Capítulo: Pagamento
Sem beta. WIP.
Dirigiram-se ao quarto apenas tateando as paredes. Viram os monitores com lanternas guiando as crianças mais novas para seus quartos e pedindo a todos que trancassem suas portas e não saíssem de lá por NASA.
Mello achou aquela confusão toda simplesmente ótima. Colocaria em ação suas fantasias com Matt mais cedo do que imaginara, seria naquela mesma noite.
Assim que entraram no quarto, Mello passou a tranca.
"—Droga." – Praguejou Matt.
"—O que foi?"
"—Esqueci de pegar algo pra comer. Agora vou ficar com fome." – Reclamou.
"—Come meu chocolate." – Sugeriu.
"—Cê ta falando sério?" – Mello nunca fora alguém de compartilhar as coisas. Principalmente chocolate.
"—Claro." – Disse depositando os 'acessórios' sobre o colchão.
"—Ah, valeu Mello." – Sentou-se em sua cama.
Keehl pegou uma das barras e ficou ao lado do ruivo. "—Pega." – Estendeu em direção ao amigo. "—Pode comer todinha" – Deu ênfase as duas últimas palavras. Um riso obsceno não saía de sua boca.
"—Nossa!" – Pegou inocentemente e retirou rápido o papel que envolvia. "—Valeu mesmo." – Parecia uma criança de seis anos ao ganhar um cobiçado presente de tão feliz. Era bom ganhar algo do loiro.
"Não agradeça, depois é o meu pagamento." – Refletia imoralmente.
Matt comia com tanto gosto que se melava todo e nem se dava o trabalho em limpar.
O loiro se segurava para não lamber tudo naquele mesmo momento, mas teria paciência. Nem que fosse uma vez em toda sua vida. Entretanto era obvio que estava sendo muito difícil. Principalmente quando via pela penumbra Mail lamber os dedos. Tentou afastar todos aqueles pensamentos obscenos e levantando-se foi até sua cama. Procurou as velas e os fósforos que havia pegado mais cedo. Acendeu e pôs perto da cama de 'vermelho'.
"—Cuidado pra num queimar nada. Seriamos expulsos daqui se fizéssemos um incêndio no meio desse apagão." – Avisou.
"—Quem liga? Mas eu vou ter cuidado." – Já estava ficando levemente rouco. Era inevitável. Já se segurara por muito tempo.
"—Humm, realmente estava ótima." – Falou assim que comeu tudo.
"—O gosto..." – Sentou-se novamente as lado do amigo colando-se a este.
"—O que é que tem?" – Estranhou as atitudes do outro.
"—O gosto é bom? Foi gostoso?" – Quase gemia enquanto aproximava o rosto.
"—Si... sim. É." – Sentiu uma mão ardente em suas coxas.
"—Eu quero provar." – Lambeu ousadamente os lábios do ruivo. Sua língua, sensual, pedia passagem para o interior daquela boca quente.
Matt entreabriu o contorno de sua boca, dando passagem para os primeiros desejos de Mihael. Gemeu abafado com a ousadia em que era beijado. Agarrou-se a camisa negra, cerrando os olhos e deixando-se levar.
Mello só o soltou pela falta de ar.
"—O-o que está fazendo?" – Indagou assim que conseguiu normalizar a respiração.
"—Eu quero meu pagamento." – Empurrou Matt no colchão e ficou entre suas pernas. "—Acha..." – Ficou sobre o outro e gemeu sensual em seu ouvido. "—Que eu iria te dar tanto chocolate e não..." – Esfregou-se no ruivo. "—Iria querer nada em troca?"
"—Não." – Choramingou.
"—não quer?" – Seu rosto era uma mescla de seriedade e prazer. Não queria ter que obrigar ninguém.
"—Não achei que iria sair barato." – Sorriu.
"—E o pagamento vai ser por livre e espontânea pressão?"
"—Não, eu quero." – Expôs enlaçando o germânico com as pernas.
"—Humm...' – Deu leves mordiscadas no pescoço a sua frente.
"—Me-Mello." – Virou o rosto rubro.
"—Eu estou aqui." – Falou rouco adentrando sua mão por debaixo da camiseta listrada.
Mail estava ofegante. Seu corpo tremia de tanto desejo.
Entretanto o pagamente não se resumia apenas em prazer, queria ver aquele corpinho lindo sentir dor e implorar para ser violentado. Só em pensar sua excitação doía na calça preta. Sabia que não era normal ter aqueles pensamentos, afinal só tinha 14 anos. Então o único jeito de aplacar aquelas idéias era colocá-las em pratica. Em um movimento rápido prendeu os pulsos de Jeevas porto da cabeceira e amarrou-os com os lençóis.
"—Que pagamento é esse?" – Inquiriu alarmado elevando o tom de sua voz.
"—Shh..." – Tapou a boca do "vermelho" com a mão. "—Eu não quero te amordaçar agora." – Confessou.
"—O... o que... pretende?" – Tinha medo apesar de alguma forma aquilo o excitar mais.
"—Brincar..." – Sorriu lúbrico. Levantou e pegou a faca e direcionou-se para Matt novamente. "—Brincar a noite toda." – Deixou seu hálito quente roçar no ouvido de sua presa.
Continua.
N/A:
Agora é que vai ficar bom *-* a próxima postagem será a ultima e com um bom Dark. REVIEWS!
Ah, uma review por capítulo. Já que postei os dois ultimos juntos!
