Capítulo 1: Tudo De Novo

-ABERRAÇÃO!

-Petúnia, você só está com ciúmes!

-PORQUE EU ESTARIA COM CIÚMES!? Você vai embora e eu nunca mais vou olhar na sua cara! Vou me casar com Valter e esquecer que não sou filha única, como eu sempre quis! E não vou com você, me encontrar com seus amigos esquisitos!

Petúnia era a mais velha e a mais irritante das irmãs Evans. Tinha cabelos curtos, ondulados e negros, e olhos muito azuis. Ela era apenas invejosa, por não ser bruxa, mas nunca admitiria isso.

Lily suspirou, exausta. As discussões com a irmã ficavam cada vez mais irritantes e cansativas. Os pais assistiam a briga calmos, sentados no sofá. Jennet, sua mãe, era uma mulher gentil, que nunca perdia a compostura, nem mesmo com as filhas. Tinha os cabelos castanho avermelhados e olhos verde clarinhos. Lily tinha herdado as características da mãe, só que mais fortes. Os cabelos da caçula eram ruivos e lisos, até o meio das costas e tinha olhos esmeraldas, ressaltados pela grossa camada de cílios negros. O pai, Michael, do contrario, tinha passado os olho turquesa e os cabelos pretos, agora grisalhos, diretamente para a mais velha, menos a personalidade. Ele tinha um ar de riso quando via as duas brigando, mas não gostava de se atrasar, principalmente naquele dia. E Lily sabia que estava com a razão, e também não conseguia parar de sorrir sabida para a irmã.

-Eu vou para o meu quarto, ligar para o meu noivo! – Petúnia saiu, batendo pés até a escada. Pouco depois, os três escutaram a porta bater. Túnia tinha desenvolvido um prazer imenso em jogar na cara de Lily que iria casar-se, com o idiota horroroso do Valter Dursley. Anotação Mental: Curtir com o sobrenome novo da Petúnia, a Ruiva pensou, rindo silenciosa.

-Relaxem. – Jennet falou calma, afagando o ombro tenso do marido e sorrindo para Lily. – Valter ligou ontem à noite, ele saiu em uma conferencia com o pai e volta amanhã. Ela vai. – Ela levantou-se, e subiu alguns degraus, chamando Petúnia.

-Pai... – Ela miou, aparecendo na ponta da escada com a mãe, depois de muita insistência de Jennet. – Eu não quero ir ver aquele monte de esquisitos que andam com a Lílian. Eles me assustam!

Lily sabia que não era medo que Petúnia sentia, e sim ciúmes. Um ciúme imenso de não ser especial, como ela. Medo ela sentia toda vez que brigava com Lily e a Ruiva a ameaçava com algum feitiço novo. E com novo ela queria dizer inventado.

-Você pode ficar na plataforma, não precisa entrar. Eu fico com você, que tal Moranguinho? – Os apelidos de seu pai eram duvidosos, mas eficazes. Para Lily era Pimentinha ou Cerejinha, por causa do cabelo e pela facilidade em ficar vermelha, para Petúnia era Moranguinho, pelas sardas quase inexistentes que tinha no pescoço e nos ombros, manchando a pele de mármore.

Petúnia fez bico antes de concordar silenciosa. A família saiu para fora da casa e todos entraram no carro, menos Lily. Seria a ultima vez a entrar ali, fora as visitas que faria, claro. Nas férias iria mudar-se para um apartamento nos arredores de Londres, com as amigas, porque já eram todas maiores de idade. Sentiria saudades, menos por Petúnia, obviamente. Sabia que a irmã também não suportava a idéia da irmã caçula sair de casa antes dela. Os pais tinham combinado que antes do casamento, Petúnia moraria com eles, o que rendeu vários dias de birra.

Ela entrou no carro e encostou a cabeça na janela, vendo a casa ficar para trás.

xXx

Depois de 10 minutos para chegar até a plataforma e alguns outros minutos se despedindo do pai, e dois segundos para dizer Adeus para Petúnia, Lily e a mãe atravessaram a barreira, para encontrar a incansável visão da plataforma apinhada de gente e a enorme locomotiva vermelha soltando baforadas de fumaça.

-Mãe, tenho que encontrar uma cabine e depois ir ver a Professora Mcgonagall, sobre os meus turnos de Monitoria e...

