- Alteza. – ouviu-se Esmeralda a dizer perto de um trono que estava no meio de uma salão de mármore, por entre a escuridão.

- Esmerada, espero que não… - disse uma voz doce mas ao mesmo tempo cruel, enquanto observava o planeta Terra através de um vitral. - Que não tenhas… falhado outra vez.

- P-Perdão. – gaguejou Esmeralda não conseguindo esconder o seu nervosismo. - A última guerreira despertou e conseguiu devolver a transformação às outras. O seu poder é grande demais…

A cara obscurecida da pessoa com quem Esmeralda falava ganhou contornos de júbilo sombrios.

- A última guerreira? Espero que não seja quem estou a pensar… - proferiu, sorrindo estranhamente.

- Sim, é ela majestade. Salvou a princesa e guerreiras de Júpiter, Marte e Vénus e destruiu o general Olho de Peixe…

- Nada de desculpas! – exclamou a mulher voltando-se para Esmeralda. - Há muito que a guerreira já havia despertado. Mas parece que deixou de ser cobarde. Sabes o que tens a fazer Esmeralda. – concluiu segurando uma pedra baça nas suas mãos.

- Porque não usa o poder do Cristal? Com certeza iria ajudar, agora que elas não têm essa met… - disse Esmeralda receosa.

- Silêncio! – interrompeu, começando a ficar impaciente. - Crês que se eu quisesse já não o tinha feito? Estou fraca, e o momento do alinhamento aproxima-se. Executa o plano rapidamente.

- Sim majestade. – disse Esmeralda desaparecendo.

- Ginzuishou… o místico Ginzuishou…. A tua fama já ultrapassou a galáxia e espalha-se pelo universo. Quantas batalhas foram travadas por ti, quais são os teus mistérios? – suspirou, sentando-se no trono, que ficava abaixo de uma bela escultura que segurava um relógio dourado nas mãos.- Endymion?

Uma figura masculina surgiu das trevas.

- Sim?

- Sei que ainda estás debilitado, por enquanto vais descansar. Chega perto de mim.

A figura subiu ao trono, ficando também envolvida na escuridão. – Vais voltar à Terra em breve, há algo muito importante que tens que fazer.

*

A milhares de km de distância duas raparigas acordaram sobressaltadas ao mesmo tempo.

Usagi levantou-se da cama num salto, deitando o relógio da sua mesinha de cabeceira ao chão e acordando Makoto.

- Que se passa Usagi? – perguntou ensonada.

- Tive um pesadelo. Desculpa ter-te acordado. – disse Usagi tentando lembrar-se do que havia sonhado. Infelizmente não se conseguia lembrar, tudo estava disperso na sua mente.

- Não faz mal... – suspirou Makoto levantando-se. - Já são sete menos dez. Horas de acordar!

- Odeio acordar cedo! Mas se tem mesmo de ser… Importas-te que eu tome banho primeiro?

- Tudo bem, podes ir. Eu vou preparar o pequeno-almoço para todos. – sorriu, correndo as cortinas e abrindo a porta do seu quarto.

- Makoto?

- Sim? – perguntou, parando e voltando-se para trás.

- Muito obrigada… – agradeceu Usagi sorrindo. - Por nos deixares ficar aqui em tua casa e por nos tratares como se fossemos a tua família.

- Ora… -suspirou Makoto embaraçada. - Sabes bem que adoro ter gente em casa… E-e vocês são a minha família! – disse-lhe piscando o olho e saindo do quarto.

Usagi sabia que como Makoto havia perdido a sua família muito cedo, era uma pessoa carente e frágil, apesar de não o demonstrar. Deveria estar realmente feliz por ter tanta gente em casa.

- Sou uma sortuda...! Tenho amigos de ouro, e isso é mais do que qualquer pessoa poderia desejar. – pensou, enquanto pegava nas suas roupas e entrava na casa de banho.

Na sala, Shingo ainda dormia no sofá. Makoto preparou o pequeno-almoço: panquecas à Makoto. Pôs a mesa para cinco pessoas e abriu uma lata de comida para gato.

- Luninha? – sussurou Makoto, passando a mão pelo pêlo de Luna, que dormia numa cesta de lã, perto de Shingo.

- Hãã… Mi…au! – miou Luna ensonada, cumprimentando Makoto e saltando de seguida para a cara de Shingo que ainda dormia profundamente.

- Que queres Luna? – murmurou Shingo aborrecido por ter sido acordado contra a vontade. - Panquecas!!! – exclamou num salto, ao cheirar as iguarias.

- Já vi que és fã de panquecas, hã? – sorriu-lhe Makoto.

- Bom dia! – disse o pai de Usagi saindo do outro quarto, já envergando o seu fato.

