3º capítulo - Apenas um jantar? (parte 1)
— D. NINA!! – Emily gritava de seu quarto – D. NINA!!
Alguns segundos depois, quase levando consigo a porta do quarto aparece D. Nina, muito preocupada.
— O que aconteceu? – perguntou ela olhando preocupada pra Emily – quebrou algo, machucou, não ta achando alguma coisa?
— Não, não é nada disso – ela disse, depois de ver como D. Nina estava preocupada.
— Então por que estás a gritar bambina? – perguntou a outra confusa.
— Não sei o que vestir, sempre foi mamãe que escolhia minhas roupas nessas ocasiões – disse Emily desamparada.
— Ahh! Então é isso- disse a mulher quase rindo – você ficará linda com qualquer coisa, não se preocupe. Alem do, mas, tem um ótimo gosto.
E assim que terminou de falar deu as costas a Emily e voltou pra cozinha. Emily simplesmente não acreditava no que estava acontecendo, e agora o que faria?
Nessas ocasiões era sempre sua mãe que escolhias suas roupas, mas a garota nunca soube acerta na hora de se vestir, ou era muito chamativo, ou apagado, muito serio. Então era sempre a mãe que escolhia, ela sempre sabia o que seria perfeito pra se usar, sem chamar muito atenção, mas sem ficar apagado também. Não muito sério e nem muito ousado. Sempre perfeito.
Por mais que Emily olhasse pro guarda – roupa, não conseguia decidir com que roupa iria, isso começou a apavora-lá , pois começava a ficar sem tempo.
— Calma garota – dizia pro seu reflexo no espelho – você encontrará algo que combine com esta noite. Calma, não se apavore – mas isso era um pouco difícil de fazer.
Então olhou novamente pro guarda – roupa, começou a procurar alguma roupa. E conforme vendo as roupas ia jogando elas pra traz sem ver onde caíam. Uma hora e outra achava alguma coisa que lhe agradava, mas logo desistia.
Então achou um vestido bege de alcinha que gostava muito, ele tinha um bonito sobretudo de acompanhamento. Na parte de baixo, do lado direito do vestido, tinha lindos bordados de linha com vitrilhos, que formavam um belo arranjo de flores. No sobretudo tinha bordados apenas nas mangas e uma pequenina flor na gola.
Vestiu o vestido, colou o sobretudo deu uma ajeitada no cabelo e se olhou no espelho.
— Nada mal, hum – pensou alto – Mas como saber se é o certo?- disse pra seu reflexo no espelho fazendo cara de dúvida. Então começou a pensar.
" Antonia não liga pra essas coisa, não vai saber. Pra ela qualquer coisa serve. Lily, hum.. pode ser."
Pegou o telefone e ligou pra Lily, no terceiro toque o mordomo atendeu
— Casa da Família Conon, boa noite – disse ele automaticamente.
— ANTONIO!!- Emily estava tão nervosa, que chegou a gritar o nome do mordomo, o que lhe assustou um pouco – Antonio aqui é Emily tenho que falar urgentemente com a Lily – a garota falava muito rápido, e mal parava pra respirar.
— Ho sim, me desculpe querida- disse ele muito amável – mas a pequena Lily foi jantar fora com seus pais. E acho que vão voltar tarde, pois pretendiam passar no parque que está na cidade.
— Ho não!!
— O que disse querida, não ouvi – perguntou o outro.
— Eu?! – tinha esquecido de Antonio do outro lado da linha – nada. Muito obrigado, desculpa pelo incomodo Antonio e boa noite.
— Por nada querida, e boa noite.
Assim que desligou o telefone ficou pensando. Tinha se esquecido do parque que tinha chegado na cidade, e que estava sendo o maior sucesso. Llily convidou ela e Antonia para irem, Antonia falou que não daria pra ir, pois tinha combinado com Joe de ir ao cinema e Emily não aceitou pois não tinha animo pra ir nestes lugares, pelo menos não agora.
Depois de dar voltas e voltas pelo quarto, pisando nas roupas que estavam jogadas, nem percebia que estava fazendo isso. Teve uma luz.
— Prima, eu preciso de ajuda – Emily mal deu tempo da outra responder assim que atendeu o celular – não sei o que vestir, o que você vai usar no jantar.
