Capítulo VII- Kissing?
Já era noite e provavelmente todos estavam em sono profundo embaixo de cobertores em seus quartos, mas não ele. Estava sem sono então resolveu dar uma volta pelo campus, e foi uma ótima decisão, pois lá fora à noite era magnífica. A lua era cheia, e cintilava redonda e deslumbrante ao meio de todas aquelas estrelas.
Mas...
Faltava algo.
Sempre faltava aquele "algo".
Mas sabia o que, ou melhor... Quem podia preencher aquele vazio ao seu lado e dentro de si.
E assim que aproximou-se um pouco mais daquela árvore onde eles sempre ficavam antes das aulas, viu ele.
O que fazia ali àquela hora da noite?
Depois de muito pensar resolveu aproximar-se, e viu aquilo que não queria ver, o que jurou nunca mais permitir... Ele chorava. E ver aqueles olhos derramarem lágrimas era a última coisa que esperava do amigo, pensou que apenas o próprio fazia-o chorar. Mais alguém o fizera? Quem se atreveu a fazer seu loiro sofrer? Iria pagar por isso.
Alcançou-o sem ser notado, encostando-se à árvore deslizou por ela até o chão, sentando-se ao seu lado. E só quando uma de suas mãos passou em volta do menor ele pareceu notá-lo. Ergueu a cabeça rapidamente, mostrando o rosto molhado, os olhos azuis inchados e vermelhos. Levou as mãos ao seu rosto, o enxugando gentilmente, até que o loiro segurou-a, tirando de sua face.
- O que faz aqui, danna? – perguntou Deidara, tentando disfarçar o tom embargado de sua voz.
- Ia te perguntar o mesmo. – disse, semicerrando os olhos.
- Estava sem sono e vim dar uma volta, un. – respondeu, passando as mãos no rosto.
- E por que estava chorando?
Silêncio.
- Deidara?
- Não te interessa. – disse, levantando-se.
Assim que se pôs de pé o ruivo agarrou sua mão e puxou-o para baixo. Na tentativa desastrosa de não cair, acabou virando-se e tombou por cima do maior. Seus olhos chocaram-se, e o loiro o olhava boquiaberto, sem desviar o olhar por um segundo. Sasori sorriria se aquilo não fosse constranger ainda mais o "amigo", que tinha o rosto em um tom semelhante ao de seus cabelos.
Como seu colega de óculos escuros lhe aconselhara, iria beijá-lo, e aquela era a hora ideal para isso.
Aproximou-se dos lábios semi-abertos do loiro, que recuou. Parou a aproximação e aguardou pela resposta, e inacreditavelmente ela veio. O loiro aproximou-se timidamente dos lábios rosados do seu danna, recuou uma outra vez, fechando os olhos, e quando o maior avançou novamente ele levantou-se. Sasori abriu os olhos, vendo que ele estava de pé, com uma das mãos cobrindo a boca, enquanto o olhava de olhos arregalados, e mais uma lágrima rolou por aquele belo rosto. Ouviu-o balbuciar uma palavra surda, mas quando fez menção de erguer-se o loiro recuou dois passos. Parou, o olhando, e então resolveu levantar-se, mas não contava que Deidara sairia correndo dali.
- Mas o que...? – si perguntou Sasori, confuso, levando uma das mãos à nuca – Deidara...
oOoOoOoOo
A biblioteca estava vazia, com sempre ficava às cinco da manhã, hora que ambos escolhiam para estudar, pois era mais silencioso. Olhava-o à sua frente, com dois livros abertos e anotando no caderno, parecia até mesmo... Inteligente. E ele era, pelo menos achava, o único que achava. Parecia também tão... Maduro. Isso sabia que ele não era. Pelo contrário, era o ser mais irresponsável e infantil que um dia conheceu, e que agradecia por ter conhecido. Ouvir sua voz abafada por aquela maldita máscara acalmava seu ser, pois ele era o único que podia fazê-lo sorrir e até mesmo rir.
