De volta com mais um capítulo \o\ Desta vez um capítulo especial :D

Bom, se passa antes do primeiro capítulo da fic (o.o) e é centrada no Deidei, diferente dos outros capítulos, que têm o Sasori como personagem central :P

A música usada é The Kill, do 30 Seconds to Mars, se não me engano, mas é a regravação que foi feita com Pitty n.nb

Você pode ouvir ela no youtube, aqui: /watch?vwGrMkjdwhd8 (aff, acho que dá certo se por o link do youtube na frente disso aê ¬¬)

O download pode ser feito em vários lugares xD Mas eu fiz em uma comu da Pitty no orkut, acho mais prático n.n

O que estiver em negrito é Deidara POV's, o que não, é narração normal, e as falas é como sempre, vocês já sabem.

Agora sem mais delongas, a fic:


Capítulo Especial I – The Kill

- Danna!

Um loiro eufórico pulava nas costas de um ruivo, com um enorme sorriso no rosto, enquanto o outro lançava-lhe um olhar intimidador, mais parecia estar desafiando-o a não sair de cima de si.

- O que você quer? – perguntou ele, em tom frio, enquanto levava o loiro ao chão.

É sempre assim, você sempre me trata com frieza... O que fazer para ganhar seu carinho? Eu já tentei de tudo. Tentei ser como você, mas você se irritou com isso, tentei ser mais carinhoso, mas quem se irritou foram os outros, tentei até fazer ciúmes com outras garotas, mas nada funcionou.

- Nada danna, apenas ficar com você. – respondeu com um sorriso no rosto, enquanto levantava-se.

What If I wanted to break? (E se eu quisesse terminar?)
Laugh it all off in your face (Rir de tudo na sua cara)
What would you do? (O que você faria?)

- Danna?

- Sim, Deidara.

- Acho que vou mudar de escola.

- É? Pra qual você vai?

- Não sei ainda... O que você acha?

- A vida é sua, faça dela o que quiser. – e com isso apanhou seus cadernos e saiu da biblioteca, deixando-o só... Mais uma vez.

Por quê? Por quê não me pediu pra ficar? Como te odeio, danna! Te odeio por não me notar, te odeio por me ignorar, te odeio por não me amar. Mas ainda assim... Eu te amo, seu idiota. É, acho que vou ter que mudar de escola mesmo.

- E aí, Deidara! – dizia um garoto de cabelos platinados, dando um tapa nas costas do loiro – O que foi? – perguntou ele, ao ver a expressão no rosto do amigo.

- Nada, Hidan... Nada.

Ou talvez não, não vale a pena deixar meus amigos.

E se eu desmoronar?
Se não pudesse mais agüentar
O que você faria?

- Deidara? – perguntou o ruivo, ao abrir a porta do quarto e vê-lo escuro, um tufo de cabelos loiros embaixo de um cobertor, no chão, próximo a sua cama.

Correu até ele, agachou-se ao seu lado e baixou o cobertor para ver aqueles belos olhos azuis vermelhos, e aquele belo rosto manchado por lágrimas. Abraço-o, encostando sua cabeça em seu ombro, enquanto enroscava os dedos naqueles fios dourados.

Mais uma vez pergunto: Por quê? Você não se importa, então por quê finge que sim? Não me toque! Mas não consigo dizê-lo, só posso chorar... Danna... Me solte, saia daqui, me deixe! Não me dê falsas esperanças, sei que não me ama, mas então por quê? Por que está aqui, se preocupando comigo? Não está, está apenas sendo você, mais uma vez... Só está brincando comigo.

- O que houve, Deidara?

- Nada...

Come break me down (Venha me destruir)
Bury me, bury me (Me enterre, me enterre!)
I am finished with you (Eu estou farto de você)

- Está melhor? – perguntou o ruivo, sentando-se ao seu lado na sala de aula, recebeu como resposta um aceno de cabeça – Pode então me dizer o que aconteceu?

- Eu já disse, não foi nada. – respondeu em tom elevado, estava muito irritado, mesmo que não soubesse o motivo.

- Hum, okay então... Quando vai mudar de escola? Se ainda não decidiu, eu pesquisei um pouco e achei uma ótima, só que é no outro lado do país... Pra onde você vai? A aula já vai começar. Deidara!

Tarde demais, ele já tinha saído da sala de aula, esbarrando no professor que entrara, mas não ligava, só queria sair dali.

- Ei, Deidara! – exclamou o professor – O que há com ele, Sasori?