-Ah, querida, vou sentir tanto a sua falta! – A mãe a abraçou fortemente e Lily pode sentir as lagrimas de alegria que saltavam dos olhos da mulher manchar sua blusa. – Prometa que escreverá, está bem?

-Prometo, também sentirei sua falta mamãe. Boa sorte com a Túnia. – Ela soltou-se do abraço e saiu correndo até a porta do vagão, olhando dentro de todas as cabines. Não conseguia prestar muita atenção ao que estava fazendo, então não percebeu alguém se aproximou furtivamente por trás.

-Lily! – Ela ouviu as costas chiarem quando uma garota pulou em suas costas.

-Viv, ta doendo. – Ela reclamou, rindo. O trem começou a se mexer, prejudicando ainda mais o equilíbrio de Lílian.

-Ops. – Ela desculpou-se, ficando de frente para Lily. Vivianne Carter tinha a pele morena, combinando com os olhos castanhos quase pretos e os cabelos chocolate ondulados, que eram apenas alguns dedos maiores que os de Lilian. As vestes da Grifinória já postas contornavam as curvas leves de Viv, muito bonita. – Você tá uma gata hein? Adorei a franja! – Ela passou os dedos na franja transversal da ruiva, brincando com os fios.

-Obrigada, você está bem... Menor. – Brincou Lily.

-Eu não encolhi você é que cresceu. Agora vem logo, que a Katty ta guardando o vagão. – Ela puxou a Ruiva, quase a derrubando. Jogar Quadribol era ganho de músculos direto, mas não interferiu nas formas femininas de Vivianne, só a fez ficar mais forte.

As duas eram melhores amigas desde o primeiro dia em Hogwarts, quando caíram no mesmo Dormitório. À primeira vista, Vivianne era muito independente, mas, com o tempo, Lily descobriu que a morena era muito simpática e boa amiga, ajudando sempre que possível.

Ela guiou Lily algumas cabines para trás – Por algum motivo Lily não as tinha visto. – e abriu. Dentro dela, uma garota de cabelos pretos lia calmamente uma revista trouxa. Também usava vestes da Grifinória, mas a gravata estava solta em volta do pescoço e a saia perigosamente mais curta.

-Katty, achei a Lily!

Ela levantou os olhos e virou-se, revelando-os claros, entre verdes e azuis. A virada de cabeça também revelou uma mecha branca e azul, do lado esquerdo da cabeça, escondida entre os fios.

-Lils! – Ela levantou-se, abraçando a Ruiva. – Saudades! Adorei seu cabelo! Eu posso... – Ela fez bico. A Ruiva girou os olhos e concordou, com um aceno de cabeça.

Os cabelos de Katherine começaram a mudar de forma, até a garota ganhar uma franja como a de Lily. Ela olhou seu reflexo na janela e uniu as sobrancelhas. A mecha azul e branca sumiu e nasceu novamente, na franja.

-Bem melhor! Já estava cansada desse cabelo. – Ela reclamou, abrindo a revista novamente. Lily olhou, já imaginando e descobriu ser uma revista de moda trouxa. Katty era apaixonada por mudar o visual. Quando nasceu, tinha cabelos loiros, que no dia seguinte tornaram-se roxos, mostrando-se uma nova Metamorfomaga. E era linda em vários sentidos, sem seus poderes. Filha de Milionários, e treinada para ser a noiva perfeita desde sempre, ela cansou-se e virou rebelde. Saiu de casa aos 15 anos e foi morar em uma luxuosa cobertura, em bairro trouxa, financiada por seus pais preocupados, e para onde Lily e Vivianne iriam se mudar.

-Ah, eu tenho uma coisa para mostrar. – Disse Vivianne, sorridente. – Ganhei de aniversario. Na verdade são duas.

-Que seriam...? – Lily incentivou.

Ela se levantou e subiu a camisa, revelando o desenho de uma Lua Minguante, com uma Fada sentada na ponta, os cabelos castanhos como os de Viv, um vestido roxo esvoaçante e asas de Borboleta, azuis escuras no centro, clareando até as bordas. A figura toda era bem detalhada, mas pequena em seu todo, ocupando um pedaço da cintura fina da morena.

-É linda. Doeu? – Lilian perguntou curiosa.

-Um pouco, mas você acostuma, tatuagem trouxa dói muito mais. Fui para Miami com meus pais e pedi de aniversario. A outra eu não posso mostrar.

-Por quê? – Katty perguntou receosa com um sorriso divertido.

