Título: Wonderland

Autora: Condessa Oluha

Classificação: Slash, Romance, Comédia, Aventura, Angust.

Censura: NC-17 obra slash, ou seja garotos 'se pegando' e fazendo coisinhas que fazem o Kama Sutra parecer um livro de cânticos budistas, se não gosta não leia. Pense assim, você não é obrigado a ler e mandar comentários desaforados e eu não sou obrigada a responder os seus comentários desaforados... Agora se você curte slash, seja bem vindo, divirta-se e não se esqueça da minha caixinha de natal em forma de review no final!

Resumo: Harry Potter é um garoto normal de dezessete anos que após uma desilusão amorosa acaba conhecendo uma misteriosa casa de chá que realiza os mais sublimes pedidos. Bem-vindos a Wonderland, qual o seu maior desejo?

Disclaimer: Precisa mesmo? Ok, lá vai... Harry Potter e companhia não me pertencem... Blá, blá, blá... Até porque se me pertencessem Harry não seria B.V. até os quartoze anos, Draco Malfoy a muito teria assumido a sua sexualidade e nem nos devaneios mais malucos Sirius Black e Remus Lupin seriam apenas amigos... Agora deu pra entender porque os direitos não são meus, ou entendeu sem dar mesmo?

HPDMHPDMHPDMHPDMHPDMHPDMHPDMHPDMHPDMHPDMHPDMHPDMDHPDMDHP

CAPÍTULO SEIS: REVELAÇÕES - O IMPACTO DO PEQUENO METEORO CHINÊS!

Quando Harry Potter acordara naquela manhã tranquila de outono não sabia o que lhe aguardava naquela semana. Também pudera, não era vidente, nem lia mentes e a única coisa sobrenatural com a qual se deparara na vida, dormia pacificamente no quarto ao lado, mergulhada profundamente nos próprios devaneios do sono para sequer perceber o que ocorria ao seu redor.

Fato que Malfoy nesse pouco tempo de convívio, se mostrara uma amiga muito divertida de se conviver, apesar do gênio difícil e do temperamente explosivo, era inegável que trouxera um pouco de tempero a vida sempre tão pouco regada de emoções do adolescente.

Quando Ginny o dispensara, pensara realmente que não se recuperaria. Por mais que seu bom senso lhe dissesse que ainda era jovem e que as feridas de um amor não correspondido poderiam ser facilmente cicatrizadas, seu coração insistira em lhe lembrar de que se talvez não fosse tão mulherengo e tivesse tanto medo assim de se apaixonar, hoje quem sabe a bela e formosa ruiva e ele teriam um bom relacionamento.

Entretanto, se tivesse um relaciomento com Ginny, jamais teria saído daquela forma naquele dia chuvoso, jamais teria encontrado aquela pequena casa de chá e muito menos teria conhecido Malfoy...

Sacudira a cabeça de leve, Malfoy era só uma garotinha mimada, egocêntrica e língua raquete. Duvidava muito se ela conseguiria sentir qualquer outra coisa que não fosse voltada inteiramente para o próprio umbigo. Enquanto Ginny era boa, gentil, ingênua... E Harry jurava que se Dean Thomas não fosse um bom amigo, há muito teria mandado a cautela às favas e mandado ele plantar bananeira... Mas, pensando assim... Bem, ele tinha um gênio não tinha? E pelo que se lembrava não havia feito um pedido sequer a ele... Talvez Malfoy estivesse certa e ele fosse lento da mente, todavia, ele iria consertar aquele pequeno 'lapso' momentâneo, e aproveitar das vantagens de se ter um ser mágico pronto a conceder-lhe todos os desejos...

E com um sorriso alegre, resolveu sair da cama e tomar um belo banho, afinal, não era todo o dia que Lílian Potter resolvia ser generosa e deixá-lo faltar a aula.

Draco, não pregara os olhos naquela noite... Seu sono fora turbulento, cheio de sonhos confusos e pertubadores. Olhou para o relógio que anunciava ser nove da manhã e optara sair de vez da cama, dirigindo-se ao banheiro para um banho morno. Aproveitou para desfazer os nós do cabelo e lavá-los devidamente e com cuidado extra para não acertar o belo galo que havia se formado em sua testa e que estava particularmente doloroso naquele dia. Lembrar-se daquele ferimento o fez lembrar-se de Potter, de seu cuidado, de sua atenção, do modo como aqueles olhos verdes demonstraram tanto zêlo...

"Ok, pára Malfoy! O negócio dele é a Ginny, aquela paquita erótica! Ele não tá nem aí pra você e se soubesse que nem de longe você é uma frágil donzela, aposto que ele faria questão de te martelar no solo feito uma estaca..."

Terminando o banho vestiu o roupão felpudo e azul e penteou as longas madeixas encarando-se durante um tempo enfrente ao espelho...

"Aja como um gênio Draco Malfoy, no fim tudo o que ele quer de você é que você resolva os problemas dele... Nada mais!"

Draco pegou um vestido azul marinho de gola branca qualquer dentro do closet e vestiu junto de meias listradas e botas de amarrar de cano curto. Não era a imagem da feminilidade, mas quem disse que ele se lixava pra isso?

Andrômeda sentara-se num confortável divã de veludo rosa antigo de madeira escura e ordenou que Remus se sentasse numa poltrona com o mesmo estilo. Estavam numa sala de vidro que dava vista para um pequeno jardim, repleto de flores que iam desde campânulas, ânis e rosas elizabetanas, muito comuns no clima invernoso de Londres, até jasmins, vitórias-régias e nenúfares, mais acostumadas a climas quentes.

A jovem mulher acendeu um de seus característicos cigarros aromáticos, tragando-o de sua mais característica ainda piteira, enquanto servia um pouco de chá para Lupin, que ainda a encarava confuso.

- Bom Remus, serei direta quanto ao assunto de nossa conversa, normalmente só costumo mandar meus garotos em missões quando estas visam o nosso bem estar ou quando são necessárias ao cumprimento do juramento dos guardiões.

