N/A: Olá! Só para avisar que esse capítulo está dividido em 2 para não ficar muito grande, ok? O próximo virá o mais rápido possível!
A Provocação
Voltamos da escola juntos, no carro de Edward e ele dirigindo. Se antes eu mal conseguia convencê-lo a me deixar dirigir a minha picape, agora com o pé quebrado era impossível pensar nisso. Por isso ele me pegava em casa toda manhã e depois me deixava de volta e ia embora, normalmente o pior momento do dia.
Dessa vez foi diferente. Assim que ele parou o carro, não se aproximou nem fez o carinho costumeiro em meu rosto, muito menos me deu um beijo. Ele parou do meu lado, abriu a porta e me pegou no colo, como sempre fazia por causa da minha perna.
Seu rosto estava sério, levemente pensativo.
- O que foi? – eu perguntei, mas ele não me olhou. – Não vai me dizer o que está errado? – perguntei, dessa vez encostando meu nariz para fazer cócegas no pescoço dele, fazendo com que ele risse e me encarasse.
Ele sorriu e aspirou em meu cabelo.
- Acho que temos novidades. – eu me afastei e o olhei de forma indagativa. – Charlie. – ele sussurrou, pois já estávamos perto da porta e meu pai poderia estar ouvindo.
- O que é? – perguntei, curiosa.
Ele riu.
- Você parece uma criança.
- Perto de você eu devo parecer mesmo. – ele pareceu analisar isso e eu acrescentei. – Não tenho culpa se você lê pensamentos!
Ele deu de ombros e eu segurei a gola de sua camisa, puxando-o para perto.
- Não vai mesmo me contar? – meus lábios encostavam-se aos deles. Sei que não devia provocá-lo, mas eu precisava que ele me contasse a tal novidade de Charlie.
- Você não faz idéia de como não parece nada com uma criança agora. – ele capturou meus lábios antes que eu pudesse responder.
Senti uma onda de eletricidade percorrer meu corpo e meus braços foram parar em volta do pescoço dele automaticamente. Me dava raiva pensar que tinha perdido aquela sensação por dezessete anos. E ele, por cem anos. É, acho que eu estava na vantagem, afinal.
Quando ele nos afastou, eu voltei a segurar sua camisa para que não saísse de perto. Ele sorriu, acariciando meus dedos que o prendiam.
- Você tem sorte que eu seja forte.
Eu franzi o cenho.
- Por quê?
- Qualquer outro homem... Humano... Te deixaria cair se você fizesse isso.
- Fizesse o quê?
Ele revirou os olhos, como se fosse óbvio.
- A provocação, Bella.
- Ah... – então soltei sua camisa para me afastar um pouco. Era preciso, se não eu não conseguiria pensar. – Fala sério, Edward.
- Eu estou falando sério! As minhas pernas ficaram bambas.
Eu olhei para os olhos dourados dele e percebi que estava sendo sincero. Então escondi meu rosto em seu peito instintivamente.
Ele riu baixinho.
- Bella... Deixa de besteira. Você tem que saber que...
Mas eu não cheguei a saber o que eu tinha que saber porque Charlie abriu a porta da frente e deu de cara conosco, parados do lado de fora. Eu ergui meu rosto na mesma hora.
- Edward, Bella. – ele cumprimentou. – Comecei a achar que estavam demorando e por isso vim dar uma olhada.
- Olá, Charlie. – Edward disse e passou pela porta, me carregando. – A culpa foi minha, tive que entregar um trabalho na recepção para um professor que faltou.
- Claro, sem problemas. – ele disse e fechou a porta enquanto Edward me colocava no sofá com todo o cuidado. – Só fui olhar porque talvez você estivesse tendo problemas em carregar essa coisinha pesada aí.
- Pai! – eu reclamei. – Eu tenho a metade do seu peso!
- É brincadeira, Bells. – ele acrescentou.
- Na verdade, eu nunca vi ninguém mais leve do que a Bella. – Edward comentou. Como se o amassador profissional de caminhonete do Tyler contasse.
Ele sorriu para mim, entendendo o que eu estava pensando.
- Eu sei. – Charlie comentou. – Também, com essas pernas finas...
- Pai! – eu reclamei de novo, e joguei uma almofada na direção dele, que saiu correndo para a cozinha. Edward pegou a almofada rapidamente antes que caísse no chão.
