Mais uma manhã nascendo, agitação da metrópole estava começando, entre idas e vindas de pessoas o barulho do salto agulha daquela mulher estava mais firme que de costume, chegando a sua sala simplesmente desaba em sua cadeira, alisando com força seus cab

Mais uma manhã nascendo e agitação da metrópole estava começando, entre idas e vindas de pessoas o barulho do salto agulha daquela mulher estava mais firme que de costume, chegando a sua sala simplesmente desaba em sua cadeira, alisando com força seus cabelos pensando por que Zeus fazia aquilo com ela. Pandora Heinstein era uma mulher brilhante e competente. Indiferente do que aconteceu no passado, ela hoje tinha o respeito e confiança de Saori Kido, então o que poderia fazer uma mulher tão forte, bonita e desejável, sentir-se a últimas das mulheres? Ela pensava no porquê de seus relacionamentos não darem certo, já havia tentado de tudo: sala de bate papo, correio amoroso e suas últimas esperanças estavam em encontros às escuras. Ela teve um ontem, quer dizer, ela teria um ontem se seu "par" tivesse ido.

"O que mais falta acontecer?"... Pensava ela agora se recompondo afinal a administradora do Atena's Hospital não poderia deixar seus problemas sentimentais abalar sua vida profissional, se bem que nesses quesitos problemáticos, uma coisa ela tinha certeza, a fonte de tudo isso estava a dois andares a cima, isso se ele tivesse tomado vergonha e pelo menos em um dia chegar no horário. Desde seu reencontro com Ikki ela não o tirava da cabeça, mas afinal quando ela conseguiu tira-lo desde que viu ele no inferno? Na faculdade eles se aproximaram tiveram seus momentos e depois se separam, cada um viveu sua vida ou na versão dela, ele viveu muito bem enquanto ela morria novamente, mas agora ele estava ali depois de anos trabalhando perto dela e melhor subordinado a ela, o que mais poderia querer? Na teoria isso seria ótimo senão estivéssemos falando dele, seu temperamento forte e "delicadeza paquidérmica" com os pacientes, que mesmo ele nem se importando em muitas vezes conhecer, muitas vezes a colocaram em maus lençóis, se ele não fosse o melhor e se não o amasse tanto, ela mesmo mandaria ele para o inferno. Presas em seus pensamentos, sabia que teria problemas mais uma vez com ele ainda mais depois do telefonema que havia recebido da proprietária da Fundação Graad

Em outro local Seiya e Hyouga estavam na sala de diagnósticos tomando seus cafés conversando, perguntando se a administradora já sabia da última peripécia do chefe, Seiya no fundo achava engraçado o ato dele e mais, sentia-se de certa forma vingado, Hyouga já pensava que ele teria ficado louco de vez e que a força que ele fazia com a bengala estava o afetando, de repente chega Minu com a cara sonolenta, entrando na conversa, achando que no final por mais que ele tivesse feito aquele procedimento por puro sadismo, ele por sorte conseguiu salvar como ela dizia: "aquela mala", e que sim, Pandora já sabia do ocorrido, Iryna sua secretária havia contado para médica que a administradora havia recebido uma ligação ontem a noite e que por mais que ela tivesse ficado furiosa com Ikki, ela estava com um semblante muito preocupado. Nesse momento o barulho da bengala é escutada, eles já sabiam até quem estava chegando, atrasado como de costume e com seu sorriso sarcástico.

Ikki, abrindo um frasco de Vicondin: Vocês não têm nada para fazer?

Seiya: Ikki, onde se meteu? Pandora está atrás de você.

Ikki com seu sorriso sarcástico: Já até imagino o porquê. Diga pra ela que estou na clínica, estou com muita dor de cabeça.

Seiya: Ih, acho que é tarde demais u.u

Pandora chegando bufando: IKKI NA MINHA SALA AGORA!... Depois de gritar, ela vira as costas e sai em direção a sua sala

Ikki rola os olhos, já sabia que ia ouvir e muito, ele chega à porta e grita: MULHER VOCÊ É INSACIAVEL, DEPOIS DE ONTEM A NOITE VOCÊ AINDA QUER MAIS UMA SESSÃO NA SUA SALA AGORA!

