Título sem enrolação: Wonderland

Autora totalmente enrolona: Condessa Oluha

Beta totalmente enrolado: Felton Blackthorn

Disclamer enroladamente revoltado: Harry Potter não me pertence, apenas brinco com a vida dos personagens de tia J.K. como se esses fossem meros marionetes...

Avisos para não se enrolar: Obra slash, que suponho eu todos devem saber do que se trata, mas se não sabe é o seguinte: Imagine como sua mãee seu pai fizeram para que você nascesse? Agora imagine se você tivesse dois pais? É isso aí minha criança, um sapo de chocolate pra ti por sua capacidade de dedução... Sendo assim se não agrada não leia, se agrada leia! Mais simples que isso só os 300 espartanos do mozão...

Censura para não me enrolarem: NC-17, o que significa que você deve ser maior de dezoito pra estar lendo isso daqui, mas se não é, também não tenho como saber por isso, não culpem a autora caso fiquem traumatizados com o conteúdo dessa obra...

Classificação para desenrolar: U.A., Slash [Pinhão, Comédia, Romance, Aventura, OOC e Lemon.

OBS: ESSE CAPÍTULO EM ESPECIAL NÃO ESTÁ BETADO. SEMANA QUE VEM A VERSÃO SEM ERROS. SORRY, MAS OU ERA ISSO OU CAPÍTULO NOVO SÓ SEMANA QUE VEM... T.T

E parando com a enrolação: Que comece o show!

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"…I don't wanna boomerang.

I don't wanna cannonball.

I'm not angling.

I don't want to fall.

Tell me I'm the anchor

Of my own ascension.

Tell me

I'm a tourist in the 4th dimension?..."

CAPÍTULO QUATRO: MISSÃO! – A EMOCIONANTE CAÇA A RAPOSA!

Estava escuro e frio naquela noite de outono em Londres. O efeito pós-chuva criara uma densa neblina acinzentada que misturava-se aos gases espessos provenientes dos bueiros gerando uma atmosfera misteriosa pelas ruas da cidade.

Curiosamente, naquela noite, as vias estavam desertas e um silêncio sepulcral inundava tudo ao seu redor, sendo quebrado somente pelo som de passos apressados, se chocando contra o asfalto ainda molhado.

Harry ainda não sabia como, muito menos o porquê, havia sido praticamente expulso de suas cobertas quentes em plena madrugada, por uma criatura loira estressada que havia lhe dito que tinham uma missão.

Tudo o que tinha entendido era que embora ainda não houvesse respondido nem que sim nem que não a proposta de Andrômeda, era fato de que ainda possuía um gênio e, portanto, independente de sua resposta, teria que pagar enquanto tivesse a guarda do mesmo.

Talvez por esse 'pequeno' detalhe, estivesse caminhando num frio de cinco graus, acompanhado de perto por um Draco Malfoy e sua trupe composta por um azedo Severus Snape, um sonolento Sirius, um irritado Seamus e um temeroso Neville.

Nem era preciso dizer que a temperatura pouco amena, e o fato de que Harry vestia apenas um sobretudo de lã vermelho jogado sobre a roupa de dormir - que consistia em nada mais do que uma calça de flanela xadrez, uma camiseta branca de mangas curtas e um par de coturnos de couro, calçados por cima das calças - influenciaram e muito, no humor do pobre rapaz que naquele momento sentia ânsias de esganar Malfoy lentamente até a sua inconsciência.

O consolo do moreno era que Draco não estava melhor do que ele vestia um pijama azul bebê com estrelas brancas, um casaco de veludo cotelê azul celeste, cachecol branco e botas forradas de pele de camurça bege. Os cabelos loiros platinados, sempre impecavelmente arrumados, estavam desgrenhados, como se houvesse saído de uma luta com o pente e perdido, e a cara amassada de poucos amigos indicava que aquele não era um bom momento de falar sobre sua aparência.

Ninguém sabia nada sobre a missão, apenas o lugar onde deveriam aguardar um telefonema de Andrômeda que daria mais detalhes sobre a mesma. Logo, os seis rapazes caminhavam rumo a Rua Rose, 144, no subúrbio de Londres, uma vez que Sirius tivera que estacionar a sua pick-up com rodas monstro algumas quadras atrás, devido a estreiteza do caminho. Quinze minutos depois se encontravam em frente a uma mansão que parecia recém-saída de um conto de Stephen King, com seus três andares, janelas arqueadas de vitral fosco, paredes descascadas cobertas de hera, um jardim que mais parecia um matagal e uma fonte com uma estátua de cupido rachada e carcomida pelo tempo, rodeada de água lodosa e parada.

