N/A: Oi gente, olha eu aqui de novo!

Primeiro de tudo gostaria de agradecer imensamente à todas as leitoras (Ninha Souma, bruh prongs, Rose Anne Samartine, Flor Cordeiro, zix black, carol mamoru, Samchuva e outras que comentam eventualmente) pelas reviews! Gostaria de ter respondido a todas pessoalmente dessa vez, mas fiquei meio enrolada. Espero que no próximo capítulo eu consiga responder a todas individualmente! De todo modo, muito obrigada pelo apoio e pela aprovação da história, cada reviewzinha de vocês me deixa feliz! Obrigada mesmo!

Segundo, eu gostaria de me desculpar por ter atrasado um pouco na postagem desse capítulo e já aproveito para pedir desculpas futuras. É que minhas aulas na faculdade recomeçaram essa semana e a tendência é que eu tenha menos tempo livre para a fic. Mas isso não significa que eu vá desistir dela. Quem já conhece minhas histórias sabe que eu demoro, mas vou até o fim!

Bem, já me alonguei demais na introdução! Eis agora o capítulo!


Reflexões

James entrou no dormitório tentando fazer o mínimo de barulho possível e já estava de pijamas deitado na cama quando Remus acendeu o abajur no criado-mudo ao seu lado. Os dois jovens se encararam.

- Por onde andou? – perguntou o amigo, sentando-se na beirada da cama. O outro fez o mesmo, retirando os óculos com cuidado. – Aliás, o que anda acontecendo com você ultimamente?

O maroto suspirou. Olhou para baixo, ponderando. Por fim, encarou o amigo e disse:

- É uma longa história. Está com sono?

O amigo respondeu que não. Então James contou tudo desde o início. Contou sobre os beijos roubados. O atraso na aula de Adivinhação. As missões secretas. Como ele vinha se aproximando de Lily cada dia mais. As provocações com o namorado dela. E por último a excursão ao lago. Aluado ouvira a tudo muito atento, surpreendendo-se em alguns momentos com as atitudes dos amigos. Por fim, James concluiu:

- ... E agora ela voltou a me tratar como antes. Nem me deu boa-noite. Eu não entendo isso, Aluado, não entendo. Como ela pode não enxergar que somos feitos uma para o outro?

- James...

- Eu até tenho uma teoria envolvendo paradoxos...

- James. – dessa vez o amigo parou e escutou – Você está sendo um imbecil.

- O quê?! – por pouco os outros rapazes não acordaram com sua exclamação. Ele não podia acreditar em seus ouvidos.

- É. Um grande imbecil. Pode até ser que a Lily tenha aprendido a gostar de você. E tudo bem, vocês tem uma atração mútua e apaixonada. Mas isso não significa nada pra Lily. Esqueceu que ela tem namorado?

O maroto bufou.

- O Diggory? Fala sério! Ele é um bocó. Tem aquela pose de galã, mas não tem bala na agulha. Tanto é que ela está adorando a minha companhia.

- James! Você não entende! Não importa que ele seja um idiota ou não. O que importa é que ele é o namorado da Lily, e ela é fiel a ele. Ela é uma pessoa correta, honra compromissos. Diferente de você, que sai com uma garota diferente a cada duas horas.

- Ei, isso não é verdade! Eu mudei desde que... Desde que descobri que gosto da Lily. Agora eu só dou atenção pra ela. Faço tudo por ela. Isso não é o bastante?

Remus suspirou. Ia ser difícil fazer o amigo entender.

- Pontas... Você tem sido nada menos que um troglodita. Ta bom, vocês tem passado mais tempo juntos e ela não te odeia mais como antes. E legal, ela deixou você beijá-la algumas vezes. Mas nada disso vale se ela não sentir que pode confiar em você. No seu sentimento por ela. Você ta me entendendo?

James cruzou os braços e franziu a testa, a cara amarrada.

- Não.

Remus suspirou mais uma vez, olhando para cima.

- Dê um tempo pra ela. Afinal ela ainda está namorando. Deixe ela pensar um pouco, decidir o que sente por você, se vale a pena arriscar um relacionamento pra ficar com você. E pára de ficar em cima o tempo todo, marcando território! A Lily não gosta nem um pouco disso. Tente ser mais gentil e menos insistente. Não fique pegando no pé dela. Deixe que ela te procure na próxima vez que forem se falar. Deu pra entender agora o que eu estou te dizendo?

James refletiu. Suspirou. Balançou a cabeça afirmativamente.

- Deu. Entendi tudo. – uma pausa – Acho que tenho sido um pouco babaca mesmo.

