2ºCapítulo

A vida não é nada fácil, porem, nos podemos facilitar a nossa.

No dia seguinte Sasuke seguiu ate ao pátio de uma igreja da vila, onde aguardava por Sakura. Este também era vítima de sermões pelo facto de namorar com Sakura, ele viva sozinho com o pai. O seu irmão Itachi tinha falecido num acidente, durante uma viagem de avião. E sua mãe tinha-se separado do marido e não tinha condições para sustentar Sasuke. O pai sempre lhe contara o que havia acontecido no passado, embora Sasuke não acreditasse nem um pouco. Avistou Sakura, correu para ela, abraçou-a e beijou-a.

-Que tens? Não estas com uma cara muito feliz – perguntou Sasuke

-Descobri uma coisa…

-Algo importante?

-Sim, sobre o passado das nossas famílias.

-Ah, isso. Já ouviste a historia do Uchiha Izuna e da Haruno Nanami?

-Ontem a noite.

-Como vês… ninguém está a favor do nosso relacionamento. Eles nunca nos vão deixar em paz.

Sakura olhou para o chão um pouco triste. Sabia que Sasuke queria uma vida calma e sem problemas. E se eles estivessem juntos so haveria chatices.

-Sakura, eu pensei muito a respeito disto. Não pensas que não me vai doer. Vai ser tão doloroso para mim, como para ti. Mas já vi que não há outra opção…

-Tu…É mesmo isso que queres?

Sakura sentia as suas pernas a tremerem tanto, como varas verdes. Então o Sasuke…Ele queria mesmo dar um ponto final em tudo.

-Calma Sakura, é o melhor para os dois…

-Como assim o melhor? Sabes que sou super feliz quando estou contigo. Sabes que não me interessa o que a minha família pensa quando eu estou contigo. Sabes o quanto eu te amo e mesmo assim fazes-me isto? Dar um ponto em tudo o que andamos a lutar? É isso…

-Pronto… mais uma vez a tua cabeça pensa cedo de mais, e nunca me deixas acabar de dizer, o que te tenho para dizer, bolas! Porque é que es assim? Isso irrita.

-Hum? – Sakura sentou-se num dos bancos de madeira, respirou fundo e deixou Sasuke acabar de falar.

-Eu nunca disse que queria acabar… tu nunca me ouviste a dizer tais palavras, porque pensas sempre nisso?

-Tenho medo so isso.

-Medo porque?

- Porque te amo

-Eu também te amo, mas relaxa, isso não vai acontecer. Até porque, de todas as namoradas que tive, sempre foram elas que acabaram comigo. E o mesmo será contigo, acredita. – respondeu Sasuke a sorrir para acalmar Sakura

-Mas então, o que estavas a pensar…?

Sasuke sentou-se num dos bancos de madeira e puxou Sakura, fazendo-a sentar-se no seu colo, beijou-a de seguida abraçou-a e sussurrou-lhe ao ouvido.

-Aqui podemos acabar como o Izuna e Nanami, eu não desde que te encontrei não quero partir, da mesma maneira que eles partiram para ficarem juntos. Eu quero partir contigo, quero amar-te, quero sentir o amor que tenho circular pelas minhas veias… Sakura-san, vamos embora desta terra.

Sakura ainda estava abraçada a Sasuke, sentia o seu cheiro ser tão penetrante em si, pensava se o que Sasuke acabara de dizer, não seria a salvação deles? Ela ate queria ir. Mas deixar o seu irmão para trás? E calcularia também que o pai colocasse quase uma vila inteira atrás dela. Agora estava dividida.

-Sasu…

-Shiiiii. Não quero que me respondas agora. Eu não levei muito tempo a pensar nisto porque nada me prende aqui, apenas tenho o meu pai, que não presta. Mas tu, tu tens uma família que te ama. Pensa, dá me a resposta quando achares o que é melhor para ti.

Ficaram ali um tempo, mimando-se um ao outro. Ao pôr-do-sol Sasuke levou Sakura ate a uma rua próxima de sua casa. Uma vez que se o pai de Sakura o visse, "matá-lo-ia".