A mansão era rodeada por grades estreitas que lembravam lanças e a sua frente havia um portão de ferro enferrujado trancado com um grande cadeado envolto por grossas correntes.

Pararam em frente aos portões, e antes que Snape pudesse pegar o celular para ligar para Andrômeda, o mesmo começou a tocar sendo atendido prontamente:

- Snape falando. – sibilou a voz grave.

- Hello, Sevie! Estão todos aí? – indagou Andrômeda com sua habitual voz alegre.

- Sim, estão todos aqui. E então, qual é a missão?

- Nossa Sevie, não precisa ser tão impaciente! Sabe o quanto é chato ficar aqui sozinha dando apoio para que vocês rapazes não façam besteira?

- Eu trocaria de lugar com você de bom grado... – retrucou o outro mal-humorado.

- Ora Sev, você sabe que Andrômeda e frio são duas coisas que não combinam!

- A missão, Andrômeda, a missão!

- Tá, tá, não precisa se zangar! Cruzes, Sev, alguém já disse que você é muito rabugento? – um bufar de Severus do outro lado da linha foi o suficiente para Andrômeda prosseguir ao assunto principal – Ok, vocês devem estar em frente a uma mansão abandonada, correto?

- Sim.

- E provavelmente a mesma está trancada, correto?

- Sim.

- Caminhem até a parte de trás, lá vocês encontraram um arbusto de hera enroscado entre as grades, afastem o arbusto e encontraram uma passagem. – falava Andrômeda agora sendo escutada por todos através do viva-voz.

- Vocês entraram direto na parte traseira do jardim, lá haverá uma casa menor, que antigamente servia para abrigar o caseiro, entrem nela, basta forçar um pouco a tranca que ela cederá. No quarto encontraram debaixo da cama um alçapão, as chaves estarão debaixo do tapete, do lado esquerdo da porta. Vocês se depararão com um corredor escuro, caminhem por ele, e em hipótese alguma acendam luzes ou façam barulho, essa regra deve ser seguida a partir do momento em que pisarem no jardim. Até aqui entendido?

- Andie, como encontraremos a saída se não podemos acender a luz do corredor? – perguntou Seamus, soltando um bocejo logo em seguida.

- Simples meu caro, deverão seguir reto, sempre reto, sem fazer curvas, ou entrarem em lugar algum, esse corredor dará num dos quartos principais da casa, por trás de um biombo. A partir daí não posso informar mais nada, a não ser que o oponente de vocês são trolls, quatro no total, e um ogro montanhês.

- Qual o nosso alvo? – perguntou Sirius direto.

- Uma raposa Sirius. O alvo de vocês é uma raposa.

- Pensei que raposas fossem poderosas, por que se deixariam seqüestrar por um bando de trolls e um ogro? – interpelou Seamus, fazendo pouco caso.

- Parece que foi utilizada uma poção de rosa negra, por isso pedi que você trouxesse o antídoto, Severus. Vocês têm uma hora exatamente, para executar a missão.

- Trolls usando poções para atacarem? Essa pra mim é novidade... – comentou Sirius sarcástico – Aquelas criaturas não passam de um monte de músculos com um cérebro menor que uma semente de maçã...

- Enfim, uma cópia perfeita da sua pessoa Sirius. – rebateu Severus ácido.

- Você sabe que desse jeito eu gamo, não sabe Sev? – brincou Sirius, piscando os olhos rapidamente, enquanto esfregava-se ao corpo do outro, que deu-lhe um belo cascudo em resposta.

- Gente, sem querer interromper o momento de ternura, será que dá para irem rápido? Agora vocês têm cinqüenta e sete minutos para completarem a missão...

- Teríamos mais, se uma certa pessoa não ficasse fazendo rodeios ao telefone... – resmungou Severus.

- Cinqüenta e seis! – gritou Andrômeda do outro lado da linha.