- Olá a todos! Vou preparar o pequeno- al… Oh! – exclamou desapontada a mãe de Usagi, ao ver a mesa cheia de panquecas. - E eu a pensar que hoje ia ter a oportunidade de cozinhar…

- Desculpe Sra. Tsukino. Eu vivo sozinha há tento tempo que nem pensei que haveria outra pessoa interessada em cozinhar! Mas sabe, tenho todo o gosto! Cozinhar é a minha grande paixão. – desculpou-se, enquanto colocava o molho.

- E a jardinagem também, pelo que vejo! – observou Ikuko, apontando para toda a casa, que estava coberta de plantas.

- Bom diaaaa! Que cheirinho é este? PANQUECAS!!!! – gritou Usagi alegremente correndo para a mesa.

- Isto de adorar panquecas deve ser genético! – comentou Makoto divertida.

Todos se sentaram à mesa a comer as deliciosas panquecas.

- Bem, mais um dia não e? – suspirou Ikuko olhando para o seu prato, rodando o garfo letargicamente

- Que se passa mãe? – perguntou Usagi conhecendo aquela tática.

- Oh, nada, nada… - murmurou, fazendo-se de difícil.

- Não disfarces, nós conhecemos-te. – insistiu Shingo.

Makoto sentiu-se um pouco a mais.

- É que aqui não tenho nada para fazer não é…? A casa está sempre impecável, e a Makoto trás o jantar do restaurante. Sinto-me… olhem, uma inútil! - desabafou, comendo mais um pedaço de panquecas.

Makoto sentiu a sua cara a ficar muito vermelha.

- Ora, puque num arranxas um parte-taime? – observou Usagi com a boca cheia de comida.

- Um part-time? Eu? Já tenho mais de 40 anos, é muito difícil.

- A mãe de um amigo meu é mais velha do que tu e não foi por isso que deixou de arranjar um emprego. – incentivou Shingo.

- Hum… Se calhar é isso mesmo que vou fazer! – disse após um momento, já mais encorajada.

- E tens todo o nosso apoio querida! – exclamou o seu marido colocando-lhe o braço nos ombros.

- Eu bem que precisava de ajuda no meu restauran… - começou Makoto, mas de repente o seu relógio de pulso começou a tocar juntamente com o de Usagi.

- Eia, que alarmes sincronizados que vocês têm! – gracejou Shingo.

Os pais de Usagi olharam entre si, já desconfiavam o que aquele som significava.

- Que olhares são esses? –observou Shingo. - E o que se passa com esses relógios?

- Não é nada. – disse Makoto levantando-se e pondo um ponto final na conversa.

- Há uma vaga no… no salão de beleza. E-e então dá sinal nos nossos relógios. Sim, e isso…! – desculpou-se Usagi seguindo Makoto.

- Usagi! – chamou a mãe visivelmente apreensiva. - Boa sorte.

Usagi sorriu-lhe e fechou a porta.

- Boa sorte? Para ir ao salão de beleza? O mundo está doido! – suspirou Shingo.

Desceu as escadas ouvindo a mãe a dizer a Shingo que às vezes o cabelo enriça no secador, razão pela qual havia desejado boa sorte.

- Fala Makoto, o que se passa? Over. – perguntou Makoto descendo rapidamente a escadaria.

- Makoto é a Rei. Vem ao templo rápido. – disse a imagem da Rei dentro do intercomunicador.

- Que se passa aí? – perguntou Usagi quase tropeçando num degrau.

- Não há tempo para… ex…car.. – a transmissão fora abaixo.

- Vamos a isto. JUPITER CRYSTAL POWER, MAKE UP! gritou, fazendo com que um cristal verde a envolvesse de raios electricos enquanto corria.

- MOON PRISM POWER, MAKE UP! – repetiu Usagi, sendo envolvida por faixas de poder rosa.

Chegaram à porta de entrada do edifício. A calçada estava cheia de pessoas, que, ao vê-las, ficavam estupefactas a olhar para as duas guerreiras surgidas o nada.

Meteram-se no carro de Usagi e dirigiram-se a toda a velocidade para o templo. Pelo caminho ultrapassaram carros e sinais vermelhos, realizando proezas que certamente dariam prisão caso a polícia estivesse presente.

Ao chegar ao templo depararam-se com o portão acesso fechado no topo das escadas.

- Ai… A Rei trancou o templo! E agora? – perguntou Sailor Moon atrapalhada.

- Saltamos o muro. – disse Júpiter saltando o alto muro. Depois de estar lá em cima esticou a mão até Sailor Moon.

Do lado de dentro subiram rapidamente as escadas.

- Sailor Moon prepara-te, podemos ser atacadas a qualquer momento. – observou Júpiter numa posição de alerta.

- Certo. – disse, preparando a sua tiara.

De repente, um vulto surgiu por detrás delas. Sem pensar duas vezes, Sailor Moon lançou a sua tiara.

- MOON TIARA ACTION!

- NÃO! – gritou Júpiter, ao vislumbrar quem estava atrás de si.

- Pára! – gritou igualmente Sailor Moon para tentar parar a tiara.

- VENUS LOVE ME CHAIN!

