Capítulo 2 – Os dias de paz

Edward procurou os meus lábios com os seus e percorreu as minhas costas num movimento suave e agradável dos seus dedos. Afastei o rosto do seu peito e retribuí o beijo. Aquele não era um beijo de paixão, de desejo. Era um beijo de necessidade... Havia muito tempo que tínhamos tido um momento tão calmo e perfeito para estarmos juntos.

O beijo tornou-se mais intenso e as mãos de Edward, outrora no meu pescoço, moveram-se para a minha camisa azul de veludo, porém este movimento não era apressado, não era controlado. Os seus dedos começaram a desabotoar os botões da camisa e eu encostei as palmas das mãos ao seu rosto, impaciente.

Colaborei quando Edward tentou tirar a minha camisa, afastando-me de si e deixando-a cair pelos meus braços.

De súbito, ele encostou-me ao seu peito, apoiou as minhas pernas debaixo dos joelhos no seu braço e levantou-se, transportando-nos até ao quarto. Deitou-me na cama enorme e manteve-se por cima de mim, enquanto eu tentava tirar também a sua camisa de linho branco, desajeitadamente.

Os lençóis brancos de seda, perfeitamente arranjados, começaram a torcer-se em pregas aleatórias. Os nossos movimentos começaram a tornar-se mais intensos e eu pude ouvir a grande cama movimentar-se também.

Edward deixou cair a camisa no chão e começou por beijar o meu peito, conseguindo arrancar alguns gemidos da minha boca.

Eu virei-nos na cama, invertendo as posições. Agora eu estava por cima do meu marido e as minhas mãos passeavam pelo seu quadril marmóreo perfeito.

Ele desapertou o meu cinto e livrou-se das minhas calças, deixando-me somente em lingerie. Agarrou as minhas coxas com alguma força e voltou a colocar-se sobre mim.

Eu conseguia ter uma visão perfeita do seu corpo, também perfeito. O seu peito era musculado (sem exageros) e os seus ombros largos faziam da sua estatura uma estrela de cinema.

De repente, livrei-me dos seus jeans, rasgando-os em pequenos pedaços de ganga por todo o lado.

- Esse seu lado mais selvagem agrada-me, Sra. Cullen. – Disse Edward, ofegante.

Eu sorri para ele e beijei novamente os seus lábios, com algum cuidado.

- Tinha saudades tuas, Bells. Eu amo-te, meu amor. – Acrescentou. Se não fosse impossível agora, como vampira, tinha a certeza que algumas lágrimas me teriam saltado dos olhos. Todo o sentimento daquela frase causou-me um arrepio.

- Eu também, Edward.

Voltei a colocar-me sobre o seu corpo e continuei o caminho dos meus lábios até ao seu quadril. Aí peguei os seus boxers azuis-escuros com a minha boca e puxei-os pelas suas pernas. Senti o seu gemido nos meus cabelos.

Edward tirou o meu soutien rapidamente e, logo de seguida, o que faltava da minha toilette.

Voltou a girar-nos sobre a cama e começou a beijar o meu corpo levemente, aqui e acolá. Gemi sob o seu cabelo e vi o meu sorriso preferido a aparecer nos seus lábios.

Os seus dedos desenhavam pequenas e incompreensíveis formas no interior dos meus braços.

Naquele momento, não pude mais negá-lo. Aquilo não era um sonho. O prazer que os seus lábios e dedos me proporcionavam foi tanto que me apercebi que não poderia ser um sonho. Era simplesmente impossível. Não havia sonho que suportasse tanto prazer, eu teria acordado, sobressaltada.

Os meus sentidos estavam mais apurados que nunca. Sentia todos os cheiros envolventes, incluindo os nossos. Podia ver os olhos de Edward a fechar-se e abrir-se, como uma sequência, apesar de a noite começar a sobrepor o dia. Conseguia também ver a Lua cheia no céu, que brilhava linda, lá no alto. Conseguia sentir cada toque; dos seus lábios, dos seus dedos, do seu corpo. Conseguia ouvir os nossos gemidos constantes. Conseguia sentir o sabor maravilhoso da sua pele na minha boca.

Edward moveu-se de repente, e num só movimento forte, colocou-se dentro de mim.