- Exagerada. – ele comentou, mas percebi que não era sua intenção que eu ouvisse. Sem olhar para mim, ele se sentou no sofá, ficando muito à vontade ao ofuscar toda a mobília da casa, que já não era grande coisa. Mas mesmo se fosse. Edward ainda era a coisa mais magnífica na minha vida.
- Sabe de uma coisa? – eu perguntei, me aproximando vagarosamente. Um brilho passou rapidamente pelos olhos dele. – Acho que, se você não quiser me contar o que Charlie anda pensando, vou ter que descobrir de outra maneira.
Então me sentei em seu colo e coloquei os braços dele em volta da minha cintura. Estavam gelados, mas eu não me importei. Tinha que conseguir manter minha sanidade enquanto desenrolava meu plano.
Edward ergueu uma sobrancelha para mim e eu deitei em seu ombro, encostando meus lábios no pescoço dele. Ele ficou paralisado, mas isso não era grande coisa já que ele sempre ficava assim quando eu me aproximava. Provavelmente tentando resistir, eu só não sabia ainda se era ao meu sangue ou a mim.
Então, antes que ele pudesse agir, abri meus lábios, encostando minha língua de leve na pele dele.
- Bella... – ele repreendeu, mas senti sua voz de veludo mais fraca do que o normal.
- Você não vai mesmo me dizer? – perguntei, piscando algumas vezes. Ele sorriu e balançou a cabeça em negação.
Ah, mas ele ia ver só!
Tomei coragem, puxei seu rosto para mim e o beijei com mais intensidade do que eu pensei que poderia fazer, considerando a força dele para me conter. E minha sanidade voltou a me deixar. Seus lábios eram gelados, mas sua língua, qual ele deixou que escapasse um pouco, era extremamente quente.
Eu sabia que a qualquer momento ele se afastaria, e meu plano de fazê-lo colocar para fora tudo que passava na cabeça de Charlie iria por água a baixo. Eu só precisava de um último lance para definir a jogada.
Sabendo que ele estava concentrado demais no beijo com medo de me machucar, e isso eu podia perceber pela maneira como seu pescoço estava rígido, estiquei sorrateiramente meu braço até a cintura dele e coloquei a mão em baixo de sua blusa de lã, encostando meus dedos em sua barriga gélida.
Assim que uma nova corrente elétrica percorreu meus dedos e chegou até meu pescoço, ele deu um salto.
Ele teria sentido também?
Não sei, mas em menos de um segundo ele estava do outro lado da sala, olhando muito bravo para mim. Seus dedos se apertavam com força e eu fiquei com medo que ele pudesse se machucar, exceto pelo fato de que vampiros não se machucavam.
Meu coração, que estava disparado antes, parou. Uma grande onda de arrependimento tomou conta de mim. Eu sabia que não deveria fazê-lo, eu sabia, sabia, sabia... Sabia o quanto ele sofria por não conseguir se controlar e eu só estava fazendo com que aquele sentimento sem razão ficasse cada vez pior.
Ele ainda olhava para mim, mas agora tinha um olhar mais brando... Algo como compreensão? Então, deixando que seus dedos relaxassem, ele virou e foi até a cozinha. Ouvi-o chamando Charlie e conversando com ele, mas meus pensamentos rolavam rápido de mais em minha cabeça para que eu pudesse prestar realmente atenção.
Quando voltou, seu rosto estava bem mais relaxado, mas seu sorriso encantador não voltou a aparecer. Charlie vinha atrás e quando olhou para mim senti que enfim saberia a tal novidade:
- Bella, creio que... Bem, como você está se comportando muito bem... Eu andei pensando muito e...
Dava para ver que ele relutava com aquela decisão.
- Vai me liberar do castigo?
Ele pareceu meio bravo:
- Nós já conversamos sobre isso, Bella, não é realmente um castigo.
- Vai me deixar sair, então? – perguntei.
Vi o olhar de repreensão de Edward, quase sentindo seu pensamento: "Ansiosa demais". Era sua frase costumeira de quando eu dizia o que vinha na minha cabeça sem pensar antes.
- Vou. – ele disse e eu senti meu sorriso espalhar em meu rosto.
- Bella, - Edward se adiantou, nenhum rastro de sorriso ainda. – Charlie permitiu que eu a levasse para jantar esta noite.
- Jantar? – senti meu coração bater mais forte ao pensar que esse seria nosso primeiro jantar oficial, enquanto namorados, quero dizer.
- Lá em casa, na verdade. – ele disse, parecendo perceber para onde meus pensamentos iam. – Esme está preparando algo especial para você.