A corrente de luz de Vénus envolveu a tiara, fazendo-a perder o efeito e cair no chão com um barulho metálico.

- Vénus! Que se passa? – perguntou Sailor Moon ainda com o coração nas mãos.

- Nove minutos e quarenta e sete segundos! – exclamou Marte saindo de um arbusto, com um relógio de pulso na mão.

- Quê? – perguntou Júpiter confusa.

- Demoraram quase dez minutos a chegar aqui! Se estivéssemos em perigo já tínhamos sido derrotadas. – observou, apontando para o relógio.

- Mas, mas…! – começou a barafustar Sailor Moon ficando com a cara pintada de um vermelho-raiva. - Tu fizeste-nos correr até aqui aflitas… para isto?!

- Temos que estar preparadas para tudo. Claro que no teu caso… - cerrou mais os olhos num tom trocista- … só estás mesmo preparada para comer e para dormir!

- Ai que parva! Sabes que eu podia ter tido um acidente a guiar tão rápido para aqui?!

- E da maneira como conduzes não sei como ainda não tiveste um acidente… - respondeu, olhando para as suas unhas.

- Tu estás por acaso a insinuar que eu guio mal?!

- Acho que sabes muito bem o que quero dizer… Dona Usagi.

- Mas ao menos eu sei guiar. Não é como outras pessoas que já chumbaram duas vezes no exame de condução… - troçou, fazendo um ar superior.

- Oh claro! Atira-me à cara pequenas coisas dessas! Mais vale não saber conduzir do que ter um carro e apanhar uma multa por semana. Em media!. – ripostou.

As duas começaram a discutir, ao que Júpiter e Venus reviraram os olhos e viraram costas, falando entre si.

- Então o que se passa?

- Nem queiras saber! – exclamou Vénus sorrindo. – A Rei fez-me exactamente a mesma coisa.

- Mas então porquê?

- Deixa só aquelas duas pararem de discutir e ela já vos explica.

Passados uns singelos dez minutos, Sailor Moon e Marte recompuseram-se. Sentaram-se todas nos bancos do parque do templo.

- Bem, eu convoquei esta "reunião de emergência" para…

- Bah! - resmungou Sailor Moon com as pernas cruzadas, ainda zangada. - A esta hora da manhã podia estar a ver o Shin Chan na televisão… - murmurou baixinho.

- Continuando… - disse Marte fingindo não ouvir o protesto. - Convoquei esta "reunião de emergência" para decidir os nossos treinos diários. Com o tempo que cada uma de vocês demorou a chegar aqui podemos fazer uma estimativa do treino que precisamos.

- Treino diário? Em que sentido? Para melhorarmos os nossos reflexos? – perguntou Júpiter ansiosa por fazer exercício.

- Não só. – acrescentou Vénus com os seus braços cruzados. - A Marte quer que nós evoluamos. Quer que todas cheguemos a Eternas.

Júpiter e Sailor Moon olharam para Marte. Sailor Moon ficou um pouco desanimada pois sem o seu medalhão, que fora destruído, e sem o Ginzuishou, não conseguiria transformar-se em Eterna Sailor Moon.

- Não olhem assim para mim! Nós temos que recuperar o Ginzuishou, e vocês sabem que a este nível que estamos actualmente não conseguimos.

- Sim, tens razão… - apoiou Sailor Moon, pensando em recuperar o cristal.

- Ainda bem que concordas, para variar!

- Não estou a ver como vamos conseguir evoluir para Eternas… Não me parece que só com treino cheguemos lá. – opinou Júpiter.

- Isso leva-nos a outra questão… A Mercúrio! – interrompeu Vénus levantando o dedo.

- Exacto. O problema é o seguinte, ela está na Alemanha a estudar medicina como bem sabemos, mas neste momento a inteligência e o conhecimento dela davam-nos bastante jeito para resolver estes assunto...

- Não, nem pensar! – protestou Sailor Moon levantando-se. - A Ami está noutro continente, a milhares de quilómetros de distância, a realizar o seu sonho. Ela estudou tanto no secundário para conseguir lá entrar! Não merece desistir de tudo só para vir ajudar um grupo de quatro mulheres já feitas que não conseguem resolver os problemas sozinhas!

- E sejamos francas, o poder da Ami é defensivo, não tem praticamente um grande poder de ataque. Não é essencial que esteja presente nas nossas batalhas. – observou Jupiter apoiando a opinião de Sailor Moon.

- Realmente têm razão, mas… - suspirou Vénus olhando para o céu. - A Ami é uma navegante essencial. Os poderes e o talento dela já nos salvaram de muitos apuros. É uma navegante tal como nós que estamos aqui, faz parte do nosso grupo, as Inner Senshi, e agora mais que nunca necessitamos do auxílio dela.

- Ninguém diz o contrário, mas não penso que seja correcto tirá-la da faculdade só para vir até aqui.

- Sempre podemos falar com ela pela Internet. – lembrou-se Marte.