- Mas não é motivo pra se desesperar. Se a Lily gosta mesmo de você, ela vai acabar terminando o namoro. Mas não pense que vai ser assim tão fácil. Ela não vai se contentar em sair com você apenas algumas vezes. Ela é diferente. Ela é uma garota séria. Você precisa estar disposto a tratá-la com seriedade.

James ouvia a tudo com muita atenção. Seu amigo tinha razão. Ele não podia agir com tanta pompa perto dela. Não podia esperar que ela se derretesse por ele só por causa de alguns beijos. Ela era o tipo de garota pra se ter um relacionamento sério, não pra brincar. E ele estava disposto a aprender a ser um rapaz sério para satisfazê-la da melhor forma que pudesse.

- James, desculpa perguntar... Mas quais são suas reais intenções com a Lily? Ela é só um desafio pra você ou... Algo mais?

O maroto sorriu, levantando os olhos para o amigo. Balançou a cabeça numa negativa, lembrando-se de repente dos sorrisos da ruiva. Do modo como ela o olhou com ternura uma vez e como ele queria que ela passasse a olhá-lo dali pra frente.

- Minhas intenções com a ruivinha? Casar, ter filhos... Morar numa cidade pequena. – Remus sorriu, um pouco incrédulo – É verdade. Eu nunca senti isso antes. Eu... Realmente quero ficar com ela pra sempre. Por toda a vida. Eu antes só enxergava o quanto ela era chata e certinha, mas agora vejo... Vejo o quanto ela é bondosa, doce, sensível... Eu quero abraçá-la, e... Não soltar nunca mais. Você entende isso?

O amigo mudou a expressão. Ficou feliz com o que ouviu. O sentimento que o amigo descreveu lembrava-o do que sentia por uma certa grifinória loura que jogava quadribol. Corou ao pensar nela.

- Entendo. Entendo sim. Então você não terá problemas. Só... Dê esse espaço pra Lily. E, na hora certa, revele os seus verdadeiros sentimentos pra ela. Desse jeito que você me falou. Mostre que ela não é só mais uma, que você realmente a ama, que ela pode confiar em você.

James assentiu com a cabeça, confiante. Agora já sabia como agir em relação a Lily. Ia deixá-la pensar, ia mostrar que podia ser atencioso e paciente. E quando ela percebesse que não amava o namorado, ele lhe exporia seus sentimentos mais puros em relação a ela. E seriam felizes.

- Obrigado por essa conversa, Aluado. Boa noite.

- Não tem de quê. Boa noite, Pontas.

E com isso James foi dormir muito tranqüilo.

xXxXxXx

Na manhã seguinte, Lily não compareceu ao café-da-manhã. Suas amigas estranharam. Elas não a viam desde antes do jantar na noite passada. Alice pronunciou-se.

- James, por acaso você sabe da Lily?

O rapaz a olhou, surpreso com a pergunta. É claro que notara que sua amada não estava presente, mas não esperava que recorressem a ele para saber o paradeiro dela.

- Bem... Eu sei que ontem tivemos que fazer um monte de coisas pra McGonaggal e nem deu pra jantar. E depois ela foi para os aposentos dos monitores.

- Então ela deve estar lá ainda... Será que dormiu demais? – indagou Marlene, juntando-se à conversa. James apenas deu de ombros. Mas na verdade estava tão inquieto quanto ela.

- James, só você pode entrar lá. Vai atrás da Lily e descobre se está tudo bem com ela, ok? – pediu Emmeline - Estamos preocupadas.

O rapaz constrangeu-se. Havia combinado com Remus na noite anterior que esperaria até ela procurá-lo, mas sendo requisitado dessa forma, não sabia o que fazer. Olhou para o amigo, que devolveu com um olhar tão perdido quanto. Enquanto isso, Peter comia panquecas já com o rosto lambuzado de calda e Sirius escrevia secretamente em um pergaminho. Era observado por Marlene, que lhe lançava olhares ocasionais.

- Ah... Tá bom. Depois que eu terminar de comer eu vou...

E assim aconteceu. Os outros colegas seguiram para suas respectivas aulas e James dirigiu-se ao salão dos monitores-chefes, à procura de Lily. Mas dessa vez tinha a desculpa de estar fazendo um favor às amigas dela, não havia motivos para a ruiva pensar que ele a estava perseguindo novamente. Mas não precisou explicar-se muito. Antes de murmurar a senha para entrar no salão, Lily estava saindo, os cabelos um pouco desarrumados, um cachecol desnecessariamente enrolado no pescoço – afinal, era primavera –, o nariz um pouco vermelho em contraste com a pele muito branca e a mesma bolsa do dia anterior, cheia de cogumelos em seu interior.

- Lily... Bom dia.