Todos no corredor ficaram olhando para Pandora, que por sua vez estava vermelha como um pimentão, ela o olha sem conseguir formar nenhuma palavra, ele estava com seu sorriso cínico habitual com as feições de quem havia vencido a batalha, o pessoal da sala não sabiam se riam ou se ficavam chocados, sabiam que os dois além de estarem sempre brigando tinha uma paixão forte um pelo outro, mesmo que ambos não dessem o braço a torcer. Pandora já estava refeita do escândalo, agora caminhava em direção de Ikki, seu olhar estava penetrante, mas não com ódio, na realidade havia sedução naquele olhar que deixou Ikki pensativo imaginava que vinha o troco.

Pandora: Ikki!...Ela o olhava com volúpia: Não precisa ir à minha sala agora.

Ikki, arqueando a sobrancelha: Não?

Pandora: Não Ikki, não precisa, o que você precisa é... DE QUATRO HORAS DE CLÍNICA E DEPOIS SIM VÁ À MINHA SALA, QUERO VOCÊ DEPOIS DE ALMOÇO LÁ OU VAIS PASSAR O RESTO DE SEMANA LIPANDO NARIZ DE CRIANÇA E CUIDANDO DE VELHINHOS... Pandora agora dava o mesmo sorriso cínico dele, virou-se e agora sim, foi para sua sala, Ikki só bufou, esperou ela sair e voltou para sala.

Hyouga: Você não vai?

Ikki: Bem capaz! Eu posso ser infectado por um vírus de gripe mortal sabia? Não pode se prever o que pode acontecer naquele antro e além do mais, já mandei o Jabu e a Shunrey para lá... Falava na maior simplicidade.

Seiya: Você já sabia que ela iria fazer isso?

Ikki: É fácil prever a Pandora, sabia que se eu a irritasse isso seria a primeira coisa que ia fazer...Ele falava com uma cara sarcástica.

Minu e os outros só rolaram os olhos, realmente se alguém sabia como se livrar da clínica esse era Ikki.

Ikki: Se agora me dão licença, vou ver TV.

Jabu e Shunrey estavam se dirigindo a clinica, já haviam recebido instruções previa do chefe que eram para ir para lá direto e de todas as maneiras fugirem de Pandora.

Jabu: Sempre sobra para nós.

Shunrey, rindo: Verdade, mas é melhor do que ver o mau humor dele imagina quando a Pandora descobrir que ele não está aqui.

Jabu: Nem quero ver e ainda vai sobrar para nós.

Ambos riram, e chegaram a clinica indo direto pegar as fichas de pacientes.

Novamente na sala de diagnostico, Seiya e Minu foram para o P.S, como não haviam casos naquele dia prefeririam não ficar perto de Ikki, Hyouga foi atrás de Shiryu que mesmo antes de chegar ao hospital, foi chamado para uma cirurgia.

Seiya, rindo: Chegamos ao açougue.

Minu: Seiya, não fale assim, eles precisam de nós.

Seiya: Eu sei Minu, estou descontraindo um pouco, você sabe que eu não me importo de ajudar você... Ele a olhava com o olhar penetrante, Minu sentiu um arrepio no corpo, ela gostava dele, mas o medo era maior.

Minu: Eu sei Seiya, você é um grande amigo... Amigo? Isso não era bem o que ele gostaria de ouvir, mas mesmo um pouco decepcionado com a declaração contentou-se com ela.

A sala agora estava vazia, Ikki estava jogando seu Playstation pensando no que havia feito ontem, quando ouviu o barulho da porta, mesmo sem olhar que havia chegado, disparou.

Ikki: Ainda não passou o horário do almoço.

Pandora: Como se eu não soubesse que você estaria aqui.

Ikki: Aqueles idiotas abriram o bico.

Pandora: Nem precisaram, eu sei muito bem que você não iria para lá nem sob decreto e falando nisso você está me devendo mais de 50 horas de clínica.

Ikki deu um sorriso discreto, sabia muito bem que ela não iria engolir a historia dele ir a clinica, só que ela não sabia que era exatamente isso que ele queria que ela fizesse.

Ikki: Você esperou o pessoal sair para vir aqui, não foi?...Ikki perguntava arqueando a sobrancelha.

Pandora, um pouco envergonhada com a pergunta: Precisamos conversar, soube de algumas noticias...

Ikki, a interropendo: Fiz isso sim, não me arrependo, vai-me por de castigo mamãe.

Pandora sentiu seu sangue ferver, se existia alguém que conseguia tira-la do sério era ele.

