Bom, terceiro capítulo ficou pronto xD
Não tô pra falar muito, então vamos logo a fic u.u
Capítulo III – Os cupins
Estava embaixo daquela mesma árvore, naquela mesma hora, vestindo aquele mesmo uniforme, vendo aquelas mesmas pessoas, que faziam as mesmas coisas, o vendo delicado do mesmo jeito, agitando suavemente seus cabelos, as folhas tocando uma bela e tranqüilizante melodia ao contato com o vento, o céu sempre claro, sem muitas nuvens, o campus silencioso do mesmo jeito, exceto por alguns novatos brincalhões e algumas intrigas sem importância, do mesmo jeito... Tudo exatamente igual, exceto por um pequeno, porém importante, detalhe.
Olhou para o lado mais uma vez, já perdera até a conta de quantas vezes repetiu esse gesto, confirmando aquela mesma certeza que tinha há dois dias: Estava só. Seu lado, sempre ocupado por aquele mesmo loiro, agora era vazio. Ouviu sua voz e olhou, ele vinha caminhando ao lado daquele moreno de olhos vazios e curtos cabelos castanhos, aquele estranho moreno de pele acinzentada, o mesmo moreno dos últimos dois dias... Sai. Saiam da escola, passaram a caminhar pelo campo, os observou atentamente, mordeu o lábio, furioso, mas não podia fazer nada. Tinha sido assim desde a discussão que tiveram depois que saiu da sala de pinturas...
Flash back (on)
Andava rápido, estava com raiva como nunca achou que poderia estar um dia, mas se não tivesse saído dali com certeza bateria naquele arrogante de olhos perolados, o odiava. Ouviu passos o seguindo, passou a andar mais rápido, com cuidado para não correr, mas o que estava atrás correu e acabou o alcançando, puxou seu braço, encarando sem medo àqueles olhos avermelhados, tão frios, como se estivesse descongelando-os com a sua fúria, era a primeira vez que o via irritado, agora sabia o que era aquele brilho estranho no seu olhar, e aqueles olhos azuis já não eram tão admiráveis quando estavam furiosos.
- O que foi aquilo?
- Não interessa. – disse, mantendo a frieza de sempre, arrancou a mão dele de seu braço e seguiu pelo corredor, mas foi puxado novamente.
- Eu sei que você anda tendo seus problemas, mas não pode sair soltando os cachorros em cima dos outros, danna! – exclamou o loiro, era assustador vê-lo daquela maneira, e também triste de certa forma.
- O que eu posso não é você que decide, Deidara. – disse ele, mantendo o tom de voz frio, mesmo que quisesse gritar, tentou sair, mas foi puxado novamente.
- Você tem razão, mas eu sei que você não queria ter dito aquilo.
- Não, você não sabe! – gritou, arrancou a mão dele de seu braço, agora não mantinha mais o controle.
- Qual o seu problema? Anda calado, e quando fala é pra xingar alguém, danna, você mostrou o dedo pro Hidan! – disse Deidara, o sacudindo pelos ombros, Sasori se soltou e o encarou, ambos se acalmando nesse breve momento – O que vai ser da próxima vez? Vai xingar a mãe do Pein? Vai fazer o Tobi chorar? O que está havendo?
- Está havendo que eu vou explodir, Deidara! – gritou, aqueles segundos não foram suficientes para que se acalmasse – Eu não estou ligando para o que faço, danem-se os outros, eu estou tendo problemas demais para cuidar de meus próprios problemas, me deixe em paz!
- Vou te deixar em paz quando seus problemas pararem de interferir na minha vida.
- Em que eu interfiro na sua vida? Responda! Só porque eu te acordo pra não chegar atrasado na aula, preparo seu café pra não perturbar seu sono, arrumo suas coisas pra não vê-las jogadas pelo quarto, sou o único que aceita, sem discutir, passar um dia inteiro te ouvindo reclamar das coisas que eu tento fazer perfeitas para você, tomo o cuidado de te levar pra cama quando dorme no meio do filme... É isso? É nisso que interfiro na sua vida?
- Eu não pedi para que fizesse essas coisas pra mim, se te irritam simplesmente não as faça! Não sei qual é o seu problema, mas está destruindo algo nessa sua cabecinha chamada "juízo".
