Capítulo 3

Dean desceu as escadas rapidamente e estava tão imerso em seus pensamentos que não notou que o seu pai o chamava até ter o braço agarrado.

- Droga, Dean! Não me ouviu? O que há de errado com você?

Ah, essa era uma boa pergunta!

- Você falou com Sam? Ele...ele está bem? - jonh falou baixinho e olhou para o chão.

Dean cerrou os punhos. Seu pai nunca foi nem nunca seria um pai sentimental mas era óbvio que se preocupava com os filhos. Bom, óbvio para ele, como Sam haveria de saber? E o que Jonh esperava que ele fizesse? Ficasse servindo de mensageiro entre os dois só porque seu pai era orgulhoso demais para dar o braço a torcer? Engolindo em seco e reprimindo toda a vontade de responder: "Por que não pergunta pra ele?", respondeu secamente.

- É.

- Você está chorando? - Jonh fitou o filho pela primeira vez e, segurando-lhe o rosto, impediu Dean de sair andando. - Sam te falou alguma coisa? O que ele fez?

Dean olhou chocado para o pai.

- Ele está certo, ele está certo sobre você! Deus, pai! Você automaticamente deduziu que isso - Apontou para os olhos vermelhos. - é culpa dele sem ao menos ouvir...

- Não use esse tom comigo! - Jonh retrucou e ambos caíram num grave silêncio. Dean abaixou a cabeça, recusando-se a olhar o pai nos olhos.

- Ele não está bem. - Jonh afirmou enquanto passou uma das mãos pelo cabelo.

- Não. - Dean respondeu mesmo assim.

- E nós tampouco. - Seu pai abriu um sorriso triste. - O que eu faço?

Por mais sensibilizado que estava com o momento, o jovem caçador não podia desperdiçar a chance.

- Deixe-nos ficar.

- O quê?

- Só por uns dias, pai. Essa pista é fraca. Demônios mentem! Ele deve ter inventado isso para que Bobby parasse de torturá-lo.

- É melhor que nada.

- Não é o bastante. Uns 2, 3 dias, pai, é tudo que lhe peço. Isso não se trata apenas da garota com que Sam vai sair... ele tem amigos aqui, ele gosta daqui. Dê um tempo para que ele possa se despedir.

- Dean... eu preciso de vocês comigo.

- Não, não precisa. Caleb ligou, ele e Joshua estão perto da área, eles podem ser seus reforços. E nós não tardaremos a nos juntar a você! Por favor...

- Não posso deixar, Dean, você sabe...

- Você me perguntou o que deveria fazer pai, e eu respondi. Mas é você que decide. É SEMPRE você que decide. - Dizendo isso, o loiro saiu de casa, deixando Jonh olhando para a porta que ele acabara de bater e para a fechada onde Sam estava.

Respirou fundo.

XXX

Dean acordou com um travesseiro sendo pressionado contra seu rosto. Tacando longe o objeto, ele tossiu.

- Quer me matar?

Uma garota de cabelos e olhos castanhos andava de um lado para o outro vestida apenas com uma lingerie vermelha.

- Eu vou matar você eu mesma se você não sair daqui agora mesmo! - Ela gritou.

- Que violência é essa? - Ele sentou-se na cama.

- Oh, violência? Aposto que a sua Samantha era muito mais gentil que eu, hein?

Dean franziu as sobrancelhas.

- Quem?

- Não se faça de desentendido! Nós tivemos uma noite ótima e você fica murmurando: "Saaaam" - A garota engrossou a voz para imitá-lo. - durante o sono??

O caçador começou a rir.

- Mila, Sam não é uma garota.

- Oh. - Ela arregalou os olhos.

- Não. NÃO! - Negou rapidamente. - Não. - Respirou fundo. - Sam é meu irmãozinho. Nós meio que... brigamos antes de eu vir pra cá.

- Sinto muito... espera! Você é irmão do Sam, de quatorze anos, cabelo preto, franjinha...?

- É, é, como você o conhece?