Remus aceitara a xícara de chá e bebia ela vagarosamente enquanto observava Andrômeda tragar mais um pouco do seu cigarro, soltando pela boca e narinas uma fumaça com um cheiro exótico que nem de longe lembrava tabaco, e de uma cor arroxeada.

- O simples fato de termos salvo você da garra daquele bando de desmiolados foi a minha curiosidade quanto a um assunto...

- E que assunto seria esse? - indagou a kitsune, levantando uma das sombrancelhas e encarando os olhos azuis violáceos da mulher a sua frente, tão misteriosos e enigmáticos.

- Você não é uma raposa comum Remus, por mais que eu pareça tola e abobalhada, eu fiz uma densa pesquisa sobre sua pessoa antes de tentar qualquer resgate, e o que mais me surpreendeu foi o fato de que você foi treinado por uma das três grandes mestras do monte Hôh... Logo, por que alguém que foi tão rigidamente treinado deixaria-se levar tão facilmente por um bando de trolls desmiolados? - indagou prescrutando Remus mais uma vez com aqueles orbes inquisidores, capazes de desaprofundar os mais guardados segredos.

Remus encarou-a mais uma vez, pensava em seu interior se deveria ou não contar o que sua mestra havia lhe confiado com tanto cuidado, deu um longo suspiro, se aquela mulher a sua frente quisesse lhe fazer algum mal já o teria feito. Como sua mestra mesmo falava, "O que é ruim vem a galope" e até agora esse ditado se mostrara incrivelmente infalível.

Ginny ainda estava parada no corredor, observando boquiaberta as informações contidas naquela ficha.

Era bom demais para ser verdade. Draco Alexander Malfoy, então era esse o nome completo daquela maldita criatura?

Será que Harry sabia a verdade? Pensou roendo as unhas impecáveis, não, se ele soubesse jamais teria se portado de maneira tão íntima com Malfoy. E os Potters o que diriam se soubessem que abrigavam um travesti debaixo do próprio teto? Com certeza aquele serzinho insignificante seria despachado do inferno de onde surgiu no mesmo instante.

Uma parte de sua consciência dizia-lhe que estava sendo cruel e mesquinha, mas por outro lado, ficara tanto esperando pela atitude dos outros para poder guiar sua vida e veja onde parara? Se queria Harry iria lutar por ele!

Agora só faltava uma boa ocasião para despachar a bomba. E seus felinos olhos verdes praticamente sorriram ao depararem-se com o cartaz fixado no mural do colégio com os seguintes dizeres:

Grande Baile de Outono

Tema: Grandes Personagens do Cinema

Local: Alameda Crawford, 253 Notting Hill- Londres

Data e Horário: dia 1º. de Outubro às 21 horas

Venha prestigiar esse maravilhoso baile oferecido pelo ilustríssimo sr. D., que tem como principal tarefa estreitar os laços entre os estudantes desta renomada escola. Lembrando que devem vir fantasiados de seu personagem cinematográfico favorito e que terá comes e bebes a vontade. Não se esqueça também de confirmar presença através dos números de telefone: 555-3310 ou 222-5813 ou ainda por e-mail: sr.D mysterious. server. com

Contamos com sua presença!

Oh, sim, provavelmente esse baile serviria para estreitar os laços, mas seriam os dela com Harry...

Na hora do intervalo, assim que os alunos bateram os olhos no mural, não havia outro assunto que não fosse o Baile Outonal, quem iria, como que fantasia iriam e antes de tudo: Quem era o misterioso Sr. D.?

Pessoas e mais pessoas já ligavam para o número do cartaz para confirmarem suas presenças, e diante do burburinho e agitação que se formavam, olhos negros observavam tudo com um sorriso satisfeito.

Não havia dúvidas de que aquele baile prometia...

- Um baile? - indagava Harry, enquanto encarava Hermione que havia ido lhe visitar para lhe trazer os deveres de casa.

- Você não ouviu Harry? Sim, um baile, sabe aquelas festas espalhafatosas, com comida, bebida e dança? - provocou Draco impaciente.

- Engraçadinha... - rebateu Harry fazendo careta.

- Obrigado querido, eu sei que eu sou!

Depois de uma revirada de olhos por parte de Harry e de um suspiro por parte de Hermione, o assunto voltou a ser discutido.

- É um baile de outono, à fantasia, o tema é cinema, cada um vai vestido como seu personagem cinematográfico favorito...

- E quem é que tá dando esse baile Mione?

- Ah, Harry todo mundo no colégio pergunta a mesma coisa. O sujeito se auto intitula Sr. D., não se sabe quem é, apenas que para conseguir colocar um poster dentro da escola avisando sobre a festa deve ser ou aluno ou conhecido de algum aluno... Vocês pretendem ir ao baile? - indagou a moça encarando os dois. - Ron já me fez confirmar presença, aquele menino viu! Não pode ver uma festa que age que nem louco, quem dera tivesse o mesmo ânimo para os estudos...

- Que acha Malfoy, vamos? - perguntou Harry tão animado que Draco comparou mentalmente que os olhos verdes do garoto pareciam com o de um filhote de cachorro pedindo pra ser adotado. Maldita queda por filhotes...

- Vamos, né, fazer o quê, você tá parecendo um vira-lata faminto que acaba de visualizar um filé.

- Vou falar com o pessoal da casa de chá e ver se eles querem ir também... - comentou Harry.

- Pessoal da casa de chá? - perguntou Hermione curiosa.

- Sim, - respondeu Harry coçando a cabeça - são uns amigos que eu fiz outro dia quando andava pela cidade...

- Ah... Bom, gente, tenho que ir. Estudem direitinho e se quiserem confirmar a presença de vocês no baile aqui tá o número. - disse Hermione enquanto anotava algo num pedaço de papel e deixava sobre o criado-mudo - Até mais e se cuidem!

Malfoy apenas observou Harry indo acompanhar a amiga até a porta, não sabia o porquê, no entanto, não tinha um bom pressentimento quanto a esse baile...