- Tá, tá, estamos indo! – apressou-se Seamus, enquanto Snape desligava o telefone e o grupo se dirigia para o outro lado da propriedade.

- Mas, que é estranho é... Trolls atacando com poções ao invés da força bruta... – comentou Neville enquanto passavam através das grades.

- Isso só significa uma coisa, tem mais gente por trás disso. Gente inteligente, por sinal. – respondeu Severus pensativo. – Não é tão fácil assim seqüestrar uma raposa, ainda mais se o indivíduo possuir a esperteza de uma porta... Kitsunes são conhecidas pela astúcia.

- Deve ter sido um ataque sorrateiro, algo feito pelas costas, rápido e eficiente. – completou Draco.

- Gente, sem querer interromper o papo suuuuuuuper interessante de vocês, mas porque tanta cautela pra resgatar uma raposa? Não é mais fácil simplesmente ir a uma floresta e caçar uma?- perguntou Harry confuso com toda aquela história.

Seu comentário rendeu-lhe um suspiro exasperado de Malfoy e Snape e risadinhas de Sirius e Seamus.

- Harry, não se trata de uma raposa comum. – explicou Neville um pouco mais solícito do que seus companheiro – É uma raposa de fogo, ou kitsune ou ainda youkais. São criaturas mágicas e muito raras, dominam o fogo e são extremamente astutas. Chamamos elas de raposas devido ao fato de que elas podem se transformar em animais, mais precisamente uma raposa, assim como um gênio animago.

- O fato é que, kitsunes são muito sagazes, conhecidas inclusive por enganar os mais sábios, é difícil acreditar que uma tenha sido seqüestrada assim, tão facilmente por um bando de trolls, que aliás, são criaturas extremamente fortes fisicamente, porém muito burras.

- E pra Andrômeda estar querendo que a gente resgate esse youkai só pode significar que ele é muito poderoso... – completou Seamus com um sorriso enigmático nos lábios.

- Ou muito burro... – rebateu Sirius zombeteiro – Independente se esses trolls tiveram ajuda ou não, se um youkai se deixa derrotar tão facilmente não deve ser lá grande coisa... Deve ser mais um foragido de Asgard, por isso Andrômeda está atrás dele.

- E posso eu saber o que então eu faço aqui, uma vez que não possuo conhecimentos mágicos e muito menos sei como abater um troll ou um ogro montanhês? - perguntou Harry fazendo uma careta.

- Ora Potter, encare isso como uma pesquisa de campo, ou melhor, como um treinamento prático! – ironizou Draco com um sorriso travesso nos lábios.

- Treinamento prático pra quê Malfoy, pra conseguir ver a sua cara através dessa juba que você chama de cabelo?

- Vai te catar Potter! Ao menos o meu problema se soluciona com um pente, enquanto o seu só se soluciona com uma tosa!

- Loira do banheiro!

- Cabeça de urubu!

- Barbie anoréxica!

- Filhote de cruz credo!

- Ameba albina!

- Aborto da natureza!

- Loira genérica!

- Ora seu...

- Rapazes! – interrompeu Neville massageando as têmporas – Embora seja emocionante ver o torneio de ping-pong que é uma discussão entre vocês, devo lembrar que a gente supostamente deve fazer silêncio! E isso meus caros amigos, deve significar que nenhum dos dois deve abrir a boca numa altura superior à ouvida por um surdo!

- Vejam só, mudou um pouquinho só desde a última vez que o vi e já pensa que é homem! – rosnou Malfoy encarando Neville com um olhar perfurante.

- Pena que eu não posso dizer o mesmo Malfoy... – rebateu o outro com um sorriso tão cínico que por um momento Draco pensou, 'Ok, onde está Neville Longbotton e quem é essa criatura estranha que se apoderou de seu corpo?'

Continuaram caminhando, dessa vez em silêncio, até alcançarem a casa do caseiro. Era pequena e bem simples, de tijolos vermelhos, recoberta de trepadeira e musgo. A porta pintada com tinta branca já descascada possuía uma pequena janelinha de vitrais coloridos, como Andrômeda disse, bastou apenas forçar um pouco a maçaneta para que a mesma cedesse.

Caminharam pela sala que possuía poucos móveis, apenas uma poltrona embolorada, um tapete redondo empoeirado, uma mesinha de centro de madeira carcomida e uma lareira. Tudo estava cheio de pó e teias de aranha e as paredes possuíam uma cor desbotada e descascada pelo tempo.

