Naruto e seus personagens não me pertencem mais, perdi no pôquer para Masashi Kishimoto, mas quase posso provar que ele estava roubando. Afinal, quando eu penso em "vou ter aquele corpo", não é para os fins psicóticos de Orochimaru.
Essa é uma fic YAOI, e segue a linha de Adeus (ItaNaru), por isso contem informações sobre o Manga e Anime. É uma SasuNaru (mesmo eu não acreditando que fiz isso), haverá momentos NaruSasu e NaruIta. Entre outros complementos assim como KakaIru e NejiGaa.
Contem Lemon, é by Li Morgan, esperavam o que?
Memórias da Retina
Colher plantas medicinais no lado de fora das muralhas da vila não era o que Sasuke julgava ser uma missão de vital importância, mas se a Hokage havia mandado que ele cumprisse essa missão como sua derradeira, quem era ele para reclamar? Claro que estar acompanhado por Haruno Sakura e Yamanaka Ino não era propriamente sua idéia de time perfeito, não pela loira, descobrira traços na loira que poderia vir a respeitar como colega de time. O problema todo era Sakura, e sua insistência em infringir seu pseudo-amor sobre ele.
- Sasuke-kun – Sakura chamou com voz melosa – finalmente conseguimos uma missão juntos, não? Como nos velhos tempos.
O sorriso doce acompanhado por pestanas batendo deveria ser sexy, na opinião de Sakura, mas para Sasuke era somente mais uma prova de quão patética e infantil era aquela garota. Naruto conseguia elevar seus batimentos e temperatura apenas sorrindo sobre o ombro, ou num de seus sorrisos naturais ou olhares intensos. Na verdade, tudo em Naruto era excitante e natural, o loiro era alguém realmente sexy, não precisava de truques e melindres, mas Sasuke estava louco para que chegasse logo o momento em que Naruto os usasse, seria simplesmente incrível.
- Não pedi essa missão – Sasuke falou duro – e para ser como nos velhos tempos, Naruto e Kakashi deveriam estar aqui.
Sakura piscou confusa antes de sorrir e corar, aquilo era verdade.
- Sasuke-kun – Sakura chamou mais uma vez, vendo que Ino estava longe e que aquela era a melhor oportunidade que tivera desde que Sasuke retornara – por que você me agradeceu antes de partir?
- Eu agradeci por seus sentimentos – Sasuke falou – me ensinaram que é assim que se recusa educadamente uma pessoa.
- Não – Sakura balançou a cabeça – você...
- Você sempre foi o elo fraco, irritante e exigente – Sasuke falou – convencida demais do pouco que tem. Na Academia você era a inteligente, teoricamente estava preparada, mas sua mente e corpo eram fracos demais para as missões shinobi. Você sempre se julgou melhor que Naruto, por causa de seu controle de chakra, sempre se julgou superior, mas nunca pensou para parar no por que.
- Como? – Sakura arregalou os olhos perante o tom frio.
- Naruto tem mais chakra do que eu e Kakashi juntos, o que tornava muito difícil que ele o concentrasse perfeitamente, para você que tem pouco, isso é fácil, é uma questão de sobrevivência, ou você o controla com perfeição, ou morre. Para Naruto não, ele pode passar dias lutando, é quase como se o chakra dele fosse infinito e então temos o da Kyuubi, que se mescla ao dele em alguns momentos. Diga-me Sakura, quem aprenderia a controlar com perfeição chakra mais cedo, alguém que tem pouco chakra ou alguém que tem muito e dois?
Sakura piscou mais uma vez. Naruto, sempre Naruto.
- Eu...
- Sabe, quando eu estava com Orochimaru, eu me perguntei muitas vezes o que eu teria feito se fosse Naruto a me encontrar naquela noite – Sasuke falou e sua voz estava mais macia, os olhos brilharam mais enquanto os lábios se inclinavam em um dos cantos da boca – se fosse Naruto, eu jamais partiria. Eu teria ficado, jamais teria arriscado levá-lo para perto de Orochimaru e Kabuto. Eu teria ficado e aceitado tudo que me era oferecido e apelaria a tudo e todos para que Naruto ficasse protegido. Eu teria treinado duas vezes mais, teria me esforçado até as beiras da morte, me preparando para o momento em que a Akatsuki viesse atrás dele e o protegeria com minha vida se preciso.
- Não – Sakura gritou chorando, não queria ouvir aquilo, não podia ser verdade. Sasuke tinha que amar a ela, tinha que ter pensado nela, protegido a ela! – você quase o matou! Ele implorou, ele me disse, ele implorou para que você voltasse, ele...
- Ele queria me trazer de volta para você – Sasuke foi hostil agora, seu Sharingan ativava pela ira – você o mandou atrás de mim, exigindo que ele me trouxesse de volta para você e seus patéticos sentimentos que já haviam sido recusados. Eu o odiei, odiei o amor fraternal que ele dizia ter por mim, odiei por ele estar se prestando a me levar de volta por sua causa. Eu o feri, eu quase o matei e por um momento eu poderia tê-lo feito. Chidore contra Rasengan, eu querendo matar, ele apenas riscar meu hitaiate e me trazer de volta. Ele estava caído, quase inconsciente, eu não estava melhor, mas estava em pé. Nenhum de nós tinha mais energia ou chakra, usamos tudo na explosão dos nossos jutsus mais forte. Uma simples kunai e eu teria a vida dele e meu Mangekyou Sharingan, um simples aperto naquele pescoço e eu teria o poder igual ao do meu irmão, mas eu não pude...
- Deveria – Sakura gritou – deveria ter tido, não pode me dizer...
- Eu ainda não sabia, ainda não entendia, mas eu já o amava, porem eu sabia de uma coisa – Sasuke falou nem ligando para a interrupção da garota – sabia que jamais permitiria um mundo onde Uzumaki Naruto não existisse. Na minha mente idiota e infantil, eu conseguiria poder, mataria meu irmão e qualquer um no meu caminho e então eu voltaria e o teria ao meu lado, agradecido. Foi exatamente ao contrário.
