N/A: Oi! Mais um capítulo fresquinho chegando! Ainda to esperando reviews, hein!

carol mamoru: Que bom que está gostando! Realmente ta ficando difícil pra ruiva... a pegada do James é muito melhor! Obrigada pela review!

Flor Cordeiro: Ah, pode ficar tranquila que o lufa-lufa vai rodar... só não digo quando! Obrigada pela review!


Sem Escapatória

Lily acordou naquela manhã sem lembrar muito bem porque estava no dormitório dos monitores-chefes. Piscou os olhos algumas vezes para a clarabóia situada no teto do quarto, absorvendo a luz da manhã aos poucos. Levantou-se calmamente, as pernas doendo um pouco como se tivesse corrido muito na noite anterior. E tinha. Olhando para o livro aberto em cima da mesinha de cabeceira, constatou que nada daquilo havia sido um sonho – por mais que entrar na biblioteca clandestinamente na calada da noite acompanha de James Potter a pedido da professora de Adivinhação parecesse coisa da sua imaginação. Esfregou os olhos e se dirigiu para o banheiro particular a fim de tomar um banho para acordar melhor e se encontrar com os colegas no Salão Principal.

James acordou xingando os fundadores da escola como sempre acontecia quando passava a noite no dormitório dos monitores-chefes; quem tivera a ideia de construir uma clarabóia no teto do quarto merecia ser punido. A luz do sol era um despertador cruel e certeiro, principalmente porque a cama do dormitório dos monitores não tinha dossel como todas as outras do castelo, o que só facilitava a entrada da luz. Quem quer que fosse que tivesse tido essa ideia fora bem esperto; os monitores-chefes deveriam ser os primeiros a acordar para começar o duro trabalho de impor ordem ao castelo. Assim, sem conseguir retomar o sono da noite, o rapaz levantou e se dirigiu ao banheiro, com os cabelos completamente bagunçados.

Os dois monitores-chefes desceram de seus aposentos praticamente ao mesmo tempo, já vestidos com os uniformes da escola. Lily cumprimentou o colega com um "bom-dia" automático e seco, e James bocejou e acenou a cabeça em resposta.

- Detesto essa clarabóia. – declarou o maroto.

Lily tentou não sorrir, mas o canto de seu lábio a denunciara. James sorriu para ela em resposta, mas a garota não viu e já se dirigia para os corredores, rumando para o Salão Principal.

- Então... foi divertido ontem à noite, não foi? – perguntou James, tentando iniciar um assunto com a garota, que estava deslumbrantemente linda naquela manhã.

- Se a sua ideia de diversão é infringir as regras e passar por apuros...

- Foi exatamente o que eu quis dizer. – respondeu o rapaz, sorrindo divertido. Lily riu, mas ao passar por um grupo de alunos que já estavam de pé, retomou a pose séria.

- Só espero que a louca da Trebell não nos faça passar por esse tipo de coisa novamente. E fique sabendo que eu não vou ficar sua amiguinha de repente só porque estamos presos nessa roubada. Ah, não vou mesmo!

Antes de entrarem no Salão Principal que já abrigava os professores e alguns poucos alunos que acordavam cedo, James segurou a ruiva pelo braço e lhe disse, sorrindo:

- Acho que você se engana, Evans. Pelo o que eu pude entender...

- E você entende de alguma coisa? – cortou a garota, provocativa. O rapaz estava começando a lembrar os motivos pra não perder seu tempo com a ruiva: ela era muito irritante!

- ... Pelo o que eu pude entender, é exatamente isso que a Trebell quer. Que nós fiquemos amigos, ou coisa assim. Algo a ver com o nosso "destino" ou seja lá o que ela tenha dito naquele dia.

- Ah, Potter, não vá me dizer que você acredita nisso? É a maior baboseira! – James estava ficando irritado com a facilidade com que ela o ofendia a cada palavra que proferia. – Aquela mulher anda bebendo chá de cogumelo demais, na minha opinião...

O maroto estava chateado, mas não conseguiu deixar de rir de leve com o que ela tinha dito. Ela fez uma piadinha! Como ela era divertida mesmo brava...

- Olha, tanto faz! – rebateu ele, retomando seu tom de voz firme e voltando ao assunto principal – A questão é que você está sim presa comigo, e vai ter que passar muito tempo ao meu lado. Pelo menos até a Trebell ficar satisfeita. Vai ter que me aturar...

Lily grunhiu de raiva enquanto James sorria, vitorioso. Puxou o braço que ele ainda segurava de volta para si, ajeitou os cabelos e adentrou o salão, furiosa. O rapaz a seguiu, com as mãos nos bolsos.

O dia foi longo: muitos estudos estressantes para Lily, muitas brincadeiras e travessuras para James. Devido ao seu novo castigo secreto, a garota andava mais impaciente com a doçura do namorado, sem poder contar a ele o verdadeiro motivo de seu estado de agitação mental. Ao sentar à mesa de jantar, agradeceu pelo dia seguinte ser sábado. Poderia enfim descansar, ficar longe do Potter e passar algum tempo precioso com seu namorado tão doce.

- Ei, anjo... – chamou Amos. A ruiva virou-se para ele no corredor e sorriu, feliz – Nossa, posso ver que você está de bom humor! Que ótimo!

- Sim, amanhã é sábado, não temos aula e vamos passear em Hogsmeade! O que poderia ser mais perfeito? – perguntou ela ao namorado, beijando-o em seguida.

- Ah, agora sim você é a minha Lily, tão calminha, tão feliz... Gosto de você assim.