Remus endireitou-se na cadeira e colocou a xícara de chá pela metade na mesinha de centro. Andrômeda também ajeitou-se e quando a voz da raposa saiu era baixa e suave:

- Minha mestra mandou-me numa missão. Eu tinha que resgatar um artefato mágico que havia sido roubado do Palácio de Khandra por um mercenário que por sua vez venderia tal artefato para um contrabandista de armas mágicas. - A kitsune fez uma pausa antes de prosseguir - O que eu não sabia, era que o tal mercenário já sabia de meus passos. Quando a arma encontrava-se nas florestas de Murihad, e eu estava prestes a resgatá-la fui atingido por uma flecha envenenada. Não me lembro mais nada a partir daí, só que não foram trolls que me atingiram. Era alguém realmente bom, que conseguiu passar imperceptivelmente por minhas defesas. Como estava fraco com o efeito do veneno não consegui reagir depois de preso, apenas quando sua equipe veio me resgatar tive a chance de lutar e fugir com eles.

- E você sabe por que eles simplesmente não o mataram?

- Não. Mas, creio que precisavam de mim vivo, caso contrário não estaria aqui falando com você agora.

- Bom, Remus. Eu também tive a liberdade de conversar um pouco com sua mestra. Ela disse que o melhor seria que ficasse aqui por uns tempos, não arriscaria uma viagem até suas terras com algo tão misterioso acontecendo. Se não for incômodo para você aceite minha oferta e se hospede aqui o quanto for necessário. É claro que terá que ajudar os rapazes tanto na loja, como nas missões, porém creio que isso não será um grande problema para você, estou certa? - indagou encarando Lupin risonha.

- Sim, seria um prazer ajudar. - respondeu o outro retribuindo o sorriso.

- Que bom, agora, sei que deve estar cansado, ainda há um pouco do efeito do veneno em suas veias, logo se quiser pode tomar um banho, dividirá o quarto com Sirius, por isso deixarei algumas roupas para você lá.

A simples menção do nome de Sirius fez Remus engolir em seco, algo dizia dentro de si que dividir um cômodo com o guardião seria tão difícil quanto executar a mais tenebrosa missão...

- FESTA! - Gritou um Sirius extremamente animado enquanto segurava um pedaço de papel colorido na mão.

- Eu disse, era só uma questão de tempo antes que ele começasse a falar coisas desconexas... - disse Severus soltando um suspiro enquanto continuava a arrumar a pilha de caixas de chá nas prateleiras em cima de uma escada, sendo auxiliado por um ainda imperceptível Remus.

Neville que estava no jardim colhendo algumas ervas veio correndo ver o porquê daquele grito, Seamus quase derrubara um vaso Ming que limpava e Andrômeda observava tudo apática, fumando seus inseparáveis cigarros.

Salvo o comentário de Snape e o quase ataque cardíaco de Longbotton ninguém parecera sequer interessado no que Sirius tinha para falar.

- Vocês não ouviram? Eu disse que vai ter uma FESTA! - repetiu com mais ênfase, talvez assim aquele bando de toupeiras percebessem o que estava falando.

- Sim, e daí?

- Como assim ' e daí' Seamus?! Pensei que você fosse um dos meus! - exclamou indignado.

- Humph... Ouviu isso Severus, agora ele delira... - remendou Semaus afim de provocar Black.

- Ora, seu... - o morendo levantou a mão para dar um cascudo em Sirius quando Andrômeda resolveu intervir.

- Siri, meu bem, fale-me mais sobre essa festa... - pediu com sua voz suave sendo prontamente atendida por um sorridente guardião.

- Um tal de Sr. D. que irá organizá-la, uma moça na estação de trem estava distribuindo esses planfetos. - respondeu erguendo o pedaço de papel colorido - Vai ser em Notting Hill...

- Uau, já ouvi falar que é um bairro muito nobre... - comentou Neville impressionado.

- Aqui diz que é uma festa a fantasia, com tema de cinema... - analisou Andrômeda - E vai ser numa mansão! Arranjarei fantasias para nós! Esse fim de semana promete! - completou empolgada se levantando.

- Hey, eu não disse que iria... - resmungou Severus fazendo bico.

- E vai fazer o quê em casa em pleno sábado Sevvie?Bater Punheta? Faça mil favores, você está muito pálido, precisa se socializar mais! - rebateu a moça.

- Queria realmente saber no que uma festa noturna auxiliará em minha palidez... - sibilou emburrado.

- Oh, Sevvie-kun fica tão kawai fazendo biquinho! - elogiou Sirius esfregando-se no outro rapaz e aproximando-se do ouvido do mesmo - Se quise o Siri aqui pode bater uma punheta pra você mais tarde...

Não é preciso dizer que Sirius teve que ir dormir com um doloroso galo na cabeça naquela noite...

Não que Draco não apreciasse os finais de semana... Nada disso. Mas, aquele em chegou peculiarmente rápido demais para seu desconfiado gosto e Ginny Weasley esteve pólida e recatada demais para que o gênio não achasse que houvesse algo podre no reino da Dinamarca.

Naquele sábado em especial Harry acordou empolgadíssimo e a primeira coisa que fez naquela manhã depois de sua higiene matinal, foi bater na porta do quarto de Draco como se o mundo fosse acabar amanhã.

- Mas, que inferno Potter! Caiu da cama foi? - perguntou um mal humorado Malfoy, afinal quem disse que ele era uma pessoa da manhã?

- Malfoy, tenho um pedido a fazer! - proclamou Harry como se estivesse declamando a declaração da Independência.

Draco encarou os olhos verdes primeiro com um tom surpreso, afinal, pensava que Harry iria morrer e nunca desejar nada, entretanto, como já previa que esse momento chegaria em breve, cruzou os braços e respondeu num tom impassível:

- Desembucha.

Esperava qualquer coisa, que Harry lhe pedisse dinheiro, mulheres, um palácio de ouro com detalhes em prata e uma Ginny fantasiada de Princesa Léia pronta para atender-lhe os desejos sexuais, qualquer coisa, menos aquilo:

- Eu quero uma fantasia do homem aranha! Igualzinha a do filme!

