Prólogo
Recordações
Cicatrizes,
feridas por sarar,
Quem
as não tem? Quem as não quer dar?
Em
olhares, beijos, paixões,
Em
segredos, as tristes recordações.
Todos
as têm vendadas,
Adormecidas
ou acordadas.
Guardadas
em vitrais,
Belas
caixas, cristais.
São
elas de alegria ou tristeza,
De
raiva ou cruel certeza,
De
infortúnio, proibidos amores imortais,
Do
nada que é tudo, do tudo que é demais.
Por
revelar, reveladas,
Doces
e mortais baladas,
Que
embalam o desespero do ser
Que
o acordam no cruel sofrer.
Raiadas,
cravadas em ti
Com
um brilho imperfeito de si,
Um
brilho transcendente,
Só
enfim, envolvente.
Infinitamente
para lá do longe
De
longínquas preces de monge,
Isto
é, perto da Catedral Divina,
Sagrada
recordação paladina!
Sempre ali, a olhar-nos, a perscrutar-nos, a tormenta de sonhos que nos sustentam. Umas mais intensas, outras nem tanto. Contudo, o valor de cada uma é mais que o outro por serem únicas. Diferentes na igualdade, diferentes na diferença… diferentes.
Em cada brilho que se reflecte no prisma do olhar, espelham-se milhares de recordações comprimidas na serenidade da luz, por vezes não tão serenas como se pensa, muito pelo contrário. Quando desejam são selvagens, indomáveis, consumindo-nos vorazmente, despedaçando-nos e colando-nos em perfeitos defeitos. São elas, três vezes belas, perfeitas, consagradas, eternas!
Nascem da infância inocente do descuido frágil das rosas, eternizam-se no clamor retumbante do saber dos anos… são marcas, estações onde o comboio parou para o embarque e desembarque de sentimentos.
E aqui, na vida unificada por cada um em sonhos, estão nítidas ou escondidas na penumbra que cerca uma alma angustiada em fortalezas cerradas, as recordações, as memórias, as reminiscências do Ser, presas incorruptamente por correntes de seda de um espírito eterno, num corpo efémero que irá perder a existência após o derradeiro e simples suspiro do fim.
Devem-se estar a perguntar a que propósito disse isto… pois bem, é porque às vezes não podemos julgar os outros pelos seus actos, pelas suas atitudes.
Não estou a pedir, por exemplo, para desculparem o Voldemort por ser um assassino psicopata amalucado, nem nada do género, mas… por vezes, as causas dos efeitos das causas têm razões diferentes do que se pode pensar. Não podemos julgar um livro pela capa, não sabemos que vai no seu interior rebuscado.
Espero que entendam o que quero dizer e que saibam julgar cada um com justiça… ou pelo menos olhar para dentro do livro antes de o comprarem, caso não tenham capacidade para julgarem pessoas de uma forma justa.
Assinado:
Remus
Lupin
P.S.: Não pude escrever mais porque o Sirius está com uns problemas graves XD