Sasuke riu terminando de encher sua cesta e se erguendo, seus sentidos foram alertados então para alguém que chegava e ele sorriu levemente, sentindo a presença quente e luminosa de Naruto se aproximando.
- Hei teme – Naruto saudou pulando pelos galhos e parando bem a frente de Sasuke e entregando um bento – esqueceu isso. Cheguei mais cedo de missão e...
- Morra seu desgraçado – Sakura gritou enquanto Naruto se virava alerta e cravou a kunai no estomago do loiro, que arregalou os olhos – sempre no meu caminho, sempre...
Sasuke foi rápido, mas Naruto foi mais, pegando com o braço direito o Uchiha e empurrando para trás de si e o mantendo lá com o braço, esfregou sua bunda na virilha do moreno e turvou sua mente momentaneamente. A mão esquerda puxou a kunai cravada em si e Ino, que ouvira parte da conversa e ouvira o grito de Sakura, parou ofegante em uma árvore próxima, chocada pelo sangue que pingava da kunai.
- Não – Naruto comandou fazendo a loira parar – já não há mais dano.
- Seu monstro – Sakura choramingava – seu monstro idiota. Seu demônio, não é humano, é anormal, é mal, cruel. Sempre se colocando no meu caminho, sempre...
- Haruno Sakura – a voz de Naruto era fria – eu estou banindo você de minha vida.
Ino impediu com as mãos o grito de choque, Sasuke apenas suspirou colocando as mãos sobre os quadris de Naruto, mostrando que não ia mais atacar a kunoichi e antiga companheira de time sete, mas na abriu mão do carinho da bunda redonda em sua virilha, estava irado, não louco. Sakura não provinha de uma família shinobi, ou de um clã, não conhecia seus costumes e tradições, porem Ino e Sasuke conheciam e o banimento era a forma mais efetiva e antiga de se destruir uma pessoa. Sakura não era mais amiga, conhecida, rival ou inimiga de Naruto, ele a relegara a não existência. Ele jamais a reconheceria novamente, jamais seu nome ou pessoa significaria qualquer coisa. Não era ódio, porque Naruto jamais aprendera a odiar realmente. Não era fúria, porque a fúria de Naruto era efêmera. Não era desprezo, pois isso diria que Naruto ainda a reconhecia. Banimento era a mais completa indiferença.
- Com meu sangue eu digo que você está banida da minha vida e história – Naruto falou limpando a kunai e deixando-a cair no chão, onde cravou até o punho – lhe dei tudo que podia e muitas vezes me machuquei e sangrei porque você se colocou no meu caminho, e era ferir você ou eu, e eu me sacrifiquei. Muitas vezes eu a protegi e consolei, e menti para mim mesmo por você. Isso já não existe, acabou tudo com esse último ato de traição. Essas são as ultimas palavras que trocamos.
- Você me odeia – Sakura gritou – sei que me odeia, me ama, me deseja, eu o odeio, eu não te quero, eu...
Naruto simplesmente tirou os olhos de sobre a patética menina e se virou para Sasuke.
- Estarei em casa – disse beijando de leve os lábios do moreno – não faça nenhuma tolice, essa é sua última missão de punição, amanhã começamos a treinar para o Chunnin Shiken e a fazer missões pagas, não sacrifique nossos esforços.
- Não vou – Sasuke falou acariciando o rosto bronzeado – já estamos quase acabando aqui. Obrigado pela comida.
Naruto piscou e então tirou da bolsa shinobi mais um bento e atirou para Ino, que o pegou no ar.
- Fiz um para você também – Naruto disse – espero que aprecie. Até mais tarde.
- Naruto – Ino limpou as lágrimas que caiam por seu rosto – eu te admiro.
- E eu a você – Naruto falou e então desapareceu em um redemoinho de folhas e vento.
- De todas as coisas estúpidas e irritantes que você já fez – Sasuke falou frio, indo para a sombra de uma árvore e abrindo sua caixa de almoço, que Naruto não pudera fazer pela manhã e que trouxera agora para ele, e examinando as coisas gostosas ainda quentes que Naruto fizera com carinho. Mesmo com o estomago embrulhado de raiva e ódio, Naruto estava certo e não perderia tudo por Sakura – essa com certeza foi a mais idiota de todas.
- Eu concordo – Ino caiu ao lado de Sasuke, abrindo a caixa que Naruto lhe jogara e suspirando quando o cheiro morno e delicioso chegou a suas narinas, havia uma palavra escrita com cenoura sobre o arroz "diet" e isso a fez rir entre lágrimas – ele não merecia isso, nunca isso, você é uma estúpida testa, uma estúpida traidora.
- Ele é um inútil – Sakura chorou baixo, abraçando-se – e essas palavras vazias, inúteis como ele. Eu o perdôo Sasuke, ele o seduziu, ele no mínimo o chantageou com Itachi e usou seus bons sentimentos...
- Kami-sama, Sakura – Ino gritou – deixe de ser patética!
- É justamente por causa do meu irmão que eu ainda não o tive realmente comigo – Sasuke falou baixo, mas ambas as kunoichis ouviram – mas quando Naruto estiver pronto para ser de alguém, eu estarei lá para amá-lo e ser dele.
- Sempre foi ele, não foi? – Ino sorriu pequeno – desde sempre, era Naruto, não era?
Sasuke concordou com a cabeça e Ino suspirou.
- Eu já sabia – falou a loira sorrindo e partindo os hashis – acho que sempre soube. Era somente ele que conseguia uma reação de você, seja boa ou ruim, era somente ele que conseguia.