Jantar na casa dos Cullen? Claro... O que poderia ser mais normal do que jantar na casa de uma família de vampiros? Na verdade, o que seria mais normal do que namorar um vampiro que tinha mais sede do seu sangue do que do de qualquer outra pessoa?
E pior... Depois de você ter acabado de fazer uma "brincadeira" não muito legal com ele...
- Então, Bells... Eu disse a Edward que você poderia ir, claro. – Charlie comentou, tentando fazer com que eu respondesse alguma coisa.
- Disse, é? Ah... – eu cocei a cabeça, e quase senti o sorriso de Edward aparecer. – Claro. Eu vou sim.
Mais um minuto de silêncio.
- Bom, eu já vou indo. – Edward disse e eu o olhei imediatamente, fazendo-o acrescentar. – Eu volto mais tarde para te buscar.
Eu apenas assenti.
Edward cumprimentou meu pai e eu o segui em direção a saída, tentando manter meus pés em sincronia.
Quando chegamos à porta, ele se virou para mim. Vendo seu olhar, eu percebi que ele estava magoado. Eu só não sabia dizer direito se era comigo.
- Edward, me desculpa. – eu disse e os olhos dele se aqueceram rapidamente.
- Esqueça isso, Bella. A gente conversa depois, pode ser?
- Pode. – eu respondi baixinho.
Então, Edward fez um leve carinho em meu cabelo e deu um beijo rápido em minha testa, se afastando logo em seguida. Sem olhar para trás, ele andou até seu volvo, os cabelos cor de cobre se balançando no vento.
Após o carro sumir, fechei a porta e, com um suspiro profundo, escorreguei por ela até chegar ao chão.
"A gente conversa depois", ele tinha dito. Maldita hora que eu fora agir sem pensar nas conseqüências. Aquele "jantar" na casa do Cullen não seria nada fácil. Pelo menos Alice estaria lá e poderia tomar conta de mim até que Edward decidisse me comer viva em nossa... Conversa.
- Bella? – meu pai apareceu. – Tudo bem?
Ele tinha as sobrancelhas muito próximas, e parecia confuso.
- Tudo bem, pai. – eu disse, me levantando e saindo em direção a escada. – Ah, que horas eu posso sair do meu quarto?
Ele pareceu mais confuso ainda.
- Bella, você não está mais de castigo.
Droga.
- Eu sei.
Aquela maldita novidade que Edward lera nos pensamento de Charlie. Naquele momento, eu preferia não saber de nada.
Aliás, eu preferia ainda estar de castigo. Para sempre.
***
Depois de um banho quente, enquanto eu penteava meus cabelos, o ouvi bater na porta. Meus pés tremeram ao pensar em ver Edward novamente e todas as sensações de medo e raiva de mim mesma que haviam prolongado a minha tarde desapareceram. Assim, num passe de mágica.
- Edward? – eu desci as escadas o mais rápido que pude, mas então encontrei Alice conversando com meu pai.
Não sei como foi minha cara de desapontamento, mas pelo sorriso de Alice deve ter sido algo bem ruim.
- Oh, Bella, Edward saiu com Carlisle. – e me lançou um olhar de "eu te explico depois". – Por isso, eu vim te buscar! Espero que nem note a diferença.
Ela deu um sorriso travesso e eu logo me animei por ela estar ali. Então a deixei que me abraçasse como sempre fazia. Era incrível o poder de controle que ela tinha. Edward e ela eram os únicos que gostavam de mim o bastante para suportar isso. Na verdade, eu tinha minhas dúvidas se depois de hoje Edward ainda gostava tanto de mim assim.
- Você é uma ótima companhia, Alice. – Charlie comentou. Ele ainda estava agradecido por tudo que ela fizera durante meu estado emergencial. Me ajudando ao trocar de roupa ou tomar banho, essas coisas.
- Obrigada, Charlie, mas a Bella é meio que uma irmã para mim, sabe? Então nem precisa agradecer.
É, Edward devia estar realmente chateado comigo. Afinal, por que Alice estaria assim tão sentimental em relação a mim?
- Vamos? – eu perguntei, tentando tirá-la de casa o quanto antes para que pudesse me explicar o que estava acontecendo.
- Certo! – ela me puxou pela mão em direção a porta. – Até logo, Charlie! Edward a trará de volta mais tarde!
- Sem problemas. Divirtam-se! – ele disse. Ah, claro, eu ia me divertir muito naquela noite.