Ok, talvez Harry fosse uma pessoa mais imprevisível do que sonhava sua vã filosofia...

- Droga Ginny dá pra sair desse banheiro? Você está aí a horas... - Berrou um já fantasiado Ronald Weasley, num traje que combinava ao extremo com sua personalidade: Salsicha de Scooby - Doo.

- Ao contrário de você maninho eu quero chegar vestida pra arrasar nessa festa! - Respondeu Ginny do outro lado da porta enquanto dava os últimos retoques em sua maquiagem.

- Há, há, há! Quero só ver você chegar é arrasada, de tanto andar daqui até Notting Hill a pé, porque eu estou desistindo de te dar carona...

- Ronald Weasley, se você ousar fazer isso eu vou sugerir à mamãe que dê uma observada melhor naquele vaso que ela ganhou da vovó pra conferir que ele não é me mosaico coisa nenhuma!

Ron suspirou vencido, sabia que uma Ginny furiosa não era uma Ginny compassiva.

- Quinze minutos! - ultimou antes de sair da frente do banheiro.

Quinze minutos exatos passaram-se até que Ginny descesse radiante em um vestido de paetês vermelho, tomara-que-caia com decote em forma de coração e abertura lateral. Salto agulha bordô e luvas de seda púrpura complementavam o traje enquanto a sombra lilás claro que ressaltava ainda mais os felinos olhos verde-oliva, o batom carmim e os cabelos ruivos escovados num charmoso topete que cobria um dos olhos lhe davam a graça e o glamour característico de Jessica Rabbit.

- Crianças! Já estão prontas? - indagou uma alegre Andrômeda Black, envolta num vestido de saia armada, com espartilho, repleto de babados, rendas e laços, de um branco porcelana e detalhes azuis claro, os cabelos estavam semipresos, arrumados com fitas da cor dos detalhes de sua roupa, repleto de cachinhos miúdos. Era Scarlet O'Hara de "... E O Vento Levou".

Não obtendo resposta alguma a sua pergunta continuou:

- Ah rapazes, pelo amor! Eu que quase passei quatro horas só pra vestir esse maldito vestido e vocês que são homens nessa demora toda?

- Calma Andy, e aí estou bem? - disse Seamus, aparecendo no hall de entrada alinhado num terno de veludo cor de vinho, camisa preta de gola alta e bordada, calças pretas, sapatos com um modesto salto da mesma cor e uma cartola negra e reluzente, da qual vinha acoplada uma peruca acajú de corte chanel com uma curta franja. Numa das mãos enluvadas trazia um cetro prateado, os olhos azuis reluzindo travessamente.

- Ora, ora, ora, se não temos um Willy Wonka por aqui? Combina com você Seam! - respondeu Andrômeda sorridente.

- Também achei! - rebateu com um sorriso convencido - E os outros?

- Você quer dizer AS FLORZINHAS? SEI LÁ, TALVEZ ESCOLHENDO A LINGERRIE! - implicou bradando as últimas palavras.

- Não precisa baixar o nível Andy. - disse Sirius, trajado para matar em um sensual traje de jaqueta, calças, luvas e botas plataformas que o deixavam ainda mais alto, tudo de couro preto, cheio de fivelas e pra complementar uma corrente enrolada no ombro direito e uma semi-máscara improvisada de caveira, naquela noite seria Johnny Blaize. o Motoqueiro Fantasma.

- Uau Siri, que sexy! - elogiou Andrômeda.

- Cara, tenho que admitir ficou muito bom. - ressaltou Seamus.

- Eu sei queridos, mas nada de autógrafos. - sorriu convencido, fazendo os outros dois revirarem as órbitas.

Severus apareceu logo em seguida, como Myamoto Musashi, trajado em calças bufantes e blusa de mangas largas de um laranja queimado, com um colete que trespassava-se no peito, de um tecido mais duro bege claro com bordados nos dois lados do peito, os cabelos negros presos impecavelmente com uma presilha de marfim. Neville ao seu lado usava calças de brim marrom, camisa de linho branca, levemente amarrotada e aberta na gola, jaqueta de couro, coturnos e um chapéu no melhor estilo gângster, preso no cinto o inseparável chicote. Reencarnava em detalhes perfeitos Indiana Jones.

Sirius ficou embabascado com a figura de Severus, o gênio estava muito bonito aquela noite, o traje combinando perfeitamente com ele, no entanto sua atenção foi rapidamente capturada pelo ser etéreo que entrou por último no saguão, os cabelos longos jogados para trás, com uma fina trança lateral, a roupa era semelhante a de um samurai, calças bufantes, uma blusa que lembrava um quimono, com um colete de couro no mesmo estilo preto com as botas de cano longo da mesma cor. Jogada nas costas uma capa marrom escura, nas mãos luvas e na cintura um cinturão com detalhes prateados, um perfeito e tímido Anakim Skywalker.

- Ãhn... Andrômeda... Acho que essa roupa não ficou muito boa... - disse inseguro pelos olhares embabascados que levava.

- Você tá louco Remmie?! Ficou ótimo! - manifestou-se Seamus.

- É Remus, você está lindo. - ajudou Neville.

- Perfeito se quer minha opinião. - demarcou a guardiã.

- Realmente, devo admitir que este traje caiu muito bem em você Lupin. - ressaltou Severus.

- De repente os quatro viraram-se na direção de um Sirius que ao perceber a mirada dos amigos: se recompôs:

- Se eles dizem... Eu ainda acho que falta recheio nessa roupa... - implicou, para disfarçar o crescente rubor de suas bochechas.

- Uhuhuhu, acho que alguém aqui ficou abalado! - brincou Andrômeda.

- Pare de falar bobagens e vamos logo! - cortou Sirius ríspido, maldita raposa e as sensações que despertava nele...