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Tsunade não estava irritada, ela estava espumando quando Shizune entrou com os papéis do dia. Acreditara que aquele assunto estivera encerrado, que Shizune havia compreendido, mas ao que parecia, ainda não havia caído à ficha na cabeça romântica e tola da jovem médica. Pois iria apressar as coisas.
- Shizune – chamou imperiosa – qual missão destinou para o Uchiha?
A morena parou, oscilando o passo antes de sorrir forçadamente e colocar a pilha sobre a mesa, sentindo os olhos ambarinos fixos nela, como que querendo lhe desnudara a alma. Um arrepio na espinha lhe deu a indicação de que nada ia bem.
- Colher ervas medicinais alem das muralhas – Shizune falou com voz amável – Tsunade-sama me disse para dar alguma coisa na linha do que ele vinha fazendo e...
- Com quem? – Tsunade cortou.
Estivara a manhã toda na reunião que decidiria os novos Conselheiros de Konoha e os limites de seus poderes. Não fora realmente difícil, Aburame, Nara e Hyuuga, mesmo assim fora cansativo rever todas as leis e vetar ou introduzir novas. E enquanto quebrava sua cabeça fazendo sua parte, Shizune colocava tudo a perder. Seu sangue fervia de raiva, sua mente fervilhava com as varias possibilidades de coisas erradas que podiam ter acontecido e que ainda poderiam acontecer.
- Ino e Sakura – o nome da segunda saiu baixo e Shizune esperou um grito que não veio, abriu os olhos para ver sua mestra com os olhos fixos nos dela.
- Achei que tínhamos conversado sobre isso – Tsunade falou mostrando sua decepção irada – achei que tínhamos nos entendido.
- Tsunade-sama – Shizune falou mais forte – disse que não ia negar a Sakura uma chance e eu...
- Uzumaki Naruto saiu de missão hoje bem cedo – Tsunade falou – uma missão simples, só ir até uma vila próxima entregar alguns documentos e escoltar um mercador para dentro de Konoha. Ele retornou bem antes do previsto, com carga e protegido intactos e felizes em tratar com Konoha, o que era novidade para esse mercador. Foi para casa e preparou o bento que não pudera fazer hoje mais cedo, preparou três, e foi entregar para Sasuke e a equipe que você formou depois de tomar conhecimento com os ninjas do portão de quem eram.
Shizune não entendia o porquê daquele tom, mas sabia que alguma coisa sinistra havia acontecido. Será que Naruto chegara e vira Sakura junto a Sasuke e se magoara? Será que sua kouhai havia finalmente conseguido o amor de Uchiha Sasuke e Tsunade estava brava porque isso atrapalhara seus planos para Naruto? Ou será que brava por Naruto ter aparecido Sakura tinha jogado a comida do loiro nele? Isso poderia acontecer, dado o temperamento estourado da kunoichi.
- Não sei o que estava acontecendo antes, mas quando Naruto chegou com o bento de Sasuke – Tsunade falou – Sakura cravou uma kunai no estomago de Naruto, gritando que o odiava, entre outros insultos referentes ao fato dele ter a Kyuubi dentro de si.
Shizune deu um passo trôpego para trás, esbarrando em uma da cadeira e sentando ali, pálida e trêmula. Pelo Fogo, o que fizera?
- Naruto – Shizune balbuciou, gostava demais do menino loiro, não achava que ele merecia sofrer e nunca faria nada para feri-lo. Não pensara que uma ninja da cura pudesse fazer algo assim como um colega de time, com um amigo e companheiro. Kami-sama, o juramento que faziam quando começavam a usar jutsus médicos em pessoas, os juramentos de jamais usar suas mãos e chakra para ferir um igual e um companheiro. Se...
- O dano começou a ser curado automaticamente – Tsunade nem piscava, queria que Shizune sofresse, porque ela sofria e porque merecia saber de tudo – Kyuubi começou a cura no mesmo instante, mas como Sakura usou seu chakra para envolver a kunai, não era só o corte, havia danos nos órgãos internos. Nada que a raposa não pudesse curar, mas quando Naruto veio aqui, eu ainda pude sentir a extensão disso, a hemorragia já havia cessado, o corte fechado, era apenas estabilizar os danos.
- Sakura não fez isso – Shizune balbuciou escondendo o rosto com as mãos – kami-sama, Sasuke deve tê-la matado e...
- Naruto o impediu – Tsunade falou – ninguém encostou nela.
- Mas ele tinha o direito de causar igual dano – Shizune sabia – só kami sabe a extensão do poder dele, ele poderia matá-la sem nem perceber.
- Ele fez – Tsunade falou vendo Shizune erguer os olhos vermelhos pelo pranto que logo começaria – ele a baniu.
A boca de Shizune fez um "o" perfeito antes que ela começasse a chorar.
- Ele não apresentou queixa sobre ela, apenas me comunicou o que aconteceu e finalizou dizendo que a baniu – Tsunade falou – entende isso? Então você explicara para ela do que ele a salvou como um último ato de fé, e o que vira a acontecer no dia em que ele ocupar o meu lugar como Hokage. Por sua persistência e pela loucura dela, eu perdi meu tempo, já que não importa o quanto ela seja boa, no momento em que Naruto assumir, e ele vai, o Conselho já está mais do confiante de que precisamos de Naruto na liderança da vila, o Daymio está mais do que desejoso e a população de Konoha já aguarda esse anúncio para depois dele se tornar jounin. Você vai explicar para Sakura o que ela fez e quais as conseqüências do banimento, e por que sua carreira como ninja de Konoha tem tempo quase certo de duração. E quando eles chegarem, vai mandar Uchiha Sasuke e Yamanaka Ino aqui, mas não vai deixar Haruno Sakura chegar perto de mim até que minha raiva tenha passado, ou então vai ter mais sangue em suas mãos! É a última vez que se pensa em mover uma missão por motivos românticos, shinobi é shinobi, missão é missão e nunca mais manipularão o sistema porque alguma idiota tem sonhos românticos por esse ou por aquele ninja, está entendido?
