Último capítulo betado por s2 PinkCherry s2


Capítulo Final – Tudo está bem quando termina bem

Batidas surdas soaram pela silenciosa sala. Como resposta um "entre" foi ouvido em tom arrastado e entediado, ou até mesmo pesaroso. Por detrás da mesa o homem retirava os óculos que usava para ler os documentos e então abria os olhos, vendo um pequeno e tímido rapaz à sua frente, com as mãos às costas e um olhar curioso por detrás das redondas lentes de grau. Dedos longos e magros passaram cautelosos pela superfície da mesa até uma das gavetas, tirando de lá uma pequena caixa. Chamou com um dos dedos o rapaz, que aproximou-se receoso e parou à sua frente, o olhando sem expressar nada nos olhos negros.

- Para você. – pôs a pequena caixa à sua frente, sem subir os olhos ao menino de cabelos cinzentos.

O Yakushi receou por algum tempo antes de apanhar o presente. Levou até o peito e abriu a tampa atento ao que estaria lá dentro, surpreendendo-se ao ver que eram simples lentes. Subiu os olhos ao homem atrás da mesa, que tinha o cotovelo apoiado no braço da cadeira e o queixo em uma das mãos.

- Fica melhor sem os óculos. – Orochimaru disse, fazendo um sinal com a outra mão para incentivá-lo a colocá-las.

Um sorriso se desenhou na face alva do menor, que levava uma das mãos ao bolso para tirar um pequeno espelho, pondo-o em cima da mesa. Retirou os óculos e por poucos segundos sua visão borrou a ponto de não ver nada. Curvou-se sobre a mesa e apanhou uma das lentes, pondo-a sobre um dos orbes negros, fazendo o mesmo com a outra em seguida. Apanhou os óculos, o espelho e então guardou-os no bolso.

O silêncio pairou por frios minutos na sala, onde um sorriso ainda se fazia presente na face do menor. O diretor apenas o observava pensativo, com o cenho franzido e uma expressão um tanto entristecida.

Orochimaru levantou-se, para espanto do rapaz, que apenas seguiu com o olhar ele aproximar-se de si, contornar a mesa e pôr-se a sua frente. Uma das mãos anormalmente brancas subiu ao rosto do aluno, acariciando sua face. Afastou a franja do Yakushi e tocou seus lábios naquela pele macia, conservando-se assim por um tempo. Ao afastar-se deu a ele um sorriso, segurando seu rosto com uma das mãos, então recuou alguns passos, deixando um rapaz extremamente confuso ali.

- Isso é um adeus. – disse calmamente, mantendo na face pálida um sorriso até mesmo doce.

Kabuto arregalou os olhos que se enchiam de lágrimas e entreabriu os lábios, perplexo. Sentia como se tivessem lhe aplicado um forte soco no estômago, e por alguns segundos sua vista escureceu. Uma lágrima solitária rolou em sua face, apagando o sorriso do rosto do diretor, que apenas o observou em silêncio.

- O que quer dizer com isso? – perguntou em tom falho, apertando as mãos para fazê-las parar de tremer.

- Quero dizer que a partir de hoje você pode tocar sua vida sem se importar com meus caprichos. Eu não vou mais me meter nela... Já tomei muito de você, agora está mais do que na hora de começar a ter uma vida de adolescente normal. – explicou calmamente, encoscorando-se à mesa.

- Então é só isso? Você me usa e depois vem com um "você tem que tocar sua vida"? – rosnou entre os dentes, sem sequer erguer a cabeça ao mais velho – Não pode me tratar assim, Orochimaru-sama.

- Você que deve tomar cuidado com suas palavras. – retrucou o diretor, cruzando os braços. – Kabuto... Você não entende, não é mesmo? Eu e você... Nunca daria certo. Olhe para você mesmo e depois para mim, então me diga o que vê. – fez uma longa pausa, esperando que o menor se pronunciasse, mas ao ver que ele não o faria resolveu continuar: – Um outro aluno abriu meus olhos para o que eu estava fazendo com você, e vi que não é correto tomar a sua vida. Tente recomeçar, você vai ver que é bem melhor. Pode namorar Shizune, eu não vou mais me intrometer em suas amizades.

- Eu não quero Shizune... – murmurou o jovem, deixando que um pontinho brilhante caísse de seu queixo ao chão – eu só quero você.

Um suspiro audível saiu dos lábios brancos do diretor, que fechava os olhos dourados e buscava as palavras em seu silêncio mórbido.

- Você ainda é muito novo para entender. Um dia irá concordar com minha decisão. – desencostou-se à mesa e caminhou em passos lentos em direção a porta, mas foi parado pelo menor, que pulou em seu peito, abraçando-o. O diretor esperou alguns segundos antes de retribuir ao abraço, afagando os cabelos acinzentados do aluno choroso – Não relute tanto, eu já tomei minha deci-...

