Capitulo V

Edward parou o carro em frente da minha casa.

- Bella, nós mais tarde vimos te buscar. – Alice disse-me e depois sussurrou ao meu ouvido. – Para conversarmos.

Eu virei a cabeça para trás e fiz uma careta. Edward encarava-nos com o sobrolho franzido. Olhei para ele e mandei o meu melhor sorriso colgate, coisa que só ele conseguia.

- Então… Até logo. – despedi-me deles. Saí do carro e Alice mandou-me um sorriso encorajador. Edward levou-me a mala até a porta e despediu-se com um beijo no rosto.

Suspirei quando vi o Volvo Prateado a desaparecer. Ai, Ai Bella. Prepara-te.

Meti as chaves na fechadura e abri a porta lentamente.

- Pai? – chamei. Como ninguém respondeu e o seu carro não estava parado na frente da casa, percebi que estava sozinha. O que me dava mais um tempo de preparação.

Subi com a mala para o meu quarto, lentamente, porque aquela porcaria era pesada. Culpada: Alice Cullen. Se ela não me enchesse isto de roupas, talvez estivesse mais leve.

Abri a porta do meu quarto, larguei a mala e atirei-me para minha cama que chiou como uma louca que mais parecia aquelas portas que fazem muito barulho nos filmes de terror, quando são abertas.

Estúpida cama velha, pensei aborrecida.

Já sentia falta do conforto, do espaço e do cheiro a novo da cama do Hotel em Las Vegas. Aquelas almofadas fofas, os lençóis de seda e um colchão fantástico. Empregados que vinham trazer o pequeno-almoço, como aquilo era bom.

O barulho de um carro trouxe-me á realidade.

Levantei-me e corri para a janela que dava para ver o jardim da frente da casa. Procurei pelo carro que tinha-me "acordado".

Oh não, pensei quando reconheci o carro. Era o meu pai.

Corri de volta para o meu quarto e arrastei a mala para cima da minha cama e fingi-me ocupada. Talvez se ele me visse a fazer alguma coisa, não me atormentaria com perguntas.

Claro que não me importaria de as responder um ou dias atrás. Porque não tinha acontecido nada de mal, agora casamento, isso era outra conversa.

E por falar em casamento…

Olhei para a minha mão esquerda e vi que o anel ainda lá estava. Tentei puxa-lo mas aquilo não queria sair.

- Ai não. – queixei-me – Eu sei que gostas muito do meu dedo, mas por favor saí. – ralhei desesperada com o anel. Tentei puxa-lo com mais força quando notei que a porta de casa tinha sido aberta.

Depois de várias tentativas falhadas, decidi então que seria melhor ficar com o anel em vez de tirar o dedo fora. Esconderia o máximo, o anel da visão de Charlie, ou então teria que inventar uma história.

- Bella? – ouvi Charlie a chamar-me.

Arregalei os olhos e juntei as mãos como uma santa.

- Por favor, Santinha das Noivas Bêbadas, ajude-me! – implorei olhando para o tecto do meu quarto. – Estou aqui em cima. – gritei. Ouvi barulhos a aproximar-se, o que significava que o meu pai estava a subir as escadas.

- Bella! – exclamou o meu pai quando me viu. Tentei rapidamente desfazer a careta que se criou no meu rosto.

- Pai. – falei mais calma que ele.

Ele caminhou até mim e deu-me um abraço. Afastou-se e olhou-me de cima abaixo, como se eu tivesse estado vários anos sem vir a casa.

Hello ?! Eu estive uma semana, não um ano!

Escondi a minha mão esquerda atrás de mim, para ele não conseguir ver o anel.

- E então… Conta-me. Como foi? – perguntou enquanto se sentava em cima da minha cama.

Oh, não. Vai começar o interrogatório á detective. Calma, Bella.

- Er… Foi bom. – respondi enquanto me concentrava a tirar a roupa da mala e coloca em cima da cama.

- Só bom? – questionou Charlie desconfiado. Levantei a cabeça para o encarar, ele estava com a testa franzida.

- Sim. – disse simplesmente. Enquanto eu fosse só monossílaba, eu tinha a certeza que não sairia nenhuma asneira da minha boca.

- Tudo bem. Eu vou dormir um bocado. Qualquer coisa, já sabes. – disse-me e eu apenas acenei positivamente com a cabeça.

Continuei a fazer o que estava fazer até ouvir a porta do seu quarto a fechar. Larguei tudo e fui á minha bolsa, procurar o meu telemóvel.

Vasculhei-a toda e não encontrei. Porra, não me lembro da mala ter buracos. Peguei nela e virei para baixo, deixando tudo o que tinha dentro cair em cima da minha cama. Separei as coisas, e finalmente encontrei-o.

Peguei nele e marquei o número de Alice.

Allie atendeu no segundo toque.

- Bella? – perguntou Alice.

- Não, o Drácula. – suspirei.

- Oh. Então, ó Drácula como é que correu?

- Até agora tudo bem. E aí?

- Aqui está a ser um bocado complicado. O Edward está desconfiado. – disse-me.