- Você é o meu problema! – rugiu Sasori, como um leão bravo.
O loiro calou-se, de olhos arregalados, só então o outro notou o que havia dito, Deidara fechou os olhos e sacudiu a cabeça em sinal de negação, virou para ir embora, mas o ruivo segurou seu braço, ia pedir desculpas, mas o loiro se soltou e saiu correndo dali, ainda deu um passo para seguí-lo, porém não o fez, ficou olhando o corredor vazio, ele não era seu problema, era a solução, mas não tinha mais como dizer isso.
Flash back (off)
E então já não andavam juntos, não almoçavam juntos, nem estudavam juntos, notou que o loiro até mesmo pediu pra mudar de lugar nas aulas, não via necessidade para tanto, não era a primeira discussão que tinham, mas com certeza era a que mais estava os afastando. Então, de uma hora pra outra, Sai passou a se sentar à mesa ao lado de Deidara, estudavam juntos, passeavam juntos, o loiro até saia para ir ao quarto do outro, e por mais de uma vez entrava no quarto e via os dois ali, rindo juntos, Sai não ria, apenas Deidara, mas o moreno fingia muito bem. Não sabia porque ele fazia aquilo, não gostava do loiro, isso era visível em seus falsos sorrisos, se gostasse sorriria de verdade, assim como o loiro, que agora dava seus belos sorrisos para o estranho moreno.
- Intrigante, não acha?
Olhou assustado para o lado ao ouvir aquela assustadora voz, havia um garoto de pé ali, olhando com interesse para o tronco da árvore, já o vira algumas vezes, mas não lembrava seu nome, apenas algumas mechas de cabelo castanho apareciam sob uma touca preta que usava, os três primeiros botões da jaqueta fechados, escondendo sua boca, e óculos escuros escondendo seus olhos, uma figura um tanto exótica, mas no colégio haviam muitas pessoas estranhas.
- Você me assustou. – disse Sasori, em um suspiro.
- Assustei? Me desculpe, senpai. – disse o garoto, ainda olhava interessado o tronco da árvore – Mas não acha intrigante?
- O que? – perguntou, nada interessado em o que quer que fosse.
- Os cupins. – respondeu, ainda nem sequer tinha o olhado.
- Como? – perguntou o ruivo, franziu a testa, agora achava que o outro era louco.
- Veja, eles aparecem, coroem a madeira construções, e podem até derrubá-las, não os acha fascinantes? – perguntou, só então o ruivo notou que havia cupins no tronco da árvore – Eles chegam sem que notemos, agem silenciosamente, e quando notamos, na maioria das vezes, os danos já são altos... Derrubam construções sólidas sem ver o esforço que se faz para erguê-las, infestam construções e as põe abaixo.
Mais uma vez o ruivo franziu a testa, sem compreender o rumo da conversa, que aos seus ouvidos era conversa de doido, o estranho garoto pareceu notar isso, pois se apressou a prosseguir:
- Está tudo bem, nada pode abalar aquela bela construção, então eles chegam aos poucos, se instalam silenciosamente, vêm mais e mais, até que você passa a notar, mas já está infestado, os cupins podem até derrubar aquela construção que um dia foi tão sólida, não é?
Sasori desencostou-se da árvore, olhando com interesse aquela estranha figura que lhe falava sobre cupins, agora entendendo o que ele dizia, no final das contas, ainda era conversa de doido. O garoto virou para ir embora, mas o ruivo segurou sua jaqueta, o fazendo parar, olhou para o mais velho, que não viu o sorriso na face dele.
- Sente-se, me conte mais um pouco. – pediu Sasori – Qual o seu nome mesmo?
- Aburame Shino. – respondeu.
O moreno voltou e abriu os botões da jaqueta, sentando-se ao lado do outro, que apenas o observava, Shino pôs as pernas junto ao corpo e as abraçou, olhando as pessoas ao redor, então se voltou para o que estava ao seu lado.
- Cupins são da família dos insetos, eles são...
- Não, não quero saber sobre isso, me fale mais sobre o que estava falando agora a pouco. – interrompeu-o Sasori, fazendo Shino baixar os óculos à ponta do nariz, mostrando belos olhos castanhos, mas logo empurrou os óculos novamente.