- Desde o começo eu podia ter negado, sabia? – interrompeu-o o Yakushi, limpando o rosto na camisa do mais velho – Você não sabia, mas eu tinha outras bolsas em outras escolas tão boas quanto essas. Podia até mesmo ter te denunciado... Eu estive com você porque eu quis. – fechou os olhos e sorriu, apertando as mãos nas costas do moreno – Não me diga agora que não pode ficar comigo por eu ser jovem demais, já que você sempre me dizia que não se importava com isso.

O diretor viu-se sem saída diante das palavras do chefe dos inspetores. Tornou a fechar os olhos e passou a procurar outra saída que não fosse a mais óbvia. Infelizmente para ele essa saída não existia, se não quisesse magoar ainda mais o amado.

- Quantos anos você tem? – perguntou em um sussurro derrotado.

- Dezoito. Faço dezenove em poucas semanas. – sorriu mais uma vez, erguendo a cabeça para encarar a face do diretor.

- Sei... Está certo então, mas depois não diga que não avisei. Em algumas semanas irei... Irei oficializar isso diante da escola.

- Fala sério?! – Kabuto exclamou feliz, laçando os braços em volta do pescoço do moreno.

- Sim. Vamos fazer tudo certo dessa vez. – respondeu-o impassível, esboçando um sorriso ao ver a felicidade do Yakushi.

Kabuto empurrou a nuca do mais velho e tomou aqueles lábios amargos que só lhe lançavam palavras de desprezo, e pela primeira vez teve o prazer de sentir-se devidamente correspondido. Não ia se arrepender da decisão. Nunca iria. Pois ele o amava, e agora sabia que era igualmente amado.

oOoOoOoOo

- Vocês irão estudar para nossa prova todos os capítulos vistos nesse semestre, para os esquecidos esses são os capítulos seis, sete, oito, nove, dez, onze e doze, mais as atividades vistas no caderno. Anotem, pois eu não irei repetir. – um homem de cabelos azulados dizia, sentado atrás da mesa e tragando entediado seu cigarro.

Suspiros pesarosos e reclamações encheram a sala de aula por vários minutos, mas o professor não estava ligando para isso, só queria que o sinal tocasse logo. Por seu profundo tédio Asuma nunca notava a passagem de bilhetes entre os alunos, o que acontecia naquele momento. Um cutucão no cotovelo e um papel pulava em cima da carteira, este lia o endereçado e passava-o adiante até o seu destino. Por último, chegou até as mãos de Itachi, que rolou os olhos ao ler os nomes do remetente e do endereçado. Cutucou o braço do que estava a sua frente antes de jogar o bilhete por cima do ombro. Os olhos azuis-piscina depararam-se com seu nome escrito nas costas da folha muito bem dobrada, então virou-se ao moreno as suas costas, que indicou disfarçadamente uma cabeleira ruiva no fim da sala, encarando o loiro com uma expressão fechada na face alva.

Deidara prendeu a respiração e girou para frente em um susto. A paciência já quase inexistente do Akasuna estava no fim. Lentamente desdobrou o papel, encarando-o como se fosse sua sentença de morte. Por fim lá estava escrito em uma caligrafia impecável:

"Quero uma resposta, e de hoje não passa. Te espero debaixo da cerejeira velha onde tem um barraco que não é mais usado, nos fundos da escola, às cinco da tarde em ponto. Não se atrase! E é melhor trazer uma resposta.

Akasuna no Sasori"

Rasgou a folha de caderno em pequenos pedaços e guardou-os dentro do porta-lápis para ter certeza de que mais ninguém o leria. Agora só precisava pensar no que dizer...

oOoOoOoOo

Saíram do carro para pisar na calçada de um renomado banco internacional. As pessoas passavam de um lado a outro, saiam e entravam, sequer olhavam para eles. O motorista foi embora com o veiculo e deixou-os ali, encarando a entrada com um nó na garganta e um frio incômodo no estômago. Iam "dar a cara à tapa", como diz-se no popular.

- Então... Vamos? – perguntou receoso, com a testa franzida e uma gota de suor escorrendo na face.

O moreno voltou-se a ele, que fez o mesmo ao notar estar sendo observado. Diferente do que imaginou ele não propôs sair correndo enquanto os funcionários ainda não os tinham visto, pelo contrário, apenas levou as mãos a sua gravata e arrumou-a, depois segurando seus braços e mostrando-lhe um sorriso.

- Você até está apresentável. – brincou o maior, selando-lhe os lábios de forma terna – Vamos lá.

Deu um pequeno empurrão nas costas do albino para que ele se mexesse, então passaram a caminhar em passos lentos e aparentemente despreocupados até a entrada do banco. As portas se abriram como se os convidasse a entrar ali, e assim o fizeram, com uma sensação terrível passando por seus corpos. Alguns empregados reconheciam o moreno que olhava à frente de forma decidida, e estes diziam aos outros quem ele era e provavelmente se perguntavam porquê estava ali, e também porquê trouxera o namorado, que olhava em volta sentindo-se incomodado pelos olhares curiosos, e estes só cessaram quando entraram no elevador.