-Não é o que você está pensando. É... Digamos que é secreta e ponto! – Ela riu. – Alguma hora eu mostro. E vocês, o que ganharam de aniversario?

-Um carro, lindo e meu. Só meu! – Katherine comemorou. – Vamos poder passear até não poder mais nas férias!

-Alguns livros, bastante dinheiro e o carro eu vou ganhar no Natal. – Lily disse. – E o maior presente de todos, me livrei da Petúnia para sempre!

-Ai, eu me lembro da sua irmã, ela me dá calafrios, sabia? Olhava-me de um jeito que perfura até aço. – Vivianne reclamou. – Falando em coisa ruim, eu tenho uma má notícia, o...

-Lily? – Um rapaz perguntou, parando na porta do vagão.

-Ah, não... Tava demorando. – Miou a Ruiva.

-Lily, que saudades de você! Feliz Aniversário atrasado! Eu trouxe um presente, mas tá no meu vagão, eu busco daqui a pouco. – James se jogou ao lado de Lily, abraçando-a e beijando sua bochecha.

-Potter, me larga, por favor. – Ela disse beirando a educação.

James Potter era um Grifinório, também do último ano. Tinha cabelos castanhos bem escuros, um pouco compridos e muito despenteados, e olhos castanho-esverdeados, emoldurados por óculos de aros retangulares. Muito bonito, alto e musculoso também. Menos para Lily, é claro. Para ela, ele não passava de um convencido, metido e arrogante, que a tomava por propriedade, por que "podia". Desde o primeiro ano, James sente uma leve queda por Lilian. Ok, sejamos sinceros, ele tinha mesmo era um tombo-escandaloso-de-cara-no-chão-do-alto-da-torre-da-astronomia-no-meio-da-lama por Lilian.

-Qual é Ruivinha? Estamos nessa de "Potter" á seis anos! Meu nome é James e o seu...?

-Evans, pra você.

-Você vai ceder, todas cedem. – Ele se espreguiçou, colocando um braço em volta de Lily, e passando a mão livre nos cabelos, rebelando-os mais ainda, coisa que acontecia com freqüência, quando a ruiva estava por perto. Lily, por sua vez, girou os olhos, coisa que acontecia com muita freqüência quando ele estava por perto.

-Todas não têm cérebro, se você quer saber. – Ela comentou com um sorriso sarcástico. – E eu não sou todas, Potter. – Ela tirou o braço de James, fazendo uma careta como se estivesse segurando alguma coisa morta.

Ele ignorou, apenas voltando a colocá-lo no lugar e prendendo-o ao redor da Ruiva, que não conseguiu desvencilhar-se.

-Ei Viv! – Ele cumprimentou Vivianne com um sorriso ofuscante. – Como foram as férias?

-Ótimas Jay. Fiz uma tatuagem. – Ela trocou um olhar com as amigas, escondendo a informação da segunda tatuagem.

-Legal, Posso ver? – Ele fez bico depois da morena acenar negativamente com a cabeça. – E você Addams?

-Bem, obrigada. – Ela respondeu, por trás da revista.

Ao contrario de Lily, Viv se dava muito bem com James. Tanto que o Maroto a considerava sua melhor amiga e futura primeira Marota, não que ela quisesse, e uma certa pessoa aceitasse. Os dois tinham se conhecido em uma detenção, no Primeiro Ano. Coisa rara, já que James estava sempre em detenção com os amigos a tiracolo... Katty e ele apenas eram educados um com o outro.

-Olhe o que temos aqui!

Por falar em Diabo... Viv pensou, suspirando derrotada.

Sirius Black era o fiel braço direito de James, cara por quem metade da parte feminina de Hogwarts suspirava. Da outra metade, a maioria suspirava por James. Bonito, atlético, alto, Sirius era de fato muito bonito. Seus cabelos um pouco compridos, que caiam em seus olhos cinza, às vezes azuis-esverdeados, e uma rala barba, davam a ele um ar sexy e rebelde, que atraia a muitas. O problema desse Deus Grego? Ele tinha total consciência disso. Muita consciência.

Ele se jogou ao lado de Viv, com um sorriso presunçoso.

-Como foram às férias sem mim, Carter?

-As melhores da minha vida Black. Miami é recheada de caras sarados e lindos.

-Duvido que ganhe de mim dessa vez, querida. – Ele desafiou.

-Vão fazer isso novamente? – Alguém perguntou, fazendo todos olharem para a porta. – Que criancice.