- Não sei, Asuma-sensei, ele não está se sentindo muito bem, ou está com medo do teste de geometria. – brincou o ruivo, com um sorriso irônico.

Maldito Akasuna! Mas ele não te culpa, a culpa é minha, como pude me apaixonar? Ele sempre foi assim, e não mudaria apenas por eu sentir algo por ele... Mas mesmo assim, somos melhores amigos, como ele pode fazer isso? Como pode me pisar desse jeito?

- Deidara, vamos pra aula, o professor já deve estar na sala. – dizia em um resmungo um garoto de cabelos alaranjados, pegando o loiro pelo braço e arrastando pelo corredor – Você anda meio aéreo... Aconteceu algo?

- Nada, Pein-sama.

E se eu quisesse lutar?
Pelo resto da vida implorar
O que você faria?

- Posso te fazer uma pergunta? – quis saber, com um sorriso no rosto e as mãos nas costas, se balançando pelos calcanhares.

- Claro.

- De que tipo de garota você gosta?

- Hum... Deixe-me ver... Consegue pensar em o oposto de você?

- Sim.

- Pronto, esse é meu tipo de garota. – respondeu o ruivo, sem sequer desviar a atenção do que fazia, recebeu um abraço do loiro sorridente.

- E que tipo de garotO você gosta? – perguntou, enfatizando o final da palavra.

- Não gosto de garotos. – respondeu simplesmente.

- Por que não? – indagou o loiro, recebeu como resposta um olhar mais frio que o normal, que o fez soltá-lo – Mas mesmo assim, se gostasse, qual seria seu tipo?

- Não sei, Deidara, que pergunta mais estranha. – disse rapidamente, pondo a mochila nas costas, vendo assim a expressão irritada no rosto do colega – Tá bem. Eu acho que... Loiros. Satisfeito?

- Sim. – respondeu com um sorriso ainda maior, agarrou o braço do ruivo e o arrastou para fora do quarto.

You say you wanted more (Você diz que queria mais)
What are you waiting for? (O que você está esperando?)
I'm not running from you (Eu não estou fugindo de você)

- Sasori-no-danna... – murmurou em ar choroso, vendo as costas do colega na cadeira da frente.

O ruivo virou-se para ele, a surpresa em seu rosto foi visível. A única coisa que fez foi erguer o braço, chamando a atenção do professor.

- Sim? – perguntou o homem de longos cabelos grisalhos.

- Jiraya-sensei... Eu e Deidara podemos sair por alguns minutos?

O homem ia dizer que não, mas ao ver a face do loiro atrás dele, com os olhos cheios de lágrimas, fez que sim com a cabeça.

Saíram da sala, sob o olhar curioso dos colegas de classe, e caminharam em silêncio a procura de um cômodo vazio, o que só acharam quando entraram no banheiro masculino do último andar. O loiro andou até a pia e abriu a torneira, admirou a água escorrer por seus dedos, envolto em pensamentos. Despertou ao sentir as mãos do colega acariciarem suas madeixas loiras.

- O que foi agora? É a segunda fez só essa semana que você vem chorar sem motivo...

Sem motivo você diz, mas se soubesse o que passo... Gostaria de saber o que você faria se estivesse no meu lugar. É verdade que choro por qualquer coisa, e sempre na hora errada, mas não consigo evitar. Isso dói, danna, mais do que eu imaginei.

- Até mais. Quando você estiver melhor venha me procurar, vou pegar a matéria, depois te passo.

- Fique comigo, danna. – pediu o loiro, olhando pelo reflexo do espelho a sua frente.

- Não posso, tenho que estudar, e você deveria fazer o mesmo. Enxugue as lágrimas e volte para a sala, Deidara.

- Por quê?...

- Como?

- Por que não quer ficar comigo? – perguntou, abaixando a cabeça para que sua expressão não aparecesse no espelho.

Você nem sequer me respondeu. Por quê? Por quê não respondeu? Por que não acabou logo com isso? Só precisava dizer: "Porque você me incomoda". Ou algo do tipo. Ficaria satisfeito com essas simples palavras, mas você não disse nada, como sempre. Ignorou minha dor, ignorou meus sentimentos, me ignorou.

Come break me down (Venha me destruir)
Bury me, bury me (Me enterre, me enterre!)
I am finished with you (Eu estou farto de você)
look in my eyes (Olhe nos meus olhos)
You're killing me killing me (Você está me matando, me matando!)
All I wanted was you (Tudo que eu queria era você)

Estava determinado a me declarar naquela tarde, tinha até mesmo escrito e decorado o que iria lhe dizer, mas então eu te vi com aquela garota que sempre lhe arrancava um sorriso. Como a odeio. Maldita seja por poder beijar aqueles lábios. Maldita seja por ter aquelas mãos em seu corpo. Maldita seja por ter sua atenção. Então, mais uma vez, só o que pude fazer foi chorar. E já teria parado se você não tivesse aparecido na porta e ficado me observando em seu frio silêncio.