- Uau, que garotos mais lindos temos essa noite! - disse Lílian ao encarar os dois filhos. Tony era a cópia fiel do Neo de Matrix, com seus cabelos negros alinhados com gel, óculos escuros, sobretudo preto e botas de cano longo. Já Harry estava incrivelmente arrebatador em seu traje azul e escarlate de Homem Aranha, que ressaltava magnificamente os músculos bem trabalhados. - Lembrem-se de não beberem coisas alcóolicas, e Tony, não volte com eles muito tarde ok?

- Ok. - respondeu o outro simples.

- Malfoy, vamos! - gritou Harry do fim da escada, para segundos depois se agraciado pela visão de um gênio de esvoaçantes cabelos loiros, tranjando um conjunto de macacão e jaqueta de tecidos sintéticos e amarelos e tênis da mesma cor, tudo com listras pretas, nas costas, presa a um suporte, um sabre japonês. E assim transformava-se na letal Beatrix Kiddo, ou Mamba Negra de Kill Bill.

- Minha nossa, quantos super-heróis aqui! - brincou Lily.

- Eu quero uma fantasia igual! - pediu Sophie com um biquinho.

- Legal Malfoy! - comentou Tony com um meio sorriso.

- E então Potter, vamos ou vai continuar babando em cima de mim? - indagou o gênio passando por um finalmente desperto Harry, a noite seria divertida.

Nada preparara aqueles inúmeros adolescentes para o luxo que resplandecia naquela fabulosa mansão em Notting Hill.

Colunas de mármore erguiam-se solenes num tom de marfim, o teto abobadado era de vidro mosaico que formava figuras multicoloridas, lustres de cristal resplandeciam e pareciam flutuar pendendo de fios transparentes, o piso era de jade verde escura e reluzente, fumaça de gêlo seco e uma meia luz com direito a relampejos coloridos davam uma atmosféra de casa noturna ao local.

A pista de dança era um espetáculo a parte, repleta de luzes coloridas e um piso que piscava cada vez que era pisado em diferentes colorações. Havia um enorme balcão com um bar repleto de todos os tipos de bebidas e coquetéis e garçons trajados com coletes apertados de vinil e gravatinhas borboleta servindo salgados, doces e canapés nas mesas dispostas a um canto do gigantesco salão, forradas num tecido dourado.

- Wow, que demais! - exclamou um embabascado Rony, indo de encontro a uma Hermione fantasiada de Velma de Scooby-Doo, com saia evasê vermelha, assim como os sapatos boneca, meiões 3/4 e um suéter de lã de gola rulês laranja berrante. Usava uma peruca castanha num corte chanel e óculos de armação preta e pesada.

- Tenho que concordar que está tudo muito bonito! - disse depois de dar um selinho no namorado - Ginny você está linda! - elogiou a ruivinha sorrindo gentilmente ao que a mesma retribuiu.

Logo em seguida chegou Andrômeda e companhia que encontraram Harry, Draco e Tony no estacionamento. Dirigiram-se para o grupo de Hermione, Ron e Ginny, feitas as apresentações a guardiã puxou Draco pelo braço e sussurrou-lhe ao pé do ouvido:

- Tome cuidado, não tenho um bom pressentimento para esta noite. - deixando o garoto estático a encarar-lhe enquanto a jovem mulher arrastava um embaraçado e relutante Tony para a pista de dança.

Numa espécie de elevação, coberta em tapete persa, um trono estava posicionado e ocupado por uma misteriosa figura mascarada, usava uma máscara sorridente de bochechas rosadas, olhos fechados e cavanhaque, uma cartola negra e peruca da mesma cor num corte reto. Trajava uma capa escura como toda a sua roupa. Era V. de 'V de Vingança', Draco olhou instântanemente para a figura que parecia encará-lo e um aperto doeu-lhe no peito. Virou-se para Hermione e perguntou:

- Quem é aquele?

A moça olhou na direção que o gênio apontava e respondeu:

- O garçom me disse que era o Sr. D., figurinha estranha né? - comentou risonha.

- Até demais para o meu gosto... - respondeu olhando de soslaio.

Severus e Neville conversavam numa das mesas. Andrômeda requebrava o esqueleto na pista de dança com um ainda estático Tony, Ginny estava em um canto observando a todos, ao lado do namorado Dean Thomas, que estava fantasiado de Shaft, óbvio que toda sua vesta era de tecido sintético, Ron se empaturrava de salgadinhos, Hermione conversava com Harry e Draco apenas acompanhava o assunto com a cabeça, lançando olhares de tempos em tempos para o enigmático Sr. D. . Sirius corria atrás de qualquer criatura vivente, e já se amassara com duas garotas e um rapaz numa das diversas varandas. Todos ocupados demais para notar uma raposa sentada no banco do bar.

O barmen, um espanhol musculoso, moreno de profundos olhos castanhos e cabelos negros, encarou a criatura tímida a sua frente, olhos cor de âmbar, traços delicados, sorriu e resolveu atacar:

- Sozinho? - gritou para a kitsune que se sobressaltou com a repentina proximidade, tão envolto estava em seus pensamentos.

- Não, com amigos. Mas, parece que estão se divertindo mais do que eu... - comentou dando um risinho sem graça.

- Tome! - disse o espanhol, que aliás chamava-se Juan, empurrando um copo pequeno para Remus. - É por conta da casa!

- O-obrigado! - agradeceu tomando o conteúdo num gole só, o que o fez arrepender-se amargamente ao reconhecer o líquido quente que descia-lhe rascante pela garganta. Entrentanto, o minuto de arrependimento se foi tão rápido quanto veio. E logo, estava tomando mais e mais daqueles copinhos de saquê.

Sirius agarrava mais uma 'vítima' por trás de uma pilastra qualquer, quando ouviu uma música conhecida, porém o que realmente chamou-lhe a atenção foi os gritinhos histéricos acompanhados de assobios e palmas, fazendo-o largar de sua companhia e ajuntar-se grande conglomerado de gente que se acumulara na pista de dança.