Pandora: Ikki seu estúpido... O QUE A ENXAQUECA DO TATSUME TEM HAVER COM UM EXAME PROCTOLÓGICO, VOCÊ FEZ ISSO POR VINGANÇA, O COITADO NÃO CONSEGUE SENTAR ATÉ AGORA!!

Ikki rindo lembrando da cena: Pandora, por favor, era um exame de rotina.

Pandora: Você foi cruel, quis humilhar o coitado.

Ikki levante-se da cadeira e chega mais perto dela, o calor do clima e da aproximação dos corpos era palpável, ele olha fixamente para ela que por sua vez senti seu coração bater mais rápido.

Ikki: Eu sei que posso ter sido excêntrico (fazendo aspas com os dedos), só não te falaram que por causa disso eu descobri que ele tinha uma calcificação na próstata, percebi isso quando vi o modo que ele estava caminhado e sentando, se eu não tivesse visto isso a tempo poderia agravar para um câncer.

Pandora estava surpresa com a noticia, não sabia dessa parte, mesmo sabendo que Ikki odiava "Tatsumala" como ele o chamava, tinha consciência que ele nunca iria colocar sua carreira em risco de uma forma tão banal.

Pandora: Eu..Eu não sabia Ikki, desculpa.

Ikki estava chegando mais perto dela o contato era quase inevitável, Pandora sentia o hálito do médico e isso estava tirando ela fora de si.

Ikki: Pois é chefa, devias confiar em mim, estas usando seu perfume de lavanda... Ele cheirava o cabelo dela: É só para me torturar?

Pandora estava entregue, se ele a quisesse ela não teria forças para resistir, mas eles já viviam esses jogos há muitos anos e nenhum iria dar o braço a torcer ou por orgulho ou por puro medo, Ikki estava se aproximando dos lábios dela quando ela despejou de uma só vez uma outra noticia.

Pandora: Esmeralda esta vindo com Radamanthis para o hospital hoje.

Ikki gelou afastou-se dela, seu olhar tão cheio de sedução segundos atrás agora não mostrava sentimento nenhum. Pandora sentiu alivio por não ter caído em tentação, mas sabia que agora teria que contornar um problema, como fazer Ikki aceitar esse caso depois de tudo que havia acontecido, sabia que era duro para ele, mas também era duro para ela depois de tudo que haviam passado.

Pandora: Sei que você vai dizer Ikki, mas ninguém consegue saber o que ele tem, Radamanthis está perdendo os movimentos e Saori pediu que você aceitasse o caso dele.

Ikki: Esse é o modo que você tem de me punir, não é?

Pandora sentiu uma pontada no peito: Não Ikki, eu sei que te dói, mas não esqueça que uma das pessoas que mais se machucou nisso fui eu.

Ikki apertava o cabo de sua bengala, seu olhar desprovido de sentimentos machucava Pandora, ele virou-se e dirigiu a saída da sala.

Ikki: Não vou aceitar o caso, por mim que ele morra duro, se não foi pelo Kanon que seja por essa doença... Ele estava saindo quando ainda conseguiu ouvir Pandora falar que ele não tinha saída, seu olhar penetrante para ela mostrou que ele não iria desistir de não pegar o caso. Ela viu partir, baixou a cabeça e permitiu que uma lágrima escorresse, sabia para onde ele estava indo, agora só restava ele se acalmar para falar com ele novamente.

Ikki dirigia para uma sala, seus passos fortes impulsionados pela bengala faziam um grande barulho, chegando ao local, ele abre de uma maneira agressiva com cara de poucos amigos.

Shun: Ainda não aprendeu a bater, eu estou atendendo.

Ikki: O Urso vai morrer? Se sim, ele não tem mais que fazer, senão ele pode sair.

Geki, com os olhos marejados: Shun eu vou morrer?

Shun, rolando os olhos: Não Geki, seus exames estão bem, não se preocupe se você me der licença, vou falar com meu irmão, você já pode ir.

Geki: Obrigado Shun, tchau Ikki.

Ikki acena com a cabeça para Geki e se atira na cadeira a frente do seu irmão, ele sempre fazia isso, quando estava indignado com alguma coisa ou irritado ele não se fazia de rogado invadia a sala do irmão para conversar, de uns tempos para cá os papeis tinham se invertido, agora era Shun que ouvia Ikki e com a paciência que só ele tinha, tentava ajudar seu irmão mais velho com todas as forças.

Shun: Que foi dessa vez.