- Não foi tão ruim assim. – comentou casualmente, soltando um suspiro cansado. – Os empregados já foram, agora só falta encarar o papai... Depois de tanto tempo...

- Relaxa Kaku, se ele nos chamou aqui não deve ser para nos esculhambar. – o menor disse de forma incentivadora, agarrando-se ao braço do moreno.

A porta do elevador abriu e ambos saíram em direção à imensa porta dupla que estava bem à frente. Passaram pela secretária e sequer disseram qualquer coisa, apenas abriram a porta para dar de cara com um homem de pele morena, olhos esmeralda reluzindo na face rígida e cabelos negros presos em um rabo-de-cavalo baixo às suas costas. Quando os viu, o senhor muito bem apessoado e de ar importante indicou as duas cadeiras à frente da mesa. Indiscutível o fato de que aquele homem era pai de Kakuzu, idênticos dos pés à cabeça.

- Largue o meu filho, ser esquisito. – o homem disse em um sussurro, apertando os olhos ao platinado, que largou imediatamente o braço do moreno ao ouvir o tom assustador que saia dos lábios do bancário. No entanto, assim que Kakuzu sentou-se em uma das cadeiras mostrou o dedo do meio a seu pai e pôs a língua pra fora, fazendo-o apertar ainda mais os olhos esmeralda tão semelhantes ao do filho.

- Hidan, não seja mal educado. – Kakuzu lhe disse irritado, puxando-o pela mão para que sentasse na cadeira.

- Tem certeza que é com isso que quer namorar? – o senhor perguntou incrédulo, encostando-se ao encosto macio na poltrona.

- Kazuki-san, eu já disse para não tratar Hidan dessa forma. – retorquiu raivoso o moreno, franzindo o cenho.

- Desde quando me chama pelo nome?

- Desde que me disse que não era mais teu filho. – respondeu-o de forma ignorante, desenhando um sorriso na face do orgulhoso platinado.

- Muito bem, Kakuzu... – suspirou, fechando os olhos para ocultar os incandescentes orbes esmeralda. – Eu pensei bastante sobre isso e... Já faz mais de quatro meses que estão nesse relacionamento que eu achei não durar nem uma semana, portanto deve realmente haver, e eu não acredito que direi isso, algum sentimento entre vocês dois.

O moreno mais novo franziu o cenho, estranhando o rumo da conversa.

- Eu realmente não deserdei você, disse aquilo apenas em um momento de raiva... Tinha esperança de que uma semana depois você voltasse até mim por seu amor ao dinheiro. – um muxoxo escapou pelos lábios de Kazuki, enquanto o mesmo mexia nervoso em alguns papéis. – Eu posso deixar que fique com minha herança, mas uma cláusula a mais foi posta em meu testamento.

- Que cláusula? – perguntou espantado, já prevendo o tipo de condição proposta naquela "cláusula a mais".

- Vocês vão ter que se casar.

Os olhos violeta do albino de arregalaram à medida em que seu corpo pulava para a frente em um sobressalto, pondo as mãos na mesa. Rapidamente virou a cabeça para o lado, vendo que Kakuzu esboçava um sorriso aliviado, com os olhos esmeralda levemente fechados.

- Concordo. – disse por fim.

- O que?! – Hidan exclamou assustado, avançando em direção ao mais velho – Não podemos nos casar, temos dezesseis anos!

- Hidan, se você não quer casar comigo apenas diga, assim podemos terminar o namoro também. – impôs com o tom mais frio que conseguiu achar no momento.

- O casamento não será imediato, apenas quando atingirem a maioridade. – o bancário disse calmamente, recostando-se mais uma vez ao encosto da cadeira. – Vou ligar para meu advogado e dizer que concordaram, então quando morrer Kakuzu será o dono de todos os meus bens, como é meu único filho... A única coisa que me incomoda agora é que você ficará sem herdeiro.

- Posso viver sem um pirralho me atazanando. – Kakuzu deu de ombros, enquanto levantava-se calmamente. – Era só isso?

O homem de duras expressões na face morena assentiu com a cabeça. Odiava ter de admitir, mas o filho parecia bem mais racional e até mesmo feliz depois que entrara nesse relacionamento, e o que mais lhe surpreendia era que em momento algum ele viera lhe pedir alguma coisa nesses últimos quatro meses.

- Sua benção, papai. – o moreno disse em um murmúrio, estendendo à mão.

- Que Deus lhe abençoe, filho. – Kazuki respondeu, apertando a mão que lhe era oferecida e sorrindo a seu único filho.

- Vamos logo embora, Kaku! – o albino exclamou irritado, puxando-lhe o braço.

- Não o chame de "Kaku", parece nome de cachorro. – resmungou o bancário. – Kakuzu é um nome tão bonito, por que abreviá-lo?