— Boa noite pra você também prima, eu vou muito bem e você? – respondeu a outra em deboche - e eu.
— Ta, ta, desculpa Mica – pediu Emily – Que bom que você está bem, eu estou indo na medida do possível. Mas você não poderia me ajudar, não sei o que vestir e já são sete horas.
— Calma Emi – Anmica era a única que chama Emily de Emi – eu não estou muito chique não, pelo que seu pai falou pra minha mãe, vai ser um jantar bem simples e que vão discutir sobre negócios, então não precisa ficar muito elegante não.
— Eu estou com aquele vestido bege – informou Emily – lembra, você estava comigo quando comprei.
— Lembro sim, tenho um parecido..ushudahudhuahduhauh - disse Mica lembrando a confusão pra saber quem ia ficar com qual vestido, pois as duas tinha gostados dos dois e não sabiam qual escolher.
— uashudhuahsudhauduahu , verdade – Mily também ria- então que roupa você está?
— Estou com uma calça até na canela branca, uma blusa três quartos azul claro e uma sandália preta de salto alto – respondeu Mica – nada muito chamativo. E não se preocupe, você vai achar algo legal, você tem bom gosto.
— Brigado – disse Mily – eu vou volta a procura.
— Daqui a quinze minutos eu to ai – informou Mica.
— Ta, ta bom, até já – e assim Mily desligou o telefone.
— É, vou confiar no meu bom gosto, ta todo mundo dizendo que eu tenho – dizia a garota pro seu reflexo.
Então voltou a revirar suas roupas novamente. Pegou uma blusa ali, uma saia mais adiante e se vestiu, então foi escolher uma sandália pra usar. Decidiu-se por uma preta de salto alto também. Sentou-se na frente da penteadeira e se maquiou, depois começou a abrir todas as caixinhas na sua frente, procurava alguma jóia que combinasse com o que vestia, optou por um colar bem comprido e começou a procurar os brincos que eram conjuntos.
— Minha nossa – Mica acabava de entrar no quarto da prima – passou um furacão por aqui – ela olhava abismada pro quarto, estava de cabeça pra baixo, tinha roupa jogada pra tudo que é canto, em cima da cama, no chão, em cima da mesa de estudo, os sapatos estavam todos esparramados também – Emi você virou isso de cabeça pra baixo – dizia ela estupefata.
Mily olhou pra quarto, e pela primeira vez naquela noite percebeu o quanto estava bagunçado seu quarto, D. Nina iria lhe matar na hora que visse aquilo. Então olhou pra prima e quase teve um ataque.
— Você disse que não estava muito chamativa, nem muito chique Anmica – Milly disse muito chatiada.
Mica se assustou com o tom da prima, olhou pra si própria como se procurasse alguma coisa.
— Mas eu não estou – disse atônita – estou simples, comparada as roupas que se usa geralmente nesses jantares.
Emily olhava a prima que estava muito bonita, tinha os olhos castanhos meio esverdiados, o que dava uma beleza meio exótica, como sempre disse a mãe de Mily. Mas essa noite eles estavam bem retocados, com uma sombra marrom meio dourada, dando bastante destaque nos olhos. Os lábios bem cheios estavam em um marrom não muito forte, que combinava com sua pele, usava um par de brincos pequeninos, dois coraçõezinhos azuis que combinava com o colar justo que trazia no pescoço, era um coração vazado azul, era pendurado pelo lado. Dava um bom destaque na blusa azul claro, pois o colar era azul turquesa. Estava com uma calça branca, que continha alguns istrazes na barra.E para fechar o conjunto estava usando uma sandália branca de salto fino.
— Me desculpe – disse a garota – é que eu to em desespero, não terminei de me arrumar ainda, e estou muito simples perto de você – terminou ela meio tristonha.
Mica olhou a prima de cima a baixo e disse:
— Mas você está linda – disse a morena sinceramente- só os brincos que não estão legais. Pera ai- e assim começou a procurar algum nas caixinhas de Mily- Aqui, estes ficaram melhores – entregou um par de brincos pra Mily que os colocou e fitou-se no espelho pra ver como ficou.