- Certo Sasori. – concordou com um acendo de cabeça, então voltou a olhar as pessoas ao redor – Você... Escolhe um terreno com cuidado, então começa a construção, vê aos poucos o projeto tomar forma diante dos seus olhos, se esforça para que dê tudo certo, alguns imprevistos sempre surgem, mas nada que você não possa arrumar, então fica pronto, um belo prédio, tudo que você imaginou e mais um pouco. Aquela construção passa a ser rotina em sua vida, afinal, você a vê todos os dias, ela está ali todos os dias, aí os cupins chegam, eu simplesmente os adoro, eles... Chegam como quem não quer nada, fazendo pequenas manchas na pintura, ou por dentro das instalações, você nem sequer nota, até surgir do lado de fora, você nota, diz que vai cuidar disso depois, mas esquece, pois vira rotina, é tudo uma simples rotina, então aqueles cupins vão procriando e abrindo verdadeiros buracos ali, acabando com aquela construção, quando nota isso você tenta acabar com eles, mas não consegue, eram muitos, você perdeu mais uma vez para os cupins. Ou você pode até conseguir, mas vão ficar manchas naquela parede, você pode até dizer que mais tarde vai passar uma mão de tinta, mas o mais tarde nunca chega, pois aquela mancha vira rotina, e aquele prédio já não é tão especial quanto um dia foi.
O ruivo não conseguia tirar os olhos avermelhados daquela estranha figura, devorava cada palavra, com uma atenção que achou que não poderia dar aquela conversa, era fascinante, com certeza não era um garoto comum, e estava finalmente entendo tudo o que ele queria dizer, porém isso o assustava, como ele poderia saber?
- E se... E se der a mão de tinta? O que acontece? – perguntou Sasori, mesmo não acreditando que estava dando trela para aquele estranho.
- Hum... – riu o garoto, um riso discreto, se é que aquilo era um riso – Vai ser uma nova mão de tinta, não mais aquela que você fez primeiro e achou que sempre ficaria ali, se você não pintar tudo, todos vão notar que tem uma falha na pintura, nunca fica igual à primeira, amenos que você tenha muita sorte.
- Então... Por que gosta de cupins? Eles só me parecem pestes.
- Cupins só chegam naquilo que está abandonado, não percebeu? – perguntou, virando o rosto para encarar um Sasori surpreso – Se você cuidar nunca terão cupins em sua construção, mas se você a tratar como algo comum, esquecer dela, é óbvio que eles irão, e eu, a maioria das vezes, torço para que eles consigam derrubá-la, assim as pessoas podem dar mais valor a construções novas que virão.
Seguiram os próximos minutos em silêncio, onde o ruivo encaixava aquelas palavras na sua vida, tentando arrumar uma solução, que mais parecia impossível, tentava ver onde tinha deixado que o loiro virasse alguma rotina em sua vida, tão comum que abrisse espaço para outros o tomarem, mas não achou, tinha sido silencioso, como o outro lhe disse. Mas como ele sabia?
- Você tem uma bela construção, Sasori, já me invejei dela algumas vezes, mas me entristece saber que os cupins chegaram, você os vê, e não faz nada para impedir. – disse Shino, olhando para aqueles dois sentados em um banco – Não me diga que vai ficar parado.
- Como... Como você sabe de tudo isso?
- Eu sei os problemas de todos, ou quase todos, sou um observador. – respondeu, olhou em volta mais uma vez e parou no chefe dos inspetores – O problema de Kabuto, por exemplo, é que ele é inseguro, muito inseguro, precisa de alguém que lhe dê ordens, o elogie, e ao mesmo tempo o despreze, essa última... Acho que é um problema do mesmo com se relacionar com outras pessoas, nunca falei com ele, não sei. O problema dos Uchihas é o orgulho, ambos são orgulhosos demais para admitir que essa distância está os afetando, mas eu sei, e eles sabem, que sofrem com isso, afinal, são irmãos. Itachi é seu amigo, você deve saber que é verdade.