- Ora aí está uma boa ideia! Porque não falamos com ela agora mesmo? – perguntou Sailor Moon entusiasmada, apontando para o templo.

- Sim, por que não? – concordou Marte

- Vamos lá então! – exclamou, correndo para dentro.

- Espera! – chamou, pegando no braço dela. - O meu avô está lá dentro! Pode andar meio surdo e vesgo, mas acho que mesmo assim repara que existe algo de estranho em nós. Desfaçam a transformação.

- Make Out! – gritaram todas, voltando ás suas formas civis.

Entraram no templo e foram para o quarto de Rei. Sentaram-se todas à volta do portátil, ansiosas por falar com a amiga.

- Ok, deixa cá ver… - murmurou Rei ligando a internet e o serviço de mensagens instantâneas. - … Rei_.jp …

- Ah ah ah ah ah ah ah! – riu-se Usagi histericamente ao ver o nome de utilizador da amiga. - O teu nick é Miss Sweet Fire? Mas que original!

- Oh cresce Usagi! – exclamou, corando. - Aqui está ela!

- Finalmente! Em casa já tentei falar com ela dezenas de vezes mas estava sempre offline. – reclamou Minako olhando para o computador.

Rei começou a falar com ela:

"Miss Sweet Fire diz: Olá Ami-chan! "

"Mizuno, Ami diz: Olá Rei!"

"Miss Sweet Fire diz: Tudo bem contigo amiga?"

"Mizuno, Ami diz: Muito cansada… e vocês?"

"Miss Sweet Fire diz: Estamos bem dentro do possível. As meninas tão aqui comigo!"

"Mizuno, Ami diz: Um grande beijo para todas vocês, que saudades!"

"Miss Sweet Fire diz: Nós também sentimos muito a tua falta! E os estudos?

"Mizuno, Ami diz: Estão a correr… bem... Mas vocês estão "bem dentro do possível" porquê?"

- E agora? – perguntou Rei parando de escrever, a olhar para o monitor.

O quarto ficou em silêncio.

- Não podemos contar-lhe, não é... – falou finalmente Usagi. - Conhecendo a Ami como conhecemos, ela vinha logo a correr para aqui.

- Aliás, como já fez uma vez quando fomos encurraladas por um monstro da Lua Negra. – disse Makoto lembrando-se dessa altura.

- Então todas concordamos em não lhe dizer?

- Sim. – disseram em uníssono.

"Miss Sweet Fire diz: Bem, dentro do possível porque ainda não nos conseguimos transformar…! Estamos um pouco apreensivas. Mas pelo menos ainda consegues, o que significa que ainda não é o fim das Sailors."

- Mentes muito bem Rei! – exclamou Minako vendo o que Rei acabara de escrever.

- Até me sinto mal em estar a fazer isto. Afinal trata-se da Ami. – suspirou Rei com uma expressão triste.

- Mas é para o bem dela… É assim que temos de pensar. – encorajou-a Usagi.

"Mizuno, Ami diz: Oh céus! Eu também não trago boas notícias."

"Miss Sweet Fire diz: ?"

"Mizuno, Ami diz: É que… Eu também já não me consigo transformar desde a semana passada."

Todas leram a frase de Ami repetidamente com incredulidade estampada na cara.

- Ela não se consegue transformar…? - perguntou Minako atónita.

- Estranho…

- Calma aí! – exclamou Usagi fazendo cara de quem está a pensar. - Se nós conseguimos e ela não, é porque qualquer coisa diferente aconteceu aqui para nos devolver o poder.

- Alguma coisa que aconteceu aqui e não na Alemanha. – completou Makoto.

- Já vos disse que foi aquela navegante que nos devolveu o poder! – barafustou Rei indignada. - Eu percebo disto!

"Mizuno, Ami diz: Ainda estão aí?"

"Miss Sweet Fire diz: Sim desculpa. Ficamos impressionadas com a notícia. Será que se tivéssemos chegado à fase de Eternas não teríamos perdido o poder? O que nos terá faltado para atingirmos esse nível?"

- A minha amiga Rei, sempre tão subtil. – gozou Usagi.

- Tinha de arranjar forma de lhe perguntar isto sem lhe dar a entender dos acontecimentos dos últimos dias não é?!

"Mizuno, Ami diz: Pois, não faço a mínima ideia"

"Miss Sweet Fire diz: Nenhuma teoria?"

"Mizuno, Ami diz: Não, como poderia eu saber? Mas porquê a pergunta?"

"Miss Sweet Fire diz: Era pura curiosidade, não podemos ignorar o passado."

"Mizuno, Ami is now offline"

- Olha! Desligou! – exclamou Minako revoltada.

- Deve ter ido abaixo! – explicou Rei fazendo sinal a Minako para falar mais baixo. -Esperamos mais um bocado.

Passaram dez minutos mas Ami não mais se ligou.

- Já não deve vir mais…

- Bem, então vamos treinar! – disse Makoto com um brilho nos olhos.

