Capitulo VI

As mãos suavam e o coração batia como louco. As nossas mãos unidas, apertaram-se mais. Depois de descida a escadaria, encara-mos os restantes.

Esme estava a cuidar de umas plantas que estavam na beira da janela. Carlisle estava a conversar com Edward, enquanto Emmet estava a jogar sentado no chão e fixo na televisão.

- Bella, querida comes aqui? – perguntou-me Esme sobressaltando-me.

- Sim, mãe. – respondeu Alice por mim. – Pai, nós queríamos falar contigo. – e depois encarou Edward – A sós.

Edward franziu o sobrolho e encarou-nos com desconfiança. Carlisle olhou-nos confuso mas assentiu.

- Tudo bem. Esperem por mim no meu escritório. – respondeu-nos.

Viramos costas e subimos para o andar onde o escritório de Carlisle ficava. Alice entrou primeiro e eu fui logo atrás. Apesar de já ter entrado aqui, sempre ficava embasbacada com as prateleiras recheadas de livros, a grande mesa de secretária e atrás uma enorme parede de vidro. Do outro lado, tinham uns sofás de pele.

Sentamos numas cadeiras que ficavam á frente da secretária e ficamos em silêncio. Apenas ouvia-se as nossas respirações descompassadas por causa do nervosismo. Eu brincava com o anel de casamento no meu dedo enquanto encarava a floresta.

A porta abriu-se de repente e eu dei um pulo, estava tão fixa em cada detalhe das árvores que assustei-me.

Carlisle entrou e fechou a porta atrás de si. Caminhou calmamente até á sua cadeira e sentou-se lá.

- O Edward? – perguntou Alice. Ela tinha-me dito que o Edward andava desconfiado e por isso tinha medo que ele estivesse a ouvir a nossa conversa. Eu tinha a certeza que ele não faria isso. Na verdade, eu tinha-lhe dito que contava a verdade depois. E ele confiaria em mim.

- Ficou lá em baixo a ajudar a Esme a preparar o jantar. – Carlisle respondeu descontraidamente. E um sorriso teimou a brotar dos meus lábios quando Carlisle confirmou-me o que já tinha a certeza. Ele confiava em mim.

- Ah, tudo bem então. – disse Alice mais aliviada.

- Então, o que querias conversar comigo? – perguntou Carlisle para o meu terror.

- Nós.. Hum, Nós.. – Alice não sabia como começar e encarava-me assustada. Eu respirei fundo e comecei pelo principio.

- Como sabe, nós fomos a Las Vegas. – comecei e ele assentiu encostando-se na sua cadeira – Nós aproveita-mos ao máximo. Aquilo mais parecia uma árvore de natal. Eram tantas luzes. Eu adorei a viagem – continuei a explicar a viagem – Nos últimos dias, decidimos que íamos aproveitar a cidade de outra forma. Portanto, fomos a vários discos e também metemos muito álcool. E na última noite, bebemos bastante e… - perdi a voz quando comecei a chegar á parte crucial.

Olhei para Alice a pedir auxilio, ela também me encarou e respirou fundo.

- E… - começou do ponto que eu terminei – Nós acordamos casadas no dia seguinte.

Encaramos Carlisle que ficou em estado de choque mas logo mudou o estado de humor.

- Com quem? Quem são os rapazes? – perguntou-nos bastante zangado e levantou-se da sua cadeira.

- Não há rapazes, pai. – respondeu Alice. – Nós estamos casadas uma com a outra. – e levantamos as mãos onde tínhamos as alianças.

Não sabíamos o que esperar da reacção de Carlisle, não mesmo. Mas também não imaginávamos que ele reagiria assim. Depois de confessarmos que estávamos casadas uma com outra, Carlisle começou a rir-se descontroladamente.

Ele voltou a sentar quando viu que não aguentava mais estar em pé de tanto rir.

- Pai? – chamou Alice assustada tanto quanto eu.

- Vocês… - tentou falar no meio do riso. Ele gargalhava cada vez mais e nós cada vez ficávamos mais preocupadas com a sanidade de Carlisle.

Dez minutos depois…

Carlisle continuava a rir-se e nós cada vez ficávamos mais entediadas. O pior é que ele era o médico da casa, se por acaso se sentisse mal, não haveria maneira de ajuda-lo. Mas mesmo assim… Ele continuou a gargalhar.