Foram direto ao quarto, que era bastante pequeno e tão necessitado de móveis como a sala, uma vez que possuía apenas uma escrivaninha, um guarda-roupas e uma cama ainda recoberta por lençóis amarelados e com cheiro de mofo.

Sem perca de tempo Severus dirigiu-se para o lado da porta e pegou a chave enquanto Sirius afastava a cama desvendando um alçapão trancado com um grosso cadeado de metal. Abriram a tranca e descendo por uma escada de pedra depararam-se num túnel escuro e frio.

- Não seria melhor alguém ficar de vigília? – perguntou Neville puxando um pouco mais a capa verde musgo que usava contra o corpo.

- Não, por mais que trolls sejam burros eles são fortes, além disso são resistentes a magia, precisaremos do maior número possível de 'poder de fogo'. – respondeu Sirius.

- Cara, eu simplesmente odeio enfrentar trolls, da última vez eu fiquei com um cheiro insuportável no corpo por semanas... – queixou-se Seamus fazendo bico.

- Como são esses trolls e ogros? – indagou Harry mais uma vez confuso.

- Ai, deixa que dessa vez eu explico... – suspirou Seamus. – Trolls são criaturas grandes, destrambelhadas, fedorentas com mais força do que um touro enfurecido. Também são feios de doer e burros como portas, o pior de tudo é que possuem uma pele tão dura e impenetrável que fica difícil usar magia com eles, só encantos muitos poderosos... Já os ogros, são como gigantes medem cerca de três a cinco metros de altura, também são muito burros e são mais violentos do que os trolls se isso é possível, acho que as únicas coisas que distinguem trolls de ogros, são a altura e o fato de que os trolls são mais maliciosos e maldosos. Ah, e o fato de que ogros se alimentam de carne humana...

- O QUÊ?! – berrou o moreno num tom alto ao mesmo instante em que chegava ao quarto.

Nesse exato momento, quatro cabeças furiosas voltavam-se para Harry e um Seamus que em vão, tentara conter o grito do rapaz.

Tarde de mais. Ouviram passos pesados que rangiam o assoalho gasto da escada, se aproximando cada vez mais, junto de resmungos inteligíveis. Os seis rapazes foram se afastando cada vez mais da porta, numa fila indiana, até que Harry topou com a cama caindo sentado e sendo esmagado pelos corpos amontoados dos demais.

A porta se abrira num estampido, para revelar uma das imagens mais chocantes que Harry tivera a oportunidade de ver.

Eram duas criaturas no total. Possuíam um corpo humano, embora esse fosse excessivamente robusto, nada mais do que músculos e gordura acumulados. Com pelos grossos e crespos nos membros. Os cabelos eram oleosos e desgrenhados, os dentes podres e a pele encaroçada e cheia de cicatrizes. Seus olhos eram miúdos e maldosos, de um brilho perigoso e cruel, a boca torta de lábios grosseiros e sem forma tinha os dentes amarelados e podres além de completamente tortos. Exalavam um cheiro terrível que lembrava a peixe apodrecido, e trajavam trapos que mal cobriam os corpos desproporcionais, extremamente sujos e puídos.

O primeiro que deveria ter por volta de dois metros e meio de altura, fez uma tentativa de sorriso medonha e sádica, ao ver os corpos amontoados sobre a cama, estalou as juntas das mãos enormes, deixando a mostra as unhas compridas e imundas.

- Veja só Thòrk, pelo visto temos visitas...

O outro que era cerca de uns quinze centímetros mais alto deu uma gargalhada que mais lembrava o ronco de um porco.

- Talvez devêssemos demonstrar o quanto estamos felizes por essa intrusão repentina, Thòrk...

- Oh, sim! – disse o outro batendo palmas – Vou fazer um chá! – e dizendo isso, ou troll maior dirigiu-se ao corredor sendo parado por um safanão dado pelo menor.

- Não seja idiota! Eu estava fazendo uma piada, imbecil!

- Também não precisa ser tão mau, Vladish...

- Também não precisa ser tão mau Vladish! – remedou o outro em falsete – Anda, para de resmungar feito uma mulherzinha e vamos dar uma surra nesses intrusos! - completou estalando mais uma vez as juntas.