Emily realmente estava muito bonita, tinha os olhos castanhos, mas um castanho não muito escuro, era um olhar que ao mesmo tempo em que se mostrava doce, era um olhar penetrante, estavam contornados com lápis preto e uma sombra meio prata, mas não muito claro, um prata mais acinzentado. O que lhe dava um certo mistério. Usava os brincos que a prima tinha escolhido, era borboletas transparentes penduradas em um fino cordanzinho prata, o que dava um certo destaque nos cabelos de Emy que era castanhos bem escuros. Usava uma simples blusa branca de alcinha bem colada e um colar prata com um cristal pendurado que quase chegava a barriga, pois era comprido. Estava com uma saia de prega preta, que havia lhe caído muito bem, pois ela estava muito magra, havia emagrecido esses dias, já não comia tanto. A saia era um modelo normal, aquela faixa Liza no começo, e mais em baixo estavam as pregas. Usava uma sandália preta que se entrelaçava toda no pé.
As duas ficaram ali se olhando no espelho, e acabaram levando um susto quando D. Nina entrou no quarto.
— Miu Dio Santo – disse ela abismada com a cena – o que aconteceu aqui???
— é que eu estava procurando algo pra vestir Nina – respondeu Mily
D. Nina olhou pra meninas, então sorriu.
— Vocês estão lindas – o que deu um certo alivio em Mily – e você Bambina não vai passar nada nos lábio?
A garota se olhou no espelho e percebeu que realmente não tinha passado nada na boca, olhou pros batons, mas acabou escolhendo um brilho labial, que lhe dava um certo volume nos lábios sem chamar muito atenção e lhe dava um brilho.
— Pronto, agora assim – disse D. Nina – podem descer, seu pai já ta lhe esperando, as duas- terminou sorrindo.
Elas correrão para a porta. Mily parou ali e se virou.
— Nina – começou sem jeito – me desculpe pela bagunça.
— Não tem nada querida, vá curti seu jantar.
E assim as meninas desceram pra sala, seu pai se encontrava sentado em um poltrona ao fundo, levantou os olhos quando as meninas chegaram e olhando as duas tão bonitas, percebeu como havia tempo que não reparava na filha, como fazia tempo que não passavam um tempo juntos e como ela havia crescido, como o tempo estava voando e ele nem percebia.
Esses pensamentos lhe deram uma tristeza, o que ajudou ainda mais a ter certeza que seria melhor fazer o que estava pensando e que comunicaria Emily logo após o termino do jantar.
— Boa noite papai – disse Mily assim que o localizou no fundo da sala e lhe dando um beijo.
— Boa noite querida – disse ele, o que Mily estranhou, pois fazia tempo que o pai não lhe dava esse tipo de tratamento – Boa noite Anmi, como vai seus pais? – disse ele cumprimentado Mica e lhe dando um beijo no rosto.
— Boa noite tio – Mica não estranhou nada, pois fazia tempo que não via o tio, e ele sempre foi muito legal com ela, quando era pequena e se viam mais – vão bem, papai mandou lhe falar que deu certo, e que na hora que você me leva embora ele lhe entrega as chaves. – terminou ela, olhou pra cara do tio e com um grande sorriso – Tio o que deu certo? É que mamãe ficou entusiasmada quando papai disse que deu certo, então fiquei curiosa.
O tio riu.
— Enmi curiosa como sempre – disse ele rindo – Então Elena se entusiasmou com a notícia? – a menina acenou que sim com a cabeça – Ela não lhe disse nada né? – ela respondeu que não com a cabeça de novo – Bom, tudo no seu devido tempo, você e Emily saberão, não tenham pressa.
As meninas se olharam confusas, Mily balançou os ombros mostrando que não entendia nada do que ele estava falando. Mas nem deu tempo de ver o que Mika respondia pois seu pai as empurravam pra fora da sala.
— Vamos meninas, ou vamos chegar atrasados.
Atravessaram a sala de estar e estavam no hall da casa, Emily notou que a casa parecia mais vazia, e tava faltando algumas coisas ali. Quando chegaram lá fora, o carro estava na porta, o pai de Mily abriu a porta do passageiro pras meninas entrarem, deu a volta no carro e sentou no volante e saíram.
— Onde está Nondas? – Mily estava confusa, seu pai quase não gostava de dirigir.
— Ele está ocupado... não se preocupe – completou vendo a cara de Mily pelo retrovisor, então sorrio. A menina que estava no banco de trás sorri também respondendo ao pai.