Fazia tanto tempo que não via mais aquele belo rosto por detrás da máscara... Sentia falta dos tempos em que podia olhá-lo e maravilhar-se com sua beleza. A quem enganava? Só vira aquele rosto uma vez, no dia em que resolveu acordá-lo puxando as cobertas, e justo naquele dia ele tinha tirado a máscara para dormir... Que coincidência. Feliz coincidência. Era um dos únicos que já haviam visto aquele rosto infantil, e também seria o único a desejar aqueles lábios finos e esbranquiçados do rapaz. Estranho fato. Estranho desejo. Mas o próprio era a "estranheza em pessoa", então não viria a ser algo que o surpreendesse.
O mascarado esticou os braços, em um bocejo, e depois jogou os braços em cima da mesa, entediado. Olhou o relógio para ver que realmente já estavam ali há bastante tempo. Voltou-se ao seu trabalho, já estava quase finalizado, só precisava de mais uma resposta, que não encontraria naqueles livros. Então já podia ir embora.
Levantou-se e recolheu suas coisas, sob o olhar curioso do moreno, que ao perceber que ele ia se retirar pôs-se a inventar motivos para que ficasse, odiava ser deixado sozinho. Suspirou, sentando-se novamente. Como ele sempre conseguia fazê-lo mudar de idéia? Talvez fosse aquele tom de pobre coitado que só ele sabia fazer, e o modo como sua voz tornava-se chorosa sempre que precisava que fizesse algo para ele... Era manipulado facilmente pelo mais velho, e aquilo para ele era, no mínimo, curioso.
Observá-lo estudando estava acabando com sua razão, não sabia o motivo, mas aquela imagem o fazia morder o lábio inferior, desejado mais ainda aqueles lábios ocultos. Ergueu-se mais uma vez, e o mascarado o seguiu com o olhar, sem ao menos erguer a cabeça. Notou que o maior ia para trás de sua cadeira, e antes que pudesse perguntar o que ele fazia, as mãos de cores diferentes seguraram seu pescoço, e uma delas empurrou gentilmente sua cabeça para trás, fazendo com que olhasse para ele.
A mão de cor branca como a neve, onde estava um anel vermelho, agora dirigia-se ao queixo do mascarado. Empurrou a máscara devagar, mas logo sua mão foi parada por uma outra, que usava uma luva de cor preta. Não cedeu, nem continuou, apenas olhou-o. Olharam-se. E não tinha nada para dizer... Apenas para fazer.
A mão que usava luva soltou-o meio que receoso, e só quando abaixou o braço novamente o maior prosseguiu.
Empurrou um pouco mais a sua máscara, vendo a pele de cor alva por onde seus dedos deslizavam. Como imaginara, ele tinha uma pele macia, muito macia. Intocada até mesmo pelo sol, por isso era tão alva, quase pálida. E empurrou um pouco mais, revelando aqueles finos e esbranquiçados lábios, que estavam diferentes do que se lembrava, agora eram rosados e pouco mais carnudos, mas ainda eram bastante finos, feitos em uma linha reta e rosada.
Uma mão de cor negra como a noite e com unhas pintadas de branco tocou seus lábios com a ponta dos dedos, um toque delicado, contornando aqueles belos e, quem sabe, doces lábios. Tiraria o resto daquela maldita máscara, mas não ali, não agora. A boca era o que queria ver, e o que queria sentir. Não apenas queria como também teria.
Curvou-se devagar, como se temesse à aproximação. Por detrás da máscara os olhos negros semicerravam-se, aguardando que ele parasse de aproximar-se e afastar-se, aquilo já o estava irritando. Fechou os olhos, finalmente reunindo a coragem para acabar com a pequena distância entre eles, e os macios lábios do maior cobriram os finos e gélidos lábios do mascarado, que estremeceu.