- Ai… - suspirou Usagi. Não me apetecia nada.

- Disseste alguma coisa? – perguntou Rei virando-se para trás.

- Nada nada…!

Dirigiram-se para o pátio com energia, exceptuando Usagi que seguia em ultimo revirando os olhos.

- Bem, o que vamos fazer é muito simples, por isso até tu vais entender Usagi. – começou Rei, parando em frente à entrada do parque. - A Makoto vai fazer de conta que é o inimigo e vai atacar-nos de surpresa. Para isso, ela entra no parque e esconde-se. Passados cinco minutos entramos nós e separamo-nos. Quem for atacada primeiro deve transformar-se muito rapidamente, arranjar maneira de imobilizar a Júpiter e chamar as outras. Que tal?

- JUPITER CRYSTAL POWER, MAKE UP! – gritou Makoto transformando-se instantaneamente. - É boa ideia sim senhor! Preparem-se meninas, não vos vou facilitar as coisas…! - exclamou Makoto penetrando no escuro parque.

- Rei, achas que dá tempo para a nossa transformação antes da Makoto atacar? Não seria melhor nos transformarmos agora?- perguntou Minako nervosa.

- Ora Minako, a nossa transformação é instantânea. Apesar de nos parecer que demora algum tempo, na realidade demora menos do que três segundos. -esclareceu-a Rei. - E se fores atacada por algum inimigo ele também não te dá tempo para transformar!

- Mas e então o teu avô? Ele vai notar o barulho…

- Ah, eu fui à bocado ao quarto dele e deitei umas gotinhas para o sono dele ser bem pesado! – exclamou orgulhosa, mas desfez o sorriso ao ver a cara de surpreendida das duas amigas. - Erh… Vamos esperar. Em silêncio! – acrescentou, vendo que Minako estava novamente prestes a falar.

Passados cinco minutos, entraram as três no parque. Este ainda não havia sido arranjado e estava numa grande confusão de terra revolvida e árvores arrancadas, resultado do primeiro ataque de Esmeralda. Usagi decidiu ir sempre em frente, enquantoque Rei virou à esquerda e Minako à direita.

Enquanto caminhava, Usagi segurava o alfinete de transformação para se transformar em caso de ataque. De repente viu um raio de luz em direcção a um arbusto.

- Aha! MOON PRISM POWER…. MAKE UP! – gritou, transformando-se. - Vai ser mais fácil do que estava á espera! MOON TIARA ACTION!

A tiara foi lançada e expandiu-se em forma de "O" com o intuito de prender os braços de Júpiter. Depois do ataque, Sailor Moon foi conferir o arbusto que se encontrava sem ninguém, apenas com a tiara no meio das folhas.

- Oh… - suspirou desapontada colocando a tiara na sua testa novamente. - Jurava que tinha visto um rai… AHHH!

O grito de Sailor Moon foi abafado pelas mãos de Júpiter que saltou por de trás dela, vinda do topo de uma árvore.

Minako caminhava calmamente pelo outro lado do parque. O sol estava forte, e os raios reflectiam-se nos seus cabelos cor de oiro.

- Huaaa…. – bocejou, cinco minutos depois. - Parece que a Júpiter não está deste lado não…

Tendo todo aquele tempo sozinha, começou a pensar em toda a sua vida até àquele momento. Lembrou-se da relação conflituosa que havia mantido com a sua mãe, mas que agora melhorara consideravelmente. Lembrou-se de quando conheceu o seu gato Artemis, enquanto saía do duche, e de quando este lhe dera uma caneta de transformação, tornando-se assim na primeira navegante a despertar, Sailor V.

Como Sailor V perdera um amigo querido e fora amaldiçoada: nunca encontraria o seu verdadeiro amor. Ainda como Sailor V salvara as restantes Sailors de serem mortas por Zoicite e Kunsite e fizera-se passar por princesa da lua para proteger Usagi. Mais tarde tornara-se em Sailor Vénus, a guerreira da beleza e da luz. Tudo isto parecera-lhe um passado tão distante até há poucos dias. Via-se agora forçada a ter de abandonar a sua participação na série Pêssegos com Sal. Depois lembrara-se de que não passava de uma mera figurante e que a sua participação talvez não fosse assim tão importante quanto.

- Talvez o meu propósito seja apenas ser líder das guerreiras que protegem a princesa. Estou para ver como é que isso me dá independência económica... Talvez deva começar a pedir um pagamento à Usagi. – pensou, rindo-se da sua própria ideia. - Ai… A minha vida anda um passo para a frente de dois atrás… - murmurou distraída.

Quando sentiu alguém por detrás de si já era tarde demais, um golpe de judo nos seus ombros fizera-a desmaiar.

Rei andava pelo parque alerta, na eventualidade de apanhar Júpiter. Sentia-se um pouco triste vendo o seu parque em tamanha confusão.

- Vou gastar tanto para arranjar isto… - suspirou melancólica. - Bem, vou começar a cobrar entrada no templo para compensar! – disse com um sorriso maquiavélico.