- Hai – Shizune pulou da cadeira e ficou reta como uma tabua quando Tsunade falou e então fungou – Naruto, ele está bem?
- Está com tanta raiva que poderia queimar metade da floresta com Konoha junto – Tsunade falou se virando com a cadeira e olhando o céu lá fora – magoado, traído, mas centrado e serenando. Felizmente Naruto se cura rápido, porem, Shizune, haverá aqueles que não serão tão rápidos em perdoar e esquecer, aqueles que Naruto não estará por perto para segurar e eu não vou levantar um dedo para proteger Sakura disso, entendeu? Naruto a protegeu de sua ira a banindo, arrancando seu nome de sua pessoa e história, ela não existe mais para ele, nem seus feitos bons e ruins, mas ainda existe para muitos outros e essa foi à gota final em um balde muito cheio que somente Naruto esvaziava. Haruno Sakura está por sua conta e risco, e você vai explicar isso para ela.
Shizune concordou com a cabeça, kami-sama, Ino era uma dos Onze de Konoha, em segundos toda a vila ficaria sabendo daquilo.
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Tal como fogo, a notícia do banimento de Haruno Sakura por parte de Uzumaki Naruto correu Konoha, deixando os mais diferentes segmentos daquela sociedade perplexos. Era de conhecimento geral o número de vezes que Sakura só sobrevivera por ação direta de Naruto, e embora ela fosse uma ótima iryou nin, isso não podia se comparar ao coração generoso e força mental e física que o belo loiro jinchuuriki possuía. Alguns tinham pragas nos lábios e insultos no olhar ao pensar no que levara Naruto a banir sua colega de time, outros tinham choque e asco, poucos estavam indiferentes ou já esperavam por algo assim.
Umino Iruka, que soube do que aconteceu segundos depois de sair da Academia, mais precisamente dentro da mercearia onde comprava itens para o jantar, sentia como se um enxame de marimbondos estivesse dentro dele e seu ódio era quase palpável enquanto deixava a cesta no chão e corria para a casa de Naruto. Sorte de Sakura que estava usando a rua de trás para ir para casa, ainda atordoada pelo que Shizune lhe dissera, pois se houvesse encontrado Iruka, sua vida poderia ter se findado ali mesmo. Claro que ela não teve a sorte de não encontrar Hinata e Neji, que vinham da casa da família e que a olharam com desprezo.
- Eu...
- Poupe-me – Hinata disse dura – você não vale nada.
- Hinata – Neji repreendeu – não vale à pena.
Hinata concordou passando por Sakura como se ela não existisse, o mesmo se deu com Neji, logo atrás deles vinha Rock Lee e Tenten. Tenten olhou direto, como se Sakura não estivesse lá, Lee parou confuso.
- Eu vou indo na frente – Tenten disse, não culpava o amigo.
- Ah Lee – Sakura se jogou no peito do ninja, chorando copiosamente – eu não entendo, todos me culpam, mas eu...ele é um monstro, Lee. Ele é mal, é a...
Lee afastou Sakura, se antes não sabia o que fazer, agora sabia muito bem. As ilusões que criara a respeito de Sakura estavam mortas, mortas por uma kunai no estomago de um amigo. Lee sabia das vezes que Naruto suprimira seus próprios sentimentos e colocara os de Sakura enfrente aos seus, das vezes que sangrara para que a kunoichi ficasse a salvo. Kami-sama, Naruto enfrentara Gaara na época que ele era um louco sanguinário por Sakura, perdoara todas as humilhações, repreensões e até mesmo o fato de Sakura nunca o ver, mantivera suas promessas, mantivera sua cabeça erguida e permitira os abusos, mesmo já podendo os esquivar com facilidade. Lee tinha nojo do que via a sua frente, muito nojo. Naruto era um bom amigo, um ótimo amigo, que sempre pensava em todos e nenhum de seus amigos sangrava se Naruto já não tivesse sangrado o triplo. Ele pensava em todos, era o ombro amigo, o incentivador, aquele que os enchia de esperança. Era aquele que tinha a palavra certa na hora certa, o lenço e peito para quando queriam chorar e uma piada quando desejavam rir, e sempre compreensão, muita compreensão para todos.
- Você jamais o mereceu – Lee falou – jamais mereceu nenhum dos sacrifícios que Naruto fez por você. Neji diz que você nos enviou para a morte com lágrimas falsas e ficou em segurança enquanto todos nós arriscávamos a vida por alguém que jamais te quis. Eu achei que ele estava apenas sendo amargo e cruel, agora vejo que é verdade. Você não quis aprender jutsu iryou para nos ajudar, para poder batalhar, e sim para ser forte e notada por Sasuke. Você jamais pensou em nenhum de nós, principalmente em Naruto que tanto fez por você. Mesmo agora, usa palavras vazias e cruéis para ferir Naruto. Você me dá nojo!
Lee então fechou a cara e seguiu pela rua, indo se unir aos seus amigos, aqueles que dariam a vida por ele se necessário e que jamais o trairiam.
Sakura ficou no meio da rua, chorando, com o eco das palavras de Shizune, Ino e Sasuke em sua mente, com o eco das palavras de Hinata, Neji e Lee. Foi então que olhou em volta, vendo reprovação nos olhos de todos e então correu para casa, onde estaria a salvo, onde poderia chorar e ser consolada.
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Itachi sabia que haviam coisas que não podia provocar, sabia que haviam assuntos que era melhor não tratar com Naruto. Sabia disso porque sabia que o loiro estava pronto, quase perfeito e que voltava a Konoha. Mais uma vez iria dar adeus a Naruto, e ambos sabiam que seu adeus duraria no máximo quatro dias, que era o tempo que conseguia ficar afastado de Naruto e seu corpo.