A garota mal prestou atenção ao cumprimento do rapaz, passou direto por ele, mas não objetou quando ele a seguiu. Afinal, estavam indo para o mesmo lugar, a sala no sótão onde encontrariam mais uma vez a professora de Adivinhação.

- Lily, você ta legal? Suas amigas estavam preocupadas e me mandaram ver como você estava...

- Eu to resfriada, só isso. – ela respondeu, sua voz sem alterações. Completamente normal. A menos pelo tom nasalado devido ao nariz entupido. – Dormi de roupa molhada.

- Ah, puxa. Sinto muito.

Não conversaram mais nada durante todo o percurso. Chegaram juntos à aula de Adivinhação, apenas um pouco atrasados. Lily juntou-se à algumas meninas que ela conhecia e James a outros rapazes. Tanto as amigas de Lily quanto os de James não faziam essa matéria.

Ao fim da aula a professora apenas apontou os dois pufes à frente de sua mesa. Quando os alunos terminaram de sair do sótão, a professora pediu os cogumelos. Lily os entregou e nada mais foi dito. James e Lily se entreolhavam sem entender nada enquanto a professora se movimentava atrás da mesa, numa espécie de balcão na parede dos fundos da sala. Cortou e moeu os cogumelos, encheu uma chaleira de água, pôs no fogo, e voltou com uma bandeja e três xícaras de chá de porcelana. Despejou nas três um chá meio esverdeado, meio azulado e luminoso, como a água do lago. Fez um sinal para os dois beberem e bebeu da sua própria xícara.

- Eu não vou beber isso! – revoltou-se a ruiva. Essa professora era mesmo louca! Drogava-se com cogumelos e ainda incitava os alunos a drogarem-se com ela! James não ficou muito satisfeito com a ideia também.

- Beba, Srta. Evans. Vai curar o seu resfriado e você se sentirá muito melhor. Acredite em mim.

Lily hesitou, mas bebericou um pouco do chá e sentiu o nariz desentupir na hora e o mal estar passou. Parecia com as poções de Madame Pomfrey. Será que levavam esses cogumelos estranhos? Por que ela nunca lera sobre eles em nenhum livro de poções?

- E eu sei que você não está resfriado, Sr. Potter, mas o chá é delicioso. Experimente.

Assim, ficaram em silêncio por alguns minutos, os três bebendo chá. Lily já estava sentindo-se como nova, nenhuma dor de cabeça, nenhum nariz congestionado, nenhum cansaço, nada de febre... Estava ótima! Mas não agüentava mais aquela situação. Pousou a xícara delicadamente sobre a mesa e os outros dois fizeram o mesmo.

- Posso ver que está impaciente, Srta. Evans. E então, como foi a excursão de ontem à noite?

- Nós podíamos ter morrido! – declarou Lily, brava.

- Sim, mas não foi o que aconteceu. E então, estão se conhecendo melhor? Já estão vendo qualidades um no outro?

- De minha parte, - começou James, timidamente – eu sempre observei as qualidades da Lily. Eu percebi como ela é generosa, doce, responsável... Entre outras coisas. – a ruiva se encolheu na cadeira lembrando da noite anterior e o que ele poderia considerar como "outras coisas".

- Bom, o James não é tão insuportável quanto eu pensei. Ele é legal. Um bom amigo. – a garota disse isso num tom de voz baixo, quase dizendo para si mesma.

- Bom, muito bom, Srta. Evans! Elogios são sempre bem vindos. E aprendeu alguma coisa com ele, Srta?

A garota parou e pensou. O que poderia ter aprendido com o Potter na noite anterior? A trair o namorado mais uma vez? A quebrar as regras? A pegar um resfriado? A quase morrer?

- Bom... Acho que ele me ensinou a ser mais aventureira e espontânea. Seguir menos as regras. Ser mais livre. Aproveitar as oportunidades que aparecem pelo caminho... – e com isso calou-se, corando. O rapaz sorriu de leve. Foi a sua vez de lembrar dos acontecimentos passados.

- Muito, muito bom... – falou Trebell apenas, recostando-se em sua cadeira e bebendo mais chá.

Mais uma pausa em que ninguém disse nada. James estava apreensivo. Queria conversar com Lily, mas queria que partisse dela e não o contrário. Gostaria de, quem sabe, expor sua teoria dos paradoxos, dos opostos que se atraem, mostrar à garota que eles não tinham motivos para não ficarem juntos e provar que ela podia confiar nele. Ele já não podia mais imaginar-se longe dela por muito tempo. Estava mal-acostumado.