Ikki: Pandora quer que eu trate de Radamanthis.

Shun baixa os olhos pensativo: Entendo.

Ikki observa os gestos do irmão e com olhar penetrante: Você sabia que eles viriam.

Shun com uma voz fraca: Saori me ligou hoje de manhã.

Ikki: EU NÃO ACREDITO QUE ELA QUER QUE EU CUIDE DELE DEPOIS DE TUDO.

Shun: Ikki se acalme, não esqueça que ele casou com Esmeralda depois que vocês se separaram.

Ikki: Aquele idiota, eu sei muito bem que ele pediu para Perséfone ressuscitar Esmeralda, para me afastar da Pandora.

Shun: Você tinha que agradecer a ele Ikki, mesmo por intuíto egoísta ele realizou o que você mais queria, que era ter Esmeralda de volta e assim você casou, viveu com ela e percebeu que o amor de adolescência não era para sempre.

Ikki: Aquele maldito, sempre recalcado por não ter conseguido ficar com a Pandora.

Shun agora olhava seu irmão, sabia o que ele estava sentindo, acompanhou toda a trajetória dos relacionamentos de Ikki, desde rápido e intenso relacionamento com Pandora até ele abandonar tudo para ficar com Esmeralda, presenciou o acidente que o deixou aleijado, viu seu endurecimento até o ponto de ele não conseguir mais ficar junto com seu amor de infância, a separação, seus rápidos relacionamentos e suas fugas com prostitutas, Shun tentava ajudá-lo como podia.

Shun: Sabe Ikki, no final das contas, ele sempre saiu perdendo, primeiro ele não conseguiu ter a Pandora que era seu grande amor e mesmo que hoje ele esteja bem com Esmeralda, nunca vai exorcizar o fantasma que você é na vida dela. Hoje você pode dar um golpe de misericórdia no ego e no orgulho dele, pense bem nisso, quando você imaginou que ele poderia precisar de você, não acha que ele deve estar pior do que você?

Ikki começou a pensar nisso, se tinha alguém que conseguia entrar na mente dele nem que seja por alguns minutos era Shun.

Ikki: Você pode ter razão...Mas mudando de assunto, vamos tomar umas hoje?

Shun ficou um pouco hesitante: Sabe Ikki hoje eu não posso, tenho que ficar mais tarde no hospital.

Ikki observando os gestos do irmão: Quem é ela?

Shun envergonhado: Como?

Ikki: Quem é ela?...Falava arqueando a sobrancelha: Você esta muito sorridente de uns dias para cá, comprou perfume novo, a June não é porque ela está no Tibet com o Shaka, a enfermeira gostosa do segundo andar também não, e esta camisa verde combinando com seu cabelo é nova, você vai encontrar com ela hoje, não é?

Shun: Ikki, você esta tomando Vicodin demais.

Ikki agora pegando uns comprimidos: Esse é o quarto do dia, não me enrole Shun.

Nesse momento o bipe do Shun toca, agradecendo aos Deuses por ter uma desculpa para fugir do seu irmão, levanta indo em direção a porta.

Shun: Ikki tenho um caso, não coloque coisas na sua cabeça e pense no que eu falei.

Ikki acena com a cabeça, Shun já estava longe da visão de Ikki quando este dá um sorriso e pensa para si: "Você pensa que me engana pirralho", ele levanta-se da cadeira e vasculha a agenda do seu irmão para buscar algumas pistas.

TBC

Nota do autor:

Agora começa a diversão, quem será a namorada de Shun? Será que ele vai pegar o caso de Radamanthis? Como será o relacionamento do quadrado Ikki X Pandora X Radamanthis X Esmeralda.

Nos próximos capítulos Ikki vai ficar cada vez mais "House", não pense que eu estou deixando ele muito mole, OK

Parte interativa da fic: Vocês querem que eu mostre primeiro o inicio de relacionamento do Seiya com a Minu ou de Shiryu com Shunrey, vale lembrar que esses últimos já têm um rolo então seria mais uma cena romântica do que o inicio, posso colocar algo em flashback. Qual dos personagens do grupo médico vocês querem que apareçam mais na próxima parte?

Gostaram da parte do Tatsume? Eu ria pensando na cena.

Obrigado a todos que mandaram reviews, agradeço de coração e não esqueça de continuar a fazer-los.

Na próxima semana a segunda parte deste capitulo, que pelos meus cálculos vai ser dividido em três.