- Ah, porque ele é meu cachorrinho. – Hidan disse de forma insinuante, divertindo-se ao ver a fúria nos olhos verdes do sogro.

- Acho melhor irmos embora. – disse rapidamente, arrastando-o para fora da sala.

- E faz muitos truques também, o senhor tem que ver! – exclamou irônico, antes de a porta ser fechada sob o grito:

- Tire esse infeliz da minha sala!

oOoOoOoOo

O monitor era refletido nas lentes escuras que ele sempre usava, e assim como em todos os outros dias o segundo ficava ali, de pé atrás da poltrona, sorrindo para o nada. O ambiente era escuro para que não prejudicasse os olhos sensíveis do rapaz, mas o costume de usar os óculos sempre o fazia esquecer que não precisava deles ali dentro. O clima era frio, por isso tinha de se apressar a tomar o café fumegante que ele preparava todos os dias com seu sorriso inabalável no rosto. E o silêncio era sempre... Triste.

- Shino-kun. – Sai chamou de forma calma, provocando um pequeno eco no intervalo que se estendeu até o resmungo que ele lhe dera como resposta. – Eu vi Kiba hoje pela manhã, sabia?

As mãos que levavam a xícara à boca pararam no meio do caminho e os orbes negros por detrás das lentes vagaram pelo liquido escuro, logo subindo ao monitor à frente e em seguida indo para o moreno às suas costas, sem sequer virar a cabeça.

- E...? – questionou desinteressado, tomando mais um gole do café quente.

- Ele estava muito, muito, muito triste... E decepcionado. – respondeu-lhe sem perder o sorriso. – Sabe, ele chorava, lágrimas de tristeza. Pediu-me para falar com você, implorou para que eu o fizesse reconsiderar a...

- Não vou voltar com ele. – interrompeu-o friamente, repousando a xícara na bandeja sobre o painel. – Kiba sempre soube que a qualquer momento eu iria terminar com ele, e não ia dar qualquer explicação. Esse assunto morre aqui.

O frio e triste silêncio voltou a reinar naquela sala por alguns poucos minutos, onde o falso sorriso de Sai mantinha-se indestrutível na face pálida. Esse silêncio foi quebrado pelo próprio Aburame:

- Após as férias eu vou deixar de ajudar os casais. – disse por fim, tirando o sorriso da face do moreno, que agora o olhava curioso, desgostoso. – Estou cansado disso... Quero viver minha vida.

- Pensei que fizesse o que gosta.

- E faço. – concordou Shino, assentindo com a cabeça de leve – Mas também me entristece às vezes. Sai-kun, você não sabe como é ver a pessoa de quem você gosta amando outro e ter que dá-la de bandeja para ele... Para manter-me imparcial como todos eu tenho que abrir mão de gostar, para fazer os outros felizes tenho que abrir mão de minha própria felicidade. Aconteceu duas vezes, mas não vou deixar que aconteça uma terceira.

Diante dessas palavras o rapaz mais jovem não pôde dizer mais nada. Apenas ficou encarando o semblante do mais experiente refletido no monitor, e surpreendeu-se ao ver o Aburame levantar-se de sua poltrona e caminhar até si, parando bem a sua frente.

- Você ainda a ama, não é? – perguntou em um murmúrio, tirando os óculos escuros para deixar a cabeça pender levemente para o lado. – A Yamanaka... Ela é realmente linda, interessante, sensual... Ino.

- Sim. – respondeu no mesmo tom, sem desviar dos olhos negros que raramente via, e que sempre provocavam em si um efeito hipnotizante. – Estou progredindo com ela, e sem a sua ajuda.

O Aburame sequer percebeu quando seus dedos alvos e magros deixaram os óculos escorregarem e caírem no chão, provocando um barulho surdo. Não se importou, estava ocupado demais encarando os olhos castanhos e sem vida do mais jovem. Balançou a cabeça em sinal de negação, permanecendo assim por algum tempo, negando-o.

- Não. – Shino disse enfim, e o tom que saiu era quase inexistente. – Você não vai ficar com ela.

- Ino é... a terceira pessoa de quem gosta. Por isso não me ajudava, não é? – murmurou entristecido, recuando alguns passos para encostar-se à mesa, e o Aburame avançava em sua direção, deixando-o assim sem saída. Diferente do que imaginava ele apenas sorriu.

- Está mais uma vez errado. Não vou deixar que fique com Ino, cansei de perder pessoas que gosto para terceiros, estou abandonando esse... "ramo" apenas... por... você. – a cada palavra avançava mais alguns centímetros em direção aos lábios esbranquiçados do ajudante, tomando-os para si ao fim da frase.

Sai não conteve a surpresa ao ouvir aquilo. Arregalou os olhos e permaneceu estático, sentindo uma língua desconhecida vagando em sua boca. Um novo sentimento sendo descoberto: o arrepio. As mãos demasiado delicadas do maior seguiram até seu corpo, acariciando sua cintura e nuca. Mais um sentimento era desperto em Sai: a vontade. O último era realmente um incômodo sentimento, unido ao arrepio, que fazia com que seu estômago embrulhasse e sentisse como se uma corrente elétrica subisse por sua espinha. Vontade incontrolável de abraçá-lo.