— Então tio – começou Mika – Onde vamos, já não estamos mais na cidade – observou a garota.
— É que meu mais novo sócio mora Lins – e viu pelo retrovisor que Mika ficaram meio confusa – É , ele mora na mesma cidade que você Anmi e pelo que você já deve ter percebido. Estamos atrasados.
— Hum...não me diga que o senhor também se associou aos Lamburguine ? – perguntou ela impressionada.
— Vou sim – respondeu ele seriamente – eu resolvi amplia meu ramo, e vou testar colocar os Lamburguine no meu ramo.
— Se isso der certo, vai ser muito bom – disse Mily entrando na conversa – Lamburguine é carro não? – olhou pra prima que lhe confirmou com a cabeça –Carros com alta tecnologia, isso realmente seria muito bom no mercado.
— Isso mesmo, essa é a idéia – disse o pai – carros com tecnologia avançada, por enquanto estamos visando os jovens, colocando GPS, radar , essas coisa.Pois a maior clientela dos carros Lamburguine é os jovens.
— Verdade, em Lins a maioria que tem esse carros são os jovens. – ficou pensativa por um instante – Tioo, não vai esquecer da Enmi aqui, não me importaria nem um pouco com um Lamburguine de presente .
Todos caíram na risada.
— Hum.. vo pensa no seu caso – disse ele rindo – mas quem sabe papai Noel não te visite este ano.
— Eiii – Emily chegou a pular no banco – ele vai me visitar também né papai?! – e assim abrindo um sorriso bem grande, assim como Mika avia feito alguns instantes trás.
O pai parou o carro e olhou pra trás.
— Pra você ele não vai vir não – e olhou pra cara da filha que logo entristeceu- estava brincando querida, se der certo, nós vamos estudar o caso das duas, ok?
— Ok – disseram as duas juntas.
O pai de Emily abaixou o vidro do carro e foi quando as meninas perceberam que já tinham chegado, informou o seu nome pro segurança e entrou na casa.
Passavam por um grande jardim todo iluminado, com uma belíssima fonte no meio. A fonte era composta por vários cupidos voltados para fora apontando suas flechas de onde sai água. No meio deles havia um casal, uma bonita mulher com uma expressão triste olhando pra cima e o homem a abraçava pela cintura, mas não tinha expressão alguma. Da ponta das flechas saia água colorida o que deixava a fonte com uma aparência mágica, o casal no meio era iluminado por luzes brancas que ficavam no fundo da fonte. O conjunto todo era magnífico, as meninas ficaram encantadas com a beleza do jardim, a fonte lhe dava um toque especial, mas havia também muitas flores alo perto.
Quando o carro parou em frente da porta e as meninas desceram, Mily se viu diante de uma enorme casa, cheia de janelas, algumas plantas cresciam ao lado esquerdo da casa, o que dava uma certa dureza na casa. A porta que se abria a frente era uma pesada porta de madeira toda trabalhada, tinha duas lamparinas em volta da porta. Não deu tempo de Mily prestar muita atenção na casa, seu pai e Mika já estavam entrando e a garota fazia sinal para Mily os acompanharem.
O mordomo estava no hall os recebeu.
— Sr. Castanhani, o Sr. e a Sra. Lamburguini já iram recebê-los .
E assim os conduziu até o final do hall, um espaçoso lugar, tinha algumas portas ali e uma bela escada que levava ao andar superior. A decoração era um pouco fria. A cor das paredes era escura, os quadros mostravam pinturas de parques ou florestas com cores frias, havia uma mesa alto de vidro entre uma porta e outra e ali havia algumas estátuas, todas de uma cor muito escura, era uma coleção, eram cinco pessoas que dançavam.
Esperando pelo anfitrião, Mily ficou olhando para as estatuas. E derrepente elas ganharam vida , começaram a dançar uma valça muito bonita e harmoniosa, tinham movimentos graciosos e muito firmes.
— Boa noite – disse o homem entrando no cômodo – sejam bem vindos.
— Boa noite Marcio – cumprimentou Henrique – deixe-me apresentar minha sobrinha Anmica – Mika deu um passo a frente.
— Boa noite Senhor- disse a garota.