Assim que entramos no volvo de Edward, eu me virei para Alice.
- Nem pensar! – ela disse. – Ele NÃO está chateado com você!
- Achei que era o Edward quem lia pensamentos.
Ela riu e deu partida, acomodando suas lindas mãos no volante.
- Qualquer um perceberia que você está preocupada.
- Não sei como Charlie não percebeu.
- Ele não sabe da... "provocação". – Alice comprimiu os lábios, provavelmente para segurar o riso. Não era grande surpresa para mim que ela soubesse. Edward e Alice contavam tudo um para o outro, até porque era meio impossível esconder algo daqueles dois.
- Foi assim que Edward chamou?
Ela riu, fazendo seu cabelo curto e brilhante balançar com o vento da velocidade.
- Eu adorei! – exclamou e então caiu na gargalhada.
- O quê? – ela só podia estar de brincadeira comigo, não é?
- Já disse, adorei o que você fez com Edward! Ele bem que estava precisando de um empurrãozinho... Quem sabe para perceber que ser todo "controladinho" daquele jeito vai enlouquecê-lo!
Tentando raciocinar sobre o que Alice acabara de dizer, apoiei minha cabeça no encosto do banco e suspirei.
- Acho mais fácil que eu enlouqueça.
Estávamos quase chegando nos Cullen, eu podia ver Esme na porta, esperando por nós.
- Afinal, onde é que Edward e Carlisle foram? – perguntei enquanto saía do carro.
- Caçar.
Claro. Eles precisavam estar completamente saciados para que eu pudesse estar ali. Mas... e os outros? Como se lendo meus pensamentos, Alice acrescentou:
- Nós estamos bem, Bella. Edward só é um pouquinho exagerado e depois do que ocorreu hoje ele quis se preparar melhor.
Senti meu rosto esquentar bravamente, de modo que me afastei de Esme rapidamente após seu abraço carinhoso para que ela não fosse afetada pela intensa concentração de sangue.
- Olá, Bella. Estamos todos muito felizes por ter aceitado nosso convite.
Do lado de dentro estavam Emmet e Jasper, que disseram um "oi" de longe mesmo. Rosalie veio mais atrás e se abraçou a Emmet enquanto insistia em me ignorar.
Esme disse que tinha comprado meu jantar e que era para que avisasse quando sentisse fome.
- Será a primeira vez que vamos usar a mesa para algo mais comum. – Emmet comentou. – Vai ser divertido.
Rosalie revirou os olhos. Ela devia mesmo me odiar.
- Obrigada. – eu disse. – Mas acho que prefiro esperar o Edward chegar.
- Claro, querida, eles não devem demorar muito.
- Edward já está pensando em voltar. – Alice comentou. – Ele não consegue deixar você por muito tempo.
- Então acho que podemos esquentar a comida. – Esme disse e eu rapidamente me ofereci para ajudar, mas Alice me puxou em direção as escadas antes que eu pudesse insistir o suficiente.
Dando uma última olhada para baixo, todos ainda pareciam estar nas mesmas posições. Assim como Edward, eles tinham uma incrível facilidade de ficar parados por um bom tempo. Se eu ficasse um minuto na mesma posição era capaz que me desequilibrasse. Não que isso não acontecesse quando eu me movia também.
- Então... Você quer que eu te mate rápido ou devagar? – Alice perguntou, assim que entramos no quarto dela.
Senti meu coração falhar um batimento.
- É...o quê?
E então ela começou a rir.
- Brincadeira, Bella! – e então me puxou para que eu sentasse no pufe cor de rosa que havia ali. – Edward não costumava fazer esse tipo de brincadeira, não é?
- Não. Não muito. – eu respondi, lembrando de quando ele fingira me atacar no primeiro dia em que eu viera ali.
- Desculpa se eu te assustei.
- Não. Foi divertido. – comentei e observei de longe um porta-retrato sobre a escrivaninha.
Alice rodopiou sobre um só pé e o pegou rapidamente, colocando-o em minhas mãos antes que eu pudesse perceber. Era uma foto de Alice e Jasper e a Ponte Rialto atrás. Era noite, é claro, pois eles não podiam sair na luz do dia.
- Estávamos em Veneza. Você sabe, a cidade do amor... Todo casal deve conhecer, é um lugar maravilhoso!
Notei que Jasper estava muito sorridente ao lado dela, mais do que eu já o tinha visto.