O menor entreabriu os lábios, dando abertura para que a língua faminta do outro invadisse sua boca, percorrendo cada pedaço dela. Confirmou então aquela idéia, os lábios dele eram sim doces, mas não quentes como imaginava, eram gélidos e sem vida. Mordiscou o lábio superior dele, esperando que recuperasse o fôlego. Talvez aquela posição não tivesse sido uma boa idéia, era desconfortável a ele por estar debruçado e ao moreno por não conseguir respirar direito.
Pressionou seus lábios contra os dele, e a mão de cor negra descia por seu pescoço até a gola de sua camisa. Procurou uma abertura para poder sentir a pele do peito do menor, mas assim que achou a mão dele o deteve, e então separou-se, mas não sem antes depositar um último beijo quente naqueles finos lábios gélidos.
Abriu os olhos para ver algo que nunca imaginou um dia poder apreciar: o sorriso dele. Arrepiou-se ao ver sua boca feita em um traço reto curvar-se em um largo e belo sorriso, mostrando os dentes brancos e fazendo com que duas covinhas aparecem em suas bochechas. Mais do que nunca odiou aquela máscara.
- Anda vendo muito Homem-Aranha, Zetsu-san. – brincou Tobi, com mais um sorriso.
- Talvez... – murmurou, passando a língua sobre os próprios lábios – Você também sabe subir pelas paredes, "Homem-Aranha"?
- Ainda não, mas acho que irei aprender. – respondeu insinuante.
- Com quem anda aprendendo essas coisas? – perguntou, franzindo a testa. O moreno riu baixinho.
- Tobi sabe muitas outras coisas, Zetsu-san, e pretende mostrar a você. – disse, virou-se na cadeira para sair daquela posição desagradável e puxou-o para baixo, empurrando seus ombros – Se quiser.
- Está aí uma coisa que eu nunca imaginei de você. – admitiu.
- Há muitas coisas sobre o Tobi que você não sabe.
- Por enquanto.
- É... Por enquanto. – concordou, e o sorriso que formou-se em seu rosto foi ocultou novamente pela maldita máscara laranja.
oOoOoOoOo
- Entre. – a voz estridente soou após ouvir batidas fracas.
A porta abriu-se, revelando um estranho ser de óculos escuros e gola alta, que esgueirava-se para dentro. Fechou a porta ao entrar, aproximando-se em seguida da mesa onde um homem de longos e lisos cabelos negros estava sentado atrás, apoiando o rosto na mão, e o cotovelo no braço da cadeira. Na face ele não tinha uma expressão nada feliz.
- Mandou me chamar, Orochimaru-san? – Shino perguntou pausadamente e em tom indiferente.
- Mandei. – respondeu, agora colocando os nós dos dedos sobre os lábios, analisando a figura a sua frente.
- Se for sobre a "pequena" briga no dormitório, saiba que eu não tenho nada a ver com...
- Não se faça de estúpido, comigo isso não vai colar. – interrompeu-o, arrumando-se na cadeira – Eu... Não tenho absolutamente nada contra você, Shino-kun. Teu pai foi um de nossos melhores e mais respeitados alunos, e sinto-me honrado por ele ter te trazido para cá...
- Sem rodeios, por favor. – pediu o Aburame, ocultando um pequeno sorriso atrás da gola alta, se aquilo podia ser chamado sorriso.
- Claro. – concordou o diretor, mexendo em alguns papéis a sua frente, antes de voltar-se ao garoto – O que você quer com Kabuto?
- Como?
- Não sou idiota, garoto, eu sei desse seu pequeno hobby. Seu amiguinho está nos vendo? – perguntou, acenando pra um dos cantos da sala, onde deveria ficar a câmera.
- Está. – afirmou. Rolou os olhos por detrás das lentes, é claro que ele sabia, afinal, era o diretor.
- Não é o primeiro, Shibi também tinha esse estranho hobby... Deve ter achando a antiga sala de monitores dele. Achava até mesmo nobre de sua parte querer ajudar aos seus colegas, mas nos últimos dias seu amiguinho vem andando com Kabuto, sendo que antes nem trocavam "oi" e "tchau". O que quer com ele? – perguntou mais uma vez.
