosamente próximo.

- Não vou deixar você se controlar. Não totalmente. Não quando eu sou o único que consegue te tirar o controle – sorriu, voltando a beijá-lo.

Entretando algo incomodava e ficava martelando na cabeça de Shura impedindo que ele se deixasse levar pelo beijo, sem saber como, conseguiu separar-se mesmo a contragosto.

- Aiolos... Aiolos, isso... isso significa que estamos namorando, não é?

- Claro que sim... – ronronou o ssagitariano, fazendo uma expressão infantilmente divertida ao prosseguir – mas você estragou meus planos! Eu ainda ia pedir e me ajoelhar...

- Idiota... – Shura fez bico, virando o rosto.

- O seu idiota... riu Aiolos enquanto plantava beijinhos no pescoço exposto até alcançar a boca sorridente, reivindicando-a novamente.

Eles continuaram se beijando sem notar que dois pares de olhos –um castanho e outro violeta- os assistiam.

*A_S*

Aiolia e Mu tinham acabado de comer metade da mesa de salgados e iam para a outra metade quando o ariano o parou, chamando-o para encostar-se à parede e ver os outros dançando ou quem sabe procurar os irmãos ou brincar de alguma coisa.

- Mu, eu não faço ideia de onde meus irmãos estão, eu não gosto de dançar, nem ver e nós acabamos de comer...

- Ênfase no "acabamos"... – sussurrou antes de revirar os olhos e olhar em volta, tendo outra ideia – Então, por que não vamos ver a lu...a... – ele tinha se inclinado para espiar a sacada, a voz morrendo quando o fez.

- Eu não entendo essa sua fixação com coisas brilhantes como a lu... O que foi?

Não obtendo resposta, aproximou-se seguindo o olhar do outro por sobre seu ombro, seu cenho se franzindo:

- É o Aiolos e o Shura. – piscou Mu.

- Isso dá pra notar. Mas o que eles estão fazendo?

- Eu não sei, estão se abraçando e os lábios estão grudados...

- Que estranho! Mas parece bom...

- É, o Shura ta sorrindo... e eles voltaram a fazer!

- Vem, Mu. – e puxou-o, sentando ao seu lado no chão, ambos estupefatos e atônitos até algo passar pela cabeça de Aiolia - Mu, você... quer fazer... isso também...comigo?

- Com você? – perguntou e pensou um pouco – Se for com você tudo bem, parece legal...

- Claro que é legal! O Aiolos ta fazendo!

Mu riu, revirando os olhos. Não soube o motivo de sua respiração ter acelerado e seu coração perder uma batida quando Aiolia se aproximou com seu sorriso estonteante.

Lentamente se aproximaram, os olhos se fechando instintivamente até que os lábios se encontraram de leve e eles simplesmente se beijaram. Mu enfim entendera o porquê de Aiolos e Shura não conseguirem parar de fazer aquilo.

Estavam tão entretidos um no outro que nem notaram o irmão e Shura voltarem para o salão indo para o centro, se abraçando e movendo-se com o ritmo da música romântica.

Aiolia e Mu se separaram com as bochechas rosadas e um sorriso acanhado.

- É bom mesmo... – disse num ofego Aiolia.

- É... eu gostei... - Mu corou mais.

- Mas... sabe de uma coisa, Mu?

- O que?

- Eu acho que só foi bom porque foi com você...

Mu ficou ainda mais vermelho, seu sorriso aumentando, sendo impossível desviar das íris castanhas do leonino e eles provavelmente teriam se beijado de novo se um grito não tivesse lhes tomado a atenção:

- Shura! – uma voz feminina gritara.

Eles somente puderam ver Shura desgrudar a boca de Aiolos antes de ele dizer com uma expressão assustada:

- Mamãe...

Continua....

Nossa pq tenho a impressão que esse cap fico parecendo fim de temporada de serie dramática? O.o

maman/mère: é mamãe e mãe em francês, de acordo com meu dicionário.

Mon cher: "meu querido" em francês.

N.a: acho que vou mesmo aumentar a censura pra "M" mas eu vo separar a parte de algum jeito pra quem não quiser ler... no cap passado eu disse q ia ter MILO/ camus, mas na verdade é CAMUS/ Milo (eu gosto mais assim) foi só um detalhe, eu escrevi com pressa na hora, sabe 4 da manha depois de escrever isso tudo e sem beta... da nisso... ai vo precisar de outra caneta, esse cap praticamente esgotou a minha! Eh....deixa pra la... *beba de sono, ignorem isso plz*

Ainda vo ter muito trabalho pq o Aiolos e o Shura gostam de comandar a relação e o Milo é possessivo e eu fiz o Camus também um pouco possessivo...aiaiaia *imitando a Sakura de SCC*

Como eu ponho reply em todas minha reviews, aqui vai a resposta pras que não dá pra fazer isso:

Cajango, não se preocupe, o drama chegará! Por mais que eu queria fazer essa fic bem leve, eu sou uma fã de drama, por isso não se preocupe, já teve uma pontinha aqui no fim e no próximo tb terá!

Freya, já respondi na n.a!

Dark Wolf 03, pedido de lemon anotado e quanto ao Shura, ele tanto pode ser seme quanto uke, pra vc ter idéia já li uma fic dele sendo seme do MdM! O.o O capricorniano só precisa de segurança e um pouco de confiança, vcs verão!

And that's all...?