-Eu que o diga, Lupin. – Katty comentou rindo. Tinha baixado a revista e observava os dois casais como se fossem um programa de TV muito interessante.

Remus Lupin se acomodou ao lado de James, acenando negativamente com a cabeça, um sorriso encarapitado no canto da boca. Tinha cabelos curtos, cor de areia e olhos âmbar. Era muito bonito, apesar de sua aparência cansada, e tinha um ar misterioso que agradava muitas garotas. A novidade do ano era um brinco de argola pequeno, preso no topo da orelha. Os Marotos deviam ser culpados, é claro, pois Remus era o mais certinho dentre os quatro. Os braços musculosos estavam cruzados em frente ao peito, deixando os rastros brancos das varias cicatrizes a mostra. Ele usava varias desculpas para explicá-las, mas a verdadeira razão era que, nas noites de lua cheia, ele saia às escondidas até o Salgueiro Lutador, onde havia uma passagem para a Casa Dos Gritos, e lá se transformava em um enorme Lobo cor de areia de olhos brancos. (N/A: Depois que assisti a Sangue e Chocolate, e li a serie Crepúsculo, acho muito mais legal se o conceito Lobisomem for mudado para "Lobos do tamanho de cavalos". É mais fofo e mais fácil de imaginar.)

-Quantas? – Viv perguntou, ignorando Remus e fuzilando Sirius.

-Sete. – Ele sorriu vitorioso.

-Nomes?

-Stella, Cathy, Andrea, Vanessa, Leah, Alice e Heather. E você Srta. Carter? – Ele perguntou presunçoso.

-Alex, Peter, John, Eli, Jared, Jake, Paul, James, Seth e Matt. Faça as contas Black, são dois a mais. Me deve cinco Galeões, novamente. – Ela riu.

-Droga. – Ele socou a própria perna. Depois um sorriso nasceu em seus lábios. – Quer me fazer ter oito, Carter? – Ele aproximou o rosto do dela, passando um braço pelos ombros da Grifinória.

-Nem em seus melhores e mais fantasiosos sonhos, Black. E isso ainda me deixaria na frente. Remus muda comigo, por favor?

O loiro levantou-se, sentando-se entre Katty e Sirius, e Vivianne foi se sentar ao lado de James. Lupin não pode deixar de sorrir discretamente.

-E o Pettigrew? – Lily perguntou, enquanto afastava o braço de James pela centésima vez.

-Com Alice. Os dois não se desgrudaram desde que se encontraram na plataforma. É de deixar doente, os dois naquela agarração. – James reclamou.

-E falando dos dois pombinhos... – Cantarolou Katty.

Peter Pettigrew era o quarto integrante dos Marotos. Não tão bonito e atlético quanto os outros, mas apresentável, Peter tinha cabelos curtos cor de palha, meio ondulados, e olhos azuis claros. Ele vinha abraçado com a atual namorada, e companheira de quarto das meninas, Alice Woore. Uma linda Grifinória de cabelos loiros escuros, abaixo dos ombros, lisos, e olhos azuis de um tom impressionante. Apesar de Peter não ser muito alto e ela não ser tão baixa, ela batia um pouco acima dos ombros do Namorado. Depois de cumprimentarem todos, os dois ocuparam os lugares restantes.

-Como eu estava dizendo, antes de ser interrompida por um ser que usa óculos... – Viv brincou e James se fez de ofendido. – Tenho uma má notícia. Horrível, aliás.

-Que horror, Carter. – Peter comentou. – Parece que alguém morreu.

Ela riu sem humor.

-É bem provável que isso aconteça, porque o Drake vai ser instrutor de Poções do Sétimo Ano.

-Aquele veado do seu irmão vai dar aula para a gente? – James perguntou fechando os punhos.

-Olha quem está falando, Pontas. – Sirius riu.

-Você me entendeu, Almofadinhas. Aquele idiota só não engole a Lily por que seria considerado canibal! Se ele der em cima de você uma vez que seja... – Ele apontou para Lily, olhando fundo nas duas esmeraldas, até Lily quebrar contato.

-Eu sei me defender muito bem, Potter. E, com todo respeito Viv, seu irmão é o cúmulo! Ele chega a ser pior que esse aqui. – Ele gesticulou para James, que pareceu inacreditavelmente feliz por saber que Lily o preferia. Sonho dele, claro.