Viu o barmen cantando com sua voz grossa e profunda o início de uma música bastante conhecida pra ele:

If you see a faded sign by the side of the road that says

( Se você ver um sinal esvairecendo ao lado da estrada isso significa)

15 miles to the...

(15 milhas para...)

Entretanto, sua visão e audição não o prepararam para o choque que foi ver um corado Remus John Lupin deslizar pela pista de dança cantando em dueto com sua voz rouca e afinada, num tom alto próprio da canção:

"Love Shack! Love Shack yeah

(A cabana do amor! Cabana do amor, yeah)

I'm headin' down the Atlanta highway, lookin' for the love get away

(Estou indo para a auto-estrada de Atlanta, procurando pela fuga de amor)

Heading for the love get away, love get away,

(Indo para a fuga do amor, fuga de amor)

As pessoas na pista de dança começaram a dançarem frenéticamente, em passos ensaiados, Andrômeda ainda agarrada a um Tony que por fim desistira de resistir, Hermione dançava de modo engraçado ao lado de um desengonçado Rony e em algum canto da festa, enquanto Harry elogiava a fantasia de Ginny, um Draco desgostoso fazia questão de arrancar o moreno dali, levando-o à algazarra que se iniciara, sendo encarado desaprovadamente pelos olhos esverdeados da ruiva.

Um Dean Thomas, cansado pela recusa de Ginny para dançar, com seu humor escrachado, simpatizou com a figura trajada de Willy Wonka, tirando-a para bailar, Neville dançava com uma professora e até Severus, vez ou outra se divertia ao rítmo contagiante da música, balançando da cadeira ora um pé, ora a cabeça.

I got me a car, it's as big as a whale and we're headin' ondown

(Tenho meu carro, grande como uma baleia, e estamos indo para)

To the Love Shack

(A Cabana do Amor)

I got me a Chrysler, it seats about 20

(Tenho meu Chrysler, cabe uns vinte sentado)

So hurry up and bring your jukebox money

(Então se apresse e traga dinheiro para a jukebox)

O dueto era perfeito, as vozes se interpelavam alegres, as pessoas iam a loucura, o bartender mais ousado, começara a dançar com um já completamente solto Remus, ao olhos atentos de um boquiaberto Sirius:

Well the Love Shack is a little place where we can get together

(Bem, a Cabana do Amor é um pequeno lugar onde podemos ficar juntos)

Love Shack baby, Love Shack bay-bee.

(Cabana do Amor baby, Cabana do Amor bay-bee)

Love Shack, baby Love Shack, Love Shack, baby Love Shack!

(Cabana do Amor, baby Cabana do Amor, Cabana do Amor, baby Cabana do Amor!)

Logo os músicos contratados para tocar no baile, acompanhavam com as vozes, as entradas de Lupin, ao som das risadas de enterteinimento e diversão que inundavam o salão e em meio aos movimentos sinuosos dos mais ousados.

Sign says.. Woo... stay away fools, 'cause love rules at the LoveShack!

(O sinal diz... Woo, tolos, fiquem longe, porque o amor comanda na Cabana do Amor)

Well it's set way back in the middle of a field,

(Fica naquele lugar, no meio de um campo,)

Just a funky old shack and I gotta get back

(Apenas uma velha cabana engraçada, e preciso voltar)

Harry envolvera Malfoy pela cintura girando-o logo em seguida pelo salão e apanhando-o novamente entre os braços, os dois gargalhavam tentando acompanhar os passos e vendo um agora vermelho Rony tentar não dar de cara com o chão.

Ginny apenas observava-os com um olhar furibundo.

Glitter on the mattress

(Brilho no colchão)

Glitter on the highway

(Brilho na estrada)

Glitter on the front porch

(Brilho na varanda da entrada)

Glitter on the hallway

(Brilho no corredor)

Dean Thomas se movia de forma engraçada num estilo que lembrava os movimentos dos antigos egípicios enquanto Semaus fazia gestos que lembravam os passos de discoteca dos anos 70.

Neville rodopiava a velha professora pelo salão, que sorria satisfeita. Severus observava o destrinchar das cenas com um riso satisfeito.

Well the Love Shack is a little place where we can get together

(Bem, a Cabana do Amor é um pequeno lugar onde podemos ficar juntos)

Love Shack baby! Love Shack baby!

(Cabana do Amor, baby! Cabana do Amor, baby!)

Love Shack, that's where it's at! Love Shack, that's where it'sat!

(Cabana do Amor é onde há, Cabana do Amor é onde está!)

Quando Lupin começou a rebolar na pista, Sirius pensou que iria infartar, afinal quem aquela raposa exibida pensava que era? Mas, seu queixo realmente despencou quando num movimento ousado, Remus execultou uma estrela caindo nos braços de um encantado Juan...

Huggin' and a kissin', dancin' and a lovin', wearin' next to nothing

(Abraçando, e beijando, e dando, e amando, vestindo quase nada)

Cause it's hot as an oven

(Porque está quente como um forno)

The whole shack shimmies,

(Toda a cabana reluz)

When everybody's movin' around and around and around!

(Quando todos se movem, e movem, e movem)

Everybody's movin', everybody's groovin' baby!

(Todos estão mexendo, todos estão dançando baby!)

Folks linin' up outside just to get down

(Os caras estão lá fora, fazendo fila só pra cair dentro)

Everybody's movin', everybody's groovin' baby

(Todos estão mexendo, todos estão dançando baby!)

Funky little shack! Funky little shack!

(Cabaninha engraçada!Cabaninha engraçada!)

Para logo em seguida voltar a girar mexendo os quadris e os braços ao ritmo frenético com o qual cantava:

Hop in my Chrysler, it's as big as a whale and it's about to setsail!

(Pulo no meu Chrysler, é grande como uma baleia, e está a ponto de zarpar)

I got me a car, it seats about 20

(Tenho meu carro, cabe uns vinte sentado)

So come on and bring your jukebox money.