- Ele gosta muito de você, não é? – era mais uma afirmação.
- É, ele me ama. – Alice comentou e seus olhos brilharam. – Não mais do que eu o amo. – ela se sentou ao meu lado. – Sabe, Bella, eu nunca achei que fosse encontrar alguém assim. Ouvia histórias dos humanos que tanto amavam e não tinha certeza se podia sentir a mesma coisa. Afinal, eu não me lembro de nada como um ser humano, então nunca soube identificar os sentimentos em comum. Entende o que eu quero dizer?
- Aham. Edward me disse que, apesar dos superpoderes e da história toda de sangue, vocês podem sentir o que um humano sente. Em relação ao coração, pelo menos.
- Ele disse, não é? Mas eu jamais poderei fazer essas associações como ele. Apesar de que, eu acho, ele também nunca tinha se apaixonado quando era humano.
Eu nunca tinha realmente parado para pensar nisso. Não sabia muitas coisas da vida de Edward antes de sua transformação. Ele pouco falava dos pais ou mesmo de como tudo acontecera.
- Eu acho que não.
- A questão é que eu jamais pensei que eu poderia sentir algo tão forte por alguém, mas um dia, eu simplesmente soube que ele chegaria... E foi assim, algo como amor a primeira vista.
Eu senti que sorria involuntariamente. De alguma forma, eu conseguia entendê-la melhor do que qualquer outra pessoa entenderia. Eu não havia notado, mas a primeira vez que tinha posto meus olhos em Edward, meu coração havia parado. Talvez fosse um aviso, um sinal de que era isso que ia acontecer comigo mais cedo ou mais tarde: parar o coração. Ou talvez fosse mesmo o fato de eu estar apaixonada.
- Pode ter certeza de que é amor, Alice. – eu disse. – Eu vejo como vocês se olham e... Se há algo que eu possa garantir é que vocês nasceram um para o outro. Eu sei.
Alice sorriu, mostrando suas covinhas perfeitas e então me abraçou.
- Oh, Bella, eu gosto tanto de ter você como amiga. Sempre soube que você viria, mas, nossa, você demorou a chegar!
Eu ri, acho que tentando evitar que eu me emocionasse com aquilo, mas foi meio impossível.
Assim como Edward, Alice havia entrado na minha vida de repente e nós tínhamos nos tornado muito amigas, de modo que eu pensava que podia conversar com ela sobre todas as coisas que se passavam comigo, inclusive sobre eu estar apaixonada por um vampiro, o que era realmente difícil de poder falar para qualquer outra pessoa.
Além disso, Alice parecia gostar de mim a ponto de se sujeitar a ficar colada em mim o tempo todo, principalmente quando Edward estava longe, mesmo correndo todos os riscos da sua inevitável natureza. E mesmo assim ela permanecia ali, me abraçava normalmente e me fazia sentir confortável naquela situação toda.
Talvez por isso eu não tenha conseguido evitar que algumas lágrimas caíssem dos meus olhos e a surpreendessem.
- Ei, mas o que é isso? – ela me perguntou, me afastando para ver porque eu estava soluçando.
- Nada... Eu só... – tentei enxugar minhas lágrimas, mas elas teimavam a cair.
Por um instante, Alice pareceu refletir profundamente sobre algo, seu olhar um pouco vago e então anunciou:
- Edward está aqui.
E antes que eu pudesse mover minhas mãos para me livrar do resto das lágrimas, ele estava na porta. Pareceu assustado ao me ver, mas eu, ao contrário, me senti mais feliz do que nunca por ele estar ali.
- Bella? – ele olhou para Alice, parecendo bravo. – O que está acontecendo aqui?
Pensando em tudo que havia acontecido antes, a minha "provocação" e o fato de ele ter ido caçar para me manter mais segura perto dele deixou uma série de angústias na minha cabeça e tudo parecia rodar.
Pude sentir os braços frios de Edward me envolverem quando eu perdi o equilíbrio. Ouvi-o sussurrar meu nome em sua voz melodiosa e então tudo ficou preto.
N/A: É isso! Gostaria de pedir desculpas pela demora, mas estou na reta final das provas de vestibular de medicina e quem já passou por isso deve saber o quanto é barra pesada, não é?
Quero agradecer a Noelle, Shinju-hime, Cat e Dan pelo apoio! Obrigada!
Reviews são sempre muito bem-vindas, até porque quero mesmo saber o que estão achando!
Beijos
Kel Minylops