Vinte minutos depois…

Depois de meia hora, Carlisle conseguiu-se controlar. Nós olhávamos para ele, atentas a todos os sinais. Respirou fundo e falou pela primeira vez depois de 30 minutos de risota.

- Porque é que isso não me surpreende? – Pergunta retórica, capitxe? – Quando vocês voltaram de viagem, eu senti que algo estava estranho. E sinceramente, preparei-me para o pior. Até mesmo Edward andava desconfiado. Mas casar? Casar é um compromisso bastante sério.

- Onde é que eu já ouvi isso? – murmurei apenas Alice que encarou-me divertida.

- Pai, nós sabemos a asneira que fizemos. Por isso é que estamos a pedir o teu apoio. – olhou-me e voltou a encarar-me o pai – Principalmente, para a contar ao Charlie.

- Tudo bem. Mas vocês já trataram do divórcio? – perguntou-nos e nós ficamos em silêncio – Ou vocês querem continuar … casadas? – perguntou já com o sobrolho franzido.

Eu mordi o lábio e Alice pegou numa mecha de cabelo e enrolou-o nos seus dedos. Eram os nossos sinais de nervosismo e Carlisle reparou.

- Nós temos um problema. – disse Allie.

- Temos que estar casadas 6 meses. – afirmei e Carlisle encarou-me com as sobrancelhas levantadas – O padre que nos casou, se é que se pode chamar padre, ele descobriu que durante o tempo que estivemos alcoolizadas… Nós… estivemos … no … Casino. – acrescentei, falando a ultima parte pausadamente com medo das reacções de Carlisle. Este manteve-se calado e esperou que explicasse-mos.

- Esse padre disse que nos saldava a divida se nós tivéssemos casadas durante 6 meses. – continuou Alice.

- Oh, agora entendi. – afirmou Carlisle.

Toc, toc, toc. Ouvimos alguém a bater á porta.

- Entra. – disse Carlisle.

A porta foi a aberta e surgiu um Edward.

- A mãe está a chamar-vos para jantar. – avisou-nos.

- Claro, vamos. – afirmou Carlisle levantando-se e logo saindo da sala. Nem eu, nem Allie movemo-nos. Eu esperava uma sensação de alívio, mas isso não aconteceu. Eu tinha um pressentimento que algo de mau ia acontecer.

- Meninas. – ouvimos de repente. E eu com o susto caí da cadeira de baixo. Eis o pressentimento de que algo mau ia acontecer, pensei. Levantei-me rapidamente e arranjei as roupas e encarei o dono da voz. Edward.

Alice também levantou-se e veio para o meu lado.

- Sim? – perguntou Allie num tom de indiferencia.

- Nada. – respondeu e saiu, deixando-nos ali especadas.

Sem abrir a boca, Alice seguiu e eu fui atrás.

*

O jantar correu bem. Esme era mesmo uma óptima cozinheira. Era bom estar de volta a casa, mas também eu não tinha a certeza se não teria sido melhor ficar em Vegas.

Carlisle não tocou mais no assunto, o que nos tranquilizou um pouco. Eu temia com a viagem de regresso a casa, sozinha com Edward. Eu estava a rezar para que ele não exigisse para eu cumprir a minha promessa. Pelo menos por agora


Eeew . 12 reviews num capitulo só! Foi só eu ameaçar que recebi uma enxa~urrada de comentários, né?

Eu realmente amo escrever esta fic *-* E eu cheia de ideias para ela - tantas que eu já estou dando em tola. :3 Tem muita coisa que vai acontecer nesta história. *-*

Muitas aventuras da dupla - agora casada - Tomate e a Hiperactiva :B

Mas bem, o que acharam da reacção do Carlisle? Eu não quis por ele muito duro porqe ele vai dar muito apoio ás nossas recém-casadas. ^^

Aaawwn, eu tenho que admitir que adorei os 12 comentários a implorar para eu não desistir da fic - MUAHAHAHA.

Obrigado pessoal. Maas será que eu posso ter denovo os 12? * olhinhos brilhantes *

Bye (L)

PS. Eu respondo a todas as reviews no proximo capitulo, agora estou sem tempo. :\