Drake Carter era o irmão mais velho de Viv, apenas com um ano de diferença. Ele era, como se fosse, um Maroto elevado a alto nível. Ia sempre bem na escola, tinha fama de conquistador e era Sonserino. No Quinto Ano, Viv levou Lily para passar uma temporada na Mansão Carter, e foi naquele dia que Drake "descobriu" a Ruiva. Depois de duas semanas tentando algo com Lily, na volta a Hogwarts ele não parou. Ele a seguia a todos os lugares chegando a ser pior que James. Que por sua vez, vivia em pé de guerra com o rapaz. Quando Drake saiu de Hogwarts, Lily pensou que tinha se livrado do tormento de vez. Doce engano, lá estava ele para atormentá-la novamente.

A cabine se abriu e um rapaz de cabelos castanhos escuros e olhos verdes musgo entrou, ladeado por dois outros garotos, um loiro platinado de olhos gelados e o outro de cabelos pretos escorridos em frente ao rosto pálido, um nariz parecido com um gancho e olhos penetrantes e negros. Os três com vestes Sonserinas.

-Como vai Carter? Ficou depressiva nas férias sem mim? – O primeiro perguntou com uma sobrancelha erguida de forma presunçosa.

-Esqueça, Avery. – Sirius juntou as mãos atrás da cabeça, se acomodando mais no banco. – Já tentei essa.

-Não falei com você, Black. – Ele respondeu calmo, sem tirar os olhos de Viv. A morena levantou-se, para a surpresa de todos, saindo com Avery, não antes de olhar para Sirius com ar superior e murmurar.

-Dez.

O casal sumiu pelo corredor, deixando os outros dois parados a porta.

-Vocês dois não querem entrar e tomar um chazinho, não? – James perguntou cínico, batendo as pestanas para os dois, fazendo todos rirem.

-Só tome cuidado para não cair óleo do seu cabelo no chá, viu querido Ranhoso. – Sirius provocou Severus Snape, o garoto de cabelos negros.

-Dobre a língua, traidor. – O loiro disse com sua voz arrastada.

-Malfoy, caia fora daqui, somos quatro contra dois, até você não é tão burro. – Remus disse calmo.

-E nós somos o que, Lupin? Pedaços de carne? – Reclamou Katherine, fuzilando Remus.

-Ok, ok. Somos sete contra dois, feliz Addams? – Ele devolveu sorrindo para Katty de forma cínica.

-Radiante. – Ela escondeu o rosto na revista.

-Ora, ora. O que temos aqui? Outra adoradora de Trouxas. – Lucius Malfoy continuou, fazendo Severus sorrir enviesado.

Katherine sacou a varinha e levantou-se rapidamente cravando no pescoço de Lucius. Severus sacou a sua e apontou para a Grifinória. Em uma fração de segundos, os outros tinham as varinhas fora das vestes, revezando-se entre Malfoy e Snape.

-Se me chamar assim novamente, Lucius, nem a querida Narcisa vai reconhecê-lo. – Katherine baixou sua varinha, empurrando os dois para fora e fechando a porta. – Esses Sonserinos me tiram do sério. – Ela sorriu, como se nada tivesse acontecido.

Os outros riram, relaxando. O resto da viagem foi tranqüila, os Grifinórios fizeram um campeonato de Snap Explosivo e fizeram um piquenique quando o carrinho de doces bateu na cabine. A viagem seguiu tranqüila, mesmo que Sirius ficasse olhando para a porta de cinco em cinco minutos, na esperança de Vivianne voltar, o que não aconteceu. Lily e Remus saiam de vez em quando para os turnos pelo trem, por serem Monitores Chefes da Grifinória. Depois que desembarcaram na plataforma os dois separaram-se dos amigos par ajudarem os alunos do primeiro ano e Viv apareceu para pegar uma carruagem com as amigas, não antes de contar a Sirius os detalhes de sua visita a cabine Sonserina, o que fez o rapaz fechar os ouvidos. Fora isso, eles estavam de volta.

xXx

Reviews:

Yuufu: Oi! Então, eu e a Marina – Escrevemos juntas. – tínhamos até pensado nisso do Ministério da França, pq realmente deve ter um Ministro para cada país, mas ia dar muuuito trabalho (E eu sou "meio" preguiçosa). Ela estava na França, no Flashback, mas fora dele ela estava na Inglaterra. E o Voldemort só foi para a França porque precisava de uma informação... Mtos Beijoss

N/A: Entãããão? Q vcs acham do cap 1? Perguntas?

Bjoss