— Boa noite Anmica – respondeu ele cumprimentando –a, então olhou para Mily e percebeu que a garota estava meio que hipnotizada pelas estatuas.
— Tse, Tse. – tossia o pai de Mily chamando à de volta a terra – essa é minha filha Emily.
— Boa noite senhor – disse Mily automaticamente virando-se para o homem a sua frente.
— Boa noite Emily – disse ele em meio sorriso. – Bom meninas sintam-se à-vontade. Eu e Henrique temos que tratar de negócios. Henrique – e assim entrou na porta a direita, que Emyli pode ver que era mais um corredor.
— Meninas, daqui a pouco estou de volta.- e assim saiu atrás do futuro sócio.
As duas se olharam e olharam novamente pro corredor, como se esperassem ver alguma coisa de outro mundo. Então do nada caíram na risada.
— Por que você está rindo – perguntou Mika que já tinha se recuperado do súbito ataque de risos.
— Nã...nãoo..não sei – respondeu a outra ainda rindo sem ar – Pronto, já me recuperei. Essa casa deve ser uma loucura, eu achei que haveria alguma sala ali e não um outro corredor.
— Eu sempre passei aqui em frente de bicicleta, mas nunca entrei. Mas ouvi falar que a casa realmente é enorme, e que tem um lindíssimo jardim nos fundos – parou pensativa – Mas esse corredor realmente é muito estranho, sabe não é normal ter corredores atrás de portas – terminou Mika com uma cara muito estranha.
Emily olhou pra prima e caiu no riso novamente, derrepente estava as duas rindo. Estavam tão distraídas que mal perceberam que havia um garoto parado no alto da escada observando elas rirem. Quando já estavam voltando ao normal o garoto começou a descer a escada.
— Anmica – disse ele em elevado tom – que prazer em vê-la - terminou de descer a escada e tinha no rosto um sorriso presunçoso.
As garotas se assustaram com a chegada do rapaz. Emily se assustou mais ainda quando viu que se tratava do garoto que havia à ajudado no parque. O olhou novamente, ele bonito. O cabelo jogado para trás. Uma camisa social branca com as mangas dobradas e com um botão aberto usava uma calça jeans escura, sapatos social cor caramelo e um cinto da mesma cor. Tinha também um colar, mas Emily não conseguiu ver o pingente.
— James – respondeu a prima com o mesmo tom de voz do garoto – pena que não posso dizer o mesmo – terminou ela com um grande sorriso no rosto.
Mily olhou pra prima e depois pro garoto. A prima sempre fora muita educada, o que estava acontecendo.
— Ho minha querida – começou ele sorrindo também – minta!! – e deu uma piscadela para Mika que fechara a cara.
O clima ali ficou tenso. Mika olhava para James com uma cara de poucos amigos e ele matinha uma expressão zombeteira no rosto.
— Mas o que é isso James? – disse Marco entrando no hall. – Por que esse comportamento com tão bela dama? – mal deixou o sobrinho responder e pegando a mão de Mika e lhe dando um beijo – Mademoiselle.
Emily achou uma certa graça na cena, nunca vira sua prima tão sem ação como agora. Homem que havia entrado na sala estava de costas para Emily, mas ela pode ver que ele usava um terno de giz azul marinho e tinha o cabelo preso em pequeno rabo de cavalo, era muito escuros, Mily não conseguiu saber se eram pretos ou castanhos.
Mily desviou o olhar de Marcos, percebeu que James a observava, olhava-a intensamente. Chegou a ficar sem graça com o olhar do garoto então resolveu cumprimentá-lo.
— Olá – disse meio sem graça – como você esta?
— Estou bem , obrigado – respondeu friamente.
Marcos se virou para ver a outra convidada com um belo sorriso no rosto que morreu ao ver Emily, Marcos ficou ligeiramente pálido e ficou encarando a garota por alguns segundos. Mas logo se recompôs.
— Boa noite – disse indiferente – você já conhece meu sobrinho?
— Não, só nós esbarramos no parque –respondeu James.
Emily o olhou para o garoto a sua frente. E começava a se perguntar onde estava o garoto animada que a salvara no parque. Abriu a boca para dizer algo. Mas a palavras morrem na garganta.
Marcos olhou novamente para Emily e se retirou da hall.
Nesse instante Eliza entrava no pequeno hall.