O loiro ergueu a cabeça para o ruivo que agora aproximava-se em passos lentos. Sentou-se ao seu lado, com uma das mãos dentro da jaqueta, e então lhe ofereceu uma barra de chocolates. Sua favorita. Recusou, virando a face com fúria na direção contrária. Então ouviu aquele suspiro.

- Cansei de você querer me ajudar! – exclamou o loiro, afundando a cabeça nos braços – Assim não ajuda em nada! Vá embora! – gritou.

- Só depois que me contar...

- Teve uma ótima tarde, não é? – interrompeu-o em tom irônico.

- Sim, eu tive. – respondeu simplesmente, e quando o loiro virou o rosto viu aquele adorável sorriso – Sabe aquela garota da nossa sala? Aquela morena de olhos verdes? Fiquei com ela hoje.

- Eu sei. Eu vi. – murmurou.

Pôs-se a chorar mais uma vez. Sentia tanta raiva que suas mãos tremiam, não permitindo-lhe então resistir ao abraço que veio em seguida. Tentou por diversas vezes empurrá-lo, aquilo era doloroso... Mas o ruivo não parecia notar, continuava calado, com a mesma expressão vazia de sempre. Então, como se suas forças tivessem voltado, o empurrou. E aqueles olhos vermelhos nunca viram tanta fúria naqueles belos olhos azuis.

- O que foi? – perguntou o maior.

- Não quero sua compaixão. Eu e você sabemos que não está ligando pra... OLHE PRA MIM QUANDO FALO! – gritou, puxando o rosto do ruivo, que se desviara para uma das camas do quarto – Danna... Eu só queria que gostasse de mim como gosto de você.

- Eu gosto de você, Deidara.

Não disse nada, sacudi negativamente a cabeça, e o deixei lá. Saí do quarto e não voltei àquela noite, passei a madrugada vagando pelas ruas, procurando-me, mas não achei. Você roubou minha identidade, só sei quem sou ao seu lado, e sem você não sou nada. Quando passei a depender tanto de você? Depender de seu sorriso, de seu toque, de seu olhar... Choro quando não vejo seu rosto, sofro por não ter seu carinho, e perco-me sempre em seus olhos. Procuro-me, mas você roubou o que sou, e só você pode me encontrar em meus devaneios, em minha dor.

I tried to be someone else (Eu tentei ser outra pessoa)
But nothing seemed to change (Mas nada parecia mudar)
I know now this is who I really am inside (Sei agora este é quem eu realmente sou por dentro)
Finally found myself (Finalmente me encontrei)
Fighting for à chance (Lutando por uma chance)
I know now this is who I really am (Sei agora este é quem eu realmente sou)

- Vamos, não tem mais graça. Levanta daí, agora! – exclamou um rapaz de pele e cabelos azulados, subindo na mesa da biblioteca, fazendo assim que uma chuva de "shhh" invadisse o local.

- Faça silêncio Kisame, estou tentando estudar. – resmungou o loiro de olhos azuis, que estava sentado ali há horas, atrás de uma pilha de livros.

- Sasori, faça alguma coisa! – exclamou o que estava em cima da mesa, apontou o ruivo sentado mais à frente.

- Fazer o que? Deixe-o. – disse em voz baixa, enquanto folheava um dos livros que escolhera.

- Ele está assim há dias. Nem come direito. Vamos, faça algo, ele só escuta você. – implorou o rapaz, ajoelhando-se.

Ouviu o ruivo suspirar, e depois uma mão tocou seu ombro, virou o rosto para vê-lo com a expressão vazia de sempre.

- Ainda não se cansou dessa brincadeira? – perguntou o ruivo, deixando o outro boquiaberto – Não tem a mínima graça, está me irritando. Por que você sempre faz esse tipo de coisa idiota?

- Só queria que você gostasse mais de mim. – murmurou cabisbaixo, fechando os livros.

- Não precisa passar o dia todo enfiado na biblioteca pra que eu goste mais de você. – disse ele, arrancando um largo sorriso do loiro.