Arrepio. Vontade. Desejo. Satisfação. Prazer. Medo... Os sentimentos se misturavam e desencadeavam uma porção de reações inéditas para quem julgava-se incapaz de sentir. A separação dos lábios deixou naquele corpo a saudade.

- Então Sai-kun, quer deixar Ino, Kiba e a porcaria dessa sala de lado e começar a sentir comigo? – Shino perguntou em tom provocante, puxando a cintura fina do moreno.

- Eu... – começou em um sussurro incerto, viajando nos orbes negos que o encaravam – Estou, Shino-kun... Eu... quero sentir de novo. – puxou a nuca do moreno, selando os lábios em um beijo cálido.

oOoOoOoOo

O dia estava bonito, alegre, perfumado... Alguns azarados tinham que estudar naquela manhã tão bonita, e os que podiam apreciá-la apenas riam dos pobres coitados. O campus do internato era florido, cheio de árvores e tinha uma brisa agradável, um lugar inegavelmente pacifico. Debaixo de uma árvore havia um banco, como em todas as outras, porém este não estava vazio ou cheio, como aqueles outros, um pequeno garoto solitário o ocupava. Tinha em mãos um colar cujo pingente era sua inicial, e girava-o vagando naquele movimento doentio e hipnotizante.

- Olá! – uma voz exclamava feliz, pondo a cabeça sobre o seu ombro para tirar o moreno de seu estado de transe.

- Un...? Ah, oi. – respondeu em um murmúrio, não se importando com a garota que sentava-se ao seu lado, sem ao menos pedindo permissão para isso.

- Tá tudo bem com você? – questionou a jovem, abaixando a cabeça para buscar os olhos do mais velho.

- Não. – respondeu em um suspiro, enquanto colocava o colar de volta ao pescoço.

- Deve ter levado um fora...

- Como você... sabe? – perguntou surpreso, voltando os olhos a ela.

- Essa sua carinha não nega. – disse com um sorriso, pondo o braço em volta dos ombros do Inuzuka – Relaxa, a vida é bela, e tem inúmeras pessoas no mundo para você conhecer... Basta querer ver.

- Qual seu nome? – Kiba perguntou, franzindo o cenho.

- Lela, Hyuuga Lela. – sorriu a ele, arrancando do jovem entristecido um tímido e belo sorriso.

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- Não olhe! – exclamou irritado, dando um tapa na mão sorrateira que tentava tirar a venda. – Tenha paciência... Só mais alguns metros.

- Ah Itachi-saaaan, eu sou curioso demais pra esperar! – o enorme rapaz azul resmungou como uma criança mimada, sendo empurrado por um local que julgava desconhecido e silencioso.

- Pois vai ter que aprender a ser menos curioso. – Itachi disse com um sorriso sádico na face, guiando o vendado pela garagem subterrânea da escola.

- É o tipo de presente: "Uau, você vai fazer isso mesmo? Que hot!", ou é do tipo: "Vamos ter uma noite inesquecível"? – brincou o Hoshigaki, deixando a mão boba descer até a bunda do menor.

- É do tipo: "Seja menos pervertido e pare de me apalpar ou fica sem presente". – o moreno disse irritado, empurrando o maior com mais força.

- Eu adoro quando você se faz de difícil. – riu-se o maior, estendendo as mãos para não esbarrar de nada.

- Prontinho, chegamos! – o Uchiha disse em uma exclamação, posicionando-o à frente do presente.

- Legal, agora posso tirar a venda? – questionou animado, parando as mãos junto ao corpo. Itachi teve de esticar-se para poder alcançar a venda que escurecia a visão do Hoshigaki, e depois de alguns segundos tirou-a de uma vez, vendo que ele perdia o sorriso ao ver o que era – Me diga que isso não é...

Olhou o moreno, e este apenas coincidiu com a cabeça, com um pequeno sorriso no canto dos lábios. Kisame arregalou os olhos e virou-se para a imensa moto que acabara de ganhar, aproximando-se dela para passar a mão sobre o assento de couro negro, então montando e pondo as mãos no acelerador. Um largo sorriso brotou nos lábios do azulado, que virou-se novamente para o Uchiha, vendo-o tirar do bolso a chave, com o chaveiro de um tubarão.

- Não vai querer a chave? – perguntou irônico, estendendo-a ao maior.

- Nunca pensei que diria isso um dia, mas eu nunca vi esse modelo antes. – Kisame disse incrédulo, apanhando a chave das mãos do Uchiha.

- Porque é um modelo personalizado, seu idiota. – riu-se Itachi.