- Hehehe, Thòrk adora bater! – adicionou o outro sorrindo debilmente.

Uma espécie de torpor misturado a surpresa de serem descobertos tomou conta dos seis rapazes, causando um desespero em Harry, que mais uma vez naquela noite, não conseguiu conter sua língua antes de disparar:

- Esperem!

O tom da voz do rapaz saiu tão repentina que seus companheiros o encararam simplesmente abismados:

- Vocês não podem bater em todos!

- Harry que é que você pensa que está fazendo seu asno?! – sussurrou Draco num tom urgente.

- Como assim não podemos bater em todos? – questionou Vladish desconfiado.

- É que... É que... – o moreno olhou ao redor até se deparar com a face de Malfoy o que subitamente lhe deu uma idéia:

- É que temos uma menina no grupo! – anunciou empurrando Draco na frente dos trolls.

- HARRY! – bradou num tom apavorado – O QUÊ POR TODOS OS INFERNOS SANGRENTOS VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?!

- E dái?! O quê você quer que a gente faça? Bata nela primeiro? – perguntou Vladish estalando desta vez o pescoço – Afinal de contas, primeiro as damas.Vamos lá, Thòrk!

Thòrk, porém, não se moveu.

- Porra, Thòrk, qual o problema agora?!

- É que, bem, Vladish, ela é uma menina...

- E...

- Bom, Vladish, eu posso ser um troll, mas eu ainda tenho minha dignidade!

- Você estava fuçando o lixo ontem, garanto que se você tinha alguma dignidade ela sumiu entre o rolinho primavera mofado e a laranja embolorada... Agora pare de besteira e vamos encher eles de pancadas!

- Por que você nunca me entende Vladish?!

- Minha nossa, Thòrk, vou encher o Tray de porrada por deixar você assistir aquelas malditas novelas mexicanas!

- Não culpe o Tray pela sua insensibilidade! Você é um morto emocional!

- Cara, eu ainda to surpreso, com o fato do kitsune deixar-se seqüestrar por essas antas... – resmungou Sirius falando pelo canto dos lábios, num cochicho.

- Vamos aproveitar o momento de distração deles e agir! – rebateu Snape dirigindo-se a porta, acompanhado de Sirius e Neville.

- Hei, e eu?! – indagou Seamus.

- Você dá apoio para o Malfoy! – respondeu Neville antes de desaparecer pela porta.

Os três rapazes desceram as escadas seguindo rumo ao barulho alto de roncos que vinham da sala de estar.

A sala era ampla e horrendamente decorada, cheia de bibelôs de cristal empoeirados e castiçais opacos de sujeira, que amparavam cotocos de vela. Deitado no grande divã de temas florais, um dos trolls dormia tranqüilo, o que auxiliou e muito, quando Severus se aproximou injetando um dardo tranqüilizante no pescoço da criatura que se quer despertou de seu sono.

- Isso vai prolongar o sono desse debilóide por longas horas...

- Agora só resta saber onde está a raposa! – ressaltou Neville procurando ao arredores, até escutar um som baixo, como um gemido, próximo a um grande baú de livros que estava trancado.

- Ei, Sirius, me dá uma força aqui, tá trancado! – pediu o gênio, tentando puxar a pequena tranca presa por um pesado cadeado.

- Deixa comigo! – comunicou o moreno, antes de abrir a tranca com um golpe rápido e silencioso.

- Vamos rápido, ainda tenho que ministrar o antídoto contra a rosa negra! - lembrou Snape atento a qualquer ruído suspeito.

Mal terminara de falar e um grande estrondo pode ser ouvido do andar superior sendo acompanhado de uma correria e gritaria infernais.

Draco e Seamus haviam nocauteado Vladish, logo depois do mesmo ter sido abandonado por um enfezado Thòrk que decidira que aquela era uma vida de veras ingrata, antes de sumir por um portal aberto pela lareira.

No entanto, o barulho que fizeram foi o suficiente para atrair a atenção do troll restante, Barsik e conseqüentemente de seu companheiro nada amistoso de quatro metros de altura, um ogro das montanhas chamado Truddel.

Draco ainda tentara acertar um poderoso encantamento denominado lança-chamas, mas esse sequer fez um arranhão na pele do ogro, entretanto, acabara com Barsik.