Ouvi o que acho que ouvi? Ele realmente disse isso? Ah danna... Esse é o Akasuna que eu amo. Tão gentil, tão doce. Mas mesmo assim, tão frio e distante. Já que ser eu mesmo não basta, e ser como ele também não, acho que é melhor desistir mesmo, esquecer, partir pra outra. Será que vou conseguir? Mas de uma coisa eu estou convicto: Não vou mais tentar mudar por causa dele. Não mais. Se for gostar de mim, terá que ser pelo que eu realmente sou. Acho que isso era o que estava faltando, finalmente acho que entendi. Não preciso ser outra pessoa, pois se ele gostar de mim, terá que ser do Deidara. E se não gostar... Um dia essa dor irá passar. Prefiro pensar que um dia passará. Finalmente me encontrei, não dependo mais de você, não preciso que me encontre. Acho que... Acho que a dor está passando... Finalmente.

Come break me down (Venha me destruir)
Bury me, bury me (Me enterre, me enterre!)
I am finished with you (Eu estou farto de você)
look in my eyes (Olhe nos meus olhos)
You're killing me killing me (Você está me matando, me matando!)
All I wanted was you (Tudo que eu queria era você)

Há dias que encarava sem cansar àqueles olhos avermelhados, eles pareciam roubar parte do que era, parte de sua vida... Gostava daquela sensação, mas também lhe assustava. E às vezes aqueles olhos avermelhados encontravam com os seus, e lhe faziam arrepiar, então era forçado a sorrir, e em vezes raras recebia um sorriso de volta.

Danna, encontrei uma outra pessoa, como prometi. Ele me lembra você, o que chega a ser engraçado. É frio, calado, anda sozinho, e é pintor, assim como você. Será que, como você, ele irá me ignorar? Torço para que não, mas sou forçado a cogitar essa hipótese, afinal, tinha que procurar o garoto mais parecido com você, não é? Porque não parei de te amar, só não vou mais sofrer por isso, eu finalmente cansei, me dei conta de que era perda de tempo... Espero apenas que seja feliz, e que continue sendo meu melhor amigo.

Mas ele não gostou, não gostou do novo garoto que agora tomava sorrisos do loiro. E deixava isso evidente quando o xingava, fazendo o loiro pensar ser ciúmes, mas ao lembrar de tudo o que passou, repensava isso. Não era possível. Talvez ele só não gostasse do garoto por parecer com ele.

Você não o aprova, mas isso significa que não aprovaria você mesmo, então, pela primeira vez, tenho o prazer de te ignorar. E ver que você se irrita me faz pensar que talvez sinta algo por mim, mesmo que seja apenas amizade. É o suficiente pra que continue te amando, mas não como antes, nunca mais te amarei como naqueles dias em que chorava por você.


- Deidara... Amo-te...


Acordou em um pulo, ofegante. Então era apenas mais um sonho...

Virou o rosto para a cama ao lado, vendo aquele belo rosto dormir tranqüilamente. Parecia tão infantil... Empurrou as cobertas e sentou-se na cama. Tateou o chão com os pés, até encontrar os chinelos. Os calçou apressadamente e se arrastou até ele.

Dobrou os joelhos devagar, chegando mais perto daquele rosto infantil, e ergueu uma das mãos. Receou por diversas vezes antes de tocar a face quente e de pele macia do maior. Como adorava tocá-lo. Ouviu-o remexer-se por debaixo das cobertas e logo abrir os olhos, para ver um loiro sério o olhando, com uma das mãos em sua face. Sorriu para ele, era o melhor modo de acordar.

- Acordou mais cedo que eu? Devo estar doente. – comentou o ruivo, com aquele sorriso debochador.

- Ainda está cedo, pode voltar a dormir. – sussurrou o loiro, afastando a franja do outro, curvou-se sobre ele e deixou que seus lábios tocassem sua testa, em um longo e estalado beijo afetuoso. Tornou a afastar-se e se levantou em seguida – Vou preparar o café hoje.

Com isso sorriu, apanhou a jaqueta do uniforme que deixara em uma cadeira ali perto na noite anterior, e caminhou até a porta. A abriu, mas antes de sair o ouviu chamá-lo em voz baixa:

- Deidara...

- Sim, danna? – perguntou, voltando-se a ele.

- Vê se não queima minhas torradas, está bem?

- Claro, pode deixar. – respondeu, com um sorriso largo, e saiu do quarto.

Nada mudou... Não é, Sasori-no-danna?


Fim do especial n.nb

Sinceramente, eu achei uma porcaria u.u

Mas o Dani (meu beta) disse que ficou bom o-o Então tá aí xD

Mandem reviews e façam uma autora feliz °-°