Aquela semana era a maior de todas na opinião dele. Cada dia parecia estar durando uma semana. E cada vez que ela o tocava, pegava em sua mão ou o beijava ele se pegava imaginando no que o fim de semana reservava a eles.

As aulas de sexta feira pareceram maiores, e ele era incapaz de se concentrar em qualquer outra coisa que não fosse a casa da Rachel vazia, os dois sozinhos, os beijos, os carinhos, a pele dela contra a dele.

"-Merda!" Ele murmurou ao perceber que seu corpo havia embarcado na sua imaginação. Ele esfregou os olhos e se concentrou o máximo que pode na aula, o professor falava algo sobre o Golfo do México ou algo assim. Ele sentia os lábios dela no seu pescoço, suas mãos pequenas e quentes na sua barriga. Ele arregalou os olhos e passou a pensar no carteiro, no carteiro e na treinadora Bestie, pronto!

Assim que a aula acabou ele correu pro banheiro, precisava lavar o rosto e se manter concentrado, se continuasse tendo aquelas alucinações e se comportando daquele jeito sua mãe desconfiaria que o campeonato de Video Game na casa do Puck era uma mentira.

Ela andava aérea, mal prestava atenção nas aulas, e pouco falava com os pais. Sem contar que passara a evitar ficar sozinha com o Finn, já que a cada toque entre eles ela conseguia sentir uma energia quase elétrica. E tinha medo deles se levarem pelos hormônios antes de sexta-feira e estragar a noite perfeita que ela havia planejado.

As aulas de sexta feira pareceram maiores, e ela era incapaz de se concentrar em qualquer outra coisa que não fosse a casa dela vazia, os dois sozinhos, os beijos, os toques, a pele dela contra a dele. Ela mordeu os lábios, tentando fazer seu coração bater num ritmo normal, já que naquele momento ela sentia como se ele fosse explodir. Ela sentiu a mão dele trazendo seus corpos pra bem perto um do outro e sua respiração quente no quente no pescoço. Balançou a cabeça, ela precisava se concentrar na aula.

Assim que a aula acabou, ela correu pro banheiro. Precisava lavar o rosto e se recuperar, se chegasse em casa daquele jeito seus pais iriam desconfiar que ela não passaria o fim de semana em casa estudando e virava o corredor quando eles se esbarraram. Ficaram parados se olhando, a respiração dos dois estava ofegante. Não tinham o que falar, não sabiam o que falar na verdade e sentiam que não deveriam se tocar.

"-Eu vim lavar o rosto." Falaram em uníssono e riram em seguida.

"-Não vou participar do ensaio hoje, já avisei ao Sr. Shue." Ela falou tentando parecer calma. "-Preciso me despedir dos meus pais antes deles viajarem e tenho que arrumar a casa para nosso jantar especial." As bochechas dela coravam enquanto falava.

"-Então, nos vemos só a noite? Tudo bem então." Todo pensamento da aula voltava na mente dos dois, os toques, os beijos, as peles tocando uma na outra e cada um correu para seu banheiro, para lavar o rosto e se preparar para a próxima aula.

Ele tinha certeza de que seu coração podia ser ouvido pelas outras pessoas. Ajeitou a mochila nas costas e deu um beijo na testa da mãe. "-Eu volto amanhã."

"Eu sei." Carole riu. "Divirta-se e mande um beijo pra Rachel."

Ele travou, a mãe dele sabia ou estava testado pra ver se ele estava mentindo. Achou melhor manter a mentira.

"-Eu não vou ver a Rach mãe, ela vai viajar com os pais. Vou ficar com o Puck." Ele tentou ser o mais convincente que podia.

"-Hiram me ligou. Achou muito suspeita a história de que você viajaria pra Nova York para visitar uma tia doente e de que Rachel preferia ficar em casa sozinha a ir a Florida com eles. Sem contar no comportamento estranho de quem está mentindo que os dois tiveram durante a semana. Em menos de 2 minutos de conversa nós entendemos o plano de vocês."

"-Mãe, eu, a gente achou que..." Ele estava frutado, eles haviam planejado tudo com tanto cuidado. "-A senhora não vai me deixar ir? Ou o Sr e o Sr Berry vão estar lá me esperando pra me matar?" Carole não pode evitar uma gargalhada.

"-Hiram e Leroy já foram e eu não vou te proibir de nada. Mas espero que vocês tenham juízo e responsabilidade. " Ele já respirava aliviado, seria estranho fazer sexo sabendo que os pais dela e a mãe dele sabiam o que estava fazendo mas era melhor do que morrer. " –Quero os dois em casa as 22h"

"-Quê?" Ele ter se perdido em seus pensamentos enquanto sua mãe falava.

"-Você vai lá, vai jantar com ela, afinal ela tem tido um trabalhão pra planejar esse jantar romântico durante as madrugadas. E os dois vão vir dormir aqui." Carole olhava pro filho como se estivesse falando algo normal. "-Caso queiram fazer sexo eu não vou me opor, mas primeiro terão uma longa conversa comigo sobre isso, sobre camisinhas, pílulas, e filhos, depois eu deixo os dois subirem e transarem a vontade."

Ele continuava boquiaberto, todo plano dos dois estava indo de pelo ralo. Tanto trabalho, tantos planos.

"- Mãe, por favor. Amanhã cedo a gente volta pra casa mas me deixa dormir lá, só essa noite?" Ele esta implorando e se sentia ridículo por isso.

"-Desculpe, meu amor. Mas isso foi combinado entre Hiram e eu." Ela passou a mão no rosto do filho. "Eu sei que vocês se amam, mas são muito novos pra um fim de semana romântico."

Ele tocou a campainha de Rachel completamente desolado, eles teriam de dormir na casa dele. E pior dividir a mesma cama sem fazer nada, afinal seria horrível fazer qualquer coisa com a mãe dele no quarto ao lado. Mas quando a porta se abriu ele ficou boquiaberto. Rachel usava uma camisola cor de rosa transparente e mais nada. E antes mesmo dele conseguir formular um pensamento ela estava agarrada no pescoço dele o cobrindo de beijos.

"- Meu pai me disse que logo depois do jantar temos que ir pra sua casa." Ela disse beijava o pescoço dele. "-Mas nós não precisamos comer até as 22h, podemos nos ocupar de outras coisas."

Ele pressionou o corpo dela contra o dele e deslizou as mãos por suas costas. Aquilo tudo era bom de mais pra ser verdade.

"-Não." Nem ele acreditava no que tava dizendo. "-Não tem que ser assim, rápido e escondido."

Ela se sentou no sofá, estava triste e confusa.

"-Você não quer?"

"-Claro que quero Rach, mas quero que seja perfeito. E agora desse jeito não vai ser." Ele deu aquele sorriso de lado que a enlouquecia e ela se acalmou.

"-Vou arrumar minhas coisas então."

Menos de 40 minutos depois eles entravam na casa dos Hudson. Mas ao contrário do que esperavam uma Carole pronta pra dar conselhos não os esperava. No lugar havia um bilhete colado na porta da geladeira.

"Esqueci que havia marcada um jantar com Burt. Comportem-se"

Eles se olharam e sorriram, não seria como planejada mas ainda sim seria perfeita.