Lily também estava agoniada, mas seu problema era outro. Como explicar ao namorado sua longa ausência, desde o jantar até o café da manhã? E o que diria à suas amigas? Elas deviam estar magoadas por ter se afastado tanto assim e de não contar o verdadeiro motivo de seus sumiços. E ela já não sabia mais o que sentia em relação a James, Amos... Tudo estava muito confuso!

- Bom, agora creio que vocês tem outros afazeres, não tem? – perguntou a professora, querendo mandá-los embora.

- Bem, temos, mas... – contestou Lily – Não vai nos dizer pra que nos mandou buscar os cogumelos?

- Ora, que pergunta boba! Para fazer chá. Eu previ que você ficaria doente e iria precisar de um chá.

- Mas eu só fiquei doente porque fui buscar os cogumelos! – a garota estava revoltada. James ria.

- Exato. Bom, agora se me dão licença... Preciso voltar aos meus afazeres. Tenham um bom dia.

- Mas... – Lily tentou esticar o assunto, mas James a guiou pelos ombros para fora da sala.

xXxXxXx

Depois da aula, James despediu-se de Lily e foi encontrar os marotos. A garota surpreendeu-se com a atitude do rapaz, mas não reclamou. Seria bom ela poder pensar um pouco sem ele por perto para distraí-la. Enquanto se dirigia às masmorras para a aula de Poções, encontrou Amos num corredor. Ele conversava animadamente com uma garota bonita, de outra casa.

- Oi, Amos. – Lily tocou o braço do namorado, que sorria para a outra garota. De repente ele virou-se e encarou a namorada, surpreso e depois sério. - Podemos conversar?

- Ah, claro.

Lily o levou a um corredor pouco movimentado e esperou que ele lhe fizesse alguma pergunta, demonstrasse interesse por ela. Mas ele só a olhava esperando alguma coisa.

- Você não quer saber por onde eu estive? – indagou ela, por fim. O rapaz suspirou.

- Bom... Você foi estudar com o Potter ontem. Deve ter ficado até depois do jantar e aí fez ronda. Não foi isso?

Lily corou levemente, dividida entre contar a verdade ou mentir mais uma vez. Mas será que nesse caso a verdade importava tanto assim? O que ela vinha pensando não tinha mesmo a ver com o Potter. Tinha a ver com ela e com Amos, nada mais. Assentiu com a cabeça, muda. Voltou a falar.

- E você não se importa nem um pouco com isso? Ontem você tinha ficado tão bravo...

- Bom, você tem as suas coisas, eu tenho as minhas... Eu pensei melhor, só isso.

E parou por aí. Ela não estava entendendo. Ele estava tão diferente do dia anterior. Tão desprendido. Talvez James tivesse razão naquele dia, quando insinuou que seu namorado não a amava o suficiente a ponto de sentir ciúmes.

- Amos. Você não me ama, certo?

O rapaz corou e a olhou envergonhado.

- Bem... Eu gosto muito de você. Mas nós nunca falamos em amor, falamos?

A garota suspirou.

- Não. E eu também não te amo.

Os dois ficaram em silêncio por um bom tempo, olhando para a ponta dos sapatos. Por fim, Lily ergueu a cabeça e voltou a falar.

- Acho então que não tem mais sentido ficarmos juntos.

O rapaz concordou com a cabeça.

- Nós fomos bons amigos. Nos preocupávamos um com o outro. Nos divertíamos juntos. Mas agora isso passou. Não há mais nada entre nós, né? – confirmou o lufa-lufa.

A ruiva retomou a palavra.

- Vamos parar de fingir que estamos juntos, porque na verdade nunca estivemos. Não de verdade. – fez uma pausa, respirou fundo. – Então terminamos por aqui. Sem ressentimentos. Pode ser?

Ele concordou com a cabeça. Abraçou Lily meio sem jeito, sorriu alegre.

- Sabe o mais engraçado disso tudo? Você e o Potter juntos o tempo todo. Eu não conseguia entender! Você vivia falando tão mal dele. Mas sabe... Agora até acho que vocês combinam!

Lily corou e sorriu discretamente. Sim, tudo isso era totalmente absurdo, mas não tinha motivos para discordar.

- Bom, e eu acho que você combina com aquela garota que estava aqui antes. Vocês são tão... Loiros.

O rapaz sorriu, esperançoso.

- Jura? Você acha mesmo? Puxa, obrigado! Então... Eu vou lá que a minha aula já deve ter começado. Ok?

Lily balançou a cabeça afirmativamente, sorrindo para o rapaz, que voltou para a direção que estava indo. Ela, por sua vez, não continuou seu caminho para as masmorras. Seguiu em direção aos jardins. Uma aula perdida não faria tanto mal assim. Precisava por a cabeça no lugar primeiro...


N/A: Reviews?

Beijos,

Lulu Star ;D