- Tá de gozação, né? – o queixo do Hoshigaki cairia se não estivesse preso ao maxilar, enquanto o moreno apenas negava com a cabeça. Puxou a cintura do menor e selou seus lábios em um beijo sufocante e possessivo, logo separando-se para ver a expressão reprovativa na face do segundo.

- Já disse para não me beijar assim... – resmungou repreensivo, arrancando um riso divertido do maior.

- Tá legal... Suba, vamos dar uma volta. Quero sentir a força do motor de um modelo personalizado. – disse maravilhado, tirando a moto do apoio.

- Antes disso... – repreendeu Itachi, abaixando-se para apanhar dois capacetes. – Não queremos mais acidentes, não é?

oOoOoOoOo

No ambiente silencioso ecoou o som de batidas na porta, e o que estava sentado atrás da mesa pôs uma das mãos de dedos finos e delicados sobre uma máscara laranja em espiral, enquanto resmungava alguma coisa em tom baixo, e a cada nova palavra o tom de sua voz afinava um pouco mais.

- Quem é? – perguntou por fim, em tom animado.

- Sou eu, Zetsu.

- Ah, pode entrar. – a voz voltara ao estagio inicial, grave e máscula, enquanto a mão deixava de lado a máscara laranja. Ergueu a cabeça à porta, aonde vinha entrando um rapaz dividido nas cores preto e branco, trajando um uniforme aonde vinha escrito no peito "Empresas Uchiha". O moreno atrás da mesa girou a cadeira para o lado, recebendo o mais novo em seu colo e selando os lábios em um rápido beijo.

- Algum problema? – o Uchiha perguntou com um sorriso na face alva, afastando com o indicador os cabelos verdes da testa do maior.

- Não, nada... Só queria agradecer por ter me arrumado o emprego.

- Bem, não era necessário, mas se você acha tão importante... O direito de trabalhar é seu. – alargou o belo sorriso, incentivando o mais novo a fazer o mesmo. – Eu já ia atrás de você, tenho uma novidade.

- É? – questionou curioso, arqueando as sobrancelhas.

Tobi, ou Madara, já não importava que ele realmente era... O Uchiha esticou-se e abriu uma das gavetas, tirando de lá uma folha dobrada. Entregou-a ao mais novo e esperou que ele abrisse e terminasse de ler o que estava escrito, mantendo o sorriso e acariciando-lhe os cabelos macios.

- Isso é...? – Zetsu disse por fim, incrédulo.

- Sim, é. – confirmou sorridente. – Comprei uma casa e pus ela em seu nome. Será nossa casa. Claro, se o Zetsu-san quiser.

- Óbvio que quero, Madara-sama. – o maior sorriu, depositando um beijo terno na testa do moreno.

- Me chame de Tobi.

- Claro... Tobi-kun. – corrigiu o rapaz bicolor, tomando os lábios rosados para si.

oOoOoOoOo

O fim da tarde de iniciava. O sol começava a se esconder por detrás das colinas e o céu assumia uma coloração alaranjada, à medida que a lua podia ser mais bem vista pelos olhos avermelhados de um rapaz cuja paciência se extinguia aos poucos. Aquela esperava acabava com seus nervos.

Nas mãos delicadas do Akasuna havia uma flor de tom azulado mesclado ao branco, realmente bonita, e as pétalas da dita cuja caiam aos pés do rapaz, junto a mais dezenas de outras pétalas iguais e miolos de flores. Já tinha desfeito várias delas em sua espera. Conferiu o relógio de pulso e ele marcava pouco mais de cinco da tarde. Havia chegado cedo demais, por isso sentia-se angustiado... Ou a bateria do relógio podia estar fraca... E os ponteiros se movendo mais lentamente, ocasionando a impressão de que passara pouco tempo. Como diria Zetsu: "O tempo é relativo, quanto mais ansioso você fica mais lentamente ele irá passar".

- Nunca mais vou rir das teorias idiotas do Zetsu. – Sasori resmungou consigo mesmo, jogando mais um miolo de flor ao chão.

- Danna?

Sentiu o coração disparar em um susto e subir até sua garganta. Sim, o tempo era relativo, pois agora ele passava demasiado ligeiro para que o Akasuna pudesse pensar em qualquer coisa. O rapaz de voz doce que surgia atrás do tronco da velha cerejeira parecia querer provocá-lo com os fios dourados completamente soltos, caindo-lhe nos ombros, a franja característica ocultando um dos belos olhos azuis, o uniforme escolar muito bem arrumado, como nunca usava, e os passos soavam na mente do ruivo como em câmera lenta. "Quanta bobagem", pensava o mesmo, sacudindo levemente a cabeça para afastar os pensamentos incômodos.

- Está atrasado. – disse em tom indiferente, vendo-o se aproximar um pouco mais.

- Desculpe, un... Eu estava conversando com o Neji-kun. – Deidara murmurou temeroso, encarando os próprios pés.

- Não tem importância, estou feliz porque veio. – respondeu-o Sasori, fazendo com que o loiro erguesse a cabeça a ele. Aquela era a expressão feliz do Akasuna?