Estava saciado do sexo, ainda mole e relaxado, ainda nu e úmido, pensando em escorregar para o sono preguiçoso quando Naruto se ergueu e olhou o horizonte do leste, esperando o sol nascer.
- Sabe que ele nascera – falou sorrindo ao contemplar o belo jovem de dezesseis anos nu ao seu lado – sabe que ele virá e que iluminara a tudo. Ele é como você, raio de sol, não desiste.
Naruto sorriu, mas não tirou os olhos do horizonte.
- Eu sei – Naruto falou finalmente, quando a pequena ponta dourada apareceu, enchendo o céu do leste de vermelho, roxo, dourado e laranja – eu sei que ele virá, eu o sinto dentro de mim. Não é o sol que espero.
- O que espera então? – era a primeira vez que perguntava sobre aquela fixação.
- Não sei – Naruto falou – é como se eu tivesse perdido algo, uma parte de mim e que se eu observar bem, se for vigilante, nesse novo dia que nasce, ela possa voltar para mim e então serei completo.
Itachi sorriu, mas seu coração se contraiu. Naruto não sabia mesmo que parte dele era aquela que estava longe? Não percebi o quanto o machucava pelas palavras suaves e ternas?
- É estranho – Naruto se curvou e beijou os lábios de Itachi de leve, antes de passar os dele pelo maxilar e mordiscar o queixo do moreno – jamais fui realmente completo. Há sempre uma parte de mim que quer mais, ver mais, ter mais, provar mais. É como se nenhum lugar fosse realmente o meu lugar. Amanhã retorno a Konoha.
- Então esse é nosso adeus – Itachi falou calmo, tentando manter aquelas palavras, um dia conseguiria dizer adeus a Naruto? Conseguiria abrir mão da afeição e compreensão que tinha nos braços do loiro? – me abrace, deixe o que pode ou não chegar hoje e me ame.
Naruto sorriu se deitando sobre ele, beijando os lábios com calma enquanto entrelaçava as pernas e enterrava as mãos no cabelo macio e negro.
Sasuke abriu os olhos, vendo o loiro sair silenciosamente do banheiro, com a toalha enrolada na cintura, fazia já seis dias, seis dias desde que Naruto banira Sakura de sua vida e que os amigos haviam invadido a casa de Naruto, mostrando solidariedade completa e procurando uma indicação de como agir. Naruto, restrito ao que fizera, dissera para cada um seguir seu coração e mente, que não esperava mais dos amigos do que serem eles mesmo. Shikamaru traduzira, enquanto Naruto ia com Iruka comprar mais comida para fazer para o batalhão esfomeado e carente, Naruto não desejava retaliações, não pedia que fizessem o mesmo que ele, não queria que dessem as costas a kunoichi, apenas que para ele ela jamais tornaria a existir. Naruto pedia que não fossem covardes ao chutar um cachorro morto, dissera Kiba raivoso, rangendo os dentes enquanto Akamaru se mantinha ao lado de Naruto, como que pronto para defendê-lo.
Gaara chegara ontem, Sasuke pensou, e fora realmente engraçado ver o Kazekage de Suna parando no meio da rua e anunciando com aquela voz rouca de psicopata para Sakura que ela só continuaria viva porque estava pagando pela ajuda dela quando fora seqüestrado, mas que para ele, ela também não existia mais. Depois o ruivo voltara a caminhar altivo pelas ruas de Konoha, rumando o prédio central onde conversaria com a Hokage. Kankuro apenas dera um oi baixo, mas não olhou a kunoichi. Temari seguira direto, quase pisando sobre a garota de cabelos rosa. Temari não pensava dever nada a Sakura, devia a Konoha e a Hokage, mas não a pessoa de Sakura, ela fizera apenas sua obrigação. Já Naruto era seu queridinho, como o de Suna, salvara seu líder quando a Akatsuki o levara e mais, havia salvado Gaara muito antes, o que possibilitou que ele se tornasse o líder mais jovem e mais amado que Suna já vira.
- Ohayo – Naruto saudou sorrindo – como foi sua noite?
- Não sorria se não deseja – Sasuke pediu afastando as cobertas e indo até Naruto – não precisa.
- Eu...
Sasuke tocou no local em que presumia que a kunai havia entrado, não havia marcas, não existiam mais quando chegara em casa daquela missão.
- Dói, eu sei – Sasuke falou deixando a mão vagar pela pele de Naruto até segurar o pescoço do loiro – não simule para mim, não finja, não precisa Naruto, não comigo.
Naruto concordou movendo levemente a cabeça. Sasuke então encontrou seus olhos com os de Naruto e viu que os azuis baixavam para seus lábios, se tornando mais escuros enquanto a boca vermelha e carnuda se abrir em um convite. Um convite que Uchiha Sasuke aceitou sem qualquer hesitação.
Os lábios se encontraram em um aperto puro, apenas testando a textura de um contra o outro enquanto Sasuke empurrava Naruto de volta para dentro do banheiro e do chuveiro. Imaginara Naruto vezes demais ali para não aproveitar o momento. Com uma mão puxou a toalha de Naruto, desnudando completamente aquele corpo forte e dourado e com a outra girou as torneiras, sentindo a água morna os molhar.
- Já tomei meu banho – Naruto falou quando Sasuke deixou seus lábios para beijar e sugar sua garganta – mas posso ajudar no seu.
- Eu lavo suas costas – Sasuke ofereceu.
Naruto riu e se espantou ao ouvir o riso baixo de Sasuke e então se inclinou para trás para poder ver o rosto do moreno enquanto ele ria e se encantou. Sasuke ficava mais bonito quando sorria, mas rindo era estonteante e sem perceber estavam com os lábios colados mais uma vez. Não sabia quem havia começado aquele beijo, nem se importava, só sabia que uma chama crescia dentro dele enquanto sua boca e a de Sasuke se fundiam, enquanto as línguas duelavam de forma macia.