A garota estava pronta para agradecer o elogio, mas algo não estava certo naquela frase.

- Ué, como assim? E quando eu estou chateada, estressada, infeliz...? – o rapaz coçou a cabeça, encabulado.

- Bom... aí você não é a minha Lily, né?

A garota o olhou desconfiada, mas ele pareceu não se importar. Deu-lhe um beijo de boa noite e seguiu para a Torre da Grifinória, menos entusiasmada do que estava antes.

Na manhã seguinte, acordou sem preocupações. Tivera uma noite bem dormida, não estava nem aí para o chato do Potter e aquela professora maluca; hoje seria um dia delicioso. Faria um belo passeio pelo povoado vizinho acompanhada do namorado e nada poderia estragar o seu sábado!

Vestiu-se agilmente e com capricho: usava uma calça jeans, uma blusa vermelha de manga três quartos e decote moderado. Nos pés, tênis vermelhos para andar confortavelmente. Assim que estava descendo as escadas alegremente, quase saltitando, avistou o Potter parado junto à janela da sala comunal.

- Bom dia, flor do dia! – saudou-a galantemente. A garota meramente rolou os olhos e fez uma careta.

- Olha, hoje eu estou feliz e não estou afim de brigar com você, ok? Agora com licença, preciso encontrar o meu namorado. Vamos a Hogsmeade juntos. – falou meio arrogante, mas nem notou.

- Ei, mas e o nosso "trabalho secreto"? – ele fez aspas no ar, ironizando – E se tivermos que fazer alguma tarefa hoje?

- Ah, hoje na...

Mas antes que pudesse completar a frase, uma coruja entrou voando pela sala, soltando um envelope no tapete e indo embora pela mesma janela. Lily ficou furiosa e coberta de plumas.

- Não agüento mais essas corujas! – esbravejou, mas não alto o bastante para que outros alunos que estavam descendo as escadas ouvissem.

- Vejamos... – James já apanhara o envelope e lia o conteúdo do bilhete.

Vocês não devem ir a Hogsmeade hoje. Fiquem no castelo e aproveitem o tempo que terão a sós. Aprendam algo um com o outro. Na próxima aula vocês deverão me relatar as atividades que realizaram hoje.

T. Trebell

- Ah, não! Não, não, não! – reclamou a ruiva, chamando um pouco de atenção dos alunos que passavam pela sala indo para os jardins. – Eu vou pra Hogsmeade e nada vai me impedir!

- Se eu fosse você não tentava fugir do destino... – alertou James, sorridente, enquanto a ruiva saía pelo buraco do retrato quase soltando fogo pela boca.

Lily descia as escadas furiosa com aquele bilhete ridículo da professora de Adivinhação. Como ela tinha coragem de mandar em sua vida? Ainda mais colocando-a num castigo ridículo como esse, tendo que passar o dia com o irritante do Potter? Era o fim da picada!

Encontrou Amos Diggory parado no jardim, próximo ao castelo, esperando-a. Ele a recebeu com um sorriso largo, mas logo foi diminuindo-o ao perceber que a namorada não estava de tão bom humor quanto na noite anterior.

- Oi... – cumprimentou ele, cauteloso. – Ta brava de novo?

- Não, não foi nada. Só o idiota do Potter. – respondeu, deixando-se ser abraçada.

- Ah. Venha, vamos pegar uma carruagem.

Dirigiam-se às carruagens quando passaram por Filch, que chamou Lily, surpreendendo-a.

- Ei, você! Lily Evans!

A garota virou-se, estranhando a atitude do zelador.

- Algo errado?

- Tudo errado. – respondeu ele, rabugento. – Onde está a sua permissão para sair, mocinha?

Lily teve que rir. Amos estava de pé ao lado da carruagem, sem entender nada. Ela fez um sinal de que não sabia o que estava acontecendo.

- Como assim? Eu estou no último ano, sou monitora-chefe. Não preciso de autorização. Você está bem, Filch?

- Ora, não tome essas liberdades comigo, garota! – ralhou o homem, com a voz áspera. – Não tem permissão para deixar o castelo hoje. Ordens de cima.

- C-Como é? Isso é um absurdo! Você só pode estar brincando!

Lily olhou para Amos, que entendera a conversa. Ele parecia chateado e sem esperar uma resposta da namorada, entrou na carruagem, que partiu em seguida.

- Ora, não me desacate, menina! Ou lhe dou uma detenção! Eu recebi ordens de que os monitores-chefes devem permanecer no castelo, e estou executando-as. Agora dê meia-volta e arranje outra coisa para fazer.

Lily estava furiosa. Nem tivera tempo de se explicar com Amos. Aliás, não tinha o que explicar. Ele provavelmente estava muito chateado por isso! Mas como ela poderia prever? Como poderia saber que sua professora de Adivinhação a estava mantendo refém na escola junto ao idiota do Potter? Sua vida não era justa... se tudo isso era para que seu destino se cumprisse, como dizia a professora, seu futuro não seria nada agradável. Não se envolvesse ter que ficar na companhia do Potter todos os dias.

Assim que voltou para a Torre da Grifinória, James Potter a estava esperando sentado no sofá, com o semblante satisfeito, como se tivesse certeza de que ela voltaria. A garota queria matá-lo por exibir aquele sorriso tão feliz.

- Então... – começou ele. – O que vamos fazer?


N/A: Termino aqui pra deixar um suspense!

Reviews?

Beijos,

Lulu Star ;D