- Quero que ele saiba o valor que tem.
- Que quer dizer com isso? – franziu o cenho.
- O senhor entendeu. Como sabe das câmeras, também deve saber do que nós vemos e ouvimos aqui... Tenho pena do Yakushi, do modo como é humilhado.
- E o que tem a ver com isso? – quis saber – Pode continuar com suas brincadeirinhas, mas não se meta comigo. Afaste-se do Kabuto, você não tem nada com meu modo de tratá-lo. Deve ter se divertido muito com seus vídeos, não?
- Não, na verdade ele nunca me deixa ver, esses vídeos ficam em um arquivo e só ele tem a chave. Diz que é "antiético".
- Como se colocar câmeras no banheiro feminino não fosse antiético, não acha? – perguntou, cruzando os braços.
Silenciou-se. O diretor deu um longo e audível suspirou, mas antes que pudesse recomeçar a falar, Shino o interrompeu:
- Não vou deixar que continue brincando com o garoto. – disse firmemente – O que vai fazer pra me chantagear? Não sou bolsista, como ele, não sou burro, como ele, não estou apaixonado, como ele...
- A... paixonado? – repetiu Orochimaru, erguendo uma sobrancelha.
- Vai dizer que não reparou? Se ele quisesse já o teria tirado do posto de diretor. Não sei se está ciente disso, mas há três anos, quando essa "brincadeira" começou, Kabuto era menor de idade e isso poderia ser chamado de... Pedofilia.
- É uma palavra muito feia. – reprovou o diretor, balançando o dedo indicar à frente do rosto – Estou apenas te avisando, Aburame Shino, não se meta comigo.
- Isso é uma ameaça? – arqueou as sobrancelhas.
- Se quiser entender como uma...
O garoto sorriu mais uma vez, quase riu do que ouvira, deixando o diretor levemente irritado.
- Qual a graça?
- Você está enciumado, não? – perguntou. O homem recuou com o susto – Não suporta a idéia de que eu posso tirar o Kabuto de você e fazê-lo ser feliz ao lado de uma bela garota, ou garoto... O senhor pode não ter consciência disso ainda, mas gosta dele, não apenas como seu "brinquedo", mas como... Alguém especial. O senhor diretor passou a amá-lo.
- Não diga bobagens!
- Não estou dizendo, é a mais pura verdade... Deveria saber que não pode misturar sentimentos em um relacionamento puramente sexual. Mas esse caso seria uma exceção, pois o menino de óculos... Ele não sabe separar as duas coisas.
- Saia. – rosnou entre os dentes, fechou os olhos e os cobriu com uma das mãos.
- Por que? Está com...
- SAIA DAQUI!
O moreno não esperou por outro grito, saiu da sala quase que instantaneamente, deixando o diretor trêmulo de raiva. Orochimaru levantou-se, virando-se à janela atrás de sua cadeira, dali podia ver todo o campus, e também a desprezível cena de Kabuto sentado em um dos bancos com Shizune... Não iria permitir que aquele estranho de óculos interferisse em sua vida.
Apanhou o celular em cima da mesa e discou um número, voltando a olhar à janela, onde o grisalho apanhava o próprio celular.
- Kabuto, venha até minha sala, rápido! – exclamou, desligando em seguida, para ver que o chefe dos inspetores corria pelo campus em direção à escola, obediente.
oOoOoOoOo
No quarto ouvia-se uma música alta e barulhenta, e não só no quarto, como também no corredor. Conversar tornava-se impossível com o barulho que fazia, e estudar então... O ruivo de piercings já estava enlouquecendo com o barulho, e a de cabelos azuis ao seu lado já enlouquecera há tempos, o moreno a um canto nem parecia se importar, pintava as unhas tranqüilamente. Eram os únicos no quarto, com exceção, é claro, do rapaz de cabelos platinados, pulando em cima de uma poltrona.
Sua animação foi interrompida quando a música parou, e no lugar dela veio uma... Música erudita?