- Ele é amigo do meu irmão Darryl. Seu irmão é um amor de pessoa, Dean. Ele veio aqui uma vez pra almoçar e se ofereceu pra lavar a louça. Minha mãe se apaixonou por ele. - Camila riu.

- É, é difícil não se apaixonar.

- O que aconteceu entre vocês? - Ela voltou a se sentar, abraçando-o.

- Nós temos pontos de vista diferentes e eu falei umas coisa ruins a ele...

- Você já estava bêbado?

- Eu não estou bêbado.

- Dean, amor, eu beijei você, mais de uma vez. Não tem como me enganar.

- Não, não estava. Foi essa meio que a razão que me fez sair de casa e ir pro bar.

- Bom, converse com ele. Peça desculpas, tudo vai ficar bem.

- Não é tão simples assim.

- É sim. Quem faz com que seja complexo é essa sua cabeça dura. - Ela passou a mãos por seus cabelos, sorrindo.

- E... e se ele me odiar?

- Dean Collins está sendo sentimental! Diga-me de novo que não está bêbado!

- Esqueça!

- Não, desculpe. Olhe, você está arrependido por ter dito o que disse? - Ao receber uma resposta afirmativa, ela continuou. - Então diga isso a ele. E além do mais, eu duvido que Sam pudesse odiar alguém, ele não conseguiria.

- É, ele é assim mesmo.

As palavras tiveram um efeito contrário em Dean. Ele sabia que Sam nunca o odiaria. Deus, ele poderia socar o irmão que este provavelmente acharia que merecera o soco. É apenas o jeito dele, esse maldito jeito! Ele era bonzinho demais pra odiar alguém. O garoto provavelmente está agora imerso em um mar de auto-pena, sofrendo com as palavras proferidas pelo mais velho. Merda, ele já não duvidava nada que Sam já acreditava naquelas malditas palavras. Seria melhor, seria mais fácil se seu irmão decidisse odiá-lo ao invés de se odiar. Se ao menos Dean tivesse ficado de boca calada! Afinal, ele tinha ido lá para confortar o caçula e não fazê-lo se sentir pior! Que espécie de irmão mais velho ele era? Como Sam podia perdoá-lo? Droga! Dean desesperadamente queria que Sam o odiasse porque ele estava com muita raiva de si mesmo. Deus, ele até dera a entender que a culpa da morte de Mary era do irmão!

- Parte de mim quer que ele me odeie... - Ele sussurrou.

- Então parte de você merece levar um soco! Dean! Você pisou na bola? Claro! Mas agora não há nada que fazer senão se desculpar. Supere isso!

- Você daria uma excelente psicóloga, sabia?

- Eu faço faculdade de artes.

- Bom, você está perdendo seu tempo, então. Suas pinturas são horríveis mesmo.

- Oh, cale a boca.

- Me obrigue. - Ele lambeu os lábios.

- Com prazer. - Camila beijou-lhe com força, sendo girada por Dean até ficar embaixo do rapaz.

Dean separou-se dela vagarosamente e fechou os olhos.

- Tudo bem?

- É... é só que... foi bom conhecer você.

Não é como se essa fosse a primeira vez que ele falava tal coisa a uma garota, mas fora a primeira vez em que ele realmente sentia isso de verdade.

- Oh, querido, também adorei te conhecer. - Camila sorriu, acariciando-lhe a face e os dois continuaram de onde haviam parado.

Continua...

N/A: Agradecimentos:

1- Minha beta linda: lucy_gaunt. Gente, se tiver erros já sabem a quem culpar! u.u Brinks, querida! Ti lovi!

2- Mammis! Eu disse que essa minha fic era super maravilhosa mas vc não quis ouvir

3 - Vii, nossa, você me deixa super sem graça com esses comments.

4- Cunhadinha!

5- CamilaSáXD, apesar de vc ter se recusado a ajudar na recruta SB, eu ainda te amo. Essa pegação com o Dean é pra você! ;D

5- Thalita

7- Gaby Cullen, pronto amor, aqui está!

8- Bruninha!

Próximo capítulo quem sabe semana que vem.