Truddel, embora fosse estúpido demais para formular qualquer palavra que não fosse um resmungo, não pareceu gostar muito do ataque do gênio, e por um triz, sendo salvo pelos reflexos de um mortificado Harry, o loiro escapou de ser achatado contra a parede feito um mosquito pelas mãos desproporcionais do ogro.

O monstro de pele esverdeada, careca e vesgo, com um único chifre na testa, caminhava pesadamente fazendo o chão estremecer, enquanto corria de maneira lerda contra o trio.

Com um único murro, Truddel fez um rombo na parede do tamanho de uma abóbora. Melhor para Seamus, uma vez que o golpe visava sua cabeça.

Severus apressou-se em ministrar o antídoto à raposa que estava inconsciente, enquanto Sirius e Neville, totalmente alheios para qualquer coisa que não fosse o ogro gigante, partiam em direção ao mesmo, numa tentativa de auxiliar os amigos.

- Merda! Esse é dos grandes! – exclamou Black enquanto retirava a espada de lâmina longa de trás do suporte que carregava nas costas – Nev, me dê cobertura!

O gênio não precisou ouvir duas vezes, antes puxar o chicote que carregava por baixo da capa.

Magia não teria efeito contra um ogro daquele tamanho, a pele dele parecia não absorver qualquer coisa que não fosse o odor depreciativo que exalava. Sirius ergueu-se num pulo felino cravando sua espada na clavícula do monstro fazendo-o bradar de dor tentando alcançá-lo com as mãos.

O moreno, no entanto, foi mais ligeiro, esquivando-se no último segundo, porém, não a tempo o suficiente de retirar sua espada da pele dura de Truddel.

Neville aproveitou a brecha tentando enroscar seu chicote nas pernas do ogro, todavia, sua tentativa lhe resultou num golpe que o fez ser arremessado contra a lareira com tal força que todos os bibelôs se espatifaram contra as suas costas.

- Neville! – gritou Draco indo auxiliar o amigo – Você está bem? – perguntou vendo que o outro encontrava-se ligeiramente tonto. – Quebrou alguma coisa?

- Só o orgulho, eu acho... – disse o rapaz sorrindo fracamente, fazendo em seguida uma careta de dor.

O ogro pareceu extremamente feliz em conseguir acertar alguém, ou pelo menos foi o que pareceu, visto que suas expressões faciais eram bastante pobres. O próximo de seu alvo foi um descuidado Seamus, arremessado contra a mesa de centro, sendo acompanhado de Sirius logo em seguida.

Agora não havia mais nada entre ele e Harry, que recuava para trás temeroso, o desespero do moreno só aumentou quando suas costas se chocaram contra a parede. Estava encurralado.

A mão monstruosa ergueu-se em sua direção, parecia correr em câmera lenta, o punho fechado pronto para deformar sua cara, entretanto, o mesmo nunca encontrou o seu destino. Antes, que Harry pudesse registrar qualquer coisa, viu um leque gigante ser arremessado em direção ao ogro, fazendo-o hesitar por alguns instantes, apenas para que focalizasse uma figura esbelta, envolvida num quimono de tafetá vermelho, bordado com um grande dragão dourado cuspindo fogo nas costas, a pele absurdamente alva, contrastando tremendamente com os cabelos de um castanho claro avermelhado, lisos e na altura das coxas, presos num alto rabo de cavalo. No entanto, o que mais chamava a atenção naquela criatura eram os olhos, dourados, quase cor de âmbar, audaciosos, como fogo líquido impetuosos como a lava de um vulcão, impiedosos como a fúria do mais abrasador incêndio.

A voz gentil e suave, de uma tonalidade rouca e perigosa, foi mais potente do que um trovão em plena noite silenciosa, embora não passasse de um sussurro quando provocou num meio sorriso, pegando o leque com maestria, que retornara a sua mão como um bumerangue:

- Ei, grandão, por que não brinca com alguém do seu tamanho?

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OMG! Sério kidos, esse período foi um período bastante difícil para Wonderland, primeiro porque eu estava tão sem inspiração que passava horas olhando para a tela em branco do PC e indagando: Por que? Por que me abandonastes?!