- Que merda, Kaku! – exclamou Hidan, ao ver que fora ele quem tirara seu cd – Que porcaria é essa?
- Isso se chama "música", caro Hidan. – respondeu, enquanto aproximava-se da poltrona onde ele estava de pé. Agarrou-lhe os joelhos, jogando por cima de seu ombro.
- Seu conceito de "música" é bem diferente do meu. – disse o platinado, enquanto era posto de pé no centro do quarto – Quando quiser que eu desça da poltrona, é só pedir. – acrescentou, dando um pequeno peteleco na testa do moreno.
- Amanhã nós vamos à inauguração do clube de um amigo do meu pai, ele ganhou os ingressos e me deu. – disse Kakuzu, tomando a mão do menor e colocando a outra em sua cintura.
- Nem amarrado em vou a um clube de riquinhos dançar essa porcaria. E você não me engana, teu pai me odeia, nunca que iria te dar ingressos pra ir comigo.
- Primeiro: Você é um riquinho, Hidan. E segundo... Você tem razão, eu tomei os ingressos dele, mas ele não ia mesmo, então não irá sentir falta. – disse, colocando a outra mão do rapaz em suas costas.
- Quanto custa à entrada, Kakuzu? – perguntou Pein.
- Ah, eu não sei, mas deve ser muito. Passei em frente, é muito grande e luxuoso... Isso me faz lembrar que enquanto estivermos lá eu peço a comida, não me venha com seu paladar caro, não vou gastar muito.
- Que surpresa... – ironizou Hidan.
- Mas não basta apenas pagar a entrada. – continuou o moreno, fingindo não ter ouvido – Você precisa ter um sobrenome também.
- Ih Pein, babou sua ida ao clube de ricos, não tem sobrenome. – disse Konan, dando pequenas tapinhas nos ombros do ruivo.
- Nós não, mas quem barraria a entrada do dono da maior empresa de segurança privada do Japão? – perguntou, com um sorriso no canto dos lábios, enquanto voltava-se ao moreno, que já erguera a cabeça.
- Abuse dos seus amigos enquanto ainda pode. – resmungou Itachi.
- Vai nos levar, né? – quis saber o ruivo.
- Claro, claro...
- Tão fácil? – estranhou Konan.
- Meu tutor ligou mais cedo dizendo que Sasuke pediu a autorização pra ir, ele disse que só deixaria se eu fosse também. Não pegaria nada bem ele aparecer sozinho na inauguração, ia comprovar os "boatos" de que nós dois não nos falamos mais depois do... Acidente. Ah, e é bom falar com o Tobi pra ele ir também, assim aqueles idiotas vêm como os últimos da família Uchiha são unidos.
- Tobi?! – os cinco perguntaram em coro, voltando-se a ele.
- Não sabiam? – estranhou Itachi, rindo da expressão dos outros – Ele é um Uchiha também, e vai ficar no comando das empresas quando atingir a maioridade, já que é mais velho que eu. Só vou pegar depois que ele me passar, isso se ele quiser me passar.
- O nome dele é... Uchiha Tobi? – perguntou Pein.
- Na verdade, o nome dele não é Tobi.
- Itachi-san? – a voz ecoou pelo silêncio que se instalara, e ao voltarem-se à porta viram que era justamente o mascarado – Tobi precisa falar com você.
- Eu também preciso falar com você. – disse Itachi, levantando-se e indo em direção à porta – Ah, e Pein, avisa aos outros que vamos todos à inauguração... Vou ver como o Kisame está daqui a pouco.
- O... kay. – confirmou, de sobrancelhas arqueadas.
- Agora não tem escapatória, Hidan. – riu-se Kakuzu, depositando um rápido beijo nos lábios rosados do albino.
- Chato. – resmungou.
oOoOoOoOo
- Então tio... O que quer? – perguntou Itachi, enquanto fechava as portas da sala de leitura.