(Então venha e traga o dinheiro para o jukebox)

Os convidados iam ao delírio, suor escorria de suas faces rubras e pelos corpos extasiados pelo som contagiante. Os cabelos castanhos avermelhados de Remus estavam úmidos, selvagemente desalinhados. Malfoy seguia o mesmo exemplo, corando quando Harry o trouxe para mais perto do próprio corpo.

Well the Love Shack is a little place where we can get together

(Bem, a Cabana do Amor é um pequeno lugar onde podemos ficar juntos)

Love Shack baby, Love Shack bay-bee.

(Cabana do Amor baby, Cabana do Amor bay-bee)

Love Shack, baby Love Shack, Love Shack, baby Love Shack!

(Cabana do Amor, baby Cabana do Amor, Cabana do Amor, baby Cabana do Amor!)

Houve um momento em que todos os casais se separaram, metade indo em direção a Juan, outra metade indo em direção a Remus, a voz da kitsune ecoando perigosamente baixa, ao mesmo tempo em que todos dançavam abaixados estalando os dedos, para logo em seguida executarem uma sequência de chutes e sacudida de ombros.

Bang bang bang on the door baby! Knock a little louder sugar!

(Bang bang bang na porta baby!Bata um pouco mais forte docinho!)

Bang bang bang on the door baby! I can't hear you!

(Bang bang bang na porta baby!Eu não posso escutá-lo!)

Bang bang! On the door baby

(Bang bang! Na porta baby)

Bang bang! On the door

(Bang bang! Na porta baby)

Bang bang! On the door baby

(Bang bang! Na porta baby)

Bang bang!

(Bang bang!)

Todavia, o momento em que Sirius realmente prendeu o fôlego, foi quando Juan girou Remus em sua direção para logo em seguida enquanto quase pousava os lábios sobre os da raposa, ser rapidamente afastado pela própria que sorria zombeteira. O coração de Sirius falhou uma batida ao sequer cogitar a idéia de um possível beijo entre aquele kitsune atrevido e aquele barmen metido a besta. Não soube interpretar de pronto tal sentimento que fazia o peito arder e ver tudo vermelho, apenas muito tempo depois perceberia que havia sido mordido pelo monstrinho verde do ciúme.

You're what?... Tin roof, rusted!

(Você o quê?... Teto de estanho, enferrujado!)

Love Shack, baby Love Shack, Love Shack, baby Love Shack!

(Cabana do amor, baby Cabana do amor, Cabana do amor, baby Cabana do amor!)

Love Shack, baby Love Shack, Love Shack, baby Love Shack!

(Cabana do amor, baby Cabana do amor, Cabana do amor, baby Cabana do amor!)

A lot of love at the love shack

(Um monte de amor na cabana do amor!)

Ao final da música todos pulavam, batiam palmas, assoviavam e gritavam por bis. Havia sido divertido.

E extremamente esclaredor.

Quando a música acabou, Remus livrou-se do microfone, e caminhou a passos trôpegos sendo enlaçado pela cintura por Juan:

- Você não tem que preparar bebidas não? - indagou com a voz mole para o barmen.

- Mí ajudante se encarrega disso. - respondeu sorridente, apontando com a cabeça um homem alto e moreno que preprava drinks com maestria.

- Humph! - suspirou Remus tentando se livrar do incômodo aperto em sua cintura, de repente tudo se tornara tão difuso, e rodopiante que tudo o que não queria era alguém debruçado sobre si.

- Tú estás un poco pálido chico... Que tienes? - sussurrou o barmen ao pé do ouvido de Remus fazendo-o arrepiar-se.

Juan começou a arrastar a raposa para um lugar mais reservado, subindo as escadas que levavam aos quartos superiores, Remus sentia-se estranhamente fraco e tonto. O que ambos não sabiam era que Sirius observava tudo atento e decidira seguir os dois só por precaução...

Juan adentrara num quarto no final de um escuro e longo corredor, praticamente arrastando Lupin consigo. Com uma chave abriu a porta de madeira escura, recostando-a brevemente enquanto depositava o rapaz semi-consciente na cama de dossel, acariciando-lhe delicadamente a franja enquanto cochichava:

- Tenha bons sonhos minha raposinha, pois amanhã você estará a muitas milhas daqui...

No entanto, o que o suposto barmen não prevera fora a porta sendo escancarada violentamente, para logo em seguida ser praticamente lançado corredor afora, caindo inconsciente:

- Sua raposa estúpida! Viu só no que dá ficar se jogando pra qualquer um? Quase ia sendo sequestrado de novo e... - mas, o guardião parou ao ver que Remus mal se movia, aliás, até sua respiração encontrava-se fraquinha, quase um sopro e o rosto estava vermelho e suado.

Contestou após tocar-lhe a testa, que Remus ardia em febre.

A festa parou um momento, quando anunciaram que Ginny Weasley tinha um pronunciamente a fazer.

A formosa ruiva subiu o alto degrau no qual encontrava-se o Sr. D., um telão logo atrás de si ficou preto parando de exibir as imagens coloridas ao qual havia sido programado para fazer.

- Boa noite caros convidados e membros do colégio Hogwarts. - cumprimentou com sua voz musical, um sorriso a adornar-lhe os lábios pintados - Essa é uma noite especial, uma noite de celebração, uma noite de união e por que não, uma noite de revelação!

Alguns soltaram alguns cochichos, parando logo em seguida.

- Creio que todos aqui conhecem uma figura adorável, que adentrou na vida de nossos estudantes a poucas semanas... - prosseguiu encarando Malfoy que erguera seus olhos de gato para a moça em tom de desafio - Malfoy, em pouco tempo se tornou uma das estudantes mais queridas de nosso círculo, é uma aluna exemplar, uma líder nata, no entanto, quem é Malfoy? - levantou a questão, fazendo alguns se encararem.

- Bom meus caros - continuou dessa vez exibindo no grande telão a imagem de uma ficha escolar com a fotografia de um jovem loiro, o que fez muitos exclamarem surpresos e formar um verdadeiro burburinho no salão, não é preciso dizer que nessa hora o coração do gênio despencou até o estômago - Esse é Draco Alexander Malfoy, também conhecido como Malfoy, aluno de Hogwarts e obviamente do sexo masculino! - arremetou com um sorriso triunfante.