De repente ouviu alguém atrás de si.

- MARS CRYSTAL POW…

- Ritinha? Que estás a fazer? – perguntou o seu avô zonzo vindo de trás das moitas. Rei escondeu o seu cristal de transformação que entretanto começara a brilhar.

- Avô! Devia estar ainda a dormir…! Ou a fazer amuletos! – exclamou embaraçada.

- Vim dar uma voltinha, não posso? – disse irritado. - Afinal que gritaria é esta? E isso que tens a brilhar atrás das costas? – perguntou, ao notar um reflexo vermelho.

- Eu… eu…. Estava a… cantar em quanto apanhava pirilampos! – desculpou-se atrapalhada.

- Pirilampos de manhã?. E diz-me lá, que pirilampos são esses que têm um brilho vermelho? Deixa-me ver! – pediu o avô curioso.

- Ó avô, não tem mais nada que fazer? Olhe que está frio, a sua reumática não anda nada bem, vá dormir. – disse-lhe tentando disfarçar.

- És capaz de ter razão. Vou voltar lá para dentro, tenho muito que fazer, especialmente depois de aquele raio ter atingido o templo… - falou enquanto entrava nas moitas de volta ao edifício.

- Pois é! Vá pela sombra avô! Ufa… - suspirou aliviada, guardando a caneta de transformação.

Continuou a sua caminhada pelo parque até que chegou exactamente ao sítio onde Esmeralda tinha mandado uma bomba de poder negro. Quando Rei passou perto daquele local sentiu fortes tonturas.

- O… que… se… passa…?! – pensou, desfalecendo.

*

Estava num grande quarto de mármore branco, decorado com seda rosa. Ouvia-se uma suave música de fundo.

- Serenity estás atrasada! – exclamou uma jovem Marte, colocando as mãos na cintura.

- Tens razão, não dei conta do tempo a passar! É só colocar um pouquinho de perfume e já estou pronta. – disse a princesa Serenity pegando num frasquinho de cristal.

- Ela vai encontrar-se com o Endymion! – disse Vénus animada.

- Ah não! Nós temos que ir para o baile de máscaras. – desaprovou, franzindo a testa.

- Não se pode travar o amor Marte. – disse Júpiter piscando o olho.

- Mas é tão perigoso, tão improvável… Tu és da Lua e ele da Terra… E bem sabes que os terrestres sempre invejaram o poder do sagrado Ginzuishou. Argumentou nervosa.

- Ele ama-me e eu a ele. E isso basta. Nada nos fará separar, este amor será eterno. – sonhou a princesa, penteando os longos cabelos doirados.

- Mesmo assim devias ter mais cuidado com a condessa da Terra.

- A Beryl? – perguntou Vénus maquilhando-se ao lado da princesa.

- Sim, ela é uma pessoa muito estranha. Sinistra até. Não estou com um bom pressentimento… Temo que algo vá acontecer… - suspirou, roendo as unhas,

- Não sejas tão pessimista Marte. – disse-lhe Júpiter pensativa. - Se bem que… tens uma certa razão, desde que o computador central da Lua detectou aquele energia anormal vinda das manchas solares, a Beryl não tem agido muito normalmente. – falou Júpiter olhando pela janela do palácio, de onde se via a Terra sob o espaço negro.

- Vou para a varanda meninas, ele deve estar quase a chegar! – exclamou Serenity entusiesmada, caminhando para a porta da varanda.

- Mas o baile está mesmo a começar! – ralhou Marte. - Esta rapariga é impossível!

- Tenho novidades! – gritou Mercúrio abrindo as pesadas portas do quarto. - Já descobri mais novidades sobre nós!

- Tu não te cansas! – exclamou Vénus exagerando no rouge.

- Descobri que as Sailors deste sistema solar têm três estágios. Normal, Super e Eterno! – disse orgulhosa.

- Nós estamos no super não é? Pelo menos hoje estou super bonita! Ah ah ah ah! – riu Vénus sozinha.

- Não… Infelizmente só estamos no primeiro estágio... – suspirou Mercúrio desapontada, ignorando a piada de Vénus.

- Temos que trabalhar mais. Como podemos avançar? – perguntou Júpiter entusiasmada, dando um murro na palma da mão.

- Não tenho muitas mais informações, até porque até agora só uma de nós chegou a essa fase. Mas para passar para Super precisamos de treinar para aumentar consideravelmente os nossos poderes. Para sermos Eternas, temos que receber um grande poder da essência dos nossos planetas guardiães, e receber poder também dela…

- Infelizmente ela não tem muito tempo para treinar connosco… - lamentou Marte triste.

- Mas lembrem-se que a nossa missão é proteger a princesa e o Milénio de Prata. Ela e as guerreiras do espaço exterior têm outro tipo de missão e deveres. – lembrou Júpiter séria.

- Meninas, o baile começou! Vamos! – exclamou Luna entrando no quarto com Artemis.