— Boa noite querida – disse cumprimentando Mika – como vai sua mãe?
— Boa noite – disse a outra já sorrindo – vai bem obrigado.
Virou para cumprimentar Mily e parou uns instantes e ficou olhando a morena na sua frente. Uma de sua sobrancelhas tava quase junto dos cabelos claros.
— Boa Noite querida – disse cumprimentando Mily – mas você é?
— Boa noite senhora – sorriu Mily – Sou Emily Lumi Castanhani.
A mulher sorriu ainda mais ao ouvir o nome da garota, assim como sua sobrancelha subiu ainda mais. Virou-se para James passou a mão no cabelo do filho para abaixar alguns fios.
— Filho, seja um ótimo anfitrião para nossas convidadas – e olhou para as meninas a sua frente – Eu vou ver como seu tio está, não se preocupe – disse vendo a cara de espanto do garoto.- E quanto a vocês sintam-se em casa – disse dirigindo-se as morenas a sua frente.
Eliza saiu do hall e seguiu por uma das portas ali presentes.
Logo depois da saída da mulher todos ali ficaram um olhando para o outro. James olhava mais para Mily, que já estava começando a se incomodar com isso. Então resolveu quebrar a tensão, mas o garoto foi mais rápido.
— Venham por aqui. – e virou para a direita.
As meninas o seguiram quietas, logo que saíram do hall entraram em uma espaçosa sala, com muitos móveis antigos, a sala tinha até lareira. Mal dava pra repara nos lugares que passavam, ele andava muito rápido. Passaram por mais uma sala, entram em um comprido corredor e finalmente pararam em uma pequena sala, mas muito acolhedora.
Os tons ali eram claros, o sofá cheio de almofadas rendadas, havia uma mesinha no centro com algumas estátuas, eram bailarinas. Os quadros na parede eram arranjo de flores, com cores bem vivas. Havia duas estantes em um canto com vários livros, do lado de uma dela havia uma bela poltrona reclinável com um livro em cima. Um pouco mais no fundo tinha uma pequena estante com uma televisão. Havia alguns porta-retratos ali, mas Mily não conseguia ver nitidamente quem era. Perto da estante dom a televisão havia uma pequena porta de vidro, e dali vinha uma luz azulada que provocou a curiosidade de Mily.
— Bela sala – disse Mily pensando alto.
— Obrigado – respondeu James – vamos esperar aqui o termino da reunião, então poderemos ir jantar.
As duas concordaram com a cabeça. Mas Mily estava curiosa pra saber o que tinha atrás da porta de vidro. Tentou chegar mais perto, mas ficou sem jeito, pois não estava na sua casa. Então se contentou em sentar no sofá junto com a prima que já havia começado a conversa com James.
— Esse ano não vou precisar aturar esse ser insuportável aqui do meu lado Ami – disse Mika para a prima que se sentava ao seu lado.
— Vocês já se conhecem?
— Eu também não vou ter que aturar essa sua cara feia mais Anmica – disse o garoto, ignorando Mily – mudei de colégio, já não agüentava mais aquele povinho do seu colégio.
— Não me diga, o fora que você levou da Diestro te deixou tão mal assim- ela ria abertamente.
— Não tem nada haver com isso – disso o garoto de cara amarrada – Mudei de colégio, pois não agüentava mais gente como você Derda.
— Derda é o ...- ficou pensativa por um segundo – mas, mas se você saiu do colégio, então que dizer que você foi pro colégio Desafio?
— Hoo..você descobriu isso sozinha? – perguntou ele em deboche.
— HÁ NÃO!! – a garota deu um grito que assustou tanto Mily como James – vo te que te atura esse ano. Seu filho da mãe, porque não ficou na outra escola tentando descobrir onde foi parar teu celebro.
Ele estava com uma cara muito fechada, abriu a boca pra responder mas foram interrompidos pelo mordomo.
— Todos já estão a espera de vocês.- e se retirou.
— ótimo – disse Mily pulando do sofá – vamos então.
Pela cara que James e Mika a olharam, parecia que tinham esquecido que ela estava lá.
N/A: Gostaria de agradecer a um grande amigo que me deu apoio pra continuar a escrever...
Cristian... vlw mesmo...obrigado pela força!!
Bju.uu