O caos que se instalou a seguir foi alarmante, Hermione arregalou os olhos, Rony desmaiou, alguns apontavam para o gênio loiro murmurando, outros apenas balançavam a cabeça, entretanto, o que mais incomodou Draco foi o olhar de Harry, surpreso, estático, decepcionado...

- Harry eu posso explicar... - adiantou-se tocando o ombro do rapaz moreno, sendo recharçado.

- Agora não... Draco. - respondeu com dando uma ênfase irônica ao nome do garoto-gato, e sumindo de vista.

- Puta que o pariu, eu mato essa mocoronga! - praguejou Draco estreitando os olhos perigosamente.

Como era de se esperar, Ginny sumiu da festa, era hora de atacar o indefeso e de coração partido Harry, entretanto, foi pega de surpresa ao vê-lo conversando com Andrômeda:

- Harry, entenda, ele não queria mentir pra você, foi necessário! - tentou consolar com um tom de voz doce.

- NECESSÁRIO?! Por favor! Ele me fez passar pelo ridículo! - esbravejou o moreno, vermelho de raiva.

- Não é assim, Harry e você sabe muito bem! Ele tem motivos! - insistiu a mulher.

- E que motivos são esses? - questionou Harry encarando os olhos violetas de Andrômeda com desespero.

- Isso só ele pode lhe dizer. - concluiu a jovem num tom solene.

- Ótimo! - respondeu o rapaz andando a passos largos.

Ginny ia seguí-lo quando uma voz o deteve:

- Sabe, eu concordo que a gente deve lutar pelo que a gente quer, mas, isso foi cruel.

A garota virou-se para trás dando de cara com Tony. O rapaz alto, de pele pálida e olhos castanhos encarava-a com uma expressão indecifrável. Havia um misto de emoções ali que Ginny não soube descrever, porém, sabia que ali não havia raiva, nem julgamento, apenas tristeza, profunda, como a de alguém a ver algo realmente aniquilador.

- Quem é você para dizer que eu sou cruel? O papa por acaso?! - escarneceu, aquele olhar a deixava nervosa.

- Longe de mim julgar você. Também não sou flor que se cheire, apenas, sabe, achei que você fosse melhor que tudo isso... Sei que o meu irmão pode ser um tapado às vezes, e que o Draco não tinha direito de mentir, mas... Ainda sim, esperava que você entendesse...

- Entendesse o quê? - perguntou confusa.

O rapaz ergueu seu queixo suavemente e sussurrou-lhe cúmplice, num sorriso gentil e caloroso, raramente visto em sua face:

- Que você é linda e boa o suficiente de qualquer jeito, e não precisa desses artifícios para ser amada! - respondeu pegando-a totalmente de surpresa e fazendo-a enrubescer.

Em seguida afastou-se indo em direção ao estacionamento, deixando uma Ginny totalmente perplexa.

Draco já havia se perdido naquela enorme mansão, olhava a sua frente agora uma grande porta dupla de jacarandá, finamente entalhada com arabescos, girou as maçanetas douradas, dando de cara com algo que o fez boqueabrir-se.

A sala diante de si tratava-se de um imenso arsenal de armas. Havia desde facas, adagas e dardos expostos em vitrines de vidro até espadas, lanças, foices e massas de ferro erguidas ao longo da parede verde palha.

O piso era todo quadriculado, alvi-negro, e havia armaduras antigas espalhadas por toda a parte, assim como colunas de mármore branco e obras de tapeçaria.

Caminhou um tanto incerto, seu coração a dizer que havia algo de errado.

Não demorou muito até que a figura escondida entre as pilastras aparecesse em sua frente.

Uma oriental, estatura média, cabelos negros soltos, uma franja reta sobre os olhos puxados. O mais irônico era a fantasia que usava, a roupa de colegial formada por um terno preto, camisa branca, gravata de laço cor de vinho e saia xadrez. Calçava um par de tênis impecavelmente brancos junto de meias 3/4 da mesma cor, representava o antagônico de Draco, era Gogo Yubari, de Kill Bill.

Draco só despertou do choque quando sentiu o peso de uma massa de ferro a ser lançada em sua direção e que felizmente bateu contra a coluna ao seu lado. Deu um salto sobre o corpo da oriental, puxando o sabre japonês que trazia acoplado nas costas, com um sorriso sarcástico nos lábios:

- Ok, 'Gogo', vamos brincar.

Continua...

------------------------------------------------------HPDM--------------------------------------------------------

Ok, foi mal, eu vou entender se não receber nenhuma review... Meses sem atualização... Mas, tenho os meus motivos gente, fiquei sem pc, depois travei mentalmente... Porém, aqui está, cap novinho em folha! Enorme por sinal, e que saiu graças a ajuda da Rapousa, Moony-Sensei e Felpa Black que me ajudaram e muito com as fantasias do pessoal, a Yami no Aries que me ajudou imensamente traduzindo essa música do B-52's a qual não achei tradução em lugar nenhum e a Alyson1Weasley1Riddle, Death A. e Lis Martin que me incentivaram com uma porção de reviews encorajadores e ameaçadores também... ¬¬'

Queria agradecer e me desculpara todos que vêem acompanhando essa fic e que alcançou mais de 100 reviews rebola, em especial a Moony-Sensei, Isa Tinkerbell, May Malfoy Snape, Sarih, Rapousa, Jullya Smith, Vanessa, DW03, Sy P., Felpa Black, Death A., Monica Dias, Blanxe e Alyson1Weasley1Riddle um super beijos para vocês e muito obrigada mesmo!

Para todos que acompanham um feliz natal, cheio de luz, paz, alegria, amor e prosperidade!

E no próximo capítulo: Os inimigos começam a despencar, uma luta é travada e a pancadaria vai rolar solta! Não percam o capítulo sete de Wonderland: AÇÃO E REAÇÃO!, porque para cada ação há uma reação igual e contrária!