Segundo, porque meu modem queimou e de quebra fiquei sem provedor... O que me rendeu mais algumas semanas de atraso. A única forma de me comunicar era através do PC do trabalho, o que significa emails breves e sem graça...

Enfim, alguém aí já conseguiu descobrir quem é o novo personagem de Wonderland? Um sapo de chocolate para quem acertar!

Embora ache que a maioria já saiba, aí vai uma dica: É um personagem que o pessoal me pediu e muito, para colocar logo na história...

A partir daqui as coisas vão ficar mais conturbadas...

Mudando totalmente de assunto, estava a procurar um mangá interessante na banca, quando ao acaso resolvi comprar Death Note, e gente, como é bom! Viciei tanto que até pretendo escrever uma fic meio crossover entre Harry Potter e Death Note, mas isso beeeeeeeem futuramente.

Só pra ressaltar, e voltando ao assunto, esse personagem se transforma em raposa, única e exclusivamente em homenagem a uma amiga muito querida que eu tive o prazer de finalmente conhecer pessoalmente: si, si és tu Rapousa!!!!!!! Foi uma homenagem meio chinfrim, porém tá valendo... Minha forma pra agradecer a fic de dia da independência que você fez pra mim! Depois te homenageio de forma mais decente... T.T

Outra homenageada nesse capítulo é a minha querida Moony-Sensei, que é uma pessoinha maravilhosa, e que entende esse personagem tão bem que se eu não soubesse que ele era fictício juraria que ela era ele... Tá Moony sei que provavelmente deves saber de quem se trata, por isso confio em ti para guardar esse segredo! Te dedico a aparição dessa criaturinha para ti!

Quanto a letra que aparece no começo da fanfic é de uma música chamada 'Animal' do REM, e sorry por não colocar a tradução... Deu preguiça...

Agradecimentos especiais a Rapousa, Felton Blackthorn, Neko Kuroi, Sarih e Lis Martin que me mandaram umas ofensas para Gina Weasley, que me fizeram ter convulsões de tanto rir... O que posso dizer... A situação está empatada entre Rapousa e Lis Martin. Ambas sabem como ofender uma ruiva e no caso da Lis, como coagir uma ao suicídio...Próximo capítulo: Um novo personagem adentra em Wonderland, e um inimigo perigoso descobre um segredo vital... Não percam o capítulo cinco de Wonderland: 'Chantagem', porque como Shakespeare disse, o ciúme é um monstro de olhos verdes! Mantenham-se conectados e boa viagem!

P.S.: Gente, sorry a verborragia, mas é que eu realmente tava com saudade! Vocês são criaturinhas muito kawais, não merecem ler as besteiras de uma autora maluca feito eu... T.T, à Verborragia é uma marca registrada e exclusiva de Rapousa Corporation, seu uso indevido pode causar dores nos dedos de tanto digitar e língua solta crônica.

P.S.2: Aqui começa a contagem regressiva para a descoberta do segredo de Draco, para quem não quiser perder, fique atento!

P.S.3: Agradeço os reviews que me incentivaram e muito, a continuar: do meu mozão e beta Felton Blackthorn, a Gê Black que continua sendo o raiozinho de sol do meu dia nublado e minha cheerleader favorita, a Thais Weasley Malfoy, a Listen the rain que lá de Portuga acompanha esse projeto de fic, a Veleth, a Sarih agradeçam a ela que me deu um puxão de orelhas pela demora te adoro mina, a N.m Black, a Bibiss e a Cissy que são as minhas irmãs Weasleys de plantão e que me levam as nuvens com seus reviews maravilhosos, a Sy P. porque ela é demais, a Carol Yuy que sempre me faz ouvir a musiquinha de psicose com a sua presença, a Milinha Potter, a Sam Crane que não é maluca, a DW03 que é o yin do meu yang, a Blanxe porque eu ainda tô embabascada demais por ela ter comentado minha mera fanfic, a Monique, a Lis Martin que me fez gargalhar com suas sugestões, muito úteis aliás, a Neko Kuroi, Moony- Sensei que é simplesmente fodástica e por último e não menos importante a Rapousa que eu tive a felicidade de conhecer pessoalmente e que é tão magnífica ao vivo quanto online. Bjocas a todos os que comentaram, e fiquem tranqüilos que agora o negócio prospera!