O ruivo se calou, incrédulo e ao mesmo tempo assustado por ter alguém como ele na escola, alguém que sabia mais das pessoas do que elas mesmas, pois se ele sabia o seu problema, certamente deveria ter consciência do dos outros. O encarou por alguns segundos, enquanto o outro olhava, mais uma vez, as pessoas ao redor.
- E qual é o seu problema? – perguntou Sasori, enfatizando o final da frase, sentiu que o moreno estremeceu, mas foi apenas um engano.
Shino sorriu, riria se sua personalidade permitisse isso, virou lentamente a cabeça em direção ao ruivo ao seu lado, concentrou-se em acabar com o sorriso, fez isso quase que imediatamente.
- Meu problema é que ensino a amar, porém ainda espero uma oportunidade para sentir isso. – respondeu friamente o moreno, mesmo com os óculos Sasori sentiu a frieza em seu olhar, não pôde evitar sentir um arrepio, mesmo que ele sorrisse novamente.
Shino voltou a fechar os primeiros botões da jaqueta, o ruivo entendeu o gesto como se ele o fizesse sempre que sorria, o moreno levantou-se em seguida e fez menção de ir embora, mas Sasori segurou sua perna, fazendo-o olhar para ele novamente.
- Pra onde você vai? – perguntou Sasori, irritado por ele sempre querer sair de repente.
- Fazer meu dever de casa. – respondeu simplesmente, soltou sua perna e deu dois passos, parou ali, pondo as mãos nos bolsos da jaqueta – A propósito, você deveria fazer o mesmo.
Dizendo isso ele voltou a caminhar, foi parado mais à frente por um garoto de cabelos castanhos e selvagens, dois exóticos dentes aparecendo sob seus lábios, e marcas vermelhas nas bochechas, não sabia seu nome, mas era Kiba, os dois saíram conversando, adentraram na escola logo em seguida, sob o olhar do confuso ruivo.
oOoOoOoOoOo
Respirou fundo, erguendo uma das mãos, a fechou ainda pensando no que ia fazer, no que ia falar, como deveria agir, mas estava convicto de que tinha que fazê-lo. Soltou o ar e deu duas batidas na porta, o barulho soou pelo corredor vazio, agora não tinha mais como voltar atrás.
- Entre. – respondeu a voz fria do que estava lá dentro.
Desceu a mão até a maçaneta e a segurou, fria, sentiu uma gota de suor descer pelo rosto antes de girá-la, abriu com um "click" abafado, a empurrou devagar, ouvindo o barulho, e então deu dois passos, entrando na sala iluminada, era muito bem organizada, nas prateleiras por cores de tintas e tamanhos dos pincéis, tinham muitas prateleiras, havia diversos quadros nas paredes, e uma delas pintada em verdadeira obra prima, uma bela pintura, onde havia, não escrito, e sim desenhado, essas palavras "Se o amor é como o vento, eu sou como uma rocha, nem o mais forte vento pode atingi-la". Não conteve o arrepio, sabia que o outro não pensava duas vezes antes de dizer que não tinha sentimentos, mas nunca levou a declaração a sério, todos os humanos têm sentimentos. Olhou para o lado de rabo-de-olho, ao lado da mesa, que estava cheia de potes e pincéis, tinha uma tela, e atrás dela um banco com alguém sentado ali, via apenas os cabelos castanhos por detrás dela. Manteve-se em seu silêncio, escolhendo as palavras, o garoto estava bem a sua frente, mesmo que parecesse estar distante, até porque a sala era bem pequena, nunca tinha estado ali antes.
Quando o moreno notou que quem entrara não ia se pronunciar, ergueu-se um pouco, olhando por cima da tela, os olhos frios percorreram o corpo do que estava ali, como se o avaliasse, era impossível manter-se frio, ele era assustador. O garoto levantou-se devagar, muito devagar, e então repousou suavemente o pincel em cima da mesa ao lado, sempre admirou a suavidade de seus movimentos, mas agora torcia para que ele agisse como uma pessoa normal. O moreno sorriu, voltando os olhos castanhos ao que estava ali, mantinha-se calado e inexpressivo, ainda procurava as palavras.
- Ora, é a primeira vez que vem aqui... Sasori-kun. – disse Sai, limpando as mãos em um pedaço de pano que estava ali, sujo de tinta – Algum problema?