- Oh, não. Ele não pode saber… Ainda. – respondi desesperada.

- Porquê? – perguntou-me confusa.

- P-p-por nada. A que horas vens me buscar? – questionei tentando mudar de assunto.

- Por volta das sete. Jantas e dormes aqui. Tchau. – e desligou sem me deixar responder.

Peguei numa mochila e coloquei algumas das roupas que ainda estavam na mala. Entre elas, calças de ganga, camisolas, t-shirts XXL para dormir, calças de fato-de-treino e roupas interiores. Fechei a mala e coloquei no chão perto da cama.

Sai do meu quarto e desci em direcção á cozinha. Preparei lasanha para o meu pai comer quando acordasse.

Olhei para o meu relógio de pulso e vi que já eram 18h e 30. Subi para o meu quarto novamente e peguei num caderno e escrevi um bilhete para o meu pai para avisar onde eu estava quando ele acordasse.

Entrei no seu quarto lentamente para não o acordar e pus o bilhete na mesa ao lado cama.

Voltei para o meu quarto, mudei de camisola, penteei o meu cabelo, coloquei o telemóvel na bolsa da calça e peguei na mala.

Desci as escadas devagar e sentei-me no sofá da sala á espera da buzina de um carro.

Não demorou muito até ouvir a buzina. Olhei pela janela e deparei-me com o Volvo. Mas, onde é que esta o Porshe?

Vesti um casaco, peguei nas chaves e saí de casa. Quando fechei a porta e virei-me de frente para o carro, deparando-me com Edward encostado ao seu carro. Maldita Alice, pensei.

- Oi – cumprimentei-o sem o encarar.

- Hey – respondeu e abriu-me a porta do carro, do lado do passageiro. Sempre tão cavalheiro, pensei com um leve sorriso.

Entrei no carro em silêncio, coloquei a mala aos meus pés, e esperei-o entrar do lado do condutor, o que não demorou muito.

Estava amaldiçoar Alice em pensamentos, quando ele me interrompeu.

- Está tudo bem? – perguntou-me olhando-me nos olhos.

- Sim. Porque não deveria estar? Eu… - calei-me quando vi que já estava a falar demais.

- Bella. – chamou-me com a sua voz sedutora. – O que estás a esconder? – continuou olhando nos olhos e com a voz suave.

Controla-te Bella, controla-te. Respirei fundo.

- Nada. – respondi tentando parecer convincente. Só que ele conhecia-me demasiado bem.

- Não me enganas. – disse-me confirmando o quanto me conhecia.

Olhei-o nos olhos e ele encarou-me de volta. Suspirei, não conseguia mentir para o meu melhor amigo. Não, quando nunca havia segredos entre nós e apoiávamo-nos mutuamente. Então decidi não mentir, apenas adiar a verdade.

- Eu depois conto-te. – respondi. Ele sorriu quando percebeu que eu iria-lhe contar mesmo a verdade.

- Tudo bem. – disse-me satisfeito. Sorri e continuei a olha-lo mesmo quando ele se virou para a estrada.

O que eu faria sem ele? Nada.

Despertei do meu transe quando chegamos na sua casa. Saí do seu carro rapidamente, pegando na mala e deixando-o confuso. Corri para dentro de casa e dei um "Olá" rápido a todos, que também me encararam confusos. Continuei a correr pela escadaria acima e só parei quando cheguei no quarto de Alice.

Ela estava em cima da cama á minha espera. Entrei no quarto, encostei-me á porta e deixe-me escorregar até ao chão enquanto ofegava.

- Allie… O que… vamos fazer? – perguntei ofegante.

- Vamos ao meu pai. – disse-me decidida.

- Quando? – perguntei confusa e incrédula.

- Hoje. – respondeu e eu engoli a seco enquanto a encarava desesperada. – Calma, Bella. Falamos com o meu pai, ele de certo que nos vai ajudar. E aí pedimos também ajuda para falar com o teu pai e os restantes. Será mais fácil do que sermos nós mesmas.

- Tens razão. – afirmei já aceitando a ideia.

- Óptimo. Vamos chamar o meu pai. – disse-me quando levantava-se da cama e estendia-me a mão. Peguei na sua mão e ela levantou-me. Coloquei a mala em cima da sua cama.

Demos a mãos e saímos do seu quarto. Caminhamos juntas até ao topo das escadas. E mesmo antes de descermos, olhamo-nos e respiramos fundo.

Demos o primeiro degrau juntas. E estaríamos sempre juntas para conseguir passar por isto.

Juntas, como estivemos desde de novas. Ah, e agora casadas também.


Estou a ficar desanimada com a fic. Não tenho tantas comentários, como tenho nas outras. :\ Assim, eu desisto ;_;

Maaas, há sempre excepções. E obrigada a elas: Helena Camila e a Nat (que deixou dois reviews :O)

Não tenho mais nada para falar. Só passem pelas minhas outras fics.

E por favor, eu imploro, deixem reviews. Elas dão-me animo. ;_;

Bye. (L)