- Não me chame assim. – advertiu Tobi, sentando-se em uma das poltronas do lugar, com um suspiro – Fala você primeiro.
- Amanhã à noite vamos...
- Eu sei. – interrompeu-o, antes de prosseguir: – Estarei lá, e... Vou levar o Zetsu-san também.
- Vamos todos, eu já marquei. – disse Itachi, aproximando-se.
- Tanto faz... Mas você vai ficar bem sem o Hoshigaki por lá?
- Sem problemas.
- Não quero que a capa do jornal seja: "Uchiha Itachi enche a cara em inauguração de restaurante chique". Acharia melhor você ficar... Mas tudo bem, vamos todos. – apressou-se a completar quando viu que receberia uma repreensão – Sinto muito pelo que aconteceu... E dessa vez a culpa não foi sua, Itachi-kun.
- Dessa vez... – repetiu em um sussurro.
- Mas não foi por isso que te chamei. Deve saber que atinjo a maioridade em duas semanas, mas não estou a fim de assumir as empresas, até porque não seria... "Legal" um palhaço como o Tobi de presidente das empresas Uchiha. Como você deve ser o único a saber disso, exceto por nosso tutor, acho que não teremos problemas se você não abrir sua grande boca para todos como ia fazer agora a pouco.
- Não entendo o porquê desse gosto estranho em se passar por algo que você não é.
- Está errado. Eu sou o Tobi, Uchiha morreu junto com os outros, e ele só conversa com você. – disse, enquanto levantava-se – Não leve a sério essa súbita mudança de comportamento, eu sou o Tobi, e você só precisa se lembrar disso. Não sou mais um Uchiha, seu tio está morto, estarei lá apenas para lhe dar um apoio, Itachi-san! – exclamou animadamente, já retomando aquele tom divertido que todos conheciam muito bem.
Aquilo era assustador.
oOoOoOoOo
Naquela escuridão avassaladora tudo se iluminou por um breve momento, mas logo após o som dos passos entrando ali cessarem, a porta tornou a fechar, escurecendo o local. Quem entrara aproximou-se da cadeira à sua frente, mas ao virá-la para sentar-se deu de cara com um moreno de olhos ferozes, sorriso largo, e cabelos espessos, que pulava alegremente em seu pescoço.
- Yo Shino! – exclamou Kiba.
- O... O que está fazendo aqui? – perguntou surpreso.
- Ops. – ouviu mais alguém no recinto, e ao voltar os olhos a ele, viu que esgueirava-se tentando se esconder atrás dos monitores.
- Eu já te vi. – repreendeu Shino – Por que deixou o Kiba entrar? Eu te disse milhares de vezes que aqui só quem deve entrar sou eu e você.
- Aff Shino, como você é chato. – resmungou Kiba, sentando-se na mesa ao lado – Só queria te ver, já que tem fugido de mim a dias.
- Não estou fugindo de você, apenas tenho trabalho demais. E agora até o diretor está contra mim. – desesperou-se o moreno, levando as duas mãos à nuca.
- Eu vi. – disse Kiba, abraçando-o por trás – Mas e quanto você vai cuidar do meu caso, senhor Aburame?
- Está bem... – suspirou, fechando os olhos – Vamos dar uma volta, e você! – apontou quem estava escondido atrás dos monitores – Cuide de tudo, e não tire os olhos do diretor. Depois vamos ter uma conversinha.
- Certo Shino-kun, tenha um bom dia. – disse com um sorriso.
-se esconde das "tomatadas"-
x.x Sorry, sorry...!
Ficou um L-I-X-O! A qualidade cai mais e mais... .-.
ZetsuTobi, um casal estranho? Sim, mas eu gosto o.o Eu SOU estranha XD
Bem, o capítulo, bom ou ruim, tá aí mesmo assim, e espero que tenham gostado .-. Desculpe se confundi vocês com a parte do Tobi conversando com o Itachi, não era a itenção xD Só não queria fugir muito da realidade do Tobi o-o
Bom, só isso mesmo, sayonará n.n
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