*

A imagem foi ficando esfumada e distorcida. Marte sentiu a consciência a voltar para o seu corpo inanimado, sentia o calor do sol a bater na sua testa e ouvia o piar dos pássaros.

Acordou. Sentiu uma presença.

Com uma reacção rápida Rei tirou a caneta do bolso e transformou-se.

- MARS CRYSTAL POWER, MAKE UP!

- SPARKLING WIDE PRESSURE! – gritou Júpiter saltando do topo de uma árvore, lançando uma centelha relampejante.

Marte abriu a mão e tomou a posição de arqueiro. Uma seta de fogo formou-se nas suas mãos.

- MARS FLAME SNIPER!

A seta de fogo foi lançada e encontrou-se com o disco de raios de Júpiter, provocando uma explosão que as cegou por momentos.

Júpiter aproveitou e contornou Marte escondendo-se numa árvore por detrás dela. O silêncio abateu-se.

- Eu encontro-te… PHOBOS, DEIMOS! – chamou. Dois corvos negros apareceram no céu, vindos do templo. Instantaneamente encontraram Júpiter e grasnaram, avisando a sua mestre.

Marte flectiu as pernas e colocou os braços em forma de cruz. Uma forma assustadora surgiu do seu corpo.

- MARS SNAKE FIRE!- uma cobra ardente serpenteou até Júpiter, fazendo-a saltar para um espaço aberto. – Agora não me escapas! – exclamou, com adrenalina nas suas veias. Desenhou um círculo brilhante no ar. - BURNING MANDALA!

A tiara de Júpiter exibiu uma antena e centenas de folhas de carvalho rodaram no seu corpo.

- JUPITER OAK EVOLUTION!

Os discos de Marte colidiram mais uma vez com as folhas de Júpiter, provocando pequenas explosões múltiplas mas de grande energia. A atmosfera ficou de um branco ensurdecedor devido à luz das explosões. Marte e Júpiter foram projectadas para o chão com violência.

Quando tudo ficou novamente visível, Marte abriu os olhos e deparou-se com um espectáculo de fogo que dançava entre as árvores.

- Ahhhhhhhh! – gritou histérica. - O MEU PARQUE! VAI BUSCAR A MANGUEIRA! A MANGUEIRA!!

Enquanto Júpiter corria para buscar uma mangueira, Marte ligou o sistema de rega automático, que, apesar de danificado, ainda esguichava alguma água. Apressou-se a buscar um extintor.

Pasados dez minutos, ela e Júpiter conseguiram apagar o fogo.

- Ufa… - suspirou Júpiter de alívio. - que tal considerarmos um empate? – sorriu com a cara chamuscada.

- Sim…! Pelo menos outro combate destes não vamos ter aqui no templo! – disse retribuindo o sorriso. - As outras duas?

- Ehehehe! Segue-me! – riu-se divertida, caminhando por entre a vegetação.

Marte seguiu Júpiter, não reparando numa antiga construção, que fora revelada devido aos buracos que as explosões provocaram na terra.

Quando chegaram à clareira do centro do parque, Minako e Sailor Moon estavam amarradas e dormiam ao sol com um pequeno fio de baba descendo-lhes da boca.

- Que vergonha! – gritou Rei a Usagi e Minako, já desamarradas e compostas. -Além de terem sido capturadas ainda por cima adormecem! E tu Minako! – ralhou, olhando-a com indignação. - Nem sequer chegaste a transformar-te!

- Então, mas a Júpiter apareceu por detrás… - falou baixinho, tentando desculpar-se.

- Mas isso o que importa? Se queres saber eu estava deitada quando ela me atacou e mesmo assim defendi-me. – respondeu Rei com um certo tom de orgulho na voz.

- Deitada? – perguntou Usagi com a sobrancelha franzida num tom acusador.

- Não é o que estás a pensar! – disse corada. - Tive… uma visão.

- Visão? Então foi por isso que estavas naquela posição… - pensou Makoto alto.

- Conta, conta! – pediu Minako entusiasmada, com um brilho nos olhos.

Todas se sentaram à volta de Rei, que começou a contar todos os detalhes.

Seguiu-se um silêncio após a explicação.

- Pelo que contaste, começou Makoto, essa conversa passou-se no dia do baile de máscaras, na noite em que o Reino das Trevas atacou o Milénio de Prata. E quando todas nós… bem… - calou-se olhando para baixo.

- Então a Mercúrio disse que para evoluirmos para Eternas precisamos de receber poder dos planetas guardiães e "dela"? – perguntou Minako.

- Exactamente. Resta saber quem é o "ela".

- Deve ser a princesa Serenity não é?

- Pela maneira de como nos estávamos a referir não me parece que seja a princesa. – opinou Rei pensativa. - Além de que a Serenity não era uma guerreira navegante.