O ruivo não respondeu, voltou os olhos à parede pintada, o moreno fez o mesmo, mas por pouco tempo, logo puxou duas cadeiras, as pôs uma de frente para a outra, e sentou-se em uma delas, cruzou as penas e pôs as mãos em cima dos joelhos, desfazendo o sorriso.
- Bela pintura. – comentou Sasori – Meio triste, mas...
- O que quer? – perguntou Sai, o interrompendo, o ruivo voltou-se para ele, um tanto irritado por isso – Sente-se, vamos conversar, sei que não veio aqui para conversar sobre minha filosofia.
Sasori não respondeu, dirigiu-se a cadeira e pôs as mãos no encosto, mas não sentou, ficou olhando o moreno, que não repetiu a pergunta, nem falou nada, apenas aguardou a resposta.
- Quero que... Na verdade, quero saber por que está se aproximando do Deidara.
- Não compreendo. – disse Sai, em um tom quase que paciente.
- Antes você nem ligava, mas agora anda com ele pra todo lado, logo agora que nós tivemos uma discussão e ele está chateado comigo, eu acho...
- Se você tem algum problema com ele, não venha falar comigo.
- Gosta dele? – perguntou, tentando parecer o mais desinteressado possível, forçou tanto que foi descoberto por aqueles frios e atentos olhos.
- Você sabe que eu não posso gostar dele, não se preocupe.
- Não me convence. – admitiu Sasori, contornou a cadeira, ficando de frente para o moreno – Se não gosta, por que tentou beijá-lo?
Sai não respondeu, ficou encarando o Akasuna, não que não quisesse responder, simplesmente não tinha uma resposta.
- Não sei... – murmurou Sai, parecia assustado.
- Como não sabe? Você tem que saber! – disse Sasori, desesperado pela resposta.
- Simplesmente não sei.
- Você... Entra assim do nada nas nossas vidas e ainda diz que não sabe porque faz isso?! – perguntou o ruivo, quase em um grito, agarrando o outro pelos braços, furioso.
- Me solte... – murmurou Sai, tinha os olhos fechados, visivelmente surpreso e temeroso pelo ato do mais velho.
- Responda as minhas perguntas!
- Eu não sei! – exclamou o moreno.
Sasori arregalou os olhos, como e acordasse de um transe, soltou os braços do outro e se afastou, voltando para trás da cadeira, levou as mãos ao rosto, se acalmando, enquanto o mais novo fazia o mesmo.
- Desculpe. – sussurrou Sasori.
Conservara-se em silêncio por alguns segundos, o ruivo observou que o outro segurava um dos braços e olhava para os pés da mesa ao lado, perdido, e realmente estava, perdido e assustado. Suspirou, ainda estava nervoso, e ele lhe irritava bastante.
- Tudo bem Sasori, se assim você quer, eu me afasto do Deidei-chan. – disse Sai, quase em um sussurro.
- Não o chame assim. – rosnou entre os dentes.
- Eu me afasto do Deidara, por mim tudo bem, mas pode ir embora agora? – perguntou, levantando-se.
- Ele é tão insignificante assim pra você? Nem vai perguntar o porquê?
- Eu sei o porquê, você gosta dele, e eu não, não tenho motivo algum para interferir nisso, só estava me divertindo, mas posso me divertir com outra pessoa. – disse Sai, forçou um sorriso, que não saiu torto, quando notou o moreno parou de forçar e abriu a porta – Se quiser conversar sobre o quadro ou outro assunto, volte, gosto da sua companhia, senpai.
- É uma pena não poder dizer o mesmo.
Sasori virou as costas e saiu da sala, no caminho de volta ao quarto sentiu um alívio, estava sendo mais fácil do que imaginou, mas algo ainda lhe tirava do sério, será que Sai gostava do loiro e apenas não notava isso? Se ele diz que não tem sentimentos, era bem possível ele não ter notado... Mas não era hora para se preocupar com isso, estava feliz e imensamente agradecido ao estranho garoto chamado Shino.
Fim do terceiro capitulo n.n Reviews xP
"Puxa, falei quase nada hoje" o.o