- Então... – ambos falaram juntos, e silenciaram-se ao perceber isso.

- Diz você primeiro, un. – o loiro indicou-o de leve com o queixo, colocando as mãos nos bolsos da jaqueta.

- Certo. – concordou meio que sem jeito, levando uma das mãos à nuca – Eu não pensei em como dizer isso porque sabia que não iria seguir o roteiro, então eu vou improvisar... Aishiteru.

Foi à vez do coração de Deidara saltar do peito, e a pele alva tornar-se vermelha como os cabelos de seu danna. Não esperava que ele dissesse isso, esperava qualquer coisa, menos aquilo. Permaneceu quieto, aguardando que ele continuasse, e ao notar isso o Akasuna apressou-se a pensar em mais alguma coisa.

- Ah, e desculpe pelo que aconteceu outro dia no shopping, não queria te assustar ou ser rude... Mas já estava enlouquecendo com toda aquela situação esquisita, quero dizer... Você é meu melhor amigo e... – não achou palavras para terminar a frase, simplesmente calou-se e voltou a encarar o loiro a sua frente.

- Danna, eu... Terminei com o Neji agora a pouco. – Deidara disse de forma calma, ainda sem encarar diretamente o mais velho, assim não vendo o sorriso largo que surgiu em seu rosto. Sasori avançou alguns passos em direção ao loiro, mas foi parado pelas mãos deste – Também não é assim, né? Não é só chegar e dizer "aishiteru" e esperar que eu vá pular nos seus braços, un.

- Mas você acabou de dizer que terminou com o Neji. – disse confuso, recuando os passos que avançara.

- E terminei, mas ainda há algumas coisas que você não sabe como, por exemplo, que ano passado eu era apaixonado por você como uma garotinha idiota do colegial.

- Hã?! – exclamou surpreso, salientando os orbes avermelhados.

- É, eu era apaixonado por você... E ainda sou, mas...

- Isso não quer dizer que não há mais nada pra conversar? – questionou, ainda mais confuso que antes.

- Não! Claro que não. – repreendeu o loiro, voltando os olhos às pétalas caídas no chão, e permaneceu assim por alguns segundos antes de voltar os olhos ao ruivo – Eu não quero que o danna me faça sofrer de novo.

- Eu não vou... Você sabe que eu nunca te faria sofrer.

- Já fez uma vez, o que garante que não vai repetir a façanha, un? – irritou-se por um breve momento, mas esta raiva cessou ao sentir o abraço apertado e confortante que recebia no momento seguinte. A sensação era de estar protegido por aqueles braços, sentia o calor do corpo de seu danna, a respiração do mesmo em seu pescoço, os lábios em sua pele... Não podia ser a sensação de estar nos braços de quem o faria sofrer.

- Aishiteru, Deidara... Quantas vezes vou ter que repetir para que você entenda? – sussurrou ao seu ouvido.

- Que tal para o resto de minha vida, un? – o loiro impôs com um sorriso pairando no canto dos lábios, enquanto soltava as mãos dos bolsos para retribuir ao abraço.

Sasori largou-o e encarou os olhos azuis do Iwa, vendo seu sorriso angelical, e só pôde deduzir uma coisa:

- Aishiterumo... danna. – Deidara murmurou a ele, aproximando-se devagar para roçar seus lábios, relembrando a sensação de dias atrás. Se tomara a decisão errada, isso já não importava. Só queria estar com seu danna enquanto pudesse.

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- Konanzinhaaaaaaaa! – o grito histérico veio de um ruivo cheio de piercings no rosto, que laçava a cintura da azulada de pé com um livro em mãos, fazendo-a sobressaltar-se com o susto.

- Pein, não me assuste assim. – repreendeu-o a garota, virando o rosto para ver o largo sorriso no rosto enfeitado por metais.

- Eu tenho um presente pra você. – ele disse ainda em tom animado, mostrando a ela dois folhetos. Konan puxou o pulso erguido do maior e viu, surpresa, que eram passagens – O que acha?

- Roma? Onde você arrumou dinheiro pra isso?! – exclamou animada.

- Jiraya-sensei me deu hoje de manhã, e tem mais uma coisinha... – mexeu os dedos, mostrando que não eram duas, mas sim dez passagens – vamos todos.

- Que ótimo! – Konan disse entusiasmada, tomando as passagens do ruivo e dando-lhe um rápido beijo – Férias em Roma... Vai ser demais!


Alguns meses depois...


- Está tudo no carro, agora vamos subindo! – o moreno de olhos verdes gritava aos demais que estavam em volta, batendo palmas para apressá-los.

- Nossa, Hidan... Que anel lindo! – a garota de cabelos azulados tomou a mão do albino e olhou a bela jóia em seu dedo, maravilhada.

- É, o pai do Kakuzu deu a ele pra ele me dar como anel de noivado. Deve ser essas jóias de família...