- Ou então a rainha Serenity? Como guardiã do Ginzuishou e chefe das Sailors e do Milénio de Prata devia ter um poder enorme. – opinou Makoto imaginando a figura de uma mulher de cabelos prateados com olhar sereno.

- Porque será que não nos lembramos totalmente das nossas vidas passadas? – inquiriu Minako com uma certa pena no olhar.

- Talvez ainda não tenhamos despertado totalmente… - supôs Rei, inclinando-se enquanto o sol batia no seu cabelo negro por entre as árvores.

- Bem, mais uma coisa para descobrirmos. – disse Usagi tentando por um ponto final à conversa. Estava ansiosa para comer algo.

- Mas não se esqueçam que a Mercúrio também disse que temos que buscar poder aos nossos planetas guardiães. Então para isso temos que recolher o máximo de informações sobre eles e…

- E primeiro vamos ao parque da cidade. – interrompeu Usagi.

- Concordo, já é hora do almoço, ficamos aqui a manhã toda, quero ir a uma barraquinha comer um cachorro quente. – disse Minako ponto o braço sobre o ombro de Usagi.

- Eu também já petiscava qualquer coisa, lutar com vocês deixou-me esfomeada! – brincou Makoto piscando o olho.

- Pronto pronto, vamos lá então. – concordou Rei. - No carro da Usagi?

- Oh, vamos de metro, não me apetece conduzir…

Sairam do parque e foram em direcção ao templo para se arranjarem e trocarem de roupa. Desceram a grande escadaria que levava à rua e depararam-se com meia dúzia de jornalistas que esperavam à entrada do portão.

- Ai… Outra vez não… - suspirou Rei pondo a mão na testa.

- Não desesperes! - disse Usagi procurando qualquer coisa no bolso. - Aqui está! – exclamou, segurando na mão uma caneta colorida com um brilhante na ponta.

- A caneta da transformação! – exclamaram em coro, ao reconhecer a velha caneta.

- Juntem-se todas a mim! Poder Lunar! – gritou, atirando a caneta ao ar. - Transforma-nos em quatro lindas polícias!

Uma série de faíscas saíram do brilhante e envolveram-nas. As quatro transformaram-se em mulheres fardadas de cabelo curto. Dirigiram-se confiantes ao portão, abrindo.

- Polícia! – gritou Usagi, ponto uma voz autoritária.

- Ficam desde já avisados que o incidente do templo Hikawa está sobre investigação e é estritamente proibido recolher declarações da bela e elegante menina Rei Hino e seus familiares e amigos, sob pena de multa pesada! – berrou Rei libertando toda a sua raiva acumulada, entre perdigotos.

Os jornalistas começaram a cochichar entre si.

- Dispersar, dispersar! – ordenou Makoto. Os jornalistas rapidamente saíram do local mandando insultos inaudíveis.

Logo de seguida voltaram ao normal. Dirigiram-se à estação do metro, embarcando para o parque municipal. Três estações depois saíram no solarengo parque.

- Ahhh! Como eu adoro Juuban! – exclamou Minako espreguiçando-se enquanto entrava no parque.

- O metro é espectacular, chegamos aqui rapidíssimo. – observou Rei olhando para o relógio.

- A Usagi? – perguntou Makoto, apercebendo-se da ausência de uma das amigas.

Avistaram Usagi cerca de setenta metros à frente, numa barraquinha de lanches, pedindo um cachorro super size.

Depois de todas terem feito os seus pedidos, sentaram-se a comer à sombra de um grande carvalho.

- Hoje está um dia óptimo, nem parece Abril…

- É verdade. Adoro estar aqui no parque a observar as pessoas que passam. Encontramos cada uma…! – disse Minako divertida.

Uma forte ventania levantou-se no local, agitando as árvores.

- Aii, que vento tão forte! – exclamou Usagi ficando com os seus odangos todos despenteados. - Deixa-me arranjar o cabel…

Paff!

Um chapéu bege embatera em cheio na sua cara, fazendo com que ela deixasse cair o cachorro por si abaixo, sujando a roupa toda. A ventania parou tão de repente como começara. O vestido de Usagi apresentava-se todo manchado de Ketchup e mostarda.

- Ah ah ah ah ah ah! – riu-se Rei histericamente engasgando-se com a comida. - É uma trapalhada típica tua!

- Ai sim? Dá cá um abraço amiga! – sorriu maldosamente, abraçando Rei e fazendo com que esta ficasse também suja.

- Como te atreves?! Toma!! – gritou, atirando o seu cachorro cheio de molho para a cara de Usagi. As duas envolveram-se numa luta de comida.

- Ai ai… O pobre chapéu que está no meio delas é que está a sofrer. – observou Makoto levantando-se do banco juntamente com Minako, para não levarem com os restos de comida.

- Desculpem? – perguntou uma voz afável, interrompendo a discussão.

- Sim?! – exclamou Rei irritada com os olhos tapados de maionese.

- Penso que vocês têm o meu chapéu… - disse uma rapariga de longos cabelos verdes esboçando um sorriso.