As mãos de Sasuke em seu corpo nu deixaram de apertar com carinho para estimular e conhecer contornos, e as suas próprias começaram a se introduzir entre as roupas molhadas e a pele clara, tentando arrancar às barreiras que mantinham as peles afastadas.
Sasuke gemeu ajudando Naruto a tirar sua camisa molhada e sem se importar a jogou para o chão antes de voltar a atacar à boca de Naruto, aquele corpo, aquela pele, aquele gosto, precisava de mais, muito mais. Gemendo o nome do loiro quando esse o empurrou de encontro à parede enquanto baixava suas calças e roçava os membros eretos um no outro.
- Mais – Naruto pediu empurrando a calça com dificuldade – preciso de mais, me de mais.
- Hai – Sasuke ofegou pisando nas calças e as tirando do corpo junto com a cueca – tudo, tudo que quiser.
Naruto gemeu batendo na prateleira que mantinha os produtos de banho, procurando as cegas o óleo que mantinha ali e mordeu o lábio inferior de Sasuke quando encontrou o pote diferente, o gemido gerado pelas ereções sendo cobertas pelo óleo enquanto Naruto as esfregava era muito mais alto do que qualquer barulho ou explosão para os dois.
- Vire – Sasuke pediu pegando o pote – vire e abra as pernas.
Naruto virou, gemendo quando o dedo de Sasuke entrou cheio de óleo dentro dele.
- Mais – Naruto pediu rouco.
Sasuke gemeu colocando o segundo dedo, estava sendo cuidadoso, mas morria aos poucos de vontade de entrar em Naruto e se enterrar o mais fundo possível nele.
- Mais – Naruto pediu novamente.
Sasuke rosnou tirando seus dedos e espalhando mais óleo sobre seu pênis antes de se acomodar entre as pernas de Naruto e puxar os quadris do loiro, fazendo-o se inclinar enquanto o penetrava lentamente.
- Grande – Naruto ofegou com dor – ah...Suke...
Nenhuma das sensações, nenhuma das memórias que vivenciara era comparável ao que sentia agora, penetrando Naruto aos poucos, ouvindo o gemido rouco do loiro, ouvindo a forma como ele ofegava seu nome. Naruto era tão quente e apertado, tão absurdamente lindo e desejável, e mesmo que uma vontade louca dentro dele rugisse para se mover com força e rapidez, seus movimentos eram calmos. Estava degustando Naruto, pois o loiro fora feito para isso, para ser provado aos poucos e admirado em cada pequeno pedaço. Sentia que podia derreter pelo calor do loiro, que Naruto o absorvia.
- Naruto – chamou quando se enterrou o máximo possível dentro do loiro, parando os movimentos lentos para que ele se acostumasse com Naruto e Naruto com ele – estou...
- Dentro de mim...ah...fundo...dentro de mim – Naruto falou olhando Sasuke sobre o ombro – pulsa...mais...Sasuke...mais...
- Tudo – Sasuke falou saindo lentamente e voltando a entrar – lento...
- Hai...lento – Naruto ofegou – me toque...me ame...
Sasuke gemeu mordendo de leve o ombro dourado, pois era exatamente aquilo que queria fazer e enquanto se movia lentamente naquele vai e vem, masturbava Naruto no mesmo ritmo que se movia e vagava com a outra mão pelo torso dourado e definido. A pele quente e molhada, os cabelos loiros presos a nuca, aquela curva da nuca que parecia ter sido desenhada para ter sua língua a lambendo ou seus dentes mordiscando. Os ombros dourados, aquela bunda redonda e cheia, que se movia no mesmo ritmo que seu quadril e sempre no sentido contrário ao dele. Os sons que saiam por aqueles lábios carnudos e vermelhos, os olhos azuis escurecidos pela paixão e nublados pelo prazer. Estava tendo Naruto, estava tomando Naruto, estava finalmente reivindicando o que nascera para ele. Jamais se sentira tão completo ou poderoso quanto agora, nenhum jutsu, nenhum chakra, nada que achara importante ou gratificante no passado podia se comparava a isso.
Suas mãos estavam tocando sem limites ou impedimentos a pele dourada e quente, sua boca estava devorando aquela pele, aquelas curvas, podia cravar seus dentes em Naruto e ouvir sua satisfação por isso, era o seu pênis dentro do loiro, era ele quem estava sendo recebido com alegria e desejo, era ele quem estava tomando Naruto, era Naruto que estava o recebendo. Era o seu corpo se encaixando com o do loiro, era ele quem absorvia o calor de Naruto, que cheirava Naruto, quem provava Naruto. Pelo Fogo, jamais se sentira tão vivo e poderoso, jamais se sentira tão completo e tão em paz, jamais sentira tão completamente no controle e controlado ao mesmo tempo. Estava com Naruto, era de Naruto e Naruto era dele e dele somente.
- Um – Sasuke gemeu quando o ritmo começou a ficar mais selvagem e os gemidos mais altos – um, somos um...
- Hai – Naruto gemeu encostando a nuca no ombro de Sasuke – ah...Suke...Suke...
Sasuke sorriu quando sentiu o pênis de Naruto em sua mão pulsar e adorou o corpo dourado que convulsionava pelo prazer gerado por ele. Com um gemido rouco e macio, se libertou dentro de Naruto, apertando-o de encontro à parede enquanto as pernas trêmulas dos dois pareciam não agüentar o peso dos corpos.
- Chão – Naruto lamentou baixo e Sasuke os desceu quase lentamente, mantendo Naruto entre suas pernas enquanto o abraçava.
Naruto suspirou feliz enquanto Sasuke distribuía beijos por seu ombro e pescoço, inclinando a cabeça para que o moreno tivesse mais acesso. Deleitando-se com os carinhos pós-sexo que o moreno parecia inclinado a lhe dar, acariciou de modo ausente as mãos e braços que prendiam sua cintura antes de virar-se de lado e beijar os lábios rosados e macios.