- Noivado?! – exclamou em um susto, e assim todos os presentes do lado de fora do campus voltaram os olhos a eles.

- Ah, é mesmo, não tínhamos contado... Pois é, esse idiota aqui agora é meu noivinho. – Kakuzu disse sarcástico, abraçando-o por trás e beijando seu pescoço.

- Não acredito que eles vão se casar. – Kisame murmurou incrédulo. Estava sentado em sua moto, com o Uchiha à frente e as mãos em volta da cintura do moreno. Então, pôs a boca em seu ouvido e lhe disse: – Hey Itachi-san... Quer casar comigo? – perguntou irônico. Itachi soltou as mãos grandes do Hoshigaki e então voltou-se a ele, com uma expressão séria, e respondeu-o em alto e bom som:

- Quero.

- Fala sério? – questionou surpreso.

- Claro que sim. Eu quero. – repetiu o moreno, vendo então o desespero na face azulada do maior, que gaguejava palavras sem nexo – Kisa, relaxa. – riu-se o Uchiha, beijando os lábios do agora noivo.

- Cadê o Deidara? – Sasori perguntou em uma exclamação, já em cima do carro.

- Olha ali o Deidara-senpai. – respondeu Tobi, apontando a entrada do internato, aonde vinha o loiro junto de Neji e TenTen, despediu-se dos dois para então correr de volta a estrada, subindo no carro para agarrar-se ao braço de Sasori.

- Estava me despedindo, un. – Deidara respondeu com um sorriso.

O ruivo olhou-o e sorriu de volta, e ao erguer a cabeça deu de cara com uma cena inédita: aquele garoto estranho e de óculos escuros vinha até um outro carro, parado mais atrás, com Sai agarrado ao seu braço, e mais atrás ainda vinha Kiba, arrastando malas pesadas. Chegando a porta do carro o Aburame abriu-a e deixou o moreno de cabelos e olhos castanhos entrar ali, para depois ir ajudar o rapaz que trazia a bagagem. Uma voz feminina chamando Kiba veio da entrada da escola, e em seguida uma morena de olhos perolados corria até o carro, jogando-se nas costas do Inuzuka.

- Quem é aquela? – Pein perguntou curioso, pulando dentro do carro junto aos outros.

- É a nova namorada de Kiba, acho que é... Lela ou algo assim. – respondeu Zetsu, entrando na parte da frente.

- Parece que eles se acertaram... – murmurou Konan.

- Chega de bagunça, vamos logo embora! – exclamou o Uchiha, pulando na garupa da moto – É melhor não irem de pé aí atrás ou vão parar o carro e a viagem fura.

- Relaxa, Itachi... Não vai acontecer nada. – o Akasuna disse sorridente, baixando os óculos e pondo o loiro entre seus braços – Afinal, não passamos de simples colegiais.

"A alma vale mais que o corpo... Às vezes as almas são totalmente compatíveis, e os corpos não... Mas tem gente que apesar de tudo quebra essa barreira entre os corpos pra viver com a alma feliz."


Minna n.n/

Chegamos ao fim de meu primeiro projeto Long Fic XD

Um agradecimento super-híper-mega-power especial ao Dani, que a essa altura já devem saber que é meu beta... que eu lovu s2 n.n

Também agradeço ao Tio Kishi pelos personagens super cativantes e que eu adoro, só acho que ele tinha que por yaoi Akatsuki naquilo e deixar de querer dar o rabo pro Sasuke, isso pega mau \u.u/

Agradeço a você, leitor que acompanhou desde o começo ou pegou no finalzinho, todos têm sua importância, com elogios, criticas, sugestões...

Cresci MUITO escrevendo essa fic, se pegar um texto meu hoje e comparar com o primeiro capítulo se nota se longe que eu estou escrevendo melhor xP Devo muito a essa fanfic, e como meu primeiro projeto tô com pena de deixar ela ç.ç'/

Bom... Sobre os capítulos extras que eu disse TALVEZ escrever, é meio improvável, mas não impossível, porém será apenas comédia e não vai ser totalmente centrado em SasoDei n.n

Eu espero realmente que tenham gostado, eu particularmente odiei, mas... Espero que tenham gostado .-.

Lela te pus com o Kiba, agora eu quero meu lemon KisaIta XDD E eu quero mesmo ó.o9


Momento Merchan

Estou com um projeto pra começar, o nome temporário é System Future... Você vai ver que se assemelha muito a obra original, é UA e tem yaoi apenas dos Akatsukis, e é centrada neles. Talvez eu vá pedir fichas para essa fanfic XD Ah, e vai ser meu primeiro lemon 'ñ.ñ' Vai haver lemon de todos os casais yaoi da Akatsuki.

E o meu projeto yaoi em andamento é a República Akatsuki n.n/ Essa tem MUITA comédia XD E vários vários vários casais... Confiram quando puderem ;P


Pronto... Avisos dados, agradecimentos feitos, comentários também... Até a próxima fic \n.n/

Sayonará!