-Amor… - chamou Sasuke vendo Sakura partir – eu não te quero forçar a coisa nenhuma. Mas é como te disse, antes de te ter, eu estava mergulhado na escuridão, não encontrado saída eu queria muito deixar a minha existência. Tu chegas-te, mesmo ainda carregando com este fardo, tendo-te eu não posso fazer nada.

Sakura abraçou-o e de seguida beijaram-se.

Sakura partiu, deixando Sasuke para trás.

Ela mal podia acreditar, Sasuke queria fugir com ela. Seria algo… por um lado estupendo, extraordinário, maravilhoso! Mas Sakura tinha consciência que seria perigoso, e deixar Daichi para trás era algo doloroso demais. Ela ama o irmão, mas Daichi também não ia ficar para sempre naquela casa, ate porque ele já fazia intenções de ir viver para um apartamento com a sua namorada, sem casar, uma ideia que não agradará ao pai. Será que podia contar com Daichi? Será que se ela lhe pedisse um conselho ele não a denunciaria? Refugiando-se no seu quarto, foi se sentar a varanda. Esta uma noite de Verão quente, agradavelmente ela sentou-se na sua cama de rede e ficou a observar a lua e as suas fieis companheiras, as estrelas.

-Interrompo pensamentos? – Perguntou Daichi batendo na porta de vidro da varanda.

-Nunca Oni-san

-Não sei, parecia que não estavas aqui – respondeu Daichi sentando-se ao lado da irmã

-…

-Estas estranha Sakura. A última vez que te vi assim, andavas tu babadinha pelo Uchiha.

Sakura deu uma pequena risada abafada e continuou a olhar para o céu, sorrindo, mas seus olhos tinham outra expressão.

-Lembras-te da historia que te contei ontem à noite?

-Claro, é muito triste. Mas fica para sempre na memória de qualquer um.

-Eu ocultei um facto…

-Então?

-Bem, quando nosso pai voltou para casa para chamar a avó. Os corpos de Izuna e Nanami haviam desaparecido.

-Como?!

-Ainda ninguém sabe o porque. Sabe-se que eles caíram no chão, como os guardas na altura era uma cambada de imbecis não souberam ver se eles estavam verdadeiramente mortos ou não.

-Alguém tinha interesse em pegar os corpos?

-Eu acho que não, Sakura. Eu tenho, é uma esperança que eles ainda estejam vivos.

-Tu achas que eles…

-Sim, que eles encenaram a mortes deles e que quando o pai voltasse para casa, com pavor de ver seu pai, irmão e irmã mortos, eles poderia fugir. Eu ando a estudar uns diários que pertenceram a nossa tia Nanami, ela escrevia muito. Mas ainda so li diários quando ela tinha 14 e 15 anos.

-Oni-san, achas que eles fizeram bem?

-Encenar a morte deles… acho que fui cruel demais com a avó e com o pai. Poderia ter fugido sem terem feito isso.

-E fugir? Achas que eles devia ter ficado e lutar pelo que eles sentiam?

-Bem, eu por um lado acho que entendo o lado de Izuna. Ele sabe que abriria uma grande guerra civil, não quis e fugiu com a sua amada. Eu acho que no lugar dele faria o mesmo.

-Fazias?

- Como diz o velho ditado, "No amor e na guerra, vale tudo."

As palvras de Daichi foram a resposta a sua decisão, do nada ela abraçou fortemente o irmão. este não compreendendo o porque voltou a falar.

-Amanha vou a casa da Avó Harumi, o pai não sabe que eu ando a estudar os diários da Nanami, por isso tem sido um segredo meu e da Avó. Queres vir?

-Eu vou. Já faz alguns meses que la não vou.

-Sim, a avó tem saudades. Passo na tua escola amanha, quando saíres. Vamos de mota.

-Meninos! Mesa!

A empregada da casa, Emi, que a muito que lá viva, chamou os irmãos para a mesa, e estes correram apressadamente, pois sabiam que o pai detestava que alguém não chegasse à mesa antes dele.