- Não se importa? – Naruto perguntou – não se importa de não ser meu primeiro?
Se importava, Sasuke pensou, se importava e muito, mas não o bastante para abrir mão de Naruto, não o bastante para abdicar do que tinha.
- Serei o último – Sasuke falou beijando Naruto mais uma vez – e passo a dormir com você naquela cama.
- Teme – Naruto riu – fez isso só para ficar na cama, não é?
- Só se você estiver nela – Sasuke falou macio, voltando a beijar Naruto.
Ele era seu, aquela era sua casa, aquele era seu melhor amigo, seu rival, seu amante. Finalmente as coisas estavam nos seus lugares, finalmente reconquistara aquilo que perdera ao ir embora de Konoha. Agora era questão de tempo até Naruto esquecer Itachi para sempre e ser o único no coração e mente do loiro, assim como sempre seria o único no corpo dourado.
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Chunnin Shiken, Gaara pensou assistindo a luta dos competidores daquela terceira fase e deixando certa nostalgia o tomar. Duvidava que qualquer um dos amigos não estivesse sentindo aquilo, lá estava Uchiha Sasuke, lá estava Uzumaki Naruto. Tanto tempo desde que haviam se encontrado, tantas alegrias e tristezas desde então, laços que se formaram naquele exame a mais de três anos e que se mantinham ainda mais firmes até agora.
A multidão já não estava dividida, torcia toda para Uzumaki Naruto, mesmo aqueles que no início estavam torcendo por Uchiha Sasuke. Mas aquele era o dom de Naruto, mesmo quando lutara naquele Chunnin Shiken, havia cativado toda a torcida de Neji para si.
Neji, Gaara pensou piscando algumas vezes, lembrando do que Naruto lhe dissera quando há poucos dias. Hyuuga Neji o desejava, segundo Naruto e se havia alguém em quem Gaara confiava esse alguém era Naruto. O loiro jamais brincaria com algo assim, não com ele e sabia. Naruto tinha lhe dito aquilo e lhe dado uma escolha simples, aceitar ou recusar e Gaara não sabia exatamente onde havia uma escolha. Já havia notado que Neji mantinha sempre os olhos sobre ele, fora esse comentário que gerara a revelação de Naruto. Mas obviamente pensara que Neji o vigiava como missão, ou com curiosidade, nunca que o quisesse.
"Nu, molhado e lubrificado", foram exatamente essas as palavras de Naruto, mas o brilho macio nos olhos azuis indicava que Neji não desejava apenas seu corpo, o que Gaara já agradeceria, mas seu coração e alma também. Jamais pensara que poderia ser necessário a alguém, e descobrira que alem de necessária a Suna, era amado por seu povo e agora Naruto lhe revelara que havia alguém, um ninja forte, que não precisava de sua influencia e poder, que o queria. Ele, Sabaku no Gaara, cuja vida fora mais sofrimento e dor do que alegria e prazer, estava sendo cobiçado, desejado e observado por um lindo ninja de Konoha, um que usava sua Kekei Genkai para se manter sempre atento aos seus movimentos.
Quando Naruto apontara que deveria estar esbarrando muito em Neji, Gaara havia ficado surpreso, e então Naruto rira, dizendo que Neji no mínimo usava seu Byakugan para que isso acontecesse. E vendo agora Naruto lutando contra seu amante, sim, Gaara já sabia que o Uchiha estava com Naruto, não pensava que o bastardo merecesse, mas Naruto era esperto, inteligente e sábio demais para não saber onde estava se metendo e se Naruto queria Uchiha Sasuke, Gaara não desaprovaria.
Deixou então os olhos saírem da luta e se fixarem em Neji, que assistia as lutas da arquibancada, os olhos lilases estavam fixos nele e Gaara piscou mais uma vez, antes de dar um mínimo sorriso, Neji corou levemente, bom. Gaara então moveu um pouco a cabeça, inclinando-a levemente antes de abrir seus lábios e passar sua língua por eles, umedecendo-a, Neji seguiu o movimento e fez o mesmo. Gaara então sorriu, num obvio convite, uma cópia do que tinha visto Naruto fazer, mas isso não precisava ser citado. O moreno Hyuuga pareceu compreender, pois ofegou levemente.
- A luta acaba agora – Tsunade falou olhando a luta e sorrindo – mais um gênio caído aos pés de um jinchuuriki.
Gaara olhou Tsunade e a viu sorrir antes de o olhar.
- Não me importo com o que e com quem meus ninjas estão – falou a loira – apenas os quero felizes e fortes. Naruto já domou o Uchiha ali, ele está enrolado no dedinho mínimo dele e fará o que Naruto desejar, você pode fazer o mesmo com o Hyuuga. Naruto diz que vocês são iguais, espero que ele não esteja se referindo somente ao passado de vocês, mas ao futuro também, Kazekage-sama.
Gaara sorriu para a mulher antes de olhar para Neji mais uma vez e sorrir. Sim, tinha uma missão, provar que ele e Naruto não haviam sido iguais, que eram e sempre seriam. Nada melhor do que o outro gênio de Konoha para provar isso. Sinceramente, sentia o coração palpitar cada vez que olhava o Hyuuga desde que o vira sorrindo quando apertara a mão de Naruto na saída de Suna e não era tolo ao ponto de deixar uma chance como aquela passar. Tinha dezesseis anos, era virgem e esperava realmente voltar experiente a Suna e de preferência, com um amante saudoso que aceitasse qualquer missão para aqueles lados.
