Capítulo 4
N/A: Esse cap é meio chatinho pq ele é de preparação para os outros, ok?
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Sam apertou ainda mais os olhos ao sentir seu rosto sendo iluminado por um raio de sol. Não conseguindo livrar-se do desconforto, ele sentou-se em sua cama, ficando de costas para a janela. A cama de Dean estava vazia. Suspirou fundo. Não é como se isso nunca tivesse acontecido antes mas é que ele sempre ficava preocupado, ainda mais sabendo tudo que ele sabia. E o pior, dessa vez havia sido por sua culpa que o irmão saira de casa. Ele jamais se perdoaria se alguma coisa acontecesse a Dean.
Seu olhar recaiu sobre a porta. Uma parte dele queria ver o mais velho abrindo-a só para cessar seus temores, mas outra parte não sabia o que falar se isso acontecesse. Desculpar-se não seria o bastante. E ele ainda tinha que falar com Rebecca para desmarcar... e com seu pai. Isso tudo estava tão errado. Ele não queria se levantar e enfrentá-los. Fugir era sempre mais fácil, mas tentador. Deixou-se cair de volta na cama e ao virar-se para o outro lado levou um susto tão grande que quase rolou da cama. Dean estava lá, roncando e babando na mesma cama que ele.
- Dean? - Sam tentou acordá-lo em vão.
Não seria nenhuma supresa se Dean estivesse bêbado. Na verdade ele tinha que estar bêbado para fazer tal coisa. Na verdade isso era bem a cara de seu irmão: querer protegê-lo mesmo dormindo. O moreno abriu um sorriso triste. Dean era assim mesmo.
O mais velho sempre estivera ao seu lado, desde pequeno e em todos os momentos, até abrindo mão de certas caçadas para fazer companhia ao caçula. Ele não era o único a sofrer. Estava na hora de parar de ser um mimado egoísta para se tornar o filho que John tanto queria e o irmão que Dean tanto merecia. Ele iria mudar.
A porta do quarto abriu rapidamente e Sam saltou da cama, um pouco tarde demais. John franziu as sobrancelhas com a cena a sua frente.
- O quê?
- Sei que não somos mais crianças para dormir na mesma cama, pai, mas eu estava chateado e pedi pro Dean ficar comigo essa noite, a culpa foi toda minha e aceitarei de bom grado qualquer castigo que você possa...
- Sam! Respire, garoto. - O caçador balançou a cabeça. Sabia a hora em que Dean retornara e que seu caçula já deveria estar dormindo mas decidiu não falar nada.
- Quando saímos?
- Eu parto exatamente agora.
Sam levantou a sobrancelha.
- Você pode ficar por três ou quatro dias. Deixarei a seu critério.
- Ma-as, pai! - Sam começou a ficar nervoso. - Eu prometo que vou me comportar!
John agora estava confuso. Ontem Sam queria porque queria ficar e hoje já mudara de idéia?
- Sem mais nem menos, Sam. Já está tudo decidido. Dean sabe dos detalhes e vai ficar aqui para "cuidar" de você.
As últimas três palavras ficaram ressoando na cabeça do adolescente. Então provavelmente ele seria deixado para trás para não atrapalhar a caçada e ainda arrastaria Dean com ele.
- Sim, senhor. - Seu olhos de repente perderam o brilho.
Era isso que John queria, certo? Obediência. Então por que ele sentiu uma súbita vontade de pegar o moreno pelos ombros e sacudí-lo até conseguir uma reação...qualquer reação. Não...Dean vai ficar aqui, ele vai cuidar de tudo. Não precisava se preocupar com isso. Virou-se lentamente para sair mas parou ao ouvir o caçula o chamar.
- Pai...eu...eu sinto muito.
John fechou os olhos. Sabia o que deveria dizer nesse momento mas simplesmente não conseguia verbalizar seus pensamentos.
- Vai ficar tudo bem, tiger. - Foi só o que conseguia dizer. E saiu.
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John não conseguia se livrar da sensação de algo ruim ia acontecer e balançou a cabeça frustado. Isso é patético. Os garotos ficariam bem. Seja o que foi que estivesse passando com seu filho caçula, ele ia superar. Ele sempre supera. Além do que, Sammy tem Dean para cuidar dele, para fazê-lo falar o que há de errado. Afinal, esse é o trabalho dos irmãos mais velhos, certo? Não, esse é o seu trabalho, idiota! John sabia que estava sendo um péssimo pai e todas as discussões frequentes com Sam não melhoravam em nada. Mas ele não podia evitar. O maldito demônio roubou tudo que ele tinha de mais precioso.
Por que Sam não conseguia entender isso? Bom, no fundo, ele sabia o porquê. Ninguém escolhe essa vida sem uma boa razão e seu caçula simplesmente não tinha. Simples assim. John girou o volante e estacionou perto da calçada, permitindo-se fechar os olhos. Sabia que Sam não era o punico a sofrer. Dean era o soldado perfeito. Sempre atento, obediente, sempre cuidando do irmão...Droga! Desde criança Dean assumira o papel não só de mãe mas também de pai do caçula, consolando-o quando este tinha pesadelos, apanhando-o na escola, responsabilizando-se por tudo que o outro fazia...
Pensamentos como ess quase o faziam desistir da caçada para fornecer a vida que ambos os filhos mereciam. Quase. Ele não podia esquecer aquela cena, que voltava toda noite para assombrá-lo. Toda vez que pensava em Mary seu coração pesava e ele sabia que tinha que vingá-la (mesmo que ela não quisesse ser vingada). Ele queria, precisava, tinha e iria matar esse demônio.
Pegou o celular e começou a discar um número.
- Bobby? É, sou eu. Escute, eu preciso que você me faça um favor...Eu estou indo numa caçada com Caleb e Joshua e preciso que você fique de olho nos garotos...é, eu os deixei para trás...o quê? Não preciso que você venha me dar um sermão, Singer! Vai fazer isso ou não? Hum...Sabe o endereço da casa, não sabe? É só um...pressentimento. Okay, obrigado.
John voltou a dirigir, satisfeito com a conversa. Agora só mais duas horas e chegaria no motel onde Caleb e Joshua estariam esperando por ele.
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N/A: YEY ! Postei, gente
Obrigada Gaby Cullen ( acho uma excelente idéia. haushauhsuahsa Quando escrever me mande, fiquei curiosa^^ ) e Pat Calmon, pelas reviews