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Iruka não vira a luta de Naruto no primeiro Chunnin Shiken, estivera de missão na vigília da vila, o que se mostrara uma precaução útil, já que houvera invasão e tiveram que esvaziar a vila e manter os civis protegidos. Nesse segundo Chunnin Shiken, onde Naruto estava participando apenas por protocolo e publicidade, também não pudera. Estava em uma missão, uma eterna e deliciosa missão, que era provar ao seu amante que ele precisava completamente de sua presença. Não que Kakashi tivesse se mostrado contrário a isso, mas como descobrira que Naruto podia ouvir tudo que eles faziam na casa de Kakashi, quando ouvira que a replica era verdadeira, descobrira também que Kakashi já sabia disso e o colocara em uma greve de sexo pesada. Duas semanas, Iruka pensou, duas longas semanas sem sexo, sem nada alem de beijos puros e estava enlouquecendo.
- Iruka eu vou...
Kakashi não conseguiu terminar seu raciocínio, não existia mais raciocínio, um Iruka irado e nu o puxou, jogou sobre a cama e arrancou sua máscara, beijando-o com fúria enquanto abria suas roupas, rasgando tecido. Das fantasias que Kakashi tinha, aquela era com certeza a mais quente delas, só não imaginara que seria tão fácil conseguir.
- Cale a boca jounin de merda – Iruka vociferou quando libertou os lábios de Kakashi, usando a própria malha do jounin para amarrar seus braços as costas enquanto mordia com fúria o tubo de lubrificante que Naruto lhe dera na noite anterior e lhe dissera para usar. Kakashi pagaria por aquela vergonha.
Kakashi arregalou os olhos, kami-sama, poderia gozar agora, vendo Iruka despejar sem qualquer controle o lubrificante sobre seu membro pulsante e quase esquecido dos prazeres que aquele corpo moreno e apertado podia lhe dar. Gozaria agora se não fosse o brilho insano nos olhos castanhos e amendoados de Iruka, pela primeira vez desde que conhecera o chunnin, sentia medo, muito medo e isso era excitante, muito excitante.
- Ruka, me solte e eu...
- Mandei calar a boca – Iruka ordenou empurrando a cabeça de Kakashi para trás e batendo com ela na parede antes de sentar sobre a virilha de Kakashi e começar a se penetrar com aquele pênis latejante – e é melhor você durar muito, ou...
A kunai prateada brilhou sobre o sol da manhã e Kakashi salivou fechando os olhos pelo prazer de estar novamente dentro de Iruka. Kami-sama, esperava que aquele medo continuasse por muitos anos, pois era ótimo.
Iruka choramingou, mas sua raiva não vacilou, ao contrário, se intensificou e sentiu então o poder que Naruto conhecia e usava tão bem. Aquele homem dentro dele era seu, seu para fazer dele o que desejasse e morreria por ele se assim quisesse.
- Meu – Iruka rosnou cavalgando Kakashi e então passou a kunai pela malha que mantinha as mãos de Kakashi longe se seu corpo, agarrando os cabelos cinza e olhando com fome e fúria para seu homem enquanto o cavalgava – você é meu.
Kakashi concordou com a cabeça, concordaria qualquer coisa.
- Me toque – Iruka ordenou se esfregando em Kakashi enquanto o ritmo ficava selvagem – meu...ah...Kashi...
Kakashi fechou os olhos quando sentiu o sêmen de Iruka bater em seu abdômen, estava quase gozando quando o moreno saltou de seu colo e apertou sadicamente seu pênis, arrancando um grito de protesto e dor.
- Não ainda – Iruka falou apertando e lambendo os lábios – não agora, eu quero mais!
Kakashi empurrou o chunnin, forçando-o a libertar sua ereção e cair no chão, onde foi se unir com ele, puxando-o pelas pernas e o penetrando com força, o lobo dentro dele estava desperto e Iruka pagaria por isso. A risada contente do moreno o brindou rouca pelo prazer de ter exatamente o que queria e Kakashi teve que sorrir, voltando a despertar o corpo de Iruka e o amando lentamente, mordendo aquela pele morena, mordendo aqueles lábios rosados, marcando, tomando, relembrando. Era daquele homem abaixo de si e embora o mundo pensasse que Iruka era o submisso por ser o passivo, Kakashi sabia que era aquele que dominava completamente aquela relação. Amava Iruka, desejava Iruka e faria até o fim de seus dias tudo que Iruka mandasse que fizesse. Como prêmio, queria apenas poder tocar e marcar aquele corpo.
- Kashi...
O grito de Iruka, a forma como ele se vergou para trás enquanto seu corpo convulsionava e apertava Kakashi quase às beiras da dor fizeram o jounin gozar junto ao seu amor, caindo sobre ele, sendo amparado por ele enquanto sentia seu pênis aquecido e pulsante dentro do moreno, quase pronto para mais e isso o fez arregalar os olhos, ainda mais quando a risadinha sacana de Iruka soou abaixo dele.
- Naruto me disse que isso seria realmente muito bom – Iruka falou sem corar ou gaguejar, não havia mais nenhuma vergonha nele agora, esse tempo passara, por enquanto – alem de curar certas partes normalmente feridas por sexo intenso e em grande quantidade, faria certos órgãos do corpo masculino pulsar e ficarem mais aptos ao ato de amor. Interessante, não? É Naruto quem o produz.
Kakashi gemeu quando os quadris de Iruka ondularam abaixo dele, aquele ia ser um dia longo, Kakashi sabia, os olhos de Iruka ainda não estavam calmos, nem um pouco calmo. Teria que se lembrar de conseguir mais daquele lubrificante depois, e aproveitar para saudar Sasuke por sua sorte e agradecer Naruto por sua generosidade. Ah, como era boa a vida shinobi!
Nota da Li:
Obrigado a todos que leram, que apreciaram, comentaram ou não. o próximo capítulo é o último, aquele velho bloqueio com fics longas, um dia terei de trabalhar isso, eu sei, mas por enquanto, enjoy e ja ne!
Beijos da Li a todos.
